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[música] O setor de biscoitos, massas, pães e bolos tem se consolidado cada vez mais com aumento no consumo. E neste segmento a gente fala de um nicho bem importante, que é justamente quem trabalha com biscoitos artesanais, que tem também tido uma forte valorização, impulsionado pela busca de valor agregado, qualidade premium e sabor caseiro. Dentro desse setor que movimenta R3 bilhões de reais anualmente, o segmento artesanal cresce atendendo a um consumidor que preza por ingredientes naturais, opções funcionais e experiências sensoriais. E é neste cenário que a gente vai conversar hoje com a Camila, que vai falar também dessa história, não só pela escolha desses ingredientes simplesmente, mas também que tem uma questão aí emocional bem importante. Camila, conta para nós qual que é a sua história com biscoito antes até de se tornar empreendedora. Sim, os biscoitos, eh, quando eu era bem pequenininha, eh, eu sempre ajudei minha mãe. Minha mãe fazia doce, cupcake, o clássico cupcake. Pessoal de Araraquara, que é nossa cidade, sempre procurava o dela. Hoje em dia ela não faz mais, mas a gente começou ali sempre empreendendo. A minha avó antes sempre empreendeu, fazia ovo de Páscoa, ajudava ela a fazer os ovos de Páscoa. É, sempre tentei empreender, já trabalhei com recreação, já trabalhei com design gráfico, já fui bartender, fui um pouquinho de tudo, mas sempre gostei da parte de cozinha. Quando eu conheci meu marido, ele fazia os biscoitos. É uma receita da mãe dele, né, que eles adaptaram anos e anos e anos, mas ele era um pouco mais simples. Sim. Por acaso a gente testou assim, levou por acaso na empresa dele e na minha na que eu trabalhava pro pessoal comer, né, que o pessoal gostava e acabou que o pessoal adorou ficava, ai você não vai vender, não vende? Falei: "Ah, não sei, meu apartamento é pequeno". Mas aí eu virei pro meu marido e falou: "Vamos arriscar?" "Vamos". Aí veio aquela memória de ajudar a avó, de ajudar a mãe. Mãe, é a mãe, a avó, eu e ele cozinhava sempre. a gente gosta muito de cozinhar, de tudo. Falei, vamos testar. Aí a gente comprou o forno, a mesa, aí os ingredientes foram crescendo, pegava de pacotinhos de 1 kg. Agora hoje em dia, a gente já compra 10 kg, 20. Sim, já cresceu bastante. Mas essa trajetória que hoje, inclusive, gente, a cozinha dela é aqui na casa da Camila e vem bem dessa experiência de sua mãe e sua avó também prendiam em casa. Sim, sempre foi em casa. Sim, minha avó ainda em casa, minha mãe. Minha mãe, ela só foi arrumar um espaço físico mesmo quando a gente abriu a escola, quando ela fazia decoração, mas sempre foi na cozinha de casa. Por que que você pensou, eu vou fazer um biscoito? é que vai ser diferente do que tem aí no mercado, do que é oferecido. Como que foi essa escolha? A gente escolheu ele porque, querendo ou não, ele é uma que você não acha, às vezes você acha, mas uma versão mais industrializada sem o chocolate. E como eu percebi que hoje em dia o pessoal procura muito essa coisa de ser glúten, uma coisa mais saudável assim, tá? Vamos arriscar nessa opção. Ele é a base do quê? Ele é a base de amenduin. Ele não vai ganhar um tipo de farinha. Só amendo açúcar e não entendi. Só não vai nem o conservante, nem o glúten, mas ele tem um açúcar, claro, e tem a opção com e sem lactose, que seria o com seu chocolate, correto? grava vários títulos de pessoa. Daquele momento em que vocês decidiram cada um levar um pouquinho paraas suas empresas, depois olha, vamos comprar o maquinário. O que que vocês foram evoluindo até chegar nos dias de hoje? Olha, a gente usava o forno do apartamento, que não era muito grande. A gente usava uma assadeira, fazia pouquíssimos biscoitos por vez. Eh, a gente foi adaptando a forma de produzir, acabei comprando uma batedeira, com o tempo eu comprei outro forno. Depois que eu mudei para casa, eu comprei um