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Estamos chegando estúdio Câmara. ao vivo nesta manhã de segunda-feira, dia 6 de julho. Segunda-feira, um dia em que muitos brasileiros acordaram com sentimento de frustração e derrota. Mas a vida continua depois de uma eliminação, é comum a gente procurar culpados.

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Olá, muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara. ao vivo nesta manhã de segunda-feira, dia 6 de julho. Segunda-feira, um dia em que muitos brasileiros acordaram com sentimento de frustração e derrota. Mas a vida continua depois de uma eliminação, é comum a gente procurar culpados. Encontrar alguém para carregar o peso da decepção até traz um alívio momentâneo, mas não muda o resultado e nem prepara o futuro. Talvez o que fique dessa derrota do Brasil seja uma reflexão sobre o peso da história única. Quando acreditamos que o passado define quem somos para sempre, corremos o risco de viver apenas das glórias de ontem ou das derrotas de hoje. A história é importante, ela inspira, ensina e fortalece, mas ela não pode ser uma prisão. Ninguém evolui vivendo apenas olhando pelo retrovisor. O crescimento acontece quando a gente consegue transformar a experiência em aprendizado e não em peso. Nostalgia pode confortar por alguns instantes, mas ela não constrói o amanhã. Lembre-se, o futuro é resultado da capacidade de recomeçar, mesmo quando as coisas não saem como planejado. Talvez essa seja a principal lição de hoje, honrar o passado sem morar nele, porque é no presente que nasce a possibilidade de um futuro diferente. Bora viver, bora pro nosso estúdio Câmara. Levante essa cabeça e vamos conversar sobre educação emocional hoje aqui no estúdio Câmara. Olha só que interessante e bem propício para o dia de hoje. Qual legado emocional nós deixamos aos nossos filhos? Quem tem filhos sabe que educar vai muito além de ensinar o que é certo ou errado. Afinal, as crianças observam tudo. Elas observam como os pais tratam as pessoas, como a gente enfrenta os problemas, como a gente lida com dinheiro, com trabalho, como são os relacionamentos e até como a gente lida com as próprias emoções. Nós estamos sendo observados e muitas vezes aquilo que mais marca uma criança não é o que os pais dizem, mas aquilo que eles fazem. E aí, será que nossos filhos aprendem mais com nossos conselhos ou com os nossos exemplos? Que mensagem transmitimos quando persistimos diante das dificuldades? O que ensinamos quando desistimos de algo e quais valores passamos adiante sem sequer perceber? A verdade é que todos nós deixamos marcas nas pessoas que convivem conosco e dentro da família essas marcas costumam acompanhar os filhos por muitos anos. Por isso que o tema do programa de hoje é uma reflexão, um convite, né, pra gente perceber e fazer essa pergunta. Que legado emocional estamos construindo dentro de casa? Bom, nós já estamos aqui com as nossas entrevistadas. Daqui a pouquinho vamos apresentá-la, mas apresentá-las, perdão, mas antes eu quero convidar você para participar com a gente, né? Que legado você está deixando para os seus filhos? Você já parou para pensar nisso? Mande sua mensagem. O WhatsApp tá na tela 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. H previsão do tempo, já a gente volta ao nosso tema central para apresentar as nossas convidadas do estúdio Câmara de hoje. E a Secretaria de Trabalho e Renda de Campinas realiza na quarta-feira, gente, dia 8, a 13ª edição do Feirão de Emprego e Oportunidades. Olha só que interessante. O evento acontece das 9 da manhã às 4 da tarde na Unissal Campinas, com mais de 900 vagas de emprego em diversos setores. Ao todo, 16 empresas estão participando da ação, realizando entrevistas de processos seletivos no local. Entre as oportunidades, maior número de vagas é para auxiliar de logística com 100 postos no Mercado Livre. O maior salário é para a função de açueiro. No tenda atacado e a remuneração é de R$ 3.074. Os candidatos devem levar documento com foto, currículo e carteira de trabalho. O evento também vai oferecer atendimento para mês, serviço da casa do empreendedor, SEBRAI, Banco do Povo e orientação à população migrante. O feirão será realizado na UNISAL, Campinas, na Avenida Dr. Teodoreto de Almeida Camargo, número 2000, eh, número 224, perdão, no Jardim Nossa Senhora Auxiliadora. Uma oportunidade para você. Então, ó, ajeita lá toda a sua documentação e na quarta-feira esteja pronto, porque com certeza você pode mudar o rumo da sua história. Previsão do tempo para hoje. Vamos ver como é que fica esta manhã de segunda-feira. Mínima 12, máxima 24. Estamos eh no inverno, mais um tempo eh um clima agradável para hoje. Sol com algumas nuvens e vamos simbora, gente. Vamos lá. Segunda-feira. Bora viver essa segundona e essa semana linda. Olha, vamos ao nosso tema central agora, porque quando a gente ouve a palavra herança, normalmente a gente pensa em bens materiais, né? Mas existe uma outra herança que também atravessa gerações. São valores, crenças, comportamentos e formas de enxergar a vida que passam de pais para filhos quase sempre de maneira silenciosa. A forma como a gente lida com as dificuldad, como a gente trata as pessoas, como a gente administra os conflitos e até como a gente demonstra carinho acaba servindo de referência para quem está crescendo ao nosso lado. Embora ninguém seja perfeito, entender eh essa influência pode ajudar a gente a construir relações mais saudáveis dentro da família. E é sobre isso que a gente conversa hoje. Então, quero dar as boas-vindas às nossas convidadas do programa de hoje. A gente recebe a psicóloga e terapeuta comportamental Sara Mazaro. Seja muito bem-vinda, Sara. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Muito obrigada. É um prazer estar aqui hoje para falar sobre esse assunto tão importante, né? Muito bem, Sara. Prazer é todo nosso. E para trabalhar com a gente, nós também convidamos a psicóloga e pesquisadora Mona Lisa Barros. Mona Lisa, conversa com a gente pelo Zoom. Seja muito bem-vinda. Bom dia, Monaisa. Bom dia. É um grande prazer estar com vocês hoje falando sobre essa importância que a família tem na transgeracionalidade de suas dos seus valores, suas crenças e o quanto isso atinge todos os seus filhos. Excelente. Hoje é um dia bem propício pra gente falar de legado, porque nós nos deparamos aí na internet com eh cenas de das nossas crianças chorando, das nossas crianças frustradas, até queimando os álbuns de figurinha como forma e maneira de protesto. Ô Sara, quando a gente fala em legado emocional, o que que a gente pode tirar eh olhando para o aqui e o agora, o hoje, por exemplo, né? O que o que aconteceu ontem com a derrota do Brasil? E o que que a gente pode trazer sobre legado emocional e qual que é a sua visão sobre a reação das nossas crianças? Esse é um assunto extremamente importante. Quando a gente fala de legado emocional, a gente fala principalmente da congruência, né? Congruência entre comportamento e o sentimento, né? H, as crianças, como você disse, elas estão sempre observando, elas aprendem pela imitação. E esse é um ponto muito mais importante do que qualquer fala, qualquer conselho que a gente possa trazer, né? Hoje aqui em Campinas, eh, eu tenho um espaço, né, onde a gente tem uma equipe multidisciplinar na nossa clínica, eh, em que nós estamos, eh, preparados para trabalhar principalmente a relação dos pais e filhos, comportamentos das crianças, ã, como lidar com isso. E quando a gente pensa numa, num tamanho dessa frustração, né, que acaba acontecendo na Copa do Mundo, nas nos acontecimentos corriqueiros do dia a dia, a dificuldade de lidar com essa frustração, é muito importante que a gente pense no que essas crianças estão observando em casa, na escola e elas vão ter um repertório que vão sendo construído ao longo da vida, observando todos ao redor. os pais, os primos, os professores, todos que eh também vivem isso, né? E quando a gente pensa na prática, como lidar com a frustração, como aceitar isso, é muito importante entender que a frustração ela faz parte, ela é inevitável e não tem como ã não sentir, não viver, como controlar isso. Ã, e é importante entender que aceitar a frustração é o primeiro passo, né? Quando a gente ensina uma criança a aceitar a frustração, entender que isso faz parte da vida, que isso vai acontecer, a gente também ensina ela que tá tudo bem, que a intensidade do sentimento não necessariamente vai controlar o que você vai fazer e como vai reagir. A reação é muito mais importante do que eu não sinta, não precisa sentir, não precisa eh estar, não precisa chorar, não precisa fazer tudo isso. ou isso é um exagero, né? E quando a gente aceita um sentimento intenso, um sentimento desagradável, fica muito mais fácil de trazer uma reação mais acentuada, uma reação mais tranquila. Isso começa por nós, né? Começa pela ã reação dos pais, a reação dos irmãos mais velhos. Isso vai ditar a o aprendizado dessa criança durante toda a vida dela, durante todo o período, com frustrações pequenas, grandes, no trabalho, na família, e ensiná-la principalmente a tolerar esse sentimento tão difícil que tá presente diariamente conosco. Muito bem, muito bem explicado, Sara, né? E agora a gente passa paraa Monalisa, porque a gente sabe que nós pais a gente eh exerce uma influência muito forte na construção emocional dos nossos filhos. Mas será que nós temos mesmo noção dessa influência, né, Monaisa, eh, nós somos espelhos para os nossos filhos, então essa construção emocional realmente depende de nós pais. Bom, eh, desde dos pais estarem preocupados em o que vai ensinar os seus filhos, eles precisam se perguntar o que que eles estão aprendendo me vem viver. Então, a reação do pais, ela é fundamental para alicerçar seus filhos uma forma de reagir aos problemas da vida. Muitas vezes acham que estão ensinando seus próprios valores, mas não estão percebendo como esses filhos estão eh enxergando o comportamento desses próprios pais. A terceirização da educação para as telas, por exemplo, afasta muito os pais dos próprios filhos e e faz com que esses pais percam a possibilidade de saber o fato que tá sendo transmitido e ter uma certa noção de qu como esse filho tá lendo aquele legado que a família construiu ao longo de toda a sua história. que porque valores, critas, eh isso não é ensinado na escola, isso é aprendido na relação na relação estabelecida entre pais e filhos. e pais, especialmente porque são as figuras eh centrais nessa relação, nessa introdução desses novos seres na sociedade, na comunidade. É preciso que eles estejam muito atentos à forma como esses filhos estão interpretando a sua forma de viver. Então, um pai que frente à derrota do Brasil, por exemplo, consegue eh lidar com isso, eh pensando no futuro, projetando outras possibilidades, colocando em perspectiva isso dentro da sua vida, produz na no seu filho um exemplo de como lidar com outras que virão ao longo da vida. Um pai que se revolta fortemente, como se isso fosse uma coisa crucial na vida daquela família, produzirá efeitos também na forma como ele vai lidar com os seus as suas próprias frustrações. Excelente, né? A a infância ela é um período de descobertas constantes e enquanto eh os adultos acreditam que estão ensinando eh apenas conversando com os filhos, a verdade é que boa parte desse aprendizado acontece, assim como as nossas psicólogas disseram, pela observação. A criança absorve, observa, absorve, registra, né? Então, ô, ô Sara, até que ponto nós pais, nós transmitimos os comportamentos sem perceber? Porque a gente sabe da vida corrida, a gente vive, né, na