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Olá. [música] A procura por serviços especializados em curvaturas aumentou 47% nos últimos anos no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Salões de Beleza. Mas muito antes desse boom, inclusive pelas buscas na internet que teve uma alta de 200% nos últimos 2 anos, quando se trata de pesquisa em produtos, técnicas e tudo mais, nos últimos anos, em 200%, muito antes disso, já temos profissionais que atuam nesse segmento. A Jéssica é uma delas e ela, olha só, aqui é uma empresa, um salão de beleza que é administrado por cinco mulheres dentro desse cenário de mais de 130.000 empreendedoras femininas. A gente tá no mês da mulher e a gente vai falar um pouquinho dessa trajetória com a Jéssica. Me conta um pouquinho, Jéssica, de como tudo começou. Já começou com você e com as suas irmãs? Começou com quem? essa história de empreender. Então, eu vem de uma família de mulheres e mulheres empreendedoras, mulheres artesã, costureira, cozinheira, mulher que trabalha com artesanato. A gente começou assim, então com a minha avó logista, foi ela a primeira pessoa que deu os primeiros impulsos para que a gente começasse a trabalhar como empreendedora. E aí minha mãe começou, em seguida eu vim. Mas sua mãe também era com cabelo, sua avó era logista, sua mãe era com quê? Cabelo também. cabelo. E aí minha mãe começou com cabelo e depois ela ela trabalhou muito como artesã, trabalhando com crochê, tricô, com artesanato, essas coisas. E depois ela começou a trabalhar, né, nessa vida de mulher solo, de mulher empreendedora, ela começou a trabalhar como cabeleireira. Minha mãe veio vindo e aí depois eu como mocinha, eu fui estudar, fui fazer outras coisas, estudei administração, fiz cenário, fiz outras coisas, mas só que a vida foi me encaminhando a essa vida. Já já estava muito normalizado na minha vida. É o empreendedorismo de trabalhar solo, de de correr atrás de você chegou, apesar de estudar CCLT ou você estudou aí no meio falou: "Não, não tenho nada a ver com isso, vou empreender." Eu fiz CLT na adolescência e depois na fase adulta eu já comecei trabalhar como empreendedora, é carreira solo mesmo e já estou há 23 anos como cabeleireira. Você no início trabalhava com a sua mãe ou você logo começou a empreender, se transformou sócio, como que foi essa esse comecinho? Me conta. No início eu sou da da capital e vim morar aqui no interior. E quando eu vim morar aqui no interior, na cidade de Campinas, é precisamente Sumaré, eh eu comecei a estudar, fiz, eh, fui fazer administração, terminei a administração e fui fazer corte de costura industrial pelo SENAI. E depois disso eu comecei a trabalhar como cabeleireira. Foi a a chamada que me deu, eu comecei como cabeleireira num salão famosíssimo aqui, o primeiro salão, o salão Pioneiro de Campinas. Eu comecei nele, no Marrom Bombom. Marom. Ah, eu também já fui no Marrom Bombom, viu? Eu tive, eu tive como minha, minha tutora e uma mulher maravilhosa, Ângela Munizins, né, em homenagem a ela, né, quero dizer que eu sou muito grata também a ela e ela foi uma pessoa também percussora para me ajudar a dar esse pontapé. Ela é minha mãe, né, a Vera é e comecei com isso e depois disso fui me apaixonando pela profissão, fiz cosmetologia também, estudi cosmetologia e já venho aqui como eh uma das parceiras aqui do ébano, uma das das empreendedoras do Ébano há 17 anos, tá? Hoje são cinco mulheres, no início já eram as cinco. Começou com você e mais alguém? Começou comigo, a minha irmã com a Juliana e entrou a Jeisa também e a minha mãe. Só que em seguida, coisa de meses assim, a gente foi e somando no nome ébano. Sim. E agora também tem a minha filha, Yasmin. Todo mundo ébano. Todo mundo ébanos. E por que quando você fala assim, ó, a gente fez essa homenagem à família é o seu sobrenome? Por que esse nome? Então, o nome ébano veio, a gente tem uma história, né? Somos em quatro, né? né? Minha mãe teve quatro filhos, três mulheres e um homem. E o meu irmão, o Anderson