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[música] O empreendedorismo feminino no Brasil cresceu 30% em uma década. As mulheres somam 10.4 milhões donas de negócios próprios de acordo com dados de dezembro de 2025. E o ser empreendedor de hoje vai mostrar mulheres que movimentam o mercado em Campinas com uma ideia no mínimo curiosa. É o Bazar das Bias, lançado em 2019 por duas mulheres que t o mesmo nome. E a gente abre conversando com a Bia Milane, que é empresária e que trouxe essa experiência de um outro lugar e vai contar essa história. me fala como surge então a ideia de pensar em um bazar que une empreendedoras, empresárias e tudo mais aqui na nossa cidade. Oi, tudo bom? Deixa eu te falar. Eh, a gente sempre, eu e a Bia, que somos amigas de infância, nós sempre adoramos bazar. A gente ia muito para São Paulo e a gente gostou demais. falou: "Por que não trazer para Campinas?" Que a gente achou uma ideia tão bacana, com tantos expositores. Enfim, daí eu tenho a fazenda Santa Margarida e resolvemos fazer na fazenda em 2019 e foi um sucesso. Eh, todas essas pessoas nos acompanham, muitas estão com a gente desde 2019, mas no início esse convite é essas amigas, como foi? É, foi você, você diz da Bia, da outra vez, você chamou a Bia, mas e depois como vocês conseguiram unir essas mulheres lá na fazenda? Então, porque a minha, eu tenho minha cunhada, ela já fazia os bazares menores na casa dela, só que depois ela teve tanta coisa para fazer que acabou não fazendo mais. E eu já tinha alguns contatos através dela e e através da fazenda também. a gente conhece muita gente, sabia quem mexia com isso, quem fazia aquilo e resolvemos unir todas e convidá-las para participar com a gente na fazenda, que foi fantástico. Só que daí chamava bazar da Santa Margarida. Nós resolvemos trazer para outros lugares porque eh as pessoas pediam e então falamos: "Pecamos mudar o nome porque bazar da Santa Margarida no Tênis Clube não ia dar certo", né? Então nós fizemos, como ela se chama? Bia também e todo mundo falava: "Ai, vocês vão no bazar das bias, acabou ficando o nome de bazar das bias". Foi bem natural então essa nomenclatura de bazar das Bias. Sim, foi até uma sobrinha que falou. Falei: "Gente, preciso dar o nome". Falou: "Bia". Ô tia Bia, bazar das Bias, porque vocês todo mundo fala onde vocês vão no bazar das Bias. Enfim, ficou esse nome. E eu acho assim que foi uma ideia muito bacana, porque nós trabalhamos com pessoas que são artistas, que pintam, que fazem artesanatos, eh pessoas que não têm loja física. Então, eh, é muito interessante elas terem um local para poder mostrar o trabalho delas, vender o trabalho delas. Não só isso, como aqui eh o network é muito importante, uma com a outra. sabe, uma indica, a outra indica, enfim, eu acho que é uma coisa muito bacana paraas mulheres, principalmente porque por não ter a loja física, né? Então, eh, o custo é muito menor do que você ter uma loja física, elas são eh pequenos empreendedores, né? Então, é uma coisa que a gente gosta demais e estamos cada vez fazendo mais e as pessoas a gente vê que os expositores são muito felizes e se Deus quiser vamos continuar aí fazendo. Quantas edições acontecem anualmente? Olha, acontece é a do Natal, a do dia das mães e agora também a gente fez o ano passado, que também foi muito legal, o bazar da primavera que a gente fez na Santa Margarida e talvez a gente vai fazar fazer de novo. Então a gente tá aqui no Tênis Clube, mas vocês já fizeram em outros espaços também? Sim, já fizemos regata, já fizemos na Nova Campina, já fizemos em vários espaços. é que aqui no tênis é muito bom, além deles serem parceiros maravilhosos pra gente, o ponto, né, que tem muitos prédios, eh, muita gente por aqui, o próprio clube ajuda muito trazendo as pessoas também, mas a gente, nós estamos abertos para fazer em vários lugares. Sim. Quando vocês tentam essa iniciativa em 2019 com grande sucesso, a gente não pode esquecer, Bia, que 2020 veio a pandemia e a gente teve aquele período. O bazar da Bia teve algum jeito de funcionar naquele período ou vocês deram uma parada? Não, nós tivemos que dar uma parada assim porque não tinha como, né? Porque você vê, a gente precisa receber as pessoas, elas têm que mostrar os produtos. Então, infelizmente nós tivemos que dar uma parada, mas foi rápido, passou e nós estamos aqui de novo e tá tudo certo. E como foi o retorno? As empreendedoras falavam: "E aí, Bia, quando