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Ser Empreendedor | Como transformar arte em negócio e viver da criatividade
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Ser Empreendedor | Como transformar arte em negócio e viver da criatividade

139 views Publicado 13/04/2026 HD · 44:11
Resumo editorial

O programa Ser Empreendedor desta edição apresenta uma trajetória inspiradora de quem transformou arte em negócio em Campinas, com foco no segmento das artes plásticas e da escultura. A reportagem cita dados do Sistema de Informações e Indicadores Culturais que apontam 5,9 milhões de pessoas ocupadas no setor cultural em 2024, maior patamar da série histórica desde 2014, e dados do IBGE mostrando crescimento das atividades econômicas culturais de 8 para 8,6 por cento no mesmo período. O convidado é um escultor que abriu empresa voltada ao trabalho autoral e conta como o talento nasceu na infância, com forte incentivo dos pais e de três professoras da rede pública. Aos 16 anos, ele participava de projetos voluntários de produção de presépios, jornada que aliava estudo de manhã, oficina à tarde e dedicação noturna. O programa percorre como hobby virou ofício, os desafios de monetizar a criatividade, a construção de carteira de clientes e a importância do planejamento de mercado para artistas que querem viver da própria obra em Campinas.

Descrição do vídeo

No programa Ser Empreendedor, a arte ganha protagonismo e mostra como criatividade, planejamento e visão de mercado podem transformar talento em negócio. Neste episódio, o escultor e empreendedor Samuel Antero compartilha sua trajetória, do incentivo recebido na infância à construção de uma carreira autoral marcada por obras em pedra, concreto, cenografia e projetos sob demanda. Ele também fala sobre organização financeira, portfólio, prospecção de clientes, gestão de cronogramas e o desafio de viver de arte com estratégia e constância. A conversa traz ainda reflexões importantes sobre o mercado criativo, a conexão com clientes, a diversidade de trabalhos e a importância de unir técnica, sensibilidade e planejamento para empreender com sustentabilidade. Samuel mostra como a arte pode se expandir para diferentes áreas, como esculturas, painéis, peças decorativas e experiências visuais, sempre com foco em propósito e valor percebido. Na segunda parte do programa, a artista plástica e empreendedora Patrícia Fer compartilha sua transição do mundo corporativo para a arte, explicando como encontrou na produção artística uma nova forma de viver e empreender. Ela fala sobre processo criativo, exposição em salões de arte, vendas, precificação, sazonalidade do mercado e a importância de tratar a carreira artística também como um negócio. O episódio ainda apresenta três obras de referência para quem quer aprofundar a relação entre criatividade e empreendedorismo: O caminho do artista, de Julia Cameron; O encontro do empreendedorismo e da arte, de Hermes Santos; e Empreendedorismo na Base da Pirâmide, de Fernando Dolabela. São leituras que dialogam diretamente com a proposta do programa e ajudam a ampliar o olhar sobre carreira, inovação e propósito. 📚✨ Se você gosta de histórias inspiradoras, arte, empreendedorismo e caminhos reais para transformar talento em renda, este episódio é imperdível. Acompanhe até o fim e descubra como artistas constroem negócios criativos com identidade, planejamento e visão de futuro. 🎨💡 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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Olá, pessoal. O serpreendedor vai falar hoje sobre artes plásticas, porque o sistema de informações e indicadores culturais apontam que no setor da cultura, que também abrange a arte plástica, nós temos 5.9 pessoas ocupadas em dois estivemos em 2024, que foi o maior patamar da série histórica desde 2014. São pessoas também que abrem as suas empresas. Olha só, o IBGE disse que nós tivemos aí atividades econômicas analisadas nesse segmento que passou de 8% a 8.6. Ainda são pequenos avanços, mas nesse universo empreendedor, o nosso programa encontrou o escultor Samuel, que ele inclusive abriu uma empresa voltada justamente a esse trabalho. Mas antes da gente falar da sua empresa, Samuel, vamos falar inicialmente como surge o Samuel escultor, porque a gente já teve uma prévia conversa, gente, parece que isso é coisa de criança. É isso mesmo. É, é. Eu continuo fazendo as coisas que eu fazia como criança, né? Então, como eu nasci, eu nasci já com essa inclinação que é o talento, né? Tive também muito incentivo ali dos meus pais, eh, desde sempre ali envolvido com desenho. Um ponto muito interessante foi minhas professoras da escola, a escola pública pública, é Aldre e Adriana. E teve o R também com participação, foram três professores. Então ali eu aprendi desenho, aprendi técnica de cerâmica, algumas coisas assim. Depois desse período, surgiu um projeto que era um projeto de montar presépios. E aí eu entrei como voluntário e dedicamos um tempo incrível ali naquela produção de presépio. Voluntariamente ainda. Voluntariamente trabalhando. Estudava de manhãos 16 para 16 anos. Então assim, estudava de manhã à tarde, montava presépio e aí ficava tarde e noite na escola e depois só ia dormir em casa. E naquele momento para você já era um trabalho ou era um hobby? Era um aprendizado naquela época. Como você encarava essa experiência? Aprendizado