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O ser empreendedor de hoje vai falar de um modelo de negócio que gera renda, fortalece artesãos e microempreendedores e que também, olha, chegou a um shopping de Campinas. Nós vamos falar do projeto da Casa 73 com a Camila. Esse projeto começou lá atrás, em 2017, no distrito de Souzas. Ela vai contar essa trajetória. Camila, inicialmente lá, quando vocês pensaram no projeto, o que era? Quando nós começamos, eram feiras, bazares em de em datas comemorativas, dia das mães, eh, Natal, Dia das Crianças. Foi assim que começou. Conforme foram acontecendo os eventos, nós percebemos que os artesãos tinham uma dor absurda. Eles só tinham renda em datas comemorativas. O resto do ano eles dependiam do boca a boca, de um retorno, de feiras esporádicas que não davam um retorno tão grande quanto as feiras comemorativas. Foi aí que surgiu a ideia. Nós viemos aqui pro shopping. Já era a casa 73 ou ainda não? Já era. Já era. E por quê? Tem um significado esse nome? Tem. A casa 73. Ela nasceu numa casinha que fica do lado da igreja matriz de Souzas, que é tombada. E eu sou arquiteta especialista em patrimônio cultural. Aí, conversando com minhas duas irmãs, nós somos três sócias na casa 73, três irmãs. E eu falava: "Gente, essa casinha é linda, como que eu vou colocar uma fachada com um nome e um logotipo?" Falei: "Não, não posso". E o número 73 era grande, já original, já original, era o número do imóvel, tá? Falei, se a gente colocar casa 73. E foi assim que nasceu. E foi assim que nasceu. E aí a vinda aqui pro shopping. Então foi essa dor. A gente percebendo que os expositores precisavam de uma renda recorrente, a gente buscou, a Carol, minha irmã caçula, buscou essa vinda pro shopping. Começamos em feiras dentro de shopping, é, aproveitando o cliente do shopping e depois passamos pras lojas. Foi um projeto audacioso, até porque hoje a casa 73 ela funciona em um shopping que é shopping nível A e B. Sim. Como foi então trazer esse negócio para cá, falar com os artesãos, né, artesãs também para que participem desse projeto? Como foi esse processo? Olha, foi uma construção. Já era desse tamanho ou não? A primeira não, a primeira era aqui embaixo, um pouquinho menor. Ela era mais curta até aqui, mais ou menos mais larga. Ela tinha um outro formatinho. Sim. Eh, muitos aderiram de cara, falaram: "Era a oportunidade que eu queria". Outros ficaram com medo porque começou a ter um custo mensal. Sim. Porque lojas colaborativas, a ideia é pegar o custo geral que você teria na sua loja e dividir por todos esses expositores que estão colaborando e um tá trazendo cliente pro outro. Sim, esse é o formidável do projeto, né? Então, alguns vieram fáceis, hoje, outros a gente teve que mostrar o projeto e e vender a ideia como qualquer produto, né? e outros não compraram. Infelizmente tem alguns artes artesãos, desculpa, que preferem eh a feira, o trabalho que é vem gratuito, sabe? Colocar em consignação. Tem gente que cada um opta por um modelo de negócio. Mas aí o grande desafio era justamente fechar essa conta. E quando vem essa proposta de trazer produtos autorais para um público seleto, qual foi o tipo de trabalho que vocês fizeram com cada um desses artesãos que participa do projeto? Então aí entra a Lucila, que é a minha irmã do meio, ela tem assim, ela é ela é da área de vendas de humanas e ela é nata de olhar as peças e falar: "Isso vende, isso não vende, esse preço tá legal, esse preço não tá legal". Ele entende muito bem o mercado e ela faz a curadoria. Então não é qualquer um que entra aqui. Primeiro tem que ter qualidade, tem que ter capacidade produtiva. Não pode trazer 10 produtos e esquecer aqui, né? A gente tem um público que tá vindo aqui todo dia que quer novidade. Então a gente tem toda essa preocupação, entendeu? E aí entra a Lucila nesse nesse formato, conversando e mostrando pro expositor como vencer. como produtora autoral. Nós estamos aqui inclusive num espaço que fica no piso superior do shopping, mas eu já soube que o negócio de vocês evoluiu e tem uma outra unidade