vai ter?" Nossa, foi um sucesso. Foi um sucesso, foi muito legal. Todo mundo, inclusive a própria fazenda Santa Margarida ficou parada porque é um lugar de eventos, né? Então, foi muito difícil para todos nós, para todo mundo. Mas assim, o retorno também foi muito legal. Pô, estamos vivos, estamos aqui, vamos, vamos que vamos, vamos empreender, vamos fazer. Então, deu, deu tudo certo, graças a Deus. Esse período que vocês organizam o bazar das bias, como que vocês conseguem conciliar? Por exemplo, você tem o seu negócio lá da Fazenda Santa Mar da Garida, empresária. Como que é essa organização que você tem que mais ou menos se dividir nesse período em que acontece até o que antecede um pouco o bazar? Sim. É, é, na verdade, o bazar ele já anda um pouco que sozinho, sabe? Porque eu e a Bia a gente se divide, cada uma toma conta de um setor, então a gente se dá muito bem nisso. E e por exemplo, mesmo que a gente anuncie o bazar das bias, a gente já tem muita procura, eh, porque um vai falando pro outro, porque realmente é um bazar bem bacana, bem gostoso e então e não é tão difícil. Hoje são quantas expositoras aqui? Hoje nós estamos com 50, mas na época do Natal a gente chega a quase 70 expositores. Aí tem que redefinir os espaços. Tem, tem que redefinir os espaços, dar uns 60 e pouco, que é o que cabe aqui, né? Mas e e sempre dia das mães é um pouco menos mesmo. E o que é ruim também é ser um monte de feriado, né, gente, esse ano. Então, tá difícil você encaixar as coisas no meio de tanto feriado, né? Agora, quando a gente pensa nesse consumidor que virá ou que frequenta esses períodos do bazar, quem é esse consumidor? É alguém que procura um produto, procura uma oferta específica ou que gosta de passear um pouco aqui, acaba se interessando pela compra? Qual é o perfil? Eu acho que é um pouquinho de tudo, porque a gente fala assim, bazar do dia das mães, mas muita gente vem aqui, não é nem para comprar presente para as mães, e sim para elas mesmo, para passear, para ver as amigas, ah, vamos passar uma tarde lá no bazar das bias, enfim, é uma coisa eh prazerosa, sabe? Inclusive, eu inclusive eu percebi que nós temos aqui uma área de alimentos e tudo. É esse momento que elas tomam um café, comem alguma coisa. Exatamente. Chama as amigas, toma um vinho. Então é uma coisa assim bem é é um passeio, uma coisa que a mulherada gosta, né? Quem não gosta de ver coisas boas, coisas bonitas, a nossa curadoria é muito legal. Então todo mundo que tá aqui tem coisas muito boas mesmo. Então é um passeio, é a mulherada gosta. Enfim, já tem fila de espera pra próxima edição? Já tem fila de espera pra próxima edição. Dispositores, sim. Que provavelmente é o da primavera. Sim. Se der tudo certo, vai ser o da primavera. Mas aí essa mudança de localidade, ela impacta de alguma forma nessa organização? Impact. Impacta sim, porque pra gente levar as pessoas até Joaquídio, você precisa ter mais coisas. Então, a gente tem que fazer ou uma feijoada ou um tipo de almoço diferente, eh, levar alguma música, levar recreação pras crianças, me dá um pouco mais de trabalho, mas é muito legal também, entendeu? Ah, pessoal, vai para passar o final de semana, vai, vai passar o dia todo, né? Sim. E como que é essa parceria com a Bia? Você disse: "Olha, ela é minha amiga de infância, vocês duas têm negócios diferentes e nesse momento vocês têm que estar bem unidas, né?" A Bia, a Bia ela faz, ela tem outro tipo de trabalho também. Ela faz e eh ela é decoradora de flores, maravilhosa, também trabalha para caramba. Mas a gente assim, a gente se dá super bem, dá tudo certo. A gente já às vezes nem precisa conversar, a gente já entende o que uma outra tá falando pra outra. É uma coisa, uma parceria muito boa, certo? E olha, daqui a pouquinho nós vamos conversar com a outra Bia, que vai falar o ponto de vista dela desse negócio que movimenta muitas mulheres aqui em Campinas. publicitária, renomada, decoradora e produtora de eventos. A Bia Traludde é a outra Bia que nós mencionamos e vai contar pra gente quando a Bia chegou para você e falou: "Olha, trouxe uma ideia, viu um bazar diferente lá em São Paulo, vamos fazer aqui". Como foi isso para você que parece que já tem uma vida bem corrida? Ah, foi ótimo, né? Eu morei 30 anos em São Paulo. Na verdade, eu tô de volta para Campinas há 6 anos. E eu ia muito nos bazares lá, tem bazares muito bacanas. Então quando ela achei, fechei com ela, falei: "Bora, vamos