Leandro, ele que ajudou a gente, eu fico até emocionada, que ajudou a gente com esse nome. Ébano é é uma madeira africana e de muita beleza. E ele falou: "Ó, vamos colocar esse nome no salão de vocês, porque vocês trabalham com mulheres e são mulheres tão bonitas. Toda vez que eu tô no salão, eu vejo toda mulher saindo muito bonita". E ele deu esse nome pra gente, ajudou a gente fazer o logo do salão, que o logo do salão foi um presente dele pra gente e depois ele partiu. Então a gente ficou com esse nome e ficou é ele deixou esse esse legado para você. Esse legado é esse nome. Ele viu a beleza, ele conseguia ver a beleza da mulher. Mas no começo vocês trabalhavam, né, como CLT, nesse sentido, eh, de, olha, eu preciso prover. Claro, porque tem a questão financeira que é super importante. E depois que ele mostrou esse outro lado que até então vocês não tinham muita consciência ou desde o começo era tudo muito consciente? Então eu já vinha com a consciência de que ser empreendedor era ser uma empresa. Então eu me eu me tenho como uma empresa, né? Então eu tenho toda eh toda uma logística, todo um protocolo que eu sigo, que eu sou uma empresa em horário, em tesouraria, em agenda e e eu eu vejo que eu sou uma empresa. Ser empreendedora é ser uma empresa. Sim, desde o começo. Então ficou tudo muito claro. Dividir, dividir, não, separar CNPJ do CPF. Sim, sim. É necessário. E qual foi o maior desafio nessa sua trajetória? 23 anos. Isso, 23 anos. O maior desafio foi se manter ativa durante 23 anos. Aí eu entendi que para isso eu tinha que oferecer qualidade em serviço. Não pode ser só nome, entendeu? Tem que ter qualidade. Eu tenho que oferecer um trabalho de qualidade. Então, com isso, eu vim aprendendo que eu tenho que tratar cada cliente, cada pessoa que senta no meu cadeiro, na minha cadeira, ela é única para mim. Eu não trato uma pessoa assim, não é um trabalho express que você chega, corta lava, seca e vai embora. Não, eu gosto de ter uma conversa, eu gosto de entender a pessoa e entregar o que ela quer. Eu gosto de revelar a beleza dela. Então, eu não vejo só que é aquele trabalho, é um trabalho humanizado. Eu gosto de oferecer um trabalho humanizado. Hoje todas as sócias t meio tudo certinho. Tudo certinho. Qual que é a importância, inclusive nesse segmento quando a gente fala de cuidar de caixas, cuidar do cabelo da mulher preta, do cabelo da mulher que quer manter o cabelo natural, tem algumas peculiaridades que outros setores, até mesmo cabeleireiros que trabalham com outros segmentos, com outros tipos de cabelo, não tem? Ah, trabalhar com cabelo afro e cacheado, ele é, eu acho que para mim foi um presente, né? E é um trabalho que ele tem um leque muito grande. Nenhum caixo, nenhuma curvatura afro, uma não é igual a outra. Então, por isso que eu gosto de desenvolver esse trabalho. Quando a pessoa senta na minha cadeira, o trabalho para ela é único, porque cada um deles revela e tem uma necessidade. Ele revela uma beleza e tem uma necessidade. Aí a gente vem falando de fatores biológicos também, né? Da idade que a mulher tá, como que tá a saúde dela, tudo isso influencia no trabalho final que eu vou entregar. Mas eu disse no comecinho, inclusive aqui do programa que a gente tem um boom dessa questão dos cabelos cacheados. Tanto que a empresa de cosmetologia começou a perceber isso e nos últimos 10 anos cresceu muito. Mas você está no mercado 23 quando não se falava muito nisso, quando se falava mais em alisamento. Sim. Você passou por essas fases ou desde o começo a proposta era: "Não, você precisa olhar para si, ver a sua curvatura, valorizar a sua curvatura". Como você também foi se adaptando às mudanças do mercado e do comportamento da mulher que tem o cabelo crespo e cacheado? Eu entendi que a mulher ela veio tentando ter, ela quer ter o seu lugar de pertencimento. Então veio essa, veio essa troca, né, com uma, com uma, veio essa troca assim, eh, o que eu sou, como que é, como que é esse cabelo, como que eu me sinto, como que eu vou vestir