e oportunidade, né? Acho que seria essa essas declaração assim que eu sempre observei a oportunidade, então nunca foi assim: "Ah, vou ali para ganhar dinheiro, não, eu quero fazer isso porque isso é legal, isso vai servir alguém, vai servir para algum propósito maior." Então, a dedicação foi nisso e foi a partir dessa dedicação que surgiu a oportunidade do trabalho. Sim. que aí no próximo ano surgiu um projeto que era espaço Mund da Arte, onde a Audre e Adriana e o R foram convidados pela pela administração pública para montar um espaço pra gente fazer presépios e também fazer ilustrações pras para OBS, essas coisinhas de panfletos, né? Sim. Então, surgiu o primeiro trabalho a partir daí, né? Tá. Nesse nesse propósito, nesse primeiro trabalho, você até então já se viu como empreendedor ou ainda não? naquele momento ainda era muito mais o artista, muito mais o escultor. Então, nesse momento eu optei pelo desejo, porque eu tinha oportunidade, meu pai era construtor, eu tinha oportunidade de trabalhar com ele e ganhar mais financeiramente, que a construção civil sempre o mercado sempre eu aprendi a construção, inclusive eu tenho esse conhecimento. Mas entre a construção civil e ganhar menos e fazer aquilo que eu amo, eu optei pelo segunda opção. Sim. Então eu passei a ganhar, realmente era um salário mínimo pra gente fazer ali e ali eu eu vi uma oportunidade de crescimento. A gente tá aqui ao fundo, inclusive depois vocês vão ver detalhadamente algumas das obras realizadas pelo Samuel, na verdade vendidas, né, como negócio.Endas qu em que momento que você então se depara com o Samuel escultor que tem uma técnica específica de trabalho que depois se reflete nesse material? Foi dentro desse mesmo projeto. Chegou em Paulinha um um escultor chamado Paulo César Tadeu. Paulo César Tadeu Gula. Ele chegou aí me apresentaram, a secretária de cultura me apresentou para ele porque eu já tinha essa inclinação pro tridimensional, não era muito no desenho. Então me apresentaram para ele, ele abriu o portfólio. Aí foi que entendeu, isso aqui é o que eu quero. Eu quero aprender isso, né? Posso aprender com você? Foi isso. É. E ele tava, na verdade, recrutando pessoas para fazer uma obra. Então tinha um objetivo já. Sim. Então eu precisava de jovens aprendiz para treinar. Aí eu entrei que que eu fiz? Convidei um monte de amigos. Então no final assim dessa obra, esses meus amigos se tornaram escultores desse mesmo projeto e eu me tornei líder desse projeto. Sim. Então foram 2 anos e meio ali aprendendo, sem ganhar recurso nenhum. Porque aqui na nossa região mesmo você teve que sair daqui? A Paulíia. Paulinha. É em Paulí. Certo? Então assim, quando saiu pro Então foram eu completei 18 anos, que ainda era pela Guardami meu, meu contrato, terminou de 18 anos ficamos sem nada. Então foi do 18 até o 19 para quase 20 anos ali foi quando surgiu a obra do painel. Então nesse período foi o período de aprendizado com Tadeu. Depois disso, ele me colocou para liderar. Não sabia liderar, então fui aprendendo, liderando. Bem jovem, né? Líder jovem. Isso. Com 22 anos terminamos a obra. Então a obra é um painel de 90 m por 9 de altura, esculpido em pedra, em mármore, todos feitos por jovens aqui de Paulíia. Sim, né? Esses jovens são poucos que continuaram na arte, né? E quando terminou esse painel, aí sim nasceu o Samuel Empreendedor. Como nasce então esse Samuel Empreendedor? A partir de um planejamento enquanto você realizava essa obra ou não? Acabou o projeto, deu, terminou o contrato? E agora o que eu vou fazer? Vou empreender? Como foi essa história? E agora que eu vou fazer? Foi pela necessidade. Eh, terminou o projeto, o Instituto Tadeu, acabou a obra, não tinha mais novas obras para renovar e aí eu me vi o famoso desempregado, né? Então, chegando em casa, falei: "Agora, que que eu vou fazer?" O primeiro passo, separei o portfólio, portfólio de coisas que eu tinha feito. Falei: "Eu preciso mostrar para as pessoas". Só que naquela época ainda não tinha recurso nem para imprimir as coisas, né? Aí eu fui pedindo para algumas pessoas patrocínio. Pensei patrocínio para meu primeiro portfólio. Fiz uma plotagem de 1000 cópias. Eu e minha esposa saímos no carro de porta em porta entregando e tentando pegar trabalho. Aí eu consegui pegar um trabalho de bffet, buffet infantil. Aí fiz, falei: "Isso aqui dá negócio, dá dá dinheiro, dá recurso." Então fazia um trabalho aqui, fazia outro ali. Foi de trabalho em trabalho crescendo e paralelamente estudando empreendedorismo, estudando vendas, negócios. Então você não tinha, você não entendia dessa parte administrativa, empresa nada. Então assim, no começo quando Mas aí quando foi esse passo a passo de porta em porta que você falou: "Não, eu preciso ter um CNPJ, eu preciso cumprir algumas coisas". Como foi? Eu tinha aberto um CNPJ já em 2006, antes desse dessa data. Tá, mas era assim, abriu um CNPJ, que que eu faço com isso? Não sei, não sei. Tá lá, tá aberto, tá lá. Eu só sei que depois me acumulou um monte de dívida por não saber isso, porque as pessoas, isso acontece muitas vezes, a gente conversa até aqui, as pessoas abrem o CNPJ às vezes para prestar um serviço como pessoa jurídica em um determinado evento, uma determinado serviço, eh, como se diz, ele é ali particular, mas acaba esse serviço, a pessoa não fecha a empresa, você tá devendo devendo declaraçõ aí você foi correr atrás de tudo