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Uma [música] escola de ciência vinculada ao CNPEN aqui em Campinas, que forma jovens cientistas com uma grade multidisciplinar que é novidade. Esse é o trabalho da Ilon, Escola de Ciência em Campinas, que é referência em todo o país. [música] É esse trabalho que você conhece hoje no Campinas que deu certo. E quem vai contar pra gente um pouco mais dessa história é o Adalberto, ele que é diretora aqui da Ilum e fala conosco. Aderto, muito obrigada por nos receber aqui. É eu que agradeço e gostaria de agradecer aí o poder executivo e legislativo de Campinas. que tem sempre dado uma força aqui para Hilo e que entendeu a importância dessa escola no contexto nacional. A Ilung que tem uma história inclusive recente, né, professor, mas já muito vitoriosa. Eu queria que você contasse primeiro como é que surgiu a ideia dessa proposta de unir, né, várias disciplinas, vários temas e um curso único. É perfeito. A a história nasce com um grande campineiro, que é o professor Rogério Cerqueira Leite, né, que era presidente do Conselho Nacional de Energia e Materiais do Cepen, né, e também foi diretor geral do CNPEM. Aí ele pensou num curso interdisciplinar, certo? Um curso que os biólogos soubessem matemática e os físicos soubessem biologia. Isso num tom meio brincalhão, mas na verdade ele queria um curso interdisciplinar e que tivesse uma base da ciência de dados, inteligência artificial. Isso começa em 2017, 18. Você vê que eh a escola ela tá cada vez mais atual, né? Então, é uma escola que realmente é interdisciplinar. Aí a grade é montada de maneira que as disciplinas elas tão conectadas e eh eu diria que tem um diferencial que é a parte de laboratórios que a gente tem, que é realmente é um diferencial e a parte de inteligência artificial. Além da própria estrutura da ILU em si, tem também essa ligação com o CNP, com sírios. Isso também é um grande diferencial para esses alunos que chegam aqui. Ah, certamente. Daqui a gente tem eh depois você pode até ver aqui, nós temos laboratórios avançados, né? Laboratórios básicos, mas básicos com temas modernos, né? Então a gente tem microscopia de força atômica, tunelamento, toda uma parte da biologia, etc. Tem vários. Além [música] disso, como você colocou bem, a gente também tem o apoio dos pesquisadores do CEPEN. que recebe nossos alunos para acompanhar projetos do CENPEN, né? E o Cepen hoje é um destaque nacional, é uma orla infraestrutura que nós temos no Brasil, eu diria aqui abaixo do Equador, a maior infraestrutura de pesquisa científica, né, aqui no Cepen. já tá começando a construção de um novo grande laboratório que é o Orion, né, que é um laboratório dedicado à virologia, né, que é um laboratório de nível de segurança máxima e as linhas de luz do CCO, o laboratório de nanotecnologia, [música] o laboratório de biorenováveis, o laboratório muito sofisticado da área de de bio, enfim, os alunos aqui não têm do que reclamar, professor. O aluno que passa por aqui também, um outro diferencial é que ele vai ter um leque muito amplo, né, de atuação. Quais são as opções, né, resumindo para esse aluno que passa por essa graduação diferenciada? [música] Então, esse é nós pensamos no começo era a formação eh de pesquisadores. Na verdade, essa foi a ideia central. E esses meninos aqui, quando eles terminam a graduação, que são 3 anos, né, eles optam por fazer um doutorado, eh, um mestrado, mas eles já sabem quando eles saem daqui aquele o que que ele quer realmente, né? Então, qual é a pesquisa que mais interessa ele? Porque como essa formação interdisciplinar, ele cria um conhecimento e é ela é interdisciplinar, mas ela não é superficial. É, aqui a gente procura dar exatamente os elementos fundamentais de cada disciplina. Então ele tem um leque grande, tem alunos que preferem, por exemplo, pra indústria, tem outros que prestam concurso para laboratórios de pesquisa, por exemplo, próprio Cepen. É, mas a grande maioria, porque como a gente começou em 2022, né? Então, nós temos duas sumas formadas, eles estão mais em pós-graduação. A grande maioria segue a pós-graduação na área de biologia, química, física, ciência de dados, enfim. Eh, como você falou, tem um leque grande, sim, para eles escolherem. E eles, na verdade, eles são protagonistas praticamente, porque quando eles vão falar com o orientador, eles já têm ideia de projetos que eles vão executar, né? Ah, a gente não gosta muito dessa relação do do aprendiz, né, eterno que tem hoje nossos alunos, né? Então o mestre é por uma