esse cabelo, como que eu vou sair pra sociedade com esse cabelo, como que eu vou trabalhar com esse cabelo. Então eu sentia que a mulher queria isso desde a desde a mais nova até a mais velha. A mulher queria entender como que era a beleza dela e o que ela podia. Então acredito que que que a que o mercado de cosmético veio trazendo isso também nesse leque, esse tanto de creme, esse tanto de coloração e tipo de cortes, cada um entendendo tipo de curva. Mas no começo você alisava o cabelo das mulheres ou você não você não pegou essa fase? Eu peguei essa fase, mas eu nunca fui uma pessoa de de trabalhar com alisamento. As pessoas me procuravam, é, elas me procuravam porque eu também sou trancista. Hoje já não exerço tanto a essa função, mas elas me procuraram, me procuravam porque elas queriam cabelo, eh, mais cacheado, elas queriam o cabelo afro, elas queriam colocar um cabelo afro, elas queriam eh revelar esse cabelo, essa beleza. Sim. Agora, em termos de mercado em Campinas, a gente vê muitas mulheres, inclusive vários salões ultimamente, tem outras cidades, inclusive outras marcas, tentaram até se consolidar aqui na nossa cidade. E o que a gente percebe que a mulher de Campinas e região gosta da mulher que é de Campinas e região, da cabeleireira que é daqui. Você sente isso? Sinto, eu sinto que assim, ó, conforme cada região, estado, local, até por causa do da mudança climática, a ela tem uma uma necessidade de entender isso. E é onde eu acho que a mulher tá buscando isso. A mulher campineira, ela quer a mulher que falha a linguagem daqui, ela quer o profissional que falha a sua linguagem, como a paulista lá do centro, como a carioca. A necessidade de lá é uma coisa, a necessidade da mulher que mora no litoral também é outra, porque o cabelo responde diferente. Então eu vejo que a mulher campineira, ela dá preferência ao seu profissional que está aqui. Sim. Agora, do ponto de vista de empreender, no seu segmento é fácil empreender em Campinas ou não? A cidade ainda você acredita que tem muito a oferecer? Olha, quando fala eh no cabelo, quando a gente vai falar no cabelo, eu acredito que a palavra não seria fácil e sim sobrevive os melhores. Entendi. Então você tem que ser boa, você tem que entender do que você tá falando. Você não pode ser um profissional, só corta lava e seca, você tem que ter conteúdo. Sim. E aí o meu meu diferencial é isso, é trabalhar com é é oferecer um trabalho mais humanizado. Sim. Você hoje trabalha numa empresa familiar junto com as suas irmãs e já, né, falou: "Olha, a Yasmin, que é minha filha, já é a próxima geração." Como que é para você vir de uma família de empreendedoras que começou lá com artesanato, né, e hoje tá no ramo da beleza e a sua filha já tá respirando essa veia, já tá entendendo qual é o seu lugar quando a gente fala de empreendedorismo feminino? Ah, eu me sinto, eu sinto uma mulher muito orgulhosa de mim mesma. É sinal que deu certo, entendeu? E nunca nunca forcei, nunca pedi para que ela entrasse nessa área. No entanto, que agora ela tá cursando e biomedicina, que é para trabalhar com quê? Com a estética da mulher negra, que é para desenvolver outras áreas, não só o cabelo. Isso, não só o cabelo, né? Então, ela tá pensando, ela tá tendo uma uma visão lá na frente, o que que a mulher negra quer, né? O que que ela quer valorizar, como que é essa pele, o que que ela quer cuidar, entendeu? Então ela tá já vindo nesse segmento. E como é para você então deixar esse legado? Ah, maravilhoso. Eu acho que é merecimento. A gente merece isso. Merece ter profissionais capacitados. Sim. Eu me sinto lisongeada e grata. A Jéssica que começou lá no início, vamos supor que a gente vai falar para quem tá em casa, tinha um faturamento o quê? De dois salários mínimos lá no comecinho ou menos ainda? Olha, eu não vou falar qual a minha renda final agora, tá? Mas eu posso falar quanto eu comecei. Era uma renda de 35 por semana. Eu comecei ganhando R$ 35 por semana e trabalhando três vezes na semana. E aí foi aumentando