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Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater o PIDS, o polo de inovação para o desenvolvimento sustentável, que recentemente foi aprovado em definitivo aqui na Câmara Municipal. por 24 votos a cinco. É o projeto de lei complementar que estabelece as regras de parcelamento, uso, ocupação do solo no distrito de Barão Geraldo. Pelo texto, o PIDES se organiza na zona de centralidade com uso misto e moradia multifamiliar e zona de atividade econômica voltada a atividades de inovação, de tecnologia, pesquisa e serviços de suporte. A justificativa do poder executivo é buscar estímulo à ocupação equilibrada e sustentável da região com a promoção de mecanismos de incentivo à instalação de centros de pesquisas, de laboratórios, empresas industriais de alta tecnologia, a ocupação mista de áries, o incentivo ao desenvolvimento de projetos inovadores e a instalação de empresas de ciência e tecnologia. Mas a oposição aqui na câmera diz que no distrito moram 65.000 pessoas, mais 20.000 chamadas de flutuantes que estão ligadas às universidades e que o PIDS pode promover um desenvolvimento desordenado por conta da falta de centros de saúde, de transporte público deficitário, que pode ficar mais caro morar em Barão Geraldo, além de outras preocupações com o meio ambiente. São muitas questões. E para discutir este assunto, eu recebo aqui no estúdio o presidente da Câmara Municipal, vereador Luiz Rossini, também o professor Roberto Donato, ele que é coordenador do RIDs, o hub internacional para o desenvolvimento sustentável da Unicamp e o Marcelo Colutini, que é secretário de planejamento e desenvolvimento urbano da cidade de Campinas. Lembrando que o debate vai acontecer. Farei as interrupções apenas quando o necessário, presidente Luís Rossini comece com o senhor, né? Desde 2022 se discute o PIDES em Barão Geraldo, 14 audiências públicas. Como é que enxergou todo este processo? As discussões aqui na Câmara Municipal de Campinas. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ola. Obrigado, Gabriel. Primeiro agradecer a presença, né, do professor Roberto, do Marcelo, nosso secretário, por se dispor a vir participar desse bate-papo aqui, dessa questão de ordem, né, porque é um assunto que interessa pra cidade, teve toda uma discussão, foi um tema polêmico, mas que a gente teve que enfrentar. A Câmara desde o início, né, desde quando a secretária na época planejamento urbanismo trouxe para casa e fez uma apresentação pros vereadores da proposta, né, do projeto de lei, começou debater, né, e acompanhar e também participou de várias das reuniões feitas lá no território de Barão Geraldo, eh, para que a sociedade pudesse entender melhor e compreender. Eh, na minha concepção, a gente tá inaugurando um novo modelo de desenvolvimento urbano da cidade que é planejado, diferentemente de algumas preocupações foram colocadas aí ao longo do debate. Esse modelo vai permitir um desenvolvimento ordenado, né, levando em conta tudo aquilo que é necessário para uma região poder se desenvolver e a partir daí talvez a cidade. Não há desenvolvimento sem investimento, né? Aí você precisa ter fatores de atração, de atratividade para investimento. E com o investimento vem obviamente os recursos para você fazer a infraestrutura necessária para adequar a região, não só do ponto de vista de mobilidade urbana, as avenidas, para cuidar e preservar da mata nativa, do ribeirão que existe ali, né, do meio ambiente e também investimento em equipamentos nesse centro de saúde. Por que que falta lá? Porque se não desenvolver a região, você não tem recurso nem para ir plantar. Então, na verdade, na minha visão, o PIDS, além de inaugurar um novo modelo de desenvolvimento, incorporando conceitos modernos já testados em vários países do mundo, com essa base de atratividade da ciência, inovação, tecnologia, né? Ele vai permitir você levar também equipamentos para atender todo o distrito de Barão Geraldo, diferentemente daquilo que foi discutido. Eh, a Câmara discutiu, debateu na última audiência pública, inclusive acabou recebendo um conjunto de sugestões que vieram da sociedade que foram incorporadas ao projeto, né? E aí, tanto o secretário Marcelo, a secretária Carol, o quem coordenou esse projeto, o fórum lá do PIDES, professor eh Roberto pela Unicamp, viram e muitas coisas foram incorporadas. Então, o projeto final, ele foi em tese aprimorado por conta dessa forma democrática participativa que se conduziu desde a discussão lá atrás até a aprovação na Câmara. Professor Roberto Donato, né? Que que significa aprovação do PIDS? Como é que o senhor enxerga este projeto também as discussões, né, ao longo desses 3 anos? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Muito obrigado, Gabriel. A aprovação do PIDS, ela é de fato um uma o estabelecimento de um conjunto de diretrizes que vai poder desenvolver a região e nos temos que nós estamos desenhando, planejando e organizando desde 2018, mais ou menos, né? Eh, esse planejamento ele tem como objetivo fundamental fazer com que o entorno da Unicamp, da PUC, né, e das dos dos institutos de ciência e tecnologia que tem naquela região chamada até agora de Siatec para que ele possa de fato fazer com que essa região seja um fator de atração de novas empresas, de novos centros de ciência e tecnologia e que possibilite uma espécie de referência que a UNIC que que Campinas pode oferecer pra cidade e para o Brasil como um grande polo de ciência e tecnologia voltado paraa sustentabilidade. Então o o que que o PIDES nos oferece? O PIDS nos oferece o planejamento urbano integrado que vai fazer com que essa ocupação seja uma ocupação primeiro ordenada, segundo voltada para os interesses do desenvolvimento da ciência e tecnologia e em terceiro que possibilite que a gente faça um projeto de sustentabilidade que vá desde a infraestrutura até a orientação dos equipamentos de ciência e tecnologia também voltado paraa sustentabilidade. Então ele ele ele é esse nosso chão de fato, né? Ele permite que a partir daqui as nossas instituições, tanto o poder público como prefeitura, quanto o próprio governo do estado de São Paulo, quanto as instituições de ciência e tecnologia consigam convergir num projeto comum e único de promoção de sustentabilidade na nossa área. Então ele é bastante benéfico, né? Secretário Marcelo Colutini, né? PIDES abrange cerca de 17 milhões de met² no distrito de Barão Geraldo. É uma área que não está sendo utilizada, tem um vazio urbano também. O que que representa esta aprovação aqui no legislativo? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Muito obrigado pelo convite. Gostaria de agradecer e cumprimentar aqui o Rossini e o e o Donato pela por esse painel, né, por essa por esse bate-papo. E eu acho que diferente, né, do que foi argumentado pela oposição, né, o PIDES ele é um ordenamento territorial que não existia na reunião, na região, né? Uhum. Eh, se continuasse do jeito que ele tinha sido a do jeito que ele estava, eu poderia construir prédio de 12 andares, eh poderia construir comércio, poderia construir residência, não tinha um ordenamento. Então o PIDES veio utilizando aí das das melhores, é técnicas e conselhos, inclusive, de um escritório coreano que nos ajudou na no desenvolvimento e desse projeto, utilizando o que tem de mais moderno do ponto de vista urbanístico e do ponto de vista de sustentabilidade para desenvolver um território totalmente planejado, projetado e de acordo com a região, que é uma região onde a gente tem hoje a PUC, a Unicamp, o CNPEN, o CPQD, os Sírios. Então, é uma região voltada paraa tecnologia, né? Então, eh, o que esse projeto de lei trouxe foi um ordenamento, uma organização para aquele território, visando incentivar a implantação de novos empreendimentos e principalmente, né, um outro mito que se cria que fala que vai subir o valor dos imóveis em Barão Geraldo. E ao contrário, eh, a ideia do PIDS é aumentar a oferta, aumentar o número de moradias naquela região. você aumentando o número de moradia, você aumentando a oferta e você diminui o preço. Hoje Barão Geraldo tem um valor muito alto porque tem pouca oferta de de apartamentos e de locais pros pros estudantes. Você dando a oportunidade de novos empreendimentos serem construídos, a tendência é que esse valor diminua. E os parâmetros do PIDS, a gente entrando um pouco na questão ambiental, né? essa preocupação de que haveria eh hoje, se você seguisse o o que tinha hoje de legislação lá, ela era muito menos restritiva do que o PIDS. Então, o PIDS tem parâmetros de permeabilidade, parques lineares que