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Ser Empreendedor | Gin artesanal e vinho: negócios que deram certo em Campinas
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Ser Empreendedor | Gin artesanal e vinho: negócios que deram certo em Campinas

113 views Publicado 08/02/2026 HD · 50:17

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Empreender é transformar paixão em projeto, ideia em negócio e desafio em aprendizado 💡🚀. No Ser Empreendedor de hoje, a gente mostra duas histórias inspiradoras que têm Campinas como cenário: uma destilaria de gin artesanal em Joaquim Egídio 🍸🌿 e uma vinícola no distrito de Souzas que aposta na técnica do vinho de inverno 🍇❄️. É inovação, planejamento e visão de futuro — com impacto direto na economia local e no turismo rural da cidade 🌱🏙️. 🍸 Gin em alta no mundo — e uma fábrica em Campinas O consumo de gin vem crescendo globalmente 📈, e o Brasil acompanha essa tendência com força. Para entender esse mercado, a equipe visita uma fábrica instalada em Campinas e conversa com Artur Flos, um dos idealizadores e proprietário da destilaria, que conta como tudo começou: de um interesse pessoal e produção caseira no quintal 🏡🔥 até virar um negócio estruturado, com plano de negócios, enfrentando burocracia, carga tributária e os desafios do mercado brasileiro. Artur revela um ponto importante para qualquer empreendedor: escolher sócios que complementem suas habilidades 🤝🧩. Enquanto ele vinha do mercado financeiro, a sociedade reuniu competências de engenharia, direito e criação/marketing — formando uma base sólida para o crescimento do projeto. Outro desafio foi vencer o “complexo de vira-lata” do consumidor, que muitas vezes valoriza mais o importado só por ser importado 🌍💭. A estratégia da marca foi investir em identidade, experiência e transparência: levar o público para dentro da destilaria, mostrar o processo e provar, na prática, a diferença entre produção artesanal e produção industrial 🎯🏭➡️🫙. 🌿🏺 Experiência, turismo e produção artesanal A destilaria fica na zona rural, em Joaquim Egídio, e aposta também no turismo de experiência: visita guiada, degustação e até a possibilidade de produzir gin em atividades imersivas 🧑‍🍳🍸. O cenário ainda soma pontos: o caminho até lá, o distrito, a gastronomia e o clima de passeio fazem parte do pacote 🚗🌳🍽️. 📚✨ Dicas de leitura para empreender melhor No programa, você confere recomendações de livros que ajudam a desenvolver mentalidade financeira e liderança: O Homem Mais Rico da Babilônia 💰📖 Líderes que Curam 🧠🤝 Powerful (cultura de liberdade e responsabilidade) 💼🔥 🍇❄️ Vinhos em Campinas: a Vinícola Altos de Souzas No segundo bloco, a conversa é com Daniel Cunha, empreendedor com trajetória no mundo corporativo e em negócios diversos, que decidiu investir em um sonho: criar a vinícola Altos de Souzas, no distrito de Souzas 🍇🏞️. Ele explica o planejamento por trás do projeto: pesquisa de mercado, análise de solo e clima, consultoria especializada e a decisão de apostar na técnica da dupla poda, que permite produzir vinho de inverno — com melhores condições para maturação e qualidade, graças ao clima e à amplitude térmica da estação 🌡️🌙. O objetivo vai além da garrafa: a vinícola quer fortalecer um ecossistema local com produtores da região (queijos, geleias, carnes, etc.), criar experiências de visitação e fomentar um futuro polo vitivinícola em Souzas e Joaquim Egídio, impulsionando turismo, gastronomia e renda local 🌿🧀🍷. 📺 O Ser Empreendedor estreia todo domingo às 17h, nos canais 11.3 (TV aberta), 4 (Claro), Vivo e também no YouTube da TV Câmara Campinas ▶️📡. Assista ao episódio completo, comente o que você achou 💬, deixe sugestões de temas 👍 e compartilhe com quem ama empreendedorismo, Campinas e boas histórias 🔁✨. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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O consumo de gin no mundo tem aumentado a cada dia, tanto entre os mais jovens quanto até entre os mais velhos. De acordo com o estudo, a taxa anual de crescimento deve ser de 5.4%, atingindo 1.13 bilhão de litros em 202. No Brasil, essa expectativa é ainda um pouco maior, 9.4% 4% nesse período. E pra gente entender por então nesse cenário, uma fábrica de gin foi instalada aqui em Campinas, a gente vai conversar com o Artur Flos, que é um dos idealizadores, é o dono dessa fábrica e vai contar pra gente como surgiu essa ideia que hoje é traz com ele aí toda uma equipe de trabalho. Artur, conta para mim. Eu vi aqui no material que é uma fábrica de 2015. Antes de ser a fábrica, como surgiu então a ideia de pensar nessa bebida produzida em Campinas, interior de São Paulo? O Jin, eh, ele ele nasceu há muito tempo atrás, né? A história vem lá do século X, então a gente tá falando de muitos, muitos anos. Mas aqui no Brasil ele de certa forma sumiu do mercado, principalmente após a Guerra Fria e com a volta da da vodica no mercado, com grandes investimentos de grandes marcas. E ele ficou esquecido. Era uma bebida basicamente, né, muitas vezes rotulada como bebida de de bebum, né, de de alcólatra. Até que a Espanha em 2015 ela trouxe de volta um dos drinks mais clássicos com gin, que é o gin tônica, só que de uma forma nova, reinventada, então dentro de uma taça de vinho, né, maior, com alguns, né, acompanhamentos, como um twist de limão siciliano, um ramo de alecrim. Então, ele trouxe um conceito novo para um drink super antigo e essa moda pegou, né? Então, aqui no Brasil a gente viu isso voltar, né? de certa forma explodir próximo do final de 2017, 2018. Mas a minha história com o Jin nasceu meio que no nesse limbo, digamos assim. Eu pela primeira vez experimentei um ginônica, foi em 2008, eh, não, desculpa, 2004. E em 2004, basicamente, não existia G nas prateleiras. A gente tinha uma marca aqui no Brasil sendo sendo produzida e comercializada. E eu me apaixonei por aquele produto e com a paixão veio a curiosidade de conhecer marcas artesanais e conhecer garrafas diferentes e trazer produtos diferentes aqui pro Brasil. Você foi pesquisar exatamente em uma dessas viagens ao exterior, eu acabei comprando algumas garrafas e até sendo bem sincero pela pelo visual. Então, e acabei traz e essas marcas, né, eram artesanais. E no momento que eu experimentei elas, eu vi o abismo que existia de qualidade entre aquele gin importado que eu achava que