a minha carga horária, foi aumentando os dias que eu trabalhava. E hoje eu tenho é algo que eu me sinto confortável. Sim. Mas eu tenho outra profissão também. Também sou psicanalista. Olha, evoluiu. Quer dizer, a mulher se reinventando. Em que meio disso? Conta rapidinho. Nosso tempo tá acabando, mas em que meio disso você falou: "Eu vou fazer uma outra formação e vou trabalhar com outra coisa também". Como foi isso? Foi com as minhas queixas eh íntimas e particulares. E na pandemia eu tive um contato muito grande das mulheres me procurar para um acolhimento, para conversar. E eu entendi o que que o que que eu precisava entregar para ela. Eu falei: "Ah, eu vou estudar. Eu preciso entender qual que é a demanda, o que que essa pessoa precisa, o que que eu posso cuidar. E é por isso que eu falo, eu desenvolvo um trabalho, eu entrego um trabalho mais humanizado. Sim. Por isso, cabelo e a psicanálise. Psicanálise. Tá certo. Então, outra hora você contra a psicanálise pra gente, tá? Com certeza. Então, mas são dois empreendimentos, então são é isso aí. Vale a pena ser empreendedora? Vale a pena. Para mim tá valendo. Tá certo. Então, olha, a gente fica por aqui, mas o programa não terminou. Agora você vai conferir as dicas de livros sobre empreendedorismo e no próximo bloco eu volto com mais histórias inspiradoras. A primeira dica é como mulheres chegam ao topo. A especialista em liderança Sally Hgisen e outras autoras que já treinaram milhares de profissionais de alto nível, homens e mulheres, para atingirem objetivos ainda maiores, falam de vez após vez que percebem que as mulheres enfrentam obstáculos específicos e muitas vezes diferente dos homens à medida que progridem em seus ambientes de trabalho. Na realidade, os mesmos hábitos que ajudam as mulheres no início de suas carreiras podem prejudicá-las conforme avançam. Negócios, um assunto de mulheres. Em um livro para empreendedoras iniciantes e experientes, Ana Fontes, que é fundadora da Rede Mulher Empreendedora, traz a perspectiva sobre força transformadora das mulheres nos negócios. A autora mostra a potência da liderança feminina na prática. com insites sobre fatores de risco, dicas sobre gestão financeira e o reforço da importância da criação de redes de apoio. O ano em que disse sim é um relato comovente, inspirador, divertido e profundamente pessoal. Nele, Shada Heimes, responsável por vários sucessos em Hollywood, faz um convite ao leitor para repensar suas atitudes e dar a si mesmo o poder de mudar a própria vida para sempre com a única resposta. Sim. Autora relata como tudo mudou a partir de uma conversa de família em que a irmã disse que ela sempre respondia não para tudo. Sim, mudou a sua vida como lidava consigo mesma e com aqueles ao seu redor para que pudesse reencontrar o bem mais precioso, o seu verdadeiro eu. [música] [música] E neste segundo bloco, a gente continua falando sobre empreendedorismo feminino voltado ao segmento da beleza. Para se ter uma ideia, no país, nós temos aí um aumento no número de quinais abertos para este segmento. Em Campinas são 6104 aberto por mulheres em 2025. E olha só, ainda segundo o Sebrai, em média o profissional do segmento investiu R$ 4.905 para montar um negócio e antes de empreender, 54% tinham emprego com registro em carteira de trabalho. A Stephanie, a gente pode encaixá-la nesse perfil porque antes de empreender, há quase 9 anos, ela ainda teve uma experiência também como CLT. Stephanie, me conta um pouquinho dessa experiência e em que momento você falou: "Olha, vou empreender e vou pro ramo da beleza". Menina, primeiramente, obrigada pela oportunidade. Bom, eh, eu sempre trabalhei em escritório de advocacia, trabalhei antes, né, de empreender por 6 anos, em torno de 6 anos. E inclusive eu comecei a cursar faculdade de direito, desisti, né, depois de um tempo, mas eu sempre trabalhei em hisó de advocacia. Com o passar do tempo, eh, eu tava percebendo que a venda online estava melhor do que trabalhar de CLT, tá? Mas ainda pelas questões