aqui nesse mesmo shopping no piso inferior. Conta o que que aconteceu, de que forma foi crescendo esse projeto, até porque a gente tá falando de 2019 que vocês vieram para cá. Isso. Depois veio pandemia e aí pandemia. Então você vê, a gente abriu no shopping Guatemi, sete dias depois o Dória fechou todos os shopping. S dias nós ficamos abertos. Não tinha como manter. Nós mantivemos aqui, mantivemos funcionários durante a pandemia, tudo. E o público aqui é nosso, ele vem por causa da gente, ele vem por causa dos nossos expositores, eles vêm especificamente por por causa de cada um deles. E em um momento nós percebemos que o cliente que compra decoração, bem-estar, não é o mesmo cliente que compra moda. Hum. Entendeu? Então o que que nós fizemos? Nós dividimos a loja lá de baixo, tá? No que é casa 73 também? Sim. Só que aí a gente chamou casa 73, viu, gente? É só que aí a gente chamou We do Fashion. Nós fazemos moda. Hum. Hum. By casa 73 com a mesma curadoria, o mesmo cuidado, tudo produção autoral, mas moda. Produtos de roupa, blusas de lã, acessórios, brincos, pulseiras. Então tá tudo lá. E aqui em cima nós focamos na decoração, no infantil, no bem-estar. Sim. E hoje aqui tem quantos eh empreendedores? Aqui a gente fica entre 50 e 60. E sobre moda? Lá embaixo a gente fica entre 40 e 50. 40 e 50. E aí hoje vocês empregam pessoas também para manter as duas lojas ou são os expositores que vêm até aqui? Então num primeiro momento nós tentamos esse modelo trazer os expositores para trabalharem nas lojas. Mas a gente percebeu que não funcionava porque eles tinham o hábito da feira de mostrar o seu produto. Sim. Eh, então hoje não, nós temos uma equipe de funcionários, vendedores, treinados pela Lucila e treinados pelos expositores para conhecer todos os produtos da loja e atendeu bem bem o cliente. Mas duas expositoras que são a Silvia e a Malu, que estão com a gente desde o início, elas permaneceram, elas o gostam de vir, gostam de vir, vende todo mundo, não vende só delas, entendeu? que é o a ideia mesmo, né? A ideia da colaboração, né? E ainda por cima, o cliente adora ver eles aqui. Sim, porque vê o próprio artesão aqui na loja. Fala: "Olha, então isso é de fato autoral. Eu tô conversando com quem fez essa peça. Isso faz a diferença". Quem fez a peça, toda a diferença. E, aliás, o nosso cliente compra da gente porque todo produto tem uma história por trás. Todo produto tem uma história e os nossos vendedores conhecem. E ao contar essa história a gente ganha venda. Sim, porque é um presente com história. Claro, a gente a a o a moda lá embaixo tem muita compra pessoal. Aqui também tem, mas nosso forte é o presente aqui na decoração. Olha, então hoje essa história que tem 9 anos, começou lá em Souzas. que você diz como artesã, como empreendedora, como arquiteta que juntou tudo isso num propósito? Olha, foi um aprendizado, porque assim, eu arquiteta, al da área de vendas e formação em advocacia, a Carol com lança, com uma experiência em lançamento de produtos, de eventos enorme, assim, nós juntamos as três, foi um aprendizado, muita briga teve, teve, claro que teve, porque ainda por cima somos três irmãs, né? Família e negócios. É, mas deu super certo e cada um, hoje cada uma tem a sua área. Foi uma construção. Dividir as funções. Mais do que isso, a gente teve que olhar o expositor como nosso cliente e atender as necessidades dele. E é isso que a gente repete hoje para quem entra aqui. Você tem que atender a necessidade do seu cliente. Então, como seu produto, você não tem que mudar o seu produto, mas como seu produto atende a necessidade dele? É assim que a gente vende. Sim. Dentre tantos artesãos que atuam aqui na casa 73, a gente vai mostrar um cantinho aqui que trata de costura criativa. E quem é a autora desses trabalhos é a Silvia, que já foi professora de educação artística e dividia o seu tempo entre dar aula e também confeccionar algumas peças. Silvia, quando você percebeu que esse seu hobby poderia ser um negócio? Ah, acho que faz bastante tempo já, porque eu falei assim, já vendia trabalhos e não não era