fazer, vamos". E como que foi pensar na organização daquela primeira edição lá na fazenda? Então, na verdade, a gente foi contatando, a gente tem muitos contatos, né? A gente foi contatando as empresas que a gente conhece, as marcas que a gente conhece, ah, você toba, você toba. E a gente teve assim um retorno maravilhoso. Claro, vamos fazer, vamos fazer. E como a gente já tinha o modelo de São Paulo, né, que a gente viu como que era, a gente procurou manter esse modelo de um bazar mais eh com uma curadoria mais dedicada e não tentar por muitos da medos segmento. Então eu acho que foi muito bacana, tem o cuidado, a gente analisa até para para ser bom para todo mundo, né? Porque quando você, porque assim, por exemplo, vou dar um um exemplo, o segmento semijoias é muito procurado, mas a gente tem um limite de inscrição, porque senão a gente tem que ter variedade, tem que ser um bazar bacana com as marcas bacanas, mas tem que ter variedade também, que é isso que atrai o público, né? Sim. Agora, quando a gente pensa nessa curadoria em que vocês fazem aí essa união das mulheres, como que foi pensar primeiramente os contatos, certo? Depois organicamente ele foi crescendo? Ah, com certeza. Organicamente foi crescendo, até porque eu falo que o o a maior propaganda é o boca a boca nosso, né? Pra gente melhor propaganda. um expositor participa e tem um bazar organizado, porque a gente tem toda uma organização, um cuidado com os expositores de oferecer um ambiente agradável, com ar condicionado, com ajudantes na porta para carregar, descarregar, porque é um trabalho braçal pro expositor, né? Ele é montado quanto tempo antes? Eh, normalmente a gente monta um dia antes, pode vir um dia antes se o expositor quiser, mas como a gente tem expositores de fora também, São Paulo, Jundiaí, Valinhos, tem gente que prefere vir no dia, aí vem cedinho e fica pronto até a hora de começar o bazar. Sim. E aí a gente tem todo esse cuidado de oferecer conforto, oferecer segurança, um lugar e um ponto bom, né, que a gente consiga ter fluxo de gente que passeia muito pelo cambui, a gente faz aqui. Na Santa Margarida já é um outro estilo de bazar, é um bazar que a pessoa vai, passa o dia, almoça, a gente faz um monte de atividades para criança. É muito mais que compra, um passeio e se quiser tem compra também. Inclusive a Bia me disse que vocês já estão pensando no bazar da primavera. Sim, sim, estamos pensando porque a gente fez, né, o ano passado, voltou a fazer em setembro porque já não tava fazendo mais lá, mas voltamos e foi um sucesso, todo mundo perguntando e quando vai ter outro, quando vai ter outro e e a gente vai fazer mais um sim, agora esse ano antes do Natal. E como é para você, enquanto empresária, decoradora? tem a sua profissão, fora essa organização do bazar, pensar em reunir tantas mulheres empreendedoras com esse propósito. É, não é? É muito bacana. Eu acho que assim, a gente se coloca no lugar do expositor, né? Então, por isso que eu falo, a gente quer oferecer para eles todo o conforto, todo o cuidado, espaços que você vê aqui é tudo aberto, né? Então você entra, você vê tudo, não é um bazar que que você não não o do lado você não sabe quem é, não, todo mundo e isso é para eles um network maravilhoso, porque eles, eu acabei de conversar com uma expositora que é a primeira vez, ela falou: "Tô amando, eu já fiz um monte de parceria, tô conhecendo um monte de gente". Então isso é importante porque às vezes, lógico, a venda é muito importante, mas se ela não acontece por A ou B, existem outros fatores que o bazar oferece. Ô, Bia, inclusive quando você menciona isso, muitas empreendedoras, empreendedores em geral falam o seguinte: empreender é muito solitário. É muito solitário. E aqui se cone até falei para ela, essa mesma que me falou, eu falei, tá vendo como é importante você sair do seu casulo? Porque ela é ela é uma artista, então ela pinta, ela fica ali no reduto dela, na casa dela, no atelier dela. A hora que ela tem que colocar a sua cara para fora, você tem que se fazer conhecida. E aí ela falou: "Nossa, agora eu tô entendendo o que que você falou". Ela falou: "Meu, vai ser o primeiro de muitos". Isso a gente tem expositoras aqui que estão com a gente desde o primeiro, desde a primeira edição. Sim. E e elas entendem que uma edição pode ser melhor que a outra, até por pelo momento do bem preparada para isso, para isso, né? assim como um shopping, assim como