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Há mais de 30 anos, este espaço no distrito de Souzas, em Campinas, vem transformando vidas por meio da arte. O Instituto de Artes Luana Lopes começou com o sonho de ensinar e incentivar talentos e hoje é referência em formação artística, reunindo crianças, jovens e adultos em diferentes modalidades. No Campinas, que deu certo de hoje, vamos conhecer a história desse instituto que une educação, cultura, inclusão e oportunidades. O Vinícius Conrad é irmão da Luana, também é diretor de artes cênicas aqui do instituto, participa dessa história desde lá no comecinho e vai contar pra gente como surgiu esse trabalho. Começou na casa de vocês, né, Vinícius? Sim, sim. Foi em casa. Eu sou irmão da Luana, né? Eh, eu era só uma adolescente, né? E aí a Lu criou nessa escola que nem se chamava Instituto das Artes Luna Lopes, era expressão e movimento, academia de dança, expressão movimento. E tinha só dança, né? Era era uma sala que tinha no fundo de casa e ela começou a dar aula lá. Eh, com o tempo foi crescendo, foi aumentando o número de alunos, número de turmas e aí ela resolveu eh mudar de espaço. Aí construiu esse espaço aqui que aí era maior, era próprio para pras artes e aí resolveu também colocar as outras áreas também, que aí integrou também com artes plásticas, música, teatro, artes cênicas, né, e o circo também. De alguma forma, essas artes estão todas integradas, né, no trabalho que acontece aqui nas apresentações também aqui do instituto, né, Vinícius? Sim, sim. Eh, a gente também tem o curso de musical, né, teatro musical, que é onde também tem o aluno aprende a cantar, dançar, atuar, tudo junto, né? A gente tem esse curso bem completo e inclusive a gente também tem um curso de iniciação artística, que é que é um curso voltado para crianças a partir de três anos, que eles vêm aqui duas tardes ou duas manhãs por por semana e participam de várias modalidades. Aí fazem aulas de música, de teatro, de circo, artes plásticas, dança e aí acaba conhecendo, né, toda toda a arte e aí depois mais paraa frente vai acabar seguindo o que o que mais gosta, né? E as cortinas se abrem pro João Vítor, que é ex-aluno aqui do instituto, também professor hoje de teatro, que vai falar com a gente, contar um pouco dessa história aqui do instituto. João, muito obrigada por falar com a gente e primeiro conta um pouquinho como é que começou a sua história aqui com o instituto. Eu entrei em um processo seletivo que teve lá em 2016. Eu comecei como aluno do projeto Belartes, que é um projeto que nós temos hoje, que tá em vigor ainda aqui na escola. Eu entrei fazendo uma hora aula de teatro por semana e quando eu fui ver, eu já tava fazendo várias aulas ao mesmo tempo, fazendo balé, hip hop, tecido, teatro, teatro musical, várias coisas. e fiquei aqui até hoje. Hoje eu trabalho aqui no instituto na parte administrativa, dou aulas de teatro, aula de canto também quando a professor não consegue vir, eu faço essa substituição, trabalho como técnico aqui do teatro também e é sempre uma alegria estar por aqui. E essas artes todas elas estão de alguma forma interligadas, né, João? Você começou no teatro e a partir disso outros interesses foram despertados. Como é que foi essa conexão? Então, minha paixão muito há há um tempinho atrás era o teatro musical, que o teatro musical envolve a dança, o canto, teatro. E a partir do teatro musical eu comecei a interligar tudo e falar: "Opa, por que que eu não faço várias coisas como é no teatro musical e eu consigo aprender mais também com essas coisas, né?" Então aí eu comecei a interligar os cursos, a fazer todos esses cursos, a aprimorar as coisas até chegar hoje onde eu tô aqui. Hoje você como auxiliar administrativa também, colaborando com várias atividades, professor também, você observa que a a jornada dos alunos que chegam aqui hoje, ela é parecida. De repente o aluno chega para fazer uma modalidade, acaba se encantando pelo teatro, pela música, acaba unindo tudo. Eu vejo em muitos alunos o que eu, o caminho que eu