só brinquedo que eu fazia, eu fazia, trabalhei com madeira, com cerâmica, com vidro, com biscuit. Então assim, eu nunca fui de uma coisa só. O o brinquedo começou mesmo quando o meu neto nasceu e eu comecei a ver que tinha coisas que eu gostaria que que eu fazia para ele e que se você fosse procurar para não tem no mercado, né? Não tem no mercado. Então eu o cavalinho foi uma coisa, porque nós fomos procurar um cavalinho e cadê o cavalinho? Falei: "Não, vamos fazer um cavalinho". Porque ele tava começando a andar e precisava de um cavalinho, certo? Sim. Então, vamos dizer que o cavalinho foi o o primeiro que eu fiz, mas eu já fazia outras coisas, fiz as coisas do enfeite também de quatro, essa coisa toda já fazia. Sim. Daí eu eu fazia isso, mas eu também fazia as outras coisas que eu falei para você. Mas quando veio então essa questão da casa 73 nesse modelo de negócio? Então, fazendo uma das feiras que eu fazia no quando quando a Camila me conheceu, ela me conheceu numa feira, ela tava procurando, acho que dar uma olhada nas feiras, né? dela foi lá e me encontrou. Eu tava fazendo uma feira e ela gostou do meu trabalho e me convidou para conhecer a feira dela, no caso, que ia acontecer. Eu falei: "Olha, eu tem um dia que eu posso ir". Ela falou: "Então vem". Daí peguei minhas coisas e fui nesse tempo eu já tinha abandonado as outras coisas. Eu tava só com os brinquedos porque eu percebi que não dava para eu continuar fazendo tudo e mais um pouco, né? Então daí eu fui faz, daí eu comecei a fazer as bonecas com as pernas comprida, a bailarina, o tinha o o marinheiro, os daí eu comecei a fazer boneco pra criança pintar a carinha dele e fui fazendo. Então tem coisas que já saíram de linha que não depois da pandemia não funcionou mais porque, por exemplo, o boneco, eu fazia boneco que as mães adoravam para dar de presente pros amiguinhos. Era um boneco que vinha os giz de cera e o coisa da A criança pintava e depois passava o ferro, o boneco ficava para sempre daquele jeito. Acabou o presente de ficar festa, festa, acabou e também sumiu. Ninguém mais interessou e ficou ficou adaptando a gente tem que se adaptar ao mercado, com certeza. Sim. Então assim, e como foi vir aqui? Você tava na feira. Então, daí quando a Carol chegou para mim e mandou uma mensagem, né, para todo mundo, nós vamos fazer uma experiência 15 dias no shopping eu falei: "Gente, é o que eu preciso, porque assim, eu fazia as coisas, mas eu não tinha tempo. Ou eu fazia ou eu ficava postando. Eu não não sou uma pessoa muito, não dava tempo de fazer não. Que é uma reclamação, inclusive uma dor de muitas empreendedoras que fala: "Gente, eu tenho que produzir, eu tenho que pensar na foto, pensar no vídeo, eu não aguento". Era aquela coisa, falava assim: "Você, mãe, enquanto você tá fazendo, filha, você vai tirando foto, mas você tá fazendo, você quer terminar, você quer fazer aquela coisa, né, aquela coisa gostosa". Então, foi numa dessas que a Carolf propôs esses 15 dias, eu vim para esses 15 dias e tô até hoje. Porque dos 15 dias, daí veio a Páscoa, daí o shopping pediu para ficar mais um tempo, daí foi meu dia das mães, daí quando eu lembro quando chegou no dia dos pais, a Carol falou: "A gente só fica, você ficou até dezembro". Eu falei: "Isso mesmo, Carol, tá certinha". Daí foi que ficamos e e daí quando ela abriu, quando foi o Iguatemi eu também fui junto com elas, eu tô sempre assim, falou que vai e vou. Passou a dor da pandemia, inclusive. Exatamente. Exatamente. Passou tudo. Nós passamos bem apertado. Foi bem difícil mesmo. Acredito. E hoje você falou do cavalinho, como é para você também tá aqui dividindo um pouco da sua veia artística com o negócio e também o espaço com outros empreendedores? Eu acho assim a coisa mais gostosa vir para cá. O pessoal quando eu vou embora, às vezes eles falam assim: "Bom descanso". Eu falo: "Não, agora eu vou trabalhar eu descanso aqui". Porque eu adoro ficar aqui. Você vem sempre? Venho três vezes por semana. Faz questão? Faço questão. Eu assim, já tô na escala, então eu venho. Daí eu ajudo a vender uma coisa, eu