parte, depois deixa de ser aprendiz, né? Se desliga do mestre. Agora, um outro diferencial também é o apoio que é oferecido para aqueles alunos que vêm de outros estados. Vocês têm aqui alunos de todo o Brasil e existe um auxílio também para esses alunos. É, aí nós temos um auxílio aí, esse é um é uma é um fator também importante, vários aspectos. Eh, hoje no Brasil e a evasão é muito grande em curso de ciência. Aqui a nossa é praticamente zero. Esse é o grande sucesso, né, eh, da evasão. E, e particularmente você dando o apoio aos alunos, né, a moradia ou a alimentação, conduções e etc., você consegue reter esse aluno e todos têm o direito, mesmo que more em Campinas. [música] [música] O Edélio é um desses alunos que a Ilum recebe de outras cidades, outros estados. Edélio, muito obrigada por falar com a gente. Você veio de Manaus? É isso. Como é que você conheceu o trabalho da Ilo? Bem, eu conheci aí no segundo ano do meu ensino médio, quando três alunos da minha escola passaram para cá. Aí eu achei bastante interessante a proposta de ser um curso interdisciplinar. Vi sobre o processo seletivo e no meu terceiro ano, no finalzinho, fiz o Enem, apliquei para cá, fiz a entrevista e hoje tô aqui. Se preparou bastante para esse processo seletivo? Como é que foi essa fase de estudos e aprovação também? Sim. É, pro Enem eu já vinha estudando durante todo o meu ensino médio. Aí a parte da entrevista que eu dei também mais um foco, fazer a redação de interesse, estudar alguns pontos que tinham esse caráter mais multidisciplinar, interdisciplinar. E confesso que fiquei bastante nervoso durante a entrevista, mas deu tudo certo. E aí foi uma mudança também de cidades de estado para você, uma mudança grande, né? Como é que tá sendo essa adaptação aqui em Campinas? Uhum. No no início foi difícil, já que sair de perto da família, etc. Mas tô gostando bastante. É, o clima é bastante diferente lá em Manaus é conhecido por ser bastante quente e chuvoso. Aqui é mais frio e um pouquinho mais seco, mas agora tem época de chuva e geralmente às vezes até me lembro um pouquinho da época de chuva lá de Manaus. Agora aqui quando você foi recebido existe toda uma estrutura também que foi preparada, né, para você. como é que foi essa recepção e como é que é esse auxílio também que a Ilum oferece paraa moradia que também, né, para todo o cotidiano de vocês? Sim, esse foi um dos pontos muito fortes que me fez decidir vir para cá, já que eu não conseguiria me manter sozinho aqui com a ajuda da minha família. Então, a questão da moradia de vale alimentação e refeição também, eles dão notebook, é o meu primeiro notebook foi inclusive o da Ilon. E é de fato um apoio muito importante, principalmente para quem vem de estados muito distantes. A adaptação ela é ela é grande, né, para vocês, mas não tá sendo difícil. É, no início tende a ser mais difícil, mas conforme o tempo vai passando, eh, a o apoio que a Ilon dá facilita bastante a adaptação, de fato. Agora, você tá há um ano já aqui na graduação, o que que você pretende seguir? São muitos caminhos, né, que essa graduação oferece. que você pretende seguir dentro dessa área, certo? O dentro de toda a interdisciplinidade da Ilon, eu tenho chegado mais e pra parte da física, de dispositivos. Eh, já fiz alguns estágios no CNPEN que me permitiram já conseguir traçar uma rota futura nessas áreas. E como é que é também esse intercâmbio com CNPEN e poder também usar toda essa estrutura? É de fato uma oportunidade que não passava na minha cabeça de tá com contato direto com os pesquisadores. Nem imaginava. Não imaginava. Mas eh de fato, o contato é bastante facilitado e permite abrir a mente para tudo que tá na margem, na fronteira da ciência. A Mariana é uma das alunas também da Ilum, é colega de turma do Edélio. Mariana, você é aqui de Campinas mesmo, como é que foi seu primeiro contato com a Ilum? Então, eu conheci a Ilum, na verdade, quando eu pude participar do programa Futuras Cientistas, que é um programa que promove a inclusão de meninas e mulheres na ciência. E aí eu passei meu mês de janeiro, quando eu tava ainda no terceiro ano do ensino médio, no CTI Renato Archer, que é uma outra instituição daqui de Campinas. E a partir desse mês de imersão que eu tive na ciência, eu tive a certeza que eu queria seguir a carreira acadêmica. E no meio desse mês eu descobri a Ilum. Eu fim vim fazer uma visita aqui presencial, conheci os laboratórios, algum dos professores também, conversei com alguns alunos e fiquei encantada com todo o suporte, com toda a ciência