TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Saúde Agora | Fascite plantar
Em destaque · HD Vídeo · SAÚDE AGORA

Saúde Agora | Fascite plantar

40 views Publicado há 3 semanas HD · 13:09
Resumo editorial

O quadro Saúde Agora explica a fascite plantar com o ortopedista Dr. Fabiano Nunes, da Beneficência Portuguesa de São Paulo. A fáscia plantar é um tecido fibroso na sola do pé responsável por sustentar o arco plantar, amortecer impactos e auxiliar na biomecânica da marcha. Quando sobrecarregada, inflama (aguda ou cronicamente). Mais comum entre os 30 e 40 anos, atinge especialmente pessoas com sobrepeso, sedentárias, mal-alongadas, com pé chato ou pé cavo. É a principal causa de dor na sola do pé, com sinal característico: dor ao apoiar o pé ao levantar pela manhã.

Descrição do vídeo

No quadro saúde agora você vai entender sobre fascite plantar - uma inflamação no calcanhar. Uma patologia muito mais comum do que muita gente pensa.

Transcrição completa do vídeo

13 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Olá, [música] [música] quadro saúde agora já está no ar e com uma pergunta: você já sentiu aquela fisgada aguda no calcanhar? Se a resposta for sim, você pode sofrer de facite plantar. No saúde. Agora vamos entender sobre essa condição com o Dr. Fabiano Nunes. Ele que é ortopedista da beneficiência portuguesa de São Paulo e já está conectado aqui com a gente. Seja muito bem-vindo, Dr. Fabiano. Boa tarde. Boa tarde a todos. Boa tarde, Ciane. Vamos tentar entender um pouquinho o que é essa patologia. Exatamente, doutor. Bom, pra gente iniciar então, né, o que de fato é essa condição? A gente pode dizer que é crônico ou não? Então, é assim, primeiro a gente entendeu que é a face plantar, né? A face a plantar é uma estrutura normal que a gente tem no pé. É como se fosse uma cordinha, um tecido fibroso que tem várias funções no pé. Então, ela tem a função de manter o arco plantar, manter a curvinha do pé. Ela tem a função de amortecimento, de dar impulso na corrida, de melhorar a biomecânica da marcha. E essa fácil, em alguns momentos, quando ela fica sobrecarregada, ela pode inflamar. Ela pode dar tanto uma lesão aguda, uma inflamação aguda, quanto uma inflamação crônica. A inflamação aguda, a gente tem só um processo inflamatório. E a inflamação crônica, por repetidas lesões, repetidas lesões, ela vai formando um tecido fibroso com pouca elasticidade e aí ela desenvolve uma doença crônica. Então a gente pode ter tanto lesões agudas como crônica na facite plantar. O IT é de inflamação. Então facite plantar é uma inflamação da fácil plantar, certo? E doutor, e tem uma idade, tem uma faixa etária que é mais comum ter essa inflamação? A facite plantar ela pode acontecer praticamente em toda idade. É muito rara em crianças. é mais comum de meia idade para sempre para cima, mas a faixa era mais comum porta dos 30 a 40 anos de idade. Uhum. Certo. E como que é feito então esse diagnóstico, né? Existe algo que a gente pode falar que é uma genética ou algo hereditário? Tem alguns fatores externos que também contribuem com essa lesão, com essa condição? Existe sim. É assim, existem características genéticas da própria pessoa, né? principalmente pessoas que têm muita dificuldade em alongar, eh, pessoas que estão acima do peso, então tem características físicas próprias para facilite plantar. Então, como a gente falou, a fácil é um amortecedor, tudo que aumenta a carga no pé aumenta a chance da inflamação. Então, aquela pessoa que fica muito tempo em pé, aquela pessoa que tá acima do peso, aquela pessoa que tá mal alongada, são pessoas que têm uma tendência maior em ter a facite plantar. Isso tem características anatômicas também. o pé com alguma deformidade. Por exemplo, o pé chato, que é o pé plano, tem mais risco de ter fasil de plantar, assim como o pé cabo, que é aquele pé que tem o arco muito maior, também tem um risco maior. Então a gente tem características físicas também que aumentam a chance de ter fácil do fácil de plantar. E a facin de plantar é a dor mais comum que a gente tem na sola do pé. Paciente com dor na sola do pé, a primeira hipótese é facite de plantar. A gente tem outras patologias, mas a mais comum é a facite de plantar. Então, o primeiro sinal de alerta, doutor, é essa dor no calcanhar, essa dor no pé. E geralmente, né, quando a gente vê a, estava fazendo aqui o roteiro, a gente leu algumas pesquisas, algumas observações sobre isso. Então, tem aquela queixa, né, ao levantar, né, assim que a pessoa sai da cama, vai colocar o pé no chão, já sente aquela dor, aquela fisgada. Esse é um sinal de alerta para quem ainda não foi diagnosticado. Isso, exatamente. A facite plantar, ela tem dois momentos de maior dor. É a dor do início da marcha. Então, quando eu acordo de manhã, eu começo