Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[música] A Agência de Inovação da Unicamp, a Inova é o órgão responsável por impulsionar a pesquisa e a tecnologia dentro da universidade. Segundo o diretor executivo Renato Lopes, é a Inova quem garante a proteção dos ativos de propriedade intelectual e os interesses da Unicampênios de pesquisa, desenvolvimento e inovação firmados com empresas e instituições, além de atuar diretamente na transferência das tecnologias produzidas pela universidade. A Inova é o que na área se chama de um núcleo de inovação tecnológica. A principal responsabilidade dela nesse sentido é fazer a proteção da propriedade intelectual gerada pela Unicamp. O que que isso quer dizer? O pessoal tá fazendo uma pesquisa [música] em algum departamento, alguma unidade da Unicamp, tem uma ideia, faz para Inova uma comunicação de invenção e a Innova apoia esses pesquisadores na proteção. Em geral, é no processo de conseguir uma patente para essa invenção. Fazemos também registro de software, de cultivares, são várias possibilidades, mas a maioria dos casos isso resulta em uma patente. A patente é um primeiro passo no caminho da inovação, porque se só pedir a patente, fica protegido lá. mas não acontece nada. Então, outra coisa que a Nova faz com [música] muita força é a transferência dessa tecnologia, o que significa ir a mercado e procurar empresas que estejam interessadas em licenciar essa tecnologia, em usar essa tecnologia [música] nos seus processos, usar como para criar um produto. Então a gente tem tecnologias, por [música] exemplo, hoje licenciadas para cargil, que estão aí em diversos produtos no mercado, como bolachas, eh uma uma uma ingrediente mais saudável e com melhores propriedades para gerar eh um produto pros consumidores. Eh, temos uma tecnologia licenciada em hospitais espalhados pelo Brasil inteiro paraa [música] gestão dos equipamentos hospitalares. Então, a gente faz essa trajetória da invenção nos dos centros de pesquisa até o mercado. Uma outra forma importante de fazer essa transferência de tecnologia é através das empresas que são chamadas de spinoffs, [música] que são empresas que são fundadas para levar ao mercado uma tecnologia desenvolvida [música] na Unicamp. E aí a Inova entra com seu segundo braço muito importante, que é o braço do empreendedorismo, os ambientes de inovação. Nós temos, nós fazemos também a gestão da incubadora de empresas de base tecnológica da Unicamp e do Parque Científico e Tecnológico da Unicamp. Então, na incubadora podem entrar empresas de base tecnológica, não necessariamente só as spinoffs. Qualquer empresa que tem uma base tecnológica, passa por um processo de seleção, ela pode vir pra nossa incubadora. Nessa incubadora, a gente ajuda a empresa a desenvolver os seus produtos e a desenvolver os seus modelos de negócio com a expectativa de que ao final do processo de incubação ela esteja emitindo a sua primeira nota fiscal. Depois ela pode passar pro parque científico e tecnológico com uma startup. De novo, não precisa vind da incubadora pro parque. Tem empresas que entram direto pro parque sem vinda da incubadora. É um caminho, é uma trajetória que tem várias entradas e várias saídas, né? Mas ela pode entrar como uma startup. O parque hoje nós temos 80 empresas instaladas. [música] Elas faturaram o ano passado R 130 milhões deais. Geraram 711 empregos. Então você tava perguntando [música] do impacto em Campinas. Só o parque são R 711 empregos. Eh, R 130 milhões deais em faturamento. O parque também pode ter empresas grandes que já não são mais startups, né? esa pode entrar também como um laboratório de pesquisa e desenvolvimento que a gente chama. Então são já empresas de maior porte, o faturamento delas não conta nesses 130.000 milhões. A gente tem uma fabricante de vacina