forno maior ainda, que aí agora a gente consegue colocar cinco assadeiras ao mesmo tempo. Sim. A produção sempre triplicou. Sim. Você você produz e você vende também. Você faz todo o processo. É sim. Eu sou marketing, eu sou financeiro, eu sou vendas. Não começa. Então você comprou no ingrediente, é isso? Sim. Eu compro, eu produzo, eu vendo, eu faço as artes pro Instagram, o marketing tudo. Eu mesmo. Sim. Meu marido julga um pouco. Quando ele tá em casa, ele me ajuda a produzir e também a bolar, por exemplo, o nosso site, ele mesmo que certo isso daí um vai ajudando o outro. Mas o negócio é eu presa, é isso? Eu presa a empresa é ela. Agora, quando você pensa nessa trajetória de que sempre teve alguém, um exemplo na sua família e tudo, eh, e às vezes você com certeza deve ter alguns desafios, como que você se apega para dizer, eu vou continuar. Eu continuo porque se eu ficar sem fazer nada, eu fico doida. Mas você poderia voltar a falar: "Não, vou procurar alguma coisa em outro mercado". Eu gosto da parte das pessoas da comida, tipo ver a pessoa comendo, sentindo, nossa, que delícia, é um prazer diferente. Tipo, a pessoa tá gostando do que você tá fazendo, enche a gente de orgulho, né? A gente sempre tenta melhorar e acaba que o pessoal gosta. E nesse nessa trajetória você também teve que buscar, por exemplo, a formalização, uma série de coisas. Como foi essa parte eh administrativa e burocrática do negócio? Olha, eu comecei a fazer um curso deia tanto para aprender mais essa parte de higiene, porque eu trabalho em casa, tanto para aprender outras técnicas, né? Sim. Eh, fiz alguns outros cursos, por exemplo, fiz um curso recentemente de técnicas de manuseamento de comida para poder participar das feiras, né, da cidade. Sim. Eh, já cheguei a fazer alguns cursos de marketing para poder cuidar das redes sociais. Tenta procurar um pouquinho de cada coach. Sim. Você disse que inclusive fez alguma especialização para participar das feiras. Você já se inscreveu nessas feiras que tem Campinas? Como tem sido a sua participação? Tô tentando me inscrever, por enquanto. Eu tô naquele chamamento público, mas já vou entrar em contato lá com a CTEC para participar das feiras livres. Sim. E também tô sempre tem entrada nos condomínios. Agora eu tô conseguindo entrar nas academias com os biscoitos, que nem uma versão proteica, né? Sim, bem interessante. Olha, então como que é essa você pensar qual é o mercado que eu vou buscar com o meu produto? Como que você faz esse estudo para ir atrás, por exemplo, de abrir um mercado numa academia, como você acabou de contar? Eu faço os testes, né? Eu fui no condomínio, eu agradei um pouco, mas começou a dar aquela caída, né? Porque o pessoal come, gosta, mas não pede sempre, tá? E por acaso uma vizinha me falou: "Té porque você não leva na academia? Comecei a pensar, né, uma versão proteção sem glúe substitui a pasta de miguin, pessoal da academia vai costuma comer vamos testar academia. Foi uma coisa que o pessoal gostou bastante. Sim, eu fui em uma agora já vou participar de mural de outra academia o pessoal agora tá vindo atrás. Vai o boca a boca também ajuda. Boca boca. O mais acontece é o boca a boca. Até porque às vezes eu pego a minha bolsa, vou aprendendo na rua, vou conversando com o pessoal e o boca a boca é sempre melhor, né? Hoje a gente fala e claro, quando a gente pensa em empreender em negócio, é importante falar em valores. Quanto que você investiu, até porque você disse, recentemente comprei novo forno, comprei batedeira e etc. Quanto foi esse investimento? Por enquanto eu acho outro dia ter investido para os 20.000 em equipamentos. E quando você pretende ou se você já teve esse retorno? Tô chegando lá. Eh, última, esse ano eu pretendo investir 8. Mas os 20.000 você já teve de volta? Metade. Metade em quê? Um ano. Um pouco menos de um ano. Um pouco menos de um ano. Tá. Não chegou a fazer um ano