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Saúde Agora | Terçol e Calázio
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Saúde Agora | Terçol e Calázio

0 views Publicado há 59 min HD · 14:39

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No Saúde Agora a oftalmologista, Márcia Tabuse, esclarece as diferenças de duas condições que afetam os olhos. Durante a entrevista, a especialista fala sobre os sintomas,tratamento e prevenção.

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Olá, está no ar o Saúde Agora e hoje o tema sobre saúde dos olhos. Vamos falar de uma condição que certamente em algum momento da vida você já deve ter tido. Estamos falando do ter sol. Vamos falar também do caláseo, entender as diferenças entre eles, os tratamentos. Por isso, convidamos a oftalmologista Márcia Keiko Tabuzzi, que já está conectada. Seja muito bem-vinda, doutora. Obrigada, obrigada pelo convite. Espero ajudar. Com certeza, doutora Márcia. Vamos começar então a falar do Tersol, né? É um nome mais conhecido, muita gente já com certeza teve o tersol, mas falando da diferença entre elas, né? Vamos começar então sobre o que define o tersol, doutora Márcia. Sim, o tersol é uma inflamação de uma das glândulas que nós temos na borda da pálpebra. Então assim, nós temos na borda da pálpebra várias glândulas, tanto na pálpebra superior quanto na inferior. Essas glândulas são responsáveis em fabricar a camada de gordura da lágrima, muito importante para que essa lágrima mantenha-se estável no olho e não tenha o olho seco. Então quando uma dessas glândulas inflama, inflama por quê? Porque entra uma bactéria dentro da glândula e essa bactéria que entrou dentro da glândula, ela infecta a glândula, forma pulso por dentro da glândula e essa glândula começa a doer. Então, a pessoa começa a sentir o quê? Uma sensação assim de que quando pisca dói, começa a sentir um inchaço na pálpebra, quando aperta, aquele local que está inchado dói, porque na verdade é uma glândula com pus por dentro, certo? E aí, essa inflamação pode aumentar e vai aumentando a sensação de dor, inchaço e vermelhidão no local. E o Tersol, doutora, ele causa febre, a pessoa tem esses outros sintomas também, que acaba ficando um pouquinho mais preocupada por conta disso? Não, o Tersol, por ser um processo inflamatório bem localizado na glândula, ele não chega a dar sintomas, assim, sistêmicos, como febre, dor no corpo, diferente de uma conjuntivite, por exemplo, viral, né? Então, o dorsal, ele causa esse inchaço na pálpebra localizado, mas não dá sintomas sistêmicos, nem febre, e também não é transmissível. Então, a gente pode dizer que ele não é contagioso, não tem nenhum risco, né doutora? Exatamente. Na verdade, a pessoa se contamina por conta própria. Então, aquela criança ou aquele adulto que vai, coça o olho, leva a bactéria para perto do olho e essa bactéria, ela entra na glândula e infecta a glândula. Muitas vezes também, as bactérias que têm ao redor da pálpebra, que são bactérias normais, elas entram dentro da glândula ou elas proliferam mais, mas simplesmente porque a pessoa tem uma deficiência de imunidade, né, então a pessoa tá passando por um processo de imunidade mais baixa e aí aquela glândula pode infectar com mais facilidade. Doutora Marcia, como que é feito o tratamento, né, e quanto tempo demora para o tersol ele melhorar, né, para ele ficar já num quadro que está curável esse tersol? Ótimo. O Tersol, assim como é um processo, como se fosse um mini-mini-abcesso, ele melhora ou ele sara quando ele drena, tá? Então, quando sai aquela infecção, e a gente espera que essa infecção saia pelo ducto natural da glândula, tá? Como é que a gente faz isso? A gente faz bastante compressas mornas. A complexa morna, ela tem dois efeitos. Primeiro, ela ajuda a abrir o ósteo da glândula, abre a glândula, amolece aquele conteúdo e facilita