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Questão de Ordem | Junho Verde
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Questão de Ordem | Junho Verde

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O Junho Verde é um mês dedicado à conscientização ambiental e à reflexão sobre os impactos das mudanças climáticas na sociedade. Neste programa, discutimos a importância da educação ambiental, os desafios enfrentados pelos municípios diante de eventos climáticos extremos e as ações necessárias para a preservação dos recursos naturais. Participam do debate o vereador Wagner Romão, o vereador Luis Yabiku e Tiago Lira, representante da Proesp no Conselho Municipal do Meio Ambiente e chefe da Brigada Popular de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais – Brigada Cachorro do Mato. O programa aborda temas como prevenção de desastres ambientais, queimadas, participação da sociedade civil, políticas públicas e o papel da educação ambiental na construção de cidades mais resilientes e sustentáveis.

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Olá, [música] começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater o Junho Verde, o mês de conscientização sobre o meio ambiente. No início de junho foi comemorado o Dia Nacional da Educação Ambiental. Então, que políticas públicas são realizadas na cidade para aumentarmos a conscientização? O que precisa ser melhorado em relação aos resíduos sólidos, desde a destinação correta até a forma que jogamos o lixo fora. E os eventos climáticos extremos. Estamos preparados para um período longo de seca, sem chuvas? Temos abastecimento de água garantido em relação a enchentes. Bom, são muitos questionamentos e para participar do questão de ordem, eu recebo aqui no estúdio o vereador Wagner Romão. Ele que é o presidente da Frente Parlamentar pelo meio ambiente e enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. o vereador Luís Iabico, que é o presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente, e o Thiago Lira, que é vice-presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Campinas, o Condema, e também representante da PROESP no UCODEMA e chefe da Brigada Popular de Prevenção e Combate a Inêndios Florestais, Brigada Cachorro do Mato. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Vereador Wagner Romão, começo com o senhor. Qual que é a importância de termos um mês dedicado ao meio ambiente e quais discussões o senhor acha mais pertinente para uma cidade como Campinas? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordens. Obrigado. Um prazer estar aqui novamente num mês tão importante que é o mês de junho, né? mas que as preocupações relativas ao meio ambiente elas são permanentes, né? Ah, eu acho que tem um sem número de de temas que a gente poderia abordar, que acho que vamos abordar aqui hoje. Ah, eu presido a Frente Parlamentar do Meio Ambiente pelo enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. Elas estão conectadas hoje, né? a gente teve na legislatura passada duas frentes parlamentares separadas sobre esse sobre esse tema que tá muito articulado, né? Eh, é difícil falar assim um tema mais forte, né? Mas eu poderia destacar acho que diversas preocupações. Acho que a questão da água sempre é um tema muito importante. A gente tem, né, aqui em diálogo com o vereador Luís Abico, nós eh propusemos dentro da comissão de meio ambiente uma subcomissão de segurança hídrica. Nós passamos por uma situação de escassez permanente, né, com relação à água aqui nas bacias PCJ, né, nas bacias do Piracicaba, Capivari, Jundiaí. são as bacias que eh abastecem, né, Campinas e região Piracicaba, enfim, eh de água por uma situação geográfica, né, nós dividimos, compartilhamos eh a bacia PCJ com a grande São Paulo, que é uma enorme área, né, de consumo de água, seja para consumo humano, seja paraas pros consumos industriais, né, econômicos. E e esse é um grave problema para nós. Então, a gente tem trabalhado bastante nesse campo. Eu penso que cada vez mais a questão dos resíduos sólidos e e da economia circular, né, é um tema muito importante. Campinas, assim como a grande maioria das cidades brasileiras, eh, recicla muito pouco, né? tem uma preocupação muito eh ainda pode podemos avançar muito mais, né, na questão da reciclagem dos resíduos sólidos, na questão da diminuição da utilização de resíduos, né, e de de produtos que podes que poderiam virar lixo. Eh, hoje, por volta de apenas 2% daquilo que poderia ser reciclado, é reciclado na nossa cidade. Então, a gente tem que articular muito essa política com as cooperativas de catadores e catadoras de materiais recicláveis, assim, com muito investimento também eh em ecopontos, né? Um debate que a gente fez na semana passada aqui na Câmara a partir do do nosso mandato. Eh, a gente fez um debate muito interessante também sobre a questão da limpeza digital. Também eu em parceria aqui com o vereador Luiz Abico, propusemos uma semana eh municipal de limpeza sobre limpeza digital. É um tema muito novo, né, muito recente, mas a gente armazena muito lixo digital que poderia ser eh dispensado, né, para, enfim, liberado nas nas das nossas redes, do nosso uso, nas nossos bancos de dados, né? Hoje, cerca de 85% daquilo que existe em termos de de lixo digital, de de dados digitais, né? Ele poderia ser eh eliminado, simplesmente descartado. E isso acaba eh forçando muito eh todos esses essas grandes plataformas de bancos de dados, né, que consomem muita água, que consomem muita energia. E então essa é uma preocupação muito importante, né? A gente fez um debate também bacana sobre isso na semana passada. Tem diversos outros temas, a questão da arborização urbana, né, que é uma ação muito importante pra gente diminuir o aquecimento na nossa cidade, ao mesmo tempo, fortalecer as espécies vegetais, né, e e animais. Eh, e a gente tem muito problema aqui, tem muito debate aqui em Campinas a respeito dessa política de arborização urbana. teria diversas outras. Eu vou deixar aqui pro vereador Luiz e Abico e pro Thiago falarem um pouquinho pra gente começar o nosso debate aqui. Vereador Luiz Bico, o que que representa esse junho verde em 2026? Qual que é o principal desafio ambiental de Campinas? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordens. Boa noite a todos. Prazer estar aqui na questão de ordem, cumprimentando nosso amigo Thiago Lira do Condema, meu colega vereador professor Wagner Romão. Ontem, essa semana eu estive com o Wagner Romão ontem, né, falando Wagner, você não pode faltar na questão de ordem porque você é o nosso professor. Só pelo só pelo início da conversa dele, do assunto, você vê quantas atividades ele ele realiza dentro da comissão do meio ambiente, desde frente parlamentar como as subcomissões. a gente se entende muito bem nesses assuntos, né? Uhum. E até comentei com o Wagner Ramon que através de um projeto de resolução em 2008, eu fui o autor da criação dessa comissão permanente do meio ambiente até 2008, a Câmara não debatia esse assunto tecnicamente, oficialmente, era um assunto solto, mas hoje existe o espaço para se debater esse assunto desde 2008 para cá, devido a um projeto de resolução que a Câmara entendeu, ótimo, e criou a Comissão Permanente de Meio Ambiente. E dentro dessa comissão do permanente meio ambiente, nós temos debatido todos esses assuntos que o Wagner já elencou aqui. Porque é na cidade, Gabriel, que a pessoa mora, não é no estado nem no país. É na cidade que acontece as coisas. Aqui que se polui, anda de ônibus, planta as árvores e diminui o impacto ambiental, né? Então é um assunto que cabe à Câmara Municipal debater, porque nós representamos o cidadão, a cidade. Então é um debate interessante na questão de ordem. Estamos aqui à disposição para conversar bastante sobre esse assunto. Ótimo, Thago, primeiramente nos conte, né, qual que é o trabalho realizado pelo Condemo, os objetivos, desafios, se vocês têm