a pisar no chão, começo a botar o começa a doer e aí o pé vai esquentando e melhora a dor. E a dor do final do dia, que é a dor da sobrecarga. Então, quando eu fico muito tempo em pé, tô lá, eu sou médico, tô operando há muito tempo, fico lá em pé muito tempo, isso acaba inflamando. Lembrar que a fina de plantar não dá dor só no calcanhar, a fim de plantar ela pega toda a sola do pé. Então ela dá dor no arco do pé inteiro. O que habitualmente acontece é que a medida que a gente vai ficando com quadro crônico, a facite plantar por excesso de tração no calcânio, ela forma uma pontinha de osso no calcânio, que é o famoso esporão do calcano. Então o esporão habitualmente é uma complicação de uma facite plantar crônica e aí começa a doer a inserção da face, começa a doer mais o calcanhar, mas a face de plantar pode doer todo o solado do pé, mas mais costumeiramente, principalmente nos casos crônicos, dói mais o calcanhar que a inserção dela. E doutor, esse diagnóstico ele é feito apenas pelo mapeamento, né, do paciente, fazendo essa triagem, conversando com ele sobre os sinais, os sintomas ou até mesmo a queixa, né, da dor que esse paciente vai até o especialista e se queixa ou tem alguns outros exames para detectar exatamente essa inflamação? O diagnóstico ele é eminentemente clínico, não é um diagnóstico difícil de fazer. Normalmente é um paciente que tem um histórico de sobrecarga, fica muito tempo de pé ou que tá acima do peso, principalmente pacientes que t associado um alongamento ruim ou com uso de calçados muito altos alternados com calçados muito baixos. Aquela pessoa, aquela mulher que fica o dia inteiro de salto, chega em casa, bota um saldalinha, então ela sofre mais. Eh, além disso, eh, o exame físico é muito característico, eh, dói em alguns locais específicos. A gente de rotina faz pelo menos uma radiografia simples de perfil do pé para avaliar se a gente tem além da facite uma um esporão que é essa pontinha de osso que cresce atrás do pé que atrapalha um pouquinho o tratamento. Normalmente quando a facite plantar tá difícil de tratar, ela tá recidivando, ela não tá indo, a gente para investigar um pouquinho melhor, a gente faz uma ressonância. A ressonância mostra se a face é espessada, se já tem alguma lesão de face associada, que é uma lesão parcial, se tem nodulações associadas, mas de rotina o diagnóstico pode ser feito simplesmente clinicamente, no máximo com raxar se tem um esporão ou não. A ressonância a gente habitualmente faz em caso de exceção. Perfeito. E doutor, como que é feito então esse tratamento, né? É a base de medicamento, em alguns casos, precisa ou não de cirurgia? explica para nós. O tratamento da face plantar, ele é eminentemente clínico. É muito raro a gente passar disso, tá? Mas às vezes é cirúrgico, a gente vai falar um pouquinho sobre isso. Então, o tratamento é clínico, ele consiste em algumas medidas. A primeira medida é diminuir a sobrecarga mecânica. Então, se eu fico muito tempo de pé, eu tenho que tentar de vez em quando dar uma sentadinha. Se eu tô acima do peso, eu tenho que tentar perder um pouquinho de peso, mas o fator mais importante paraa facite plantar é o encurtamento da musculatura isquibial. São os músculos que a gente tem atrás da perna que estão encurtados. Eles encurtam, começa a tracionar muito o pé, começa a tracionar muito a face e a face fica encurtada. Então, o fator mais relevante no tratamento da facin plantar é alongamento da parte de trás da perna, que é o trícepsural, que é o tendão de Aquiles ali atrás, a parte de trás do joelho, e alongar também a face plantar. Alongamento da face de trás da perna é exercícios de alongamento normais do dia a dia, é bem simples de fazer. E um jeito fácil e caseiro de alongar fácil a plantar é pegar uma garrafinha de água mineral dessas pequenininhas, enche de água, deixa ela virar um bloquinho de gelo, coloca no chão e pisa em cima da garrafinha e faz o movimento circular do pé. colocando o peso em cima. Isso ajuda a alongar a face a plantar quando você não tem possibilidade de fazer, por exemplo, uma fisioterapia. Então esse é o fator mais importante, alongar a face a plantar. Existem outras medidas. Eh, normalmente a face plantar tá relacionada com esse encurtamento muscular, então a gente pede enquanto tá com dor para usar sempre um saltinho. É mais confortável. Quem tem facilantar não tolera a sandália rasteirinha, essas baixinhas que não tem salto nenhum. Então, colocar um solinho. Oi. Mais tem mais impacto no chão essas rasteiras. Ela tem mais impacto no chão, mas o problema maior não é esse. O problema maior é que as rasteiras você tem que abaixar mais o pé para encostar o calcar no chão. Então você tensiona mais o músculo atrás da perna, então ele fica mais encurtado ainda. Então aquela mulher que