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Ser Empreendedor | Confecção e Venda de Uniformes
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Ser Empreendedor | Confecção e Venda de Uniformes

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A cadeia têxtil e de confecção brasileira movimenta bilhões e segue em crescimento gradual. Em 2025, o setor de vestuário deve alcançar cerca de R$ 314,9 bilhões em faturamento, com aumento no volume de peças produzidas e vendidas. Esse cenário impacta diretamente o mercado de uniformes escolares e corporativos, que se beneficia de uma demanda constante e recorrente. Diferente da moda tradicional, o segmento de uniformes atende às necessidades permanentes de escolas, empresas e instituições, garantindo estabilidade ao setor. Além da padronização e identidade visual, os uniformes representam praticidade, profissionalismo e fortalecimento de marca. No programa Ser Empreendedor, o público acompanha histórias de quem encontrou nesse mercado uma oportunidade de crescimento, transformando criatividade, atendimento e qualidade em negócios de sucesso.

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Olá! [música] A indústria de confecção movimenta mais de R3 bilhões de reais anualmente no país e cerca de 62% dos trabalhadores autônomos dessa indústria ainda atuam de forma informal, o que não é o caso do nosso da nossa entrevista de hoje, porque apesar de ter começado há mais de 30 anos de forma informal, esse mercado cresceu e hoje a gente vai falar um pouquinho da trajetória empreendedora da Sandra, me conta então como foi. A gente tá falando de um mercado hoje com indústrias têxteis grandes e a gente tem, inclusive, olha, micro e pequenas empresas que representam 84% desses trabalhadores que atuam no setor têxtil. Mas um pouco antes de ser essa indústria, me fala desse início, desse mercado informal, de uma história que começa, para quem conhece Campinas na Feira Hip. Oi. A nossa história começou na feira hip, eu e meu marido na época namorados, né? A gente começou com uma banquinha na feira hiip quando ela era na praça Carlos Gomes. Eh, nós vendíamos camiseta, fazíamos a camiseta, personalizávamos ela em casa, tá? A gente tinha uma estamparia, um silk screen, né? Sim. E tudo e foi ali que começou tudo. E na época eram que temas? Você lembra? Ah, eram camisetas divertidas. Sim. eram camisetas de frases, de desenhos, estampas. A gente pegava estampas de quadro e fazia elas divertida, mudava o o layout delas. Então, era uma fase muito gostosa e tudo informal, né? Tudo informal. Mas em que momento que vocês perceberam que era possível eh ampliar? Em que momento vocês deixam de ser expositores na feira hiip ainda lá naquela década de 90? Sim. Hum. E passam a ser logistas e e pensar, vamos ter uma confecção. É, aí teve uma um momento que eh foi de repente, né, em frente à Praça Carlos Gomes vagou uma um ponto comercial e ali com muito suor a gente conseguiu. Na época ainda se cobrava pontos, cobrava luvas, né? Vendemos o que a gente tinha e montamos a ironia dense. Mas no começo já era ironia dense ou foram as camisetas que primeiro foram? Ela iniciou, a gente iniciou a loja como ironia, tá? Que vendia as camisetas divertidas e também a parte de modinha, tá? Então ali começou com camiseta e modinha. E que momento então você percebeu que tinha esse mercado para vender produtos para dança? E nesse caso vocês começaram a confeccionar esses produtos ou você buscava e só vendia? Não, a nossa a nossa essência foi fabricação, tá? Então tudo o que a gente vendia na loja, ele era tudo fabricação nossa. Tinha um pouquinho assim de coisas compradas, né? revendia, mas quase que 90% era produtos de fabricação nossa. E essa transição então para vender produtos pra dança, a parte de dança como foi? A gente tinha uma na irmã Serafina, na parte de cima, na César Berrembinha do artista, uma loja bem antiga, muitos e muitos anos, e era uma referência para