segui, né? Muitos alunos começam aqui com uma hora de curso, 2 horas por semana e de repente eles estão fazendo aí sete modalidades, oito modalidades, estão ficando aqui de segunda a sábado. Então eu vejo em muitos alunos aquilo que eu via em mim antigamente. Como é que esse contato diário praticamente com a arte, ela transforma a vida desses alunos e transformou também a sua vida? Eu acho que é muito legal essa transformação que a arte proporciona. Hoje em dia a gente tá vendo crianças, adolescentes muito deprimidos, que mexem muito no celular, com muito contato. E eu acho que a arte ela proporciona o desligamento disso, um momento só para ela, de repente uma mãe, uma mulher que não tem tempo para ela, trabalha muito. É um momento de respiro mesmo, sabe? É um momento que a gente tem para pensar em nós mesmos. e na nossa própria saúde mental ajuda muito, isso colabora demais. E a gente conversa agora com o Luís Ricardo, mais conhecido como Caco, aqui pelos colegas, pelos alunos. Ele que é professor de dança, mas entrou também como aluno no instituto, né, Caro? Conta um pouquinho pra gente como é que você chegou aqui há quase 20 anos. É isso? Isso. 19 anos, né? Eh, eu comecei aqui com 12, eu entrei, eu tinha 12 anos e aí eu fui fazendo aula de hip hop, né? Me apaixonei, me encantei pelo pelo lugar, assim, se tornou a minha segunda casa, eu vivia aqui, né? Então eu ficava aqui, eu entrava, digamos, às 2 horas da tarde, só saía às 10 horas da noite de praticar tantas aulas e aulas e aulas e aulas, justamente porque é um lugar onde a gente acaba se encontrando. O instituto ele tem um pouco disso de que as pessoas vêm até ele e não consegue sair, né? porque elas acabam se encontrando nesse nesse local, seja pelas pessoas, pelo pelo carinho, né, da equipe, que agora eu faço parte também, então eu sei como é essa recepção, mas eu acho que o carinho da equipe conta demais e eu acho que isso vem desde o começo, né, desde quando a Lu abriu, né, era a outra academia dela, né, que que ela veio com essa mesma mesma coisa de trazer a dança, mas como um ar de família, né? E trazer essa essa essa energia de de poder ter essa eh essa conexão com outras pessoas, né? Poder confiar no próximo, de poder se abrir com o próximo e tudo isso com a arte, né? Então, seja lá se você tiver fazendo dança ou se tiver fazendo arte circens ou teatro ou até mesmo cursos de música, você sempre vai estar incluído em uma família, numa grande família. Isso vem desde lá de trás e foi isso que me puxou, né? Porque eu acabei entrando pelo hip hop e fui ficando fazendo jazz, balé contemporâneo, né? Dança de salão e tudo aqui assim. Então, tipo, é um lugar onde foi um startup da minha vida inteira, né? Tanto é que eu digo sempre que eu sou hoje. O que eu sou hoje é graças ao IALU, é graças a tudo que eu venho desenvolvendo aqui na na escola e tudo que a Luana me ensinou e todos os outros professores que eu tive aqui também. Quando você entrou lá adolescente, né, com 12 anos, você imaginava que a dança, além de uma paixão, ia se tornar também uma profissão, uma carreira para você? É, eu sempre tive essa vontade de dançar para sempre, assim, né, e levar como alguma coisa, nem que fosse um hobby pelo resto da vida. Eh, se eu imaginava que eu ia trabalhar com isso, confesso que eu não imaginava. Foi uma coisa que eu fui pegando aos poucos. Eu fui vendo outros tipos de trabalho dentro do da dança, né? por exemplo, que nem eu não me imaginava ser um coreógrafo e eu nem imaginava que existia um um trabalho que seria só para coreografar na época, né, quando era muito novo. E e eu sou hoje em dia coreógrafo e é uma das coisas que eu mais amo fazer, que a parte de criar, de elaborar coisas, é dança, estruturar para que outras pessoas possam movimentar o corpo de uma forma que fique bonita e que também transmita uma mensagem legal, que a pessoa também se se encontreisa, né, com essa dança. E a Tainá aqui ao meu lado é aluna do instituto, participa dessa história há mais de 20 anos. Tainá, como é que você chegou ao instituto, né? Você chegou