era, né, super bom, desse gin artesanal que eu trouxe lá de fora. E eu comecei a entender que o que agregava todo esse valor e toda essa qualidade era o processo artesanal. E a partir desse, daquele momento, eu comecei a pensar, pô, e agora como é que eu vou fazer para consumir aquele gin tão bom quanto eu comprei lá fora, sendo que eu só consigo comprar isso lá fora? Sim. E isso começou a trazer para mim a curiosidade e também comecei a estudar sobre a produção do Gin. E no início era uma produção para consumo próprio. Então eu comprei um mini alambique que inclusive é igual os mini alambiques que o pessoal tem a oportunidade de usar aqui, que daqui a pouquinho vocês vão ver aí na tela. Exatamente. E comecei a produzir esse gin no quintal de casa, né? Na na churrasqueira da minha mãe. Aquela coisa entre amigos e familiar. Exato. Fazia uma garrafa por vez, dividia com os amigos, etc. Cada dia uma receita diferente. Nunca pensei em transformar aquilo num negócio. Até que em 2015 eu tive um amigo meu da faculdade, né, de São Paulo que tinha acabado de voltar da Espanha. Ele falou assim: "Cara, você não tá entendendo. Você tá tomando Jin faz tempo, mas lá na Espanha o Jin dominou, né? Tá todo mundo tomando gin tônica e desse jeito na taça." Daí eu comecei a trazer o conceito também, né? Então a gente comprou as taças e começava a fazer os drinks pros amigos e a gente viu que realmente aquilo tinha atração e tinha uma possibilidade de transformar no mesmo boom que a Europa criou e aquela pulga atrás da orelha começou a a coçar. Ou seja, por que não transformar isso num negócio e ser o segunda marca de gin no Brasil? Afinal, só existia uma que era uma marca barata, com uma qualidade um pouco mais inferior. Mas até então você empreendia, trabalhava no mundo corporativo, o que você fazia? Eu vim do mercado financeiro, tá? Outra coisa, e naquela época eu trabalhava dentro da empresa familiar, OK? Junto com o meu pai. Então, nada a ver com o mercado de bebidas, né? Nunca tive experiência nenhuma nesse mercado. Então, foi um trabalho basicamente do zero. Então, construí um plano de negócios, coisas que eu nunca tinha visto na vida, carga tributária que eu fui descobrindo aos poucos que era realmente super complicada e super alta. Mas em 2015, que é o ano que marca, né, a história da BEG, eu e os meus sócios, né, que são sócios fundadores junto comigo, tiramos esse projeto do papel e resolvemos transformar realmente num negócio. Esses sócios é um é esse amigo ou não? Que não, pior que não. Não. E como foi então encontrar esses sócios? O todos os sócios meus são amigos de infância, com exceção do Marcelo, que é meu concunhado, né? E todos eles têm competências que eu não tenho. Então eu vim no mercado financeiro, formado em administração. Eh, eu não tinha menor ideia do que que seria uma fábrica, do que que é um ambiente fabril, né? O Felipe, que é meu amigo de infância, ele é formado em engenharia, tinha experiência, né, já no mundo corporativo, em áreas não de bebida, mas parecidas, né, de petróleo e gás. Então, a planta Fabril é algo super comum para ele. Então, trazer o Felipe agregava a mim. O Thaago, ele é advogado por formação e já cuidava do escritório de advocacia da família. Então, ele trouxe também uma área de direito que eu tenho zero conhecimento. Eh, e o Marcelo, que é meu concunhado, ele é diretor de criação, então ele é super criativo e ele trouxe toda aquela, né, a concepção de marca, de marketing, de identidade pra bag, que eu também obviamente tinha pouca experiência, então cada um se completava, né, B? Essa é legal. o nosso maior desafio, e a gente sabia isso desde o início, afinal eu, Artur, lá atrás também tinha, né, eh, o complexo de viralata. Então, é o sentimento de inferioridade que nós brasileiros temos ao nosso produto versus os produtos importados de países mais envolvidos. Sim. Então, o gin europeu, o gin inglês, ele é já, né, a gente acha que ele é melhor do que o nosso simplesmente porque vem da Europa, quando na verdade é uma total falácia isso, né? O, por exemplo, hoje o gin mais vendido, importado aqui no Brasil é uma marca gigantesca de uma indústria gigantesca que é produzido em níveis extremamente industriais lá fora, só que o brasileiro acha que ele é um produto super premium, quando na verdade é um produto super industrializado, né? Só que ele chega naquele preço aqui porque ele é importado. Sim. Então, para quebrar essa barreira, inicialmente, a gente criou um nome em inglês, só que não podia ser um inglês difícil, tinha que ser um inglês fácil para qualquer um falar. Então, tinha que ser uma palavra fácil de falar em português e que tivesse o B de Brasil e o G de J. Afinal, a gente nasceu como uma destilaria de gin, né? Monoproduto, né? Então, o baginstorm que a gente fez ali de palavras em inglês e que fazia muito sentido, porque bag é implorar, tem um, né, um significado legal. Tem o B de Brasil, tem o G de Jin e juntando bag com gin fica baging, que é implorando ou bigin de começar. É, então era o começo de uma marca nova aqui no Brasil. Só que a gente nunca chegou na conclusão do E. O E ficou ficou aliou e num certo momento, com a identidade visual toda pronta, com slogan e etc, aquilo tava tão legal que a gente falou: "Quer saber? Tanto faz o que que é o e é bag, né? Então não vai ser Brasílian alguma coisa, Gin, é bag. E ficou bag, né? E a ideia principal era quando o cliente tivesse na gôndula, escolhendo ali o seu gin, né? Ele olhasse aquele gin importado, olhasse o nosso, ele achasse que aquilo fosse importado, levasse para casa, porque era uma garrafa diferente, com uma identidade nova, mais clean, mais moderna, levasse para casa. quando ele tomasse o primeiro drink dele com bag, ele ia se ele ia ficar surpreso com o resultado, com o sabor, que é muito melhor do que aquele industrializado que ele costumava consumir. E quando ele tivesse tendo essa esse momento de consumo acima da expectativa, ele revisita a embalagem. E isso é testado em pesquisas de mercado, tá? Pensa quando você tá consumindo aquele vinho em casa e na primeiro gole você fala: "Nossa, que delícia". Você pega a garrafa e revisita ela. Exatamente. E quando o cliente pegasse a garrafa para revisitar a embalagem, ali na etiquetinha embaixo, onde a gente numera as garrafas à mão, tá escrito gin brasileiro artesanal. Então a gente ia