correria, às vezes no automático e a gente tem a questão do consciente, do subconsciente e às vezes também eh daquele impacto, aquela coisa assim que você faz e e nem percebeu o que fez. E a criança ela tá lá prestando muita atenção no que você fez. E às vezes você nem lembra do que você fez, mas a criança ela sabe descrever certinho o seu comportamento, né? E como é que a gente faz para poder alinhar e tomar cuidado para que o nosso comportamento eh de repente não atinja a criança de uma forma negativa? Bom, eh a palavra atenção que você trouxe é um ponto chave aqui. Hoje, como você disse, vivendo no automático, a vida extremamente corrida, com muitos estímulos. né? Igual a Mana Lisa falou, excesso de telas, informações, redes sociais, a velocidade com que essas informações chegam acabam ditando o ritmo da família toda, né? E na nossa prática clínica, trabalhando com orientação parental diariamente, a gente percebe que às vezes, vivendo nesse automático, eh, confunde-se a ideia de que, ã, a herança é, na verdade, um presente, um recurso financeiro, eu preciso comprar do melhor, eu preciso dar do melhor, enquanto, na verdade, o que uma criança mais precisa é da atenção, principalmente dos pais, que são uma referência muito grande. E quando a gente fala na questão da consciência ou da inconsciência, é realmente a atenção em que se presta nessa criança diariamente. A tenção de estar junto, de passar tempo junto da forma mais simples e sem gasto nenhum, né? Não é preciso dinheiro para suprir todas as necessidades de uma criança ou dar sempre do melhor para que ela seja feliz e não tenha nenhuma insatisfação. E esse também é um ponto muito importante, a ideia de pensar que a gente precisa tirar todas as insatisfações e trazer uma vida feliz constantemente pra criança, né? É preciso estar junto dela e para ela para que ela entenda que, embora venham frustrações, embora as coisas não vão acontecer do jeito que a gente planeja o tempo todo, ela vai ter a presença consciente e constante dos pais ali, dos cuidadores, da família, de alguém que ame ela e expresse esse amor através de uma atenção única, né, sem aquela aquele cansaço de falar: "Ah, eu vou deixar ele ali um pouquinho na tela Porque nós estamos cansados, trabalhamos o dia inteiro, realmente é muita informação, mas cada minuto é muito precioso passar tempo com a criança e viver um modelo, né, consciente de que ela tá te observando, de que ela vai te imitar, de que ela vai aprender com a presença, é muito mais importante do que qualquer presente caro, do que qualquer celular, iPad e afins. Muito bem. É importante porque às vezes, né, os pais têm a tendência de eh não tem o tempo, mas aí busca um presente para tentar eh suprir a necessidade da criança, né, da do tempo que deveria ser eh oferecido, um tempo de qualidade. E aí traz um brinquedo, traz um presente e essa criança eh eh fica feliz, mas é uma coisa momentânea, a gente precisa estar mais presente. É difícil, é difícil, é desafiador. É sim, né? O tempo é escasso, a cada dia que passa, mas a gente tenta fazer um esforço porque é importante. Essa criança vai levar isso pra vida. E quando a gente fala de levar pra vida, Monalisa, é comum a gente reproduzir na criação dos nossos filhos coisas que a gente aprendeu com os nossos pais. Mas até que ponto isso é assertivo? Pois é. Eh, muitas vezes nós não olhamos o que que a gente tá repetindo. Então, é importante revisitar os modelos que nós tivemos para que a gente possa eh fazer melhor escolhas mais saudáveis na relação com os nossos filhos. Agora, é importante entender também que a gente não vai acertar sempre, que nós vamos errar e nós vamos talvez reagir de uma forma inadequada à derrota do Brasil, por exemplo, ontem. E isso não seria também eh algo definitivo na construção dos valores se por acaso a gente após essa reação podermos conversar sobre isso com os nossos filhos. Você viu como eu reagi ontem? Você acha que isso é o melhor? Eh, como que a gente poderia, como família reagir melhor frente a esse problema? Então, isso que a Sara coloca é fundamental. É preciso haver espaço do encontro real no presente, em que os pais possam ter um espaço de conversar sobre o como foi compreendido, vivido por cada um daqueles elementos da família e qual seria a compreensão que eles trazem dessa dessa experiência. Eh, isso é algo que pode ser extremamente restaurador tanto dessa transgeracionalidade do que a gente já traz das nossos pais como o que a gente quer passar paraas próximas gerações. É preciso que quando eh no exemplo dado, né, de quem troca a ausência da presença a um presente, você pode estar dizendo com isso que o valor está muito mais em ter do que em ser. Eh, a gente precisa entender que a presença ela é insubstituível, ainda que nós não possamos estar presente o tempo todo, porque trabalhamos, temos outras atividades, os próprios filhos também têm as suas próprias atividades, a família precisa encontrar em algum momento espaços em que isso, esse assunto seja tratado por todos. a forma como eles estão entendendo como vivemos e como lidamos com todas as frustrações e problemas que vão aparecendo no decorrer da vida. Essa é uma uma saída importante na construção de valores mais sólidos para essa mais saudáveis para essa família no enfrentamento dos problemas e mais construindo uma coletividade nesse enfrentamento, em vez de um afastamento, isolamento na no enfrentamento dos problemas que a família terá que administrar ao longo da vida. Muito bem, a gente falando hoje aqui ao vivo no estúdio Câmara sobre a herança emocional que a gente tem deixado para os nossos filhos, né? Ou então eh eh o legado o que você deixa para o seu filho, as nossas psicólogas explicando que os filhos absorvem, né? Eh tudo que a gente faz e são palavras, são atos, são gestos, enfim. E nós colocando