não existiam na legislação atual e passaram a existir na aprovação dessa nova lei do PIDAS aí que foi aprovada há pouco tempo atrás. Resposta importante do secretário porque em breve alguns desses assuntos que foram citados vão retornar aqui ao longo da questão de ordem. Não, eu ia lembrar complementando o que o secretário falou, porque é previsto também ali a possibilidade de empreendimentos habitacionais e interesse social. Inclusive a COAB já tem algumas áreas ali que estão sendo tratadas, porque a ideia é levar para lá também para morar lá aquele que vai trabalhar no local, né, evitando inclusive deslocamentos grandes e obviamente isso vai, como disse aqui, facilitar o acesso àia moradia popular também. E é legal que assim o PIDS fez que todo mundo, inclusive da área de planejamento da prefeitura, das instituições, pensassem como incorporar coisa que já acontece lá fora em outros países, né? Parte de fluidez, os parâmetros construtivos, o modelo de construção, vai ter um padrão lá. Eu acho que assim ali nasce, na minha opinião, um novo modelo que pode ser expandido paraa cidade. É claro que esse tem uma característica particular, que é buscar atrair empresas de tecnologia, de inovação, né, com uma base tecnológica muito grande, mas você pode reproduzir isso em outras regiões da cidade, né? Inclusive trazendo aquele conceito de cidade 15 minutos, né? Pessoa mora, trabalha, tem lazer, né? restaurante, serviço, tudo perto de casa, não precisa pegar ônibus, vai a pé. Eu acho que vai ser muito legal. A gente é um processo demorado, né? 20, 30 anos, tudo tá implantado, mas nós demos o primeiro passo. Quero saber exatamente sobre isso, professor Roberto. A gente tá falando sobre o quê? Em 2026 já vai ser um Barão Geraldo diferente. É, isso é para daqui 5, 10 anos. Tem alguma mudança a curto prazo? Como é que funciona para quem está nos acompanhando? Pois é, o, eu acho, eu queria começar complementando uma coisa que o secretário falou, que acho que é bastante importante. A Unicamp, quer dizer, que é a questão imobiliária do do de Barão Geraldo. A Unicamp recentemente ela adquiriu um um terreno de 44.000 m² para fazer moradia estudantil, né? Nós temos um déficit de de alunos de que de vulnerabilidade social que precisam de moradia e que hoje ocupam a as casas alugadas de Barão através de bolsas. Então nós vamos trazer esses alunos pro nosso pra nossa moradia que vai ser construída a partir de 2026. Uhum. Então, a gente tem uma série de elementos dentro de Barão Geraldo que vão pressionar, quer dizer, vão eh descomprimir, digamos assim, o mercado, né? E todos esses fatores vão possibilitar um alinhamento ou um melhor equilíbrio do mercado imobiliário da região. Então, eh essas coisas estão combinadas, né? tanto a expansão do PIDS quanto a a atuação da própria Unicamp gerando moradia paraos seus alunos, elas vão garantir um equilíbrio no mercado imobiliário que pode eh garantir que Barão Geraldo não vai sofrer um ataque especulativo ou um aumento de preços na região. Agora, a segunda questão que você nos coloca, eh, ela é bastante interessante porque nós temos um planejamento, né, de de pensar o RIDes, né, que é o projeto de construção de um distrito de sustentabilidade na região que compreende o PIDs, que abarca mais ou menos 11,6 milhão de milhões de met² ali naquela região. Nossa perspectiva é que o RIDS ele seja construído até 2050. Então a gente tem mais ou menos aí um projeto de 25 anos. No caso da Unicamp, nós temos um planejamento em três etapas de ocupação daquele território. E essas três etapas elas compreendem tanto um processo de urbanização da área, né? Então, fazer captação de financiamento público para que aquela área possa, né, em em com o apoio da prefeitura, do governo do estado, que a gente possa ocupar aquela área, fazer a infraestrutura que precisa ser sustentável, né, precisa ser construída a partir de soluções baseadas na natureza. Uhum. e e a partir daí criar um programa também com o apoio da Prefeitura e da Câmara de atração de empresas da área de inovação tecnológica, o que vai permitir, por sua vez, que investimentos na área de moradia e de lazer e de equipamentos públicos possam acontecer. Então, a o nesse caso, né, o papel da Unicamp é ela é é agir como uma espécie de indoutora do processo, garantindo que a sua