fazer o processo de disrupção desse preconceito durante o processo de consumo. Sim. Então a pessoa ia falar: "Nossa, esse gin maravilhoso é brasileiro. Não tem porque eu achar que o brasileiro é ruim". Entendeu? Sim, Artur. A gente inclusive grava aqui, gente, na fábrica que fica em Campinas, na zona rural da nossa cidade, no distrito Joaquim Egídio. E eu queria que você falasse desse conceito, planta pronta, mas não é simplesmente produzir o gin. Você fala muito dessa questão da experiência. Como que vocês pensaram então em preparar esse projeto, trazer para para essa área da nossa cidade? Mas ao mesmo tempo é uma coisa que as pessoas vivem essa experiência, mas vocês, pelo menos o que eu vi na trajetória, levaram esse gin para todos os cantos. É isso. Obviamente a gente trouxe um pouquinho da do que a indústria de vinho já faz há muito tempo, né, que é trazer o cliente para dentro do seu ambiente, né, fabril, conhecer como o vinho é feito, degustar o vinho. Então, não simplesmente eh mostrar o que o meu produto é, mas exatamente tudo que tem por trás. Então, dar visibilidade, dar transparência pro produto e, obviamente, no meio desse processo, né, gerar fidelidade com o cliente. Então, a gente mostra tudo que a gente faz, a gente conta todos os diferenciais, a gente conta inclusive dos concorrentes, como eles fazem, né? a gente não fica muito eh fazendo uma lavagem cerebral de beg, mas sim expondo as diferenças para que ele saia daqui não só muito feliz com a experiência, porque a experiência é muito legal, mas também defendendo a mesma bandeira que a gente defende desde 2015, que é que o gin artesanal brasileiro é de uma qualidade superior aos importados. Sim. Tanto é que os prêmios falam isso, mas os prêmios eles são muito distante do cliente, né? eles não são tão palpáveis, porque, por exemplo, em 2024 a gente ganhou com o melhor gin do mundo lá em Londres, né, no campeonato mais renomado do mundo, que é o IWSC. Ah, e o os gins importados, inclusive os que custam mais caro aqui no Brasil, mais caros ainda do que os mais consumidos, ficaram em 30º, 31º, né? Então, olha a distância, primeiro lugar para 30º de um produto que custa o dobro que o meu aqui hoje no Brasil, mas esse prêmio ele acaba tendo essa distância, né? Eu não, eu não consigo eh o cliente não consegue ver tanto valor, mas aqui dentro da destilaria ele consegue atrelar toda essa história a esse a esse prêmio e entende mesmo aonde esse valor é agregado. E para melhorar depois ele vai lá, produz o próprio gin de forma artesanal e quando ele chega em casa e experimenta o gin dele, ele vê que realmente o gin dele é melhor do que aquele importado. O ginez sim com uma aulinha, vamos dizer assim, bem rápida de como fazer gin. Fica bem claro para ele naquele momento que tudo que eu falei aqui não era simplesmente historinha, né? O gin artesanal é melhor do que o gin industrializado. Você falou inclusive dessa premiação e de outras até que vocês já receberam. Como foi então esse caminho? 2015 veio a fábrica conquistar o mercado, colocar essa não só a questão da experiência que é importante aqui, mas hoje a gente sabe que vocês estão em todos os lugares praticamente. Mas como foi fazer esse trabalho? Eu posso dizer que obviamente isso foi pensado, né? a gente viu aquele movimento na Europa achando que ele ia chegar aqui no Brasil num certo momento e esse movimento ajudou muito a gente, porque no momento que o Jin explodiu aqui no Brasil existia eu e mais duas marcas. Então, basicamente esses grandes varegistas que têm uma dificuldade absurda de positivação, de entrar lá dentro, né? Eles chamavam a gente para poder cadastrar o produto com a necessidade de popular aquela gôndula da categoria. Sim. Então a gente teve essa facilidade ali no início, né, que hoje já não existe mais. Hoje é muito pelo contrário. Se eu chego num varegista novo onde eu não tô presente, tem 60 marcas lá e eu tenho que brigar para poder estar lá dentro, seja através de investimento ou através de cases de sucesso com essas outras grandes redes. Mas isso ajudou muito. Só que não adianta ter o produto, né? Você precisa ter um produto bom, né? você precisa ter um marketing bom, você precisa ter também, obviamente uma experiência que, né, que realmente entregue aquele valor percebido pro cliente, né, ou supere o valor entregue, né? Então eu tenho só que agradecer, inclusive foi minha mensagem de final do ano para para todos os meus funcionários, né, que tudo isso que a gente construiu hoje eh é basicamente um trabalho deles, né? Porque beleza, eu criei o produto, o produto ficou genial, Felipe criou essa fábrica, etc. Mas quem gera a empresa no dia a dia não somos nós. E eu já escutei isso de vários, né, gurus do mercado, que hoje ser um empreendedor de sucesso é saber gerir pessoas, porque são pessoas que criam, né, o teu negócio, que fazem teu negócio funcionar. Quantos colaboradores você tem aqui na fábrica? A gente tem cinco colaboradores e no escritório a gente trabalha mais ou menos com sete, só que a gente tem bastante PJs, principalmente na equipe de vendas, então acaba ficando um pouquinho maior, mas é uma equipe de certa forma reduzida, né? Não é nada absurdo. A fábrica tem bastante eh automação também, né, que ajuda em alguns processos. Ã, mas é uma equipe pequena. No começo já era essa equipe ou era menor? Não, no começo era eu e o Felipe. Você e o Felipe. Eu e meu sócio. Porque os outros sócios trabalhavam em outras empresas e a gente se dedicava a BG. Então a gente ia de madrugada deste lá, a gente ia de final de semana engarrafar, né? Porque tudo começou pequeno, né, com aquele sonho de de criar o melhor gin do mundo aqui no Brasil. E a gente não tinha capacidade financeira de ter uma equipe. Então eu lembro que quando a gente contratou o primeiro funcionário, que já ajudou bastante a gente, né, eh já era de certa forma pesado para nós, porque antes vocês produziam, por exemplo, quantas garrafas mês? No início a gente produzia estourando 1000 garrafas mês e hoje hoje 15.000. 