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Saúde Agora | Terçol e Calázio
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Saúde Agora | Terçol e Calázio

31 views Publicado há 2 semanas HD · 14:39

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A oftalmologista Márcia Tabuse explica as diferenças entre terçol e calázio, inflamações comuns na borda da pálpebra. Segundo a médica, o terçol surge quando uma bactéria infecta uma das glândulas palpebrais, forma pus e causa dor, inchaço e vermelhidão localizados, sem febre e sem risco de contágio. O tratamento inclui compressas mornas e higiene com espuma de xampu neutro na raiz dos cílios, com drenagem entre três e sete dias. A entrevista completa está no portal que reúne o acervo da TV Câmara.

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Olá, [música] está no ar o Saúde agora e hoje o tema sobre [música] saúde dos olhos. Vamos falar de uma condição que certamente em algum momento da vida você já deve ter tido. Estamos [música] falando do ter sol, vamos falar também do calázio, entender as diferenças entre eles, os tratamentos. Por isso, convidamos ao oftalmologista Márcia Keiko [música] Tabuzi, que já está conectada. Seja muito bem-vinda, doutora. Obrigada. Obrigada pelo convite. Espero ajudar. Com certeza, Dra. Márcia. Vamos começar então a falar do ter sol, né? É um nome mais conhecido. Muitas eh muita gente já com certeza teve o terçol, mas falando da diferença entre elas, né? Vamos começar então sobre o que define o terçol, dout. Márcia? Sim, o terçol é uma inflamação de uma das glândulas que nós temos na borda da pálpebra. Então assim, nós temos na borda da pálpebra várias glândulas, tanto na pálpebra superior quanto na inferior. Essas glândulas elas são responsáveis em fabricar a camada de gordura da lágrima, muito importante para que essa lágrima mantenha-se estável no olho e não tenha o olho seco, né? Então, quando uma dessas glândulas inflama, e inflama por quê? Porque entra uma bactéria dentro da glândula. E essa bactéria que entrou dentro da glândula, ela infecta a glândula, forma pus dentro da glândula e essa glândula começa a doer. Então a pessoa começa a sentir o quê? Uma sensação assim de que quando pisca dói. Começa a sentir um inchaço na pálpebra. Quando aperta aquele local que tá inchado dói porque na verdade é uma glândula compus por dentro. Certo? E aí essa inflamação pode aumentar e vai aumentando a a sensação de dor, inchaço e vermelhidão no local. E o terçol, doutora, ele causa febre? A pessoa tem esses outros sintomas também que acaba ficando um pouquinho mais preocupada por conta disso? Não, o terçol por ser um um processo inflamatório bem localizado na glândula, ele não chega a dar sintomas assim sistêmicos como febre, dor no corpo, diferente de uma conjuntivite, por exemplo, viral, né? Então, o torçol ele eh ele causa esse inchaço na pálpebra localizado, mas não dá sintomas sistêmicos, né, em febre e também não é transmissível. Então a gente pode dizer que ele não é contagioso, não tem nenhum risco, né, doutora? Exatamente. Na verdade, a pessoa se contamina por por conta própria. Então, a aquela criança ou aquele adulto que vai coça o olho, leva a bactéria para para perto do olho e essa bactéria ela entra na glândula e infecta a glândula. Muitas vezes também a as bactérias que estão ao redor da pálpebra, que são bactérias normais, elas entram dentro da glândula ou elas proliferam mais, mas simplesmente porque a pessoa tem uma deficiência de imunidade, né? Então a pessoa tá passando por um processo de imunidade mais baixa e aí aquela glândula pode infectar com mais facilidade. Dout. Márcia, como que é feito o tratamento? né? E quanto tempo demora pro terçol ele melhorar, né? Para ele ficar já num quadro que está curável esse terçol. Ótimo. Ah, o terçol, assim como é um processo como se fosse um mini mini abcesso, ele ele melhora ou ele sara quando ele drena, tá? Então, quando ele quando sai aquela infecção e a gente espera que essa infecção saia pelo ducto natural da glândula, tá? Como é