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Ser Empreendedor | Boteco raiz
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Ser Empreendedor | Boteco raiz

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Resumo editorial

No programa Ser Empreendedor, o quadro visita o Estádium Bar (conhecido popularmente como Bar dos Cunhados) para entender o modelo de negócio do "boteco raiz". Marcos, sócio do estabelecimento, conta a história de 10 anos da casa, como entrou no ramo a partir de uma gerência num bar do Jardim Primavera, e como negociou a compra parcelada do ponto sem capital inicial. O episódio também menciona a 26ª edição do Comida di Buteco em Campinas, que movimenta mais de 60 bares na cidade.

Descrição do vídeo

O programa Ser Empreendedor mostra o “Boteco Raiz”. Mais do que um modelo de negócio, é uma experiência afetiva, popular e autêntica que resgata a essência dos bares tradicionais brasileiros. O conceito valoriza comida com sabor caseiro, atendimento próximo, ambiente descontraído, música de qualidade e aquele sentimento de pertencimento que transforma clientes em frequentadores fiéis. Baseado na simplicidade com identidade forte, o Boteco Raiz aposta em petiscos clássicos, receitas de família, cerveja gelada, conversa boa e experiências que conectam pessoas. A decoração costuma trazer elementos retrô, regionais e culturais, reforçando a nostalgia e a autenticidade do espaço. Além do potencial gastronômico, o conceito “Boteco Raiz” também abre espaço para eventos temáticos, rodas de samba, música ao vivo, happy hours e ações de valorização da cultura local, fortalecendo o posicionamento da marca e aumentando o engajamento do público.

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[música] [música] O bar Raiz ou boteco tradicional é um modelo de negócio autêntico, geralmente familiar, despojado, focado na simplicidade, no atendimento muitas vezes pelo dono, além de alta rotatividade de bebidas e petiscos clássicos. Esse modelo de boteco, inclusive ele inspira um campeonato que acontece anualmente no Brasil e Campinas já está na 26ª edição participando. Esse ano inclusive movimenta mais de 60 bares aqui da nossa cidade. A gente veio conhecer esse fundamento de boteco raiz e entender o papel deles nesse mercado de bares e restaurantes. Por isso eu estou aqui com o Marcos, que é dono de um deles, que vai contar pra nós um pouco da sua história. Olha, inicialmente ele tá aqui há 10 anos, mas esse modelo de negócio, essa questão de trabalhar com bar já faz muito tempo, né, Marcos? conta para nós. Pois é. Boa tarde. É, na verdade a gente iniciou esse bar aqui tem 10 anos e eu que te falei, eu nesse espaço. E eu que te falei, eu meu sócio Rodolfo e nossos esposas também estavam bem envolvidas com a gente. E eu já trabalhava com com o bar. Eu entrei no comércio de bar em 2011, 2012. Fui trabalhar num outro bar lá na Jardim Primavera. Fui gerente por 5 anos lá. Quando eu comecei a perceber que eu tinha esse certo dom, uma certa facilidade de de empreender e eu comecei a ter uma visão dessou vou atrás de um comércio para mim, certo? Eu comecei aos poucos procurar alguma coisa que desse financeiramente, um lugar, um ponto legal. Você chegou a guardar dinheiro para abrir esse bar ou não? Não, não guardei. Foi até uma história muito interessante. Quando eu comprei esse bar aqui, comprei de um amigo meu. Amigo meu que Argentina não se via há muito tempo. Já tinha esse nome? já tinha esse nome. Na verdade, na verdade aqui a história do do nome é o seguinte: chamava Bar dos Cunhados. Por quê? Porque os donos eram cunhados. Inclusive o letreiro tal era bar dos cunhados. Quando nós entramos, eu e o Rodolfo, nós somos concunhados. Por ser bem próximo cunhado e concunhado, acabou adotando esse nome. O pessoal conhece como bar dos cunhados, porém o bar do do o nome do bar não é bar dos cunhados, é estádio. Um bar. Por que estádium? O que que por estádium? Porque a gente, eu tanto eu quanto ele, a gente sempre foi muito adepto ao esporte, a futebol, né? E eu queria alguma coisa que que remetesse a isso daí. Sim. Aí a gente com o passar dos dias a gente foi pensando, eu cheguei nessa conclusão que acho que está deio um bar seria um nome que seria apropriado porque a gente tem intenção, tinha intenção de fazer, né? E aí ficou estádio, um bar. Mas é a questão de encarar mesmo sem grana, abrir um barco. Que história foi essa? Então vamos lá. Foi um, foi um desafio. Mas o que eu te falei, eu tinha um, eu tinha uma, eu tinha, eu tenho uma grana muito forte, muito grande, e eu sempre tinha certeza que isso aqui ia dar certo. Sabe quando você fala: "Não, eu vou, eu vou agarrar que eu tenho certeza que vou conseguir fazer". Como eu te falei, a a situação financeira era pouca para comprar um bar, não tinha um capital, mas eu fiz uma proposta pro ex-proprietário. Falei: "Ó, o que que você consegue fazer para mim?" A gente fazer um parcelamento, algo que consiga fazer um pagamento para você. A gente sentou, negociou e assim a gente fez. Então a gente entrou praticamente sem verba e aos poucos nós fomos fazendo pagamento com que a gente ia faturando, faturando