a drenagem, tá? Segunda coisa, manter uma higiene no local. É muito importante pra que você diminua a flora bacteriana do local. Como você faz isso? Pega uma gotinha do shampoo neutro, shampoo de bebê, faz espuma na palma da mão com água quente, pega essa espuminha, lava bem a raiz dos cílios, mantém essa higiene duas a três vezes por dia, associado às compressas mornas. Esse processo varia de três até sete dias para drenar. Então, tem que ter paciência, porque demora mesmo para drenar. E o ideal é que isso drene totalmente, tá? Porque quando ele não drena, essa glândula forma como se fosse uma cápsula ao redor, ela forma um granuloma e isso depois não sai, aí tem que operar pra tirar. Então, tem todo um cuidado específico, né, doutora, e mais do que isso, ter paciência e esse cuidado com o tratamento que é feito em casa mesmo com essas dicas, né? Nesse caso, doutora, falando sobre o tratamento, né, a pessoa tem essa recomendação, mas o que fazer se voltar com frequência a esse Tersol? Ele tem alguma prevenção, alguns cuidados, assim, para que a pessoa não tenha novamente o Tersol? É possível isso, doutora? Você tem razão. Tem pessoas que realmente tem de repetição e às vezes tem um, dois, três ao mesmo tempo, tá? Então, nesses casos, o que a gente faz é a prevenção de, fazendo a higiene, sempre, sempre assim, na hora do banho, manter aquela higiene, assim como a gente lava o cabelo, lava o rosto, vamos lavar a raiz dos cílios, isso impede que a glândula faça, como se fosse assim, rolhas que entope a glândula, faça com que diminua aquela flora de bactérias que tem ao redor, né? Então, isso vai ajudar a prevenir esses casos de repetição, tá bom? Além disso, evitar de levar as mãos aos olhos, porque isso leva mais bactérias, bactérias que não são comuns aqui na região dos olhos, vai acabar levando a infecção dessas glândulas de repetição. Tá certo, doutora Marcia. Agora a gente vai falar um pouquinho sobre, então, o calásio, né? Falar sobre as diferenças, tem uma diferença do tersol e o calásio, doutora? Sim, o calásio já é um processo que a gente chama processo frio, ou seja, é um processo mais crônico. O tersol é um processo infeccioso, inflamatório, agudo, né? Então, o calásio é aquela glândula, aquela mesma glândula do tersol, só que ela entupiu e ela não tem mais infecção, Ela não tem mais a bactéria dentro, mas ela não consegue liberar aquele conteúdo que a glândula fabrica, que é aquela gordura da lágrima. E aquela gordura vai formando como se fosse um cisto sebáceo. E esse cisto sebáceo forma essa bolinha que a gente vê, que não tem formação, não é vermelhinha, não dói, é duro, formou uma bolinha endurecida na pálpebra, esse calásio muitas vezes ele já não drena, tá? Então não adianta entrar com antibiótico, anti-inflamatório, não adianta mais. Muitas vezes o que a gente faz é aplicar dentro do calásio uma injeção de um corticoide de ação prolongada ou até mesmo quando é muito grande a gente faz a retirada desse tumorzinho, que é, na verdade, a gente fala tumor, é um crescimento, né? É uma glândula que cresceu porque ela não conseguiu o quê? Drenar aquele conteúdo, certo? Não tem infecção. Então, a gente pode estar operando e tirando essa glândula que está doente. Então, no caso do calásio, ele é indolor, doutora. A pessoa não sente, ela só sente aquele incômodo porque percebe que tem algo ali no olho, né? É como se fosse uma bolinha, que o pessoal geralmente fala, né? Parece uma bolinha, mas ela é indolor, então. Exatamente. Ela é indolor porque não tem processo infeccioso inflamatório dentro. Ele é um processo só obstrutivo. É como se fosse um cisto sebáceo, sabe? É um cisto sebáceo ou aquela espinha que endureceu, não drenou, né? É uma glândula sebácea que não drenou. Não dói mesmo. E a cirurgia, essa remoção, é tranquila? Como que é, doutora? Como que é feito, né? Assim, o pós, também depois, a