aí a questão da derrota, né? a gente colocando a derrota do Brasil ontem, isso pode servir de exemplo? Como que foi o seu comportamento? O que que o seu filho ah observou aí na sua casa, né, de mediante o seu comportamento com a derrota do Brasil? Porque nós pais temos a a tendência de buscar eh da busca pela perfeição na educação dos nossos filhos e aí pode estar um grande erro, porque não somos perfeitos. A gente pode admitir os nossos erros e tá tudo bem. Qual que é a importância, Sara, de de repente eu admitir o meu erro para o meu filho, eh, e fazer ele entender que sim, que somos passíveis de erro e que o meu comportamento não está de não esteve, né, de acordo com a situação. Então, por isso eu peço desculpas. Qual que é a importância disso? Isso faz parte da educação também. Esse é um assunto extremamente pertinente quando a gente fala no errar, né? Eu penso que eh algo que eu falo muito pros nossos pais na prática clínica diária, é a primeira vez que nós vivemos esse contexto, né? um mundo pós-pandemia, extremamente imerso na tecnologia, denso na quantidade de informações que nós temos que digerir diariamente. E o que eu sempre trago para todos os pacientes, todos os pais e para todas as crianças é que o errar ele faz parte. E aceitar que a gente vai errar diariamente em todos os momentos e que a gente pode recomeçar é na verdade um alívio, né? e alivia o peso de ter que ser perfeito. Quando a gente aceita que nós vamos errar, nós conseguimos flexibilizar, nós conseguimos ajustar contingências do dia a dia, nós conseguimos nos relacionar muito mais com muito mais tolerância aos erros, né? muito mais tolerância às frustrações. E tolerar a frustração é muito mais importante do que suprimir. Quando nós toleramos a frustração, entendemos que o Brasil errou, eu me senti frustrado e eu me expressei dessa forma, foi errado, mas tudo bem, da próxima vez, na próxima frustração, eu vou melhorar e abrir espaço para uma constante luta, para uma constante, um constante trabalho na melhora, na evolução e no aprendizado é muito importante para uma vida mais leve, uma vida mais eh completa, né? O o ser completo e ser leve inclui erros e frustrações e a tolerância com tudo isso, com as crianças, dos pais com as crianças, das crianças com os pais e num todo como uma sociedade. É porque às vezes o que a gente transmite dentro de casa para os nossos filhos é algo meio que sem perceber, né? Eh, a gente não às vezes nem entende. Eh, será? Mas será que ele viu dessa forma? Não, mas eu não quis dizer assim, mas a criança está lá, né? percebendo os nossos atos, as nossas falas e somos espelhos. Então elas estão copiando, né, tudo que estamos fazendo, elas estão guardando para elas, porque é isso que ela está levando pra vida, né? é o legado que a gente tá deixando, é o comportamento, é a atitude, é a a comunicação. E a gente precisa tomar muito cuidado com isso, porque eh nós precisamos estabelecer os limites e também ter os nossos limites e fazer aí um acolhimento para essa criança também. A importância do acolhimento, eu gostaria que você trouxesse pra gente, Monalisa, porque nós falamos com a Sara, né? a, o pedir desculpas, o assumir o erro, o, eh, dizer que errar está tudo bem, sim, errei, mas na próxima eu vou eh buscar ser melhor, né? Não persistir no erro, mas também oferecer o acolhimento para essa criança. Qual que é a importância desse acolhimento diante desse legado que a gente vai deixando para eles? Olha, esse acolhimento, ele começa quando eu não me coloco na posição eh hierárquica de que só eu mando e o outro tem que obedecer. Então, quando as famílias conseguem avançar na relação para além de ter apenas, eu não não tô querendo dizer que não haja diferentes lugares nesse nessa configuração familiar. É função do pai e da mãe dizer até onde o filho pode ir. E é função dos filhos quererem mais do que o pai pode deixar, porque ele tá em crescimento e o mundo dele tá aumentando. Mas quando você tem uma relação mais compassiva, mais eh dialógica, em que essa família se constitui como uma comunidade, eh nesse aspecto, isso é um momento muito especial, como Sara falou, pós pandemia, as pessoas estão comesso de informações. É, a relação não precisa ser de quem, só quem pode dar ordem e determinar qual é o tipo de comportamento são os pais. Isso pode ser construído na coletividade, nesta comunidade familiar que se estabelece naquela naquela casa. Então, os pais, para que eles sejam acolhedores, eles precisam acolher primeiro a si próprio com sua com as suas capacidades e suas limitações. Admitindo isso, ele pode admitir para o filho sem achar que isso é uma perda de autoridade, sem achar que isso é uma perda de força, porque eh o autoritarismo ele tem a ver com essa negação de que eu posso falhar, se eu sou mais autoritária quando eu acho que eu só posso acertar e o outro não pode enxergar a minha falha. Então, quando eu acolho a minha humanidade e as minhas dificuldades, os meus limites, eu tenho a capacidade de poder falar sobre eles e permitir que os meus filhos possam aprender também com os meus erros e juntos começarmos a construir uma forma de ser e estar no mundo que nos traga mais paz, mais harmonia, mais prazer, mais eh saúde para toda essa família. Então o acolhimento é fundamental, mas tem que partir de si mesmo. Muito bem. A gente precisa se acolher para oferecer o acolhimento, né, às nossas crianças. Agora, eh, se a gente falar sobre gerações, a gente tem aí um impacto muito grande das gerações, né, e a geração Z que está aí, né, que movimenta o Brasil. Eh, eu gostaria de da sua avaliação, Sara, sobre o impacto das gerações na questão do legado, né? como que faz essa essa essa esse movimento que a gente está vivendo hoje com várias gerações convivendo, né, eh, juntas e tendo que fazer um alinhamento e para poder