área de inovação pertencente nessa região da antiga fazenda argentina possa atrair novos empreendimentos, novos modelos de ciência e tecnologia que vai construir, que vai fazer o modelo de atratividade da da de ocupação da região. O professor Roberto Donato falou sobre esta compra, né, da área de 44.000 para moradia estudantil. A TV Camara Campinas fez uma reportagem, foi até lá, você pode conferir youtube.com/tvcameracampinas, vai na busca, digita lá Unicamp e você encontra então esta reportagem sobre esta compra da área para esses estudantes, né, já que muitos vêm aí de fora e aqui da cidade de Campinas e do estado de São Paulo. Presidente Rossini Barão Geraldo ano passado completou 70 anos. Cerca de 85.000 pessoas circulam por ali entre moradores, esses chamados flutuantes, né? Quem trabalha, quem estuda eh no distrito, com tantas pessoas, claro, né? Acaba possuindo ali problemas de trânsito, de deslocamento, como foi dito na área da saúde. Existe uma preocupação sobre este desenvolvimento e conseguir suprir essas carências e esses problemas desse distrito? Eu acho que um dos problemas de Barão Geraldo foi que ele ficou Barão Geraldo ficou fora do plano diretor da cidade. O plano diretor quando foi aprovado lá em 2018 já trouxe alguns instrumentos para orientar o desenvolvimento que não foram aplicados em Barão Geral do que por questões também de dificuldade e resistência acabou ficando fora. O que deixou Barão pouco atrás de muita coisa que tá acontecendo na cidade. Vou dar um exemplo. Um conceito de cidade hoje é você otimizar toda a infraestrutura urbana instalada, o investimento. Quanto mais pessoas viverem, utilizarem de uma avenida, de um centro de saúde, de uma praça, isso justifica o investimento. Se você tem uma área um pouco adensada, é um investimento muito alto para poucas pessoas em tese usufruir. Então, essa questão do uso misto, por exemplo, você acabou aquela coisa, ó, você tem a distrito industrial, aqui é residencial, lá é comércio. Isso se mostrou inadequado. O mundo inteiro é uso misto, é você levar para onde as pessoas, perto da onde as pessoas vivem, comércio, serviço, trabalho, lazer, né? Então, é claro que agora nós vamos a partir de 2028 discutir um novo plano diretor e a gente quer, obviamente, que é, por exemplo, o desenvolvimento orientado pelo transporte, os dots, é permitir que no corredores onde passa o transporte público, você tenha um adensamento populacional que inclusive viabiliza o transporte público, né? Melhora a condição do transporte. Muitas vezes a verticalização também controlada é uma forma de você adensamento e utilizar e a potencializar, que é uma, eu sei que são conceitos difíceis de entender, mas a gente vai ter que enfrentar isso. Eu acho que é possível continuar fazendo o Barão Geral de um dos melhores lugares para se viver. Barão é tem um caráter bucólico, tem, né, uma característica diferenciada, mas se a gente quiser levar desenvolvimento, a gente tem que mexer também nos parâmetros urbanísticos. Quem pode falar muito melhor do que isso é o nosso secretário de planejamento. Mas a gente, é claro, quer também que Barão, que é Campinas, né, seja desenvolvido com qualidade, né, a gente não quer fazer nada que prejudique a qualidade de vida que mora lá. foi provocado. Então, por favor, secretário, é uma mudança que ela vem para ser definitiva? É algo gradual? Vai permanecer alguma coisa do distrito de Barão Geraldo junto com esse desenvolvimento? Eh, precisa pensar nesse equilíbrio? Sim, nós temos que pensar nesse equilíbrio, né? Então o PIDS ele é um uma área onde a gente colocou dentro desse projeto tudo que tem de mais moderno. Então nós vamos colocar ruas mais largas, calçadas mais largas, fachada ativa, prédios menores, eh cabeamento enterrado, ciclovia, áreas de convivência, por é uma área nova, é um vazio urbano, então é muito mais fácil de eu implantar. Cada empreendimento novo que vai se implantar lá, ele já vai eh se adequar a esse novo planejamento, o que é muito difícil de eu implantar em áreas que já estão urbanizadas, que são áreas que já estão construídas. Então, ninguém vai demolir uma uma casa para fazer uma praça. E como é uma área nova, a gente conseguiu fazer esse planejamento. E a ideia é que com o tempo, novos empreendimentos sendo construídos em Barão Geraldo, esses