ainda que a gente começou a vender, tá? Vai fazer um ano em acho de que agosto. Sim, por aí. Vai fazer um ano que a gente cabriu, mas a gente chegou no meio ano metade do investimento, mais ou menos. Sim. E tem valido a pena? Ah, tem, tem sim. A, até o sabor, a qualidade do biscoito deu muita melhorada depois do equipamento novo. E aí você também escolheu uma marca, né, um slogan e tudo mais. Como que foi também esse processo criativo? Esse processo criatilo, ele na verdade foi do meu marido. Ele escolheu um nome e ele tinha uma que ele fez bem básica. Quando a gente, ele já tinha marca quando a gente se conheceu. Ah, tá. Quando a gente se conheceu, eu virei para ele, posso refazer sua logo? Com o mesmo nome, com o mesmo nome. Queria refazer, deixamos bonitinho, né? E a gente nãoorava ainda, né? Não, ele faz. Eu refiz a logo, ele gostou tudo e ficou parado. Quando a gente mudou para cá, que a gente resolveu retomar, ali, a gente usou a logo, o nosso esquilinho que é o nosso mascote, a minha irmã que desenhou, olha que legal. E tudo que tem ali dentro é a gente mesmo faz. Falou: "Não, o esquilo vai combinar é amendoim, né?" Sim. E o biscoito mordido, que é a nossa mordida. Tudo isso meio característico. E onde você pretende chegar com seu negócio? Ah, a ideia é conseguir chegar numa fábrica, né? Uau. Fazer uma produção enorme. Por enquanto a gente consegue produzir coisa de 20 pacotes por dia, tá? Mas a ideia é um dia chegar a 100, 200.000 1 pacotes por dia e distribuir aí no mundo todo. [risadas] E quando você lembra dessa trajetória e aquela questão de, olha, a gente pegou uma receita de família, a gente tá transformando isso em um negócio, qual é o sentimento que vem, Camila? Ah, é gostoso. Não se nem uma palavra específica. É muito legal. A gente não imaginou que ia chegar nesse ponto. Era um hobby que virou um negócio que tá crescendo candid. Ai, parabéns. Então, olha, e a gente encerra esse primeiro bloco por aqui, lembrando que agora você fica com algumas dicas de livros sobre empreendedorismo. Até daqui a pouquinho. A gente começa as dicas com o poder do subconsciente, escrito pelo PhD em psicologia, Joseph Murph, o bestseller é definido como um guia para libertar o poder da mente. obra. O especialista irlandês indica técnicas que visam remover os obstáculos do subconsciente para transformar desejos em realidade. Quem disse que ele não dançam? Escrito pelo ACO da IBM, o livro conta a história do renascimento da empresa que enfrentou um período de crise na década de 1990. Na obra, Gastner responde perguntas que recebia com frequência de outros CEOs após a sua aposentadoria. Compartilhando a própria experiência na companhia, o autor mostra como a empresa superou as adversidades. A Grande Magia. Neste livro, Elizabeth Gilbert, autora do sucesso Comer, Rezar e Amar, conta sobre experiências pessoais e aprendizados que a transformaram profissionalmente e pessoalmente. Ao compartilhar de histórias [música] da própria vida, de amigos e de pessoas que sempre a inspiraram, ela reflete sobre a vida criativa, que segundo ela, ser criativo não é apenas se dedicar profissional ou exclusivamente às artes. A vida criativa é aquela motivada pela curiosidade, uma vida sem medo, um ato de [música] coragem. [música] [música] E a gente continua nesse segundo bloco falando de biscoitos e cooks caseiros, né? A gente lembra que é um mercado que tem faturado muito e que no último ano teve um crescimento de 5%, com uma perspectiva para 2026, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoito, Massas Alimentícias e Pães Industrializados de R2 bilhões deais. Mas nesse início tem quem procura esse diferencial que é o artesanal. E por isso que no ser empreendedor desse bloco a gente continua falando, né, de quem tem, investiu, quem é microempreendedor, trabalhando justamente para esse cliente que tem esse olhar de um produto mais especializado, com outro