15.000 com essa com essa equipe e claro, como você disse, com alguns processos automatizados. Exatamente. Hoje a gente tem, por exemplo, uma máquina de invase 100% automatizada, né, que faz em torno de 800 a 900 garrafas hora. Sim. Coisa que lá atrás era na mão, né? Então precisava de uma pessoa enchendo, outra pessoa tampando, outra pessoa lavando as garrafas, outra pessoa encachotando, outra pessoa fechando caixa. Então era uma pessoa para cada etapa do processo, né? Sim. Inclusive, sempre que era possível, a gente trazia pessoas para ajudar. Então, minha esposa, a namorada do meu do meu, né, que hoje é esposa também dele, mas eh sempre de certa forma completando a equipe com familiares e amigos. E quem tá em casa não entende muitas vezes essa questão do artesanal. Qual é a diferença básica que seja, por exemplo, do processo artesanal? Por mais que a gente tá numa destilaria que é uma empresa e que tem algumas coisas automatizadas, para a gente pensar, é a escala de um processo industrial. A escala com certeza no caso do Gin, essa escala ela acaba alterando um pouquinho o processo, tá? Então, por exemplo, na produção da BG, é por isso que o BG fica em primeiro e esses outros gins, por melhores que eles sejam, acabam ficando em 30º tralalá, né? Porque o processo muda muito. A gente chama esse processo na indústria, né, que a gente faz do com a B, que é a destilação por um único tiro. Então significa que aqui dentro desse alambique eu vou colocar somente uma receita para esse tamanho de alambique e eu vou destilar esse gin para trazer todos esses óleos essenciais dos botânicos. Daí eu pego esse coração, que é o resultado da destilação, e mando lá pra minha sala de padronização, onde eu vou adicionar somente água e nada mais. Então, o que que isso significa? Que na garrafa que você compra lá no mercado, aquela garrafa 100% do que tá ali dentro foi redestilado e esteve em contato com os botânicos. Ah, mas imagino que assim que todo mundo faz, não. A para ter uma escala industrial, as grandes indústrias não podem ter um alambique que vai soltar simplesmente um lote por destilação. Sim, eles precisam fazer o que a gente chama de multishot. Então são é uma destilação por múltiplos tiros. Então, em vez de colocar uma receita aqui dentro do alambique, eles colocam 10 vezes, 15 vezes, 20 vezes mais botânicos. Eles destilam basicamente um xarope de gin e mandam para um tanque que é 10, 15, 20 vezes maior, né, do que o nosso, e depois diluem com mais álcool neutro, conseguindo fazer de uma destilação 200.000 L, por exemplo, correto? Né? Ah, e aqui para quem tá em casa assistindo, é, então o processo começa aqui. É isso. Começa aqui. Isso. E aí depois que atinge determinado determinada temperatura, vai passando por essas outras máquinas. É isso. Isso. A destilação é basicamente um processo de separação, né, de água e álcool por ponto de ebolição, porque o álcool ele é menos denso, então ele evapora numa menor temperatura. Só que junto com esse álcool, eu tô trazendo os óleos essenciais dos botânicos que foram, né, infusionados aqui dentro dessa mistura. Então esse vapor ele vem, sobe e chega até, né, essa coluna que, como vocês podem ver, tá bem suadinha, parecendo uma chopeira, né? Sim, porque aqui dentro tem uma água gelada, né, de um sistema fechado que a gente tem lá ligado num chiller, né, que vai trocar a temperatura com esse vapor e condensar esse vapor em líquido novamente. Por isso que essa coluna chama condensador. Sim. Então daí aqui nesse local que a gente chama de papagaio do alambique, né, já vai sair um líquido translúcido com muita concentração de álcool, porque a água fica lá, o álcool sai, só que lotado também de óleos essenciais. O que que são óleos essenciais? Exatamente o sabor e o aroma que veio dos botânicos, correto? Tá? Então, nesse tanque atrás de mim, é onde eu vou armazenar o coração, que a gente chama, né, do que é o resultado, é o principal, né, fração da destilação, que é o que vai virar o produto final depois. Daí depois eu simplesmente mando paraa sala de padronização, onde a gente adiciona água para baixar a graduação alcoólica de novo, né, para exatamente a graduação que a gente coloca na garrafa, que no caso do Beg Brasilian, que é o nosso carro chefe, é 44%. Sim, eu falei bem no começo sobre a taxa anual de crescimento, inclusive essa perspectiva de 9.4% 4% eh aí pros próximos anos vocês acompanham e tem também essa perspectiva de crescimento do negócio de vocês? Tudo, acho que é tudo percepção, né? Então, por exemplo, se você hoje tá inserido na classe AB, você acha que o gin já tá em todos os cantos, mas se você tá inserido na classe CD, você tá vendo o gincer. É, é legal isso. Então, a grande verdade é que os grandes volumes de gin ainda não chegaram no Brasil. Obviamente na classe CDE a gente tem também outros posicionamentos, outros produtos, né? Que no caso da Beg a gente seria quase que aquele produto de desejo, né? Mas a gente tem uma outra linha que é a Hype, que entrega, por exemplo, um custo mais baixo, porque a gente produz daquela maneira também de olho nesse consultor. Exatamente. Tá? Então, desde 2015, tá? Desde a nossa abertura, a gente performa acima do mercado todo ano. Então, a gente cresce mais do que o mercado cresce. Por exemplo, nesse ano de 2025, né, com o fechamento de 2025, a gente cresceu aproximadamente 18% e o mercado cresceu somente três, tá? Então, a gente performou 15% acima do mercado, mesmo com a crise do metanol, que basicamente acabou com o nosso faturamento em setembro e outubro. Sim. Então foi uma uma performance assim muito boa, né? E quando a gente conversa com todo mundo do mercado, quando a gente fala que a gente cresceu 18%, o pessoal fala: "Caramba, meu, vocês foram muito bem". E hoje vocês estão onde? No Brasil, fora todos os lugares do Brasil, no estado de São Paulo. Hoje, hoje a gente vende, nosso principal mercado é o estado de São Paulo, né? Nossas vendas se concentram aqui, principalmente até porque os grandes centros de distribuição desses grandes varegistas nacionais, como Pão de Açúcar, Carrefur, Samp Clube, são aqui em São Paulo, né? Mas hoje a gente atende mais de 12 estados no Brasil. E no ano passado a gente fez a nossa primeira exportação para Singapura, né? Então, pô, Singapura, né? Quem imagina, mas bom, foi nossa primeira exportação oficial com importadora oficial e etc. E nesse ano agora em fevereiro ou março, tudo depende de como vai ficar as tarifas do nosso amigo Trump. Eh, a gente faz a nossa primeira exportação pros Estados Unidos também. Processo de expansão continua. Com certeza. Com certeza. Inclusive a exportação para nós é muito interessante, né? Porque aqui no