isso. Aí quando foi em 2021 eu resolvi esses problemas todos. Não, 2011 eu resolvi essas pendências, tá? E peguei uma obra grande que foi o portal de Paulíia, que foi uma alavancagem. Até então não tinha nem onde trabalhar, tá? Tem um momento que eu fiz, peguei obra que eu tive que fazer na calçada porque não tinha um piso reto. Então assim, minha primeira oficina foi um uma garagem fechada de lona, assim que eu comecei a realidade. Aqui é seu atelier hoje. Aqui é meu atelier. Que é a terceira oficina, certo? Tá aí essa primeira que eu foi na casa do meu pai. fechado de lona, eu lembro que era inclinado, chuva no pé, fiz a primeira exposição. Foi assim que nasceu. Aí depois aquilo, peguei uma obra, eu tinha comprado um terreno, fizemos o primeiro cobertura, só cobertura, piso e fomos fazer os trabalhos lá dentro. Então, né, foi assim as alavancagens, né? Montei o painel, o portal de Paulíia, aí já foi uma coisa que deu um, que deu um e logo depois tem que correr de novo. Sim. E e aí o cinema entrou logo cinema na minha vida entrou logo depois do portal de Paulinha. O que que você já fez pro cinema? Meu Deus, dentro da área da arte, eu passei por todos os departamentos, só que assim, a questão interessante é para entrar você precisa pagar um preço. Então o que que precisa falar? Você tá precisando de artista plástica? Falou: "Não, tô precisando de ajudante." Falei: "Então entrei de ajudante, eu tinha terminado um um portal de Paulinha e tal". Aí é fui varrer estúdio. Não fui varrer estúdio porque eu precisava me conectar com pessoas. Esse é um ponto específico. Ah, você falou: "Não, eu eu quero me conectar com pessoas desse segmento, só que não tenho, não estão precisando do escultor. Eu tenho uma outra coisantes estão precisando." Ah, olha. Então eu entrei ali e me conectei com pessoas, inclusive a cenógrafa, que é uma pessoa que é a minha madrinha dentro do cinema ali, que me ensinou muitas coisas dentro da cenografia, que é Emília, foi sendo ajudante ali, que eu conheci ela, conectando, fizemos muitos trabalhos, inclusive no 2023 agora do Chico Boia no início que você era escultor. Então, então aí na conexão falou aqui o portfólio, uau, ah, vamos aqui vai pintura arte no mesmo, no mesmo filme eu entrei como ajudante. Foi uma semana barrendo estúdio. Aí daqui a pouco já era pintor de arte, aí já era delecista, aí já mudou para para cinotécnico, aí já mudou para centenografia, daqui a pouco para cenógrafo, aí já tava com equipe, já tava com cinotécnico, com marcenaria. Então assim, foi foi foram ito anos dentro do cinema. Seu trabalho mais recente no cinema, qual foi? Foi a turnê do Chico Boarque, certo? Em 2022, 2023, fizemos meses de viagens aí pro Brasil todo, né? foi fazendo, montando cenários dentro do do palco junto com a Emília, que é lá do passado lá e a Daniela Thomas, que foi a cenógrafa, que foi a direção de arte dela. E meu trabalho era fazer as montagens e acompanhar a turnê durante esse período todo. Quando a gente fala num negócio voltado paraas artes, ele tem várias vários momentos de altos e baixos. Como você tá, como você consegue se planejar dentro desse segmento que ele tem essa peculiaridade. Não é algo que você fala, ó, todo mês eu tenho que fazer uma ou duas esculturas para manter um faturamento X, para manter um teto Y, tal. Como que você consegue se planejar do ponto de vista do negócio? do negócio, existe a questão da conexão com a pessoa. Por exemplo, meu trabalho ele é muito diversificado, então eu utilizo plataformas digitais para poder fazer os anúncios, fazer a divulgação. Tem o boca a boca dos clientes satisfeitos atualmente, né, que é bastante assim, um indica pro outro, indica pro outro. E tem a revenda. Então, geralmente quando eu entrego uma obra, já estou fechando outra obra com o mesmo cliente que outra outra obra igual com a Renata lá, ela veio procurar um Buda. Aí eu falei: "Eu faço". Ela não acreditou que existia essa pessoa. Falou: "Quero te". Ah, é verdade, gente. Inclusive, olha aqui, nós estamos conversando com o Samuel justamente porque a Renata, que a gente já fez um programa com ela, falou: "Olha, quem fez essa obra aqui foi o Samuel e o indicou para que ele contasse sua história para nós, que ela mandou uma mensagem: "Ah, eu queria fazer um B tal 2 m de altura para ficar lá no tal na na parede." Era o projeto ainda arquitetônico, né? Falei: "Eu faço". Aí ela: "Ah, tá. Você tem um lugar pra gente para se encontrar? Falei: "Pode vir aqui". Quero queria ver se essa pessoa existia. E aí nós fechamos o Buda. Quando estava entregando o Buda, fechamos o painel da frente da fachada dela. Sim. E também foi um uma coisa que eu queria fazer já há muito tempo, que é o painel é esculpido e ali ele é cobogó e tudo mais. Tem a engenharia, arquitetura, tudo ali incluído ali para ter aquela estética. Aí depois virou plaquinha. Aí aí pronto. Aí virou coisas. É. Aí virou outras coisas. Mas então como você consegue aí? Você pensa o seguinte, eh, uma época que você tava por, você acabou de falar que teve essa turnê do Chico. Uhum. Nesse período você não pega outra outra atividade ou pega e como você geralmente eu tenho quatro, cinco trabalhos ao mesmo tempo, tá? Então aí eu tenho a gestão de cronograma, tenho o cronograma do que eu vou entregar, qual dia. E hoje eu reservei o dia para hoje aqui, mas à tarde eu tenho que fazer uma visita, tenho que fazer uma. Então, quatro, cinco