Campinas. E teve um momento que eles resolveram que não iriam mais trabalhar, então estariam passando o ponto. No que eles falaram de passar o ponto, a gente falou: "Opa, vamos vamos mudar, vamos segmentar, né? Vamos acrescentar mais um segmento". E lá a gente começou a negociação. Sim. Mas aí a mudança foi, a gente tinha um grande amigo, seu Queiroz, que mora, ele morava ou mora, acho que acredito que tá, esteja lá ainda em cima da loja ironia. Sim. E aí ele falou: "Por que que a gente estaria comprando a loja de cima se a gente tinha tudo que podia ali embaixo, que não seria necessário todo esse investimento? ouvimos a voz da experiência do seuz e montamos a a parte de dança junto com a moda. É, até porque quando as pessoas iam procurar a loja, não, agora tem uma loja que vende os mesmos produtos na rua de baixo. Era isso? Sim, sim. Foi isso. E aí acabamos ficando na na irmã Serafina mesmo com os dois segmentos, com a modinha e com a parte de dança. E depois em algum momento, vocês passaram exclusivamente pra dança ou não? Não, a parte da modinha sempre acompanhou a gente. Sim. Até mesmo porque na dança você consegue agregar uma blusa, uma camiseta, uma parte de baixo, uma saia, uma calça e acabou agregando e indo junto. Sim. Eu lembro que, gente, eu quando fui entrevistar a Sandra, inclusive percebi que eu já tinha sido cliente da loja porque minha filha é dançarina e desde pequena eu ia na [risadas] comprar e era isso mesmo. Mãe, olha essa camiseta com essa estampa bonita de uma bailarina, eu quero também, né? Então você acabava vendendo, era uma mochila, uma bolsa diferente. Sim. Sempre, sempre inovando, gente. Aquela mochila que era a sapatilha. Ai aquela era aquela era campeã acabava [risadas] com as mães porque as mães, as crianças, as meninas, eu quero essa mochila. E vocês que tiveram ideia de criar esses produtos lá? Sim. O meu marido ele é muito criativo, então ele ele é ele é o empreendedor assim de natureza. Sim. Ele vê uma coisa diferente, ele já pensa como ele pode fazer, para que caminho ele pode tá indo para inovar, para est fazendo coisas novas. E lá essa loja da irmã Serafina, em que momento vocês vocês continuam lá? Qual foi o próximo passo no seu negócio? Não, a ironia dense, ela foi encerrada na pandemia, porque na fase da pandemia ali ficou muito perigoso. Sim. Então foi uma situação que não dava mais o centro. Foi um ano também que não teve mais espetáculo, não parou tudo, né? Sim. Então, foi um ano que a gente precisou se reinventar. Mas e aí, o que vocês fizeram para se reinventar? Para se reinventar? Ah, tem uma parte. Para se reinventar, nós começamos a fazer na pandemia, nós atendemos o pessoal do hospital de campanha. Ah, fizemos máscara avental, eh, trabalhamos com a parte até a parte dos lençóis de hospital. Então a gente começou a fornecer pra ids, olha que era pessoal do hospital deve super demanda naquele período. Sim, sim. Foi o que nos ajudou a a se manter. Então, na verdade, a ironia ela fechou por um novo movimento, não porque falou? Não, não, não. A ironia fechou por um novo movimento, embora a gente tenha, agora a gente mudou pra Paula Boeno, que lá tem a ironia dense e a multi a Plural uniformes, tá? Então vamos lá. mesmo segmento. Você na pandemia, a sua família decide produzir eh equipamentos, né, roupas e acessórios voltados à saúde. Sim. Sim. E aí vocês fecham a ironia. Vocês produziam isso onde? Na nós temos uma confecção, um pequeno atelier, até mesmo ali na Paula Boano, tem uma salinha que dali sai toda a criação. Sim. E temos a nossa confecção que é no castelo. Ah, então na época da pandemia essa confecção já existia, essa fábrica já existia. Já existia a Paula Boeno, ela já existia como nosso e-commerce. Sim. Então ali nós trabalhávamos o escritório, esse pequeno atelier da onde sai toda a criação, né? Sim. E e ali a gente acabou encerrando na pandemia a irmã Serafina, que é no centro da cidade. É no centro da cidade, pela dificuldade da