sabor, uma identidade própria. A gente vai conversar agora com a Tainara, ela que inclusive tem uma história que era CLT e de repente quando ela pensou nesse nicho, ela falou: "Olha, é hora de sair do trabalho formal e me dedicar ao meu negócio". É isso mesmo, Tainara? Isso mesmo. Então, conta pra gente o que que você fazia antes. Parece que a sua vei empreendedora vem de muito antes, né? Então, eu comecei nesse ramo da confeitaria desde muito cedo. A minha mãe vendia salgados e eu e minha irmã mais velha sempre ajudou ela na cozinha. Sempre gostamos. A minha mãe era é mãe solo e ela fazia isso para para ajudar a gente em casa. E eu e minha irmã adorava quando a gente tinha festinha de nossas assim em casa minha, dos meus irmãos, a gente queria fazer o bolo de tudo quanto é jeito. Então, desde muito nova nós já gostou desse ramo da confeitaria. Aí eu eu conheci o cookie, né? Comecei a Mas aí você fazia o bolo, mas era não era ainda empreendimento, era só para ajudar. Eu comecei a trabalhar CLT normal, né? Desde muito nova trabalhei, comecei a trabalhar jovem aprendiz, estudo normal. Eh, depois de um tempo eu comecei a fazer bolo e trabalhando ainda. Comecei a fazer bolos primeiro, bolo de aniversário, aí fazer primeiro para parentes e fui começando a vender. Depois de um tempo conheci, já tinha meus filhos, conheci o ramo também do Cook. Eh, mas o Cook parece que tem uma história. Me conta esse detalhe. Você começou a pedir para você, pra sua casa, pra gente aqui em casa. Meu marido conheceu pelo um aplicativo, né, de entrega e a gente começou a gastar muito dinheiro com isso. Aí todo final de semana eu falei: "Bom, se eu faço bolo, eu consigo fazer essas bolachinhas também". Comecei a fazer curso pela internet mesmo. Eu nunca fiz nenhum nenhum tipo, meus bolos de aniversário, nenhum tipo. Foi tudo, tudo internet. Aí eu comecei a aprender, comecei a postar, todo mundo, nossa, se você vender, você vai vender muito. Comecei a dar pro pessoal eu experimentar e todo mundo pedindo para mim vender, vender ainda no CLT. Ainda no CLT. Comecei a vender no serviço, comecei a vender pros parentes, pros amigos, começou a crescer. Aí um dia e meu marido na feira noturna, eu falei: "Nossa, e se a gente colocasse uma barraca na feira? Você foi na feira mais para frequentar?" Sim. Aí a gente viu uma barraca de doce. Eu falei: "Nossa, seria legal, né?" Porque eu já fazia outros tipos de doce. Aí eu comecei com o cookie, só que a minha ideia inicial era só o cookie, tá? Eu peguei e falei assim: "A gente podia assar o cookie na hora lá, tal". Eu acho bem bacana, porque é uma coisa diferente, é uma coisa que eu nunca tinha visto, tá? De assar na hora do que o cliente quer e nem assim você não, você é um produto que você não vê em muitos lugares para vender. Aí eu peguei e falei: "Isso a gente fizesse isso". Só a ideia inicial era assim, só que como muitos clientes meus já conheci os bolos, começou com cookie na feira e começou todo mundo, ah, mas faz bolo? Aí eu comecei a colocar o bolo, comecei a colocar o cone e assim. Hoje você tem então uma variedade, uma variedade de doces. Tudo certeza não, tem uma pessoa que me ajuda e meu marido inclusive também saiu do CLT e a gente só sobrevive disso. Então, a partir do momento que vocês começaram lá na feira, qual foi a primeira feira que vocês fizeram? Foi no Parque Jambeiro. No Parque Jambeiro. Foi a partir desse momento que vocês observaram e disseram: "É hora de sair do CLT e vamos cuidar desse negócio". Sim. Aí eu já não aguentava mais, né? Porque eu trabalhava de dia e tinha que fazer os doces à noite. Aí eu tinha que ficar na barraca também e ele também trabalhava CLT. Aí eu peguei e falei: "Não, alguma coisa tá errada. Não, não dá mais. Ou uma coisa ou outra". Porque eu já tava ficando muito cansada, eu dormia duas horas por dia. Aí eu falei: "Não, agora é a hora de sair". Aí foi que eu Mas vocês quando