seguir a vida traz impacto principalmente nessa questão de legado, de aceitação que a gente tá falando, de acolhimento. É, eu gostaria que você falasse pra gente sobre o impacto das gerações e a herança emocional. É, como a gente estava conversando, né? Nunca se viveu um mundo onde a gente vive hoje. Não existe uma receita de bolo, né? Um mundo extremamente digital, extremamente integrado, extremamente globalizado, pós pandemia. Muitas pessoas carregando ainda cargas emocionais da pandemia, perdas da pandemia, né? E quando a gente pensa em legado, não existe uma resposta única para isso, mas sim uma resposta que nós vamos construir juntos, né? Quando a gente fala de terapia com crianças na clínica, na prática clínica diária, eh não existe a terapia com criança sem a terapia com os pais, né? Sem a integração do tratamento com os pais, porque eh como a Monaisa falou, um ponto muito importante, né? É preciso tratar a si mesmo suas próprias questões, as questões que nós carregamos ao longo da vida e que influenciam a nossa forma de se relacionar com o outro, né? Então, para pensar na herança que eu vou deixar paraas próximas gerações, primeiro eu preciso pensar na minha própria história de vida, né? Quando a gente pensa em como eu vou me relacionar com filhos, com crianças, com gerações vindouras, com a geração Z, com as pessoas que são diferentes do que eu aprendi, eu primeiro preciso olhar para o que eu aprendi, né? A partir desse momento, nós abrimos espaço para flexibilização. Eh, a rigidez extrema, ela sempre vai trazer muitos problemas, um peso muito grande, a dificuldade de mudança. E num mundo onde as mudanças acontecem com uma velocidade tão grande de segundos, né? Agora nós temos uma informação, daqui alguns minutos nós temos outra. É preciso abrir espaço pra flexibilização, né, para o diálogo, para conseguir entender o que eu sinto, que o outro sente e como nós, como comunidade, uma comunidade tão grande hoje, vamos conseguir nos relacionar e nos acertar, né? Então isso exige um trabalho interno muito grande, um trabalho de análise dos nossos próprios comportamentos, do nosso próprio aprendizado, da nossa própria história de vida. E isso facilita e deixa o tratamento do próximo muito mais leve, muito mais aberto, muito mais funcional e fluido também. Muito bem. Agora 8:40, estúdio Câmara ao vivo para você. Nós estamos aqui falando hoje sobre o legado que nós temos eh deixado, né, que nós estamos deixando para os nossos filhos. Muito importante o tema de hoje, principalmente depois da derrota do Brasil. Como é que foi seu comportamento ontem aí? Ai, ai, passou um pouquinho da conta. Então você viu nossas psicólogas explicando e nos orientando que sim, tá tudo bem errar e que é importante a gente reconhecer o erro, repassar pra nossa criança eh a nossa atitude, que não foi uma atitude assertiva, pediu desculpas e seguir em frente. E aí essa criança ela vai entender de uma outra forma. Opa, pera aí. Errou, mas ah, entendeu, né, eh, o erro e agora e pediu desculpas para seguir em frente. Com certeza ela vai repetir isso lá na frente. Esse é o legado. É esse o legado que a gente deixa para as nossas crianças. importante a gente fazer um exame de consciência aí, eh, como tem sido o nosso comportamento diante dos nossos filhos dentro de casa, em um momento, né, de de ambientação, de família, de acolhimento, como é que a gente tem se comportado. As nossas crianças, os nossos filhos, eles observam as nossas atitudes e prestam também muita atenção no que a gente diz. Então, vamos prestar atenção também no que estamos deixando de legado para as nossas crianças. Bom, agora nós temos algumas perguntas. A produção tá me avisando aqui. Vamos ver o que pessoal de casa quer saber sobre essa eh o tema do programa de hoje, né? Qual legado temos deixado para os nossos filhos, nossas crianças e adolescentes. Produção, temos pergunta, pode colocar na tela pra gente, por favor. Nós estamos aqui com a Sara e a Monalisa, duas psicólogas, nos orientando no tema do programa de hoje. Vamos lá. Eh, João Henrique da Vila Industrial. A falta de elogio e afeto na infância pode fazer a pessoa crescer sempre buscando aprovação, Mona Lisa? Sim, a criança precisa ter eh ser primeiro a gente precisa entender que eh ser reforçada na sua existência, eh, reconhecida nos seus nas suas capacidades não implica também negar onde ela errou, né? Então é preciso que a criança receba assim esse elogio, esse afeto. Eh, nós nascemos com sede de afeto. Nós somos seres gregários que precisamos do coletivo, precisamos do da força do da comunidade para existir. E a nossa existência depende mesmo desse reconhecimento. É, esse reconhecimento, ele ele é tal, é de tal forma importante que uma pessoa que tenha uma uma infância bem acolhida, bem respeitada, consegue reconhecer a si próprio, eh, de uma forma tão independente que ela não depende tanto, deixa de ser tão dependente da aprovação alheia, né? Ela precisa eh encontrar um lugar, um espaço no mundo que ela possa ser quem ela é e poder encontrar os pares que aceitam, que aceitem como ela é. E isso é algo que inicia sim desde a infância, com esse acolhimento eh dentro da família. Muito bem. 8:44. pessoal participando em casa, a gente agradece, viu, a sua audiência, a sua participação. Pode mandar mais perguntas aí, por gentileza, produção. Vamos lá. Estamos falando do legado que a gente tá deixando para os nossos filhos ao vivo aqui na TV Câmara Campinas, a Beatriz Nogueira do Bom Fim. A super proteção também pode ser uma herança emocional que limita a criança. Vamos lá, Sara. Quando a gente pensa em super proteção, né, nós estamos pensando também no se arriscar. Uhum. Com certeza limites são essenciais. Existem limites inegociáveis que nunca vão poder ser ultrapassados. Mas quando a gente pensa em grandes feitos, em