segurança. Não foi um problema. A gente poderia ter continuado, mas a segurança ali ficou muito ruim. Você falou que inclusive naquela ocasião, gente, eu bati um papo com a Sandra, o dono do imóvel falou: "Vocês podem ficar um ano sem pagar?" Sim. Poderíamos ficar ali para até passar toda essa dificuldade e depois se reerguer. Sim. Mas ali no caso, a gente agradeceu muito a ele, mas no caso não foi um problema da loja, da empresa, porque graças a Deus a gente como empreendedor sempre se se reinventou. E vocês conseguiram levar aquela clientela do centro pra Paula Bueno, conseguimos. Conseguimos levar quase assim, tem uma parte, claro, que a gente perde, sim, mas a gente sempre fez um bom trabalho e sempre conseguiu cativar, né? Então a gente, nós não somos apenas uma empresa, a gente faz com muito carinho o que a gente faz. Sim. Então isso transparece pro pro cliente, né? E nesse período, em que momento? Hoje a gente tá inclusive falando em uma em um dos negócios da família da Sandra, você vê ao fundo que são uniformes escolares. Nessa trajetória, em que momento que esse nicho surge como uma oportunidade? Esse início surgiu pra gente no pós-pandemia, porque o que que aconteceu no pós-pandemia? A maioria das empresas pequenas, elas acabaram encerrando as atividades e a gente, por uma felicidade de Deus, né, a gente conseguiu se reinventar e foi muito procurado, porque diante do trabalho que a gente sempre desenvolveu, nós conseguimos que as pessoas vinham sempre vêm até nós. Então, nessa necessidade de uma escola, ela pediu para que a gente fizesse um orçamento e começasse fabricar para ela. E dali surgiu a uniforme escolar. Começamos a fabricar pro colégio Santana de Vinhedo. Eles vem, eles são nossos parceiros, eles vendem lá na escola e dali começou um puxou o outro. Foi o boca a boca. Então, boca a boca. Boa falando para outro diretor de outra escola e assim foi. Hoje vocês são fornecedores de quantas escolas mais ou menos? Ah, juntando as duas empresas, as duas lojas, né? pontos físicos e mais a fábrica. Nós chegamos a 25 escolas mais ou menos, não só Campinas e região, não só Campinas. A gente trabalha com a o ponto físico, né, que a gente atende direto aos pais e também tem as escolas que a gente fornece paraas escolas. A gente tá falando inclusive aqui de uma unidade na Monte Castelo, aqui próximo à Ponte Preta. A unidade lá do Taquaral, ela não é a mesma. Vocês decidiram fazer duas empresas diferentes. Por conta essa estratégia, ela é a mesma fábrica, a essência sai do mesmo local, tá? Mas a gente trabalha com dois nomes, porque aqui na Múltiplo a gente atende as escolas desta região e no caso da Plural a gente atende as escolas da região do Taquaral. Sim. Então aí foi necessário segmentar com nomes diferentes para que não desse choque dos pais ficarem perdidos, né? Sim. Então, os as escolas que o múltiplo atende é só na múltipla. Compreendo. E como foi para vocês então essa estratégia de pensar? A gente tá há muitos anos no centro, temos uma unidade no Taquaral, vamos concentrar no Taquaral. Isso a fábrica funcionando lá no castelo. Sim, a fábrica no castelo. Aí agora vamos para Monte Castelo, que é na Ponte Preta. Como que é feita essa estratégia? É, a produção ela é unificada, né? sai tudo do mesmo local, mas a gente trabalha com a Rafaela, que é a nossa nossa gerente da empresa, né? A Rafaela é a quem quem toma conta da Múltiplo. Então a Rafaela sempre vai coordenando toda a necessidade de estoque daqui e ela passa direto pra empresa, pro castelo no caso, né? Para est fazendo a produção. Essa unidade funciona quanto tempo? Essa unidade a gente tá completando do anos. Dois anos. Dois anos. É um bebê ainda? Sim. É um bebê. Quando a gente pensa num negócio com mais de 30 anos, mas quando o empresário vai dar esse passo ou para ter uma nova unidade da mesma empresa ou para abrir uma nova empresa, o que vocês como empresários levam em conta nessa nessa estratégia, nesse planejamento, Sandra? É, a