qualquer outro lugar, tem épocas que você vende mais, menos, mas a gente sempre procurou manter o mesmo nível de atendimento, o mesmo nível de qualidade. Então eu assim, para mim é uma satisfação ajudar essas mulheres a ter um espaço, porque normalmente elas não têm a a loja física, né? ou é internet ou é um lugar como esse, um bazar onde elas se eh conectam, ficam conhecidas e e realizam sonho da venda também, né? A gente tá gravando essa edição justamente num bazar que antecede o dia das mães, a próxima primavera, depois Natal, porque são datas sazonais. Sazonais. Eu queria que você falasse para quem tá em casa, é empreendedora e fala: "Poxa, eu quero participar das próximas edições. Como ela faz para encontrar, para se inscrever?" Eh, por exemplo, a gente, você pode falar valor mínimo de espaço, valor máximo de espaço, como que funciona? Eh, existe um Instagram, né, do Bazar das Bias. Nele tem o meu contato, que normalmente eu faço a negociação. A Bia cuida da parte, a gente divide um pouco. Os afazeres do Baz não são poucos, parece que não, mas né, a gente tem que montar um shopping em poucos dias, né? Então, eh, meu telefone tá lá, o contato tá lá, tem o direct também. Às vezes a pessoa manda pelo direct, a gente, eu respondo, se não imediatamente, logo que eu consigo. E tem taxas de vários valores. E tem taxa de vários valores. Por quê? Porque a gente tem espaço pra mesa. Só porque o artesão que, ah, só preciso de uma mesa. Não, eu preciso de arar, eu tenho roupas. Eh, então assim, são valores diferentes. Eu quero na esquina. A esquina é um pouco mais caro do que o meio. Tem todo um Sim. como se fosse uma loja no shopping. Tem também esses critério, são espaços diferenciados que cada um vai ser um valor. Eh, nessa edição a gente teve, se eu se eu não acho que foi 100 os dois dias, 700 por dia para espaços com mesa. Sim. Então é um investimento e aqui ela tem o retorno da venda e do network. e do network, principalmente. Eu acho que o network é uma venda futura que ela também vai precisar. Ela não pode vender só no bazar, tem que vender depois a vitrine, a cara na rua. Vitrine. Agora para você faz tantas outras coisas, qual é a sua realização pessoal e profissional quando você pensa nessa curadoria? Ah, é, eu fico muito realizada. A gente fica muito feliz assim, lógico que a gente torce sempre para ser um bazar de sucesso, para vir gente, a gente trabalha para isso. Mas é o que eu falo, eu prefiro às vezes que venha 20 pessoas, mas que venham com o intuito de ver, de comprar ou de do que vi passeando, tal, dar uma volta. Todos são válidos. Ótimo. Mas a gente quer também trazer gente que tenha o potencial de comprar mesmo, que é o que o intuito doentar o negócio de cada um, de cada um, intuito dos fornecedores, dos expositores, né? Com certeza. Mas eu fico muito feliz. É uma coisa que me realiza muito. E claro, o ser empreendedor vai dar um giro por esse espaço, conhecer também as expositoras e daqui a pouco a gente conversa com algumas delas falando sobre essa expectativa, sobre o quanto é importante participar aqui do Bazar das Bias. Mas antes, olha só, você fica com as dicas de livros sobre empreendedorismo. Um breve intervalo e a gente volta já já. E as dicas de livros começam com Aprenda a empreender da ideia à ação, um manual inestimável para aqueles que desejam aventurar-se [música] na jornada do empreendedorismo. Concebido e escrito por um profissional dedicado, advogado, com mais de 8 anos de experiência e formação acadêmica notável, a publicação mescla conhecimentos [música] práticos e teóricos para uma compreensão holística do mundo dos negócios. A gata e o brechó, uma fábula baseada na história real de um filho e sua mãe empreendedora. É um aprendizado escrito pelo professor Cadu Pereira. Em uma vila chamada Fartura, uma gata sábia e trabalhadora decide transformar a garagem de sua casa em um brechó. Com o apoio de seu filho curioso, ela cria um pequeno negócio que muda a vida da comunidade, unindo simplicidade, criatividade [música] e colaboração. Gata e o brechó é uma história encantada baseada em fatos reais [música] que apresenta às crianças e aos adultos o valor das vendas feitas com propósito, empatia e coração. [música] [música] Estamos de volta no segundo bloco do Serrendedor, que hoje mostra um bazar itinerante proposto de duas empresárias da cidade de Campinas e que tem feito bastante sucesso desde 2019. Nós já andamos por aqui e conhecemos