princípios, né, e esses padrões que nós estamos colocando no PIDS também se se estendam ao município, né? uma fachada ativa, uma calçada mais larga, eh cabeamento subterrâneo, que é o que tem hoje de de mais moderno do ponto de vista urbanístico. Então, eu acredito que todo mundo sai ganhando. E durante esse processo, né, de aprovação do PIDs, a gente viu que foi um processo de construção. Nós começamos com uma rejeição muito grande por parte dos moradores de Barão Geraldo, sendo totalmente contra e depois com a construção, com as sugestões e e e tudo isso sendo incorporado ao projeto, foi incorporando, vamos trazer eh moradia de interesse social, eh vamos colocar, vamos diminuir o tamanho dos prédios, isso foi sendo construído e a gente chegou num denominador comum, tanto que eh a última aprovação, né, a reunião aí que a onde é onde ele foi aprovado, foi um processo muito muito tranquilo, sem ter muita manifestação contrária, diferente das primeiras audiências públicas, onde a gente tinha uma rejeição muito grande e e e um desentendimento ali entre o que a gente pensava e o que eles imaginavam, porque isso realmente foi um processo de construção. Então, acho que a gente amadureceu muito, foi um processo muito interessante que a gente vai usar esse conhecimento que nós tivemos no PIDS para outros projetos que nós vamos aprovar aqui em Campinas. Professor, quem são todos envolvidos aí? Porque a gente tá falando de um projeto muito grandioso, né? Você citou 2018, as conversas aqui na Câmara a partir de 2022, quem são os agentes envolvidos aí no PIDS? Isso. A proposta, né, que que nasce com a com a Unicamp, ou seja, de uma área de um distrito, eh, que nós chamamos de hub internacional para o desenvolvimento sustentável, que eh o que o PIDS dá nos dá sustentação, né, é um projeto de construção de um de uma de um bairro inteligente e voltado paraa sustentabilidade, integrando, articulando e atraindo novos parceiros paraa produção de ciência e tecnologia na área de sustentabilidade, né? Então, quem tá quem tá junto nessa aventura, né? Eh, Campinas tem um um privilégio enorme de ser a capital da ciência e da tecnologia, reconhecida inclusive na Câmara agora, né? Eh, presidente, e nós temos nessa região alguns dos equipamentos, algumas das instituições mais importantes nessa área na América Latina, né? Então, a Unicamp, que é a segunda mais importante, maior e mais importante universidade da América Latina, a PUC, que também figura entre uma das universidades mais importantes do Brasil, o CNPEN com o seu acelerador de partículas, os círios, né? o CPQD, que também é uma referência na área de tecnologia de informação, Instituto Eldorado, que tem um trabalho bastante importante na área de semicondutores, de tecnologia também voltada paraa informação e outros atores e mais as instituições públicas, a prefeitura, o governo do estado, que vão eh a FACAMP também, que é uma importante faculdade ali daquela região. Esses atores, eles estão unidos na ideia de fortalecimento do ecossistema de inovação e de produção de um aquilo que nós chamamos de laboratório vivo, né? Ou seja, de uma experiência urbana de morar, viver e trabalhar com voltada para essa vocação da ciência e da tecnologia que possa ser replicada para novas áreas. Então, o desafio, um primeiro desafio é fazer com que todas essas instituições que têm as suas agendas, que tm os seus compromissos, que tem as suas dinâmicas internas, passem a trabalhar juntas paraa promoção da sustentabilidade. Um segundo desafio é que a partir desse trabalho conjunto, né, do fortalecimento desse ecossistema, nós possamos atrair novas empresas, novos institutos. Um terceiro desafio é fazer tudo isso sempre com o compromisso de produção de tecnologia e inovação para sustentabilidade. Então, esses três grandes desafios faz com que aquela região possa se tornar uma referência brasileira na área de transição ecológica, de produção de soluções para para sustentabilidade e ao mesmo tempo pode possa ser um uma área de grande dinamismo econômico, porque ela tem a capacidade de de atração de muitos atores ali que podem promover um desenvolvimento vigoroso para Campinas nos próximos anos. Eu acho que tem uma coisa que eu nem comentei isso antes, né? Mas eu acho que um dos fatores de atratividade ali para as empresas