gente tem que imaginar que serão anos de muita de muito na ponta do lápis, né? Porque ser microempresário no Brasil é uma luta diária, né? Essa empresa é simples. É assim, é simples, é simples. Vamos dizer que a gente considera uma empresa familiar, né? Sim. Porque hoje em dia é muito difícil você lidar com pessoas. Então, contratação. Quem trabalha com você hoje na empresa? trabalha eu, meu marido e minha filha. Sua filha. E vocês têm quantos colaboradores hoje? Nós temos quatro, sete colaboradores. Sete colaboradores. Sete colaboradores fora a fábrica, fora a fábrica. Que na fábrica hoje, o que que aconteceu na pandemia? Nós nós distribuímos as nossas máquinas para que elas pudessem trabalhar em casa. Então, no que fizemos isso, acabou todo mundo fazendo home office e fazendo home office e aí todas elas acabaram se tornando as nossas terceirizadas. Então hoje elas são parceiras parceiras, são PJ. Olha, e ó, quando a gente pensa em nesse movimento de home office, geralmente se pensa só que o pessoal que trabalha com informática, né, com tecnologia e a costura também foi possível. E assim, a formato que a gente utilizou para isso foi também um degrau para elas, né, para que elas conseguissem se ser autônomas. Sim, porque até para pras meninas, pras costureiras é complicado para adquirir máquina ou maquinário. Então, as nossas máquinas foram o pontapé para elas conseguirem a se tornar autônomas. Mas aí elas têm e elas têm exclusividade ou não? Elas podem fazer outras coisas além com você? Elas podem fazer outras coisas. Olha, hoje elas são autônomas. Elas têm os nosso trabalho, né, que já é uma parceria de longa data por demanda produzir X uniformes. Isso. E aí elas nos atendem e também atendem aos clientes delas. Olha que legal. Nós nós transformamos em outras empreendedoras, né? E como foi isso para vocês? Vocês viram? Se a gente pensar em várias estratégias, o e-commerce se torna base, as costureiras não perdem o emprego e começam a trabalhar em casa. para conseguir produzir esses uniformes. Como eh tudo parece que foi não pensado, foi vocês tiveram a ideia na hora dependendo da do que tava acontecendo. Como é isso? Fala assim que o pequeno empresário ele tem que se reinventar a cada dia. Então, por mais que a gente tenha um planejamento, o planejamento às vezes ele ele vai acontecendo, né? Sim. Então, é pela força da necessidade, as coisas vão se desenvolvendo. Sim. Existe, claro, sempre um uma um objetivo, mas esse objetivo nem sempre ele vai tão tão reto, né? É verdade. A gente vai se organizando e ele vai acontecendo. Essa unidade que tem 2 anos, quando vocês fazem uma prospecção de, olha, vamos ter uma loja com tantos metros, vai ser assim, em quanto tempo vocês pensam nesse planejamento dela do retorno financeiro, dela se autopagar, digamos assim, ou aqui com uniforme isso é muito mais fácil, não? É, com uniforme, o início de todo, toda a parceria com o colégio é mais difícil, porque você não sabe a demanda, você ainda não conhece a demanda do seu cliente. Então é assim, no mínimo 3 anos você só investe. 3 anos investimento, três anos é investimento. Você vai em investimento, você vai formando o seu estoque. Então não é fácil. E tudo que entra você vai reinvestindo também tecido e tudo mais. Isso. Então são três anos no mínimo que a gente sabe que é só suor e lágrimas. Inclusive você mencionou algo bem interessante que de uma escola outra escola os procuram, os procuram. De toda forma eh como quem faz essa captação? É você ou não, olha, meu marido, é o meu filho, somos nós. Como vocês dividem esse trabalho hoje? É o o meu marido, ele é criação, criação, criação e fábrica, tá? A minha filha, ela trabalha no administrativo e adora uma criação também. Então ela segue o pai, certo? E eu sou comercial. Você é comercial? Sou comercial. Comercial. Você é essa linha de frente? Vai nas escolas e faz. Ah, normalmente eu faço as visitas à escolas. Eu tô sempre, eu, eu gosto de estar