pessoas suficientes para realizar as demandas, seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Obrigado, obrigado a casa pelo convite. Saudar os vereadores aqui, eh, o vereador Wagner Romão, sempre professor, eh, vereador Luiz Abico, que há um bom tempo aqui também milita nessa causa, né, vereador? Até tava vendo um tempo que o senhor é autor da emenda para ciclovias. É isso, cidade. Verdade. Trabalho importante, né? Mas respondendo a pergunta, a gente eh e lincando também com o que os vereadores falaram, a gente tem um problema de governança efetivamente na questão ambiental, né? Então, se a gente pensar, por exemplo, que a Câmara de Campinas só em 2008 foi ter uma comissão permanente de meio ambiente, quando em 1972 em Estoucomo já se discutia as questões relativas ao meio ambiente, né, e sucessivas outras conferências das Nações Unidas, apontando a importância da questão ambiental. E não só, obviamente que o dia do meio ambiente, a semana do meio ambiente, o mês do meio ambiente é importante paraa conscientização, mas não só para isso, mas para que a gente tivesse governança ambiental, né? E daí entra o papel do Condema. O Condema hoje, legalmente ele é o órgão central do sistema de gestão de qualidade ambiental do município de Campinas. O Condemo, ele tá na lei orgânica do município lá dizendo, ó, para preservar o meio ambiente precisa ter participação popular, precisa ter governança eh ambiental com participação popular, porque a gente não faz eh governança de meio ambiente sem radicalização eh da participação popular da democracia direta. Isso não existe. É uma é uma ilusão achar que a gente vai ter qualquer política de conservação, de preservação, de restauração do meio ambiente sem participação e sem envolvimento comunitário, social, popular. Eh, e o CONDEM, ele é um órgão de representatividade tanto da sociedade civil como do governo, como das instituições técnicas na cidade. O Condema tem 33 cadeiras eh de representantes com dois suplentes cada da cadeira. Tá? Então, em tese, nós somos 99 conselheiros na cidade de diversas instituições, quase todas as secretarias municipais, eh organizações da sociedade civil, eh associações de bairro, eh entidades como Embrapa, Unicamp, PUC, CAT. Então, assim, a gente tem uma qualificação muito grande dentro do Condema. E o Condema é um órgão que, como poucos no país aqui, o Condema de Campinas tem uma capilaridade muito grande eh do ponto de vista do conhecimento técnico sobre as políticas ambientais, porque a gente tá juntando ali eh muitos cérebros importantes aqui da cidade, pessoas pensantes sobre a questão ambiental mesmo, né, e atuantes e não só do lado da sociedade civil ou das instituições de pesquisa, mas também do próprio governo, porque a gente tem funcionários que representam o governo no conselho, que são pessoas gabaritadíssimas na questão ambiental e que trazem uma bagagem, um conhecimento para dentro do conselho que permite o conselho, em tese, né, que daí a gente quero discutir disso lá disso, em tese o conselho eh ser esse órgão de governança da política ambiental na cidade de Campinas, né? Ótimo. E no dia a dia ou durante o trabalho realizado são feitas reuniões, diligências? Vocês vão até os locais? Como é que é esse trabalho na cidade? Sim, sim. O o CONDEMA se reuniu ordinariamente toda a última quarta-feira do mês, eh, às 14 horas, e a gente promove reuniões extraordinárias na medida da demanda de que precisa se aprovar assuntos, né, assim como outros colegiados, né? Eh, e o Condema tem uma série de instrumentos legais, inclusive para fiscalização, né? Inclusive, recentemente, o Condema fez uma diligência no Parque dos Jatobás, no Parque do Campo Grande. Eh, e tem um relatório muito importante, inclusive da Comissão Especial de Matas, unidades de conservação, que aponta lá um abandono total, por exemplo, desses dessas duas unidades de conservação. Eh, mas o Condema faz eh faz e deve fazer diligências, fiscalização, propor políticas públicas, indicações e também ter um poder resolutivo, né? O Condemo é um órgão deliberativo eh sobre a política ambiental do município, inclusive no licenciamento ambiental, né? Tem uma resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente, a 01 de 2024, que ela ela implica a transferência do licenciamento do estado pro município se tem um conselho deliberativo funcionando regular. Então o município só faz licenciamento ambiental hoje por causa dessa participação popular. organizada no Conselho de Meio Ambiente, senão a gente não teria, seria continuaria o estado e teria deixando de vir um recurso, obviamente, eh, desse processo pro próprio município, né? E também um controle, né? que é o, como o vereador Luiz Abico falou, eh, nosso presidente da Comissão de Meio Ambiente, que é impossível, né, inclusive essa a gente conseguir alcançar uma governança das questões ambientais eh sem que a gente tenha essa participação efetiva no controle da cidade. Então, quem tem o controle do planejamento urbano é o prefeito, é a Câmara Municipal, é o Conselho de Meio Ambiente que faz o controle do desenvolvimento urbano, desenvolvimento da cidade, né? Porque como o vereador falou aqui, a questão ambiental acontece aqui no município, né? Toda a problemática que a gente vai falar aqui, inclusive essas que tm repercussão eh eh mundiais, elas estão acontecendo os impactos aqui no município, né, nos municípios, né? Então, né, a a governança e a gestão da cidade também, né, ela tem que acontecer a partir dessa visão, eh, penso eu, né? Sim. Então, vamos falar um pouquinho sobre esses impactos. Então, Romão, a Frente Parlamentar tem debatido os efeitos das mudanças climáticas. Quais impactos já são percebidos aqui na cidade de Campinas, por exemplo? Olha, ah, a gente tem uma situação, acho que eu até já pude falar aqui um pouquinho num outro questão de ordem sobre o famoso antropoceno, né, que é uma mudança eh radical do que tem sido a a vida na no planeta Terra desde ali o nascimento da era industrial, nos anos 1800, 1000, final dos anos 1700, início dos anos 1800, né? Isso tá alterando radicalmente assim a vida no planeta. Eh, e o a ideia do antropoceno, né, que tem a ver com uma nova era geológica, na qual o homem, o antropo, né, é esse ser que domina eh o planeta. Ele vem nesse sentido de se pensar uma mudança muito importante, né? Eh, portanto, uma nova era geológica, em que os impactos do que o ser humano tem feito, né, que os impactos do capitalismo, do mundo industrial tem feito, são praticamente irreversíveis, né? E a gente entrou nessa nessa nessa situação, quer dizer, a constatação dessa situação, ela foi se dando muito ali a partir do que o Thiago já mencionou, das conferências da ONU, da conferência de Estoco, depois da Rio 92, né, e das diversas conferências que estão sendo realizadas. Agora, a forma de organização das Nações Unidas a respeito disso são as COPs, né, as conferências do clima. a gente também já teve a oportunidade de conversar aqui sobre esse tema. Eh, e os impactos dessas mudanças climáticas, desse do aquecimento global, eles se dão no planeta todo, né? nos, eu diria que nos municípios aqui, onde a gente tá, onde a gente mora em Campinas, ali no trópico de Capricórnio, né, nessa área do eh eh tropical, subtropical, eh a gente tem uma mudança no regime de chuvas muito importante. Então, eh há toda uma preocupação do município com relação às inundações, às enchentes, à proteção das encostas, às populações que moram nessas situações, nessas áreas muito precárias, né? Então, claro, todo todos os rios ribeirões, enfim, que eh existem na cidade de Campinas, Atibaia, o próprio Capivari, o Anumas, eh Proença, enfim, os diversos córregos, eh, que tinham já o seu regime de inundação, né? Porque isso é natural também, determinadas épocas do ano em que chove mais e outras que chove menos, né? Eles têm sido afetados. as chuvas que t acontecido, elas são muito mais intensas do que eram e