vendo de tudo. Assim, a última coisa que a pessoa fica sabendo é que eu sou a dona desses bonecos, porque eu só quando pergunto, você também é? Falo: "Sou, daí eu apresento". Mas eu apresento todos iguais, porque eu acho que todo mundo tem que é colaborativo, não é? É para colaborar. Então é colaboração é é assim. Então você olha, arruma uma maneira bem tranquila, porque você acabou de dizer o seguinte: quando eu venho aqui eu descanso. Então você uniu útil agradável? Com certeza. Com certeza. Que assim aqui eu não preciso ir lá em casa não. Tenho que depois que os outros dias que eu tô em casa, eu tenho que correr para fazer tudo, né? Para trazer as coisas. Não. Para isso, você continua indo em feiras ou não? Não, feiras eu eu só aqui. Só aqui eu achei que aqui é assim é o ideal para mim. De vez em quando um amigo ou outro fala assim, mas assim é muito esporado aquela coisa de pegar tudo e carrega para um lado e carrega pro outro e você vai para cá e você vai para Eu eu achei que mais fácil assim porque feira normalmente o que que é final de semana, daí tem os netos, tem o marido, tem os filhos que estão morando ou mora fora. Então você quer ficar perto deles. Exatamente, né? Então, atende muito bem aquilo que você aumenta. Eu preciso. Vamos agora às dicas de livros sobre empreendedorismo e a gente começa com colaborar para inovar, a inovação organizacional e social como resultado. Neste livro, Fernando Cardoso de Souza e Leana Pardal Monteiro apresentam questões técnicas essenciais para quem pretende dar os primeiros passos na criação do seu projeto empreendedor. O livro caracteriza e apoia o desenvolvimento do espírito e mentalidade empreendedora, identificando e descrevendo as competências necessárias para ultrapassar os desafios e obstáculos a superar. De uma forma simples e prática, a obra ilustra com exemplos concretos o futuro empreendedor que encontrará no guia orientações necessárias para ter sucesso na concretização da sua ideia e realizar o seu sonho de empreender. Empreendedorismo 360º, criação, modelagem e gestão de negócios na prática. Neste guia super prático, Jerônimo Mendes mostra aos empreendedores e empresários intraendedores as premissas básicas e avançadas do empreendedorismo, da liderança e da gestão de negócios, daqueles que desistem ao primeiro obstáculo. Empreendedorismo é uma prática, portanto, nada melhor do que um livro prático para transformar as suas ideias em projetos promissores. Logística colaborativa. Nesta obra, Daniele Melo de Oliveira e Elane Cristine mostram como a logística colaborativa busca aliar parceiros a fim de reduzir custos e otimizar a cadeia de suprimentos por meio de inovações tecnológicas e aperfeiçoamento das atividades logísticas. Partindo dos fundamentos da logística colaborativa, o livro aborda o alcance dessa acepção para os setores de armazém e transporte, além de abordar a aliança colaborativa entre fornecedores, provedores logísticos, bem como o uso de plataformas ou condomínios logísticos. A Carolina é uma das sócias da casa 73 e vai falar um pouquinho sobre a sua função. Eu disse que você contaria para nós sobre a questão do ponto de vista do negócio. Sim. Fala para mim como que foi formatar isso, porque quando a gente pensa em artesanato e geralmente a pessoa fala: "Nossa, como se vive de artesanato?" E a casa 73 é um exemplo, inclusive funcionando em um shopping classe A da cidade, de que é possível? Como que vocês fazem isso? Que conta é essa? Eh, vamos lá. Eh, o modelo colaborativo, ele permite viabilizar coisas de forma muito mais sustentável. Então, se você for imaginar, hoje a gente tá aqui no Shopping Galeria, numa loja de quase mais de 200 m², se o empreendedor sozinho fosse mobilizar todo um estoque para preencher 200 m² em produto, quanto que ele não iria investir, né? Eh, e o modelo colaborativo, você pega essa conta, que nem a Camila já disse, e divide em várias pessoas. Isso torna ele mais viável e mais sustentável, divide o risco entre todo mundo. Eh, mas ao ponto que o investimento de cada um também é dividido, o resultado também