Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho na TV Câmara Campinas, acompanhando a nossa programação. Seja muito bem-vindo. Estamos ao vivo chegando para você Estúdio Câmara hoje, terça-feira, dia 21 de julho. E hoje nós vamos conversar, vamos conversar sobre vício, conversar sobre hábitos. Você já percebeu que algumas pessoas não conseguem terminar o dia sem aquele refrisinho gelado ou então sentem necessidade enorme de comer um doce depois do almoço. Tem também quem passe horas nas redes sociais, mas que chiclete o tempo todo ou que não consiga ficar sem aquele cafezinho, né? Esses comportamentos, gente, fazem parte da rotina de muita gente e parecem sim inofensivos. Mas será que são apenas hábitos? Ou eles podem indicar uma relação de dependência com determinadas sensações e recompensa? Hoje nós vamos conversar sobre vícios e hábitos. E você aí de casa, ã, me conta, já tomou quantos cafés hoje, né? E você de repente quando tá um pouco nervoso ou nervosa, costuma mascar um chiclete tipo Ancelote, né? O técnico da seleção brasileira que não largou o chiclete eh eh no nos jogos, né? Todo mundo percebeu isso. Então, o que será isso? Um vício ou um hábito? Qual é a resposta que o nosso cérebro recebe quando a gente está diante desse hábito de mascar um chiclete, de tomar um café, de tomar aquele refrigerante na hora do almoço? Então aquele docinho depois do almoço de todos os dias. Conta pra gente qual é o seu hábito. Manda sua mensagem para nós no WhatsApp que está na sua tela. 1997293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho nós vamos apresentar as nossas convidadas que já estão conosco para nos orientar sobre vícios e hábitos. E atenção, olha só, vamos falar de saúde. Pessoas com 50 anos ou mais já podem receber a vacina pneumocósica 23 valente nos 69 centros de saúde de Campinas, sem necessidade de comprovar doença ou condição de saúde, tá? A ampliação é temporária e vale enquanto eh tiver doses disponíveis. A medida foi adotada durante a transição para a vacina Pneumo 20 e busca aproveitar cerca de 1200 doses da VP23 em estoque, evitando perdas por vencimento. A VPP23 protege contra o pneumococo, a bactéria que pode causar doenças graves, como pneumonia e meningite. E para se vacinar é simples, basta apresentar um documento com fotos, se possível, a a caderneta de vacinação. Não é necessário agendamento e mais informações sobre os horários das salas de vacina, você pode acessar é o site da Prefeitura de Campinas. Você digita lá campinas.sp.gov.br/sites/vacinas, tá bom? está disponível então nas unidades de saúde da cidade. Mais informação chegando. Olha só, a Prefeitura de Campinas publicou no Diário Oficial do Município de ontem, segunda-feira, a homologação do concurso público para preenchimento de 40 vagas em cargo de especialidade especialistas e de área geral. A classificação final está disponível na edição do Diário Oficial de Sexta e no site da Vunesp, tá? Com a homologação, o concurso passa a ter validade de 2 anos, podendo ser prorrogado eh por igual período. Durante esse prazo, os candidatos aprovados, eles devem acompanhar as publicações no Diário Oficial, onde serão divulgadas as convocações. Entre os cargos contemplados estão agente de manutenção predial e instrutor de práticas desportivas, cujos últimos concursos haviam sido realizados em 2012. Olha só, uma oportunidade bem legal. Então acesse lá o site da prefeitura, Diário Oficial ou então o site da banca que é a Vunesp. Agora sim, previsão do tempo chegando para você. Vamos ver eh como fica o tempo hoje aqui na cidade de Campinas. Olha só, gente. Campinas uma terça ensolarada, né? Mínima 13, máxima 28º. Um ótimo dia para mim e para você. Vamosora agora falar aí sobre os nossos vícios e os nossos hábitos. Olha só, muitas pessoas recorrem a pequenos prazeres para aliviar o estresse da rotina, né? o doce depois do almoço, refrigerante, café para enfrentar enfrentarem o trabalho ou até aquele chicletinho para controlar a ansiedade. O problema, gente, é que alguns desses comportamentos podem deixar de ser escolhas conscientes e se transformar em respostas automáticas do cérebro diante do cansaço, da frustração ou então da sobrecarga emocional. para entender melhor esse fenômeno, impactos na saúde, como eh desenvolver uma relação mais equilibrada com esses hábitos, nós conversamos hoje com duas especialistas. A gente dá bom dia especial paraa nutricionista comportamental Júlia Gomes. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Muito obrigada. Bom dia. Eu sou Júlia, sou nutricionista, tenho pós-graduação em nutrição clínica, tenho residência em saúde da família e formação e nutrição comportamental. Maravilhosa e vai nos orientar sobre esses vícios ou hábitos, né? Principalmente aquele docinho depois do almoço. Preciso me libertar. Vamos lá. Olha, e falando em libertação, a gente precisa entender o que acontece na nossa mente, como funciona o nosso cérebro diante desses vícios, diante desses hábitos, né? Será que é vício? Será que é hábito? Vamos descobrir com a gente a médica psiquiatra Raísa Rodrigues. Seja muito bem-vinda, doutora. Bom dia. Muito obrigada. Bom dia, Rúbia. É um prazer tá aqui. Meu nome é Raí, sou médica psiquiatra, sou graduada pela Universidade Federal de Rondônia, tenho também residência em medicina de família e fiz a residência de psiquiatria no CAISM de Franco da Rocha. Maravilhosas. Então vamos lá, estamos prontos. Vamos entender o que acontece com a gente. A gente já começa com a Júlia, porque quando a gente fala de alimentação e rotina, qual que é o limite exato onde um hábito saudável deixa de ser autocuidado e passa a ser uma compulsão? Uhum. É realmente, né? Às vezes você tá numa rotina legal, uma rotina equilibrada e, por exemplo, o doce acaba chegando todos os dias, né, nesse mesmo horário e aí em grande quantidade, né? A gente não tá falando de um docinho no dia, né? Uma sobremesa, um chocolatinho, a gente tá falando em grande quantidade. Então, quando começa a passar as quantidades, a gente já começa a pensar, hum, talvez eu estou exagerando, talvez possa est vindo algum hábito não funcional, né? diferente da compulsão, que aí é em grandes quantidades, a gente não tem tanta noção mesmo e acaba sendo algo diariamente, né, diferente de um hábito de um docinho em pequena quantidade. Quando a gente fala em compulsão, a gente pensa em grandes quantidades, eh, em de em determinados alimentos, né, não é só o chocolate, pode ser o arroz, pode ser o feijão. Então, essa acaba sendo uma diferença de compulsão e de um hábito mesmo um pouco diferente. Muito bem. Agora, doutora Raía, expandindo isso para além da comida, do ponto de vista da saúde mental, né? Os sinais práticos de que alguém está perdendo o controle sobre um comportamento, seja ele qual for, como é que a gente consegue entender e o que acontece no nosso cérebro? Uhum. Então, hum, muito importante essa pergunta, né? A gente entender o funcionamento do cérebro para poder entender esses comportamentos, né? Então, o que que seria um hábito? um hábito, é uma rotina que o nosso cérebro cria para economizar energia. Então, quanto mais automatizado fica, mais a gente economiza energia. Então, ele é composto pelo gatilho, pela ação e pela recompensa. E aí, quando a pessoa passa a perder o controle desses hábitos, ela pode ter alguns prejuízos, né? Então, por exemplo, passa muito tempo fazendo aquele