trabalhando ali corpo a corpo, né? São sempre visitando as escolas. Nós somos procurados, graças a Deus, pelo bom trabalho. Então, a gente é muito procurado. Então, a Rafaela é a nossa linha de frente aqui na na Múltiplo. Então, o pessoal vem aqui, ela agenda as visitas e assim a gente segue. E o e-commerce? O e-commerce ele tá caminhando junto, tá, tá em paralelo com a pré escola, ele funciona bem ou não? A, os pais ainda são resistentes a comprar pelo e-commerce. Isso tá tá caminhando. Eu espero que em algum momento ele abra um pouco mais. Aquela questão de experimentar uniforme, né? Os pais gostam da daquela coisa física, do atendimento, do vir até aqui, olhar a qualidade do produto. Então os pais ainda não chegaram nessa fase do e-commerce, tá? que tá caminhando. Eu não sei se vocês já viram aí, a gente tem umas imagens captadas aqui pelo nosso cinegrafista Osunqueira dessa unidade e tem um cantinho que parece que já tem roupa de dança. Quer dizer que aqui aquele [risadas] aquela coisinha do início também acompanha esse ambiente que você pensa que é só uniforme escolar. Me conta porque tem uma arara, tem aí uma salinha de dança. Ah, essa essa é a nossa essência, né? A essência da dança vai caminhar com a gente sempre. Então, a maioria das escolinhas tem um balezinho, né? Então, a gente traz junto para continuar com o nosso nosso produto do coração, né? Sim. Olha, a escola vai ter o a o balé já sai aqui com a com a roupinha para fazer o balé e geralmente pras crianças pequenas. Sim. sempre pro baby class. Baby class. A gente aqui a gente focou no baby class. E esses mais de 30 anos, né, com com certeza muita luta, muita resiliência, muito se reinventar. O que você diria para quem está assistindo e muitas vezes pensa: "Olha, eu acho que não vai dar. Eu faço ali as minhas camisetas na estamparia da minha casa. Tô lançando até uma coleção, mas ainda não sou visto, não sou vista. O que você diria para essa pessoa, Sandra? Olha, ser empreendedor não é fácil, tem que ser por amor. Se você não gostar, não é difícil você manter porque não é fácil. A escala aqui é 700. [risadas] Não tem não tem aquela coisa de hora para trabalhar, hora para É, é, é, é. Tem que ser por amor. Se não seguir por amor, não é fácil. Mas não pode desistir, não. Não pode desistir. [risadas] Ai, que ótimo. Muito obrigada pela entrevista, viu? Obrigada. E você que assiste o Serreendedor, agora nós vamos às dicas de livros sobre empreendedorismo e no próximo bloco temos mais uma história inspiradora. E já que estamos falando em confecção, o primeiro livro é Costuras, tecendo relações para empreender e inovar. [música] Costurar e empreender, o universo da confecção. O livro traz o que é essencial para quem quer iniciar um negócio na área industrial. Nele, [música] osutores Antônia Neusa Mendes e Paulo de Tarso abordam o mercado de [música] confecções brasileiro, as máquinas indicadas e técnicas de montagem de peças, unboxing negócios de moda, empreendedorismo, planejamento e gestão. O livro aprofunda-se em operações, marketing e finanças, ensinando como adaptar modelos de gestão para lidar com a alta complexidade de fabricar variantes de produtos com tamanhos, cores e logotipos variados. [música] [música] E neste segundo bloco do ser empreendedor, a gente continua falando sobre quem atua no segmento de uniformes. Mas esse nicho é diferente, é o corporativo. Quem vai conversar com a gente que é Isabele, que há mais de 20 anos está nesse negócio. Mas olha, a sua experiência empreendedora começou muito antes. Isabele, conta para nós qual foi então o seu primeiro negócio. Meu primeiro negócio começou quando eu tinha 30 anos. Eu resolvi empreender abrindo uma confecção infantil, de moda infantil. Na época eu morava ainda em São Paulo, mas eh esse negócio era fadada não dá certo. Mas na época você mesmo quem fazia essas peças, como foi isso? Eh, eu venho de um universo de confecção. Minha família toda tem confecção de moda. E aí, com os 