que a gente faz isso? A gente faz bastante compressas mornas. A compressa morna, ela tem dois efeitos. Primeiro, ela ajuda a abrir o osteo da glândula, abre a glândula, amolece aquele aquele conteúdo e a e facilita a drenagem, tá? Segunda coisa, manter uma higiene no local é muito importante para que você diminua a flora bacteriana do local. Como que você faz isso? Pega uma gotinha do shampoo neutro, shampoo de bebê, faz espuma na palma da mão com água quente, pega essa espuminha, lava bem a raiz dos cílios, mantém essa higiene duas a três vezes por dia associado às compressas mornas. Esse processo varia de três até 7 dias para drenar. [roncando] Então tem que ter paciência porque demora mesmo para drenar e o ideal é que isso drene totalmente, tá? Porque quando ele não drena, essa glândula forma como se fosse uma cápsula ao redor, ela forma um granuloma e isso depois não sai. Aí tem que operar para tirar. Então tem todo um cuidado, né, específico, né, doutora. E mais do que isso, ter paciência, né, e esse cuidado com o tratamento que é feito em casa mesmo, com essas dicas, né? Eh, nesse caso, doutora, falando sobre o tratamento, né, a pessoa tem essa recomendação, mas eh o que fazer se voltar com frequência a esse terçol? Ele tem alguma prevenção, alguns cuidados assim para que a pessoa não tenha novamente o terol? É possível isso, doutora? Tem, você tem razão. Tem pessoas que realmente tem de repetição e às vezes tem um, dois, três ao mesmo tempo, tá? Então, nesses casos, o que a gente faz é a prevenção de fazendo a higiene sempre, sempre assim no na hora do banho, manter aquela higiene assim como a gente lava o cabelo, lava o rosto, vamos lavar a raiz dos cílios. Isso impede que a glândula faça a como se fosse assim rolhas que entope a glândula, faça com que diminua aquela flora de bactérias que tem ao redor, né? Então isso vai ajudar a prevenir esses casos de repetição, tá bom? Além disso, evitar de levar as mãos aos olhos, porque isso leva mais bactéria, bactérias que não são comuns aqui na região dos óleos vai acabar levando à infecção dessas glândulas de repetição. Tá certo, Dra. Márcia? Agora a gente vai falar um pouquinho sobre então o calázio, né? Falar sobre as diferenças. Tem uma diferença do terçol e o calázio, doutora? Sim, o [risadas] calázio já é um processo que a gente chama processo frio, ou seja, um processo mais crônico. A o terçol é um processo infeccioso, inflamatório, agudo, né? Então o calázio é aquela glândula, aquela mesma glândula do terçol, só que ela entupiu e ela não tem mais infecção, ela não tem mais a bactéria dentro, mas ela não consegue liberar aquele conteúdo que a glândula fabrica, que é aquela aquela gordura da lágrima. E aquela gordura vai formando como se fosse um cistoácio, tá? E esse cisto Sebácium forma essa bolinha que a gente vê que não tem informação, não é não é vermelhinha, não dói, né? É duro, forma uma bolinha endurecida na pálpebra. Esse esse calázio muitas vezes ele já não drena, tá? Então não adianta entrar com antibiótico, antiinflamatório, não adianta mais. Muitas vezes o que a gente faz é aplicar dentro da do calo uma injeção de um corticoide de ação prolongada ou até mesmo quando é muito grande a gente faz a retirada desse tumorzinho, que é na verdade é um, a gente fala tumor é um crescimento, né? É uma glândula que cresceu porque ela não conseguiu o quê? Drenar aquele conteúdo, certo? não tem infecção, então a gente pode estar operando e tirando essa glândula que está doente. Então no caso do calzio, ele é indolor, doutora. Não, a pessoa não sente, ela só sente aquele incômodo porque percebe que tem algo ali no olho, né? Como se fosse uma bolinha, que o pessoal geralmente fala, né? que parece uma bolinha, mas ela é indolor. Então, exatamente. Eh, ela é indolor porque não tem processo infeccioso inflamatório dentro. Ele é um processo só obstrutivo. É como se fosse um cisto sebácio, sabe? É um cisto sebá ou aquela espinha que endureceu, não drenou, né? É, é uma, é uma glândula sebástia que não drenou, não dói mesmo. E a cirurgia, essa