pequenininha ainda, criança. Como é que foi esse primeiro contato? Foi, eu cheguei no instituto com 5 anos de idade, eh, por recomendação médica do pediatra. Eh, o médico comentou com a minha mãe que seria interessante colocar para fazer uma atividade física. E aí, minha mãe, a gente morando aqui em Souzas já desde sempre, desde pequenininha, eh minha mãe ficou tendo conhecimento, né, soube sobre do instituto, que na verdade era Academia Expressão e Movimento, que era uma academia pequena com uma sala na casa da Luana, uma sala de aula pequenininha. E é lá que eu comecei, então fui, já fui participando de aula. Na época a gente tinha duas aulas na semana que era balé e jazz e fui fazendo, já fui participando de espetáculo e eu entrei não saí mais. Nunca mais saiu. E claro que mudou muito, né, ao longo dos anos esse trabalho, cresceu muito, né? Como é que você acompanhou essas mudanças e quais modalidades também você já participou aí na dança? Eh, então eu consegui ver muito dessa passagem do da Academia de Expressão e Movimento pro Instituto das Artes Lana Lopes, que foi um marco para pra academia, marco pra Lu. Eh, e a gente vai aprendendo muito. Então, comecei só no balé, no jazz. Aí fui entrando, participei do grupo folclórico italiano que a Luana tinha. Eh, comecei a fazer, fiz balé clássico, fiz balé usando sapatilha de ponta e me encantei muito mais pelo jazz. Então, eu comecei a fazer jazz, comecei a fazer o estileto, o hip hop, o mix dance. Então, foi aumentando a a quantidade de aula e as modalidades, o que me ajudou muito também, porque eu sempre sou muito tímida, então as outras modalidades vão ajudando pra gente se soltar um pouco mais. Tem todo o lado artístico de expressões também, né, envolvido. É, é. E e aí a partir daí eu comecei a fazer um trabalho também dentro do instituto, que é cuidando, dando um auxílio com a parte de publicidade. Então, normalmente sou eu que respondo as mensagens que chegam no Instagram, tento filmar um pouco de cada aula pra gente postar nos nos stories e fazer essa parte. Bom, como é que a dança ela transformou a sua infância, a sua adolescência e hoje também a sua trajetória, né, como adulta, a sua vida como um todo. E o que que ela representa para você? É um pouco difícil falar sobre isso, porque eu não consigo lembrar de uma tainá antes da dança, né? Então, parece que a dança tá comigo desde que eu me entendo por gente. Então, me acompanhou em muitas fases. É, é uma autodescoberta a todo momento, um aprendizado também. E a dança faz parte de quem eu sou. Por que que você acha que o projeto aqui do instituto é um trabalho de Campinas que deu certo? é um trabalho de Campinas que que deu certo porque eh já tem 30 anos, né? É uma escola que tem já 30 anos com com esse programa que você citou de bolsas também, eh, que é que integra toda a comunidade e e sempre crescendo, né? Eh, a gente todo ano a gente fala, vamos criar um curso novo porque a gente tá também sempre ligado também na na no que o povo quer também. Tem muita gente que fala: "Ah, vamos inserir um curso de de funk, por exemplo." Aí entrou a modalidade funk, já faz alguns anos também que a gente falou: "Vamos vamos colocar". E aí foi super sucesso também, que inclusive quem dá aula de funk é uma outra irmã minha que é a caçula, né? A Luana é a mais velha e aí a Dorot é a mais nova, que ela também começou a dar aula também, ela da aula de funk também de outras modalidades. E e é isso, a gente tá sempre e ampliando, querendo inserir cursos novos e e a demanda é super boa. Sempre o pessoal também tá querendo fazer e também muita gente gosta de fazer mais do que um curso. A gente também tem um um um programa também eh de de free pass, né, que aí a pessoa, o aluno acaba escolhendo e participando de qualquer curso que ele queira. E aí tem aluno que vai, a famílias, né, que vêm, fazem vários cursos e aí acaba, acaba conhecendo todos eles. Aí a gente vê que que é um um tipo de de curso de é de sistema que que dá super certo, que as pessoas acabam gostando e e de experimentar, né, todas as artes. เฮ