hábito, estão enrolando a rede, a rede social, mexendo muito no celular, passa muitas horas, perde muito tempo com aquilo. Ou quando vai pra área da comida, a pessoa passa a ganhar um peso excessivo, um peso não planejado ou não programado, né? Então, dentro do nosso cérebro, a gente tem o que a gente chama de circuito de recompensa e ele motiva, ele tem a motivação. A a neurotransmissor principal do circuito de recompensa é a dopamina. Então, a gente se sente muito motivado e muito engajado quando tem a promessa de uma recompensa. Então, a promessa ela é mais excitatória do que a certeza de uma recompensa. Então, isso reforça o ciclo do hábito e em alguns casos pode vir a se tornar um vício. Olha isso, gente. Importante, né, a gente entender como o nosso cérebro funciona e por que de repente a gente tem esses hábitos que nem a gente sabe o porquê disso. Muita gente tem também eh o hábito de usar a comida como recompensa após um dia difícil, né? Quem nunca? Veja bem, você trabalhou, teve um dia exaustivo, aí você fala assim: "Ai, hoje eu mereço uma pizza". Não é? Então, Júlia, por lado emocional busca conforto, especificamente na alimentação de forma tão automática? Eu mereço. Mereço o quê? Comer uma coxinha, uma pizza, né? O que que acontece? Por que que a gente vai direto na comida, né? Por o que que o que que acontece com a gente? E normalmente merece, né, essa coisa de merecer, né, por eu mereço, né? Então a gente tem um dia, né, teve várias coisas, as negativas, trabalhou para caramba, pegou muito tempo de transporte e aí chega em casa e a comida vai te dar um prazer muito rápido, né? Vai te dar um prazer rápido, diferente de você fazer, por exemplo, ler um livro, né? O prazer demora um pouquinho mais, mas a comida acaba sendo um dos prazeres mais rápidos que a gente pode encontrar. Então parece que, ah, depois de um dia difícil, o docinho, o chocolate, né, a pizza, ai, hoje deu tudo errado no meu dia, então eu vou comer. É aquela história, né, um filme adolescente, então ela terminou com o namorado, o que que ela vai ganhar? Um pote de sorvete, né? Então a gente vai lidando as nossas emoções com a comida. Isso é ruim, né? Então, quando a gente só tem eh a comida para lidar com nossas emoções, vira um problema, né? O problema não é a comida, o problema não é o chocolate, nem o sorvete, o problema é como a gente tá lidando com essa emoção, né? Então, Raíça, o que que acontece eh eh na nossa química cerebral, quando a gente repete esse ciclo, né, a gente eh o que que acontece no cérebro quando a gente reage dessa forma de buscar o conforto na comida? Uhum. No exemplo específico da comida, tem uma relação muito interessante com o estresse. Então, o estresse crônico, ele traz uma alteração no nosso nossos níveis hormonais mesmo. Então, uma pessoa que tá sobre estresse crônico, ela ativa um eixo que a gente chama de hipófise, hipotálamo, hipófise adrenal. Então, o estresse em níveis eh tranquilos, ele é adaptativo até certo ponto. Então, é normal a gente ficar estressado com uma situação pontual. ah, ter uma alguma discussão, a gente fica mais nervoso, mais impaciente, aí a gente ativa essa via. Então, ela sinaliza pra gente que tem alguma algum perigo e a gente precisa tomar algumas estratégias. Então, o coração acelera, você fica mais ahã com mais energia, com mais disposição, então entra nessa resposta ali de luto ou fuga, mais ou menos, né? Só que quando o estresse ele é crônico e essa via fica ativada o tempo todo, ela aumenta os níveis de cortisol no sangue e aí isso acaba afetando o nosso mecanismo de alimentação também. A gente entra no modo de sobrevivência e ali você sente que precisa de alimentos mais calóricos, alimentos mais nutritivos para estocar energia mesmo. Então acaba tendo essa preferência pelos alimentos hiperpalatáveis, pelo açúcar, pela gordura. Então a gente entra numa luta interna contra nós mesmos. é um é um hábito que realmente é bem difícil de ser eh regrado, né? E aí todos os hormônios, né, de fome, de saciedade, ficam alterados, né? O sono também acaba bagunçando tudo e aí vai virando um ciclo, né? Então tá se alimentando mal, dormindo mal, muito estressado e aí vai girando isso de continuar dentro dessa rotina, né? Que bagunça, né? Que bagunça. A gente precisa entender, né? E às vezes a gente tá bagunçado e a gente nem tem noção do que que é, né? E às vezes é só a gente com o hábito de eh descontar na comida, né, o o dia que não foi bom, é uma frustração. Agora, a ciência mostra que a dopamina, gente, a dopamina tem um papel muito importante nesse processo. A doutora já falou isso pra gente aqui também. Essa dopamina, ela participa do sistema de recompensa cerebral e ajuda, né, a explicar porque determinadas experiências são repetidas tantas vezes ao longo do dia. Agora, Júlia, tem algumas pesquisas que apontam que os alimentos ultraprocessados eles podem estimular excessivamente esse sistema de recompensa, né? Nos Estados Unidos, eles fizeram uma pesquisa e demonstraram que alimentos ricos em gordura e ultraprocessados, eles podem provocar alterações cerebrais semelhantes às observadas no vício por drogas. Gente, o que que isso significa na prática? Tá? Então é por isso que a gente gosta tanto de esses alimentos embutidos, essas coisas assim, fast food, esses negócios rápidos de pacotinho que você abre e e é impossível comer um só. Uhum. É, né? Conforme o guia alimentar, a gente tem os alimentos em natura, os alimentos processados e os alimentos ultraprocessados. Então, quando a gente pensa em um alimento em natura, a gente pensa, por exemplo, numa espiga de milho. Um alimento processado, a gente pode pensar num milho de latinha de sal e açúcar. Uhum. e um alimento ultra processado, a gente pensa num salgadinho sabor milho, né? Então esse alimento, né, esse o alimento ultra processado, ele acaba tendo realmente muita gordura, muito açúcar, né? A lista de ingredientes dele gigante, de vários nomes desconhecidos, né? Então são alimentos que não são legais, né? Então quanto mais palatável, né, mais açúcar a gente vai entrando nessa e vai continuar tendo esse hábito de consumir bastante, né? Não é necessariamente que você vai estar viciado no salgadinho, mas você vai ter o hábito de estar consumindo ele sempre. Então, todo momento você vai falar assim: "Você vai preferir a fruta ou o salgadinho que você já tem o hábito, que você já tem em casa, né, que já tá ali e aí você vai pegar aquele pote de salgadinho, por exemplo, vai começar a comer, vai começar a comer mexendo no celular. Você vai prestar atenção no que você comeu?" Não vai, né? Você vai comer tudo. A hora que você vai ver, você fala assim: "Nossa, já acabei de comer e nem percebi", né? Então tem isso também, né? Mistura tudo, né? Uhum. Verdade. Agora essa questão da comparação eh dos alimentos ultraprocessados eh Raía, com vício em drogas é bem pesada. E isso realmente é isso que a pesquisa mostra? É. É. Então essa é uma pergunta muito interessante, muito válida, né? Então, acaba gerando até um certo medo, uma certa preocupação assim, mas dependendo dos níveis pode chegar a um caso bem parecido, bem semelhante. Então, nas nas drogas a gente tem um uma agressão muito mais grave, né, mais intensa, então a gente corrompe o nosso sistema de recompensa e aí é uma coisa que não tem um objetivo específico biológico. Então, a droga, a cocaína, a nicotina, a maconha, por exemplo, elas não têm