trabalhos ao mesmo tempo. Por exemplo, Turneia do Chico, a gente viajava uma semana, ficava 15 dias. Nesses 15 dias eu estava produzindo inclusive o aqui, ó, que é o Jardim da Bíblia do Rodrigo Silva, lá o museu do MAB. Então, nas nos intervalos estava produzindo o museu. Aí na oficina geralmente tem uma outra peça, igual que tem uma peça ali, tem peça aqui, tem peça ali. Então, eu tenho um cronograma. Você faz tudo isso sozinho ou você tem uma pessoa que te ajuda hoje? Tenho pessoa só para transporte bruto. Eu não tive um aprendiz assim passar. É, ainda não tô procurando ali. Aliás, eu preciso passar isso. E aí quando você pensa em trazer a sua obra para cá, você traz, produz aqui, depois você leve e termina no local. Chegou algum momento, por exemplo, você falou: "Olha, tava produzindo, né, o jardim do teve que fazer lá". Então, tudo depende também. Depende do quê? Do quê? do que como eh a o o meu trabalho se dá o seguinte, eu converso com a pessoa, por isso que você vê que são muito diversos, diversificados, porque não é uma coisa que eu quero impor o meu estilo pra pessoa. Então eu tenho a leitura, a pessoa fala: "Eu gostaria de algo assim que remetesse a isso". E aí eu vou entrevistando aquela aquele feeling da conversa e aí nasce a ideia da ideia nasce um projeto do projeto vai ser quantificado para chegar ao valor final da peça. Sim. Então, geralmente a a o final da obra é é o final da conexão minha com a pessoa. Então, não tem uma coisa que que às vezes eu vejo muitos artistas que querem impor o seu estilo, né? Eu tenho o meu estilo, só que o meu estilo ali ele tá muito conectado. E aí o final é que é interessante, né? Da conexão com a pessoa. Sim. A gente tá aqui inclusive no atelier, daqui a pouco vocês vão ver aquele primeiro, aquela primeira escultura é o quê? Que que as pessoas vão ver que ela ainda tá numa fase no esqueleto. Ele vai virar um Pidomon. Oceid. É, ele ele vai ter um projetor na cabeça, então vai sair uma projeção no teto que vai parecer como a pessoa tivesse no fundo do mar. Ele vai ficar numa área de aquários. Sim. Então são aquários de peixes real ali. E aí você tem que pensar também, inclusive no material que você vai usar para tudo isso. Sim. Aí tem a estrutura, ferragem que a gente entra construção, né? Que é o conhecimento lá trás. Eu trabalho com concreto, concreto armado. Desenvolvi uma massa pro concreto ficar um pouco mais leve, né? Então eu acrescento EPSs na massa para poder ficar mais leve. Aí vem a parte da dos canduíes, caixinhas, é técnica de construção e depois vem a estética e chega na na arte. Então arte é o finalzinho só ali da cereja e também tem pensado na logística, transporte, instalação, tudo. Temos inclusive também, gente, porquinhos de um time de futebol brasileiro. Conta também esse pedido ali. Então, esse pedido eu fui fazer as pedras na casa de um cliente ali em Daatuba. Então, eu faço as texturas de pedras esculpidas direto na parede. Terminando ali ele conversando e tal, ele viu as esculturas. Cara, você não faria o javali do Palmeiras? Eu falei: "Cara, faço, né? Nem gosto de futebol, mas eu faço." Aí surgiu essa encomenda já entregando uma outra obra, tá? E esses pequenininhos que tá um pouquinho aí atrás de você, o que que é? Posso pegar? Ah, depois você pega para mostrar pra gente. Pera aí. São lâmpadas do tempo de Cristo. Ela ela é uma encomenda do Rodrigo Silva. E a a lâmpada ela é funcional, cerâmica. Então você vai colocar o pavio, põe o azeite, é como funcionava no tempo de de Cristo. Tá aqui, ó. Olha aqui, ó. Ah, entendi. Isso aqui é o quê? Vai ser uma amostra, alguma coisa assim? Não, isso aqui vai para uma loja interna do museu. Para uma loja interna. Agora vou fornecer em escala para para vend. E como você consegue dar conta de tudo isso? Muita organização, cronograma, cronograma afinado, eh, inclusive alinhado com o cliente. Ó, tal dia eu vou fazer uma instalação. Por dia 23 eu vou fazer um uma reforma lá no no jardim da Bíblia. Só que aí no dia 24 eu estarei lá em Santo Antônio da Posse, que eu tô em restaurante Santo Antônio lá. Então cada dia um, porque eu faço uma coisa aqui, enquanto seca esse, eu vou fazer a outra e volta para cá. E ah, tem essa questão também, por exemplo, no período que tá muito seco ou no período que tá chovendo muito, isso influencia também? Influencia. Aí tem a opção chuva. A opção chuva, por exemplo, nesse período de fevereiro e março, como que você conseguiu lidar com isso? Chuv? Tinha uma obra lá em Santo, em Bom Jesus Perdões. É, no tempo. Eu fiz mais de 700 m de parede de de pedra, não dava para trabalhar. Sim. Só que aí paralelo aqui, eu tinha uma sereia para fazer. Então eu fiz a sereia, entreguei a sereia. Mas aí você tem que negociar prazos também quando acontece isso. Sim, sim, sim. Aí sempre já fala opção chuva vai dar esse tempo aqui. A gente tem um período, geralmente de 90 dias. Aquele trabalho, na verdade, durou se meses com Jesus. Sim. Agora a gente tá falando num programa de empreendedorismo, não num programa de arte e cultura. E tem uma pergunta que é importantíssima. Você até disse no começo, vários colegas meus foram fazer outras coisas, porque até eh quando a gente fala em artes, as pessoas falam quanto é difícil eu disse no início, né? Um mercado que não cresce tanto quanto outros nichos. Como é possível sobreviver do ponto de vista econômico? Olha, quanto hoje você pode dizer