que a gente produz aqui dentro. Então foi a partir disso que eu conheci a ILO. E já assim, na primeira vista eu decidi, é para lá que eu quero estudar quando eu for fazer minha graduação. O que é que te fez ter essa certeza nesse contato com a Elum? Bom, principalmente essa questão de nós termos oportunidade de termos contato direto com o CNPEN, os laboratórios daqui que são com uma infraestrutura de ponta e também esse contato diário com a interdisciplinaridade. Então eu não queria ficar só focada numa área específica e ter contato com todos e conseguir mesclar para que o meu futuro acadêmico fosse ainda melhor. E a gente conversou, por exemplo, com o Edélio, que é um aluno que veio de longe, né, de Manaus. para você que é aqui de Campinas mesmo, como é que é ter essa estrutura toda tão pertinho, né, da sua casa? Então, eu sou de Campinas, nasci aqui, mas eu ainda eh moro na moradia fornecida pela Ilon por questão de praticidade, também convívio com os colegas. A Ilon fornece inglês no período noturno, então pra questão de logística também é mais fácil ficar aqui na moradia. Além do, como o Edélio falou, do notebook, do vale Limitação, refeição, que certamente facilita muito pra nossa permanência aqui na Ilon e conseguir se dedicar somente aos estudos, até até porque para vocês é uma dedicação integral, né, diária aí para esses estudos. Isso é um tempo integral que a gente se dedica aqui aos estudos. ficamos das 8 às 18 tendo aula e também temos os projetos. Então, acaba consumindo o período noturno, né, o contraturno do nosso período letivo, vamos falar assim. As férias também, né? O Edério já comentou, nós fazemos estágios no CNPEN, todo esse período de férias também eles dão a moradia, o transporte daqui da Ilum pro Cipenda paraa moradia, o vale imitação, refeição. Então tudo isso é essencial paraa nossa permanência e para que a gente consiga se dedicar ao máximo para pro que a Ilum pode nos fornecer. [música] E Mariana, a gente acompanhou aqui um pouquinho das aulas, né, que estão rolando. É bacana ver essa presença feminina cada vez maior também na ciência que é bem equilibrado, né? Você tem muitas colegas também que fazem parte da graduação. Sim, na minha turma é praticamente metade metade. Aqui nós temos também representantes docentes dos, [música] né, mulheres. Isso é muito legal no CNPEN também, principalmente essa questão de presença feminina na área de exatas. Eu particularmente gosto muito da área da computação. Então é uma uma presença feminina que ao longo do tempo vem aumentando de pouquinho em pouquinho fazer parte dessa transformação junto com as minhas colegas, junto com as professoras e as pesquisadoras do CNPEN. É incrível, uma oportunidade que eu acho que em outro lugar eu não teria. [música] E a questão do acesso também existe eh um número de vagas que é garantido para alunos que vêm da rede pública. Isso também consegue democratizar esse acesso? Sim, aqui 50% da das vagas são para alunos oriundos de escola públicas, né? Eh, e infelizmente são poucas vagas, né? São só 40 vagas. Então, eh eh eh 50% dedicado para alunos de escola pública, 50% no mínimo, né? E então esse é também é um fator que a gente tenta, hoje em dia tem vários lugares do Brasil que gostariam de ter uma ILUM, né? Eles chamam de filial ILUM, né? E isso tá tá sendo estudado no Ministério eh da Ciência e Tecnologia e e no MEC. para ver se a gente consegue dar um, como é que se diz assim, uma perculação pro resto do Brasil. Ou seja, existe então essa ideia de ampliação, seja aqui ou em outras cidades. Eh, aqui eu acho difícil, né? Porque ela exige um tempo eh dos pesquisadores do Cepen e aí é importante que a gente tem vários atividades dos pesquisadores eh que talvez aumentasse o número eh [música] não fosse adequado nem para um bom rendimento, mas ir para outros estados certamente, né? Isso é uma coisa boa. Eh, a gente tá, por exemplo, agora, eh, estamos um contrato com o governo da Paraíba, nós vamos dar um EAD eh para 1000 professores do ensino médio da Paraíba, né? [música] 1000 professores que vão ter esse acesso a um curso que a gente prepara preparou aqui de inteligência artificial, mas pegando um tema que é emergências climáticas para esse curso [música] aí e também estamos fazendo algumas especializações na área de virologia pensando nisso. E a partir do ano que vem nós esperamos começar um doutorado em engenharia molecular aqui no CNP. Então, a gente tem muitas ideias, mas o o o coração aí são 40 vagas e a gente que nós vamos continuar mantendo. [música] [música]