30 anos, eu achei que já tava na hora de eu empreender. E aí, com isso eu juntei a minha experiência eh do varejo e da moda feminina. E por que não empreender com a Fato moda em uniformes? Isso lá em São Paulo ainda foi quando eu mudei para Campinas, eu resolvi empreender aqui, já montar a minha empresa na cidade e só que eu comecei, passei o primeiro ano inteiro dentro da minha casa, eh, fazendo todo um planejamento, eh, para que eu não cometesse os mesmos erros da primeira empreitada, né? Então, na minha casa, eu desenvolvi todo o moststruário que eu gostaria de vender. Eu pesquisei mercado, eu pesquisei mão de obra, todas terceirizadas na época. Eh, e comecei a minha mini confecção dentro da minha casa, num dos quartos da minha casa. Quando foi o momento que você sentiu que o negócio já estava amadurecido a ponto de ter um novo espaço, uma fábrica fora de casa, uma loja física? Como foi isso? Eh, passado esse primeiro ano e e já adquirindo alguns clientes, eh, eu entendi que o negócio ia vingar, eh, o mercado era muito promissor, eh, e falei: "Não, já é hora, então, de eu alugar o meu primeiro imóvel". Eh, foi um imóvel muito pequenininho. Eh, contratei a minha primeira colaboradora, eh, uma costureira maravilhosa. Eh, até hoje eu tenho ela aí como aqui no coração. E aí comecei, então fui para um imóvel pequeno, contratei a primeira, depois fui contratando a segunda, a terceira, ainda nesse espaço menor, mas já abraçando o mercado nesse momento só de Campinas. Sim. Mas aí olha só o desafio. Você vem da capital paulista, vem conhecer o mercado do interior. Apesar de nós sermos hoje uma cidade de mais de 1 milhão de habitantes, mas na época com certeza tinha muito menos. Como foi conquistar esse cliente que precisa do uniforme corporativo? Qual foi a estratégia que você usou? Eh, eu tinha uma estratégia muito clara. Eu precisava trazer paraa cidade de Campinas isso há 22 anos, 23 anos atrás, eh, alguma coisa diferente do que já existia aqui. Então, o que que eu, o meu slogan na época, que é a minha entrada pros clientes, era eu ia oferecer um um uniforme corporativo, mas com uma pegada de moda. Então, tirar aquela rigidez do uniforme corporativo e e trazer todo o meu conhecimento que eu adquiri e num varejo de moda e pro uniforme. Então, eu desenvolvi modelos muito diferenciados na época. Eh, e essa era a pegada de entrada com os clientes que todos Mas como você fazia? Você participou de alguma feira para esse tipo de mercado? Até porque a gente tá falando em 20 e poucos anos atrás que não tínhamos, por exemplo, hoje a facilidade da internet. Sim, sim. Era muito no presencial, grande parte no presencial, inclusive. Como você, a Isabele, a empresária Isabele apresentou o seu negócio naquele momento? Eh, antes de apresentar, eu visitei muita empresa de vários segmentos e avaliava pessoalmente os uniformes, porque a a pesquisa naquela época, como você bem disse agora, era muito rasa, né? Não tinha tanta não tinha tanto conhecimento na internet e e WhatsApp e Instagram. Eh, então eu visitava pessoalmente as empresas, classificava segmentos por semana. Eh, você já via o uniforme que aqueles funcionários estavam usando, os colaboradores, e já pensava em o que você poderia oferecer em cima daquela realidade que geralmente naquele momento com certeza aquela empresa tava tendo alguma insatisfação. Sim. Sim. Uma coisa que é bem interessante, como eu trabalhei muitos anos com mulheres, vendendo para mulheres e quem decide o uniforme inicialmente são mulheres, eh essa esse conhecimento do do feminino eu já tinha muito apurado. É, então assim, ir nas empresas, ver aqueles uniformes, ver o que eu poderia sugerir de diferente e abordagem correta pros profissionais que escolhess esse uniforme foi de fato um um divisor e foi de fato uma coisa que preencheu muito, eh, facilitou muito, aliás, para que eu pudesse ter acesso a essas mulheres decisoras que comprariam esses uniformes, essa linha nova. Sim. E a