Brasil, lembrando do nosso começo do papo, né? A gente se posiciona abaixo desse importado porque a gente sabe que esse preconceito existe, essa barreira existe. Então a gente, na verdade, precifica por benchmark, né? Tá? Lá fora o complexo de Vila Lata não existe. Quando eu chego na gôndula dos Estados Unidos, o meu produto custa $5. E não é porque eu vendo caro para eles, não. É porque pro cliente tudo que eu entrego ali na minha garrafa tem valor percebido de 35. Então é garrafa numerada à mão, é prêmio de melhor do mundo, isso vale $5 para ele, né? Então exportar, além da gente poder exportar pelo preço certo, eu também tenho uma redução de impostos e etc. Então é muito benéfico e é por isso que a gente também abre, né, para vocês estarem aqui, para visitantes virem, porque eu preciso de vocês ajudando, né, a não só a Beg, mas outras marcas artesanais de todos os, né, os setores, azeite, espumante, vinho, que vocês realmente fomentem o produto nacional. Sim, porque a coisa mais comum que tem são marcas como a gente, simplesmente desistindo do mercado brasileiro e indo para fora. Eu conheço diversas marcas de cachaça que são assim níveis altíssimos de qualidade, que simplesmente não vendem aqui no Brasil, porque aqui no Brasil ele seria obrigado a vender por um preço muito barato e lá fora ele consegue vender pelo preço correto que o produto dele vale. Ou seja, uma barreira que o mercado brasileiro de destilados também tem que transpor. Exatamente. O o público, né, depois reclama, mas aqui no Brasil não tem as coisas legais que tem lá. E uma parte dessa culpa é nossa. É nossa como consumidor. Eu escutei inclusive da boca de um familiar meu recentemente falando assim: "Imagina que eu vou pagar mais caro num azeite brasileiro do que no português. Mas por quê? Você não tá nem vendo qual que é a qualidade, qual que é o método de produção, né? O azeite português que a gente compra aqui no mercado é um azeite super industrial lá para chegar nesse preço aqui, né? Já o azeite brasileiro que a gente viu que era mais caro é um baita de um azeite. É um azeite que lá também custaria 50€ uma garrafa. Sim. Né? Então cabe a nós, né? Nos educarmos de certa forma. E o Bag Experience exige para isso, para que a gente possa educar eles e que eles possam educar os os amigos, né? Quem tá em casa pode entrar nas redes sociais ou no site de vocês para fazer esses agendamentos para participar desse evento. Exatamente. Exatamente. As é é bem concorrida as vagas, tá gente? Então, se programem para fazer as reservas, mas tanto no nosso site quanto no site da Simpla, você consegue ver as datas disponíveis, já reservar sua data e simplesmente aparecer aqui no horário que vai ter provavelmente uma das experiências mais legais aí do que você já teve, tá certo? Então, muito obrigada, Artur. E aí, sucesso cada vez mais, que a gente possa voltar aqui e mostrar aí essa expansão também do negócio. E claro, gente, eu esqueci de perguntar aqui, Joaquim Egídio, que tem essa questão também não só da experiência na fábrica, mas é o lugar também traz toda essa experiência de chegar até aqui, né? Exatamente. Ah, é um passeio, são vários restaurantes gostosos, vários bares, então você pode parar antes para almoçar ali, depois vir para cá ou vice-versa. Eh, é um passeio, simplesmente o caminho já é um passeio, né? Então, chegando aqui no casarão, já é outro passeio, né? Que a gente tá num casarão de 1890, né? Isso aqui já é uma parte da história da região. Então, venham, conheçam. Eh, obviamente eu sou a pessoa mais suspeita do mundo, mas é uma experiência muito legal e eu tenho certeza que uma experiência única que vocês já viveram aí a tá certo? Então, olha, o ser empreendedor vai para um breve intervalo, mas antes você confere as dicas de leitura sobre livros que falam sobre esse tema. Daqui a pouquinho o ser empreendedor está de volta. A gente começa com o homem mais rico da Babilônia, um clássico sobre como multiplicar a riqueza e solucionar problemas financeiros. Nele, o autor mostra soluções ao mesmo tempo sábias e muito atuais para evitar a falta de dinheiro, como não desperdiçar recursos durante tempos de opulência, buscar conhecimento e informação em vez de apenas lucro, assegurar uma renda para o futuro, manter pontualidade no pagamento de dívidas e, sobretudo cultivar as próprias aptidões, tornando-se cada vez mais habilidoso e consciente com base no segredo de sucesso dos antigos babilônicos, os habitantes da cidade mais rica e próspera de seu tempo. Líderes que curam de Antonela Satiro aborda a liderança servidora que está associada a resultados positivos, como maior satisfação no trabalho, comprometimento dos colaboradores e desenvolvimento de novos líderes. Powerful. Como construir uma cultura corporativa de liberdade e responsabilidade. Nesta obra, Pat McCord, que é a ex-chefe de talentos da Netflix, discute a construção de culturas corporativas. Uma das criadoras da cultura de alta performance da Netflix aponta que o mundo contemporâneo não tem mais espaço para as ideias corporativas tradicionais. No livro, a autora discute diferentes conceitos de gestão de pessoas e propõe que a motivação dos colaboradores aconteça por meio de trabalhos desafiadores. E neste segundo bloco do ser empreendedor, a gente vai falar sobre vinhos. E olha só, aqui no distrito de Souzas, em Campinas, nós temos a venícula Altos de Souzas. Por isso a gente vai conversar com o Daniel Cunha, que tem uma larga experiência em empreendedorismo e é ele quem vai contar pra gente. Daniel, seja bem-vindo. Antes da gente falar especificamente da vinícula, eu queria que você falasse dessa sua trajetória até chegar em fim. Vou trabalhar com uvas. Como foi isso? A trajetória do empreendedor, ela ela é árdua, porque ela começa com a trajetória de você se entender empreendedor. No meu caso, eu comecei no mundo corporativo e quando eu via, eu era pessoa que destravava os projetos, que começava a as iniciativas eh ali de startups. Então eu fui me descobrindo empreendedor. É, minha carreira. Bom, eu comecei a trabalhar muito cedo, aos 14 anos de idade, numa cidade do interior em que eu trabalhava entregando títulos que entravam no cartório, numa bicicletinha escrito cartório, entregando pras pessoas esses títulos. Depois trabalhei em corretora de seguros, mas eh quando fui para São Paulo fazer faculdade, comecei