um objetivo, um fim. a alimentação, querendo ou não, ela tem um objetivo fim de nutrição, mas nesses alimentos ultra processados, por exemplo, essa esse fim também acaba ficando um pouco desmerecido, né? E a nutrição acaba perdendo um lugar. Então, dependendo do nível de alimentação, dependendo do nível de compulsão da pessoa, pode ser bem semelhante. Não tem muitos estudos assim comparando exatamente essas duas condições, mas o que a gente observa na prática é que tem algum algumas pessoas que são realmente muito dependentes de comida. É, dependentes de comida, dependentes de açúcar, né, Raíça, eh, Júlia, o açúcar, o que que acontece com o açúcar? Por que que ele é tão, entre aspas, prejudicial? O açúcar é prejudicial mesmo? A gente pode colocar no cafezinho. Vamos lá. Duas colheres de açúcar ou quatro gotinhas de adoçante. Qual é o mais saudável? Ou café sem açúcar. É, pensando nesse ponto, a gente pensa no café sem açúcar, né? Eh, o adoçante ele não deixa de ser um alimento ultra processado e os alimentos ultraprocessados a gente não quer diariamente, né? Então, a gente vai falar: "Ah, eu vou só tomar adoçante". Mas o adoçante é um alimento ultraprocessado, né? Então não é tão interessante. Agora, se você tem, por exemplo, uma diabetes, algo muito disfuncional, né, da diabetes, aí talvez vha a pena o adocente. Mas pensando em uma pessoa saudável, que só quer reduzir, por exemplo, o peso, ter um estilo de vida melhor, se a gente ajustar a quantidade de açúcar ali um pouquinho menos ali, em vez das duas colheres, reduzir para uma, tentar fazer esse ajuste, pode ser uma boa escolha. não precisa necessariamente trocar pelo adocente. Muito bem. Agora, doutor, o fator psicológico, né, a questão eh por que que a gente busca eh o açúcar para de repente trazer a sensação de conforto e bem-estar? O que que tem bendito açúcar que tanta gente foge dele e tanta gente tem dificuldade de sair do açúcar? Então o açúcar ele não está disponível na natureza, né? Então ele vem da cana de açúcar, algumas composições tem mel. Então ele é um alimento que ele é bem raro na natureza assim. Então se a gente for pensar nos homens de antigamente era um alimento que indicava que tinha um uma caloria excessiva. Então ele era um alimento com potencial energético grande e era raro. Então era algo que não era muito disponível na natureza. Então, o nosso cérebro associou que eh alimentos com açúcar eles têm que ser priorizados, eles têm que ser podem ser preferidos por terem um potencial energético maior. Então, como eu expliquei anteriormente, em condições que a gente entra nesse modo de sobrevivência, a gente busca por alimentos que t mais caloria, que tem mais energia, que tem mais energia disponível. E o açúcar, ele tem essa energia mais disponível, né? Ele gera realmente uma sensação de prazer, tem uma sensação de prazer quando come o açúcar. Então, quando você come um docinho, muitas vezes você acaba realmente reduz o estresse, você se sente melhor, então acaba criando, reforçando esse esse loop desse hábito, né, de ser algo palatável, algo gostoso, algo que me faz bem, que tem bastante energia. Então ele tem um potencial de vício grande mesmo. Então, e daí quando a gente fala em açúcar, a gente pode ir pro refrigerante, né? Aquele refrigerante que todo mundo toma, tem gente que não fica sem uma garrafinha, né? O que que acontece? Por e e as pessoas que tomam refrigerante todos os dias, e aí se é hábito ou é vício? Porque tem gente que não consegue ficar sem tomar um refrigerante, por exemplo, doutor. Uhum. Eu fui checar inclusive o dado, qual seria a recomendação oficial de um refrigerante e a OMS recomenda uma vez por semana, nossa, o refrigerante, porque ele, um refrigerante sozinho, ele consegue consumir toda a nossa cota de açúcar adicionado do dia. Então, o recomendado seria que 10% da sua caloria diárias seria de componentes adicionados de açúcar. E o refrigerante sozinho ele já equipara tudo isso. Então, muita gente acaba fugindo pro zero, né? Então o zero é uma forma de mitigar esse dano, mas ainda assim o seu corpo entende que aquela aquela alimento que você ingeriu não tinha a quantidade de açúcar suficiente, então você ainda precisa de mais e aí você continua nesse ciclo de buscar. Então mesmo o zero pode ser prejudicial. Além do que ele não deixa de ser um alimento ultra processado. O ref, né? Mesmo zero, né? É mesmo o zero, né? Agora por que que dá dor de cabeça em pessoas? Agora eu pergunto pra Júlia e pra doutora aqui, eh, que de repente ficam sem tomar café ou de repente ficam sem esse refrigerante todos os dias. O que que o nosso cérebro entende, doutora? Por que por a dor de cabeça? Isso é sinal do quê? É vício ou é hábito? E por que que o nosso corpo reage, reclama desse jeito? Uhum. Muito curioso isso, né? Quem quem fica muito tempo viciado com café acaba desenvolvendo isso como uma um mecanismo de adaptação e inclusive a sonolência também. Então tem pessoas que precisam do café ali para acordar, para dar uma energia, uma disposição a mais. Ah, então acaba dando bastante gatilho, né? Uma pessoa que fica sem café, muitas vezes tem essa crise de enxaqueca, às vezes é uma pessoa que já tem uma predisposição e acaba desenvolvendo isso. Muito bem. E a nutrição traz o que pra gente? Nesse momento, bom, eu preciso sossegar um pouco e parar de tomar café ou diminuir ou então diminuir o refrigerante, né? Na verdade, o açúcar. A gente tá falando aqui o que que a nutrição traz. A gente pode substituir, a gente faz o quê? Porque o meu corpo vai reclamar. Uhum. A gente pode pensar na quantidade, né? Então, por exemplo, em vez de tomar um copo americano de café, posso tomar uma xícara, tentar diminuir, tentar variar entre chás também pode ser uma opção, né? Um chazinho mais tranquilo, porque querendo ou não, um chá mate, um chá verde, vai ter ali um pouquinho de cafeína também, então vai entrar nessa nessa nesse looping assim, mas em menor quantidade. Então acho que se a gente ajustar quantidades, esse é o segredo da nutrição de maneira geral, né? Nada não é não vou comer nunca mais. Nunca mais vou tomar um refrigerante, nunca mais um doce, nunca mais um café. Mas talvez ajustar as quantidades no seu dia para ter uma alimentação saudável assim de qualidade a longo prazo mesmo. E não começar uma restrição que não vai durar. Porque se você falar assim: "Nunca mais vou comer tomar um refrigerante ou nunca mais vou comer um chocolate", quanto tempo vai durar esse nunca mais? Né? Porque vai voltar, né? É voltando pro nunca mais. Mais ou menos isso, né? Agora, eh, doutora, o consumo de açúcar e o refrigerante em si, ele vai trazer malefícios para o nosso corpo, paraa nossa saúde física em quanto tempo? Por exemplo, uma pessoa que consome aí refrigerante todos os dias ã por mais de 5 anos. Porque tem gente que é assim, que não consegue ficar sem o refri, o nosso corpo reclama. E e o que qual que é o impacto que isso causa na nossa saúde? É, eu vejo que o impacto é muito mais nas quantidades de caloria ingeridas ao longo do dia, né? Então, quando você ingere uma quantidade de caloria a a acima do que você pode gastar, você acaba ganhando peso. Então, uma quantidade de caloria excessiva, né? Então, quando você toma muito refrigerante, às vezes você não consegue manter esse equilíbrio e acaba comendo mais do que deveria. E aí uma consequência ganha peso ou a o acesso de açúcar pode trazer um pouco de