grandes alcances, um destaque profissional, um destaque na vida pessoal, ele não acontece sem o risco, né? E uma criança que aprende que é possível se arriscar e é possível tolerar os erros que são consequências do se arriscar, ela aprende que na empresa, num cargo, num trabalho, ela pode tentar se arriscar para alcançar um grande feito, para alcançar uma conquista e se ela errar, tá tudo bem, né? Quando a gente pensa na criança, na prática clínica, que que isso significa na prática? A criança, ela sempre busca explorar o ambiente, sempre vai testar limites, eh, nas brincadeiras, no dia a dia, no parquinho, ela vai tentar subir mais alto, ela vai tentar ir mais longe, ela vai tentar pisar onde não deve. E é óbvio que a segurança deve ser uma prioridade, mas às vezes o se sujar, o cair um pouco mais, pode ter uma consequência vantajosa para ela no futuro, onde ela vai levar como aprendizado que errar tá tudo bem e as consequências boas do acertar vão ser muito mais vantajosas do que a frustração do errar logo depois. Então isso é muito importante. Muito bem. É, são eh situações do nosso dia a dia, né, que as crianças vão reproduzindo e vão levando paraa vida. E o errar faz parte da vida, né? Se frustrar também. E você acerta depois de alguns erros, né? Você vai chegar, vai aprender, vai errar e depois você vai acertar. E isso faz parte também do legado e de vida das nossas crianças. O legado ele é construído como conforme a vida vai passando, né, com os dias. Não é de uma hora para outra, não é em uma atitude assertiva que você vai falar: "Poxa vida, vou deixar isso de legado pro meu filho". Não, não pensa assim. A gente precisa ir caminhando, ir criando, né, eh eh histórias, raízes e construindo o legado dos nossos das nossas crianças e os nossos jovens. Agora 8:47, tem mais pergunta, produção? Pode colocar na tela. O pessoal de casa tá participando. Um dia bem importante pra gente falar de legado, né? Falar de o que a gente tem deixado, qual é o exemplo que a gente deixa aí paraas nossas crianças. A Mariana Costa do Cambuí, ela diz assim: "Ó, eu fui criada com muita cobrança. Como não transformar meu filho em alguém que só se sente amado quando acerta?" Olha só, Monaalisa. Então, eh quando você, eh, mede a sua autoestima somente pelos acertos, você perde aprender com os erros. Eh, claro que se você foi criada com muita cobrança, você traz isso. É preciso primeiro reconhecer isso e afirmar para esse seu filho, né, conversar com seu filho o quanto ele pode ser amado da forma como ele é. Até porque o que que é acertar? é corresponder ao seu desejo, eh, acertar, eh, perseguir os próprios sonhos, pode ser que os sonhos deles não sejam os mesmos que os seus. E isso não necessariamente é um erro, né? Então, é preciso, como voltando, né, para que eu possa acolher o outro, é preciso primeiro eu acolher a mim mesma. Você precisa acolher essa criança que foi tão cobrada para poder ser uma mãe que cobre menos, porque vai aceitar o filho que tem aí com você. Muito bem. A gente percebe que quando a gente fala de herança emocional, né, ela essa essa esse legado emocional que a gente deixa para as nossas crianças, para os nossos filhos, Sara, eh é construído 90% dentro de casa. Com certeza, né? Eh, o fundamento desse legado, ele é construído dentro de casa, porque os cuidadores são as primeiras pessoas em que uma criança tem contato. E isso vai ser decisivo para direcionar como ela vai perceber as demais relações. Então, com certeza, outros ambientes também são importantes, as relações da escola, as relações no esporte, a relação com os restantes dos familiares, mas as primeiras relações são as que criam as primeiras impressões de como ela vai experienciar o mundo, qual vai ser o ponto de vista dela sobre o que é o mundo. Será que o mundo é um lugar onde eu tenho espaço, onde eu tenho acolhimento, onde eu posso ter espaço para testar, arriscar, errar, ser quem eu sou, mudar? Ou será que o mundo vai ser diferente disso? Essa relação é decisiva nesse sentido, mas não significa que essa visão de mundo e essa perspectiva não vá passar por várias alterações ao longo da vida, né? E a tolerância aqui com os erros é acho que o maior legado que a gente pode pensar nesse momento. Exatamente, né? Um ambiente emocional, o ambiente emocional da casa Monalisa, influencia na segurança, na autoestima dessa criança? Sim. a essa família que tem, por exemplo, desenvolve uma uma relação muito agressiva entre os seus membros, acabam eh trazendo esse padrão de existência e provavelmente imprimindo nessas nesses nessas pessoas que estão ali a busca de padrões parecidos. Como Sara falou, os pais não são só a referência, mas são as pessoas que abrem o mundo para essas crianças, né? Mostram as crianças como viver e estar nesse mundo. E este modelo será levado. Então, os filhos querem pais felizes, precisam de pais felizes, precisam de pais eh estáveis e para que eles possam também se desenvolver. Isso não é uma um aprisionamento nem uma Mas assim, a busca. Eu tô falando disso porque às vezes a manutenção de uma relação infeliz pode ser muito mais danosa para esse filho do que o rompimento dessa relação na proposta de uma promoção de uma vivência mais harmônica entre essas pessoas. Então, é preciso a gente olhar, como eu falei, muito mais do que com o que a gente fala para esses filhos, mais do que eh e importar mais com esse filho percebe, como eu lido com a minha própria vida. Esse eh essa leitura subjetiva, ela é muito mais eh forte na impressão que esses filhos terão em sua em seu próprio comportamento do que efetivamente o que eu queria que ele soubesse de mim. Então ele lê sobre mim tudo que eu faço nas nas na forma como eu reajo, na forma como eu eh me abalo emocionalmente por uma situação ou outra, como eu enfrento os desafios, com a resiliência que eu