tomaram essa decisão, vocês colocaram tudo na ponta do lápis e viu que valia a pena empreender? Não, primeiro foi eu. Eu saí primeiro, só que aí começou a ficar mesmo eu saindo do CLT começou a ficar muito pesado, porque começou todo tudo que levava no mesmo dia, vendia. No mesmo dia eu tinha que voltar, eu chegava em casa já muito tarde e já produzi pro outro dia. Então já tava ficando muito muito cansativo para mim também. Aí que foi que a gente resolveu, eu e ele. Aí a gente sentamos e conversamos, falou: "Ó, então um vai pra feira e ele fica na barraca e eu faço. Eu nem vou na feira. Quem quem vai? Você fica na produção. Eu fico só na produção porque a gente não dá conta tudo que vem. E fora a feira hoje, vocês também fazem entrega por aplicativo ou para clientes fixos? Como funciona o negócio? Então, de dia ele faz as entregas. A gente comprou uma moto e ele faz as entregas. Aí os clientes já conhecem a gente desde quando a gente foi pra feira. já pegou o nosso número mesmo, já pedo, pedem paraa empresa, o pessoal se reúne, pede e ele entrega e à noite aí ele vai. Aí agora, hoje, nesse exato dia, a gente tá abrindo também o aplicativo de de entrega. Sim. Hoje, inclusive, um pouquinho antes eu conversei com a Tainária, ela me disse que hoje a gente tá numa terça-feira que vocês vão fazer duas feiras no mesmo dia. Qual é a logística? Então, eu tenho um filho de 13 anos e meu filho também, ele vende na rua para mim já de dia. Tem dia que ele fala: "Mãe, eu quero, eu dou um dinheiro para ele, a comissão dele, quando ele quer comprar alguma coisa, já ganha, ele fala: "Eu quero comprar alguma coisa". Ele pega, vai e vende. Inclusive, no começo do cookie, quem fez o meu cookie ser famoso também foi ele, porque ele vendia muito na rua pra gente. Aí ele pegou e aí ele pega e vai para uma feira e o meu marido vai para outra. Qual que é a importância também do ponto de vista, né, até da família, tá? toda envolvida nesse empreendimento. Você vê hoje você tem um adolescente de 13 anos que além de estudar já tem essa visão. Olha, vou minha família tá empreendendo, minha família tem um negócio. Como que é isso para vocês? Eu acho muito importante porque eles têm que aprender desde pequeno, igual eu ajudava minha mãe a fazer os salgados e ele hoje me ajuda. Então eu acho muito importante. Eu acho que toda família que que vive do seu próprio negócio tem que todo mundo ajudar. Nem que for de não precisa ser na rua, é porque ele gosta, ele já tem os clientes dele, os clientes chama, ele pega a bicicleta, vai entrega aqui por aqui, pelo por aqui só pertinho ele vai entrega. Então eu acho que todo mundo ajudando dá certo. Inclusive hoje eu pago uma escola para ele com dinheiro, é tudo com dinheiro daqui. Então acho que eles têm que entender. Antes era escola, escola pública que ele estudava. Um pouquinho antes de de eu começar, a gente já colocou ele na escola particular, mas hoje quem paga a escola é eu e meu marido com o dinheiro dos doces. Tudo. É isso que eu ia perguntar. quando vocês colocam na ponta do lápis que ia ter aquele salário, né, mensal e hoje como que isso evoluiu para que vocês possam ter as economias, as coisas de casa, comprar os insumos para fazer novos produtos e até investir no seu próprio negócio, por exemplo, ah, eu quero um forno novo, eu quero uma batedeira nova. Como que vocês fazem essa conta, ó? Não é fácil, porque igual eu falei, a gente faz feira noturna, às vezes chove, é, é difícil empreender. É uma coisa. A gente tá no verão, inclusive é um momento que tem esse mês mesmo de janeiro que passou foi muito difícil, mas assim, não é impossível. Se persistir, insistir, eu acho que dá certo sim. Se se colocar certinho, fazer as contas certinho, eu acho que dá certo sim. Agora quando chove, por exemplo, o cliente tá lá esperando, poxa, hoje eu vou lá na banca da Tainara, choveu. Aí ele liga para você, pede para encomendar