que tem um ganho mensal, semestral, anual? Como que é esse fechamento de caixa? Olha, eh, com arte, no jeito que eu faço, eu tenho um bom caixa de movimento, eu não tenho o que reclamar, né? Precisar por ter vários clientes, hoje tenho vários clientes, mas lá atrás não era tão tão bom. Então a gente tem que sobreviver um período até conseguir fechar vários clientes ao mesmo tempo. Fluxo de caixa, organização financeira, né? Às vezes eu falho muito porque eu sou artista, então às vezes é muito na emoção, né? Então organização financeira, comprar à vista, né? Você tem que ter uma gestão de de estoque, matériapra, logística. Então tudo tem que ser pensado. Vou fazer uma entrega, eu tenho um transporte. Então, às vezes o transporte ali, eu tenho que fazer um cálculo antes. Eu tenho planilhas, então por trás da arte tem planilhas, tenho planejamento, tenho quanto custa cada material, quanto eu uso para cada coisa. Sim. Desde que você abriu, por exemplo, o seu CNPJ, já teve um tempo que você colocou na planilha e você falou: "Eu preciso dobrar esse teto para eu e o que eu preciso fazer para alcançar esse esse objetivo? Você já se lançou?" Sim. Racionalmente. Sim. Aí eu coloquei a lista do que eu fazia. Isso aqui trabalhos o que eu faço. Todos eles trabalhos do que eu gosto de fazer, trabalho que eu gosto menos, trabalho que eu não gosto. Qual desses me dão mais recursos? Então eu vou comparando um com o outro. Comparando ele, eu cheguei à conclusão de que as estátuas, as pedras, as produções que eu faço hoje, elas me dão mais recurso do que outros trabalhos que eu fazia. Então eu vou atacar nessa área, tá? Então eu criei um plano partir desse plano entre o marketing para poder fazer divulgações, que é você mesmo quem faz ou não? Você mesmo? Eu sou um eu presário. Eu presário. Tá certo? Então assim, eh eh nessa nessa questão racional, o que eu vou fazer? Beleza, cheguei ao ponto do que é legal, agora, como eu vou oferecer isso? Então você tem que empacotar isso para que o cliente entenda. Não é o que eu falo que a pessoa vai entender. A pessoa tem que entender qual é a necessidade do mercado. Será que o que eu tô oferecendo o mercado está precisando? Então o mercado da construção está em crescimento. Então eu tenho que criar estratégia para unir a minha arte com a funcionalidade e atender a demanda. Então existe esse essa esse triângulo. Então você sempre tem que estar antenado também com as questões de mercado para chegar até esse clean list. Por exemplo, eu tenho na mão a cenografia, o conhecimento de cenografia. Então a gente consegue imitar materiais. Aí eu olho que o mercado de pedras, a pessoa que fechar uma casa inteira de pedra é altíssimo custo, correto? Eu desenvolvi pedras que eu consigo atender esteticamente da mesma forma que é natural, só que aí você não tem logística, você não tem instalação, você não tem um monte de coisa que fica cai o custo e a pessoa consegue ter o resultado. O resultado. É. Então agora, por exemplo, eu desenvolvei, tá até ali, depois a gente mostra que é uma paraa questão acústica e termo, porque eu tenho uma cliente que tinha um problema de steel frame, a casa ste frame tá aquecendo demais. Sim. Aí eu desenvolvi essa massa que ela é leve, você aplica na parede e aí você tem por fora, o sol bate ali e aquece esse lado da pedra, mas ela não transmite. Aí como já o frame já tem isolamento, então isso refresca. Então sempre não tem nada com tem que criar, tem que criar coisas. E tem eh, independente do artista. Uhum. Vale a pena ser empreendedor? Vale, vale. Não troco isso de jeito nenhum. Apesar que assim é aquele frio na barriga, né? Aí fala assim: "E se der errado?" Você tem uma muita possibilidade de dar certo. Então o que acontece? Você apega no no que vai dar certo. Não vai dar certo. Vai dar certo. Ah, não deu agora. Então você tem que mudar a estratégia. Não é que o mercado é ruim, você tem que mudar a estratégia. Você tem que mudar a forma, porque às vezes o que você comunica não é o que as pessoas entendem. Sim. Então, comunicação, você tem que estudar, gestão emocional, você tem que tratar de você, porque geral as empresas elas não quebram, quem quebra é o empresário, quebrou emocionalmente. Então, se acontecer um problema, a pessoa se abalou emocionalmente, logo isso vai refletir no seu negócio e vai e tudo vai arrastar. Agora, quando o você tá blindado, eu falo da espiritualidade, então eu me apego muito à espiritualidade para poder suportar, porque às vezes vem, imagina, você tá ali, chega um boleto gigantesco, você tem que pagar, você tem que pagar fornecedor, tem que pagar um monte de coisa, a cobrança e você tem que entrar no atelê e ser criativo. Então eu acho que trabalhar com arte acaba sendo duas vezes pior assim de questão você porque você um trabalho, você se monta uma máquina e você dirige. É uma coisa, uma coisa que você tem que ser inspirado, só que atrás você sabe que o mundo tá acabando, então é bem diferente. Então a gestão emocional é muito importante. O peso é duas vezes maior. É é diferente. Muitas vezes eu mesmo não conseguia. Cheguei aqui no atelier e falar: "Hoje eu consigo limpar um banheiro". Não dá para criar, então eu vou limpar um banheiro, vou organizar, daqui a pouco regulou, vou fazer. São técnicas também, né, e meios que cada um vai encontrando para conseguir aí esse evoluir no negócio. Sim. De toda forma, Samuel, muito obrigada. Vocês