demonstro na busca dos meus próprios sonhos. Então, é importante que esses pais olhem sim para si mesmos para poder ofertar eh aos filhos o que tem de melhor e se não tiver o de melhor poder falar: "Olha, nisso aqui eu não dou conta. Eu não eu não tenho dado conta, mas eu gostaria de dar conta dessa e dessa forma. O que que vocês acham e nessa comunidade construir outras possibilidades, outras situações, outras formas de enfrentamento possíveis a as dificuldades da vida? Muito bem. Exemplos, diálogo, conversa, né? E se se permitir ser vulnerável em algum momento. Isso também é importante, não é, Sara? Com certeza. Tem uma fala de um professor meu que eu carrego, ã, na minha prática clínica diariamente, quando a gente pensa em futebol, em Copa do Mundo, ele me trouxe uma observação que me marcou muito, né? Se um jogador vai bater um pênalti decisivo no jogo da Copa do Mundo, vamos pensar quais as possibilidades de postura que ele vai estar que vão ajudar melhor ele. Será que se ele chegar pensando assim, ai meu Deus, o que vai acontecer se eu errar esse pênalti? As consequências vão ser horríveis, eu vou falhar com o meu país? Ou se ele chegar pensando assim: "Ah, eu vou bater aqui o pênalti o melhor que eu consegui. Se eu acertar, tudo bem. Se eu errar, paciência. né? Qual será que é a postura que vai trazer mais leveza para ele nesse momento? E o pênalti da Copa do Mundo é uma é uma comparação com situações que a gente vive diariamente, né? O viver com tolerância, com os erros nos ajuda a acertar muito mais, né, no dia a dia. Muito bem. 8:53. Mais perguntas pra gente? Produção, pode colocar na tela, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco. Manhã de segunda-feira. Vamos lá. Estamos aqui no estúdio Câmara ao vivo trazendo para você eh sobre que legado, né, nós temos deixado aí para os nossos filhos, para as nossas crianças. Gustavo Henrique Douro Verde, como a comparação entre irmãos, olha isso, pode afetar a herança emocional deixada dentro de casa. monaliza essa comparação entre irmãos aí feita às vezes eh meio que de forma inconsciente, né, pelos pais. Tem ficado como legado também? Eh, é muito importante essa pergunta, porque a relação entre irmãos, ela é fundamental na construção de um cidadão que possa reconhecer seus próprios limites na sua vida. Eh, veja só, cada filho vai encontrar um espaço nessa casa para ocupar. E eu não tô falando no espaço físico, o espaço mesmo. Então, se tem um filho que já é visto como o mais eh aplicado, mais disciplinado, mais estudioso, o segundo, o que virá, precisa encontrar um espaço que não seja o mesmo daquele. Então, é possível que ele vá para um outro lugar. Ele vai se destacar mais no esporte ou na capacidade de resolução de problemas ou de atividades manuais. Não importa qual que seja o lugar. Ou seja, cada filho vai encontrar um lugar distinto para se ver e ser valorizado naquilo que ele pode. Se você usa o primeiro como único modelo possível a ser aceito naquela família, você está informando aquele outro que chegou que o espaço dele não existe e ele vai se forçar a caber no modelo que não é ele. Então é preciso a gente olhar cada filho sobre as suas características específicas, peculiares, qual espaço que ele tem, entendendo que há lugar para todos no mundo, cada um da sua forma, em vez de buscar um único modelo a ser seguido por todos daquela família. Isso afeta sim o emocional da criança que se sente pouco acolhido, pouco aceito, rejeitado ou tentando vestir uma roupa que não lhe cabe, porque não é aquele papel que ele tem ali na no mundo. E a família tem que ter a sensibilidade de perceber qual é a necessidade, a demanda de cada filho. E cada um vai trazer uma demanda distinta do anterior. tem essas comparações, evitando essas comparações. Muito bem. A gente sabe, né? A comparação é algo que não nos faz bem. Agora você imagina dentro de casa, né, comparando aí os próprios irmãos, não é, Sara? Sim, com certeza, né? Ã, todo todos nós somos diferentes uns dos outros, todos temos atributos, todos temos defeitos. E é importante que a criança se sinta amada como indivíduo único, né? A, nós não punimos e rejeitamos a criança quando ela erra. Nós punimos e rejeitamos o erro. Então, se uma criança queima o álbum de figurinhas, ela fez errado. Nós vamos rejeitar essa atitude, mas isso não significa que ela seja uma criança ruim, inadequada ou indigna de amor, né? E os irmãos eh muitas vezes acabam competindo pelo amor e atenção dos pais. Isso é natural, esperado no desenvolvimento da criança, no desenvolvimento humano. E é importante que aquelas crianças, aqueles irmãos, sintam, apesar dos erros e dos acertos, eles são amados incondicionalmente, né? inclusive ã pelos pais, pelos cuidadores, enfim, isso não define quem eles são como pessoa e o valor deles. É importante demais a fala de vocês para nos orientar sobre o legado que nós estamos deixando para os nossos filhos. Vamos lá. 8:58. Dá tempo de mais duas perguntas e aí a gente já vai para as considerações finais. Segunda-feira, estamos ao vivo aqui no estúdio Câmara. Pode colocar na tela produção, por favor. Vamos ver quem tá com a gente. Camila Teixeira do Swift. O silêncio depois de uma discussão de casal em casa também ensina algo aos filhos. Monalisa. O silêncio grita. O silêncio grita. O silêncio comunica muito. Comunica a forma como esse casal lida com os problemas. Eh, ele não passa desapercebido pelos filhos. os filhos percebem eh essa esse modelo, esse padrão de comportamento dos pais. Eh, não, nem todo problema do casal precisa ser comunicado aos filhos. Isso é algo que tem um espaço que é do casal e o espaço que é da família, mas eh preciso perceber o quanto esse silêncio específico trazido aqui por Camila, traz de sofrimento para esse casal. Aí sim, a a dimensão dessa dor pode estar sendo compartilhada