ia tirando uma reserva e fazer o pagamento para ele, entendeu? Foi assim que a gente começou. Fala desse desse mercado, Marcos. Eh, hoje, principalmente em Campinas, esse bar, especificamente, inclusive fica em uma área nobre da cidade, eh, se fala muito em conceito de novos bares, instagramáveis e tudo mais. E vocês mantiveram desde 2010 esse modelo raiz. Por quê? Bom, olha, eu quando eu tinha intenção de comprar, ter um comércio desse aqui, eu nunca pensei em ter, o pessoal chama muito de barzinho. A gente sempre quis ter um um comércio, um bar raiz. Por quê? Eu sempre gostei também de bares, a gente sempre gostou de balcão, tomar uma cerveja no balcão. O pessoal fala de copo americano, sabe? coisa desse tipo, pessoal, boteco, boteco, raiz, que o pessoal sinta mais à vontade. Agora que o pessoal entra, fala: "Pô, aqui é um boteco que eu que eu me sinto bem". Eh, talvez diferente do que eu fala, barzinho, nada contra, mas uma coisa talvez um pouco mais elitizada e tal. Muitas pessoas até vem aqui, comentam: "Pô, aqui eu me sinto bem porque eu percebo que é uma boteca, tem balcão, nós temos vitrines, coisas que muitos bares por não tm, né? Muitos muitos comércios não tem." Então, a gente fez questão de de manter esse esse esse foco aí, entendeu? Quando vocês compraram dos antigos proprietários, eh, qual era a missão principal? Eles já tinha uma clientela importante ou vocês que começaram a buscar essa clientela para frequentar aqui? Não, muito pelo contrário, eles não tinham nenhuma clientela, ningém, nada interessante. Se isso é muito, isso é bem sincero em falar. Eh, é um bar que que assustava um pouco o povo. Tanto é que quando a gente veio aqui para comprar, a gente falou: "Pô, será que a gente vai encarar?", né? Tinha um visual bem bem difícil de de encar. Tanto é que nós tivemos o início, nós tivemos quase dois anos praticamente, não entr não entrou mulher aqui nesse bar tinha um estigma, o pessoal passava aqui falava: "Não, aqui não dá pra gente entrar, não dá pra gente frequentar". Com o passar dos dias a gente foi dando, dando nossa identidade pro bar. Sim, né? Convidando alguns clientes a a vir conhecer alguns amigos nossos. Outros clientes aqui a gente começando a perceber que não era clientes para não era muito bem-vindo ao comportamento deles. Exemplo, o fato, por exemplo, de você e o Ronaldo serem com desculpa, é o fato, por exemplo, de você e Rodolfo serem concunhados e de certa forma a sua esposa, inclusive você falou que ela participa, ela também de ter as esposas aqui, isso foi um fator importante para que as famílias começassem a perceber. Eu posso levar a minha mulher, eu posso levar minha namorada. Isso foi foi predominante isso daí. Foi assim que eles que foi foi essa nessa visão que a gente pensou. Bom, se vocês começarem a frequentar com a gente lá, a trabalhar no dia a dia com a gente, as pessoas vão começar a passar, vão perceber que tem mulher lá dentro. Quer ou não, eh, a mulher já fica mais à vontade, sabendo que tem mulher dentro do bar. E foi isso que aconteceu. Desde o início, elas ficaram com a gente e a gente começou a perceber que ao longo do tempo teve um início que foi meio e o pessoal relutou um pouco, né? Sim, mas começou a perceber que dava para frequentar, por dar essa oportunidade. E aí hoje a gente tem um uma clientela maravilhosa, vem casais, vem idosos, nosso público ainda assim é um público de mais idade, a gente não tem muito pessoal muito jovem, tá? Mas eles foram percebendo que dava para frequentar o bar tranquilamente num ambiente bem familiar, bem familiar. E essa questão também das mulheres trabalharem com vocês é uma questão que vai além [limpando a garganta] do atendimento, entra a questão da cozinha também ou quem comanda a cozinha aqui são vocês? Me conta essa essa parte. Não, não. [risadas] Vamos ser bem sincero, né? Quem comanda é a mulher, não tenha dúvida, né? A gente a gente faz muita coisa na cozinha. Ajuda, ajuda. Além de ajudar, tem coisa que a gente faz mesmo, tá? Já inventou algum prato? É, a gente não inventei prato, eu só tô seguindo os pratos que elas inventaram. Ah, que legal. A gente aprendeu, a gente aprendeu, a gente teve a receita, entendeu? E a gente seguiu a risca, a receita para não ter diferença, para não ter problema. Quem não, a gente tem uma receita que a gente usa na cozinha, algumas, né, que quem tiver aqui vai conseguir fazer, desenvolver para qualquer, inclusive, colaborador também. Exatamente. Então, a gente procura seguir o quê? principalmente padrão. A gente tem uma uma dentre várias vários ingredientes do nosso cardápio, nós temos uma porpeta que ela tá com a gente desde o início e a gente procura sempre manter um padrão. Outras pessoas chegam, trabalham com a gente na cozinha para fazer, então a gente passa, a gente e deixa lá passo a passo pra pessoa fazer para que a gente não perca o padrão do padrão de qualidade do nossos pratos, entendeu? Sim. A gente vai falar um pouquinho de mercado, Paulo, porque de acordo com a Abrael, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, nós tivemos aí um primeiro trimestre de 2026, eh, mais ou menos no 0 a 0 com 2025, apesar de