elas são muito mais irregulares também. Então essa é essa é uma das grandes dificuldades que a gente tem, seja com relação a essa questão mais específica do combate às enchentes, eh às inundações, seja também com relação ao abastecimento de água, né? né? Quer dizer, isso tem um impacto muito forte também no abastecimento de água, porque a gente vive numa numa região endêmica, né, ou seja, permanente de escassez hídrica, né? A assim, eh nós temos uma uma situação semelhante a à situações de deserto, porque nós temos muita população e muito pouca água e ainda temos que dividir essa água com a grande população da grande São Paulo, né, que é a outra bacia hidrográfica que é a bacia do Alto Tetê. Então, a questão da água, a gente sofre um impacto direto na na questão das emergências climáticas. O Thiago tem muito essa experiência também, né, Thaago, você poderia falar depois sobre a questão dos grandes incêndios, né? A gente teve aí eh há alguns anos atrás, agora não me lembro se foi 2023, 2024, mas a gente teve uma situação de grandes incêndios no estado, no Brasil todo, no estado de São Paulo em especial. Teve um crime terrível ali na na região do Observatório eh de Campinas, né, do Observatório Astronômico de Campinas, ali no em Joaquim Egídio, no Pico das Cabras, eh que só foi debelado porque teve muita gente, né, das brigadas que pôde lá junto com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, atuar. Então, a questão dos grandes incêndios é uma outra questão muito forte. A gente vê isso Portugal acontecendo, Califórnia, né, Europa passando por temperaturas muito quentes e aqui também a gente tem essa situação de grandes ondas de calor, especialmente no no na na no verão, na primavera verão. Mas isso, né, toca a gente. A gente teve no ano passado até escolas que pararam, suspenderam as aulas, dada, né, a grande onda de calor que tava acontecendo. E acho que a gente poderia falar de diversos outros impactos aqui, né? tem uma relação com a fauna eh direta, né? A fauna vai sofrendo essas consequências também. E daí a grande importância é da gente ter políticas de remediar, porque a gente, infelizmente, chegou numa situação em que não tem retorno. A gente chegou num ponto de não retorno com relação ao aquecimento global, né? Quer dizer, a gente passou já dessa desse limite em que a gente poderia retornar hoje. O grande a grande o grande debate internacional é quanto tempo a gente consegue eh fazer com que demore mais a gente chegar em um grau a mais na atmosfera, 1, grau e meio a mais. A gente, aparentemente isso é pouca coisa, mas é muita coisa. Isso envolve derretimento das calotas polares, isso envolve uma série de mudanças atmosféricas, né, que vão impactar diretamente a nossa vida. Isso para não falar da das questões da agricultura, né, que tem um impacto direto na nossa segurança alimentar. Eh, o debate sobre arborização urbana entra muito pesado aí, porque a a árvore, né, assim, aí é muito fácil. A gente tá numa situação em que a gente tá sob o sol, outra situação que a gente tá sob a sombra. A diferença de temperatura é absolutamente sensível para todas as pessoas, né? Tem até reportagem em ruas que são próximas, mais arborizada e menos arborizada, diferente de temperatura. É muito bem. Isso é muito importante, né? Porque dizer, nós não vamos conseguir resolver a questão do aquecimento global com o mais uso de de ar condicionado, né? Nós não vamos com isso, não, isso tá fora de cogitação, porque a gente vai ter cada vez gasto a mais de energia, né? Então ele impacta muito fortemente a gente e as políticas têm que ser de tentar remediar isso, né? Diminuir as consequências, eh trabalhar no enfrentamento, por isso que o nosso, o nome da nossa frente é bem longo, enfrentamento pelo meio ambiente de enfrentamento às aos efeitos das mudanças climáticas, porque ser contra a mudança climática, a gente já perdeu essa possibilidade lá atrás, né? a gente continua com um, digamos assim, um modelo de desenvolvimento econômico atrasado que nos colocou nessa enrascada climática em nível mundial. E eu sempre falo, né, e a BIC tá cansado já de me ouvir falar sobre isso. Nós temos que mudar o paradigma de política pública. Uhum. Nós temos que parar de asfaltar a rua. Nós temos que parar, nós temos que voltar para eh eh trabalhar com materiais permeáveis. né? Isso. Eu outro dia eu vi um absurdo aqui que foi asfaltada ali uma rua do lado do bosque do Jequetibá, uma rua de paralelepípedo ali, né? Que é uma forma muito mais ecologicamente correta, né? E e adequada da gente lidar, porque vai chover, tem esse essa água tem que ser permeável, ela tem que chegar no solo, ela tem que chegar lá embaixo nos nos aquíos, né? Eh, a gente tem que preservar nascente nessa cidade e a gente vê cada vez mais e passando trator por cima, eh, passando asfalto por cima. Nós temos que voltar, nós temos que mudar esse paradigma, né? E, infelizmente a gente tem eh numa situação na própria no próprio organograma da prefeitura em que a Secretaria do Clima, Secretaria do Meio Ambiente, Clima, Meio Ambiente, Sustentabilidade é uma secretaria pequena na comparação com outras secretarias eh da Prefeitura Municipal de Campinas. Serviços públicos é uma secretaria bem grande, né, bem forte, poderosa, que ali passa a questão do resíduos sólidos, passa a questão da arborização urbana, passa a questão dos parques e jardins, né? Então tem, às vezes a gente nota uma certa esquizofrenia também dentro do poder público, especialmente na prefeitura aqui em Campinas. Claro que não é só Campinas, né? Mas que a gente precisa mudar esse paradigma, né? A gente tem batido muito nessa técnica. Vereador Luiz Yabico, diante dessa resposta eh do Wagner Romão, eu acho que ficou muito evidente uma preocupação e quem está em casa certamente também deve estar se perguntando isso, que nós temos problemas que são permanentes, como o vereador diz, tem muitas reportagens falando, chegamos em um ponto que é difícil a a gente retornar, aquele ponto que não de não retorno, então é tentar mitigar daqui pra frente pra gente diminuir os danos pra nossa geração. Mas para as futuras também. E aí quem tá em casa tá se perguntando, mas pera aí, então a gente precisa da chuva, mas se chove muito também tem a questão da enchente, da inundação. E aí se não chove tem a questão da seca extrema, da seca, que é muito complicado também por conta do abastecimento dos rios e a gente precisa é dessa água. O senhor entende que Campinas tá preparado para enfrentar esses eventos climáticos extremos? Quando tem seca, quando tem inundação? O a construção dos piscinões que estão acontecendo? É uma maneira de tentar ajudar esses reservatórios contra as enchentes? Como é que você entende aí a cidade de Campinas diante deste contexto que é preocupante? Gabriel, estive faz um mês, dois meses atrás numa formatura de alunos voluntários num curso extensivo que levou um ano para formação de voluntários para Defesa Civil, capitaneado por Cid Furtado. Eh, são voluntários em torno de 100 voluntários que aprenderam as funções básicas eh na área da Defesa Civil, né? Outro dia a Câmara aprovou e votou apoio à carreira dos funcionários da Defesa Civil, incentivando a atividade da da Defesa Civil, porque é uma função extremamente necessária, importante nos dias de hoje, né? Tem-se aí, eu tenho visto notícias, não sei se isso vai ocorrer ou não, do Éinho que virá no final de ano, que será uma coisa inédita, né? É, é o laninha que depois vem o Euninho. Eoninho vai causar problemas no Sul, especialmente no norte e Sudeste vai sofrer consequências. É onde entra a Defesa Civil nesse momento. Então o planeta está já nessa situação, a partir do não retorno, tentar remediar e se e se defender eh das consequências, né, dos eventos extremos. Eh, em 2005, quando nós criamos uma comissão de estudos antes da criação da Comissão Permanente de Meio Ambiente, fizemos em 2005 uma comissão de estudos sobre e efeitos