a minha atividade no final do Bank Boston, Banco de Boston. onde eu fiquei lá quase 6 anos e onde toda a minha base corporativa eu eu desenvolvi lá, casei dentro do banco, inclusive. Depois eh tive uma segunda fase em banco no Citybank na época em São Paulo, em áreas também de produtos e serviços. Mas em 2003, final de 2003, começo de 2004, eu recebi um convite para me tornar head hunter. Então, o Red Hunter é o recrutador de de empresas, eh, uma empresa multinacional inglesa, tava se instalando aqui no Brasil na época. E eu me tornei o primeiro head hunter especializado no mercado segurador, que é o mercado que eu trabalhava, e era um startup. Eh, era um era uma iniciativa ali que que ninguém fazia isso. Eu comecei e eh o negócio lá, fui aprender a entrevistar pessoas, fui aprender a fazer desenvolvimento comercial, atividades diferentes do que eu fazia na época no banco. Eu tinha um olhar muito mais de processo, de tecnologia. E aí foi uma combinação de skills, de competências, que foi muito saudável pro meu desenvolvimento. Eu fiquei nessa empresa durante quase 10 anos. Lá eu entendi que eu me via como head hunter. Essa era a minha atividade principal. Tive alguns negócios em paralelo com família, tive bar, tive cervejaria cigana, tive outras coisas assim, mas sempre a minha atividade principal foi e onde eu conheci muitos executivos, fiz muitas entrevistas, talvez mais de 15.000 entrevistas na minha vida executiva. Mas em 2012 eu tomei a decisão de me juntar a dois amigos e começar uma empresa própria de de Executive Search, que é a atividade que a gente fazia e eles fazem lá ainda. Hoje a EEC é a maior consultoria brasileira de recrutamento de executivos, um negócio que eu tenho muito orgulho de ter começado lá atrás. e ela atua recrutando executivos para empresas e atua montando governança corporativa. Então, aquela empresa familiar que o empreendedor começou e que agora ele tá no momento de separar o patrimônio dele, da empresa, é, a gestão familiar, da gestão do negócio. Então, a gente entrava justamente nisso, aconselhando empresas, organizando isso e e fui muito feliz fazendo isso. Ah, mas em 2016 eu comecei um outro negócio paralelo nas horas de almoço, nos finais de semana, o tempo que tinha e que não tinha, que eram franquias de uma rede de depilação chamada espaço laser. Eh, nós começamos um grupo de cinco pessoas ali sócios inicialmente, que eu fui conhecendo, que entendiam desse negócio. A gente começou a abrir franquias da espaço laser, que eram operadas por essas sócias, era um investidor e tava ali no dia a dia. Sim. E foi um sucesso. A gente de 2016 até 2019, a gente deve ter aberto umas 20 lojas de depilação. A gente não chama de clínica, chamava de loja porque elas estavam no shopping centro, estavam na rua, era um olhar diferente pro tema de depilação. E até em 2021, no dia 1o de fevereiro de 2021, a gente abriu o capital dessa empresa eh na bolsa brasileira. a gente já era sócio da rede na época, deixamos de de ser franqueados, acabamos sendo comprados numa parte, fomos pro IPO com eles. Então, foi um sucesso que eu vi um negócio, começar com cinco sócios, terminar com quase 500 funcionários, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas, São Paulo. E depois disso eu comecei a empreender outras coisas. Comecei, me tornei um investidor anjo, investindo em startups. Eh, começamos outro negócio na área industrial aqui na região de Campinas, que eu investi lá no começo. Mas o projeto da vinícula era o hobby que eu queria me movimentar na época. Tomei a decisão de sair da atividade de recrutamento executivo em 2021 e logo depois da venda da Espaço Laser. E aí eu eu vi um projeto na Argentina que eu falei: "Isso aqui tem tudo a ver com Campinas, tem tudo a ver com Souzas". Sim. E começa a nossa jornada da Altos de Souzas. E aí quando você vem com esse projeto para cá, como foi desenvolver? Você falou: "Olha, vi, tem tudo a ver com Souzas". Como foi, digamos que fazer toda a planta desse projeto, todo o planejamento? Perfeito. Na Argentina, em Menda, eh é uma cidade hoje que tem uma vocação basicamente calcada no vinho e na gastronomia. Só que há 60, 70 anos atrás era uma cidade que vivia de mineração, que não não tinha encontrado uma vocação. E eu vejo que Souzas, o melhor fase do Brasil, o Brasil Café, talvez Souzas era a região mais rica desse desse momento do Brasil Café. E eu acho que a gente ainda não resgatou isso da forma eh correta. Tem muitos restaurantes bacanas, as pessoas vêm para cá passear, especialmente e e somente no final de semana. Mas lá na Argentina eu vi um modelo em que pessoas compravam áreas rurais e e tinha oportunidade de vivenciar a construção dos seus próprios rótulos de vinho em um projeto que tem hotelaria também, que tem spa. E eu achei isso que tem tudo a ver com a nossa região. Para quem não sabe, Campinas eh ela tem um PIB do tamanho do Chile, a região metropolitana. São 19 municípios que em termos de tamanho da economia é muito semelhante. Sim. E o Chile faz mais vinho que o Brasil. Então eu ficava olhando isso, falei: "Como é que pode, né? A gente tá a 100 km da Faria Lima, eh, do lado do Viracopos, que é hoje um aeroporto que tem a melhor capilaridade do Brasil. Então eu pus isso na cabeça, mas eu decidi fazer uma pesquisa de mercado. A gente fez uma pesquisa e avaliou primeiro ã se se tinha sentido, se valia a pena a gente investir nisso. Aí contratei uma equipe de consultores especialistas em dupla poda, em vinho de inverno. Eles fizeram análise de solo e de clima de várias propriedades aqui da região. E só depois da análise que eles apontaram os locais que poderia ter mais eh perfil para esse projeto, é que a gente tomou a decisão de investir. A pesquisa apontou que poderia ser um sucesso desde que a precificação fosse correta, desde que a jornada da execução do projeto fosse correto, mas o cheiro era bom lá naquele momento e eu decidi investir. Então a gente comprou uma área aqui na na em Souzas mesmo, no distrito de Souza, chamada Fazenda de Itapuã. Os antigos de Souzas conhecem fazenda como fazenda Aracaju. E lá a gente começou em 2021 a implantar os vinhedos. Então começamos no ponto mais alto de Souzas implantar vinhedos de cabenê sovinhon, cabenê Frank e Sirá. Sim, visando a dupla poda e visando a gente produzir vinhos de inverno, vinhos de excelente qualidade