financeiras. Pelas questões financeiras. Eh, com o tempo eu vi que a venda online tava melhor do que o CLT, porque eu ganhava mal, né? Na época eu trabalhava de secretária no escritório. Eh, no primeiro eu trabalhei, eu fiz estágio, né, que eu cursava cursava direito, fiz estágio. Então, era pouco, né, a conia, não dava para ter luxos, não dava para ostentar de Sim, diga de passagem. Então eu comecei a pensar na maneira de ganhar um pouco mais, pensar, pensar, pensar, comecei a ir pro Bras, tá? comecei a pegar produtos para vender e tal e aí eu desisti de trabalhar no escritório. Começou a vender coisas online. Comecei a vender online. Isso é com isso, eh, na mesma época que foi em 2017, muita gente abriu loja online. Muita gente, muita. Tipo, cada, você abriu o Instagram, tinha mong loja online e, tipo, cada pessoa vai diminuindo o valor, daí você não consegue, concorrência tava demais. Falei, eu preciso de um plano, de um plano C, um plano D, eu preciso daí eu comecei a fazer esses cabelos. Mas você já fazia antes para si mesma? Como em mim? Comecei a fazer em mim, tá? Tá? Comecei a fazer em mim esse cabelo e na época não era pronto assim, igual esse aqui é um cabelo orgânico, daí tem biovetal. Hoje em dia tem muito muitos tipos, tá? E mas na época eu eu comprava o cabelo liso e deixava ele crespo. Eu enrolava no no palito de churrasco, eh deixava na água quente. Era todo um trabalho de horas para fazer esse trabalho manual. Mas era para você, mas era para mim. Só que conforme eu fui fazendo sempre, o pessoal foi gostando e pegando o meu contato e com isso eu consegui fazer nos outros. Entendi. Ruins, eu consegui eh clientes porque gostava do meu cabelo, gostava do meu cabelo. É. Daí isso me deu um gás aí a mais, né? Mas aí você pensou, então vou trabalhar com isso? Aí eu pensei, por que não eh tentar se tantas pessoas estão gostando assim e essa e não tem essa procura desse material? Porque ninguém faz, é um trabalho manual que cansa, as pessoas gostam de comprar, pronto. Correto. Daí eu comecei a fazer e tava dando certo. Daí eu falei também, eu não posso abrir um salão só fazendo esse tipo de cabelo. Não vai ter trabalho todos os dias. Esse foi seu primeiro pensamento? Meu primeiro pensamento. Não vou ter aplique todos os dias. Todo dias tem que ter muito cliente. Daí eu peguei e fiz um curso de designer de sobrancelha, porque designer de sobrancelha tem sempre. Sim. Daí eu comecei a pegar modelo, divulgar no Facebook, divulgar no Instagram. na no Instagram não tinha tanto na época, mas Facebook, essas feira do rolo, desapega, eu comecei a divulgar os trabalhos, fazer promoção, aí que eu fui conseguir os clientes aqui do bairro, outros clientes mais longe. Cheguei a fazer no começo até várias clientes de graça para fazer modelo. Daí eu comecei a ter, tive até uma sóia também que fazia unha e daí eu fiquei trabalhando num salão bem pequenininho por três meses para outra pessoa ou não? Eu aluguei, eu aluguei, não, aluguei um salão mesmo. Aluguei um salão que era um quadradinho. Alug era, era esse pedacinho aqui. Era um espelho e uma cadeira. E a cirandinha dela com a unha, ela fazia as unhas. Eu se eu sempre fiz, eh, tive curso de manicure que eu fiz na na adolescência eh 14 anos, mas assim, unha normal, tá? Mas eu não fazia tanto, como eu sempre fui muito alta, daí eu ficava com dor nas costas, então eu não ficava fazendo com tanta frequência. Daí, eh, eu fiquei três meses nesse salão pequeno e comecei a ter cliente. Comecei a ter cliente devido aos modelos que eu tava captando um valor mais baixo. Enfim, você investiu, né? É. E daí, beleza, passou um tempo, não tava cabendo as pessoas naquele salão pequeno. E isso foi no mês de setembro. Da quando foi dezembro eu aluguei um salão maior, que é um salão desse tamanho, aqui mesmo na região. Aqui na região, ali próximo da na Jacaúna, na verdade, ali embaixo na Jacaúna. Só que eu eu tinha cliente assim, mas eu não tinha tanto cliente assim para pagar um aluguel caro, até porque o aluguel