é a mão de obra qualificada, técnica, que a gente já tem Campine, principalmente que sai dos bancos das universidades. Eu ia falar sobre isso, caso essa integração ela realmente aconteça para quem está nos acompanhando, né? O que que vai ser devolvido pra sociedade? a gente vai ter uma Unicamp mais fortalecida, com mais pesquisas, ela pode aumentar o número de cursos e ela tem mão de obra diante de todo esse desenvolvimento, porque às vezes você cresce, você tem espaço, mas você tem essa mão de obra qualificada. Sim. Eu tenho alguns dados, presidente, que são muito interessantes pra gente pensar isso. As três universidades, Facamp, Unicamp e PUC, juntas, elas formam todos os anos 5.500 novos profissionais, né? e profissionais altamente qualificados, porque são três grandes instituições de ensino, né? A a Unicamp existe sempre essa discussão de que as universidades são fechadas, isso não se realiza, na verdade, né? Não, não, ela não é uma verdade. A Unicamp, por exemplo, é uma das mais importantes eh universidades voltadas para inovação. Quando nós estamos falando de inovação, nós estamos falando em produção de tecnologia que é orientada para o mercado e para soluções, né? E aí o a Unicamp tem um programa chamado programa Empresas Filhas. Uhum. Esse programa, quer dizer, o que é uma empresa filha da Unicamp? é uma empresa que tem pelo menos um dos seus fundadores um egresso da Unicamp. Nós já computamos, né, a existência de 100 empresas filhas, mais ou menos 1000 dessas, mais ou menos 1350 estão ativas atualmente são empresas que estão operando no mercado. E essas empresas juntas elas geram um faturamento anual de R$ 28 bilhões deais. é um é primoroso, mas os dados eh ele eles ficam mais interessantes quando a gente vê aonde estão essas empresas. Então, 92% dessas empresas estão na região Sudeste. Eh, 53, 54% dessas empresas estão no estado de São Paulo. 42% dessas empresas estão na região metropolitana de Campinas e 40% delas estão no território de Campinas. Então, a possibilidade de aumentar esses 40% para Campinas. Então, nós temos dois fatores que são muito interessantes. Nós temos uma produção eh recorrente de novos profissionais e nós temos a capacidade e não e aí eu extrapolo isso não apenas para Unicamp, mas para PUC, para FACAMP também. Nós temos a capacidade de atrair talentos, formar e capacitar esses talentos e e fixá-los no território, né? Então, esses números mostram, né, que a gente atrai alunos do Brasil inteiro e esses alunos ficam em Campinas depois que eles estão formados. Então essa essa enorme disponibilidade de mão de obra altamente capacitada, que entende de ciência, mas que também trabalha no mercado, nas grandes empresas, nas indústrias, ela oferece um ambiente muito atrativo para que Campinas cresça cada vez mais no seu desenvolvimento científico tecnológico. Viu? Tem uma coisa que eu eu percebi, eu queria, eu não sei se o secretário tem essa mesma percepção que eu, né? Nós temos um setor de planejamento com técnicos que estão lá há 30 anos, tem muita conhecimento, muita capacidade técnica, mas eu acho que o PIDS provocou tirar eles da zona de conforto, né? Incorporar um novo olhar, nova visão, né? Eu acho que assim, até o o clima dentro da secretaria mudou, não mudou a secretaria? Sem dúvida, Rossine. A gente percebeu isso mesmo, né? O PIDES ele foi um desafio, né? e e e tanta coisa nova, tanta novidade, eh tanta ajuda externa, né? Isso fez com que os técnicos eles gostassem do projeto, eh se aprofundassem, estudassem, abrissem também a cabeça para para coisas novas, né, que que ainda não estavam no nosso dia a dia. E foi esse sucesso. O projeto, eu tenho certeza que depois que ele tiver implantado, ele vai receber muitos prêmios, né? porque hoje ele ainda é um projeto, mas quando ele tiver implantado e e já tiver executado, eh, ele vai receber muitos prêmios e vai ser um exemplo aí para todo o Brasil. Secretário, o projeto ele fala de área prioritária e uma área de ampliação. Como que isso funciona? É um novo zoneamento. É, iria separado em duas etapas. Então a gente tem a área prioritária, né, que é a área de central, aonde a gente pode prédios um pouco mais altos, são prédios até sete andares e aonde a gente vai ter o centro mesmo de todo o PIDES ali. Então a área de comércio, as áreas de convivência vão