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Saúde Agora | Amamentação Fortalece o Coração da Mãe
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Saúde Agora | Amamentação Fortalece o Coração da Mãe

58 views Publicado há 4 semanas HD · 14:37

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A amamentação pode trazer benefícios para a saúde do coração da mulher. Durante a gravidez, o organismo acumula reservas de gordura que podem ser mobilizadas durante a lactação. A cardiologista Alexandra Oliveira de Mesquita explica como esse processo pode contribuir para a redução do risco de doenças cardiovasculares e de infarto do miocárdio.

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Olá, está no ar mais uma edição do Saúde Agora e hoje vamos falar sobre amamentação com foco na saúde do coração. Vamos mostrar como o ato de amamentar pode ser o melhor remédio para o coração da mãe. Quem traz todas as informações é Alexandra Oliveira de Mesquita. cardiologista e vice-presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Seja muito bem-vinda, Dra. Alexandra. Muito obrigada. Bom dia a todos. Eh, obrigada pela oportunidade de abordar um tema tão importante e às vezes tão desconhecido para todas nós. Perfeitamente, doutora. a gente fala, né, sobre os benefícios da amamentação para o bebê, para a mãe também, é claro, sobre o aleitamento materno, mas especificamente sobre a saúde do coração da mãe quase não se fala, né? Por isso a gente vai aprofundar um pouco mais esse tema. Então, primeiramente, qual é essa relação direta, né, entre o ato de amamentar e a saúde do coração da mulher? É, os benefícios ao bebê são muito conhecidos, muito divulgados, né? alguns benefícios paraa mãe, mas especificamente pro coração. Existem eh vários estudos que já mostram redução inclusive de morte cardiovascular com o ato da amamentação. Então, cerca de 12% de redução nas doenças cardiovasculares naquela mãe que tem um risco de doença cardiovascular, mas que amamenta, então ela acaba tendo o seu risco um pouco eh reduzido. Isso por várias transformações. No durante a gestação, a mulher sofre uma intensa alteração eh hormonal, né? Aumenta-se alguns hormônios, diminu outros. E essas alterações hormonais elas promovem uma alteração no perfil lipídico dessa mulher. Então, aumentando o LDL colesterol, o chamado colesterol ruim, aumentando a resistência à insulina. Algumas mulheres desenvolvem inclusive diabetes gestacional. Então a gente percebe esses trabalhos mostraram que essas mulheres que depois amamentam, né, durante a gestação, eh, ela tem essas alterações e que depois elas amamentam, essas eh alterações elas regridem mais rapidamente e reduz reduz o risco que essa mulher tem de desenvolver, por exemplo, uma diabetes ao longo da sua vida. E esse esse benefício tá estritamente relacionado ao tempo de amamentação. Então quanto mais tempo essa mulher amamenta, eh maior benefício cardiovascular ela tem. Doutora, fale um pouquinho então agora sobre esse hormônio, né, conhecido como hormônio do amor, né? Tanto se fala sobre essa relação mesmo, né? Essa estreita relação da criança com a mãe durante a amamentação, mas tem um hormônio aí conhecido como o hormônio do amor, que traz tantos benefícios também, né? Além da de contribuir, né, pro bebê, pra mãe também, mas pouco se fala com ênfase, né, na saúde do coração. Uhum. É, esse é um dos hormônios que estão presentes na vida da mulher, né, e são liberados durante a a amamentação, trabalho de parto. E esse hormônio ele acaba melhorando a circulação materna, a circulação em torno em termos geral. Então ele faz uma vasodhidratação melhorando essa circulação, reduzindo um pouquinho o processo inflamatório que essa mulher sofre ao longo dos 9 meses de gestação, 8 meses, dependendo do parto, obviamente. Eh, então essa essa esse hormônio ele melhora a relação do bebê com a mãe nessa esse carinho, esse hormônio de felicidade, do amor mesmo, mas ele tem esses benefícios cardiovasculares melhorando a circulação materna. ele melhora muito eh reduzindo a o processo inflamatório e reduzindo e aumentando a vaso dilatação dessas artérias da circulação da mulher. A, doutora, a gente fala sobre essas questões, né, do hormônio mesmo em relação ao coração da mulher, falando um pouquinho sobre as mulheres que já têm essa predisposição a diabetes e também eh pré-eclâmpsia, né? Como que funciona nesse sentido? já que a senhora comentou sobre o momento da amamentação e o tempo que essa mãe está amamentando, né? Qual que é essa relação então para a saúde do coração em relação à pré-eclâmpsia? Eh, bom, a pré-eclâmsia, né, um aumento da da pressão durante a gestação, eh, ela pode se manifestar de de com alguns sintomas até a eclâmpseia, que a eclâmpseia já é um quadro eh mais grave, que precisa ter uma intervenção rápida sob pena de sofrimento do bebê e da mãe. Então, os níveis tensionais se elevam tanto que podem afetar a saúde do bebê. E essa mãe quando ela desenvolve préclâmpsia ou eclâmpsia, isso não termina no ato do parto, né? Quando a criança nasce, eh, não terminou ali, ela pode desenvolver uma hipertensão arterial sistêmica ao longo da vida. Então, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, né, especialmente o Departamento de Cardiologia da Mulher, tem feito um trabalho eh muito conjunto com a sociedade de ginecologia obstetrícia e endocrinologia, no sentido de acompanhar essas mulheres ao longo da vida. Então, a mulher que desenvolve qualquer alteração eh durante a gestação, ela precisa ser acompanhada porque ela tem o seu risco cardiovascular aumentado ao longo da vida. eh esses essas alterações na gravidez, a préamps, eclamps, o diabetes estacional, eh o parto prematuro, bebê de baixo peso, esse tipo de alteração durante a gravidez é que a gente classifica de fator de risco próprio da mulher, né? A mulher ao longo da vida, ela tem os fatores de risco que são comuns a homens e mulheres, pressão alta, diabetes, obesidade, etc. e tem os seus fatores de risco específicos, né? Então, alterações hormonais durante a gestação, a menarca, que é a primeira menstruação, muito cedo ou muito tarde, o uso de anticoncepcional oral durante muitos anos na sua vida, eh essas alterações durante a gravidez que eu já citei, a menopausa precoce, então tudo isso e acarreta em maior risco cardiovascular para essa mulher ao longo da sua vida. E doutora, a senhora comentou sobre essa questão mesmo da sociedade, né, o quanto que vocês atuam, né, em conjunto com as famílias, eh, justamente para intensificar também essa conscientização da amamentação. agora que a gente está eh em agosto, né, no mês de conscientização também, né, sobre amamentação, sobre o aleitamento materno, como que então é trabalhado nesse sentido justamente a amamentação, né, não só para o bebê, como foco hoje, eh, a gente tá falando sobre a saúde do coração, mas na verdade é uma coisa liga a outra, né, doutor, a gente não pode esquecer também dos benefícios para o bebê, como que é reforçado então esse tema dentro da campanha do aleitamento materno falando sobre a amamentação e os benefícios pro coração. Até bem pouco tempo, eh, não se tocava nesse assunto, né? A amamentação era abordada de uma de uma maneira que o benefício era só pro bebê, né? A sua imunidade, o seu crescimento saudável. E ao longo do tempo descobriu-se, né? Viu-se que a mãe também tem os seus benefícios. E a mais recentemente a gente viu que eh aumentação reduz esse risco cardiovascular, principalmente naquelas mulheres que já têm algum risco de desenvolver doença ao longo da sua vida. Então a abordagem hoje é que a mãe que possa amamentar, obviamente, ela ela faça isso e durante o maior período que ela puder, porque isso vai melhorar a sua saúde cardiovascular. Aqui a gente fala em prevenção, né? Quando você pode fazer eh atos que melhorem a saúde cardiovascular, você previne doença cardiovascular ao longo da vida dessa mulher. E isso é cientificamente comprovado, né, com estudos, né, doutora, não só aqui no Brasil, mas no mundo todo, né, porque tem essa pesquisa recente. Mundo todo, isso existem vários estudos com mais de 1 milhão de mulheres, eh, né, como você disse, ao redor do mundo. e que realmente foi visto depois, né, desses estudos, essa redução é de doença cardiovascular, né, então de infarto em torno de 12% e de AVC em torno de 14%. Então, é uma redução importante, considerando que a maior causa de mortalidade feminina é doença cardiovascular. A doença cardiovascular, ela mata mais que sete vezes qualquer tipo de câncer, inclusive o câncer de mama, que é o grande terror das mulheres, né? Então, a gente tem que que eh acompanhar essa mulher em todas as fases da sua vida. E, né, recentemente, não é muito recente, mas não tão antigo, essa ideia da amamentação em liberar hormônios que fazem base de dilatação, que promovem redução da resistência à insulina, do processo inflamatório, a redução da produção do LDR colesterol, que é o colesterol ruim, que é responsável, um dos responsáveis pelas formação, pela formação de placas de gordura pelas artérias. Então, eh, a mim ela tem todos esses benefícios, além dos já muitos anos estabelecido para o bebê. Dout. Alexandra, essa situação, né, falando sobre o câncer de mama, eh, recentemente a gente falou sobre, né, a questão do aleitamento materno, também da amamentação, mas com os benefícios para o bebê. Nesse sentido, é um mito ou verdade falar sobre a redução do câncer de mama? para essa mulher que amamenta, que tem essa amamentação até mais tempo do que outras mulheres. É realmente então um fato existente mesmo. Isso. Isso aí já também já tem estudos mostrando isso. E a mortalidade, então, já teve essa queda de mortalidade e óbitos dessas mulheres durante essa pesquisa, durante esse estudo científico. Dra. Alexandra, a mortalidade de risco cardiovascular, por doença cardiovascular. Sim, isso são vários estudos que já demonstraram eh em torno desse percentual que eu citei aqui, em torno de 12% para redução de doença cardiovascular pelo infarto, pela doença coronária e em torno de 14% eh da doença do AVC, né, a o acidente vascular cerebral. Tá certo, Dra. Alexandra, eu quero agradecer a sua participação aqui no Saúde agora por compartilhar todas essas informações, né, trazendo também essas orientações. Gostaria que a senhora deixasse algumas recomendações também, dicas, orientações e fizesse as suas considerações finais, por favor. Novamente eu quero agradecer a oportunidade de poder eh passar tanta informação que muitas mulheres não sabem e isso eh impacta muito na mortalidade lá no final, né? Nós nos preocupamos muito porque eh são informações que agora que tá, né? As pessoas têm se atentado sobre doença cardiovascular na mulher. A mulher, ela atualmente a gente tem visto um crescimento das doenças cardiovasculares em mulheres jovens, eh, pelo uso de cigarros, inclusive cigarros eletrônicos, né? Eh, uso de hormônios não que não precisam, né, por conta de performance corporal, é os que a gente chama de chip da beleza. Então, isso tudo vai acarretando eh aumento do risco cardiovascular. E quando você tem uma coisa tão simples que é amamentar, que reduz esse risco, nós temos que informar a nossa população, porque muita gente não quer amamentar simplesmente por causa de estética também, né? E isso não é não é o ideal, isso não é bom nem pra mãe e nem pro bebê. Então, deixa aqui o alerta pra mulher ficar mais consciente, não deixar passar os seus sintomas achando que vai passar, né? Então, sentiu alguma coisa diferente? Procure, faça um eletrocardiograma, faça alguma um acompanhamento, uma variação com cardiologista, porque o primeiro médico da mulher não é cardiologista, né? O ginecologista, o endocrinologista, dermatologista, mas não é o cardiologista. Mas nós precisamos ficar próximo dessas mulheres para tentar reduzir essa taxa de mortalidade que gira em torno ainda de 33%, e é muito alta. Muito obrigada e eu espero ter contribuído aí. com alerta para todas. Com certeza, Dra. Alexandra, nós que agradecemos a sua participação. Bom, o saúde agora fica por aqui. Espero que você tenha gostado. Você pode acompanhar na íntegra pelo portal tvcamaracampinas.com.br. Te vejo na próxima edição. Até lá. Oh.
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