vão ver aí mais um pouquinho das artes do do material do Samuel e a gente volta já já. Lembrando que agora você também vai ficar com as dicas de livros sobre empreendedorismo que a gente traz aqui em cada episódio. Até daqui a pouco. As dicas começam pelo livro O caminho do artista. Desperte o seu potencial criativo e rompa seus bloqueios que reúne uma série de exercícios, reflexões e ferramentas para ajudar você a despertar a sua criatividade, recuperar a autoconfiança e se livrar dos bloqueios criativos. Escrito por Júlia Cameron e traduzido por Leira Colceiro da editora Sexante, a obra traz técnicas organizadas num programa de 12 semanas, com o propósito de guiar o leitor por uma viagem de autodescoberta, ajudando a enfrentar os seus medos, crenças e inseguranças, os maiores obstáculos para quem deseja expressar qualquer forma de arte e abandonar as desculpas para transformar ideias em realidade. O encontro do empreendedorismo e da arte. Além de mostrar as obras e apresentar o processo criativo do artista, o livro traz também a trajetória inspiradora de um empreendedor que não tem medo de inovar. Ao longo das páginas, o leitor é conduzido em uma viagem que começa na infância do artista e na inspiração recebida pela família e continua ao longo das outras fases da vida, culminando em uma carreira de sucesso na indústria automobilística e mais recente no mundo da arte. Empreendedorismo na base da pirâmide, a obra A linha técnica de Marco Gorini e Ases Fernando Dolabela. na metodologia da solução para parcerias ganha ganha entre microempreendedores e grandes corporações, narrando um processo intraendedor, cujos resultados geram transformações de duas dimensões. O chamado BDP, que é a base da pirâmide, assim como é citado no livro, também apresenta a percepção de que a motivação das pessoas de alto nível não é o dinheiro, mas o desafio. De volta com o segundo bloco do ser empreendedor, a gente continua falando sobre empreender com artes, até porque nas artes plásticas envolve Transformar a criatividade em negócio através de múltiplos canais, venda de obras autorais, encomendas personalizadas, produtos de arte, cursos, workshops e muito mais. O mercado cresceu em 2023% e movimentou 2.9 milhões, bilhões, desculpe, bilhões de reais. E é por isso que a gente conversa agora com a Patrícia Fer, que vai mostrar como ela também une essa paixão pela arte com fazer renda. Patrícia, antes da gente falar especificamente sobre a arte, queria que você contasse um pouquinho da sua trajetória, porque a produção me contou que você vem do mundo corporativo. Eu queria que você explicasse como você transformou então esse hobby em profissão, em modo de vida. Como foi possível essa transição? Claro. Eh, eu comecei a minha carreira, eu sempre amei as artes, mas eu comecei a minha carreira indo pro mundo corporativo, porque eu sentia que era o que a gente tinha que fazer, sabe? Aquele sentimento de, ah, a gente cresce, então a gente tem que começar, tem que fazer, trabalhar em adulto exigeir isso. Sim. Então, eu fui primeiro pra área de administração de empresas, tanto que é a minha primeira formação. Eh, eu comecei a trabalhar com importação. Eh, passei vários anos trabalhando com isso e mas eu sentia que não era não era o que eu queria fazer pro resto da vida, não era. Faltava alguma coisa. Sim, exatamente. Eu amava muito artes, então eu ia muito a museus. Eu ainda vou muito a museus, mas era aquele momento de lazer e eu sempre que voltava de algum museu, eu ficava, nossa, queria tanto ser artista, nossa, queria tanto trabalhar com isso. Até que não deu mais para fingir que Mas teve um acontecimento específico que você falou: "Essa é a hora". Ou você foi aos poucos fazendo essa transição, planejando, olha, eu vou viver de arte, como foi esse processo, tá? Eh, teve um alguns movimentos de saúde mental, então, por exemplo, próximo ao burnout, aquela aquele momento de ansiedades, de estar no mundo corporativo, mas não foi nenhum evento específico que falei: "Nossa, chega", não foi. Então, foi um momento de transição. Eu comecei a salvar e guardar dinheiro para poder fazer uma outra faculdade, porque eu queria ter a formação de artista plástica para aprender técnicas, para aprender coisas diferentes, apesar de já pintar em casa. Até então era tudo dom, instintivo. É, sim. Mas eu senti a vontade de me dedicar academicamente também, porque eu gosto muito de estudar, então queria essa parte também. Então, comecei a juntar um pouco de dinheiro, eh, e fui fazendo a transição devagar, tá? Eh, até que chegou um momento. Falei: "Não, acho que dá para passar uns um momento só." Você chegou a fazer um caixa para sobreviver um período? Chegou. Sim, exatamente. Eh, então eu fiquei sem trabalhar um tempo porque demanda eh uma dedicação na arte e não tem um retorno tão rápido, tão imediato, igual ter um salário ali no no todo mês, né? Sim. Sim. Mas e aí, quando você decide efetivamente se desligar do mundo corporativo, quanto tempo você ainda ficou trabalhando nesse sentido de produção? Uhum. E se lançar no mercado? Eu comecei a trabalhar com coisas que eu conseguia vender mais rapidamente. Então, por exemplo, eh, pintura em porcelana, apesar de gostar de trabalhar com quadros, mas o mercado de quadro ele demanda um tempo a mais. Então, comecei a trabalhar, vou vou fazer mais feiras, vou trabalhar com eh venda de alguns eh acessórios, mas