a Ana C, que é ilustradora e que pela primeira vez participa desta edição aqui, conversa com a gente, Ana, como que surgiu primeiro essa ideia? Com quem você ficou sabendo que existia e qual a sua expectativa como tá sendo essa experiência? Bom, eu conheci o bazar porque eu moro aqui na região e é um bazar bastante conhecido e decidi participar como uma forma de um primeiro investimento maior em marketing, né, fazer a divulgação dos meus produtos e parcerias. Já fechei algumas aqui hoje de manhã. Já fez negócios, então já fiz negócios que vai além da venda, né? Isso vai além da venda. É um, o bazar é muito bom para isso também, né? Não só para apresentar os produtos, mas para fechar parcerias. Até então você vendia como? Era na internet ou participou já de algumas outras atividades em outros lugares? Me conta como funciona. Não, mais pela internet, por pelas redes sociais. Eu tenho um espaço físico no taquaral e também funciona como uma vitrine, mas eh predominantemente pela internet. E lá no seu espaço físico é um lugar que você com certeza acolhe quem vai para conhecer e para, claro, consumir o seu produto, mas aqui você acaba captando novos clientes além dessas conexões. Exatamente. O bazar das bias perfil dos meus clientes. Foi por isso também que eu decidi eh estar aqui. E lá no atelier é uma coisa um pouco diferente. Nós fazemos oficinas, temos aulas regulares, mas aqui é uma forma bastante boa de conseguir novos clientes. Tá gostando muito, muito, muito. E olha só, não para por aqui, a gente conversa daqui a pouquinho com novas clientes, enquanto a gente passeia por esse espaço. A Fernanda participa há 5 anos das edições do Bazar. e ela vai contar para nós um pouco dessa experiência. Fernanda, como você começou, como foi essa primeira vez para que você esteja até hoje inclusive com uma esquina, que é que é assim que vocês chamam, né? Ó, eu já desde que eu era pequenininha, eu tinha 5 anos, eu gostava, eu fazia, eu comprava pecinha na Tomás Alves ainda, eu fazia presilha, fazia colarzinho e daí eu ia nos restaurantes, eu vendia. Meu pai tem até um um papel da escola que perguntava assim: "O que você quer ser quando crescer?" Eu escrevi: "Quero ser vendedora de bijuteria". Aí parou por um tempo de usar. Aí eu voltei a fazer faz uns 25 anos, voltei a fazer começando para mim todo mundo, ai que lindo. Aí comecei a fazer para uma amiga, pra outra, comecei a fazer mais e vender e vender. E daí agora cresceu. E há 5 anos eu tô aqui no bazar das Bias, que eu adoro, é um bazar queridinho aqui em Campinas. Eh, e desde a primeira vez que eu participo, todo mundo adora, faz super sucesso. E como você chegou, bazar? É por por propagandas mesmo no Instagram, out rede social, outras pessoas postando. E daí no começo quando era lá na fazenda era mais restrito e daí eu tentava entrar mas vaga. Aí teve uma outra feira que eu fiz, as vias foram, me conheceram, eu conheci elas pessoalmente, falei delas: "Não, no próximo você vai est dentro." Você foi primeiro como consumidora, então? Sim, com certeza. E daí elas me conheceram numa outra feira minha, gostaram. Não, no próximo bazar eu quero você no nosso bazar. Tem a cara das nossas das nossas clientes. E como você se prepara para esse momento? Ah, eu fico durante um tempão produzindo peças novas, vendo tendências. eh, fazendo a coleção nova, cores novas, fico meio pr às vezes eu saio daqui, chego na minha casa, faço alguma coisa, alguma encomenda que alguma cliente pediu, alguma coisa, sou eu que faço, então eu consigo fazer o que a pessoa quiser. A gente tá E fora desse ambiente, como você lida com o seu negócio? Ah, para mim é minha vida, né? Eu adoro o que eu faço. Eu amo trabalhar com cliente, atender, fazer as peças, ver alegria depois das clientes postando, marcando, falando: "Ah, eu tenho esse colar faz 15 anos". Então, é gratificante essa. Você vende pela rede social? venda pela rede social, faço outras feiras, faço empresas, atendo às vezes algum cliente na minha casa, vou até o cliente. E como é para você nesses dois dias de bazar, que daí você tem que deixar um pouquinho esse universo para viver intensamente aqui? Como você se organiza? Ah, eu eu já me preparo o ano inteiro, tipo, eu fico ansiosa. O ano passado a Vazar das Bias teve uma terceira edição, né, que foi uma edição especial na Fazenda. Eh, e é maravilhoso. Eu fico ansiosa porque é gostoso, porque aqui a gente conhece pessoas novas, faz novos