partir disso, então, você ainda estava naquele espaço menor com uma confecção pequena. Quando foi a virada de chave para que o seu negócio expandisse? Eh, um divisor de águas para mim foi quando a Fato foi abordada por uma um grande grupo eh que gerencia hospitais públicos eh sugerindo eh uma toda estratégia de orçamento, cotação, tal, que a gente participasse de um processo desse. Nós participamos com esse filing todo que na época eu já tinha eh comercialmente falando, eh, e eu pesquisei o uniforme deles, vi aqui eu posso entrar com uma coisa diferente, com baixo custo. Eh, e nós ganhamos a licitação na época e aí o volume que nos trouxe, porque aí já não era mais Campinas, aí já era estado. Então, com o volume que trouxeram e essa empresa nos trouxe para produzir, a gente começou a fazer ter uma estrutura mais com processos mais definidos. Mas aí também veio um grande desafio, porque pensa bem, ganhar uma licitação, ter um volume enorme, prazo com certeza, e você tinha uma estrutura um pouco mais inxuta. Por que que você teve que mudar totalmente, inclusive nessa fase de confeccionar todo esse volume? Eu tive que me conscientizar que eu tava abraçando uma coisa grande e que eu precise precisaria fazer algumas concessões. Sim, eu trabalhei de domingo a domingo. Eu eh terceirizei muito a parte de costura desse desse projeto, mas tudo isso muito transparente com o cliente. De forma nenhuma foi eh a gente vendeu peixe, né? e vendeu Exato. Exato. Não, não. A gente esclareceu muito pro cliente. A gente tinha uma seriedade no negócio, a gente tinha como fazer esse projeto acontecer com parceiros. Eh, eh, explicamos para todos esses parceiros a situação e pro cliente na outra ponta e todo mundo abraçou junto à causa, mas foi trabalhar de domingo a domingo por algum tempo. Um bom tempo, um bom tempo. Mas eu acreditava naquilo. Missão cumprida. são cumpridés. Até hoje eles são nossos clientes, só que hoje, na época, eles eram extremamente representativos no nosso faturamento. Eh, hoje eles são mais um cliente. Olha, isso é super importante porque nessa nessa nessa trajetória, digamos assim, você depois teve que também fazer outras estratégias para não ficar economicamente dependente apenas de um cliente. Como foi isso? Eh, teve uma determinada situação que a gente, isso foi muito perigoso, eles eram eh um percentual muito grande em relação ao nosso faturamento. Eh, e nós tivemos, graças a Deus, nós entendemos isso muito rápido, eh, e criamos outras estratégias de vendas para outros tamanhos de cliente. Então, o que que a gente entendeu na época? Esse é um cliente grande que hoje a gente não pode abraçar um outro desse tamanho. Então, vamos ter vários médios e vários pequenos que a gente vai poder atender esses menores, enquanto a gente se estrutura de uma forma mais segura para acrescentar outros grandes. Então, a estratégia foi pegar clientes menores que não que a gente não teria que eh que não solicitava tanto a gente, mas que o o a soma desses clientes começava a ter um percentual mais significativo do que só aquele grande, né? E isso foi, lógico, isso não foi fácil, isso foi com muita luta. E esses clientes pequenos, eles eram Campinas ou também vocês fizeram essa dispersão pro estado todo ou até para fora do estado? Eh, na época mais concentrado no interior. Eh, e na época a gente eh por que que a gente pensou ainda no interior? Porque eu ainda era o comercial da minha empresa sozinha. Eh, então eu fazia parte de gestão, eu fazia a parte de venda, eu fazia a parte de entrega dos uniformes. Eu presa, eu eu presa, eu presa com passada essa fase, a gente começou a encorpar muito, então a gente começou a contratar mais pessoas. Eh, e isso foi eh, foi mais sustentável para que eu pudesse seguir com os demais clientes, né? E aí sim a gente sentiu a necessidade de já sair daquele espaço. Então a gente já tava contratando mais colaboradores, eh a gente já precisava de um espaço maior. E quando a gente