que o mercado o ano passado sentiu um pouco a queda na receita em comparação ao ano anterior. Como que é isso para vocês? Vocês sentem que no caso do Bar Riz, independente de altos e baixos, ele continua? Quem é fiel ao Bar Ra é fiel sempre? Ele conquista novos clientes. Como que é isso para vocês? Bom, na verdade é assim, eu acho que acho que como todo segmento tem os seus altos e baixos, tem as suas dificuldades eh financeira, né? Aqui não, aqui não é não é diferente. Que que a gente procura sempre fazer? Tá reinventando alguma coisa. A gente procura mexer com cardápio, uma inovação, a gente procura fazer alguns eventos aqui. A gente periodicamente a gente faz um evento, a gente faz um samba, faz uma banda para tocar, a gente movimenta o bar. Sim. Acho que isso aí chama a atenção do público, né, de certa forma. Mas nós temos, não tenha dúvida, nós temos uma clientela aqui fiel com a gente desde o início. Sim, isso aí a gente não perdeu. Pelo contrário, dia a dia a gente agrega pessoas aqui, mas nós temos uma clientela fiel aqui que segurou a nossa onda desde o início, inclusive na na época de pandemia, que foi uma dificuldade muito grande, né? Esses clientes tiveram com a gente aqui, ó, na medida do possível, claro, com todas dificuldades, mas vocês chegaram a vender coisas do bar pra delivery ou não? Não, a gente nunca trabalhou com delivery aqui. Sim. Na pandemia a gente ficou com porta fechada um bom tempo. Nós fomos 50 dias, tiveram que segurar onde? Então 50 dias de porta fechada, receita zero. Seguramos as nossas despesas porque aqui queira não queira o bar, nós temos duas famílias que sustentam, que aqui sustenta, né? Então a gente segurou bastante as despesas, ficou sem receita. Aí depois de 50 dias a gente começou aos poucos os próprios clientes começaram a ligar pra gente de de até saudade do bar e naquela época todo mundo com muita dificuldade de ter o que fazer, sem poder o que fazer, começaram a ligar pra gente, vamos fazer alguma coisa, vamos tentar abrir o bar, enfim, com aquela dificuldade, a gente foi aos poucos retomando, né? Mas nós ficamos 50 dias fechados, mas vou eh retomando aquela que lenté que a gente tem fiel foi fundamental pra gente e é fundamental até hoje, né? Isso aí a gente pode negar. Você conta que inclusive a gente tá aqui num ambiente nesse momento da gravação, é um momento em que o festival tá acontecendo na cidade, que acontece uma vez por ano, já tá na sua 26ª edição. Participar de um festival como comida de boteco é uma dessas estratégias para que vocês possam sempre estar se reinventando? Sim, tem dúvida. Na verdade, esse aqui é o segundo ano nosso, tá, né? Nós já tivemos alguns convites antes de participar o ano passado, tivemos alguns convites para participar, porque para participar do do concurso você tem que ser convidado. Você não se escreve e tem uma fila de espera, não é assim que funciona, né? você tem que ser convidado. Aí vem a coordenação, vem a gerência, vem aqui e analisa seu ambiente, se você tem condições de participar ou não. Então a gente teve convite anteriores e a gente tava e a gente achava que nós não tínhamos, não estávamos preparados, tá, para atender. E aí determinado momento foi ano passado, a gente resolveu abraçar, fizemos uma reforma na cozinha, nós nós fizeram algumas adaptações, né? adaptações a gente achou necessário. A gente fez o aluguel desse outro barracão, que é uma coisa que nós tínhamos ideia desde o início, que aqui era uma outra era uma oficina, tal. Enfim, a gente tinha ideia de mudar, de ampliar para cá. Quando deu oportunidade, foi, graças a Deus, foi bem na época, ano passado, quando teve o convite da comida de boteco e a gente conseguiu abrir essa outra porta e pra gente foi maravilhoso. Boteco só agregou, né? Eu acho que vem muit muitos clientes novos, é uma divulgação do bar, uma mídia maravilhosa, né? E pensar no prato que vai concorrer. Isso aí dá trabalho. Dá trabalho. Isso aí a gente deixou pr pras esposas, né? Tem a [risadas] dúvida. Lógico, a gente também dá nosso palpite, porque a gente ajuda ajuda a a o quê? a criar a a definir o que vai ser feito, mas da ideia que sai realmente foi da foi da patroa que que tem esse esse dom, esse filha de de culinária de culinária. O que mais para você dentro desse conceito de bar raiz é que conquista o cliente? Eu acho que dentre outras coisas o atendimento é para mim é fundamental, sabe? Vou falar por experiência que a gente tem às vezes de ir para alguns outros lugares também, que a gente também gosta de de tomar uma cerveja em outros lugares também, que é mais gostoso do que eu tomar aqui em casa. Eh, e a gente às vezes vai para lugar, a gente percebe que a gente não é não tem um atendimento igual a gente tem colhedor fala: "Pô, eu acho que o diferencial nosso, acho que dentre outras coisas e eh o atendimento, é, o acolhimento é fundamental. Aqui a gente tem um hábito, um costume. Eu sempre tive isso de desde quando comecei a trabalhar com bar, chamar todo mundo pelo nome é impressionante. Então a pessoa vem, eu te pergunta ao nome e quando ela volta, eu acho que é ela se sente importante também. Sim, né? Ser ser ser ser conhecida