pro outro dia. Pede para en não mesmo dia mesmo a gente entrega. Ó, vai chover, não vou na feira. Eles já começam, quando vai chover já começa a me chamar. Hoje vai ter feira. Hoje vai ter feira. É, é raro assim a gente faltar, né? Os fees prefere ir mesmo na chuva, igual hoje tá chovendo, a gente vai. Então a nossa barraca quase nunca falta. Só se tiver muito tempestade assim mesmo, mas a gente vai mesmo na chuva e quando a gente não vai nós consegue entregar para eles. Certinho? Nesse período em que vocês definiram eh eh vamos ser exclusivamente empreendedores, qual foi o maior desafio? Ah, eu acho que esse das chuvas mesmo, eh, trabalhar em equipe também é igual eu falei, a família tem que ajudar, né? Um ajuda, cada um tem uma função. Mas é quem trabalha com você além do seu marido e do seu filho. Tenho uma amiga minha que é a Tainá. Ela trabalha todos os dias. Antes era duas vezes por semana, esse mês ela começou todos os dias porque a gente não tá suportando a demanda. Então aí eu falei: "Tá, conversamos, sentamos certinho. Agora ela, esse mês ela começou todos os dias, ontem, segunda-feira". Ou seja, além disso, você também tá gerando um emprego. Você tem essa noção? Tenho e fico muito feliz porque ela merece e ela é meu braço direito. Aqui eu falo que meu marido ele fica na entrega, mas ela é meu braço direito, ela me ajuda em tudo. Eu tô, ela não sabe nada ainda desse ramo da confeitaria, mas ela aprende tudo que eu falo, ela certinha, ela aprende. Fico muito feliz. Nosinha, você que faz toda a produção do começo ao fim, como que como que é a logística desse trabalho? Vocês pegam as encomendas ou não? que nem a gente tava conversando, eh, você hoje com essa expertise você já sabe mais ou menos o que cada feira vai vender. Você me falou. É, mais ou menos. Aí você já acorda de manhã e faz aquela produção do dia. É isso. Isso. Na verdade, eu começo a fazer à noite de um dia anterior, porque tem que tá tudo frio, né? O recheio. Os cookies eles é congelado, eles ficam até 90 dias, mas não fica porque eu vendo muito. Então eu faço hoje, amanhã já acaba. Tanto é que tem sabor que nem vai. O pessoal fica me chamando, ai não vai ter esse sabor hoje e tal. É porque vende muito rápido e como a gente ainda é uma uma cozinha pequena, né? Uma cozinha, a gente separou uma cozinha para fazer os doces e uma cozinha de casa, aí a gente pega e faz o que o a nossa cozinha suporta, por exemplo. Aí a gente vai cor hoje. Suporta quanto? Por exemplo, em terça, hoje você fez quanto de coisa? Você contou? A gente fez três bolos inteiro. Aí a gente divide, por exemplo, cada bolo dá 10 pedaços. Aí a gente manda cinco para uma feira de um sabor, cinco para outra. Se a gente assa 20 cookies, por exemplo, a gente manda 10 para uma feira, 10 para outra. 20 cone, 10 para uma feira e 10 para outra. Entendi. Mas a gente já sabe mais ou menos, por exemplo, tem uma feira que vende mais uma coisa, a gente coloca mais nessa, outra feira vende mais outro produto, tá? Esse cook aqui, por exemplo, você comentou comigo antes que ele é o seu carro chefe, correto? Isso é o de red ninho esse. Tá. Ele custa quanto? Hoje eu tô vendendo ele por R$ 12. R$ 12 esse aqui. O cone, por exemplo, quanto? R$ 10 o cone. Cone, R$ 10. E ao fundo a gente tem aqui dois tipos, uma torta e um bolo. É isso. Esse aqui é brownie e esse aqui é bolo. Aí lá no fundo é uma torta de limão. Também tô vendo muito, tá? Que que custa quanto em média? O a fatia desse dessa forma, desse formato eu vendo 17, mas eu vendo em outro formato também que é 14. Eu vendo no pote também. E tem dia que eu eu vou variando. Tem pote da felicidade. É um copo que vai brownie, vai vários recheios, morango, Nutella. E todo mundo fala que é da felicidade porque tem várias coisas assim gostosas. Entendi. Aí tem a torta de limão também que hoje eu vendo muito ela. Eu eu eu vendo uma por dia dessa daí inteira. Sim. E tem o