internacional, não faz nenhum sentido botar o faturamento dela porque eles tenham [música] um braço de pesquisa aqui. Então esse faturamento é só das startups das empresas das da incubada. Renato explica ainda que a agência também é responsável por estimular a comunicação voltada à inovação e fortalecer a cultura empreendedora dentro da comunidade acadêmica. Nós temos toda uma equipe que ajuda também a essas coisas se concretizarem, né? Em particular, eu queria citar a equipe de comunicação, porque [música] nada disso é possível sem a sociedade saber o que a Enova e a Unicamp produzem. E aí a gente agradece muito [música] vocês por estarem aqui conversando com a gente. E sem o engajamento da comunidade interna, a gente tem que ter pesquisadores interessados em inovação, interessados em empreendedorismo para gerar esse material fantástico que a nova consegue trabalhar e gerar esses números incríveis que a gente tem apresentado todos os anos. Bom, professor, e exemplos não faltam, né, de empresas aí. A gente tava conversando, inclusive [música] antes o início da da gravação. É muita muita gente envolvida, são muitas empresas aí. Gostaria que falasse um pouquas, são muitas empresas muito importantes, com muita história para contar, né? Então eu vou falar aqui um pouco das chamadas empresas filhas da Unicamp, que são empresas que não necessariamente passaram por todo esse processo. Pode ser um aluno ou um ex-aluno que saiu da Unicamp e fundou a sua empresa e contou a sua trajetória sem passar pela incubadora, sem usar necessariamente uma tecnologia da Unicamp. Então o conjunto das empresas filhas envolve todas essas empresas, spinoffs incubadas e as [música] empresas fundadas normalmente por alunos ou egressos da Unicamp. E aqui a gente tem histórias fantásticas, né? [música] A gente tem a história da Rubian, que tem 10 anos de estrada, já licenciou cinco tecnologias na Unicamp. Ele saindo de uma iniciativa muito bonita que a gente faz, que é o desafio Unicamp, que é um desafio [música] de empreendedorismo que dura 4 meses para as pessoas desenvolverem um modelo de negócios para uma tecnologia da Unicamp. A Rubian saiu do desafio, o pessoal desenvolveu modelo de negócio, falou: "Poxa, eu acho que isso aqui dá certo mesmo, eu vou fundar uma empresa". Então, há 10 anos na estrada, já há 11, na realidade, a gente fala, faz um ano que eu falo 10 anos, né? E nós temos histórias incríveis que tão de empresas situadas aqui ainda na região. [música] E essa é uma coisa interessante porque cria um ecossistema que fixa também os talentos e [música] as histórias que geram novos empregos. Eu falo que é o ciclo virtuoso da inovação e do [música] empreendedorismo, que gera casos de sucesso, que estimula novas empresas, novas pessoas a tentarem seguir esse caminho, que vão gerar novas casos de sucesso e aí a roda gira. Então, nós temos aqui do lado, instalados aqui pertinho, a Matera, [música] que foi uma empresa essencial pro estabelecimento do Pix no Brasil. Nós temos a CIT, que desenvolve soluções eh de informática e negocia suas ações na na bolsa de Nova York. Tem 8.000 eh funcionários espalhados pelo mundo inteiro. Nós temos a Padtec, que é uma empresa que trabalha no mercado super competitivo, [música] que é um mercado de equipamentos de comunicações óticas. A Padtec até [música] hoje assina muitos convênios de pesquisa, então ela continua levando pro mercado soluções que estão sendo desenvolvidas aqui dentro da Unicamp. Então também mostrando como funciona essa [música] questão de inovação, pesquisa, mercado, empregos, riqueza, mais inovação. É uma roda muito fascinante [música] e sem dúvida é é é uma razão muito grande pelo sucesso [música] da Unicamp, pelo pela Unicamp. Eh, a qualidade das pessoas que a Unicamp [música] forma e que ficam por aqui contribuindo com