aqui em Souzas. Quando vocês começaram, então essa produção, ela não exatamente já resultou no vinho naquele primeiro momento, porque você até a gente já conversou, gente, teve aí um tempo de teste e tudo mais. Fala um pouquinho dessa dessa fase. A jornada é longa, né? Porque você, a gente implanta um vinhedo, você tem espaldeiras georreferenciadas, você tem as mudas, ela tem uma uma tecnologia específica que elas já vê enxertadas do viveiro. Eh, tem muito planejamento. Para você ter uma ideia hoje tamanha demanda que o Brasil tem por isso, a gente tem que encomendar as mudas com um ano de antecedência, senão você não é atendido na quantidade que você precisa. Então, o projeto demanda muito tempo. Os vinhedos foram implantados há 5 anos e são jovens, são são jovens ainda. Mas assim, é engraçado, a produtividade deles foi mais de 100% maior esse ano, 2025, eh, da colheita, desculpa, desse ano agora, do que do ano anterior. E e você vê que são vinha dos jovens ainda em desenvolvimento, mas o processo todo, como envolve um volume de investimento grande, a gente optou por desenvolver um parceiro, um belo parceiro, sou muito feliz com ele, que é a veníola Areia Branca, que fica na cidade de Amparo, uma vinícula incrível que ainda não foi inaugurada. Ela vai ser, o público vai conhecer ela, acho que em dois, três meses ele tá, ela tá pronta, vai ser inaugurada lá em Amparo. E ele que tem feito a vinificação dos vinhos, dos das safras que ele já tem. Ele deve ter lá três ou quatro safras já. e as nossas duas safras do ano passado e desse ano lá em E aí, voltando aqui pro projeto da fazenda, a ideia é que a gente tenha inicialmente um line bar, alguém que você tem uma experiência de você consumir. Primeiro, eu cataloguei todo produtor local, a gente tem a pessoa que produz a geleia orgânica, os queijos especiais, a carne de cordeiro, disso, os leites eh eh diferentes. mapeou tudo isso e agora a gente tá rodando cotas de investimento, inclusive quem tiver interesse, eu tô à disposição para falar sobre investimento, eh, de desenvolver esse espaço lá para receber os turistas, conhecer os vinhos locais e a partir daí existe até a pesquisa ponta e agregar esse produtor local também nessa experiência. Os produtos locais, a gente gostaria que eles sejam consumidos e no restaurante local, nas experiências lá de degustação, de culinária, etc. Mas especialmente que a gente tenha lá um minimercado com produtos locais em que seja um hub de de conhecimento. Quando a gente viaja, vai pra Europa, França, você quer consumir o produto local, você toma vinho nacional, a ideia é a gente ter a mesma coisa aqui. Sim. E aí, hoje você inclusive falou que eh o produto ele é ficado aqui ao lado, mas essa trajetória hoje quando a gente pensa a primeira, então a primeira colheita que se tornou um produto foi a de 24, é isso? Foi. São três anos de descarte, tá? Em três anos a gente fez o ciclo da da planta, ela foi se desenvolvendo, mas talvez seja importante explicar a a técnica, né? Isso, né? Eh, a o que tá reconfigurando o Brasil eh em relação ao vinho hoje, atualmente, é um negócio chamado técnica da dupla poda ou poda invertida, que produz o que a gente chama de vinho de inverno. Essa técnica foi desenvolvida por um senhor chamado Murilo Depamig. Ele fez eh uma especialização em vinhos, em uvas para vinhos e desenvolveu a técnica combinada da seguinte forma. Você tem uma planta brasileira de uva de mesa, muitas vezes adaptada a pragas brasileiras, que ela recebe enxertia de variedades viníferas europeias. As duas que se adaptaram melhor a a essa técnica são o sovinion blanc nos brancos e o Sirá. Eh, inicialmente ele teve dois parceiros aqui no Brasil que desenvolveram, fizeram investimento para começar. E e aí vem a técnica, como é que funciona. Você tem toda a uva, ela produz no verão, no mundo inteiro. E e o problema do nosso Centro-Oeste aqui, da nossa região onde a gente tá inserido, é que o nosso verão ele é muito molhado, você tem muita chuva, então você tem uma diluição do do bricks, do açúcar dentro do fruto e você não tem muita amplitude térmica, que é uma coisa importante pro desenvolvimento dos taninos, tá? Resumindo uma longa história. E o que que a gente faz quando a uva começa a produzir? a gente faz um corte seco nela, que é a primeira poda. Ela tenta a brotação novamente. Ao final do verão a gente faz uma nova poda rígida dura, é um estress pra planta. E aí a planta hberna e não produz no verão. Quando tá chegando o inverno, a gente tem uma infraestrutura de fertil irrigação por gotejamento, uma tecnologia israelense que é implantada no vinhedo, vocês vão conhecer lá. Eh, a gente faz um choque hídrico na planta e a planta fala: "Opa, chegou o verão". e produz no inverno. E aí ela vai experimentar um clima europeu. Ela vai, por exemplo, aqui em Souzas no verão, a gente tem às vezes até 34º e a noite faz dois frio, úmido. Então aí a uva fica de realmente muito boa qualidade e a gente acaba produzindo vinhos incríveis. Hoje o Brasil de cada estatística pessoal, tá? Mas eh de cada 10 prêmios que a gente ganha internacionais de vinho de qualidade, seis a sete são vinhos de inverno já. E é incrível a quantidade. São muitos projetos que estão nascendo de vinhos excepcionais. E aí a vocação do Rio Grande do Sul hoje na no ciclo normal tá se concentrando mais nos vinhos espumantes, nos vinhos tranquilos, brancos, eh no ciclo normal da planta. O Brasil tá e como é um vinho mais caro de ser produzido, é um vinho que tem eh um um custo especialmente de mão de obra, de manejo maior no campo, eh ele é um vinho que tem que ser entregue numa experiência e aí você tem todo o projeto para englobar isso que envolve no futuro talvez até a hotelaria, né, para pra gente conseguir atrair turistas que fiquem aqui em Souzas, porque hoje Souza recebe e Joaquim, eles recebem os turistas, as pessoas almoçam, depois as pessoas vão embora. Sim. A ideia é que elas fiquem mais aqui e deixa um pouco mais de real aqui na nossa economia local, tá certo? E nessa trajetória, quando começou a produção, hoje vocês têm quantos selos hoje? Bom, o ano passado nós nós desenvolvemos três rótulos. Eh, o primeiro rótulo é um rótulo chamava inaugural, eh, porque ele inaugura essa esse projeto novo. Ele é um corte de cabenê frank com cabenê sovinon, já extraído da parte já de separação dos sólidos