e os filhos estarem eh sentindo sem entender o que que tá se passando. Então, é preciso que o casal primeiro perceba como está vivendo isso. Muito bem. O silêncio grita, o corpo fala e as crianças observam, né, muito todo o ambiente emocional, né, da casa. Gente, 8:59 a última pergunta, então. E aí a gente já vai para as considerações finais. Pode colocar na tela pra gente, produção, por favor. Deixa eu ver quem é que tá conosco. A Ana Paula eh Ribeiro do Taquaral. Como perceber se estou passando para meu filho medos que nem eu consegui resolver? Poxa vida. Esse é um ponto muito interessante. Existem muitas coisas que nós carregamos, todos os seres humanos carregam sem conseguir perceber. E é por isso que a a terapia, o tratamento individualizado, o olhar para dentro de si antes de cuidar do outro é tão importante, né? No ambiente terapêutico, eu consigo perceber quais os medos eu carrego e criar consciência desses medos para não precisar carregar eles no automático e refletir ele nos filhos, nas pessoas, no colega de trabalho, nos amigos. Então é muito importante o autocuidado antes do cuidar do outro. Uhum. Se eu não me cuidar, se eu não cuidar da minha saúde emocional e física, não existe trabalho, não existe filho, não existe marido, não existe amigo, não existe mais nada. Quando nós cuidamos das nossas inseguranças, da nossa história, da nossa vida, dos nossos medos e criamos consciência sobre isso, nós temos liberdade. A liberdade de escolher como agir em relação ao outro, sem ser refém de uma carga que nós carregamos da nossa história, da nossa própria herança de vida. Uau, gente, olha só quanto ensinamento no programa de hoje. Segunda-feira, início de mês, início de semana, derrota do Brasil. E é assim, né? A vida ela tem altos e baixos, a gente aprende com os erros e a todo momento nós somos exemplos para as nossas crianças, para os nossos filhos. Então, é importante a gente parar um pouquinho e analisar eh sobre o nosso comportamento, né? H, que legado nós temos deixado, que legado nós estamos deixando para os nossos filhos. A gente agradece, então, você aí de casa, nós agradecemos também as nossas convidadas. Então, vamos para as considerações finais, começando por você, Sara, muito obrigada pela sua participação, pela sua troca, né, por trazer um pouquinho da sua experiência pra gente nessa manhã de segunda-feira. Obrigada pela sua presença. Eu que agradeço, né? É uma honra estar aqui participando com vocês, compartilhando um pouco do nosso conhecimento, da nossa paixão, né, em ajudar, em orientar. Isso é o que motiva, o que nos move. E começar a semana assim não tem nada melhor. Ai, que maravilha. a gente que agradece porque vocês trazem, né, para todos nós, eh, informações que a gente vai levar pro dia, né, que legado emocional nós estamos deixando para os nossos filhos e como os exemplos do dia a dia nos ajudam a construir valores, comportamentos e formas de enxergar o mundo. a gente precisa aprender todos os dias e é a gente agradece vocês que estão com a gente e que eh aceitam o nosso convite para vir nos ensinar. Monalisa, muito obrigada pela sua presença, pela troca e pelos ensinamentos no programa de hoje. Gratidão. Eu que agradeço a oportunidade de estar com vocês, de ter aprendido muito com a Sara também e lembrar os pais que não se sendo ocupados nem exigidos nessa missão. É, filho não vem com manual de instruções e acho que a gente devia aprender com o GPS. Quando a gente erra o caminho, em vez do GPS ficar reclamando conosco que nós erramos, ele recalcula a rota. E é isso que a gente precisa fazer. Vamos recalcular a rota quando a gente erra e encontrar um outro caminho para chegar no mesmo destino. Então, muito obrigada pela oportunidade de estar aqui com os espectadores, com vocês duas. Aprendi muito, estou sempre à disposição. Gratidão às nossas duas psicólogas nos orientando nesta manhã de segunda-feira aqui no estúdio Câmara ao vivo. Gratidão a você também que tá aí do outro lado, que participou, que interagiu com a gente. Lembrando eh que este programa já está disponível no YouTube. A gente entra ao vivo no YouTube aqui na TV Câmara Campinas também. E você pode acessar, pode assistir novamente, pode compartilhar aí com as pessoas que você ama, que estão ao seu eh redor, na sua convivência, que a informação repassada adiante, ela é muito importante. Amanhã Estúdio Câmara de volta a partir das 8 da manhã ao vivo e a gente vai discutir uma relação que está ficando cada vez mais presente eh na vida das pessoas, na minha vida, na sua vida, nas nossas vidas. Vamos falar sobre a convivência com a inteligência artificial. Muita gente já usa ferramentas para pedir conselhos, tirar dúvidas, buscar apoio emocional e até tomar decisões do dia a dia. Mas até que ponto essa aproximação pode se tornar uma dependência? Existe o risco de confiarmos mais nas respostas da tecnologia do que no nosso próprio entendimento? E como a gente faz para aproveitar os benefícios da inteligência artificial sem abrir mão das relações humanas e da nossa autonomia? Esse tema será a nossa conversa de amanhã e nós esperamos por você a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. A ÍRA está chegando aí, atualizando informações para vocês do legislativo de Campinas, do estado de São Paulo, Brasil e Mundo. Ao meio-dia, Gabriel Castro traz informações atualizadas também e a programação da TV Câmara Campinas segue durante todo o dia trazendo para você muita informação, entretenimentos também e feita sempre com muito carinho, muita responsabilidade de toda a nossa equipe do grupo Mais, especialmente para você que tá aí do outro lado. Um grande abraço, fique bem, bora viver. Não esqueça, somos exemplos para as nossas crianças. E amanhã a gente se vê por aqui. Ciao. Ciao.
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