tudo voltado paraa arte. Então, algumas pinturas, principalmente essa pintura em porcelana, pintura eh fazendo cadernos com artes, mas que tem uma utilidade ali que dava para vender mais rápido. E ao mesmo tempo fui eh participando de editais, participando de eventos que não tem um retorno imediato, mas que iria já me conexõ. É, sim, exatamente. Você saiu até então porque a Patrícia mora há 3 anos em Campinas. É isso. Até então essa transição, você estava na capital ainda ou você já estava aqui na cidade? No começo eu estava na capital, então eu tinha um atelier fora porque eu morava em um apartamento e não tinha espaço. No começo eu fazia no meu apartamento mesmo quadros, mas eu sentia que eu precisava de mais espaço, ainda mais porque eu gosto de quadros grandes, então eu gosto de bastante espaço. Então eu aluguei uma sala num prédio, é, um pouquinho afastado do centro de São Paulo e que aí teria um valor um pouco mais acessível e comecei a produzir eh quadros maiores lá. Sim. E nessa mudança para Campinas, você chegou a pensar também nesse mercado das artes aqui em nossa região ou não? Foi uma decisão independente do seu negócio? foi mais independente porque foi no sentido de querer uma qualidade de vida melhor, o que Campinas proporciona uma qualidade de vida excepcional comparado com o São Paulo. Eh, então com o preço de um apartamento que eu alugava em São Paulo, eu consigo alugar uma casa muito maior, ter espaço pro meu atelier no mesmo local. Eh, então esse nessa qualidade de vida, morar numa casa, na rua, que coisas que em São Paulo é inviável. Sim. E aí, chegou aqui na nossa região, você continua com essa conexão para com o São Paulo para vender a sua arte ou você teve que estabelecer novas conexões aqui na em nossa região para pensar também que você precisa economicamente viver dessa arte? Como foi essa parte do ponto de vista do negócio? Eh, não não tá só associado aqui em Campinas, porque o a forma como eu atuo é como eu mostro o meu trabalho é através de salões de arte, editais. Então, eh para ser vista independente do local. Então, eu mando os quadros para, por exemplo, ah, um salão de arte que acontece em tal cidade, eh, no Então isso independe do lugar onde você mora. É, independe. Outra coisa nesse sentido, e o digital, ele entrou também nesse negócio quando você fez essa transição ou não? É sempre mais o pessoal, o presencial pra pessoa poder entender a sua arte, como você utiliza também essa ferramenta? No início, eu utilizava mais as redes sociais eh para objetos e obras de arte ou quadros menores, ele é mais viável às redes sociais, porque o valor agregado é é menor, é inferior. Então tudo bem pessoas olharem, terem interesse e conseguir vender ali pelas redes sociais, mas quadros de valor agregado maior, a o normalmente a pessoa quer ver ou quer entender o conceito do artista, quer entender eh como foi a criação, então é mais pessoal. Agora então fala desse processo criativo, Patrícia, o que como é? Existe uma definição, existe um olhar, o que que te leva a produzir cada uma dessas telas? Me conta. No geral, eu pinto muito o que eu tô sentindo, mas existe uma rotina, né? Então, a pintura eh como profissão não pode ser só a vou pintar quando eu tô com vontade, ai senti uma inspiração. Então é uma rotina, mas eu pinto muito o que eu tô sentindo. Então determinada eh determinado tema, então um tema da saúde mental, um tema de sentir mais leveza, é sempre uma uma emoção. Então estão sempre associadas à emoção. Para quem tá em casa, então entender um pouquinho, vamos detalhar. A gente tem duas produções suas aqui ao fundo. Se você puder, por exemplo, explicar essa que tá bem atrás de você. Depois a gente vai mostrar detalhadamente o que que ela traz, tá? Eh, no geral eu sou um artista abstrato, expressionista, que é eu expresso através não de forma figurativa, né? Então, por exemplo, aqui eu quis trazer um pouco dessa leveza, um pouco do Estou saindo do da ideia de sentir o peso de viver numa sociedade, no dessa pressão de estar numa sociedade, seguir padrões, seguir eh realmente assim papéis de lugares, papéis de atuação como pessoa e quis trazer um pouco dessa essa leveza de conseguir sair desse local, se desconectar desses papéis estabelecidos pela sociedade. Então, por exemplo, o papel de ser mulher, então, a gente tem que seguir certos, ah, temos que agir dessa forma, a gente tem que estereótipos, estereótipos, isso. E o que a sociedade espera de nós? Então, nesse sentido de como é essa leveza de não atender esses padrões. E essa tela que tá um pouco mais atrás de mim, ela representa o quê? Ela é uma conexão de saúde mental também. Então, eh, ela tem duas cores muito específicas, que é a cor azul e a cor vermelho. E a lateral é uma cor cinza, que faz uma junçãozinha, né, lateral. A cor azul, ela representa esse esse estado mental de tranquilidade, enquanto o vermelho representa o estado mental de mais agitação. Então, muitas vezes a nossa saúde mental ela mora ali no no vermelho, dependendo da sociedade, né, do nosso papel da sociedade, ela mora ali no vermelho. Sim. Então essa conexão de conseguir se sair do vermelho e ir pro azul nessa tranquilidade, passando por um azul mais escuro e sabendo que não vai ser todo momento que a gente vai estar ali naquele azul clarinho. E tá tudo bem. É. E quem é o público alvo quando você pensa nessa construção e com quem você fala para