climáticos. Naquela ocasião, era um tema muito árido, ninguém entendia do assunto. Romão, acho que devia ter uns 10 anos de idade antes no grupo. [risadas] O o Thiago acho que não tinha nem nascido ainda, mas eu trouxe aqui, por exemplo, para debater o assunto o Carlos Nobre. Opa. cientista que ele esteve aqui na Câmara trazendo já naquele assunto, ele já era membro titular do IPCC, ele naquela época já falava o seguinte: "Cuidado com os eventos extremos, para nós era um tema tão estranho. O que que é eventos extremos? É isso que estamos vendo hoje, chuvas intensas, torrenciais que derrubam tudo, né? Ou secas extensas que causam incêndio, como o Thigo acabou de presenciar 2023. Então, as cidades têm que estar preparadas para isso. Campinas tem tentado remediar esse assunto com a Defesa Civil, criando os pisinões, as microflorestas, né? Ah, enfim, o prefeito Dário esteve recentemente numa viagem levando as experiências de Campinas lá fora como uma tentativa de cooperar, mas Campinas precisa também de colaboração, de cooperação com investimentos nessa área. Eh, infelizmente. Mas cabe à população estar consciente de que é necessário ter consciência da reciclagem do do do que usa, consumir menos, né? tentar utilizar mais meio de transportes não poluentes. Enfim, é uma questão de cidadania a diminuição dos impactos climáticos. Thago, o Condema ou mesmo a brigada tem identificado mudanças significativas nesses últimos anos relacionadas ao clima? Sim, sim. O Condema vem fazendo apontamento há uns 20 anos. o Condema, pelo menos o Condema fazendo, vem fazendo esses apontamentos, inclusive até discordando um pouco do nosso presidente Luiz Abico, que eh o Condema, inclusive vem deliberando sistematicamente contra essas políticas paliativas, né? O Condema tem proposto na linha, inclusive, que o vereador Wagner falou sobre paradigma de política pública, o Condema tem proposto um outro paradigma para as políticas públicas, né? Então, quando, por exemplo, a prefeitura propõe uma obra como um pisinão, o Condema fez uma resolução contrária, dizendo pra prefeitura: "Olha, esse modelo é um modelo vencido e o que a gente precisa daí aqui usar um termo, espero que o que o cidadão telespectador me entenda, mas o Condema tem proposto uma política muito mais radical na raiz do problema, né? Eh, então a gente tá falando, por exemplo, de soluções baseadas na natureza. A gente tá falando de outros outro jeito de enxergar a cidade, eh, não só com grandes obras cinzas de engenharia, que muitas vezes não dá o resultado que a gente precisa. Por exemplo, os pisinões. Se a gente pensar todas as obras que o ex-prefeito Magalhãense Teixeira fez aqui na cidade de canalização de rio, eh, na época se dizia que isso ia conter as enchentes. Passado 10 anos a gente percebeu que não. Passado 20 anos a gente percebeu que muito menos. Passado, acho que 30 anos, né? É 2025 do do do ex-prefeito Magalhã Teixeira. Eh, a gente percebe que não. E é uma política que se espalhou pelo país inteiro, por exemplo, de achar que canalizar córrego, eh, impermeabilizar nascente, isso seria uma algo que teria algum tipo de resultado depois você conseguisse fazer obras cinzas para resolver e realmente não resolve. Eh, a cachorro do mato. Daí falando sobre a brigada, ela é uma entidade que ela surge exatamente por causa disso, pelo aumento dos incêndios florestais, eh pela crise que a gente vivia em 2022 com os incêndios no Pantanal, na Amazônia. E a gente tem uma, quem fundou a cachorro do Mato, quem incumbou a cachorro do mato, incubou foi a Proesp. E uma uma associada da Proespão, ela ela tava super desesperada com a situação do Pantanal e ela falou: "A gente tá aqui, uma entidade ambientalista, a gente não vai fazer nada". e ela começou a se movimentar para tentar fazer alguma coisa no Pantanal. Mas a gente percebeu que a gente é uma crise aqui também no nosso território. Foi quando a gente fez lá em 2022 junto com a Fundação Florestal o primeiro curso de formação de brigadista. De lá para cá a gente vem atuando em incêndios florestais muitos eh todos os anos. Inclusive ontem, na madrugada de ontem, a cachorra do mato estava empenhada num incêndio na serra dos cocais. Um incêndio de grandes proporções, causado por um balão ainda no século XX, né? pelo amor de Deus. Um balão, né? Diante toda a crise que a gente vive, um balão, um baloeiro colocou fogo lá que queimou. a gente calcula, ainda não terminamos eh o cálculo lá, mas a gente calcula mais de 10 haares queimado, inclusive uma parte importante de reflorestada lá, que é uma parte dentro da fonte sônia em Valinhos, mas a gente vem a gente vem percebendo assim ano a ano é um aumento e e além desse aumento dos incêndios florestais por questões das mudanças climáticas, a gente percebe que a gente não aumentou essa infraestrutura, a gente não houve um avanço correspondente, né? né? Então a gente volta de novo pra questão da governança. Eu vou insistir aqui, espero que vou até ser meio monotemático, mas a questão da governança ambiental, ela é central e colocar eh a Secretaria do Clima numa outra posição, não de 0,05% do orçamento municipal, né? Como que a gente combate os efeitos da mudança climática no município com 0,05% do orçamento? Como que a gente combate eh as mudanças climáticas com as unidades de conservação sem orçamento? Só Mata Santa Genébia que tem um orçamento bom esse ano. Ainda bem que tem, não tô reclamando que bom que tem, que tenha mais orçamento, mas as outras unidades de conservação da cidade, entendeu? Uhum. A gente tem um, a gente tem um gargalo grande que é de governança. E essa governança ela só vai acontecer quando o gestor, e daí cabe também ao cidadão que tá votando lá, né, ter essa percepção, quando o gestor tiver centralizado nessa questão. Essa não é uma questão secundária de nenhum governo hoje. Qualquer governo, qualquer governo de qualquer viés político partidário que não consegue perceber a questão das emergências climáticas hoje, ele não tem capacidade de governança, entendeu? Porque essa é uma questão central de qualquer política pública. Hoje você vai fazer uma obra como o Pisinão, você precisa pensar os impactos ambientais dela curto, médio, longo prazo. As microflorestas, apesar de eu não achar que é o melhor vereador, melhor modo de fazer, mas eu acho lindo quando a prefeitura tá plantando árvore, não tá arrancando. Tem meu apoio só disso já, entendeu? Mas esse tipo de política, quando a gente vai se ampli vai, vai se conectando com outras políticas, não dá para separar, entende? Não dá para separar a questão da educação da questão ambiental, questão da saúde da questão ambiental. Um exemplo de saúde aqui, vai encerrar. A gente tem um prédio aqui em Campinas, uma área contaminada que vai fazer 25 anos que essa área tá contaminada. As pessoas estão lá. Isso é uma questão de saúde pública, não é só uma questão ambiental, percebe? Então, a a governança ambiental, ela afeta todas as áreas da governança pública, todas. Sem exceção. Sem exceção. Então, o, eu penso que mudar esse paradigma seria colocar a questão ambiental no centro da gestão ambiental, entende? Uhum. Wagner Romão, sobre essa questão, principalmente de conservação da das áreas aqui da cidade. Vamos falar sobre arborização. Recentemente nós tivemos, né, a polêmica sobre o corte e poda de árvores na Praça do Coco, no distrito de Barão Geraldo. Anteriormente nós tivemos já questionamentos que foram realizados em outros pontos da nossa cidade, inclusive já foi alvo de requerimento aqui na Câmara de Campinas. O senhor entende que é preciso discutir projetos, propostas para ampliar a proteção de áreas verdes? Isso acontece na cidade de Campinas? Aí tem dois aspectos. tem um aspecto mais macro geral, né, que tem a ver com a política de expansão urbana que desde pelo menos 2018 com o plano diretor e a lei 208 foi legalizada na cidade. Hoje, se o loteador quer pegar uma gleba rural, né, uma área rural e quer