sonolência, pode trazer gastrite também muito muito refrigerante, então alguns danos na saúde que podem ir gerando com o passar do tempo, né? E aí a falta de água, tem gente que substitui o refrigerante pela água, não toma mais água e só toma refrigerante, então pode gerar pedra nos rins, então alguns casos, né? Então depende muito de cada pessoa, cada caso vai ter uma uma diferença muito significativa entre um e outro. Bem, então não vou tomar mais refrigerante, vou trocar por suco nutri. Vale? Ai, aí depende qual suco, porque se for um suco de pozinho, suco de caixinha é seis por meia dúzia, né? Se a gente pensar aí agora num suco natural, um suco de fruta mesmo, aí tudo bem, aí vai ser legal. Agora para um suco de pozinho, um suco de caixinha, só só trocou, só não mudou nada. Muito bem. A gente fala aqui de hábitos ou vícios, né? Será que a gente tá habituado a tomar aquele refrigerante, né, Amã? Tem uma colega lá na redação que ela toma o refrizinho dela todo dia, né? E é um hábito que ela tem. Tem outras pessoas que mastigam chiclete. Por exemplo, o Ancelote, o técnico da seleção brasileira na Copa do Mundo, todo mundo viu ele assim, mascando chiclete o tempo todo. Que que é isso, doutora? Essa o chiclete ele traz uma sensação do quê? Tem gente que vai fazer prova e que masca chiclete. Tem gente que tá nervoso que masca chiclete. Tem gente que tá no trânsito masca chiclete. Eu não posso mascar chiclete porque senão como é que ia ficar aqui, né? Mas às vezes dá vontade de mascar um chicletinho. Parece que de parece que diminui a ansiedade. Será que diminui mesmo, doutora? É isso. Como é que o nosso cérebro entende a nossa ruminação, né? Mascando o chiclete. Uhum. Eita, bastante curioso, né? Esse hábito é um hábito que entra no ciclo do hábito também. Então tem o gatilho, você vê o chiclete, às vezes eles deixam na gôndula lá bem próximo do caixa, né? Então para quando você tá pagando, você vê o chiclete, então você tem o gatilho. A ação é mascar, então vem o docinho do chiclete, vem aquele gostinho na boca de hortelã, aquele frescou. Então, muitas vezes depois do almoço você tá com aquela aquela boca com aquele gosto ainda de comida e aí acaba substituindo por escovar os dentes, por exemplo. E depois vem a recompensa, né? A recompensa o próprio doce, a sensação que você sente na boca. Então, aí acaba reduzindo o estresse, você tem alguma coisa para fazer, então acaba reduzindo o sono também. Então tem os balefícios de ser um ultraprocessado com açúcar muito disponível, né? Então tem que ter bastante cuidado também. É um hábito que também é capaz de gerar dependência. Olha isso, né? E o chiclete tem açúcar, não é? Nutre. Aqueles que fala assim que não tem açúcar, é verdade ou não? É verdade, porque e é adoçante. Hum. Tá. Adoçante é ultraprocessado. É isso. Já entenderam a história, né? querendo ou não, pensando, ah, uma pessoa que masca muito chiclete no dia, é melhor ela consumir esse que tem uma adoçante para uma redução de danos, vamos se dizer, né? Mas ainda assim, o hábito de mascar chiclete tantas vezes ao dia é ruim, né? O seu organismo vai tá chegando, vamos se dizer, só a saliva, né? De porque não tá comendo nada e isso vai prejudicando mesmo a sua saúde num geral, né? Muito bem. Olha só, hábitos, né? tomar café, tomar refrigerante, mascar chiclete. Qual hábito você tem aí que você acha que que é um vício, né? Tem a diferença entre o vício e o hábito, mas a gente de repente precisa diminuir eh um pouquinho porque o hábito ele pode virar um ciclo vicioso, claro. E aí sem perceber você vai consumindo muito açúcar, muito açúcar, muito açúcar, seu corpo vai reclamar e aí depois você nem vai lembrar o porquê, né? Porque acaba sendo, esses hábitos acabam se tornando inconsciente. Tipo assim, você faz sem perceber porque você acostumou tanto com aquilo. E quando você vê você tá mascando um chiclete num lugar impróprio que você nem poderia estar marcando mascando o chiclete. Por exemplo, o Ancelote lá na hora lá no no na beira do do campo lá, será que ele ele percebeu que ele tava mascando chiclete daquele jeito, doutora? Pode ser algo assim que é inconsciente, você faz de maneira automática? Sim, com certeza. E isso inclusive é um dos sinais que tá gerando um comportamento um pouco perigoso, né? Então o celular por exemplo é um exemplo que tá com a gente no bolso o tempo inteiro. Então chega no elevador, você vai só descer o dois andares, você já puxa automaticamente. Você nem queria ver nada, você já puxou automático, já virou uma resposta automática. O gatilho tá muito fácil ali, né, no seu bolso. Então esses controles ambientais, eles são importantes também para para controlar melhor esses hábitos. vai reduzir os gatilhos e vai reduzir consequentemente a ação. Então quando ele se sistematiza, ele ele se torna assim uma resposta automática. Você vê o gatilho, você já começa a salivar. Então você já começa, seu corpo já se antecipa a realização daquele hábito. Olha só, interessante. E aí nós falamos do chiclete e eu gostaria de falar do hábito de roer unhas. Tem gente que tem a unha bem pequenininha, bem curtinha, né? e sentir dor, porque quando a unha ela começa a chegar num ponto que pega a carninha assim, você vai sentir dor e mesmo assim a pessoa continua lá, né, roendo a unha, sentindo a dor, mas é algo meio que inconsciente. Quando você vê a pessoa tá com a mão na boca, fala: "Tira a mão da boca". Mas hã, eu tô com a mão na boca. É parecido também, doutora. Isso é é ansiedade que faz. Por que o hábito de roer as unhas? Sim, a rohas tá bem associado com ansiedade, né? Então, ah, apesar de ser um hábito que gera um potencial doloroso, então, inclusive você tem uma punição, mas ele já tá tão arraigado, tão introjetado que você continua fazendo. Então, tá bem associado com a ansiedade, rueras unhas, puxar cabelo, puxar pelinha. Então, tem um tratamento específico para isso. E o tratamento passa por você ir reduzindo esse hábito também. percebeu o que deu vontade, troca por outro, faz outra coisa para enfraquecer o loop do hábito. E a gente percebe que é tudo meio que no piloto automático mesmo, né, Júlia? Agora, quando a gente tá no piloto automático e a gente percebe isso e a gente eh precisa e quer, né, mudar esses hábitos. E aí, principalmente esses hábitos da alimentação, de repente, ingestão de açúcar, eh eh mascar os chicletes, né? a questão daquela aquela comida que que você acha que você tá merecendo e aí você torna-se um hábito diário, porque todo dia a gente tem estress. Vamos lá, né? Somos seres humanos, tem estress a todo momento. Aí você vai fazer o que com o stress? Ou você elimina ele ou você pega ele para você. E se você pega ele para você, você vai ter que devolver pro universo. E aí você vai devolver e vai se sentir bem como? Comendo. Então isso acaba virando um hábito também. Então assim, vamos diminuir esses hábitos, a gente precisa fazer o quê? A gente começa por onde na questão da alimentação, tá? Eu acho que um ponto importante é entender o que que é fome física e o que que é fome emocional, né? Então, fome física, a barriga vai roncar aos poucos, lá, a fome vai chegando devagar e normalmente é aquela fome que você comeria qualquer coisa, porque realmente tá com fome ali. Quando a gente pensa mais na fome emocional, ela vai chegar do nada, né? Do nada, nossa, eu quero comer tal coisa. E normalmente é um desejo específico, né? Então essa é