pelo nome. Acho. Então eu acho que um um diferencial nosso é isso daí, é a é o acolhimento, é o respeito. É além da da dos prazos que a gente faz também, né? Isso aí. Ou seja, já é uma dica para quem quer futuramente pensar nesse segmento. Ah, não tenha dúvida. Eh, eu, eu, eu eu afirmo também outra coisa, eh, esse tipo de comércio, como vários outros, muitas pessoas vêm aqui, muitos amigos meus vem aqui e falam assim: "Ah, é bacana isso daqui, eu quero ter um comércio desse para mim". Não é tão simples assim, tá? Primeiro acho que a pessoa tem que ter um certo dom, tem que não é só gostar, tem que amar. É o meu caso aqui. Eu não, eu amo, eu amo fazer isso aqui. Eu sinto o prazer de vir aqui, passar meus dias aqui. Eh, a gente não trabalha só de segunda-feira, a gente trabalha de terça, a gente não abre de segunda, a gente trabalha de terça a domingo. Nossa vida social muda bastante, a gente passa viver isso, a nossa vida é isso daqui. Então, tem que amar. Então assim, uma dica que eu dou é gostar, é amar o que faz e principalmente bar, porque abrir o bar e fechar é totalmente diferente você vira aqui, ficar uma, duas horas tomando uma cerveja, descontraindo. Isso aqui é um é um momento de descontração maravilhoso, né? Aqui tem network bacana para caramba. O pessoal faz muitos, fazem muitos negócios no bar, é impressionante. Tem gente que não tem noção dos negócios que já saíram aqui. Olha, então não é só em café que negócios são fechados. Pelo contrário, pelo contrário, aqui acontece, acontece muito. E além de amizades, amizades assim que ó, duradoura, sabe? A gente mesmo fez amizades aqui que a gente hoje frequenta a casa de cliente, cliente frequenta a nossa casa, sabe? A gente consegue selecionar assim, com todo respeito a todos os nossos clientes, mas tem muitos clientes aqui que a gente consegue eh, como se dizer assim, ter uma amizade muito muito profunda mesmo, muito legal. E o Rodolfo, que é o sócio do Marcos, vai contar pra gente também como ele entrou nesse conceito do boteco raiz. Rodolfo, você já trabalhava em Barantes como Marcos? O que que você fazia? Na época, na verdade, eu vendia pro bar que o Marcos trabalhava, certo? Só que a gente já tinha o parentesco de ser com cunhados, né? E aí eu já tava meio que carregar a bolsinha para fazer venda para Bales, tal, já tava meio cansadão. Aí o Marcos, mas aí vocês conversavam: "Poxa, vamos ter um bar?" Sim. Aí o Marcos me chamou, falou: "Meu, vamos abrir um bar nós dois? Tem um amigo meu que tá vendendo um bar ali no Taquaral, passa lá, dá uma olhada". Aí eu resolvi dar uma passada aqui e vir ver e ver o bar. No primeiro momento tinha desistido, mas depois eu conversando com ele na casa dele, a gente chegou no Ah, ele conseguiu te convencer. Então, chegamos num bom senso. Vamos trabalhar pra gente, porque o que a gente faz pelas pessoas, tal, não vou falar pelos outros porque eh e são pessoas. E então a gente resolveu fazer o nosso nosso bar e estamos aqui até hoje, desde 2016, né? Hoje 2026, graças a Deus 10 anos e graças a Deus estamos indo bem. Agora nessa trajetória de entender o bar, apesar de que o Marcos já tinha essa expertise, você já tinha o outro lado, né, do de quem fornece pro bar. Quais foram para você os maiores desafios nesses 10 anos? O maior desafio é acompanhar o Marcos pela rapidez que ele tem e o e a experiência que ele já tinha. O meu caso era vender. Vender era você fazer a pessoa comprar e oferecer novos produtos, tal. Hoje até as pessoas vêm oferecer para mim, eu falo: "Meu, hoje eu não consigo e tal, dou até aquela recusada". Mas enfim, a gente acaba ajudando vários vários fornecedores nossos aí. Sim. Olha, decoração despojada, a gente tem cadeira simples, temos aquela famosa cadeira de plástico lá na calçada, uma rua movimentada do Taquaral. como que vocês conseguem eh unir essa questão do simples, né, e dessa desse acolhimento também com uma questão de pensar, olha, nós estamos num bar que é num bairro nobre de Campinas, como que vocês unem essas duas coisas que para quem tá lá em casa, que muitas vezes pensa que Bar Raí só é na periferia das cidades, como que vocês conseguem unir as duas coisas aqui? É, hoje a gente tá conseguindo unir essa essa esse bar raiz tal pelo seguinte, eh, como você falou, nós estamos num num bairro nobre da cidade, né? E a gente tá ao redor tem pessoas que passam na frente do bar e acaba achando assim: "Ah, hoje eu não vou parar". Mas no dia que ela para, ela volta, porque ela vê que é um bar acolhedor, familiar, vem com a esposa, com os filhos e eles acabam gostando, chamam os parentes para vir também e acaba sendo muito bom. Do ponto de vista do negócio, valeu a pena para você pensar na sua carreira, deixar o que você fazia antes em outra atividade, estar hoje à frente de um bar? Bom, por 10 anos, eu acho que a gente já sentiu alguma coisa que vale a pena, só que não é fácil, como existe várias raízes aí que existe já há mais de 20 anos e você sabe que é a família que tá à frente do negócio. Então eu acho que para nós tá valendo muito a pena. E a gente conheceu então essa história. No próximo bloco nós temos mais uma história dos mais de 60 e 