com a economia de Campinas. Bom, é desnecessário dizer então que Inova é Campinas que deu certo. Innova é Campinas que deu certo. A Unicamp é Campinas que deu certo. [música] Boa, professor. Obrigado. Bom, e nós viemos conhecer então uma empresa que é filha da Unicamp, né, que é Noviga. Estou aqui com a Maria Cristina, fundadora da empresa, porque vocês prepararam aí um ingrediente que é tecnologia da Unicamp. esse ingrediente. Isso, nós desenvolvemos uma tecnologia que são cristais de gordura microencapsulados [música] e aí foi feito uma eh patente com ele dentro da Unicamp e a Inova que faz todo esse processo de eh patentear as tecnologias desenvolvidas dentro da Unicamp. [música] Então, a Noviga surgiu para levar essa tecnologia pro mercado e aí a gente fez o [música] licenciamento através da Inova, né? Então, hoje ela está no mercado através [música] de um parceiro nosso, eh, que é a Kry, que também é aqui de Campinas e ela está sublicenciando, comercializando e e produzindo pra gente. Então, esse é o produto, um um ingrediente em pó, são cristais de gordura microencapsulados, que ele tem a função de estruturar melhor as as gorduras e óleos, [música] né? Então, aqui é um óleo de soja e aqui é um óleo de soja com microc, que é o nome da tecnologia no mercado é microcape. Então é um pozinho que a gente adiciona hoje em dia, com um grande aquecimento global aí além do dos efeitos na natureza, os produtos também sofrem bastante com o calor. Então vários produtos sofrem na prateleira, no na próprio processo produtivo. Então o microcap ele vem para auxiliar a gente conseguir continuar fazendo produtos saudáveis, que a gente também não quer que fique aumentando saturados, né, para não [música] ficar produtos não tão saudáveis, mas que tenham estrutura. Então a gente adiciona o microcape nessas nesses ingredientes. [música] Então a gente pode usar tanto em todos os biscoitos, bolachas, eh eh recheio de bombom, de chocolate e também estamos usando finalidade, hein? é realmente estruturar. Então, por exemplo, um produto aqui com microcap, você vê que tá mais estabilizado. Sem o microcap, com o tempo ele começa a separar. Então isso acontece durante o shelf life, né? Então, por exemplo, no mercado, depois em casa, começa a separar a fase. Então, os bombons dá problema dentro. Recheio de biscoito, a gente tem problemas na fábrica, na verdade, para produzir quando tá muito calor, o pessoal nem imagina, né? É, é um sofrimento. E na parte de cosméticos, a mesma coisa. A gente tem [música] dificuldade de estabilizar, por exemplo, bastões. Você coloca na bolsa, um dia muito quente, ele, né, desestabiliza todo, cremes, pastas. Então, [música] a gente tá também trabalhando nessa nessa linha agora de cosméticos, porque a patente também aborda os cosméticos, então [música] a gente tá conseguindo fazer com eles também. Bom, porque Campinas, eh, você estudou na Unicamp, fez doutorado na Unicamp, tem essa relação com a Inova eh Unicamp e por Campinas, porque não é escolher a cidade, porque escolheu a cidade aí para tocar esse projeto. É, eu fiz a graduação na na engenharia de alimento da Unicamp e aí depois fui trabalhar e voltei fazer mestrado, doutorado. E na verdade Campinas pra nossa área e a área de tecnologia é muito importante, tem muito apoio. Então a gente tem Unicamp, tem [música] e tal, tem várias eh pessoas, né, pesquisadores, professores, alunos. Então, a gente tem mão de obra qualificada [música] também para trabalhar com a gente e tem o apoio de infraestrutura, a gente tem os laboratórios, tem apoio do de planta piloto, então facilita muito o desenvolvimento dos produtos, né? E aí, Campinas é muito bom ness nesse aspecto pra nossa área. É muito muito importante. Se a gente não tivesse aqui, ia ficar [música] tudo muito mais difícil, né? Ficar indo para