usa salto, que tira o salto, é a típica que tem dor depois facil de plantar. O amortecimento é importante. Então, quando tá com muita dor, a gente pede para colocar uma calcanheira de silicone ou usar um tênis com bom amortecimento. Isso também ajuda, porque tanto leva um pouco o calcanhado para compensar o encurtamento, quanto absorve melhor o impacto. Então, o tipo de calçado também ajuda bastante. Naqueles casos que com as medidas mais conservadoras não melhoram, a gente tem mais duas alternativas. Uma alternativa é infiltração e é outro negócio chamado terapia por onda de choque. A infiltração é uma coisa que a gente fazia muito antigamente, hoje a gente faz menos porque a infiltração com corticoide além de ser muito dolorosa quando feita no pé, é uma gestão dolorida que a gente tá na sola do pé, ela degenera a fácil, então ela aumenta a ruptura de fácil. Então a gente faz muito pouco. Hoje o método de primeira escolha nos casos que falham com tratamento simples, chama terapia por onda de choque, que é um aparelhinho que você passa na sola do pé e ele vai desinflamar e estimular a cicatrização da face. melhora a fac de plantar em mais de 90% das vezes. E é importante a gente tentar tratar antes de formar o esporão, porque o esporão é mais chato. E naqueles casos que não melhoram com nada, existe a opção do tratamento cirúrgico, porque a gente vai lá e solta a face plantária, uma cirurgia bem pequena, percutânea, e raspa a pontinha de osso, que é o esporão. A gente evita fazer essa cirurgia porque às vezes a cicatriz que forma na sola do pé pode ser tão dolorosa quanto a fácil. E aí a gente acaba dor crônico. Então a cirurgia para facilite plantar é uma exceção, não é o habitual, certo? Então, doutora, eh no caso da prevenção, né, o que se deve fazer, quais são os cuidados necessários, né, para aquela pessoa que tem ali a talvez algum sinal de alerta, alguma dor, mas ainda não foi diagnosticado, que tem que prestar atenção. E também para aqueles pacientes que já estão em tratamento, né, quais são esses cuidados. É assim, como a gente falou, o fator mais importante na prevenção da facite plantária é manter um bom alongamento. Quanto melhor for o seu alongamento, menor é a chance de ter facilite de plantar. Se eu tratasse de plantar, fizer uma terapia para que ela ficar normal, não sentir dor e você não melhorar o alongamento, ela vai voltar. Então o fator mais importante é o alongamento. Naquelas pessoas que têm muita faciite, mesmo tratando tem resido, a gente pede para não ficar muito tempo com o pé no chão ou com sandálinha abaixo. Um saltinho ajuda bastante e diminuir sobrecarga mecânica. Então, se eu puder sentar um pouquinho durante o dia, se eu puder perder um pouquinho de peso, se eu puder quando for fazer uma caminhada, usar um sapato mais macio, que tem um bom abortecedor, tudo isso ajuda a evitar que a gente tenha uma nova crise. Agora, quando eu tenho uma crise que ela tá muito inflamada, é que eu trato, aí eu vou dar remédio, eu posso dar um antiinflamatório, um corticoide, terapia por onda de choque, fisioterapia, mas o fator mais importante é o preventivo, que é isso que a gente falou agora. importante, né, essas dicas, justamente porque esse paciente ou essa pessoa que tem uma vida ativa, por exemplo, que faz corrida ou que faz caminhada, é somente fazer essas adaptações, né, porque como foi mencionado, o tratamento ele é simples, né? O que talvez complica é quando ele não faz esse tratamento adequado e quando deixa, né, passar, tem aquela demora também no na busca pelo atendimento e acaba agravando mais o o caso, deixando crônico, né, doutor? Perfeito. Exatamente isso. O grande problema da fisplantar é a gente demorar para tratar. Como a gente falou, ela tem uma fase aguda e uma fase crônica. Quando eu demoro para tratar, o tecido cicatricial ou a fibrose que forma na face plantar, dificulta muito o tratamento, faz com que a gente tenha que eh fazer tratamentos repetidos. Se eu trato a facite de plantar na fase mais aguda dela com alongamento, com a medicação, com tênis adequado, eu não deixo você fazer uma lesão na facea ou uma fibrose na face. Eu tenho menos risco de polemificar e o tratamento é muito, muito, muito mais simples. Perfeitamente, doutor. Quero agradecer a sua participação aqui no Saúde agora, né, compartilhando todo o conhecimento e trazendo essas informações aí relevantes para quem está nos assistindo. Então, mais uma vez, muito obrigada pela participação. Eu que agradeço e a gente tá à disposição. Bom, o saúde agora fica por aqui. Continue aproveitando a programação da TV Câmara Campinas. Temos um encontro marcado na próxima edição. Até lá. [música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do SAÚDE AGORA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
11:38