100 bares que temos aqui em Campinas. A gente sabe que o bar Ra é um bar que fica lá no coração de todo mundo. Mas antes da gente contar a próxima história, fique agora com as dicas de livros sobre empreendedorismo. O ser empreendedor volta já já. Marketing para bar e restaurante. Marketing gastronômico sem mistério da teoria prática. [música] O ebook oferece aos empreendedores do setor gastronômico um guia prático e direto sobre marketing aplicado especificamente a bares e restaurantes. São estratégias reais testadas e comprovadas no dia a dia de estabelecimentos que conseguiram se destacar em meio a uma concorrência acerrada. Transforme o seu restaurante em um negócio milionário. Traz estratégias para superar a concorrência, aumentar os lucros e fazer o seu negócio prosperar. 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Fabinho, conta pra gente essa história de trabalhar mais de 30 anos em outro bar com esse conceito de boteco raiz e depois falar: "Eu vou seguir sozinho, mas eu quero manter esse conceito". É. Ai, é bem diferente, né? que a gente começa eh pegando a alma da coisa, né, e compras, eh, supermercado, é atendimento. Eh, mas isso você já fazia lá quando você era funcionário? Sim, eu era funcionário, mas ninguém me falava que eu era funcionário. Todo mundo pensava que eu era o dono do Eu confesso que [risadas] eu também achava, viu? Não vamos falar o nome do outro local, mas eu também achava que você era eu assim, eu comecei lá de eh enraizei mesmo, né? Eu enraizei, eu assumi, eu era Fábio e o nome do bar. Sei. É, eu era Fábio Bar, presta atenção. Eu era, não tem assim, eu não. O palmeirense do bar era você, então. O palmeirense do bar era eu, no caso. Ah, [risadas] daqui a pouco a gente vai mostrar. Ele trouxe bastante coisa dessa história para cá. É. E lá quando eu comecei lá não tinha chapa, não tinha fogão, não tinha nada, você sabe assim, tava era bem crua, era bem botecão de pinga mesmo, sabe? Sim. E com o tempo a gente colocou uma chapa, fogãozinho entrou e lá eu fui inventando, criando os lanches, né? Sim. E logo depois a Lucília incrementou a sardinha, né? E foi nisso tudo o contexto, tudo nisso daí. Aí eu ia para São Paulo, pro Sgés, para buscar sardinha na madrugada. É uma delícia lá. 2 horas da manhã você chega lá, volta de lá às 4 horas da manhã, né? Com 200 kg de sardinha, depois leva tudo pro freezer, armazena tudo bonitinho. E era essa era a minha vida lá. Então eu eu fui incorporando tudo lá, levei o Palmeiras para lá, levei o comida de boteco para lá, sabe? Foi uma coisa bem assim, foi incorporando tudo que o o tudo que eu conseguia, eu levava para lá. Em que momento você decidiu voar mais alto? Isso assim é um barato que eu tenho um amigo dessas depois que eu saí de lá, né, que ele falava que eu não tinha me preparado para ser dono, porque eu tava eh tão envolvido assim, né, como funcionário e fazendo as coisas assim. A gente não tinha e foram eles mesmo que que ativaram esse modo para mim aí, né? Sim. que ela, a Lucíl, ela levou o neto dela para trabalhar lá e as ideias dele não, não, não era compatível com a minha assim tudo e tava ficando estressante. Então, em vez de eu de eu ter aquele tava perdendo aquela alegria de trabalhar, sabe? Então, era cada dia era um rolo, era uma briga, era uma confusão. Eu falei: "Gente, para, para que não foi assim que eu comecei". E aí eu decidi pôr um ponto final naquilo lá. Pôs um ponto final, mas quando você colocou esse ponto final, você já tinha um planejamento ou não? Você saiu e falou: "Agora o que eu vou fazer?" Não, eu tinha eh eu trabalho com eventos, né? E já faz mais de 20 anos que eu tenho independente desse trabalho, você já fazia assim, eu fazia o evento, né? Era o evento é o seguinte, eu criei criei os clientes, né? Era tudo no meu celular, mas eu us levava o nome do bar e usava o nome do bar. Você fazia festa na casa do cliente. É isso. Levava o bar na casa do cliente. Isso ainda leva. Ainda leva. Ainda leva. E eu fiquei esse um ano. Fiquei um ano fazendo isso daí. Mas mas aí você levou o quê? Você criou a sua marca nesse período, criou um novo nome, até porque você não tinha mais o direito de usar aquele o nome anterior. Como foi? Eu mudei, né? Mudei pro Fabinho Boteco Itinerante, tá? Que é o FBI. É o FBI até hoje assim, né? que eu falei, eu vou deixar manter esse nome que é pro povo saber que eu eu faço festa paraa rua, né, que mudou, né, porque levava 30 anos usando o nome, né? Sim. E aí de repente você muda, né? Mas acontece que o povo é o Fabinho, né? É o Fabinho. É o Fabinho. Fabinho. E como foi esse um ano exclusivamente fazendo festas itinerantes? Maravilhoso, gostoso tudo. Só que tava faltando alguma coisa, né? A raiz tava ali, ó. tava cutucando, cutucando, cutucando e eu não tava aguentando mais ficar em casa porque não se ia, saía pro mercado, fazia as coisas na parte da manhã e depois a itinerante ela é o quê? Geralmente uma, duas vezes por semana? É mais final de semana, né? De sábado, domingo ou feriados assim, né? De semana era mais esporádico, correto? E aquilo lá eu ficava 6 horas da tarde que começava a escurecer tudo aquele silêncio, fazendo em [risadas] casa. Ah, eu me sentia vagabundo, você tá vendo? Me sentia um vagabundo. Eu falei: "Não é possível, né?" Aí eu falei pra minha esposa, Dayane, eu tô morrendo por dentro. Eu falei para ela, falei: "Desse jeito". E ela ela falou: "Então vamos dar um jeito nudo vamos [risadas] arrumar o que fazer. Vamos arrumar o que fazer para você para tirar você aqui dentro de casa". Primeira opção era montar só uma porta para mim fazer a manipulação e depois voltar para casa, né? Mas não sabe não é isso. Eu queria o cliente mesmo de conversar, trocar do é o clima do baralmeirens [roncando] me torrando meu picado ali. Ah, chega a coisa do amor ao Palmeiras também, porque [limpando a garganta] veio tudo junto, porque lá eles pararam de passar jogos, né? Ah, tem essa questão de então você tem essa proposta de trabalhar o conceito de boteco também com o conceito do esporte. É, geralmente é é um boteco raiz para esporte, para futebol, no caso, porque eu não passo só jogo do Palmeiras, né? Nem ontem eu passei o Corinthians, passei o Vasco, hoje eu vou passar o Flamengo, né? Mas é, a princípio é o Palmeiras. Quando não tem, passa a ser outros jogos pra turma aí gostar. Uns vão secar, outros vão torcer e assim vai indo, né? E é esse clima que te te move. É esse clima que me move. Hora que eu levanto cedo, já vou pr as compras, aí já vem pro bar, já abro aqui tudo e fico esperando meus clientes chegar, né? E vou ali pra cozinha montar as a sardinha ou os outros lanches. Você trouxe uma receita de sardinha para cá também? Trouxe a receita de sardinha para cá. Trouxe é o comida de boteco para cá também que eu lá eu fiquei 14 anos lá, né? Deixei o comida de boteco lá e o ano passado eles foram desclassificado. Aí parece uma coisa. E aí eu vim pro comida de boteco também porque é um um campeonato à parte, sabe assim? a gente fala: "Ah, vai trazer cliente, vai trazer". Mas te motiva, eh, faz você trabalhar a sua cabeça para você criar um lanche ou um petisco, alguma coisa assim. Então, é gostoso, né? Esse ano você criou o quê? Eu criei, que que acontece? Chegou um rapaz aqui numa sexta-feira, é atrasado e com fome. É sempre assim, né? Eles acham que é McDonald's, tem que fazer em 5co minutinho, nada. Eu falei: "Cara, eu não, um rápido não tem muita coisa não". Ele falou: "Ah, Fabi, põe um pão na sardinha para mim". Aí falei: "Ponho aí eu coloquei o pão, coloquei a sardinha, coloquei um queijo prato, coloquei uma rúcula e coloquei um tomate." Esse homem comeu três lanches ali na mesa, a pressa dele foi embora e no outro dia ele levou 32 lanches pros funcionários dele tudo experimentar, que ele achou divino, maravilhoso. Você nunca tinha feito um lanche de sardinha? Inventou ali na hora? Não. É, na verdade eu tinha várias propostas, uns amigos falando: "Faz, faz". Mas eh não tem tempo para para Então o tempo foi ali na hora eu fui ali e eu com poucos ingredientes. É, eu juntei tudo os ingredientes ali, coloquei e ficou sensacional. Ficou bem leve, bem saboroso. Essa receita da desse ano, desse ano do comida de boteco, que é o X Bira. Coloquei o nome dele, o Bira, que em homenagem a ele, né? Não poderia faltar, né? E é pão francês, é a sardinha empanada, o queijo prato, a rúcula e o tomate e vai um vinagretezinho do do lado quebrando ali complementando. Mas Fabinho, quando você lá em 2025 tomou a decisão de ter um espaço físico em março, abre esse bar, como que você tava do ponto de vista do negócio de planejamento? Você falou que, olha, fazia o bar itinerante, você tinha uma grana guardada para abrir esse bar. Eh, eh, você, o que que você teve que fazer em termos de investimento? Primeiro, eh, eu tive que cuidar da minha saúde, que eu peguei, é, fiquei doente, depressão, essas coisas tudo, né? Então, que eu tinha medo, eu eu ia fazer os itinerantes, eu tinha medo que não ia dar certo, que ia faltar algum ingrediente, sabe? aquelas coisinhas que eu perdi a alegria. Então eu falei, primeiro vou cuidar. Graças a Deus tem bastante amigo médico, né, que aqui é um bar que se frequenta medicina. Então eu procurei ajuda e falei: "Primeiro vou centrar minha cabeça." A hora que eu consertei a minha cabeça, aí eu comecei, falei: "Dinheiro eu não tenho mesmo, né? Não tinha, [risadas] você não tinha feito uma poupança não?" Ah, não dá, né? Esse é um outro problema [risadas] que o empreendedor muitas vezes passa por isso. É sim. Aí que acontece, eu procurei meu tio, né, e falei: "Ô, tio, você não tem dinheiro para me ajudar?" Ele falou: "Cara, vai lá, abre, se faltar alguma coisa para você, é, eu pago seu aluguel, pode ficar tranquilo." Mas ele, ele já sabia que não ia precisar nada disso, né? Mas era ainda aquele medo que você tinha lá na fundo, muito medo, né? Como é que a gente vai abrir uma um comércio assim do nada, né? E a minha esposa sempre falando, você não sabe eh a quantidade de clientes que você tem, você não sabe como você é conhecido. E mas foi dito e feito. No primeiro dia que a gente abriu aqui, a gente colocou 400 pessoas aqui que foi Mas você fez uma festa? Não, foi o a final do jogo do Palmeiras do Corinthians. Eu sabe assim no dia eu falei, vamos abrir hoje, mas onde você anunciou? Nas suas redes sociais? Só nas minhas redes sociais. É na rede pessoal sua pessoal minha. Você criou uma rede pro bar. Na verdade, a minha rede pessoal, ela virou do bar, que é a minha, é, ficou o Fabinho Botec itinerante. E eu fiz uma outra do Palmeiras só que é o consulado Palmeiras Campinas, né? Que lá eu só posso cois do Palmeiras e tento tirar o Palmeiras das minhas redes sociais, mas não dá. Aí você colocou inauguração na final do Palmeiras. Gente, vem assistir o jogo aqui que aqui é a nossa casa. Vamos inaugurar isso aqui. Vai ser daqui pro resto da vida, que aqui vai ser o lugar de vocês. Que nem era lá, né? Nem era lá. Lá fiquei 36 anos. É, o cara dormia, já sabia que lá ia passar o jogo do Palmeiras e agora é aqui. Encheu aquele dia 400. 