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Olá, está no ar o Saúde agora com muita informação para você e o tema de hoje vamos abordar os impactos das mudanças climáticas para nossa pele doenças crônicas e também o envelhecimento. Convidamos a dermatologista Mônica Felice, que já está conectada. Seja muito bem-vinda, Dra. Mônica. Obrigada. Boa tarde. Bom, doutora, a gente vai começar então, né, falando de fato sobre essas mudanças climáticas, né, como essa previsão dessas mudanças intensas exige aí uma atenção pra nossa pele. De fato, tem esse impacto mesmo, um impacto negativo. Doutora, olha, essas mudanças climáticas estão impactando muito a saúde das pessoas também além da pele, né? A pele é muito atingida, especialmente no frio, por o frio intenso aumenta o ressecamento. As pessoas tomam banho mais quente, não hidratam adequadamente e a própria o próprio clima em si já deixa a pele ressecada. E a falta de cuidado em casa adequado também faz que isso altere a barreira cultânea, podendo gerar muitos danos e até dermatites por conta dessas agressões, especialmente do inverno. E doutora, quem já tem uma doença de pele, eh isso acaba sendo mais agravante, então, com essas mudanças climáticas. Isso também interfere para quem já tem um problema, acaba gravando mais o quadro. Seria isso também? também, especialmente aqueles pacientes que têm dermatite atópica, crianças, adolescentes e adultos também, que já necessitam de mais hidratação por conta da própria doença. Com o aumento do ressecamento do clima mais seco também, do frio, isso impacta na barreira cutânea, gerando, deixando ela mais sensibilizada ainda. Então, precisa aumentar essa quantidade de hidratante na pele mais vezes por dia. E também uma orientação que eu dou é que as pessoas tomem um banho curto e rápido. Se tá muito frio, vai tomar quente, não fica ali tomando aquele banho demorado. E não só isso. Uma outra coisa muito comum que eu vejo, que eu acho que eu posso contribuir aqui, é que as pessoas usam bucha vegetal. Então você imagina uma pele seca, banho quente, esfrega com a bucha, enche de sabão, arranca toda a proteção natural, o manto hrolipídico, né? Então eu falo: "Buxcha é só para usar pra região, como os pés, por exemplo, não tem ninguém com cascão aqui para arrancar, né? Eu até brinco com os pacientes, então não precisa de bucha. E sabonete mesmo também altera o pH da pele, favorecendo ter essa esse rgegamento e essa alteração de barreira. Então eu recomendo usar nas áreas íntimas, nas axilas também, mas o corpo inteiro não precisa se encher de sabonete, né? E nós temos hoje muitas opções, como por exemplo, existem alguns óleos de banho também que ajudam na na hidratação, não só o hidratante pós-banha, durante o banho já usar um produto adequado que reforce essa questão da barreira cutânea. E doutora, esses hábitos, né, como você mencionou a respeito do banho, esse banho quente, né, que o pessoal acaba tendo mais prazer, né, nesse período de tempo frio, no inverno, eh tomar aquele banho, quanto mais quente a água estiver, melhor, né, mais pra nossa pele fora de uma temperatura mais quente. O ideal é banho com água no na temperatura mais morna, aquela temperatura normal. Como que seria esse banho? Ou até mesmo um gelado, por exemplo. É, gelado é difícil a gente falar pra pessoa eh conseguir tomar, seria o que causaria menos dano aí. Mas então um banho mais pro morno, pro frio e um banho mais rápido, porque aí ela não agride tanto com a água quente do banho em si, né? E outra coisa que é bem interessante, se o clima tá mais seco, colocar umidificador de ar nos ambientes, porque isso também faz com que a pele não fique tão desidratada com uso de umidificador, especialmente quem tem também doença respiratória, tá se beneficiando na pele, tá nas vias aéreas, que aí precisa usar aquele sorinho para hidratar o nariz. Então, hidrata a pele, hidrata o nariz, hidrata os lábios, dorme com uma camada grossa aqui na nos lábios para preservar de de um hidratante labial, por