transformar em loteamento, ele e transitar, né, do pagamento do ITR para o pagamento do IPTU, ele pode fazer isso em qualquer área do município de Campinas. Eh, as hoje se praticamente, portanto, não tem uma área rural fechada, definida, né? a gente perdeu essa essa oportunidade com essa expansão urbana eh desenfreada a título de regularização, né, dessas áreas, mas a gente entende que a gente deveria ter sim um plano diretor que incorporasse a questão ambiental e a questão da preservação das nossas áreas verdes, das nossas áreas rurais, a destinação, uma espécie de até num outro debate a gente teve eh na nessa semana o debate sobre águas, né, na na terça-feira e se falou de um zoneamento ambiental, né, que o zoneamento urbano pudesse eh trazer a questão ambiental com mais força, porque hoje o que a gente tem, na verdade, é, ah, digamos, além da da das áreas de possibilidade de expansão urbana, nós temos zoneamento que estabelece ali a tipologia dos imóveis que vão ser construídos, etc., se podem ser de tal eh altura ou são imóveis térrios, enfim, se pode ter condomínio, se não pode, mas não, mas a gente tem que mudar essa ideia de mudar um paradigma de política pública tem a ver com isso também, né? E o que a gente vê, na verdade, é que eh essas áreas rurais e essas áreas verdes estão cada vez mais perdendo espaço, né? APA de Campinas é uma área, aquela região de Souzas, Joaquim Egílio, ela tem, né, ela tem crescido ali condomínios. Quem entra em Souzas vai ver do seu lado direito ali uma área que até 5 se anos atrás era uma área verde, hoje é um condomínio. Área ali central, quem passa na Dom Pedro ali pela região do Guatemi, tá tá nascendo ali um grande novo empreendimento também. Vamos pro Campo Grande, é a mesma coisa, né? Então são a a própria área da APA do Campo Grande é super invadida, né? E não é e não é invadida por população pobre que precisa de moradia, não. São grandes empreendedores, gente que tem recurso, que também utiliza aquela área de uma maneira irregular, né? E que aí necessita fiscalização da prefeitura. Enfim, todas as áreas da cidade, elas estão sofrendo isso e isso é muito ruim, porque Campinas vai perdendo a sua área, o seu cinturão verde, aquela ideia de ter um cinturão verde. Isso tem impacto na questão climática, na questão do aquecimento na cidade, na questão da segurança alimentar. Cada vez mais a gente vai trazendo alimento de outras áreas do estado, né, até eh do país, e deixando de ter um cinturão verde, onde a gente poderia trabalhar eh AFS, poderia trabalhar agricultura eh agroecológica, enfim. Então tem esse lado. E de outro lado nós temos as questões da arborização urbana. Daí a gente pensar como é que a cidade, tecido urbano da cidade precisa ter de um lado as áreas de parques, bosques, unidades de conservação preservadas ao máximo e de outro lado nas próprias calçadas, né, onde as pessoas estão transitando ali, que a gente possa ter uma arborização de acordo com o que é a lei de 2003, a lei de arborização urbana de Campinas, que prevê que de 10 em 10 m tem que ter uma árvore ali, né? E não é, isso não é aplicado na cidade. O centro eh era uma uma região muito arborizada. As periferias, né, historicamente aí nós estamos falando de racismo ambiental também, as periferias elas têm muito menos árvores. Mas o que nós estamos vendo hoje, eh, sobretudo depois daquela tragédia, né, que abateu duas pessoas, uma criança e um e um homem já adulto, motorista, eh, ali na virada de 2020 para 2021. Agora não me recordo exatamente se era do de 20 para 21 ou de 21 para 22, mas duas tragédias por falta de manutenção das árvores. Acho que isso é muito importante. As árvores podem morrer, como qualquer ser vivo, elas podem morrer sim, mas elas necessitam de cuidado. Você não pode eh deixar a árvore ali a torto e a direito, como se ela fosse eh um ente como se fosse uma pedra, como se fosse um ente eterno, mineral. Não, ela precisa ser cuidada, assim como nós precisamos de médico, de tratamento, quando a gente tá doente, a árvore também precisa. E não vai ser o corte da árvore que vai solucionar, ele vai trazer mais problema, né? Então, e o embate que nós temos feito e aí o caso da Praça do Coco é um caso apenas, né? Porque a gente, eu recebo assim, né? Acabei trabalhando muito essa questão no meu mandato. A gente recebe muitas denúncias e demandas sobre a questão da arborização na cidade, né? Há um contrato da prefeitura com a CPFL, que é uma empresa de abastecimento de energia elétrica, que tem a principal prerrogativa dela é manter a as fiações desimpedidas das árvores, né? As árvores competem com as fiações. Uhum. Eh, e a gente até faz um apelo aqui para um diálogo com a CPFL, porque é preciso que ela tenha responsabilidade ambiental com relação a essas árvores que são cortadas, né, eh, assim, de uma maneira absolutamente drástica e que acabam literalmente com as árvores ou elas ficam tão tortas que elas vão cair, né? elas elas ficam comprometidas e vão cair. E a outra coisa é a questão é essa questão da própria ação da prefeitura através da empresa terceirizada que, né, que ganhou a licitação, enfim, dessa dessa parte da da ação do da dos serviços públicos, que assim lida dessa maneira de uma lida com de uma maneira muito eh desrespeitosa até, né? A gente, eu protocolei um projeto de lei que visa mudar a questão dos laudos, né? Que a gente possa ter eh a prefeitura, uma vez que ela identifica uma árvore que eh tá, digamos assim, condenada a partir de uma determinada leitura de um laudo técnico, né? Eh, que a gente possa ter um tempo de comunicação com a comunidade de pelo menos 30 dias e que a comunidade se entender que aquela árvore pode ser recuperada, que ela produza, né? Claro, a através de profissionais habilitados para isso, que ela possa apresentar um contralaudo, uma alternativa. Hoje, infelizmente, a prefeitura lida com a questão dos laudos por fotografias e nós temos tecnologias muito avançadas. Praça do Coco foi esse debate, né? Tanto a comissão de aborização do Condema como profissionais da Unicamp foram com tomógrafos lá, realizar uma tomografia na árvore para verificar a possibilidade dela ser recuperada e verificaram isso, né? Então nós temos que avançar. Campinas tem muita tecnologia, tem muita produção científica. Nós estamos trabalhando com um método do século passado praticamente eh na questão da arborização urbana e do embate do debate a respeito das árvores, né? Ninguém quer manter a árvore que tá realmente condenada. As árvores podem morrer sim, isso é natural, mas aquelas que a gente pode preservar, né, que elas sejam preservadas, que hajam outras soluções para fazer elas permanecerem no meio ambiente, né? Eh, para benefício de todos. E a Bic, se a gente pegar o censo que foi divulgado no ano passado, Campinas tem 1.200.000 habitantes, houve um crescimento populacional. Se a gente enxergar hoje o que é o Parque Prado, o Nova Europa, comparar com 10, 15 anos atrás, já é uma região completamente diferente. O distrito do Ouro Verde, o distrito do Campo Grande, a gente teve uma expansão muito grande na cidade. Como equilibrar então o crescimento econômico que precisa acontecer e a preservação ambiental? Essa é uma preocupação diária nossa aqui na Câmara, né? O debate urbanização muito extenso, muito forte em Campinas. mercado imobiliário tá atraindo, Campinas atraem o mercado imobiliário muito forte, né? Infelizmente ou infelizmente, mas a cidade precisa crescer. Por outro lado, nós temos que eh nos prepararmos para esse crescimento rápido, não é? Outro dia eu e o Romão fomos até Limeira, por exemplo, no consórcio PCJ, debater o assunto da água. Nós temos que nos preocupar com a água. Vem aí uma escassez muito forte, a previsão é é de uma seca intensa, uma crise hídrica muito forte e é papel da comissão buscar soluções e se buscar prevenção paraa cidade de Campinas. Tem o outorga da cantareira que está para ser renovado 2027. Fomos esclarecidos