lá. Um vinho de quase de prensa muito forte, um vinho de corpo, um vinho de 14.6 de álcool. É um vinho que agrada mais o paladar masculino. É curioso, eu percebo isso. E para você eh consumir comendo carne com gordura, tem essa essa essa esse perfil. O segundo rótulo é um varietal, é um sirá, só ele passou eh com um processo com exposição a carvalho francês e ele é um vinho que muita gente julga que é o nosso melhor vinho. Agora, o o meu favorito e que a gente percebe que é o vinho que tem mais aceitação é o ruptura, que rompe com essa tradição do pasto, do café da nossa região, inaugura a história do vinho aqui, eh, e, e gastronomia. E o ruptura ele é de acordo com o enólogo, que é o Cristian, que é um chileno que é responsável pelos nossos cortes, o nosso melhor vinho possível. Ele leva cabernet frank, caberneton e sirrá, né? Um tinto incrível, um vinho de guarda para mais de 10 anos de guarda. Agora, inclusive, eu fiz essa pergunta logo que cheguei aqui. A gente quando pensa em vindo pensa, né, nos rótulos importados ou se conhece muito mais o sul do nosso país. Qual é o grande desafio em produzir vinho na nossa região? Você já falou que a primeira é a questão dessa técnica, uso dessa técnica, mas também de romper até quando se chega ao mercado de que olha, a gente tem um bom vinho produzido aqui e que pode competir com um vinho já talvez, digamos que até que tenha uma tradição no nosso país ou até para ser exportado de outra localidade. Assim, a gente não tá inventando a roda. É, e eu costumo dizer que o vinho é a bebida do futuro, porque ela é bebida do passado, né? Se você olhar, é a bebida que conseguiu vencer as as maiores catástrofes que aconteceram na humanidade, eh, mudança de de gente de países para outros países, o vinho continuou, ele levou, ele faz parte da cultura e ele tá muito calcado em na história de você ter os polos vitinícolas. Isso é muito importante. Eh, Mendoça, Chile, região de Bordô, eh, na Califórnia ou Napa Vale, são regiões que você tem uma economia em torno do projeto, porque você imagina, se é um turista de outra região, você vai querer conhecer vinícula, você não vai conhecer uma só, você quer conhecer outra, você quer conhecer aquele terroá, você quer, você quer ter experiências diferentes. Então, acho que até porque a gente tá falando aqui pro público da TV Câmara, eh, é fundamental que você tenha um polo vitinícola instaurado na região. Isso é uma coisa que que eu vejo como muito positivo, porque quando a gente apresentou o projeto paraa prefeitura, todo mundo da prefeitura foi sempre muito receptivo ao projeto, desde a Secretaria de Desenvolvimento Econômico até a figura do próprio prefeito, mas a Secretaria do Verde, que hoje se climas eh apoiou entendeu que existiam desafios que tinham que ser discutidos. por exemplo, a gente usa produtos químicos às vezes de forma controlada e a gente teve discussões muito maduras em torno disso na época, porque a gente tá numa área de preservação ambiental. Sim. E e a implantação do vinhedo, ele valoriza todo o entorno do eh do vinhedo, especialmente através do tema da sustentabilidade. É fundamental que você tenha isso, mas eh provocou uma série de discussões. Eh, a gente provocou na época uma abertura do plano de manejo da APA, que é um processo super sério, que foi conduzido dentro das quatro linhas de forma muito republicana. Eu gosto de falar em que participou do três setores da economia, participou as secretarias da prefeitura, os proprietários de área, todas as ONGs que estão eh trabalhando em prol do melhor da APA. E o resultado desse trabalho foi uma grande revisão do plano de manejo da época. Nós mudamos por volta de 23 regramentos eh que hoje propiciam com que você tenha condição de fazer investimentos na área e da APA. estão respondendo a tua pergunta. Hoje, por exemplo, você vai pro Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, é incrível, super bem montada a estrutura, você tem uma série de rótulos, uma série de vinículas, você tem hotéis, restaurantes, eh, e a gente entende que de cada R$ 1 que é gasto numa garrafa de de vinho, R$ 7 ficam na economia circulando, né? É o é o taxista, é o restaurante, é o hotel, frete, enfim, tudo que isso, fornecedores das vinículas, dos hotéis. É isso que a gente quer trazer pra região. Então, a gente entende que a região tem muita vocação para isso, muita. Eu não consigo enxergar uma região que tem a melhor, mas ela precisava da técnica. Uma das coisas que a que a pesquisa mostrou, eh, o rapaz lá, muito bacana, assim, ele falou assim: "Daniel, esse projeto seu tem tudo para dar certo, desde que o vinho seja bom". Ele ele brincou e assim, essa primeira fase tá vencido. O vinho realmente ficou muito bom. E agora sim, a gente eh tem um primeiro projeto para que Campinas comece uma iniciativa de eh buscar incentivos para investidores da da região ou fora daqui para atrair novos projetos eh para que a gente realmente tenha daqui 10 anos um polo vitinícola em Souza Joaquim Gídio. Sim, justamente vai ao encontro dessa proposta de fomentar o turismo rural em nossa cidade. Exatamente. Agora você já me contou que em passos, né, o próximo passo, além dessa produção, é justamente esse fomento ao pequeno produtor a gerar a economia local, né? Quando você fez esse projeto, você e toda a sua equipe, eh onde a gente pode pensar que a Autos de Souzas vai chegar? Então, o projeto ele envolve eh no futuro a construção de uma cooperativa de produtores, porque o que existe em Menda, que chama muito atenção, tinha uma vinícula instaurada numa área, instalada numa área muito maior e você tem outras várias vinículas ã produzindo seus seus vinhos ali, mas dividindo os custos de produção. Então, a vinícula não atenderia só os rótulos da autos de Souzas. A ideia é que se você um dia vier adquirir uma área rural ali do nosso lado, você mina, você vai ter a experiência de vivenciar a a construção dos seus rótulos de vinho. É isso que a gente quer entregar aqui, tá certo? Então, olha, muito obrigada pela sua participação e até uma próxima. Obrigado. O Serpreendedor fica por aqui, lembrando que todo domingo às 5 horas da tarde a gente tem estreia do nosso programa nos canais 11.3 TR da TV Aberta, 4 da Claro, da Vivo e também lá no youtube.com/tvcâmaracampinas. Até o próximo programa. เฮ
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