é dividido, né? Ah, isso que eu ia perguntar. Por exemplo, às vezes tem um expositor A que vende naquele mês umas 20 peças e o expositor B vendeu 15 e o expositor C, suponhamos, vendeu uma peça. Como que é feita essa compra? É o essa é o varejo, é o que todos os varejistas de shopping vivem. E é e é bom porque assim, o artesão ele aprende a viver o mercado. Ele sai daquela coisa só da encomenda, do Instagram, da feira e começa a entender como é o varejo, né? E é essa vida, vai ter meses que vai vender mais e vão ter meses, meses que vão vender menos. E ele tem que se programar, ele tem Mas a lucratividade da loja é dividida entre todos. É isso ou não? um recebe conforme a sua venda, conforme a sua exposição foi vendeu naquele mês. É, e uma coisa que a gente percebe assim, todo mundo se planeja, tem o custo fixo, né, da loja, que é o mesmo para todo mundo, e um custo variável, porque o expositor que vendeu mais nesse mês, ele ajuda mais com os custos da loja, né, para não ficar pesado, a gente tem esse variável para para balancear essa conta, né? E a gente percebe que muito tá atrelado a capacidade produtiva dele. Então quando ele produziu, ele abasteceu a loja, ele tem aquele pico de venda, se ele demorar na reposição, as vendas dele começam a cair. E isso mostra eh a o e também não só mostra, mas como incentiva a habilidade do artesão em gestão de estoque e vendas. Ele tem que estar o tempo inteiro atrás do estoque dele, abastecer os itens que foram vendidos. Então ele começa a se familiarizar com coisas que quem vive de encomenda fica lá esperando pra encomenda chegar. Agora não, ele tem que fazer a gestão do estoque dele. E a gente começou aqui no Galeria, mas a gente expandiu para outras praças. Então, eh, nós já fomos para São Paulo, já estivemos nesses 7 anos desde que a gente começou no shopping, né? Sim, tem 10 anos, mas em shopping a gente tem sete. Eh, a gente já esteve em São Paulo em seis shoppings diferentes, sempre com popup, porque a gente pega lá também os períodos de dia das mães, Natal, dia das crianças. Eh, e eles conseguiram eh aprender com outras praças, né, entender o tipo de produto que o mercado tá aprovando e tá comprando, porque uma coisa é a nossa curadoria, outra coisa é a curadoria do mercado, né? E eles também usam como laboratório de protótipo. Às vezes eles pensam num produto, fazem um protótipo e colocam na prateleira. Se for bem, eles começam a replicar. Se o produto não for bom, ele não precisa mais investir nesse nesse nesse nesse nesse produto. Ele já viu que o mercado não aprovou. Então isso eles eles conseguem se retroalimentar, eles conseguem se alimentar com as informações que o próprio cliente dão para eles. A gente tem exemplos clássicos, né, de eh pessoas que trabalhavam com um certo tipo de produto e de repente mudou totalmente quando eh um exemplo, a gente tinha um moço que fazia machetaria e eram bolsas de madeira. Ele trouxe uma vez um jogo de dominó numa caixinha, vendeu. Ele trouxe uma caixa de baralho, vendeu, ele foi parando de fazer bolsa e começou a fazer xadrez, começou a fazer jogo. Então eles aprendem na na prateleira, na prática. Então é um laboratório. Isso para eles é muito rico, né? Porque eles também não ficam só num produto, eles conseguem também expandir e crescer. E para você, como que é esse essa trajetória? Quando você pensa na sua trajetória pessoal, profissionalmente falando, eh, foi fluiu e eu acho que isso que é o grande segredo da vida, né? Quando a gente deixa a coisa fluir, porque eu tenho formação em turismo, acabei arrumando o meu primeiro estágio no Royal Palm Plaza aqui em Campinas, foi uma escola. Eu trabalhei no Royal durante 6 anos e lá dentro eu fui pra área de eventos e migrei pro marketing do do Royal Pampla. Eu fui para São Paulo, fui trabalhar como cheguei a ser gerente de marketing no mercado imobiliário. E o mercado imobiliário ele trabalha muito com exploração, shopping center tá dentro de mercado imobiliário, né? Então eu fui aí acumulando toda a experiência para acumunar para para, né, afunilar tudo hoje na casa 73, que