a diferença, né? A fome física e a fome emocional. E nesses momentos que a gente quer uma recompensa, se a gente parar para perguntar, né? chegou em casa num dia cansado, um dia estressante, falou assim: "Ai, nossa, eu vou abrir a geladeira e vou comer aquele doce". Se você parar para perguntar: "Eu tô com fome mesmo ou eu só tô estressada? Eu tô com fome mesmo ou eu só tão ansiosa?", né? É uma pergunta legal de fazendo, porque como a gente tá sempre no automático, é difícil a gente ter esse essa pausa para pensar, né? Então, talvez um hábito para incluir nesse seu dia é, nesse momento que você for comer, tenta começar a pensar: "Eu realmente tô com fome ou eu tive um dia ruim, né? Ou tô estressada, eu tô ansiosa, né? Uma outra ideia também é fazer uma listinha, né, de coisas que você pode fazer. Então, por exemplo, ai, toda vez que eu tô ansiosa, eu vou comer muito. Então, tá, que mais eu posso fazer quando eu tô ansiosa sem ser só comer, né? Sem ser buscar só o hábito de comer, né? Então, ah, quando eu tô ansiosa, eu posso ouvir uma música, eu posso caminhar, eu posso ler um livro, ah, quando tô estressada, eu posso fazer um esporte, um exercício de força, né? Isso ajuda bastante. É uma musculação, eh, uma aula de judô, alguma coisa assim. Então, são alguns hábitos para você tá na carta ali na manga para quando chegar esse momento você revisitar e falar assim: "Ah, não, vou fazer outra coisa, vou sair ali da cozinha, vou dar uma volta, né, para conseguir ajudando nisso, porque é muito no automático, né? É muito no automático. É verdade. E aí pergunto pra Dra Raíça, como é que a gente trabalha, se é tudo tudo no automático, como é que a gente vai é no automático e meio que no inconsciente, porque já virou hábito, né? Então você vai fazendo sem pensar. Uhum. E como é que a gente faz para vir pro aqui, pro agora, para parar, para analisar, para raciocinar e falar: "Opa, eu preciso mudar a a minha linha de raciocínio, mudar a minha rota". Como se a gente faz tudo no automático, alguém que tá em volta precisa dar uma ajudinha, como é que funciona, doutor? É, então esse essas técnicas que a Júlia trouxe são ótimas, excelentes. Então você ter todo um rol de outras coisas que você pode fazer. E uma coisa que você precisa, tá, ter em mente também é reconhecer esses gatilhos e dificultar o acesso a eles. Então você vai modular o seu ambiente de forma que isso não fique tão automático assim. Você precisa ajudar o seu cérebro, né? Então eu costumo falar muito na medicina de família quando eu trabalhava com crianças que, ah, mas o meu filho come, toma refrigerante, toma tudo que tem na geladeira, ele come salgadinho, tá? Mas quem que compra, quem que traz para casa, quem coloca na geladeira? Quem que coloca na geladeira? Exato. Então você tem que dificultar e às vezes você vai precisar se tratar igual como uma criança também. Então você pega o docinho que você comprou para uma ocasião especial e deixa lá no último armário, coloca escondido para você dificultar o seu acesso, seu cérebro não vê e não querer, né? Então você tem que realmente modular o seu ambiente para facilitar os hábitos mais saudáveis. Então deixa as frutas mais visíveis, deixa a cestinha de fruta em cima da mesa e os hiperpalatáveis e ultraprocessados no fundo da geladeira. Isso já ajuda a diminuir essa resposta automática. Aquele baleiro em cima da mesa, né? Você vai passar, é lindo. Mas você vai passar, você vai pegar uma balinha só porque passou, né? E nem porque você tava querendo, né? Isso mesmo, gente. E olha, eu vou te contar, é bem delicado isso, porque você tem que esconder de você mesmo, né? O chocolate, o doce, eh, de repente o refri. Eu passei por uma situação que eu não comprei mais. E eu vou falar, sabe assim, você abrir a geladeira e olhar assim e falar: "Poxa vida, né? Eu queria tanto, mas não tem. Vou fazer o quê? Aí você se obriga a comer uma fruta e aí você vai criando o hábito também de comer uma fruta. Você vai mudando, né, trocando os hábitos. E é isso, a gente vai fazendo isso no automático e quando você vê, você já conseguiu eh regular um pouquinho essa questão, né, do açúcar, de um hábito que às vezes te incomoda, mas você não sabe como h você se livrar dele. Então, nossas especialistas aqui acabaram de dar muitas dicas pra gente poder utilizar no nosso dia a dia. Agora 8:41, nós estamos aqui falando sobre vícios ou hábitos, né, o prazer, repetição ou riscos de compulsão. Doutora, tem riscos quando a gente percebe que a gente já eh eh que o saiu do hábito e que virou algo eh que já seja considerado patológico. Então, pra gente associar uma questão como patológica, ela precisa trazer um certo grau de sofrimento. Então, muitas vezes quando você não consegue mais controlar, ter autocontrole sobre o seu próprio comportamento, né? Então, no uso do celular, por exemplo, fica muitas horas e depois vem a culpa, vem a irritabilidade, a ansiedade, ah, essa sensação ruim quando você não consegue fazer o hábito, ah, também quando você eh perde muito tempo naquilo ou vem essa sensação de ansiedade, irritabilidade, acaba alterando e prejudicando seus relacionamentos, no seu trabalho, na sua colocação profissional. no se nos seus nas suas relações sociais, né? Então isso traz um indício de que tá entrando na zona da compulsão. A compulsão alimentar ela é um pouco diferente. O o transtorno de compulsão alimentar, ele envolve essa essa alimentação em grandes quantidades e geralmente tem um gatilho emocional associado. Então quando você tá com esse esse nível de emoção muito exacerbado e aí come grandes quantidades, ah, e aí depois vem o sentimento de culpa, né? Então, por ter comido tanto, podendo ou não vir com hábito purgativo também associado. Então, isso são alguns sinais de alerta que tá entrando numa zona de perigo. Muito bem. Agora, Nutre, eh, o nosso docinho depois do almoço, que já virou um hábito, ele é considerado saudável ou não? A gente elimina ele ou a gente pode continuar? Depende quanto é esse docinho. Ah, né? Então, acho que esse é um ponto importante, né? Se você, por exemplo, ah, se eu tiver uma caixa de bombom em casa, eu vou comer todo o bombom numa sentada, aí é ruim, tá? Então assim, se você falar assim: "Ah, eu como em grande quantidade depois do almoço", aí acaba não sendo legal. Mas se você falar assim: "Ah, eu como um bombonzinho ali depois do almoço e o restante da minha vida, do meu dia, eu mantenho uma rotina legal, faço exercícios, como salada, legumes, frutas". Aí é algo mais tranquilo. Acho que vai depender muito da quantidade mesmo e de como ele entrou no seu dia. Ele entrou por ser algo gostosinho, saudável ali de sobremesa ou ele entrou porque eu tô triste porque ele entrou tentando buscar num lugar de uma emoção. Aí já não é tão legal, porque ele tá entrando num lugar diferente, né? Agora, se for mais para um docinho, ah, é um docinho de sobremesa, gostoso, uma quantidade OK, aí é mais tranquilo. Muito bem. Olha só, a gente aprendendo, né, sobre hábitos e o que a gente falou hoje aqui no programa, eh, Doutora Raía, são hábitos ou são vícios? Eu acho que entra muito ainda na categoria do hábito, tá? O vício ele precisa ter essa resposta automática, né, e trazer um certo grau de prejuízo. Então, a linha é tênue entre um e outro. Então, geralmente quando você tem esse esses comportamentos que eu falei de perda de controle, quando começa a trazer prejuízo e você não consegue