pelo consórcio a necessidade de se renovar ou ou de se prolongar esse contrato. Fomos debater a o assunto da da da represa Ampar Pedreira, né, Romão, o quanto isso vai custar pra cidade de Campinas. Enfim, a Câmara tem que debater esse assunto e a urbanização é debate constante aqui na casa. Sim, senhor. Ô, Thiago, na sua resposta anterior, você falou que a Secretaria de Meio Ambiente tem apenas 0,5, que deveria ter muito mais investimento. Então, a questão econômica, ela acaba sendo importante. Quero saber de você também como é que fica essa questão eh da preservação ambiental que precisa acontecer na cidade de Campinas, mas que ela também precisa ter mais investimento para ir paraas eh secretarias e o papel do Condema quando acontecem essas extrações ou podas na cidade de Campinas, se vocês ficam sabendo, se vocês participam, como é que é este trabalho? É bem, meu primeiro, eu acho que não tem uma dicotomia entre economia e meio ambiente. Acho que isso não é, isso não tá posto. Acho que tem uma diferença, tem do excesso, né, de quem acumula, de quem, né, tá se beneficiando inclusive de um modelo de cidade para enriquecer muito ou manter riqueza já tradicionalmente eh herdada, né? Então eu acho que a questão não é econômica, né? A gente tem muitos casos aqui na cidade para para se falar especificamente. Por exemplo, você tem um condomínio a 30 m de uma unidade de conservação, como é o parque de Atobá, do qual o Condema negou provimento para as licenças ambientais e mesmo assim a prefeitura mantém a licença lá, mesmo com a negação do provimento da licença que o Condema deu. Eh, não é uma questão econômica. A gente tá falando de uma empresa como MRV. a MRV deixar de construir num raio de 30 m do parque, não vai mudar absolutamente nada no caixa da MRV, penso eu, né? Teria boas práticas para se fazer, inclusive, né? Daí eu poderia citar vários outros casos aqui. O que o vereador trouxe aqui sobre a questão da expansão do perímetro urbano na cidade. Ora, qual são os países envolvidos no mundo que abriu mão das suas áreas eh rurais? Quais são esses países envolvidos que estão se desenvolvendo com sustentabilidade? que abrir mão das suas áreas rurais, dos seus cinturões verdes. Então, eu acho que essa é uma é uma falsa dicotomia. Eu acho que esse modelo predatório de capitalismo, ele é ele se contrapõe ao meio ambiente, não propriamente o desenvolvimento humano, tecnológico, né? Isso isso não se opõe ao meio ambiente, né? Eh, quanto à participação do Condema na arborização urbana, o Condema ele, infelizmente, ele tem sido eh solapado de participar dessa, da elaboração e do controle dessa política, né? Inclusive, infelizmente, eh, o nosso prefeito Dário Saad, ele recorreu ao Tribunal de Justiça para suspender, inclusive, uma resolução do Condema, que tratava sobre a arborização urbana e sobre o manejo da arborização urbana, né? Eh, infelizmente ele foi buscar um recurso no Tribunal de Justiça, inclusive com um argumento, do meu ponto de vista, é um argumento que solapa toda tudo isso que a gente tá falando aqui do ponto de vista de resilência, de consumo de uma cidade, de governança, eh, ambiental, porque na visão do prefeito, a arborização urbana ela não faz parte da questão ambiental. E ele fala isso e a assessoria jurídica do prefeito defende isso no Tribunal de Justiça, que o Condema não deve se manifestar sobre a questão da arbolização urbana porque não é uma questão ambiental. Então, perceba o grau de incoerência quando a gente tá falando de um patrimônio da cidade, que é um patrimônio ambiental eh fundamental e que identificou durante muitas décadas a cidade de Campinas como uma cidade arborizada, né? Daí remonta inclusive aqui ao prefeito Jacob Itar, né, que fez aquele plantil de acho que 1 milhão de árvores, se eu não me engano, né? Eh, então assim, é, eu do meu ponto de vista, é uma política muito equivocada. Aí volta pro ser monotemático aqui, é se negar a fazer uma governança democrática sobre essas questões, porque como o vereador Wagner Romão falou, a gente tem uma Câmara técnica no Condema, que é a Câmara Técnica de Aborização Urbana. A gente tem vários conselheiros muito capacitados e ainda temos convidados nessa câmara técnica. A gente tem aqui no no Condema como qualquer como poucos Condemas no Brasil. A gente tem técnicos aqui que tão influenciando inclusive na política nacional de arborização urbana, como um representante da Embrapa, o professor Ivan, eh organizações como Resgate Cambuí, que estão nessa luta há mais de 20 anos, discutindo arborização urbana intensamente com um dossiê, com laudo muito bem produzido. Daí responsabilidade da governança sobre arborização urbana na cidade de Campinas. Então, eu eu penso que, infelizmente, a gente teria hoje uma política eh condizente com a situação que a gente vive eh se o governo municipal colocasse o condema, como tá previsto na lei, o órgão central do sistema de gestão de qualidade ambiental do município. E aí, aqui a minha crítica, inclusive, eh, a gente tá discutindo isso, uma proposição aqui de uma de alteração na lei de arborização urbana para colocar o condema, porque a lei de arborização urbana tem uma câmara técnica para discutir a arborização, mas para colocar o Condema, que é um órgão já estabelecido eh nessa função pela lei, porque a lei do Condema já dá essa função. Uma lei de arborização cria outro mecanismo, mas a lei do Condema e o regimento interno do Condema e a lei orgânica do município dá esse poder pro Condema, não tirou esse poder do Condema, mesmo que tenha ou que tivesse que não tenha uma outra comissão que discutisse a arborização urbana eh do ponto de vista de governança, né, de fiscalização, de controle. Então assim, eh, o Condema, ele não tem deixado de fazer essas discussões. Por exemplo, o acidente do taquaral com a menina, aquela fatalidade, o Condema, se vocês buscarem, se o telespectador eh o ouvinte, o telespectador buscar, ele vai perceber que em 2010 tem fala de conselheiro dizendo: "Olha, esses eucalipto é perigoso, vai morrer gente, tem que ter manejo, tem que ter manejo da arborização urbana". Abção B é só cortar, não é só fazer corte raso, corte em V, tem que ter manejo. Foi o que o vereador Wagner Rumon falou aqui. Então eu penso, e eu acho que eu falo aqui em nome do Condema aqui por diversas deliberações do Condema, o problema central hoje daí, se a gente falar das unidades de conservação como o parque do Jatobas que não tem uma placa, a gente tem uma unidade de conservação em Campinas belíssima, numa área que o Wagner Romon trouxe um tema importante também sobre racismo ambiental, numa área que carece de área verde, de acesso à área verde, eh que não tem uma placa, não tem uma identificação dizendo aqui é uma unidade de conservação municipal. E vou encerrar minha fala dizendo o seguinte: amanhã, inclusive, a Câmara Técnica do Condema de Matas e Unidade de Conservação se reúne para discutir sobre eh uma resolução que a gente aprovou no Condema para fazer uma série de audiência pública. Aí é que eu já peço pessoalmente aqui pros vereadores, tanto pra frente como pra comissão de de meio ambiente, que ajude o Condema nisso que a gente deliberou por uma série de audiências públicas e também de fazer uma escuta da população efetiva, não só como a gente falava da audiência pública, não só pro forma, mas eh fazer uma escuta efetiva da população pra gente criar duas novas unidades de conservação na cidade de Campinas. Uma a unidade de conservação do serrado de Viracopos. é o nosso último fragmento de cerrado na na cidade de Campinas. São 14 ha. É tombado pelo pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural de Campinas. É uma mata belíssima, com muitos exemplares da fauna e da flora. Eh, e a Mata Ribeirão Cachoeira, que é uma preciosidade na APA de Campinas, na APA de Souzas, eh, que tem um valor inestimado pra sociedade civil e tem uma luta, inclusive tem uma organização sociedade