pessoa tem que ter um cuidado específico depois que retirou? Sim. A cirurgia é bem tranquila, tá? De preferência, é feito em centro cirúrgico mesmo, lógico. a gente faz ou por via por dentro, a gente vira a pálpebra e opera por dentro, pela via conjuntival, para não deixar cicatriz, mas quando a bolinha está muito para fora, pela pele, a gente faz via pele. O pós-operatório é tranquilo, a gente pode usar uma pomada de antibiótico e corticóide só para prevenir infecção e a pessoa já sai sem dor nenhuma. E doutora, essas lesões, elas podem prejudicar a visão em algum momento ou um paciente que usa lente de contato ou que usa óculos, que já tem alguma doença assim na visão, isso interfere de alguma forma, doutora? Boa pergunta. Realmente, assim, por exemplo, se a pessoa usa lente de contato e está com o terçol, a gente prefere que não use a lente de contato, porque você vai ter bactéria drenando daquela glândula que pode contaminar a sua lente de contato e essa lente de contato contaminada passar a infecção para o outro. Agora, no caso de um caláxio, caláxio muito grande, numa criança, por exemplo, esse calágio grande pode comprimir a córnea, e essa compressão da córnea causa o quê? Um astigmatismo, tá? Então, esses calágios grandes a gente até tira exatamente porque pode provocar uma deformação na córnea, causando um astigmatismo. Certo, doutora. Agora, pra gente finalizar, então, gostaria que a senhora deixasse uma recomendação, né, para pessoas que buscam o especialista, porque na maioria das vezes, né, a gente só vai em busca de um especialista quando já está sentindo alguma coisa ou quando percebe algo fora do normal, mas na verdade precisa ter essa prevenção, né, doutora? É verdade, e eu vejo muitas crianças, assim, com ter sol de repetição, de difícil tratamento, muitas vezes incomoda muito mais os pais, né, que estão vendo aquela criança com aquele ter solzinho no olho o tempo todo, do que a própria criança, né? Mas, assim, em alguns casos, realmente, a gente tem necessidade de entrar com um antibiótico de longa duração. Não que o antibiótico esteja fazendo o efeito como antibiótico em si, mas principalmente para diminuir a produção dessa gordura que está entupindo a todo momento essas glândulas, tá? Então, assim, existem tratamentos específicos para casos de galás ou de terçol de repetição e naqueles terçóis, assim, de muita longa duração. E doutora, e nesse período, no tempo mais seco, baixas temperaturas, também contribui para o surgimento dessas lesões? Sim, principalmente pessoas que estão também no computador o tempo todo, porque a pessoa que está no computador, você sabe que ela pisca 40% menos do que deveria piscar, e esses olhos no computador ficam muito secos. Por que que fica seco? Porque a lágrima evapora, e ao evaporar muito rápido, ela não repõe, a pessoa sente uma sensação de coceira, e aí a pessoa toda hora leva a mão no olho, coça, leva a mão no olho, coça, e isso acaba proliferando mais bactéria ao redor dos olhos, tá certo? Então, assim, nesses dias mais secos, onde a evaporação da lágrima ocorre de forma muito mais rápida, é importante você usar um colírio lubrificante, tá? Para manter a superfície do olho bem úmida, né? Lembrar de piscar mais vezes quando estiver no computador, conscientemente, lembre de piscar mais vezes. Isso ajuda a repor a sua lágrima e evitar de toda forma colocar a mão nos olhos. Tá certo, doutora Márcia. Quero agradecer a sua participação. Muito obrigada por ter aceito também o nosso convite em participar aqui do Saúde Agora. Tá certo. Muito obrigada. Nós que agradecemos a sua participação, doutora Márcia. Bom, Saúde Agora fica por aqui. espero que você tenha gostado das dicas então da oftalmologista pode acompanhar na íntegra esse conteúdo pelo portal tvcamaracampinas.com.br te vejo na próxima edição até lá
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