mais não fazer aquela ação, pode ser que tenha virado um vício, né? E como a gente faz para tratamento? Então, alguns casos dá para controlar com medidas comportamentais, não necessariamente precisa da ajuda de um profissional. Geralmente a gente reserva a ajuda do profissional para casos mais graves, quando tem alguma ansiedade associada, quando a pessoa não tem mais controle sobre o próprio comportamento. Mas alguns casos, por exemplo, ah, algumas medidas comportamentais, modulando o seu ambiente ou trazendo algumas técnicas de controle do estresse, né, redução do estresse, já ajudam bastante. Então, journaling, que seria escrever um diário, por exemplo, quando você tá muito ansiosa, ou fazer um exercício físico no lugar quando tá muito ansiosa. A técnica de desafiar os próprios pensamentos. Então, entender que você não é o seu pensamento, que ele é um comportamento, que ele é um uma reação automática do seu cérebro, que você não precisa necessariamente agir com com relação a ele, você pode simplesmente deixar ele passar. Então, técnicas de mindfulness ajudam bastante no controle do estresse. Eu costumo orientar bastante os meus pacientes também. Olha aí, eu vi que a Nutri tá concordando, né? Você também indica as técnicas de mindful, Sim, né? MFting, né? Quando a gente pensa na alimentação. Então isso é algo muito interessante porque a gente tá tão no automático, né? Então você tá comendo e mexendo no celular, né? Fazendo várias coisas. A partir do momento que você começa a prestar atenção na alimentação, né? Sem tela, né? Tá só você ali o prato, você começa a sentir, né? Mastigar o alimento, às vezes vira até um outro sabor, né? É engraçado falar isso, mas quando você faz essa experiência, né, de comer devagar, comer separando e aos poucos mastigando muito bem, dá até um outro sabor e você vai chegando na sociedade muito mais fácil do que só naquele no automático mal mastigando, mexendo no celular, comendo super rápido, né? Nem percebe, né, o que comeu, né? Quantas vezes, né? Você tá ali no celular, tá com pratinho de alguma coisa ali, tá comendo, de repente você olha, falei: "Mas acabou, acabou, acabou, acabou, acabou". Por quê? Porque você comeu, nem percebeu, porque você tá no automático na pipoca, né? Exatamente, né? Cadê? Cadê? Você tá assistindo o filme, nem passou o trailer ainda, você já acabou de comer pipoca. Ah, verdade. É tudo muito no automático. A gente precisa cuidar, né? São pontos aí do nosso dia a dia, da nossa vida, que a gente tem que estar atento. Agora vamos lá, gente. Eh, temos algumas perguntas, por favor, produção, a gente pode colocar na tela. algumas perguntas referente ao programa de hoje, né? Os pessoal de casa, os telespectadores estão participando e agora querem conversar com a gente e vamos repassar essas perguntas, essas perguntas aí para as nossas convidadas. Pode colocar na tela pra gente, por favor. Vamos lá. O Lucas Mendes de Barão Geraldo. Vamos ver. Trabalho sentado e percebo que como por puro tédio. Como faço para treinar meu cérebro e diferenciar a fome real da vontade de mastigar? E agora, Nutri, como fica? É isso que eu falei de início, né? Então, primeiro você vai entender a fome física da fome emocional da vontade, né? Então, no momento que você tá lá trabalhando, que você quer levantar para mastigar e fazer alguma coisinha, você vai parar e vai pensar: "Eu realmente tô com fome ou tô entediada, né?" Eu tô com fome e começar a fazer essa pergunta, porque como é não automático, a gente vai tentar tirar um pouco do automático e fazer a pergunta, né? Então eu tô com fome ou meu trabalho agora tá mais tranquilo, então tô um pouco entediado, ou eu quero só dar uma volta, né? Eu quero só um período de descansar. Porque muitas vezes as pessoas acham que para descansar precisa merecer alguma coisa. Então vai lá e vai comer alguma coisa, porque ah, eu não tô trabalhando, mas é porque eu tô comendo, né? Tá momento de intervalo, né? Então assim, vamos lá fazer essa pergunta. Eu tô com fome ou é só alguma outra coisa? Ou é tédio, né? Começa a fazer nossa pergunta e é isso. Mude um ambiente, não vai deixar uma um potinho de biscoitinhos ali do lado do computador, né? Porque isso aí vai influenciar para um lado negativo. Exatamente. Tá lá, né? Daí você já vai pegar sem só pegar, ó. Pronto, já era. Quando você vê, acabou. Vamos lá. 8:49. Pode mandar mais uma pra gente, produção, por favor. Marcelo Xavier do Parque Prado. Existe um fator genético ou familiar que deixa algumas pessoas mais dispostas a desenvolver hábitos compulsivos do que outras no dia a dia, doutora Raí? Então, a genética ela influencia muito, né, a nossa vida. Eh, dentro da psiquiatria, vários transtornos têm um componente genético muito forte. Então, isso tem um papel e também tem o componente do ambiente, né? Então você cresceu vendo a sua família agir dessa forma e aí você naturalizou muito. Então tem os dois componentes, tanto a parte genética que tem predisposição a transtornos de ansiedade, transtornos genéticos muito fortes como o TDAH ou a bipolaridade, eh mesmo em casos subsindrômicos, eles já alteram esses comportamentos, essa aceleração. Às vezes uma pessoa com TDH tem a mente muito agitada e a forma que ela encontrou de aliviar os pensamentos, de se concentrar é com a comida. com o doce. E transtornos como transtorno bipolar, por exemplo, tem níveis de aceleração de energia à noite. Então, a pessoa começa a comer muito à noite e acaba ganhando peso como consequência. Então, tem tanto fator genético quanto fator ambiental e comportamental. São comportamentos aprendidos desde muito cedo, naturalizados. Então, aquela coquinha ali todos os dias na mesa de refeição é um comportamento aprendido também. Exatamente, né? E quando a doutora fala do refrigerante todos os dias na mesa de refeição, é importante a gente lembrar que o refrigerante pra criança é algo que não é recomendável, né? Recomendado, né? Nú é verdade assim, né? Ultra processada, não é legal? E a criança vai escolher os hábitos da família que tá colocando lá, né? A criança não vai lá no mercado ir lá comprar o refrigerante, trazer para casa, mas se tiver refrigerante, se não tiver salada, é o ambiente que ela vai aprender os hábitos dela. E não adianta você dar o suco para ela ou a salada para ela e você não comer, porque uma hora ela vai entender que porque eu tenho que comer e meus pais não, minha família não. Então ela vai pegando esse hábito mesmo. O ambiente influencia muito nas nossas escolhas alimentares, né? Verdade. No nos nas nossas escolhas de vida, né? O ambiente nos molda. E aí se a gente tá falando aqui de alimentação, de de hábitos, né? Então é importante, se você tem criança, analisar quais os hábitos aí que têm sido destaque, né, na no seu ambiente aí na sua casa e de repente fazer uma troca eh saudável para essa criança, né? Importante sim, um suco, ofertar água também, né? criança não vai ter vontade de uma coisa que ela nunca experimentou. É, né? Ela vai ver ali, pode até querer ali, mas ela não conhece o sabor da do refrigerante geladinho, né? Mas os pais conhecem, acham que ela tá com vontade, mas oferece uma água, um suco, né? Esses hábitos acabam sendo muito melhor a longo prazo, né? A gente tá falando só da infância, mas da vida adulta também, né? Sim. Verdade. Muito bem. 8:52. Pode colocar mais uma pra gente, produção, por favor. Vamos lá. Quem é que tá conosco? Juliana Prado