exemplo. Até uma manteiga de cacau é uma coisa simples, barata, que você encontra com facilidade, que eu sempre oriento usar nos lábios e até nessa pele em volta aqui, ó, nessa região que fica toda ardida quando tá muito frio e seco. E doutora, o grupo, né, que merece mais atenção nesse sentido, então são os idosos, as crianças, como você mencionou, porque eles têm essa pele mais ressecada ou tem algo que interfere também nesse impacto com essa mudança climática? Eh, os idosos já têm uma tendência a uma pele mais fina, mais frágil e mais ressecada. Por isso que eles precisam de uma tensão especial. As crianças não têm esse componente de ressecamento, a não ser que elas tenham uma dermatite atópica, né, que é uma doença de pele, mas uma criança normal não tem isso, mas elas estão mais suscetíveis, porque muitas vezes as mães gostam de usar aqueles produtos cheirosos, quer deixar a criança muito cheirosa e saboa demais, aí arranca toda a proteção e não tem hábito de passar hidratante em crianças. Então limpa muito para ficar super cheirosa e não hidrata. E aí é que vem o problema, porque aí pode, uma pessoa que não tem dermatite, uma criança vira a ter uma dermatite por conta do excesso de agressão com a limpeza durante o banho, banho quente com muito sabonete. E além da dermatite, doutora, tem outras doenças também que podem, né, surgir por conta então dessa mudança e agravar a pele desse paciente. Eh, sim. Eh, mas algumas doenças, como tem pessoas que já tm, exemplo, uma psoríase, que já deixa a pele toda seca, toda fragilizada, isso pode piorar, mas a gente falou aqui só do frio também, mas a mudança climática de muito calor também traz problemas, especialmente os bebês que têm aquela brotoja, né, por conta do suor que transpiram demais e pode sensibilizar, dar muita coceira na pele, ferir e machucar. Então tem que cuidar muito. E além disso, quando o calor é intensivo, muitas vezes a pessoa não quer passar um filtro solar de proteção que fica com a pele eh pesada. Eu tenho essas queixas às vezes, ai não quero passar que vai me deixar todo melado, já tá calor, não quer passar. Só que isso a pessoa vai se expor no sol e pode ter queimaduras solares, não é? Não é só o problema de vir a ter um câncer de pele se tiver de predisposição, se tiver tendência aquelas manchas, você já ouviu falar do melasma, que é mais frequente em mulheres, o melasma ser exacerbado porque o excesso de calor, de radiação piora essas doenças. E doutora, e nesse caso, né, você, a gente começou falando do frio, aí tem também esse calor, eh, em excesso também tem essa mudança, né, na nossa pele. Fatores externos como poluição também pode vir a ter algum agravamento para esse paciente também. Totalmente, porque a poluição eh gruda na pele adere e penetra as toxinas. Isso pode gerar um envelhecimento precoce e gerar mais dano nessa pele que já tá sensibilizada. A pessoa que lá tem uma pele mais oleosa também pode vir a ter problemas por conta dessas mudanças ou é menos? Não pode havir, porque muitas vezes, especialmente no calor, eh, aumenta a oleosidade, começa a secreção ser bása e isso aumentar os quadros de acne. Acne também é uma coisa muito frequente, especialmente nos adolescentes. E aí a temperatura, um calor demais, pode piorar a pele de quem já tem acne. Então, precisa est fazendo um tratamento adequado e tentar eh eu dou um exemplo importante aqui, por exemplo, quem mora na cidade do Rio de Janeiro, que é um calor bem intenso lá, e logicamente a gente tá tendo calor em outros lugares que antigamente não se fazia tão intensos quanto o rio, né? Mas as pessoas saem, se expõe muito ao sol e aquela exposição solar junto com aquele calor, vai transpirando, vai aumentando a secreção sebáa, tudo isso faz a acne piorar e aflorar. E doutora, quando então que esse paciente ele tem que prestar atenção nessas mudanças, né, na pele mesmo, os principais sinais de que realmente não é algo eh que ele já tem essa predisposição, mas sim foi uma mudança do clima que ele que surgiu, né, essa