civil que chama aqui em Campinas chama APA Viva, que faz uma luta há mais de 20 anos pela criação dessa unidade de conservação. E é fundamental que a gente consiga fazer, tirar do papel, considerando todo esse nosso histórico que toda essa essa situação, essa conjuntura que a gente vive das mudanças climáticas é fundamental. Daí aqui, se o prefeito tiver ouvindo a gente também faça um apelo que o prefeito entre inclusive aqui sem nenhuma, posso até falar em nome até da oposição da casa aqui, sem nenhum problema da gente ter uma unidade em construir coletivamente, eh, e fazer, não é, vereador, e fazer essas duas unidades de conservação que vai ser muito importante pra cidade de Campinas. Programa importante com muitas informações que passa rápido, viu? Eu tenho apenas 8 minutos pra gente poder encerrar. Então, o último tema que eu vou trazer aqui é sobre resíduos sólidos. Wagner Romão, Campinas produz mais de 100 toneladas de resíduos todos os dias. Como que o senhor enxerga o papel e o trabalho das cooperativas dos 16 ecopontos disponíveis na cidade? Se esse número é suficiente, se a solução passa pela abertura de mais unidades ou não? Acho que tem uma questão civilizacional primeiro, né? A gente produz muito resíduo, né? A gente produz muita embalagem, a gente consome muita embalagem, muita, muito material plástico, muito material de papelão, eh, vidro, né? A gente cada vez mais e a gente consome esse tipo de coisa que gera mesmo esse resíduo que deve ser reaproveitado, né? é gerar menos resíduo. É a é a primeira ação que a gente deve fazer, né? Procurar eh trabalhar uma alimentação cada vez mais saudável, né? Tudo aquilo que vem num plástico, aquilo que vem num num pacote, aquilo que vem num papelão, ela é passou por algum processo de industrialização. Isso é responsabilidade do cidadão ou não? Só é do cidadão também, claro, mas é de responsabilidade do poder público poder incentivar formas de eh geração de alimentos, sobretudo, né? Vamos aqui circunscrever nos alimentos, mas eh que possam ser economicamente viáveis, que possam ser incentivados pelo poder público. Eu gosto de falar muito da questão da merenda escolar, por exemplo, né? A gente tem uma mudança na legislação que é o PINAI, né? é o Programa Nacional de de Alimentação Escolar, que agora eh 45% daquele alimento que é que é disponibilizado pros estudantes nas escolas deve vir da agricultura familiar, né? Então, há há algum tempo atrás era basicamente bolacha e o alimento processado, né, que vinha pras crianças. e foi se percebendo que isso tava gerando uma uma geração de crianças muito mal alimentadas. Uhum. Então, a iniciativa do governo federal, do Congresso Nacional de ampliar a área de a abrangência da agricultura familiar no Pinai vem nesse diapazão, né? E aí você tem que ter trabalhar formas de agroecologia também, que hoje ainda é um alimento caro, né? Aqueles que fazem opção por alimentos agroecológicos, né? eh, pagam ainda muito caro para isso, mas tem formas da gente baratear também esse alimento, desde que o poder público possa investir nisso, né? Então, acho que tem esse aspecto um pouco do consumo que a gente faz com relação aos nossos alimentos, às coisas que nós consumimos. Mas além disso, a a política nacional de resíduos sólidos, ela provocou muito primeiro a que os municípios deixassem de ter os lixões, os famosos lixões, que são essas grandes áreas em que não havia, né? O estado de São Paulo, segundo os últimos dados que nós temos, ele ele conseguiu extinguir todos os lixões no estado de São Paulo. Ainda tem no Brasil, no resto do Brasil, mas em São Paulo já não há mais. O que há, o que há ainda no estado de São Paulo são os aterros sanitários. Uhum. Que são aí sim aquilo onde é o lixo que não pode ser reaproveitado. Mas até chegar nesse que não pode ser reaproveitado e que a gente aí sim chama de lixo, né? Aquilo que não serve mais para nada, você tem uma série de procedimentos e de processos que poderiam ser realizados para que a gente pudesse reaproveitar, reutilizar, reciclar esse resíduo e que há uma riqueza, né? transformar isso em riqueza. Eu não quero usar todos os 8 minutos que você falou, mas a gente teve um debate sobre a limpeza digital que tem um aspecto que é dos eletroeletrônicos. Uhum. Hoje, se a gente produzisse, se a gente fizesse aquilo que se faz em países mais desenvolvidos, a chamada mineração urbana, né, os eletroeletrônicos, eles tm eles têm ouro, eles têm cobre, eles têm prata, eles têm outros minerais de uma maneira muito mais acessível do que se a gente fosse lá no meio da floresta desmatar a floresta para obter, fazer o extrativismo mineral lá. E hoje nós exportamos esse lixo, né, eh, dos eletroeletrônicos. Nós exportamos porque nós não temos tecnologia, não temos política pública para conseguir fazer isso aqui no nosso país. Campinas tem essa possibilidade, né, da gente, por exemplo, ter nos ecopontos ou ter alguns ecopontos especializados nesse tipo de manejo desse resíduo. Temos condição de ter 60. A gente tem, na verdade, não é condição, mas a gente tem a necessidade de ter cerca de 60 e na cidade, né? Que a gente possa aí sim articular com cooperativas, estimular as cooperativas, pagar bem as pessoas que atuam como catadores e catadoras, né? Essas pessoas precisam ter dignidade e valorizar esse trabalho. E aí a gente tá antenado com o que aquilo com aquilo que prevê a política nacional de resíduos sólidos. Eu acho que é muito possível a gente, né? Vereador Iabico tá comigo na na comissão especial de estudos sobre resíduos sólidos, é o relator da comissão. A gente tá finalizando o nosso trabalho e a gente certamente vai apresentar pro município uma proposta que possa trazer pro centro do debate a questão dos resíduos sólidos também e apresentar soluções. É isso que a gente pretende fazer. Luizia Bicon numa reportagem divulgada no ano passado pelo G1 mostrou que a SANASA retirou mais de 600 toneladas de resíduos que foram recolhidos nas estações de tratamento de esgoto de Campinas. E aí tinha aquelas astes flexíveis, os cotonetes, né, que é uma marca que já ganhou aí o nome, absorventes, eh, pasta de dente, o maior vilão, cabelo no ralo. Na sua visão, falta uma conscientização, uma educação, que a informação chegue de forma correta para as pessoas também? Ah, sim. A educação é fundamental. Eu tenho debatido com o nosso presidente da comissão especial de estudos e resíduos sólidos, o vereador Wagner Rom aqui do meu lado. Eu sou relator desse assunto. Ao finalizar a a comissão, nós vamos fazer um relato, um relatório muito legal, muito bom, propondo ao nosso prefeito algumas políticas públicas, especialmente eh na área da reciclagem, não é? os ecopontos que têm que ser criados para que o poder executivo busque recursos federais para criação desses ecopontos e tratar um pouquinho da educação ambiental, onde onde entra esse seu assunto aí, né? A Emília, que é uma colaboradora do professor Roman, dou uma cartilha para mim de de 1995, uma cartilha lá do Japão, né? Em 95 anos atrás já existia uma educação casa a casa de como se portar o cidadão na colocação diária do lixo. Um dia lixo reciclável, outro dia lixo orgânico. Caso aquela pessoa morando não cumpra e essa regra, ela é punida, né? Não pode ser uma educação desse jeito aqui no Brasil. Acho que não funciona, mas é uma medida interessante do do poder público praticar educação ambiental para que solucione esses problemas que você acabou de relatar. cotonete no no lixo, a argolas de de de pet, cabelo, enfim, né? Inicia-se assim em casa, como eu disse, a educação ambiental, o problema ambiental não é no país nem no estado, é na cidade. E na cidade dentro da casa, é na casa que se começa isso, né? Praticar a reciclagem, como o Wagner Formão falou, consumir menos plástico, menos papelão, menos menos vidro, né? E assim, a consciência da população favorece o a cidade inteira. essa forma de se solucionar esse tipo de problema que você