da Chara Primavera. Quando a gente tenta cortar um hábito ruim de vez, é melhor ir parando aos poucos ou interromper de um dia para o outro para dar certo? Doutora Raía, interessante a pergunta da da Juliana, porque às vezes a gente vai fazendo no automático e aí um dia cai a ficha e cai a ficha, a gente se revolta e fala assim: "Amanhã eu não como mais açúcar". E aí a gente começa a ficar bravo, começa a ficar irritado, passa dois dias, ninguém pode passar na nossa frente que você tá muito bravo porque você não tá consumindo o tal do açúcar. Então como é que a gente faz? É melhor interrompendo aos poucos ou parar de uma vez? Aí eu acho que essa pergunta vai muito na casa do depende, né? Depende do hábito, depende da pessoa, depende do que que a gente tá falando. Então vamos falar no caso do uso do tabagismo, por exemplo, do cigarro. O cigarro, os estudos mostraram que interromper de uma vez é mais efetivo, porque assim você já passa logo pelo período de abstinência e se os tem protocolos de tratamento usando uma medicação específica que você tem que tá motivado. O principal para romper um ciclo de um hábito é a motivação. Então quando a pessoa tá motivada, ela realmente quer parar com aquilo, então no caso do tabagismo em específico, te romper de uma vez é a melhor escolha. No caso doce, a gente vai fica muito no depende, porque não dá para cortar 100% ele da nossa vida. Ele tem uma energia, ele tem um papel, são muitos anos de um hábito aprendido. Talvez o refrigerante seja um pouco mais fácil, porque você consegue cortar ali, não comprar mais, evitar todo o custo, mas de qualquer forma ainda é radical, né? Tem pessoas que fazem promessa para parar de tomar refrigerante, então vai muito do seu do seu estilo de vida, do quanto esse hábito já está arraigado, o quanto você tá disposto a abrir mão. Então depende. Muito bem. Agora quando eu falei do açúcar aqui, porque eu lembrei de um meme, um meme na internet que, gente, realmente o negócio é assim, você fica um dia, dois dias, três dias sem o açúcar, nossa, fica muito bravo. Como é que mexe com a gente nutre isso? Você vai olhar pra cara da pessoa e você vai imaginar um bolo, né? Você vai imaginar um pudim porque você só vai tá querendo comer o doce, né? Então, quando a gente faz essas restrições muito extremas assim da parte da alimentação, não vai durar longo prazo, tá? Então assim, você vai começar a um dia sem doce, tranquilo, dois, aí vai chegar, por exemplo, num evento, né, que vai ter um monte, um aniversário de crianças, não, que vai ter muitos brigadeiros, beijinhos, o bolo, aí você vai começar, não, não vou comer nada. E aí você vai estar em sofrimento, porque você vai tá, tá todo mundo comendo tranquilo e você vai tá lá assim: "Ah, eu não posso, eu não posso, eu não posso, eu não posso." Vai chegar uma hora às vezes nesse mesmo evento que você vai comer em grande quantidade, sem parar e aí depois vai vir aquela culpa, vai vir aquela tristeza e não, mas segunda-feira eu vou começar. Então assim, é muito mais eh inteligente assim, eh, uma estratégia muito melhor da alimentação, a gente ir ajustando os hábitos, né? Então, ah, em vez de eu comer uma barra inteira de chocolate hoje, vamos tentar por meia barra, né? Amanhã eu tento reduzindo, né? Pensando em estratégias e acrescentando coisas, né? E não só tirando coisas da alimentação, né? Então, ah, eu acrescento isso, mas isso, né? Fazendo algumas estratégias, porque se a gente restrir tudo, a gente não vai conseguir a longo prazo, né? Hum. Muito bem. Importante, né? Porque às vezes você fala assim: "Ah, hoje eu paro". Mas daí depois de amanhã você continua. Voltou, né? Voltou. Aí é isso, gente, né? E aos poucos, vamos aos poucos, tá bom? Porque quanto tempo você ficou convivendo com esse hábito? Daí de hoje para amanhã você quer mudar e quer parar com tudo, né? Vocês pode ser que não dê certo. Então vamos lá, né? Vamos adaptando um novo hábito, né? De uma forma eh gradativa. Agora 8:56. Pode colocar mais uma na tela pra gente que daí a gente já encerra. Produção, por favor, vamos ver quem é que tá conosco. Felipe Costa da Vila Industrial. Fico tomando água toda vez que surge uma vontade súbita de comer. Ah, ficar, né, perdão, ficar tomando água toda vez que surge uma vontade súbita de comer algo. Ajuda a controlar o impulso ou é apenas uma ilusão? Hum, boa pergunta. Felipe, tá com fome? Toma água. É, na verdade, às vezes você pode já estar até confuso, né, com a sensação. Às vezes pode ser sede mesmo e você tá achando que é fome. Por isso que é importante entender o que é fome e saber os sinais que ela vai te dando. Mas às vezes ir tomando água aos poucos, durante o dia vai ajudando, porque às vezes é mais aquela coisa de pôr alguma coisa na boca, de mastigar, de tá ali, do que tantas vezes a fome. Então, às vezes vai dividindo a água durante o dia, que é muito importante, né? Isso vai ajudando, você vai ficando às vezes mais é saciado, não saciado de fome, mas sabe, mais tranquilo, porque às vezes é isso, às vezes é mais querendo pegar alguma coisa, pôr na boca, beliscar o tédio. Então é muito mais sobre isso às vezes do que sobre a fome, né? Muito bem. Produção, me avisando aqui que nós temos mais duas, é isso, temos mais duas perguntas. Então vamos lá, vamos ver quem é que tá com a gente. Ã, 8:57 agora. Mais duas perguntinhas. Gabriel Torres do Nova Campinas. É comum as pessoas substituírem um comportamento compulsivo por outro sem perceber quando tentam mudar de vida sozinhas. É. E aí, como é que faz, doutora? É comum a gente substituir? É, é, é, é bem comum, porque justamente tem essa questão do que que tá por trás, que emoção que tá por trás. Então é é muito cauteloso. Inclusive pacientes que vão fazer bariátrica, eles precisam ter todo um acompanhamento psicológico, acompanhamento psiquiátrico, para ver se não tem de fato nenhuma comorbidade ali por baixo que altere o comportamento alimentar dessa pessoa. Porque quando ela faz a bariátrica, a chance, se ela não se tratar, se não identificar quais são os gatilhos, o que que tava eh incentivando essa fome emocional, essa compulsão, ela vai translocar aquilo pro álcool muitas vezes. Uau. Acaba translocando. Então é, pessoa precisa entender os gatilhos, entender se é fome emocional, o que que ela tá descontando na comida para poder conseguir mudar isso de uma forma mais adequada. Olha só, é interessante isso, né? a gente tenta substituir e aí vai, acaba que tem algo lá, uma base, né, que nos levou a tal hábito ou tal vício. E aí a gente precisa entender. E para entender, de repente, pode ser que a orientação seja uma terapia, consulta, né, num psiquiatra, até mesmo uma consulta com a nutricionista para fazer uma avaliação de como estão os seus hábitos diários, porque a partir disso, Nutri, me corrige se eu estiver errada, você também consegue eh traçar um planejamento de, de repente uma mudança de hábito. Sim, claro, né? Então, eh, o que ela falou, né, da bariátrica, a pessoa não resolveu, vamos dizer, o problema principal dela tá descontando na alimentação, né? Então, se a gente não resolver isso e entender isso, então eu trabalho muito junto com parceria com psiquiatra, com psicólogo, pra gente fazer um conjunto para entender o porquê, né? Então, ela vai trabalhando ali melhor na área da psicologia, da psiquiatria e a gente vai mudando os hábitos, tá? Então, o que que a gente pode fazer aqui? Vamos