Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Ampliar oportunidades em regiões [música] mais vulneráveis de Campinas. Essa é uma das missões da Fundação FEAC, que há mais de 60 anos trabalha com inúmeros projetos sociais, [música] com foco principalmente em crianças e adolescentes. E é um pouco mais desse trabalho [música] que você conhece hoje no Campinas que deu certo. A Tatiane aqui ao meu lado é a gerente de projetos sociais aqui da FEA, que vai contar pra gente um pouco desse trabalho. Tatiane, muito obrigada por falar conosco e queria que você começasse contando um pouquinho desse papel social da FEAC de transformação aqui em Campinas nesses 60 anos, né, de trabalho já aqui na região. Bom, prazer estar com vocês aqui. Eh, a FIAC, ela existe em Campinas há mais de 60 anos, com uma missão desde que ela nasceu da redução da vulnerabilidade social em Campinas. [música] Então ela já nasceu olhando para esse lugar e com muito forte no sentido do fortalecimento das organizações da sociedade civil aqui em Campinas. Também articulação com o poder público, pensando políticas públicas, a participação cidadã [música] e da população. Então ela já nasce com essa atuação, olhando para todo esse ecossistema social e os impactos e redução da vulnerabilidade e bem-estar social. Então essa é a missão da FIAC desde o seu nascimento. E hoje quando a gente fala em vulnerabilidade aqui em Campinas, estamos falando principalmente em quais regiões que hoje vocês têm essas frentes de trabalho principais. [música] Na verdade, a gente tem um alguns estudos que a gente faz inclusive de áreas de calor, que a gente diz aqui, que são áreas onde existem [música] maior situação de vulnerabilidade das famílias no município de Campinas. Então elas estão não estão focalizadas em um território apenas, elas estão espalhadas nas periferias de Campinas. Alguns são pequenos bolsões [música] em áreas eh já mais desenvolvidas existem pequenos bolsões de vulnerabilidade, mas também existem outras regiões, por exemplo, como Campo Belo, como o Oziel, [música] como algumas eh alguma na região dos Amarais, que tem uma vulnerabilidade um pouco mais acentuada. Então, a gente atua nas regiões periféricas de Campinas, em diferentes níveis de vulnerabilidade, com diferentes questões que surgem cada uma delas, [música] mas a gente está nas cinco regiões aqui de Campinas, em diferentes áreas. E hoje esses trabalhos também são voltados muito para crianças e adolescentes, né? Hoje quais são os principais trabalhos, ações que você poderia destacar para esse público na missão da FEAC, o público prioritário são crianças adolescentes e suas [música] famílias. Então esse é sempre da onde a gente parte, o lugar que a gente parte da atuação. Nós estamos eh temos vários projetos e, na verdade, acima dos projetos, nós temos áreas e e focos de atuação. Então, hoje a gente olha muito para eh fortalecimento do do ecossistema social, [música] mas a gente olha para isso a partir do desenvolvimento territorial também, olhando para cada um dos territórios e como a gente atua em cada um deles. [música] a gente tem a convivência comunitária e familiar, que é algo é muito importante para nós como um dos focos. A gente tem a inclusão produtiva também, que é um dos focos, e o acesso a direitos. [música] Então, a gente atua majoritariamente nessas três frentes e divide os projetos a partir desses olhares. Ou seja, é uma questão da cidadania ativa nesses espaços, né, [música] através dos projetos da FEAC, trazendo essa transformação social. Hoje, o que que vocês observam já de resultado concreto dessas ações que já acontecem há muitos anos? Na verdade, a gente olha para um grupo de ações, né? Então, é primeiro, segundo e terceiro setor juntos. Além disso, a sociedade civil atuando, as pessoas, a população atuando em prol desse bem-estar. Então, [música] a gente tem diferentes ações e cada um olha para uma dessas camadas. Então, quando a gente olha para vários de nossos projetos, iniciativas em conjunto com o poder público, com as organizações sociais, a gente vê tanto transformação no nível do atendimento, [música] eh, o quanto elas atendem melhor quando a gente fala do fortalecimento institucional, do fortalecimento dessas organizações, [música] são elas que estão lá no território lidando todos os dias com as vulnerabilidades e também com as potencialidades das pessoas. Então, quando a gente fortalece esse ecossistema, a gente tá fortalecendo todo esse [música] atendimento e essa rede. Mas para além disso, a gente também teve várias experiências de projetos que se tornaram políticas públicas ou que fortaleceram já uma política pública que já existe. Então, a depender do projeto, ele vai olhar para uma camada diferente, para uma transformação e uma potência diferente também no [música] município. Aí você pode citar alguns deles pra gente? Bom, a gente tem eh alguns projetos, por exemplo, Oficina Locomover, que é um projeto que a gente desenvolveu junto com uma organização social para oferecer órtese e prótese paraas pessoas que têm essa necessidade, que sofreu acidente ou estão em situa e pessoas com [música] deficiência. E hoje a gente tem essa oficina instalada que atende não só Campinas, mas também toda a região. A gente [música] tem outro, a gente tem um projeto de implementação da lei da escuta protegida, que é um projeto mais recente que eu posso trazer, [música] que a gente tá em vias de fato de implementar junto com o poder público e CMDCA, o Conselho da Criança e do Adolescente, uma lei que protege as crianças da revitimização quando elas sofrem alguma uma violência ou quando elas são vítimas ou testemunhas de violência. Então, a gente tem diferentes projetos. a gente tem projetos de base comunitária, a gente tem projetos inclusão produtiva, por exemplo, que já formou e empregou várias pessoas, empregabilidade no município de Campinas. Então, em diferentes frentes, a gente vem há 60 anos transformando e colaborando para fortalecer a política pública e [música] a redução da vulnerabilidade em Campinas. O trabalho da fundação cresceu muito ao longo desses anos, foi se transformando também junto com essas transformações sociais da cidade, que também cresceu demais, né? Mas como é que começou esse trabalho? Qual que foi o embrião dele aqui em Campinas? O embrião foi muito nessa região onde a gente está hoje, que é uma fazenda. Então ele começou de uma [música] ação dos donos da fazenda e um grupo de de outros fazendeiros, empresários em Campinas. E a primeira ação foi muito simples, era fornecer leite [música] da da das vacas que tinham aqui nessa fazenda, olhando paraa população que precisava desse auxílio. Então isso veio inclusive antes da política pública. A gente não tinha o SUAS, o SUS, a gente não tinha a política formatada e eles se uniram para olhar para essa vulnerabilidade que já existia, estava instalada aqui por diferentes motivos. [música] E é conforme as coisas foram evoluindo, eh, os próprios donos daqui, eles doaram todo o patrimônio que [música] eles tinham para ser revertido em ações sociais no município de Campinas. [música] Então, hoje a FEAC ela rege, ela organiza e orquestra todo o seu patrimônio [música] eh para em prol da cidade de Campinas, do município de Campinas, olhando paraa redução de vulnerabilidade, mas começou com um gesto muito simples [música] assim de olhar em volta, entender que eu tinha muito e o outro talvez não tivesse. Nisso, olha a potência que isso se transformou hoje. E hoje como é que tudo isso, além dessa questão que você citou do patrimônio é financiado, né? como é que esses trabalhos hoje conseguem recursos para que aconteçam além, claro, das parcerias também com o poder público. A gente tem as parcerias com o poder público, é claro que a gente busca parcerias [música] com o setor privado, mas a Fundação FEAC ela tem recursos próprios. Então os recursos vêm oriundos desse patrimônio que ela faz toda a gestão desse [música] patrimônio para reverter para esses projetos, iniciativas e estratégias no campo social. E hoje você tem também o Hub de cidadania na FEA que queria que você contasse pra gente um pouquinho desse trabalho que é relativamente novo, né? O hub, na verdade, ele começou a primeira estratégia, o embrião ali em 2020. Então, foi o primeiro hub. Hoje nós temos três hubs que funcionam no município [música] de Campinas, em diferentes territórios. Então, a gente tem o Quebrado em Movimento, que fica na região do Campo Grande, a [música] gente tem o Quilombo, que fica na região dos Amarais, e a gente tem o Ozipa Criativa, que [música] fica no Parque Oziel, que são três periferias, eh, diversas, com seus desafios, com as suas potencialidades. [música] Quando nasceu o hubi muito desse olhar da FEAC, não só pras organizações formais, aquelas que tp, [música] mas entender que nos territórios, nos bairros, tem pessoas e coletivos muito potentes que estão olhando pros desafios daquele lugar, pras potências também daquele lugar e pensando soluções, potencializando o que já é bom e olhando pro que tá faltando e [música] pensando iniciativas para olhar para esses desafios territoriais. Então também não é alguém de fora que vem, a própria comunidade se organiza para resolver esses problemas. Então o Hub começou para ser um conector, para olhar para essas pessoas que estavam ali, esses grupos coletivos, lideranças comunitárias que estavam, para que ele pudesse ser um local onde eles possam se reunir, se fortalecer, né, se [música] conectar, entender, entender o território e também receber apoio, não só apoio técnico, mas também apoio financeiro, porque eles já fazem muito com recurso nenhum. Então, tendo um espaço de fortalecimento, de capacitação, [música] mas também espaço que eles podem usar, que tem tecnologia, que tem acesso a Wi-Fi, que tem acesso a toda uma estrutura, [música] então e apoios financeiros para eles colocarem em prática as ideias para resolver os problemas e desafios. É isso que é o o papel do hub, olhar para essas questões e potencializar aquilo que [música] já é feito pela própria comunidade, pelas próprias lideranças. E como é que essa conexão com essas comunidades ela acontece? [música] Na verdade, o hub ele é um espaço físico mesmo, ele acontece ali no no território, então são as lideranças que se unem e é muito colaborativo, então não tem um uma hierarquia, é um processo onde eles juntos decidem, né, recebem as propostas, tem os momentos de capacitação e eles juntos ali pensam quais são as prioridades e as soluções [música] e como lidar com isso no território. Então, hoje a gente tem os três hubs e a gente também tem um fundo que [música] muito e sempre tem editais, de tempos em tempos tem os editais chamando essas lideranças, grupos para apresentarem as suas propostas e soluções. E aí tem todo um processo de seleção. [música] Depois os apoios, não só financeiros, mas apoio de mentoria mesmo, de tá ali junto para que eles possam implementar as ações [música] que eles que estão planejados ali naquele território. E que transformações reais vocês já observam nesses territórios, né, nesses locais onde hoje o hub? Você pode também trazer pra gente alguns exemplos disso? Hoje a gente tem mais de 50 grupos ali coletivos e lideranças que já foram capacitadas, né, e mais de 150 iniciativas que já aconteceram. [música] Então assim, são diversas as iniciativas. A gente tem desde grupos e pessoas que estão ali, por exemplo, sendo fortalecidas, que trabalham com arte e cultura. A [música] gente tem pessoas que são empreendedores da economia criativa, por exemplo. A gente também [música] tem grupos, por exemplo, voltados para questão ambiental. Então, um uma das experiências é ali na região eh do no entorno do Manascente, no Parque Tajaí, onde eh tem uma horta comunitária e o entorno tava degradado, com muita sujeira e eles se reuniram ali para olhar para esse lugar e entender o que que precisava para inclusive reativar essa horta comunitária, que na verdade ela oferece eh [música] eh verduras e legumes para as pessoas que moram ali eh mais de 400 [música] eh todos os meses. Então eles fizeram toda uma movimentação ali e conseguiram contribuir para restaurar esse entorno e reativar, né, e potencializar [música] esse espaço ali, por exemplo, no Itajaí. Mas a gente também tem no Parque Osiel, que são é mais voltado ali para juventudes. [música] Então, com muitas ações, olhando para juventudes, a juventudes que tá empreendendo, não só o empreendedor econômico ali, mas também aquele empreendedor que tá olhando para causas. Então, a gente tem, por exemplo, grupos e coletivos que atuam com causas importantes. Hoje a gente tem um índice gigante de eh feminicídio. A gente tá falando muito sobre eh [música] sobre esse esse fenômeno, né, do machismo também e o quanto a gente tem coletivos que estão olhando para isso e atuando nos seus territórios e conversando com as pessoas sobre isso. A gente tem um coletivo que se chama uma ONG hoje que se chama Gabriel, que tá olhando pra saúde mental também e oferece atendimentos pra população em saúde mental. Então, o quanto isso em diferentes [música] frentes vai sendo pulverizado. E é claro que a gente sabe que existe uma responsabilidade do setor público, né, de oferecer muitas coisas pra população, né, é responsabilidade do poder público. Então, não é substituição ao poder público, mas é a sociedade se movimentando, entendendo quais são os desafios [música] e aonde estão as potências. Porque muitas vezes a gente fala da periferia e parece que lá só tem falta, só tem ausência, só tem problema, só tem dificuldade e tem, claro que tem, mas também tem muita potência. Então as pessoas que estão lá, elas se movimentam também [música] para resolver os seus problemas. E isso é uma grande potência para essas pessoas, inclusive Tatiane, que nos assistem, como é que elas podem hoje se conectar com esse trabalho da associação, seja para contribuir de alguma forma, seja para ser beneficiado também de alguma forma. São muitas frentes de trabalho, é difícil até a gente resumir tudo aqui, né? Mas como é que as pessoas que nos assistem podem se conectar hoje com os trabalhos feitos [música] pela FEAC em cada região de Campinas? A gente tem vários parceiros, né? Então a FEAC não faz nada sozinho, então a [música] gente tem muitos parceiros nos territórios. Então tem muitas organizações sociais que muitas pessoas conhecem por núcleo, serviço de convivência ou os próprios hubs ou tem os espaços mesmo da assistência social e outros em cada um dos territórios. Então são diferentes territórios com diferentes formas de fazer esse contato. Nos hubs, especificamente, se qualquer um procurar colocar lá lá na internet, né, o hubilombo ou a gente colocar lá o um qualquer um dos hubs, o quebrado em movimento ou o Zipa Criativa, vai aparecer com todos os contatos. Mas também a gente tá aqui enquanto FEAC super disponível a passar esses contatos para qualquer um que tem interesse, tanto em contribuir, mas também em participar dessas iniciativas. Tatiane, muito obrigada por nos receber aqui, por falar conosco e apresentar um pouco desse trabalho pra comunidade. Obrigada a você, um prazer. Um prazer. Muito obrigada também a você que nos acompanha pela TV Câmara. Espero você no próximo Campinas que deu certo. Até lá. [música]