outras cidades. Então a gente se manteve aqui mesmo. Outra empresa brasileira que mantém forte parceria com a Unicamp é a Griuli, referência na área de reconhecimento biométrico. Quem conta mais sobre essa relação é o diretor de negócios da companhia. A Agriula, ela é uma empresa 100% brasileira, né? Ela surgiu incubada na Unicamp, foi uma das primeiras empresas a ter essa possibilidade de ser incubado, se estruturar dentro da incubadora. E depois disso a gente conseguiu evoluir, amadurecer, caminhou com as próprias pernas, né? Começou a caminhar com as próprias pernas, mas se estabeleceu ainda aqui na no distrito de Barão Geraldo, a ao lado da Unicamp, né? Bom, e muitos funcionários também t uma uma relação com a Unicamp, são ex-alunos. Como é isso? Conta pra gente. Exatamente. Eh, a gente tem uma proximidade muito grande pela com a universidade, inclusive fomentamos eh bolsas, né, de pesquisa, iniciação científica, mestrado, doutorado, justamente para fazer pesquisa na área de reconhecimento biométrico, que é o produto core da empresa, a área que a gente atua. Então, muitos funcionários são egressos, né, da da Unicamp e a gente também tem relação com cientistas que estão dentro mais bem ranqueados do mundo, né, no Instituto de Computação, ali fazendo o trabalho de pesquisa em conjunto. Bom, e a gente tava conversando, inclusive, né, eh, você de Rondônia e chegou em Campinas e não quer mais ir embora. Exatamente. Eh, a Unicamp é um polo de atração de talentos, né? Eh, tanto no Brasil como temos muitos estudantes estrangeiros, então a universidade acaba recebendo as melhores pessoas, né, de de todo o Brasil. Eu tive e a felicidade de conseguir me mudar para Campinas e entrei na Unicamp, me formei e hoje tô na Agriula. Bom, fale um pouquinho um pouco mais sobre a Inova Unicamp, eh, enfim, a relação que vocês têm, a importância da da Innova Unicamp na empresa de vocês. A Innova é uma agência fundamental pro ecossistema de empresas da região de Campinas, na minha opinião, eh auxilia muito na nosso relacionamento com a universidade. Então, todo esse trabalho de pesquisa foi algo construído em conjunto com a Inova que nos apoiou. lá atrás, né, enquanto a empresa era estava sendo incubada e no momento atual também através dos projetos de pesquisa. Eh, ela também trabalha muito forte essa questão de propriedade intelectual, orientando as empresas, fomentando, né, os pesquisadores também eh no no registro, né, e no acompanhamento da propriedade intelectual. Então, e agência é fundamental no trabalho da empresa. Bom, e e eu dei uma olhadinha no vídeo, é uma coisa impressionante [música] a empresa, né? Sim. Eh, a Griul a gente desenvolve o software para reconhecimento biométrico em bases de larga escala, né? Então, hoje fornecemos pros principais departamentos de polícia, tanto no Brasil, como também já exportamos a tecnologia. Temos projetos a nível nacional nos Estados Unidos, no México e estamos buscando mais eh mais mercados, né? é uma tecnologia que inclusive conta com as principais certificações internacionais, tanto do FBI quanto da Agência Nacional de Padrões de Tecnologia dos Estados Unidos. Qual o principal objetivo e de vocês aí num num futuro próximo? a gente brinca que a gente quer se tornar o maior player global, né, de reconhecimento biométrico. Então, hoje a gente já eh disputa projetos internacionais com empresas estrangeiras e o nosso objetivo é continuar crescendo. já conseguimos nos consolidar muito bem no mercado brasileiro, pois existem diversos estados que utilizam a nossa solução para fazer a emissão da identidade, fazer pesquisas forenses, né, de cenas de crime e agora a gente tá trabalhando muito forte na expansão internacional. Então, levar essa tecnologia que deu muito certo no Brasil e já alguns projetos fora para mais países no mundo.