organizando, vamos fazendo acontecer mesmo, né? Muito bem. 8:59. Mais uma perguntinha na tela pra gente, por favor. Pode colocar, produção, por favor, por gentileza. Vamos lá. Rodrigo Paiva da Vila Industrial. Olha a tecnologia. Tecnologia, o ritmo acelerado de hoje em dia tornaram nossa geração mais propensa a buscar recompensas e alívio imediato. Nossa psiquiatra nos ajuda. Eu diria que com certeza, né? Então, a vida nas cidades, ela também tá associada a maior sofrimento, maior níveis de ansiedade do que a vida no campo, por exemplo. E o mundo de antigamente não era tão acelerado quanto o mundo de hoje. Então, a gente tem isso dessa esse estresse constante, um estresse crônico, né? Então, o trânsito, o barulho, a poluição visual, o excesso de notificações, tudo isso gera um sisteminha de alerta no nosso subconsciente, né? Então você recebe aquela notificação 10 horas da noite, você tava se preparando para dormir, aquilo ali já te deixa ansioso, já te deixa estressado, já te deixa impaciente e aí você acaba indo descontar nesses hábitos que a gente comentou aqui durante a entrevista. Muito bem. Olha só, nós falamos de mascar chiclete, tomar refrigerante eh eh trazer uma recompensa aí de um dia não legal através da comida, né? Eh, o chocolate também é algo que que leva a gente a um hábito de consumo pelo chocolate, que eu vou te contar, né? Tem o açúcar, né? Agora interessante, falamos de roerinhas também, mas um cachicletes. Agora interessante a gente falar de algo que tá, né, na nossa vida todos os dias, que eu gostaria que a nossa psiqui psiquiatra nos orientasse, o celular, na sua visão, ã, é um hábito ou já se tornou um vício? É uma pergunta bastante curiosa, né? Então vai depender muito do seu ponto de vista, do quanto sofrimento ele te traz, o quanto aquilo tá te prejudicando na sua vida. Então eu diria que é um hábito que é necessário. Hoje em dia a gente se comunica muito através dele. A gente conseguiu condensar toda a informação do mundo num aparelho que tá no nosso bolso disponível o tempo inteiro, né? Então ele tem o seu uso muito positivo, ele é muito útil, ele ajuda muito, ele facilitou muito as nossas interações, mas ele virou um gatilho constante. Então o tempo inteiro só o Então tem alguns estudos que falam que só o fato de você tá com o seu celular visível, você já diminui a sua concentração e a sua atenção. Então se você for estudar, por exemplo, coloca ele no outro cômodo, guarda numa gaveta para para não gerar esse gatilho constante, essa necessidade de ficar checando o tempo inteiro. Olha só, né, gente? A que ponto chegamos, né? Hábito ou vício. E aí, como é que você está, né? Celular, alimentação, cafezinho, açúcar. É sobre isso que nós conversamos hoje aqui no programa. Quero lembrar a você que este programa está disponível no YouTube para você baixar, para você eh enviar, né, paraa sua família, paraas pessoas que fazem sentido na sua vida, porque é importante eh nós termos orientações de pessoas que realmente estudaram e que eh têm gabarito para poder explicar pra gente sobre esses hábitos nossos diários e que se não cuidados tem a tendência, sim, pode se desencadear. Aí há um vício, né? E a gente pode mudar os hábitos. Da mesma forma que você de repente tem o hábito de mascar chiclete você pode ter um outro hábito. É só você substituir, mas precisa tomar muito cuidado também com isso, tá? Agora 93. Eh, pra gente encerrar, eu gostaria que vocês deixassem uma mensagem para os nossos telespectadores. Então, quero agradecer sua participação, doutora. Muito obrigada pelas orientações, por contribuir com a gente nesse momento de conhecimento aqui do estúdio Câmara. E deixa uma mensagem aí para quem tá em casa assistindo, que de repente mácinho a mais, toma um refrizinho a mais, roi a unha, né? O celular já falou pra gente deixar em outro cômodo. É desafiador, mas a gente pode tentar, né? Mas nesses hábitos diários aí que a gente faz no automático, uma dica pra gente de repente melhorar. É, então eu gosto de frisar bastante que quando você cuida de você, você não melhora só você, a sua história, mas também todo o seu entorno, todo o seu ambiente, as pessoas que estão ao seu redor, a sua família, elas melhoram junto através de você, né? Então, cuidar de si mesmo é um um ato de coragem, um ato de amor a você e a sua família, as pessoas próximas, né? Então é muito importante. Maravilhosa. Mais uma vez, muito obrigada pela sua participação. Obada. Obrigada, Nutri. Que coisa, né? Como é que a gente faz? Vamos tirar o açúcar do café daí. Não, vamos colocar um adoçante. Mas o adoçante é ultra processado. Café sem açúcar. Muito bem. Eu gostaria de agradecer sua participação. Eh, deixe para os nossos telespectadores, pro pessoal de casa, uma mensagem. De repente, eu tô com um hábito e eu percebo que esse hábito está interferindo na minha qualidade de vida, no meu social, de repente até, né? E como é que eu faço para poder, né, eh, ter uma iniciativa paraa gente poder melhorar isso aí? Eu acho que pensando muito em tudo isso que a gente falou, né? Então, tentar entender, eu tô com fome ou tô com vontade, né? Fazer essas perguntas, tentar incluir frutas, verduras, eh, saladas no seu dia e não iniciar uma dieta restritiva, né? Começar a tirar tudo, porque isso não vai durar, né? Então, começa colocando água no seu dia, começa incluindo uma fruta no dia, mais salada, né? Esses hábitos simples de início, mas vão mudando muito, né? A qualidade da sua alimentação e a qualidade na sua vida a longo prazo mesmo, né? Muito bem, muito obrigada aí pela participação, né? Tô sempre nas redes sociais, né? No Instagram, então fica à vontade ali também. Deixa o seu Instagram pra gente. Então, meu Instagram é Júliiaagomes.nutrire. E o seu? O meu é Raísa Rodrigues. Muito bem. Olha só, né? Vamos seguir aí as nossas entrevistadas do programa de hoje. Você também pode seguir TV Câmara Campinas lá no Instagram. Nós temos também um site TV Câmara Campinas para você acessar e conferir tudo que acontece por aqui. E além disso tem o YouTube, né, canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Nós temos este programa e todos os outros que são produzidos aqui pelo grupo Mais disponíveis para você assistir a hora que você quiser, compartilhar com quem você quiser. Eu tenho certeza que tem muito conteúdo e conteúdo de qualidade para você, tá bom? Quero eh dizer que daqui a pouquinho ao meio-dia o Gabriel Castro chega trazendo informações do legislativo e aqui também na nossa cidade. E amanhã nós temos Estúdio Câmara novamente a partir das 8 da manhã ao vivo. Vamos falar de uma situação muito comum dentro das famílias. A mãe pergunta pro filho assim: "Como foi seu dia?" Aí o adolescente responde apenas: "Não tive um dia bom". Mas o que será que existe por trás dessa resposta? Por que muitos jovens evitam falar sobre sentimentos, dificuldades e frustrações? A gente vai discutir como os pais podem acolher esses momentos sem pressão e fortalecer o diálogo e também identificar sinais que merecem atenção. Então, amanhã nós vamos conversar sobre não tive um dia bom. Quando o seu jovem ou adolescente responde isso para você? como que você responde para ele. Vamos entender a forma correta de acolher os sentimentos da nossa turminha, tá bom? Então, a partir das 8 da manhã, te esperamos com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Grande abraço para você, tenha um ótimo dia e até amanhã. Ча.