relatou agora, Thago, quero ouvi-lo também sobre este problema que muitas vezes é relatado até pelos vereadores na tribuna durante reunião ordinária, eh, acúmulo acúmulo de lixo eh em alguns locais, questão de ecuponto na cidade de Campinas, lixo muito próximo de nascentes ou em nascentes. E aí essa informação chegar até a população. É, eu eu penso que são duas questões também distintas, né? A questão da educação ambiental não é propriamente só o impacto dela ou a falta de educação que tá causando isso, né? Por exemplo, a pessoa pode ser muito bem educada, mas se ela tiver fazendo uma obra, ela vai fazer o quê? Com o resíduo dela? Considerando que não tem os ecopontos, como como o professor Wagner colocou. Eh, se a gente vai falar, por exemplo, de pilhas e baterias, né, que que se faz com as pilhas e baterias? Tem uma resolução de 97 do CONAMA, do Conselho Nacional de Meio Ambiente, né? Veja, eu não tô negando aqui a eficiência da educação ambiental, até porque a própria Constituição Federal, no artigo 225, ela impõe ao poder público e a coletividade o dever e a obrigação de cuidar do meio ambiente. Então não é uma questão só do Estado, é uma questão coletiva. Porém, o Estado tem que fazer os investimentos. Por que que a gente tem um dos maiores contratos da cidade é o contrato do lixo e a gente investe praticamente nada nas cooperativas nem nos catadores. Por quê? Como que a gente quer ter eficiência nisso? A gente não investe nas pessoas que estão trabalhando na ponta. A gente sabe, por exemplo, que as cooperativas aqui na cidade estão sobrevivendo hoje basicamente com emenda parlamentar. Os parlamentares que estão ajudando fazendo emenda para comprar. Acho que inclusive o vereador Wagner fez uma emenda para para uma cooperativa. Então, como que a gente vai ter uma política de resíduos que depende exclusivamente das emendas parlamentares? A gente precisa de uma política pública que esteja no orçamento, né, que esteja no no plano plurianual, etc. Então, eh, eu acho que a questão do resíduo, vamos voltar para essa aqui sendo chato, mas é a questão é uma governança, não adianta, é uma escolha política. Eu o o aqui na cidade de Campinas, a gente escolheu privilegiar um contrato de milhões de reais em que o caminhão chega, pega o lixo, joga tudo ali dentro, não tem nenhuma outra política para isso, entendeu? Eu tenho um bar em Campinas e a gente descarta muito a garrafa, sabe? E eu toda semana eu já cheguei juntar lá quase 4 meses garrafa, tentando dar uma destinação que não fosse colocar no lixo na rua, entendeu? Por falta de coleta seletiva. Eu tô falando de um material que em tese é um material caro, é o vidro, né? Tem uma certa importância. A gente não tem uma política, não tem uma política de incentivo pros catadores, não tem uma política de incentivo pro empresariado para fazer as fábricas de reciclagem, para montar as usinas, não existe, entendeu? E por outro lado, vi uma política nefasta que o Congresso Nacional tá discutindo e a gente tá se posicionando também sobre isso, o conselho, que é a questão da incineração, né? porque agora vem com uma desculpa de querer incinerar lixo, quando na verdade tem um monte de tecnologia eh para não fazer essa atrocidade de incinerar lixo. Então, assim, não é um problema de falta de conhecimento. A gente tá do lado aqui da Unicamp, a gente é um polo de conhecimento, a gente é um polo de tecnologia, existe muita, inclusive a Unicamp tem uma incubadora tecnológica de cooperativas lá que funciona extraordinariamente bem. Por que que o governo não investe nessa nessa nessa incubadora, por exemplo, para fazer esse trabalho? etc. Então, eh, eu queria agradecer muito aqui o espaço e fazer o convite aqui também para as pessoas participarem do conselho. O conselho é fundamental para essa articulação da política pública, é aberto paraa participação da sociedade e é isso, agradecer a paciência também de todos. Obrigado, vereador Wagner Romão. Como o nosso tempo tá encerrado, eu quero agradecer muito a disponibilidade do seu tempo. Mais uma vez aceito o convite para participar aqui do Questão de Ordem, trazendo questões importantes, relevantes para quem está nos acompanhando, conseguir refletir, conversar com o vizinho dentro de casa, com a família sobre esse tema que é muito pertinente. Já faço um novo convite pro senhor retornar aos nossos estúdios para falar sobre estes assuntos, porque daria mais um programa pelo nível, o número de perguntas que eu tenho aqui, daria muita coisa, daria mais um programa, mas também sobre outros assuntos e fica aberto à suas considerações finais. Não, também agradeço, né, a tua a tua ancoragem do programa. Agradeço ao Thiago, ao Iabico pela conversa aqui e também as pessoas que estão em casa estão assistindo a o nosso programa. E acho que é um tema extremamente importante, né? A gente às vezes conversa um pouco sobre a dificuldade que a gente tem em chamar atenção paraa questão ambiental, traduzir pro dia a dia das pessoas aquilo que impacta, né? Mas elas elas vão saber que quando faltar água na torneira, né? Quando começar a acumular lixo eh do lado da casa dela, né? quando ela começar a sentir calor extremo, eh, e assim por diante, elas vão sentir que isso é falta carência de política sobre a questão ambiental, né? Então, acho que é um tema super importante, a gente tem se dedicado bastante a isso. Um dos carros chefes do nosso mandato também, vereador EABICO como presidente da comissão de meio ambiente e outras ações, né? Então, nós temos partilhado muito aqui essas ações e eu tenho certeza que a gente vai ter coisa boa para apresentar aí nos próximos meses. E obrigado, agradeço de novo a estar presente aqui. Nós aqui agradecemos, vereador Luís e Abico também. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. As informações que foram trazidas aqui de grande importância, credibilidade para quem está nos acompanhando. O senhor que é o presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente, já faço um novo convite para também retornar aos nossos estúdios e fica aberto as suas considerações finais. Gabriel, foi um privilégio estar com você aqui, com os nossos telespectadores, com com o Thiago, com o vereador Wagner Romano, questão de ordem, assunto vasto, extenso, eh, muito fácil de se tratar nesse assunto, diferente de falar de LDO, orçamento, complicado, mas o assunto ambiental é o nosso telespectador, telespectador vive isso diariamente, né? Então, é um assunto muito fácil e estou à disposição para os próximos programas. Nós aqui agradecemos Thiago Lira, vice-presidente do Condema também. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo ter vindo até os nossos estúdios contar o trabalho que é realizado no Condema. Da Brigada, não deu muito tempo para falar também porque são muitos assuntos, mas quero agradecer as informações que foram trazidas também de grande importância pro nosso telespectador e fica aberto à suas considerações finais. Eu agradeço muito, acho muito importante que a Câmara paute esse assunto mesmo, acho que é fundamental, né? Porque isso aqui também é educação ambiental no final das contas, né? tá fazendo isso. E é isso, assim, fazer refazer mesmo o convite, as pessoas participar do Condema. Mas sobre a brigada, a gente tem um Instagram lá, @brigadacachorroomato, tá bem detalhado lá a nossa história, a nossa forma de atuação, como as pessoas podem participar também e fica o convite aí. Agradeço eh imensamente a oportunidade aí também. Muito obrigado. Nós aqui agradecemos e agradeço você aí de casa também pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha trazido aí um panorama, né, de um problema que é [música] mundial, mas claro que o Brasil, Campinas está inserida neste contexto e nós estamos aqui no município e [música] ações precisam ser realizadas. Questão de ordem fica por aqui. Até sábado que vem. [música] [música] [música] เฮ
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