clientes, fazemos amigos. Eh, é muito gostoso. E do ponto de vista do negócio, né, que a gente fala dessas conexões, mas e a venda, isso tem também te dado bastante retorno? Sim, com certeza. Aqui todo mundo adora. Eu faço muito boas vendas. Depois daqui eu ainda pego o contato, as pessoas vão me visitar lá no bazar da Sim. Sim. E daí vai conhecendo de um lugar pro outro, depois vai em outro bazar me visitar. Eh, tem umas que viram amigas, é muito gostoso. Vai continuar sem por aqui. Vai continuar. Opa, aqui eu tô, eu já sou a primeira falando: "Bia, cadê meu vaga?" E daí eu sempre fico aqui nessa esquininha que todo mundo já me conhece, sempre fico por aqui. Então é é gostoso. E a gente continua por aqui conhecendo mais expositoras que participam desse bazar. E a Taiana, que trabalha com semijoias, está no bazar desde o início, participou de todas as edições, todas, não falta em nenhuma. Aí, [risadas] como é para você pensar em organizar o seu negócio para participar todas as edições? Alguns anos nós temos duas ou três, outras tm umas a mais. Como é para você? Olha, é muito interessante porque eu não tenho loja física, né? Então eu sempre vendi para lá e para cá. Ai tá, vem aqui no meu evento, na minha casa, vendo no online bastante, Instagram também, no WhatsApp, mas essa parceria, né, de fazer o bazar é muito legal porque as minhas clientes gostam de vir, justamente também porque no bazar eu sempre trago novidades, né? Novidades, de repente promoções também. Então acaba sendo um encontro com todas as minhas clientes que ficam no online, que eu faço muitas entregas por Campinas. Então a gente tem esse contato mais físico no bazar, que é uma delícia, né? Além de ter também outras vendedoras, coisas super interessantes no bazar que a gente não vê por aí, né? Como foi o convite para participar daquela primeira edição? Ai, foi muito especial porque também a primeira edição foi lá na fazenda, né? Então, foi assim muito gostoso, um ambiente muito agradável e todas as participantes também a gente tem depois contato, né? E faz outros eventos também. Então é muito legal essa parceria que a gente faz com todas as vendedoras e e clientes também, né? Todas as clientes também que vieram lá das primeiras edições, vem até hoje aqui nos ver nesse bazar que sempre tem coisas lindíssimas. Para você, qual foi a evolução desde aquela primeira edição em 2019, agora em 2026? Digamos que são 7 anos participando, contando claro aquele período da pandemia. Anos? Sim, sim. Ai são várias, né, vários fatores, mas eu acho que mais assim entender o que que o pessoal procura quando vem num evento como esse, né? Então a maioria que vem, como são eventos mais festivos, né, que a gente participa o quê? Dia das mães aí próximo, né? A gente já fez também próximo dia das crianças e também no Natal, que é um dos mais importantes, né? O pessoal vem focado mais em presente. Então eu fui aprendendo com o tempo. O que que o pessoal procura nesses bazares, né? um presentinho, alguma coisa pro dia a dia, coisas mais corriqueiras. Então eu fui entendendo a clientela do Bazar das Bias e hoje, com certeza, eu agrado bastante o público, graças a Deus, né? E a gente continua circulando por aqui, lembrando que o programa está no ar Pós Bazar das Bias, mas agora você pode ficar atento, inclusive na internet e entender qual é o próximo período. Vamos ter uma edição em setembro, vamos ter uma edição em dezembro. próximo ao Natal para conhecer melhor e entender como funciona esse [música] universo. [música] Uma empresa lançada em dezembro de 2025 [música] e que através do networking já veio também participar do bazar. Me conta essa história. Então, Thaago, primeiro, antes de falarmos do bazar, como assim? Dezembro de 2025, vamos fazer vela. Loucura, uma loucura. Resolv, começamos a fazer vela. Adoramos, eu e o Paulo, que é o meu marido. E aí a gente começou e assim ficamos apaixonas para quê? Vamos fazer vela para quê? Não, começou para dar de presente para funcionário que acabou virando uma outra coisa. A gente falou: "Meu, como é incrível esse mundo de velas, aroma e a gente ficou encantado". Assim, vocês fizeram um curso para entender, para fazer, assistiram tutoriais na internet? A princípio tutoriais, fomos buscar vídeos, a gente foi aprimorando, tá? E aí a gente descobriu o quê? Tem muitos aromas diferentes, muitas sensações que que entrega os aromas junto o quê? podendo usar na no banho para usar na, vamos