vender o seu produto? Sim, muitas vezes o público alvo são colecionadores, eh, e pessoas para arte como decoração, correto? Então, quando uma pessoa que gostaria de entender mais o conceito, é uma pessoa que gosta mais de arte, gosta, quer dizer, todo mundo pode gostar de arte, é uma pessoa que preza mais a técnica ou olha o artista como um colecionador, correto? Mas eh é muito procurado como uma forma de decoração. Então, pessoas que ah quero colocar um quadro na sala atrás, mas aí ela vai colocar um quadro dentro daquele portfólio que você já tem ou existe também, até eu falei no início que alguns artistas trabalham, por exemplo, com encomendas de quadros. Nós falamos no primeiro bloco com um escultor que trabalha sob demanda. Olha, eu quero um produto assim para pôr na minha casa, para pôr no meu estabelecimento, para pôr na na entrada da minha cidade. E no seu caso, como é? Na maioria das vezes, eu não pego encomendas. São obras que eu já eh fiz ou faço. Eh, estou no processo. Às vezes eu faço algumas coleções que são similares umas às outras. Então, de repente, a pessoa gosta de uma obra, mas queria uma coisa diferente. Então, ela olha algumas daquela coleção, mas eu normalmente não pego encomendas. Agora, economicamente falando, como é possível sobreviver, né? Sobreviver não, viver viver sendo uma artista plástica do ponto de vista econômico e do ponto de vista do negócio. Sim. Eh, ainda é um é um estereótipo, porque empreender ainda é mais, vou falar difícil, mas não é exatamente a palavra, ainda é um desafio um pouquinho maior ter sentir que aquele você não vai ter aquele salário no final do mês específico, aquele valor específico. Todo mês você tem uma renda fixa com as telas ou não? não é uma renda variável. Então, é o processo de eh estar sempre à procura de, por exemplo, galeria ou à procura de de pessoas que existem períodos sazonais ou Sim, existem períodos sazonais. No começo do ano é um período bom porque várias pessoas sentem que querem renovar a casa. Então, para essa parte mais de de decoração, então, ah, quero decorar a casa, quero mudar alguma coisa, então é um período bom, mas também eh não é tão específico. E existe uma sazonalidade, mas não é tão bem definida. Por exemplo, uma tela deste tamanho, ela custa em média quanto? Ela custa em média R$. Sim. É. E a tela, aquela menor, que é mais para decoração, uma média de quanto? uma média de 800 a 1000. Depende muito da técnica da do eh a precificação como negócio, ela é variável, então não é só telas desse tamanho custam, é, não existe um preço fixo, depende de todo o processo produtivo, os produtos que foram usados, quantidade de tinta, tem entra tudo isso, entra entra a você precifica com tranquilidade ou se sente culpada ainda? Ah, depende. Às vezes um pouco ocupada, mas eu acho que no geral a gente olha para qualidade de tinta, qualidade da tela, então, eh, além do trabalho em si de produção e do seu tempo, da sua eh principalmente dedicação, isso do que você pensa e planeja. Eh, então no geral quando lembra de tudo isso, fala: "Não, OK, aí entra administradora". É, sim, sim. Que ajudou bastante nesse sentido também, esse essa expertise? Sim, ajudou bastante porque é importante ver o seu trabalho como um negócio, né? Então, muitas vezes eu acho que a gente acaba pecando como artista no início de carreira, muitas, muitos artistas, por falar: "Ah, eu quero só pintar porque eu quero e depois eu vejo como que eu vendo" e tal. Então, a parte do negócio e planejamento é muito importante. Nesse momento eu tô estudando um mercado diferente, que é o mercado chinês. Eh, eu já tenho muita familiaridade com a China, porque eu trabalhei com importação, então para mim já fui à China algumas vezes, eu tenho familiaridade e a projeção é que a maior parte dos bilionários da mais ou menos daqui 5 anos estejam na China. Atualmente é nos Estados Unidos. Então você já tá estudando esse movimento do mercado. Sim, sim. Porque eh como vai aumentando a valorização e a renda das pessoas e, né, de bilionários, milionários. Então é é um mercado em em crescimento. Então dá um spoiler pra gente do ponto de vista do negócio. Qual é o movimento de marketing para você chegar até esse consumidor chinês daqui um tempo com a sua arte? Nesse momento, o consumidor específico, consumidor final, eu acho que ainda é um pouco mais difícil. Então, é um contato com galerias, é um contato com pessoas que vão te representar naquele naquele momento, que já estão lá ou que vem pro Brasil para justamente garimpar essa arte, que já estão lá. Entendi. Então, tem pessoas que fazem conexão com estrangeiros, artistas estrangeiros de diversos países, não só do Brasil, que conseguem representar os artistas eh para levar essa arte mesmo pro mercado, mas o consumidor final em si ainda não é o mais comum, gente. E a Patrícia, ela também é escritora, mas aí é um outro programa, um outro bate-papo. Muito obrigada por contar a sua trajetória e vamos combinar uma coisa. quando abriu o mercado chinês, você vem aqui contar pra gente? Sim, sim, muito obrigada. Combinado. Então, e olha só, o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que todo domingo, 5:15 da tarde, a gente tem a estreia de um novo programa e você pode conferir todas essas histórias lá no youtube.com/tvcâmaracampinas. Eu te espero no próximo ser empreendedor. Agora เฮ
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