nada mais é que eh uma organização de um evento dentro de uma loja em shoppings, que é parte de mercado imobiliário, de marketing, de eventos. Então eu meio que juntei tudo que eu já sabia, toda a minha habilidade e foi muito simples. E foi a mesma coisa com a Camila, que é a mais velha, com a Lucila também. Lucila sempre trabalhou com vendas, então para ela, a curadoria é algo muito natural. A Camila, ela tem história da arte, ela é arquiteta, ela é professora, então também juntou a todas as habilidades das três eh para para montar assim a a base, né? A Sim. Fundação da Casa S. Agora, uma última questão. Eh, esses expositores, a gente soma, inclusive a Camila já falou também da loja da moda, acaba sendo mais de 100 expositores. Como que é para vocês também lidar com cada um, com as suas especificidades, com seus medos, muitas vezes em relação ao mercado. Como é isso para você? e as expectativas, porque aí pensa, você tem um ambiente, a gente já chegou a ter todo mundo numa mesma loja, né? Antes da gente dividir, separar a moda, a gente chegou a ter mais de 80 artesãos, expositores, marcas autorais e artesanais, né, num mesmo ambiente e você fazer a gestão de 80 expectativas. Eu acho que assim, a primeira coisa que é eh fundamental pra gente é a imparcialidade, né? A gente tem coisas que eles pedem que seria tão simples a gente falar assim, mas a gente, se eu falo sim para um, a gente entende que a gente tem que falar para todo mundo. Então, não dá pra gente aceitar algumas coisas que se eu multiplicar por 80 vai virar um caos. E o mais me deixa muito feliz que quando a gente expõe esse lado pro artesão, ele fica: "Nossa, mas você não vai deixar eu fazer isso". Daí eu falei, se eu deixo você, eu tenho que deixar o colega do lado? Sim. Como que é? Eles entendem? Eles falam: "Nossa, verdade." Então você vê aí a mentalidade do colaborativo, ele vai além do dividir a conta para ter uma loja em pé. Ele eles eles percebem que eh eles não sustentam essa loja sozinho. Então eu tenho que torcer para todo mundo vender, porque o sucesso de todos é o sucesso da loja. Se só um ou se só 10 vendem, não se sustenta, entendeu? Porque esses 10 não não mantém uma loja sozinho, né? Então isso que a gente fica muito feliz deles perceberem que eles fazem parte desse grupo, eles estão dentro de um ambiente onde eles se identificam. E tá ali todo mundo no mesmo propósito, né? Porque a venda é prosperidade para quem tá vendendo, para para quem tá expondo, paraa casa 73 que tá fazendo a gestão e para quem compra. Então é aquela sensação de ser ir para uma para um aniversário com um presente que é único, afetivo, é a cara da pessoa. Você não tá comprando no Natal. Muitos exemplos. as pessoas chegam com as mesmas sacolinhas e todo mundo ganha mais do mesmo. O a o produto autoral e artesanal não. Você acha um presente afetivo que é a cara de cada uma das pessoas que você tá presenteando. Então também é um sucesso para quem compra e para quem ganha. O negócio agora vai ter um novo degrau, que é então a no meio do ano passado, nós sentamos, conversamos e decidimos abrir a Academia Casa 73. É um elo educacional para empreendedorismo artesanal. Por quê? O empreendedorismo comum, ele fala o quê? acha dor do mercado e resolve um problema do mercado. Mas o artesanal não é isso. O artesanal é paixão, é amor. Isso vem antes da dor do mercado. E a gente entendeu isso no dia aqui das lojas. Então, nós três conversando, desenvolvemos esse curso que chamamos de programa mercado. Criamos um método chamado método autonomia casa 73, que exatamente ajudar o empreendedor a conseguir fazer tudo que precisa ser feito. Então, primeiro, o produto tem que atender uma dor, tem, mas ele não precisa nascer da dor. Então, nós vamos aprender a como o nosso produto atende uma dor do mercado e escolher quem é a nossa persona, aquela pessoa que a gente vai atender e vai conversar com ela. E quando esse projeto vai começar? Olha, ele tá saindo do forno. Eu acredito que em agosto com acompanha nossas redes sociais que em agosto ele já tá aí para todo mundo participar. เฮ