que eu pagava era R$ 500 para como eu não tinha cliente, então eh R$ 500 você ficava ali, né, divulgando, divulgando, pagou R$ 500, depois desafoga, daí compra material, faz, você não tem uma estabilidade. Quando eu aluguei no outro lugar, o alugel era R$ 700. E o senhor, o dono lá, ele falou assim: "Olha, em 6 meses eu vou ter que aumentar o aluguel, tá? Eu vou alugar, eu vou aumentar para R$ 900". Daí eu já fiquei meio assim, nossa, R$ 900 é mais difícil para pagar. Rá, eh, 700, agora vai para 900. Aí eu coloquei uma uma meta na minha na minha cabeça que eu ia sair de lá com seis meses. Sim. Porque eu achava que R$ 900 era muita coisa, muita coisa para pagar de alugal. Daí aqui conversando com a minha mãe, com o meu pai, meu pai sempre falou assim: "É melhor construir, é melhor construir". A minha mãe também, porque aqui esse quintal é dos meus pais. Sim. Aí com seis meses, quando foi para dar seis meses, eu conversei com o pedreiro, foi no material de construção, falei pro pedreiro, se você eh levantar, cobrir e rebocar, eu já entro do jeito que tiver. Ele ele fez isso em duas semanas. Você investiu quanto na época, você lembra? Nossa, eu tive que eh fazer financiamento na financiamento na no material de construção, mas ai foi uns 20 e poucos mil e poucos milis financiamento. No começo, só no começo. Só no começo. Só no começo. E fora o pedreiro. Fora o pedreiro. Eu e como eu não tinha tanto cliente, mas assim, eu eu entrei, não tinha nem porta nesse nível, não tinha nem porta. Eu falei: "Colocou o piso, levantou, cobriu e rebocou, é isso, eu vou entrar." E o pedreiro, eu conversei com ele, conversei que ele falou para mim que ele ia que ele que ele dava um jeito de me ajudar, nem se fosse para ele cobrar 2.000 por mês. Já era 2018 nisso. 2018, final de 2017. Não, 2018. 2018 ele falou para mim que nem se fosse para mim pagar R$ 2.000 por mês para ele e deu certo. Deu certo porque assim, eu não tinha esse tanto de cliente para pagar financiamento e pedreiro. Mas assim, Deus foi abençoando e foi aparecendo gente. Mas você de fato piso pronto, entrei erguido. sem pintura, sem porta, só tinha janela porque eu não tinha dinheiro, tá? Não tinha cliente, não tinha, não tinha da onde tirar. Como foi evoluindo? Olha, Deus mesmo. Não tenho outra, eu não tenho, eu não tenho nem outra explicação, porque eu falo assim que a minha vida é a misericórdia de Deus, porque eu sou eu tenho muita intimidade com Deus. Então o tudo que acontece é Deus, porque eu não tinha, eu não tinha cliente nem para pagar o aluguel, se for ver, porque eu tava começando, eu não tinha. Sim. Então, eh, lógico, né? Eu não fiquei parada, eu divulguei, eu tentei, eu os clientes foram chegando, foram chegando. Indicação, graças a Deus, eh, você atende uma pessoa, essa pessoa traz três, essa pessoa traz duas. Então daí vai fluindo. Daí eu comecei a fazer outros cursos também porque daí eu comecei a fazer alongamento de unha, daí consegui agregar mais valores. Daí eu comecei a fazer alongamento de unha também. Daí eu comecei a fazer eh micropigmentação. Daí comecei a fazer alongamento de cílios. Então para ter sempre cliente todos os dias. Sim. Hoje em média você tem quantos clientes por dia em média? É relativo, depende do do início do mês, assim, final do mês tem menos pessoas. Sim, mas o pico aqui de cliente, mais cliente é quinta, sexta e sábado. Aqui tem mais cliente. Mas poucas pessoas é assim, é, é do bairro mesmo, vem pessoas mais longe, porque a gente não é eh a divulgação aqui normalmente não é a pessoa que passa e e bate é horário agenda, né? Então é maioria indicação. Sim, a maioria indicação. Por isso que vem pessoas inclusive que nem são de Campinas. É, vem de Aguarunas já veio gente de Minas fazer cabelo comigo. Olha. E aí veio gente de São Paulo. E essa divulgação é o boca a boca ou é porque você usou as redes sociais? As redes sociais. Normalmente eu falo que eu sou meu marketing. Eu sempre eu sempre quero estar com a unha, eu sempre quero estar com a sobrancelha, quero