supor, na sala. Meu, é encantador tudo isso. Mas daquela ideia, inicialmente, vamos fazer velhas presentes, eram quantas? Eram para fazer cerca de 20 velas. E no fim virou qu E no fim, com as feiras que nós fizemos no final do ano, já gerou mais de quase 500 velas vendidas no final do ano, ou seja, só final do ano, só no final do ano. Quem quem pensou para uma segunda renda? falou: "Por que não pensar numa renda principal?" E aí vem o quê? O empreendedorismo. Até então, você atuava em outra coisa ou não? Sim, eu era supervisor de loja de roupas, né? E aí o varejo já tá diretamente um pouco difícil. Dentro disso, eu falei: "Por que não empreender? Por que não buscar alguma coisa para mim, para nós?" E aí começou esse lance e deu super certo por fim. Saiu do varejo. Saímos do varejo. Mas tô no varejo. Sim. Full timeas velas. Diferente. Exato. Mas tá muito interessante. 500 velas em dezembro. E a partir de então, como chega a aurivelas aqui no bazar? O bazar ele chega para nós com uma surpreendentemente, né, por um convite que nós recebemos para para est participando, né? E assim é incrível porque chega pra gente o quê? a as pessoas que nos conhecem até nas redes sociais, né, pela pelo nosso atelier que a gente tem em casa, chega para nós aqui agora, podendo sentir os cheiros, podendo sentir os aromas, presencialmente, poder pegar no nosso produto. Até então a venda é pela internet. É pela internet, sim. Mas aí e pelas feiras, é pelas feiras. vocês participam e como é uma feira bem conceituada que a gente tinha só coisas boas para, né, que a gente ouviu falar e assim é incrível, todo mundo que tá aqui é maravilhoso. Então a gente tá muito feliz, muito contente de estar participando aqui da Feda. E o que que você espera dessa participação nesses dois dias além da venda? Além da venda assim, ó, e tem mais proximidade com o nosso cliente, né? e outra, eh, até o nosso público, eh, poder sentir, poder aprovar também que a gente tá fora, é, presencialmente também, que é muito importante. E é isso. E expandir mais, né? Porque e ter esse feedback direto também é muito importante. Como vocês se prepararam para participar do evento? A gente fez a coleção do dia das mães, tanto que tem velas aqui. Você consegui mostrar que é essas específicas para pro Dia das Mães que ficou incrível. Então assim, ó, fora a nossa coleção que a gente já tem de oito aromas, mais as de Nossa Senhora que a gente faz, a gente fez também essas específico pra feira, que é pro dia das mães específic daqui pra frente trabalhando cada vez mais com velas. Sim, sim. Estamos na luta e estamos adorando isso daí. E a gente continua aqui fazendo esse tour no bazar, mostrando essa diversidade de produtos e negócios. Quem estreia também aqui no bazar é a ceramista Eline Labanca, que produz em casa esse material a partir, inclusive ela vai contar essa técnica. Elane, antes da gente falar especificamente da sua vinda pro bazar, me conta um pouquinho sobre a criação dessas peças. Ai, a criação é bem particular. Cada peça tem uma um processo criativo diferente. Aqueles tachos que eu já vendi quase todos foram baseados num tacho que a minha avó aqueleia aquele tacho de cobre que eu tenho em casa, é herança da minha avó, certo? Foi um uma homenagem a ela. A, eu usei as medidas do tacho, eu reduzi a altura, mas a ideia foi essa. E a cara que ele fica de metal por causa da queima no forno a gás. Cerâmica. É cerâmica, gente. E tem um detalhe bem importante em todas as peças que eu vou mostrar para vocês. Todas elas ganham uma etiqueta. Essa daqui tá escrito o seguinte: peça esmaltada com cinzas de goiabeira. E aí tem a onde você pode usar, se é no forno, na lava-louça, tem toda uma indicação. Me conta isso sobre essa técnica de usar cinzas para esmaltar cada uma dessas peças. Então, é uma técnica que vem desde antes de Cristo. É uma técnica que começou com o aumento da temperatura nos fornos de cerâmica na China. Eles começaram a reparar que a cerâmica ficava mais resistente conforme a temperatura aumentava. E nos fornos, na China, nessa época a eles eram alimentados a lenha. E começaram a reparar também que a lenha a gerava cinzas e essas cinzas iam depositando na superfície das peças e as peças brilhavam. Já era cor ali. Sim, foram aí que começaram os esmaltes de cinza. A partir dessa observação, lá de antes de Cristo, começou a se esmaltar com cinzas as peças. E hoje você já tem a cinza que vem pronta ou não? Você produz