brownie também que é a pizza brownie. Eu vendo muito também nas feiras. E como foi surgindo a ideia de inventar esses sabores? Ou então as pessoas chegavam nessa feira e falavam: "Ah, você não tem tal coisa". você falava, vou começar a fazer. Como que foi isso? Sim, tem um pouco disso também. Às vezes o cliente fala: "Ah, você não faz um pão de mel?" Aí eu eu ia tá aí na conversa que eu falo: "Nossa, tainá, tem que fazer isso". Aí a gente pega, arruma um tempo e faz. Ou eu também olho muito na internet, tudo que eu aprendi hoje, eu nunca fiz nenhum curso, nenhum tipo de curso presencial. Tudo que eu aprendi hoje foi na internet. Aí eu pego, olho na internet, procuro saber como que é, como que faz. Aí a gente testa aqui. Primeiro meu marido fala: "Ah, eu que tenho, eu que sou o o o é o teste, né? Eu que aprovo aí. Ele aprova, todo mundo come. Aí se gosta a gente, a família aprova, então vai vai pra feira. Todo mundo come, eles aproveita, né? Porque aí eu leva um pouco pra minha mãe, leva um pouco para meus irmãos, aí todo mundo come um pouquinho, aí todo mundo fala: "Ah, esse é gostoso para você pôr". Eu coloco aí. Hoje, quais feiras vocês fazem? A gente faz Parque Jombeiro de terça-feira, de quarta-feira, Parque Santa Bárbara, de quinta-feira, Jardim Caraí e de sexta-feira em Souzas. A de sexta-feira agora é nova em Souzas, tá? É um teste aí de sábado sempre a gente tá em algum condomínio. Todo sábado nunca fica. Mas como foi essa questão também de vocês então entrarem nos condomínios? Como que como surgiu essa oportunidade? Então os Ferantes é muito unido, né? Eu conheci uma moça, Catarina e sempre ela me indica, ela fala: "Ah, ela já fazia essa condomínio, já é ela mesmo que organiza". Aí ela fala: "Amiga, eu vou, eu vou, tem tal condomínio hoje que é ir." Aí a gente vai em Campinas mesmo, a gente faz Campinas, Valinhos, Vinhedo, Somaré e Hortolândia. Os condomínios valem a pena. Também vale bastante. Tem condomínio agora que eu sou fixa, por exemplo, de 15 em 15 dias já a minha barraca já é fixa lá. Ele só confirma, você vai vi e já tá tudo certo. É. E como é essa rotina? Porque quando a gente pensa em CLT, a gente pensa: "Ah, eu vou trabalhar de tal horário a tal horário, eu vou descansar no final de semana ou no dia da minha folga, que tem algumas pessoas que tm folga no meio da semana. Como que vocês agora organizam trabalhar em família e, por outro lado ter aqueles momentos também de lazer da família? Como que vocês conseguem fazer isso? Sim, de domingo eu tenho muita encomenda de bolo porque eu faço bolo pra festa. Ah, você continua fazendo os bolos? Então, continuo fazendo os bolos. Aí esse domingo mesmo que passou, eu tive 10 kg de bolo para fazer. Então eu pego, tento assim organizar tudo de manhã e fazer, deixar, confeitar tudo certinho e a tarde eu fico com as crianças e com o meu marido. Tem que ser mais ou menos assim, tem que ir levando porque nós não pode perder a encomenda, né? Agora a gente trabalha pra gente. Então aí a gente vai assim, vai aqui, vai ali. Aí o dia que a gente vê que não tem muita coisa, igual teve aniversário da minha filha, a gente falou: "Não, vamos ficar quatro dias na praia". Ah, vocês conseguem então ter essa organização para falar, não, esses dias eles serão só da nossa família. É, tem que organizar um pouquinho antes, mas dá certo. Se organizar certinho, dá certo sim. Aí vocês foram pra praia, sim. No aniversário da bebezinha menor, a gente foi e agora em março a gente tá pretendendo de novo. Aí tem que já ir organizando, falando, ó, tem já avisando os clientes e tudo mais. É. Quando chama pra bola, já tem que falar: "Ó, esse dia não vai dar tal, a gente vai tá em recesso, já tem que ir avisando antes, né?" E nesse processo, Tainara, até perguntei para você logo que cheguei aqui que você tá usando uma camiseta da marca. Como vocês pensaram nesse nome? Me conta. Então, eh, Alícia é minha filha