sempre tá com um cabelo diferente. E dependendo do cabelo que eu coloco, as clientes gostam, daí elas se sentem encorajadas. Colocar para mim também. Sim. E coloca. Sim. E como é para você essa jornada de empreender? Passou por tantos desafios, inclusive com esse momento que você teve o apoio dos seus pais que disseram: "Ó, constrói aqui em casa. Como que é isso para você hoje? Ai, olha, a jornada de empreender, ela é desafiadora o tempo todo. Não vou falar que é fácil, ela é desafiadora o tempo todo. Porque assim, eh, eu já pensei em desistir muito, muito. Eu já tive oportunidade de trabalhar em outras coisas. Eh, e assim, você, se você começar e e perceber que ai, hoje tá fraco, essa semana tá fraco, você endo você pensa que você não vai conseguir suprir, mas hoje você já conhece o mercado. Por exemplo, você acaba de me dizer que olha, quinta, sexta e sábado é tem mais movimento, mais no começo do mês, no final. Então, diante isso, você já consegue se programar. me adapto à faço promoções também. Hoje, por exemplo, há um dia que eu fiz uma promoção, certo? Que tipo de promoção? Por exemplo de designer de sobrancelha, que é o minha o meu meu primeiro assim trabalho que eu faço mais, que é um trabalho que eu faço rápido e que eu tenho muita muita procura. Sim. Hoje quanto custa, por exemplo, um designer de sobrancelha o dia normal? 35. Hoje você fez a quanto? 25. E aí já chamou mais cliente? Chamou mais cliente. Eu marquei tipo 10 pessoas a mais, tá? que você disse que é são 10 pessoas a mais porque o procedimento é mais rápido. Um cabelo, por exemplo, que alguém queira fazer igual ao seu, quantas horas leva esse procedimento e qual é o valor? Esse aqui igual o meu, ele demora em torno de umas 3 horas, 3 horas pela quantidade, tá? Ele fica em torno de uns R$ 500. Sim, R$ 500. Você consegue fazer umas duas por dia? Ah, a gente consegue fazer mais. É que eu gosto de muito. A, mas normalmente elas colocam a metade do que você gosta. Do que eu coloco. Então a gente já chegou a fazer cabelo assim até seis, né? Mais mais seis. Sete. Sete. E isso veio uma pessoa para te ajudar também. Me conta. Sim. Hoje tem a hoje hoje tá a Gabriele, mas normalmente tem mais três que me ajudam, graças a Deus, porque como eu faço as outras coisas, eh, eu sou muito focada na micropigmentação, sí, da sobrancelha, eu faço os cabelos, mas o meu foco atual, assim, que eu tô me dedicando mais, que eu estou divulgando mais, é o embelezamento do olhar, sobrancelha e cílios. Sim. Então elas fazem todas as tranças aqui, porque aqui o forte também é trança, então já sai combo completo. Uhum. E hoje, né, você falou de toda essa vitória, de tudo que você tá chegando aqui até próximo desses 9 anos, onde você quer chegar como empreendedor, Stephanie? Olha, eu quero chegar a ponto de abrir outros salões, a ponto de gerar empregos, de abençoar mais pessoas, porque eu acho que quando a gente abençoa o próximo, a gente é abençoado também. Hoje você gera, então, indiretamente quatro empregos, é isso? Isso. Isso é é você pensou naquela estagiária de direito que um dia você chegaria aqui? Nossa, é, nossa, é muito difícil assim, porque a minha vida ela mudou assim do nada, do nada. E eu nunca imaginei que eu iria trabalhar com o público dessa maneira, porque eu não me considero uma pessoa tão simpática, uma pessoa tão assim sociável. Sim. e trabalhar com Mas então você teve que romper barreiras também para fazer essa relação com a sua cliente. Tive, eu tive, eu tive que mudar muita coisa, muita coisa mesmo. Valeu a pena. Valeu. Nossa, todo dia é ver a alegria da cliente, eh, a emoção de sair bonita, empoderada, é incrível. Tá certo? Então, muito obrigada pela sua entrevista e o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que todo domingo, 5:15 da tarde, a gente tem estreia do nosso programa e você pode conferir também todas as histórias inspiradoras em nossas redes sociais. Vai lá no youtube.com/tvcâmaracampinas e eu te espero até o próximo ser empreendedor. เฮ [música] [música]