pele mais ressecada, tem um tratamento específico, é pro resto da vida ou não? ou apenas com essa mudança de hábitos também já consegue eh diminuir um pouquinho essa agressão do organismo da pele. É, o cuidado tem que ser aumentado, especialmente nesse período que tá tendo essas alterações, obviamente. Então, não dá para simplesmente a pessoa comprar um hidratante, usou ali algumas semanas e parar, porque as agressões continuam, né? O clima tá imprevisível, faz frio no verão, né? faz calor no inverno e tá uma uma bagunça que ninguém mais entende em que situação que a gente tá. Então é necessário sempre ter essa tensão especial. Percebeu que a pele tá mudando, tá impactando, já começa a usar, no caso, você tá ressecando um hidratante facial, um hidratante corporal, um protetor solar. E no caso do calor intenso, se especialmente as crianças, eu eu dou uma dica também de tomar banho eh morno para frio, mas colocar a maisena na água da banheira da criança para ajudar quando tá aquela inflamação, que a maisena calma a miliária ali, a brotoja das crianças pelo excesso de calor. Isso pode acontecer nos idosos também e pode também usar no banho, não vai ser na banheira, mas pode colocar numa caneca ou duas colheres de maisena e aplicar no corpo, porque isso refresca e acalma essa dermatite irritativa pelo suor. Muita gente, doutora, sente, né, aquela coceira excessiva também na pele, né, por conta do calor excessivo também. Tem gente que até fala, a gente fez essas pesquisas, né, e tem relatos de que o próprio suor acaba também trazendo esse desconforto na pele, né? Muito fala-se sobre a alergia ao próprio suor. Realmente isso existe? Isso existe porque o excesso de suor libera substâncias e toxinas porque nós transpiramos para é um órgão de eliminação suar. Então ali tá cheio de toxinas também, por isso causa irritação, não é? suor água do suor é o que tem nesse suor que irrita essa pele. Então quando se isso começar a acontecer demais também tem que cuidar de dentro para fora. Tem que procurar o médico para fazer uma investigação. Se tem algum outro problema metabólico sistêmico que a pessoa possa controlar, porque não é natural que ela comece a coçar demais se a suar tiver dentro de uma eliminação normal de toxinas. Então ela tá com muita sobrecarga de toxina e precisa procurar uma causa sobre isso, né, sistêmica. pra gente recapitular quais são os hábitos então que essa que essa pessoa precisa mudar, né, e as orientações para nós, né, que vivemos essa mudança aí climática, tanto pro calor excessivo e também pras baixas temperaturas. É, pras baixas temperaturas, eu eu recomendo banhos mornos e rápidos, não sejam demorados. Não utilizar bucha no banho para não danificar a pele, não utilizar sabonete acessível eh na pele e também poder, se puder, usar um óleo de banho, ele não engordura, é um tipo de produto de limpeza que acaba hidratando e um hidratante corporal logo após o banho diariamente para manter a hidratação dessa pele. Já na pele no verão, você também pode hidratar. Existem já alguns g hidratantes que são mais leves para ser utilizados no verão, porque é um mito que você, ah, tá calor, não preciso hidratar minha pele, precisa também, só que usa um produto mais leve, a base de gel, tanto pro corpo quanto pro rosto. E também quem já tem essas dermates que eu falei do suor e tudo, acalma muito usar essa dica caseira que eu falei de maisena na água do banho, que vai acalmar essa pele e tirar essa coceira, esse desconforto até essa pele melhorar. Perfeito, Dra. Mônica, muito obrigada. Dica simples, né, que isso acaba fazendo uma diferença enorme, então, para esse paciente, para nós, para conseguir enfrentar um pouquinho essas mudanças. Quero agradecer a sua participação aqui no Saúde Agora. Muito obrigada. Fiquei muito feliz em poder contribuir aqui. Até uma próxima oportunidade, Dra. Mônica. Até. Bom, saúde agora fica por aqui. Você pode acompanhar esse conteúdo na íntegra pelo portal tvcamaracampinas.com.br. Te espero na próxima edição. Até lá. เฮ