Saúde Agora | Mounjaro Infantil

14:26

Saúde Agora | Declaração emergência OMS ebola

17:50

Saúde Agora | Obesidade no Brasil e tratamento bariátrico eficaz

13:58

Saúde Agora | Vínculo materno e saúde do bebê: como impacta o desenvolvimento infantil

14:04

Saúde Agora | Saúde das crianças no outono: prevenção e dicas essenciais

12:51

Saúde Agora | Meningite B: sintomas, riscos e como proteger sua Família

14:05

Saúde Agora | Cafeína é vilã ou aliada? Nutricionista revela dose ideal e riscos

12:39

Saúde Agora | Superbactéria kpc: o que é, riscos e prevenção em hospitais

18:06

Saúde Agora | Mpox no Brasil: 88 casos em 2026 + Campinas

15:49

Saúde Agora | Incontinência urinária - causas, tipos e tratamentos

15:45

Saúde Agora | Fome real x gula: emagrecimento pós-carnaval

17:55

Saúde Agora | Canetas emagrecedoras: riscos, mitos e uso seguro com orientação médica

21:01

Saúde Agora | Ferroada de insetos: primeiros socorros e sinais de anafilaxia

16:31

Saúde Agora | Vírus Nipah — o que é, sintomas, transmissão e risco para o Brasil

16:34

Saúde Agora | Como preparar o corpo para aguentar o carnaval até o fim

16:11

Saúde Agora | Mitos da Alimentação — o que é verdade e o que é fake?

17:54

Saúde Agora | Corpo perfeito x lesões: os riscos dos treinos intensos sem preparo

18:03

Saúde Agora | Convulsão: saiba reconhecer os sinais e como agir corretamente

17:21

Saúde Agora | jejum intermitente: benefícios, riscos e quando evitar

12:54

Saúde Agora | Disfunção oral do bebê: como identificar e evitar problemas na amamentação

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
1:03:23

Estúdio Câmara

16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia