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[música] Quando falamos em qualidade de vida, pensamos em um serviço essencial que impacta diariamente a vida das pessoas, o saneamento básico. Aqui em [música] Campinas, a SANASA é referência nesse trabalho há mais de 50 anos, com tecnologias que também são referência em todo o Brasil. Estamos chegando aqui na NASA hoje para conhecer mais desse trabalho no Campinas que [música] deu certo. [música] E quem vai contar pra gente um pouco da trajetória da SANASA é a Adriana Isemburg, que está aqui ao meu lado. Ela que é gerente de integração, controle e desenvolvimento tecnológico aqui da SANASA. Adriana, muito obrigada por nos receber e já começo te perguntando sobre a fundação da SAN NASA. Isso lá em 1974, né? Na época, quais eram os desafios, né, enfrentados no saneamento? Como é que essa NASA surgiu também nesse contexto? Então, a SANASA vinha de um uma uma departamento de água e esgoto da própria prefeitura de Campinas e e foi criado uma empresa de economia mista, o principal [música] eh acionista prefeitura, eh mas com aquela aquele intuito de proporcionar o saneamento para para Campinas. Campinas estava muito no começo. E na década de 70 tinha 350.000 1000 habitantes. Era uma população bastante pequena, [música] mas que já demandava um crescimento muito grande. 70 e 80 foram foi o período que teve mais crescimento em [música] Campinas. A gente tava com um aumento populacional muito grande e indústrias chegando. E com a SASA começou todos os planos de saneamento. Então começamos a trabalhar como levar água, principalmente paraa periferia, como que a gente ia trabalhar para levar pro Campo Grande, para toda essa região mais ao sul. [música] A gente na época já tinha duas ETA, a ETA 1 e do ATA 3 foi inaugurada em 72, um pouquinho antes da NASA assumir, mas tava no início. E aí começamos a fazer todo o anel central para abastecer e dar flexibilidade operacional para pra Campinas ser abastecida, né? Depois disso, a gente tava com aquela preocupação como é que nós vamos trabalhar com um manancial só, né? A preocupação só o Atibaia, né? E aí sim fomos ao rio Capivari, conseguimos uma outorga. Em 1988 veio a ETA Capivari, que nos deu uma um aporte melhor de de água pro pra região sul, que era uma região que tava em crescimento, né, a região do aeroporto, a toda aquela área no na envolta envoltória do do aeroporto com muitas indústrias na época, né? Então foi crescendo, né? [música] E aí veio a ETA 4 na em 1991. E aí sim fomos crescendo, novos reservatórios, foi um crescimento muito muito muito impactante. E a água foi sendo distribuída, você gera esgoto. Nisso que você gera esgoto, tem que tratar. [risadas] Nós tínhamos na época só depuradoras em toda a cidade, em toda ao longo da cidade sempre tínhamos uma depuradora para atender [música] a população, mas depuradora é um um tratamento muito preliminar, então é só é uma filtragem. Então isso não dava condição ambiental pra cidade. Aí começamos com os tratamentos efetivamente, né? [música] Para você ter uma ideia, em 2000 nós tínhamos 2% de tratamento de esgoto e isso era nada. [risadas] Ah, nós tínhamos que trabalhar com isso. E aí fomos fazendo uma série de de estações de tratamento. Em 1900 e desculpa, em 2005 veio a ET Pissarrão, que era grande na época. 2007 a em umas pegou toda a região central e aí nós fomos aumentando toda eh todo esse tratamento [música] até chegar onde a gente tá, né? E a gente sempre crescendo, sempre melhorando. O que que veio? 2014, 2015, veio uma crise hídrica terrível, balançou todo mundo, a gente em franco desenvolvimento, cidade crescendo e não tinha água, né? Não tinha [música] da onde a gente tirar água. E aí, o que que a gente fez? Vamos ver os planos, o que que a gente tem. Aí começamos até pensar no Jaguari, porque a situação do Atibaia tava muito, muito diminuta. A gente ficou com problema muito sério, com muito esgoto lançado no no rio Atibaia, [música] qualidade da água ruim e a gente um manacial que não tinha água, não tinha água [música] porque tinha que dividir com São Paulo. São Paulo, né, uma metrópole. [música] E aí fomos estudar Jaguari e tudo mais. Quando eh 21, quando assumiu a nova a nova gestão, o o Dr. Manuelito, ele veio com uma proposta, vamos fazer Campinas 2030 e proporcionar segurança hídrica para o município. E aí sim a gente começou a trabalhar com reservatórios. A gente já tinha um os [música] locais que nós queríamos colocar reservatórios. Construímos 20 reservatórios nesses 5 anos. [música] Trabalhamos com essa essa solução Jaguari. Então, com a a represa de [música] pedreira, isso possibilitou a gente ir atrás mesmo, viabilizar essa essa [música] nova captação do Rio Jaguari para atender toda todo o município de uma forma mais operacional, mais flexível, pra gente enfrentar qualquer problema de crise. E além disso, nós fomos no controle de perdas. A gente tinha um um trabalho desde 1993 trabalhando com controle de perdas. Tínhamos diminuído muito as perdas. Nós na época nós tínhamos 37% de perdas [música] e já estávamos com 22% em 2000, no final de 2020. Nós trabalhamos, para você ter uma ideia, de 2000, de 1993 até [música] 2 2020 nós tínhamos feito 450 km de redes. Nós conseguimos fazer nesses 5 anos de [música] 2021 a 25, 490, quase 500 km de novas redes e agora estamos com 16% de perdas. é um índice que para nós é um ganho, a gente vê, tá no nível eh internacional. E além disso, o reuso, começamos a trabalhar, as nossas ETS atendem, 94.3% da população campineira tem tratamento de esgoto. O que que a gente tá fazendo? trabalhando, aprimorando esses esgotos, eh, trabalhando com ETes para remoção de nitrogênio e fósforo. Então, possibilitando que esses rios voltem a ter uma qualidade e usando essa água, possibilitando que essa água seja utilizada para água de reuso. Então, é o que a gente chama de estação produtora de água de reuso. E a nosso projeto é ao final dessa, nós [música] já fizemos a a ET Pissarrão, a ET, a Capivar 2, a ET Boa Vista e agora estamos fazendo a pissarrão e o Anumas. Com essas estações de tratamento, nós vamos chegar a 50% do esgoto gerado com capacidade para ser eh água de reúo. Então é um feito para nós é muito é muito emocionante. [risadas] A gente fica muito feliz [música] com essa evolução que teve nesses anos todos. São muitos marcos importantes nessa história da SANASA, né? Mas tem um importante também que Campinas foi a [música] primeira cidade com capacidade instalada para tratar 100% do esgoto. Isso entre cidades aí com mais de 500.000 1 [música] habitantes. Qual que é o impacto disso pra nossa população? Olha, nós nós estamos dando qualidade de vida porque não e e principalmente não é simplesmente o tratar o esgoto, que era aquelas depuradoras do início da do século, é um tratamento adequado com remoção de nitrogênio e fósforo, com qualidade pras nossas águas. Então nós estamos agora trabalhando até como melhorar o o Ribeirão em umas que corta toda a cidade. Então tudo isso é pra gente poder trazer pra população e não só pra população, pra bacia como um todo, qualidade, qualidade de vida. É, é isso que é para isso que [música] a gente trabalha. Você até se emocionou falando um pouco, né, dessa história da Sanasa? São cinco décadas aí, quase cinco décadas, né, dessa história junto aos campineiros. Qual que você acredita que é o maior patrimônio construído hoje eh pela SANASA junto à população aqui da [música] cidade? Eu diria que são as estações de tratamento de esgoto. Eu acho que aqui a gente tá trazendo um marco pra população. O Capivari 2 é uma referência, é um [música] lugar que a gente tem levado estudantes para para conhecer. eh é uma estação que trabalha com muita automatização, então você consegue [música] enxergar tudo que tá ocorrendo aqui no no na própria centro de e de centro de operação e você consegue e enxergar qualquer problema que ocorra naquelas estações. Então essa automatização, essa essa condição da gente eh ver o que tá acontecendo no tratamento, isso é muito importante. e enxergar a água, né? Você vê o que tá chegando [risadas] e o que tá saindo. É uma água uma qualidade excelente. A gente conversa agora com o Alessandro Tetner, ele que é gerente de gestão de qualidade e relações técnicas [música] aqui da SANASA, para falar também sobre as inovações e projetos futuros. Alessandro, muito obrigada também por falar conosco. E pra gente iniciar, como é que hoje a SANAS ela pensa [música] no futuro para investir em tecnologia? O que que você destacaria hoje nos próximos [música] passos desse trabalho? Obrigado pela oportunidade, Taila. Agradecer também a TV Câmara para que a gente possa falar um pouquinho desse patrimônio de Campinas que é a Sanasa. Eh, pensar no futuro, né? [música] Começa pensando no hoje, porque só você consegue planejar melhorias, inovações se você tem um bom planejamento, uma boa [música] gestão. E penso que isso aasa tem dado exemplo no Brasil, né? é um investimento [música] que tem sido feito na capacitação dos técnicos, nos trabalhos que são desenvolvidos [música] internamente. Nós somos hoje uma das poucas empresas, não só no ramo de saneamento, eu diria num ramo geral, que tem uma certificação [música] de gestão da qualidade há 22 anos. Nós iniciamos a implantação da do CO ISO 9001 em 2004 e isso vem sendo [música] mantido ao longo dos anos, passando por auditorias anuais e nos últimos 20 anos sem nenhum apontamento negativo. Então isso é reflexo do bom trabalho desenvolvido pelos gestores que vem desse planejamento, que vem dessa [música] capacitação e que permite que essa NASA olhe pro futuro pensando nas inovações possíveis, como todo o nosso parque tecnológico de de medição, [música] que são os hidrômetros. Então, todos os hidrômetros que são utilizados são sempre de última geração, que retrata uma leitura fiel. Então o consumidor pode ficar tranquilo que não há chance nenhuma de ter qualquer medição errada. [música] em algum ponto, se houver, o sistema detecta, imediatamente é substituído o equipamento. A inovação nas estações tratamento de esgoto também, [música] né, transformando o tratamento secundário em tratamento terciário, possibilitando que essa estação venha a ser referência como tratamento e posterior [música] água de reuso. Toda a parte que a gente tem também de parceria com fornecedores de tubulações, com [música] empresas de software, e esse trabalho reflete diretamente no nosso controle de pedas. Então nós nós temos uma parceria que detecta [música] rapidamente os vazamentos, a gente pode agir rapidamente e isso reduz [música] consideravelmente as perdas. Isso reflete também no nosso índice, né, abaixo de 16% e o quanto na maioria do país tá acima de 40. Significa que 40% de perdas é 40% de dinheiro público jogado fora, né? Porque você tá desperdiçando essa [música] água. Então, todos os investimentos eles começam aqui dentro e a gente [música] tem trabalhos internos também onde a gente tem um banco de inovações. É um programa chamado Experimentando. [música] Foi um trabalho que foi desenvolvido há 3 anos e esse trabalho ele faz com que as áreas coloquem lá no sistema propostas, ideias de melhoria. [música] Essas ideias são avaliadas por um comitê gestor e se elas têm eh eh condições de ir paraa frente, aí elas são desencadeadas para as ações e isso reflete depois as melhorias. Nós somos [música] uma empresa eh certificada em vários prêmios, né, que a gente participa também, prêmios nacionais da área de saneamento. Eh, mas o prêmio é uma consequência de todo esse trabalho, né? Não é o nosso foco. Nosso foco é a melhoria contínua, é a melhoria da capacitação dos nossos técnicos [música] e a possibilidade de trazer pra população esse bem precioso que é o tratamento de água, que é coleta, afastamento, tratamento de esgoto. E aí, nesse trabalho, a Sanasa já utiliza também a inteligência artificial para reduzir as perdas de água. Como é que funciona a implantação dessa tecnologia hoje para esse [música] trabalho? Ele vem desde a elaboração de relatórios. Então, a utilização de ferramentas em eh com a utilização de de inteligência artificial, ela propicia a celeridade [música] na tomada de decisões. E hoje, com a inteligência artificial, você resolve problemas [música] em segundos, né? Desde que você saiba aquilo que você tá perguntando pra inteligência artificial. [música] Mas antes da inteligência artificial tem a inteligência humana. Então, se o [música] técnico não tá capacitado, ele não vai saber usar essa ferramenta. Então, esse trabalho que ajuda a detectar perdas é um trabalho, como eu falei, de envolvimento com fornecedores [música] de tubulações, com empresas de software e os técnicos da SANASA, que tenham conhecimento de toda a estrutura [música] nossa do sistema de abastecimento. Bem, essa NASA, ela foi premiada, inclusive recentemente, né, [música] por ações relacionadas à segurança hídrica. E aí, nesse contexto, como é que essa [música] NASA ela se prepara hoje para novos períodos de escassez hídrica que podem acontecer aqui [música] na região? Bom, a dependência de um único manancial hoje, que é o sistema [música] que vem lá de São Paulo, sistema Cantareira, eles ele nos deixa numa situação ruim, porque qualquer problema que ocorra [música] nesse sistema, nós somos diretamente afetados. Dentro do planejamento 2030 [música] para Campinas, existe a possibilidade de nós captarmos água de novas represas, como [música] a represa de Amparo Pedreira, onde a gente vai trazer essa água da represa para Campinas, criar uma nova estação de tratamento de água [música] e colocar esse sistema dentro do nosso anel de abastecimento. Então isso daria segurança hídrica maior, porque nós não teríamos um único manancial como dependência. Bom, [música] pra gente fechar também na sua opinião, o que que torna a Sasa um exemplo de um projeto de Campinas que [música] deu certo? Bom, eh, eu acredito que tudo é investimento nas pessoas. Esse é o principal passo que uma empresa precisa pensar. Quanto melhor for o seu corpo técnico, [música] melhor capacitado, mais condições ele tem de trazer inovações, melhorias, propostas e pensar na [música] população, né? Tenho certeza que todos os técnicos aqui quando saem de casa para trabalhar sai não só pelo seu trabalho, mas sai também [música] pensando no próximo, porque o nosso trabalho vai impactar diretamente a população. Alessandro, muito obrigada também pelas informações, por nos receber aqui nessa NASA. Eu que agradeço a oportunidade. Muito obrigada e agradeço também a você que nos acompanha. Te espero [música] no próximo Campinas que deu certo. Até lá. [música] [música] [música] [música]