também a cinza? Meu sogro me ajudava muito. Ele queimou muita coisa para mim. Tem cinzas que eu ganho de presente, como essa que eu mostrei. Essa eu ganhei de um oleiro em valinhos, que isso é resíduo do forno dele. Ele não tem o que fazer com isso. Ele me deu e aí eu limpei, formulei e fiz esse esmalte com as cinzas dele. E aí pode ser cinza do quê? De qualquer coisa. De qualquer coisa. De qualquer coisa. Essa então vegetal. Ovos. Eu já usei cinza de ovo, de casca de ovos conchavos também, qualquer coisa orgânica, não pode ter coisa sintética. E pode depois, depois que ela se instala e vira essa tinta, esse esmalte, pode colocar comida, pode colocar o que quiser que tá tudo OK. Sim. ainda tem uma vantagem. A cerâmica é completamente dependente de mineração. O barro vem de mineração. Os compostos usados para fazer esmalte também vem de mineração. Quando eu uso a cinza, eu tô diminuindo o uso de compostos que vêm de mineração e acho que eu tô baixando um pouco o impacto que eu causo no meio ambiente com a com a minha cerâmica. Uma produção com consciência ambiental também. Sim. [risadas] Mas e aí, Bazar das Bias, como você chegou aqui e pela primeira vez participa? Instagram. [risadas] Mas você viu lá o anúncio do Instagram ou alguém falou: "Olha, tem esse bazar, uma outra amiga". Não, eu vi no Instagram e já tava seguindo há algum tempo e aí quando apareceu esse, eu achei que era um bazar de peso e achei que valeia a pena participar. As duas bias são uma simpatia. Desde o primeiro contato. [risadas] E agora esses dias participando, como tá sendo? Uma delícia, porque meus vizinhos são fabulosos também. Ela, ela já ganhei dicas de como coloca fazer o cartão dela, já conheci a produção dela que é fabulosa também. Muitas, muitas. Já comprei queijo, então vale a pena participar. Super. Já pretende participar das próximas edições? Mágico. Tô esperando Natal. Deve ser show também aqui, hein? Perfeito. E a gente continua passeando aqui pelo bazar das vias, mostrando um pouquinho mais desse universo que reúne empreendedores em Campinas. A Janaína trabalha junto com a mãe na produção de bordados e guardanapos. Ela vai detalhar esse negócio pra gente que começou na pandemia e também é estreante aqui no bazar. Janaína, me fala como surgiu esse convite de participar do evento. Esse convite, na verdade, não foi um convite, né? Nós nos convidamos. Eh, eu conheci pela internet, né, pelo Instagram, o Bazar da Bia, que eu já seguia outros artesãos. Aí surgiu, entrei em contato com a Bia, já de primeiro já fechamos o negócio, então vamos embora, né? E por que surgiu o seu interesse de participar de um evento como esse? Ah, eu acho que poder sair, que eu sou de americana, poder sair de americana para est em Campinas, acho que eh aumenta a expansão, a visibilidade dos nossos produtos e a oportunidade de outras pessoas conhecer o nosso trabalho. Você falou comigo que inclusive foi um negócio que começou na pandemia, você que é farmacêutica, como que é essa história de de farmácia para bordado? Começou na pandemia, hein? Eh, eu sou farmacêutica, né? Parei depois que eu tive o primeiro filho, né? Eu tenho duas crianças. E aí na pandemia em casa, eu com a minha mãe unimos o útil agradável e começamos com essa parte de artesanato. Inicialmente sua mãe que começou a costurar? Isso, minha mãe costurou, começou a costurar pano de prato. Aí eu falei: "Ai, mãe, eu vou entrar com bordado para implementar". E hoje a gente também tá com sabonetes, né? eh, difusor de aromas para incrementar mais ainda o nosso trabalho. E como vocês conquistam os clientes? Tem uma loja física, é pela internet online? É, aí tem temos amigos, né, da região agora aqui em Campinas também. E como tá essa expectativa? Vocês que ficaram lá, olha, queremos entrar no bazar, como hoje tá, como que você tá sentindo aqui com toda essa essa energia aqui, conhecendo as pessoas? me conta um pouquinho dessa experiência. Ó, era um momento muito feliz, tá, de estar aqui com essa esse bazar lindo, agradável e poder estar conhecendo várias pessoas, né? E pretende participar de outras edições, com certeza. E a gente lembra que todo domingo tem estreia do ser empreendedor aqui na TV Câmara Campinas às 5:15 da tarde. E se você quiser assistir a outros episódios do nosso programa, vai lá na playlist da TV Câmara Campinas no YouTube. Você confere todos os nossos programas. Até um próximo. Ser empreendedor. [música] [música] [música] เ