mais nova e João Pedro é o mais velho. Aí eu tentei mais ou menos juntar ali, eu com uma amiga que trabalha com esse tipo, né, de identificação visual, eu e ela chegamos num acordo que seria legal juntar os dois nome. Aí ficou Joel. Joeline. E rede social. Você disse que inclusive o o negócio começou porque você publicava no seu status e as pessoas falaram: "Poxa, você não faz isso para vender hoje". como que é essa questão da rede social no negócio de vocês? Então, é bastante positiva. Vai um indicando o outro, aí entra no Instagram. Nosso Instagram tá crescendo bastante, tanto é que eu não consigo nem, como eu fico só na produção, eu não consigo nem ficar no Instagram. Quem fica Mas é você quem administra? é o meu, o meu irmão que administra, ele fica o tempo todo vendo, aí ele vem, tira as fotos do produto para mim também, porque tem gente que deve encomendar pelo Instagram, por exemplo, encomenda e ele pega e chama, ó, tal pessoa tá chamando, dá passa o contato, aí ele já colocou, ele que organizou tudo para mim certinho, ele e essa amiga minha que a Duda colocou certinho lá o Instagram, tudinho, aí pelo Instagram já chama eu no WhatsApp. Aí no WhatsApp já cai direto em mim. Às vezes a pessoa chama pelo Instagram e ele fala: "Ó, tal pessoa tá chamando, chama aí, ó o número tal". Às vezes porque você não tem tempo de ficar olhando no Instagram? Não consigo. Quem administra é ele para mim, ele que fica. E como que é também para você pensar que olha o negócio tá crescendo tanto que hoje eu tenho que focar na produção? Ainda bem que eu tenho, olha, o meu marido faz a a Oxe, pensar, meu marido faz a entrega desse produto e meu filho também tá vendendo. Tem hoje uma amiga que tá trabalhando comigo. Você pensava que ia chegar nesse ponto? Não, mas eu sempre sonhei com isso. Mas assim, eu não imaginava que ia chegar essa proporção, né, das pessoas me procurarem, chamar. Igual esse fim de semana eu fiz 10 kg de bolo. Eu fico esperando a pessoa me falar, né, se ficou bom ou não. Aí uma amiga minha encomendou uma parte deles, falou: "Nunca comi um bolo tão maravilhoso na minha vida. Eu fico bastante feliz. Eu meu coração sente de alegria, né? Porque é tanto esforço. Eu nunca fiz nenhum tipo de curso e eu sei que é do suor do meu trabalho mesmo, porque eu sempre estudei muito para isso, né? E chegar onde eu tô chegando, eu fico muito feliz. Onde você quer chegar com seu negócio? Bom, eu desejo eh abrir uma loja, né? Quem sabe aí no futuro. Eh, não era meu sonho, mas eu acho que aqui já tá ficando um pouco pequeno pra gente, então, quem sabe, né, pro futuro. Uma loja que tô pela Cheia de sabor de doçura, um food trk também a gente tá pensando aí. Aí você já vai para um outro ramo. É, a continuar nas feiras. Mas a loja também já é assim meio que Mas o food truck seria de doce mesmo ou não? Doce mesmo. A gente quer abrir. A gente já tá até Ah, aquele sonho de assar na hora. Você não não matou aquele sonho, então? Não, porque o cookie hoje é meu carro chefe, né? Então eu acho que é seria bem legal, bem diferente. Eu nunca vi ninguém fazendo. Então acho que a pessoa experimentar ali quentinho e tudo. É tanto é que eu entrego pros meus clientes quentinho. Eu asso na hora. A hora que eles pedem eu asso na hora porque é 15 minutos para assar e entrego quentinho para eles fresquinho. Tá certo? Então quando tiver esse food truck vem aqui contar pra gente. Combinado? Combinado. Obrigada viu? E o ser empreendedor termina por aqui. Lembrando que todo domingo, 5 horas da tarde, a gente tem a estreia de um novo programa contando histórias inspiradoras. E se você também quer conferir todas essas histórias, entra lá no youtube.com/tvcâmaracampinas, na playlist do Serpreendedor. Você vai conhecer tanto a história da Tainara e também na nossa outra entrevistada Camila, e outros programas com empreendedores de outros segmentos. Até uma próxima. [música] [música]