remoção é tranquila. Como que é, doutora? É a eh como que é feito, né? Assim, o pós também depois a pessoa ela tem que ter um cuidado específico depois que retirou? Sim, a cirurgia é bem tranquila, tá? Eh, de preferência feito em centro cirúrgico mesmo, lógico. A gente faz ou por via por dentro, né? a gente vira a pálpebra e opera por dentro, pela via conjuntival para não deixar a cicatriz. Mas quando a bolinha tá muito para fora pela pele, a gente faz via pele, tá? A o pós-operatório é tranquilo, a gente pode usar uma pomada de antibiótico e corticoide só para prevenir infecção e a pessoa já sai sem dor nenhuma. E doutora, essas lesões, elas podem prejudicar, né, a visão em algum momento? Ou um paciente que usa lente de contato ou que usa óculos, que já tem alguma eh doença assim, né, na visão? Isso interfere de alguma forma? Doutora? Boa pergunta. Realmente assim, por exemplo, se a pessoa usa lente de contato e tá com ter sol, tá? A gente prefere que não use a lente de contato, porque você vai ter bactéria drenando daquela glândula que pode contaminar a sua lente de contato e essa lente de contato contaminada passar a infecção pro olho, tá? Agora, no caso de um calzio, calázio muito grande, eh, numa criança, por exemplo, a esse caldio grande pode comprimir a córnea e essa compressão da córnea causa o quê? um astigmatismo, tá? Então, esses calázios grandes a gente até tira exatamente porque pode provocar uma deformação na córnea, causando um astigmatismo. Certo, doutora? Agora, pra gente finalizar, então, gostaria que a senhora deixasse uma recomendação, né, para para pessoas que buscam o especialista, porque a na maioria das vezes, né, a gente só vai eh em busca de um especialista quando já está sentindo alguma coisa ou quando percebe algo fora do normal. Mas, na verdade, precisa ter essa prevenção, né, doutora? É verdade. E eu vejo muitas crianças assim com terçol de repetição, de difícil tratamento. Muitas vezes incomoda muito mais os pais, né, que estão vendo aquela criança com aquele ter solzinho no ouro o tempo todo do que a própria criança, né? Mas assim, em em alguns casos, realmente a gente tem necessidade de entrar com um antibiótico de longa duração. Não que o antibiótico esteja fazendo o efeito como antibiótico em si, mas principalmente para diminuir essa a produção dessa gordura que tá entupindo a todo momento essas glântulas, tá? Então assim, existem tratamentos específicos para casos de galázo ou de de terçol de repetição e naqueles terçóis assim de muita longa duração. E doutora, e nesse período, no tempo mais seco, baixas temperaturas também contribui pro surgimento dessas lesões? Sim, principalmente assim pessoas que estão também no computador o tempo todo, porque a pessoa que tá no computador, você sabe que ela pisca 40% menos do que deveria piscar. E esses olhos no computador ficam muito secos. Por que que fica seco? Porque a lágrima evapora e ela ao evaporar muito rápido, ela não repõe. A a pessoa sente uma sensação de coceira e aí a pessoa toda hora leva a mão no olho, coça, leva a mão no olho, coça e isso acaba proliferando mais bactéria ao redor dos olhos, tá certo? Então assim, nesses nesses dias mais secos, onde a evaporação da lágrima ocorre de forma muito mais rápida, é importante você usar um colírio lubrificante, tá? Para manter a superfície do olho bem úmida, né? Lembrar de piscar mais vezes quando estiver no computador, conscientemente lembre de piscar mais vezes. Isso ajuda a repor a sua lágrima e evitar de toda forma colocar a mão nos olhos. Tá certo, Dra. Márcia? Quero agradecer a sua participação. Muito obrigada pela por ter aceito também o nosso convite em participar aqui do saúde agora. Tá certo? Muito obrigada, viu? Nós que agradecemos a sua participação, Dra. Márcia. Bom, saúde agora fica por [música] aqui. Espero que você tenha gostado das dicas, então, da oftalmologista. Pode acompanhar na íntegra esse conteúdo pelo portal tvcamaracampinas.com.br. Te vejo na próxima edição. Até lá. [música]
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