400 e poucas pessoas. E aí você imaginava que encher mais 400 assim? Eu não imaginava nem que vinha metade, né? E como você eh soube lidar naquele dia com tudo isso? Você estava preparado com bebida, com comida? Como que foi essa loucura? Eh, a bebida eu enchi os freezers, o bar do carioca, que é um grande parceiro. Não sabe assim, eu não, eu falo o nome deles mesmo, porque sabe, é parceiro, é parceria. Me emprestou Tina, me emprestou uma geladeira vazia dele que tava lá. Você sabe que a gente já inclusive gravou com eles e e já gravamos inclusive em ex-funcionários deles que eles incentivaram a abrir bar. Sim. Então eles têm muito dessa questão de ajudar o não, eles são maravilhosos. Eh, e ele me emprestou, foi lá buscar. Então eu enxe a parte da cerveja já tava organizada. Aí eu deixei a minha esposa aqui com a minha mãe, com a minha tia, com a minha irmã, com o meu cunhado, tudo aqui na linha de frente, né? E eu fui pra cozinha com a minha outra equipe lá. Eu com o Marcelo com meu braço direito lá também. Deu tudo certo. Ai, graças a Deus. E nesse um pouco mais de um ano que você está aqui, como que tem sido essa manter essa tradição do boteco raiz? Eh, bem difícil, porque o imóvel aqui ele é bem antigo. Então, coloca-se uma televisão, se não colocar a chapa, cai. Essa aqui mesmo desceu, ela ficou pendurada. [risadas] Você de ver a correria que foi. Então, a gente começa a se organizar, né? Adaptar o prédio. Adaptar o prédio ao nosso sistema. Nem o banheiro ali era pequeno, banheiro de homem formava uma fila. Construímos um banheiro aqui do lado, aqui deixamos dois banheiros para mulheres, né? Porque precisa, se não tiver um banheiro, não, não tem um acordo, vai sair pra rua, fazer na rua, não dá certo, né? E aqui recebe famílias também muito. Aqui é um barato que ontem à noite mesmo aqui, noite à tarde, né? Vem meus clientes aqui, eh, 50 mais e eles mesmos ficam zoando, falando: "Ó lá, ó, cambada de velho chegando aí, fica brincando." E é um barato que fica ambiente familiar, eles se divertem, tem as televisões para eles aí, ó. Quer assistir um jogo, quer assistir um um seriado, tem aqui, fica à vontade. Sim. E você hoje aqui, você tem os mesmos horários? Como que ficou essa rotina? Porque você contou agora a pouco que no meio da semana ia dando 6 horas, você ia ficando triste. E agora como é isso? Aí agora das 6 horas o negócio estrala aqui. Enche isso aqui. Segunda a sexta aqui. Não, de segunda eu não abro. De terça a sexta é tipo assim, a gente tenta chegar aqui meio-dia e a cozinha fecha às 10. Tem almoço, então não é mais é salada e a sardinha que é o povo gosta assim tudo, né? E eu começo já logo de manhã porque eu venho meio cedo pra produção. Então você já abre o bar e deixa a produção. Você tem que fazer a produção e chegou um cliente, você já vai atendendo, né? Não tem. Gente, olha, enquanto eu estou aqui gravando com o Fabinho, a esposa dele já deixou ali a famosa sardinha e o lanche que é o lanche do Bira. Não, esse aqui é o lanche que ela mais gosta. Então, Vera verão, Vera, que que é Vera verão? Vera verão é pão francês, presunto parma, provolone, azeitona preta, aveia e mel e a rúcula, né? Na época desse lanche tinha que colocar um cereal. Então a gente escolheu a aveia, né? Torra se aveia na chapa e o mel a aquele aquela aquela combinação contraponto [música] palestrinha na época o comida de boteco junto com o patrocinador queria que fizesse um doce, né, do requeijão. E eu o doce não trabalhava com doce, né? Falei, vou montar um lanche com as cores do Palmeiras, que é a rúcula verde, o tomate vermelho e o requeijão que é branco. Ali vai ficar o palestrinha. E eu montei o lanche junto com o Minon, né, e o pão francês. E na época a turma do requeijão teve, foi lá para porque ficou diferente. Foi o único, é o todo mundo fazendo doce e o cara foi lá e fez um um salgado. Campinas é uma cidade com mais de 1.200.000 habitantes. A gente tem aí, inclusive eh, as cada as pessoas quando abrem um bar tem esse desafio, até porque quando a gente pega números da Abrazel, a gente sabe que teve um uma pequena retração, né, em bares e restaurantes, em investimentos, quando a gente fala de números. Existe uma expectativa de que ao longo de 2026 isso seja recuperado, né? A gente tem a Copa vindo aí também, que os bares acabam sendo grandes atrativos nesse momento. Como que é essa expectativa para você? Ó, a minha expectativa