fez essa mudança aí para esse imóvel que nós estamos, então a gente saiu de um de um espaço de 150 m para um espaço hoje de quase 800 m². Sim. E e aqui funciona a confecção também. Aqui sim, na parte eh interna tem a fabricação nossa. Mas a parte de costura, a gente tem aqui dentro duas fases. A fase um, que é a parte de corte, de separação, eh, para que envie paraas nossas oficinas. Hoje nós temos 35 facções costurando para nós. Eh, e aí a parte três é quando volta dessas dessas facções para acabamento, controle de qualidade que a gente faz questão que esteja aqui internamente. Quando você fala nessas facções, são pessoas jurídicas, costureiras que fazem lá no ambiente delas. É isso. Isso. São meis que trabalham para para que a para produzir para que a gente possa Mas tudo já sai cortado daqui. Tudo todo o início. E o fim é aqui pra gente manter o controle de qualidade da nossa marca. O fim é revisão, eh, controle de qualidade das costuras, eh, passadoria, embalagem, eh, e expedição pros nossos clientes, que aí hoje sim a gente atende o Brasil todo. A fato tá assim alcançando de norte a sul, de fato, todos os praticamente todos os estados a gente fornece os nossos uniformes. Sim, como hoje você que dizia, olha lá no início eu batia na porta das empresas, eu analisava os uniformes e hoje em tempos de internet, em tempos em que a sua empresa chega de norte a sul desse país, qual é a estratégia diante de tantas facilidades, mas que o convencimento precisa ser o mesmo? Sim, sim. Hoje a gente tem uma equipe muito mais estruturada, a gente tem uma equipe de marketing, a gente tem uma equipe comercial, eh, então trabalhamos sempre muito juntos o comercial com o marketing para saber as estratégias que a gente vai ter. Então, hoje é Instagram, LinkedIn, Facebook, e-mail marketing, WhatsApp Business. Eh, mas é óbvio que o que conquista o cliente é a conversa, é a qualidade do nosso atendimento junto a essas empresas. Só que agora nós já temos um, já somos conhecidos no mercado, afinal são 23 anos, né? Então os clientes vêm até a nós na maior parte das vezes. Eh, e quando chegam a gente já encanta com todo esse conhecimento que a gente tem, é um nohow de muito tempo, né? Sim. E aí a gente atende todos os segmentos mesmo, a grande parte dos segmentos da então a parte de saúde, a parte hospitalar, a parte profissional dos das empresas com muitos eh muitos colaboradores que vestem uniforme administrativo, né? Sim. Eh, aí a gente consegue pegar um bom leque. Isabele, toda essa trajetória empreendedora, quer dizer, com certeza você resumiu o que vale ou valeu mais a pena quando você faz toda essa essa viagem ao tempo. Olha, eu concluo eh falando que o planejamento, um planejamento estratégico é fundamental para que um negócio dê certo. Mas mais fundamental ainda é a paixão pelo que se faz. Uma é eu tenho uma paixão enorme pelo meu negócio. É, e eu tenho muita responsabilidade porque hoje muitas famílias dependem da nossa empresa. Você tem quantos colaboradores hoje? Aqui dentro eu tenho 35 e as oficinas, né, as facções externas são mais 35. Então são praticamente 70 famílias que dependem do nosso trabalho. Então a gente tem que fazer um trabalho com muita coerência, muita responsabilidade para que seja uma empresa sustentável a longo prazo e que a gente possa continuar aí encantando muitas e muitas empresas. Muito obrigada por compartilhar a sua história com a gente. Muito obrigada a vocês por nos visitarem. E o serpreendedor fica por aqui toda semana trazendo uma história inspiradora, histórias inspiradoras, como a que você viu do primeiro bloco da Sandra, agora da Isabele. 5:15 da tarde, todo domingo tem estreia [música] aqui. E você, claro, pode acompanhar os outros programas que estão na playlist do youtube.com/tvcâmara e também agora no portal da TV Câmara Campinas, que é tvcamaracampinas.com.br. br. Até um próximo ser [música] empreendedor. [música]
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