é o seguinte. Eu trabalho aqui da seguinte forma, primeiramente, atendimento. Você tem que ser exímio no atendimento, ser prestativo, eh, esclarecedor. Você precisa passar pro seu cliente como é a forma de trabalhar aqui, né? que tem todas as placas aqui, tem placa para tudo quanto é lado, porque aqui nós não temos garçom, ele tem que vir aqui para pegar a bebida dele e a comida vai até a mesa, né? Então a gente preza por isso. Eh, atendimento bom, cerveja muito gelada e a comida boa, né? O campineiro ele gosta disso. E igual da mesinha na calçada aí que eu tive que aumentar minhas mesinhas, graças a Deus, lá na CTEC eu comecei com cinco, né? Ah, porque que tem que pedir autorização. É autorização, né? Eu comecei com cinco e não tava dando. Eles vieram aqui e falaram: "Fabinho, você precisa aumentar as mesas aí para ficar nos conforme aqui que a sua calçada é grande e ela abrange tudo isso daqui." Aí eu fui lá, já aumentei para 10, né? Pretendo logo aumentar para 15. É, sabe? Então a gente é assim, né? A gente vai devagarzinho aumentando e fazendo as coisas acontecerem e com os pés no chão, né? Porque olha, não é fácil. Você contou inclusive que naquele primeiro momento [limpando a garganta] sua família tava na linha de frente, a sua esposa tá aqui fazendo os pratos, inclusive chegou o lanche, mais um lanche aqui, gente. Olha, hoje aquele ali é o é o lanche do Palmeiras. É o Palestrinha. Palestrinha, [risadas] gente. Olha aqui. O Palmeiras tem lugar cativo, hein? É, e por isso que você toda esse cuidado, essa essa relação com a comida, com o local, com os clientes, eh, tudo isso você acredita que traz e fideliza esse cliente e esse atendimento, esse apoio da sua família no negócio são essenciais, toda essa mistura? Ah, é essencial? É, é inevitável, né? Porque eu quando eu nem sábado agora vou fazer uma festa em São Paulo, eh, eu vou ter que levar a Dayane junto, que é a pessoa lá, o contratante que é ela, porque ela passa servir, né? diferenciado o serviço dela. Meu cunhado vai vir aqui [risadas] porque alguém tem que ficar no bar, tem que ficar no bar, vai ficar as meninas e ele fica mais para ajudar, porque eu eu penso assim que todo dia, graças a Deus, eu vou ter bastante movimento, então eu preciso deixar pro público para eles ficarem à vontade, para eles serem bem atendidos, né? E é isso daí, tem que aumentar o o contingente aqui. Você disse que não é nada fácil nesse mercado de altos e baixos manter um bar, mas vale a pena economicamente falando, vale, né? Vale porque você não vê, mas é que nem a Fiorino, sabe? É, é televisões, é tudo que eu eu consigo ganhar eu trago aqui para dentro. Eu, primeiramente é aqui, né, para depois arrumar uma viagem, alguma coisa assim, arrumar tempo, né? Dá tempo de aproveitar a vida? Dá, tá difícil. Por isso que agora a minha esposa decidiu assim que de domingo quando tem Palmeiras abre, quando não tem não abre. Ah, uma regra então. Mas é, tem uma regra agora, inclusive, tá nem todas as placas aí, quando eu ponho na internet também, não tem jogo do Palmeiras. Não tem jogo do Palmeiras não abre. Mas se tiver Brasil na Copa num domingo, se cair um jogo no domingo, vai abrir a Copa vai ser diferente. É, vai ter vai ter um sistema especial, ainda mais para jogos do Brasil. Eu quero passar, já comprei a camisa da seleção, né? Não, não é oficial, tá? [risadas] Olha, não pode contar, não dá para contar. É, não dá. Nossa senhora, gente, muito caro. Então, comprei minha camisa da seleção, quero enfeitar isso aqui, quero receber as outras torcidas, né, que ele geralmente em dia de jogos do Palmeiras não vem porque já sabe, né? mundo, mundo respeita tudo. Então eu quero juntar todos meus amigos, cada um do seu time para torcer pra seleção. E todo mundo no bar do Fabinho. Eh, tem essa questão também, claro, no dia dos jogos do Palmeiras, mas você recebe pessoal de todas as torcidas, lógico, sem problema nenhum. Que nem agora a torcida do Vasco, que é amiga do Palmeiras, eles não tinham onde assistir jogos, tão vindo para cá e vai acolhendo, vai acolhendo, sabe assim? Eles ficaram quietinho no canto deles ali assistindo o jogo. Aí um outros ali se divertindo, dando risada. Não tem que fazer. É assim, né, que a gente anda. Agora, Fabinho, você contou uma situação que acabou te levando pro que tá hoje, acabou te impulsionando. Na verdade, o que parecia ser algo muito ruim no começo, te impulsionou a empreender. Você tem essa consciência? Eu tenho muito e agradeço muito a eles por isso, [risadas] porque senão estaria lá até hoje lá. estaria lá eh eh levando a marca deles, né, só aumentando a marca deles e eu ia ficar para trás, no caso, na minha marca. E aí você descobriu seu potencial? Eu descobri meu potencial, graças a Deus. Olha, eu ser empreendedor fica por aqui. A gente lembra que todo domingo, 5:15 da tarde tem estreia na TV, canal 11.3 TR da TV aberta, quatro da Claro, nove da Vivo e depois a playlist fica lá disponível no youtube.com/tvcâmaracampinas. E hoje em especial, acabando aqui a gravação, é claro, eu vou experimentar essas delícias. Até o próximo programa. [música] เฮ
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