ser e focadas nessa região. E aí a gente tem a área de ampliação, aonde os prédios são menores, são prédios de até quatro andares, aonde a ideia é que as pessoas eh morem, fica mais voltado pra moradia do que propriamente pro comércio e pras e pras empresas, né? Uma coisa muito interessante, né? A gente já tem recebido muitas consultas de empresas interessadas em se instalarem no PIDS. Uhum. E e e os atrativos, né, que essas empresas eh demonstram pra gente é primeiro é a mão de obra qualificada, que eles acham muito difícil achar uma mão de obra qualificada por causa das universidades. Segundo, a infraestrutura instalada, né, nós temos energia elétrica, que é uma coisa hoje que tá complicada, e a gente tem uma uma energia elétrica instalada, uma capacidade ali grande. Então, um data center, por exemplo, que são algumas consultas que a gente recebe, são empresas de data center e elas precisam de energia disponível. E ali eu tenho além da conectividade, né? São várias linhas de conectividade passando pelas rodovias com fibra ótica, com tudo que também alimentam aquela região. Então, a soma de todos esses fatores eh levam a esse sucesso que eu acredito que o PIDS venha a ser aí nos próximos anos. nesses próximos anos, essa organização, ela passa pela prefeitura, pelo poder executivo, para poder organizar tudo isso? Sim. Eh, dentro do projeto de lei, né, a gente tem agora 360 dias pra gente aprovar uma uma lei de governança, né? e é uma governança compartilhada pela prefeitura, pelas universidades e pela pelos moradores, né, pela pela população. Então, eh existe um um grupo, um comitê de governança que vai aprovar os projetos que que vão aprovar as empresas que vão se instalar pra gente garantir exatamente essa e essa ideia nossa de que seja ali um polo de inovação, né? Então, não é qualquer empresa que vai poder se instalar, não é qualquer tipo de projeto, tem toda uma regra que a gente vai tentar dentro desse dessa governança fazer essa gestão. Presidente Rossen, lendo o projeto, né, que ele é muito extenso, ele fala sobre uma preocupação com pedestres e com ciclistas. Eu sei que você tem uma relação muito grande. Você já pediu aqui diversas vezes implantação de ciclovia, nós já fizemos muitas inaugurações. Como é que você enxerga esse desenvolvimento? Porque às vezes, para quem está nos acompanhando, a gente tá falando de ciência, de tecnologia, de construção de prédio, mas as pessoas elas vão circular por lá. Tem pedestres, tem ciclista e passa também por pensar naquele que tá ali, que pode ser mais vulnerável, né, nessa nesse desenvolvimento. Eu acho que nesse sentido o projeto encampa tudo, ele pensou em tudo, né? Porque não adianta você ter o prédio físico, a praça, você tem que ter as pessoas, né, que vão trabalhar, que vão morar ali. Então foi pensado nisso sim, né? Quando a gente fala de qualidade de vida, sustentabilidade, é permitir que as pessoas possam circular com segurança, estimular o uso de bicicleta, a caminhada. Quando você vai ter a oferta de serviços e tal, próximo, as pessoas vão andando de casa. Uhum. E o projeto pensa tudo isso. Na verdade, assim, na ponta, aquela região prioriza a pessoa, né? O homem, primeiro da preservação do meio ambiente, mantendo um ambiente que seja saudável, ecologicamente equilibrado, não vai ter poluição, não vai ter desmatamento, não vai ter devastação, pelo contrário, até vai potencializar parque linear. Não invadimos a zona rural, né? não tem ampliação do território por causa disso, mas ele pensa tudo, ele pensa nessa base. O que o que na verdade assim, o conceito foi desenvolvido por essa consultoria coreana contratada pelo pela Unicamp lá atrás que trouxe um modelo, né, que foi aprovado, discutido. Olha, são não sei quantas cabeças de pensadores, pesquisadores, gente, que é top, né? discutiram isso para que esse conceito pudesse acontecer, precisava a adequação da legislação urbanística. O que a prefeitura fez foi mudar os parâmetros urbanísticos para permitir que isso seja implantado. É claro que essa preocupação da qualidade de vida tá colocada em tudo isso. Agora, todo projeto que fos se instalar vai ter que ser aprovado pela prefeitura. Vai passar no planejamento, no urbanismo, na secretaria de transporte. E se ele não preencher todos os requisitos necessários, não será aprovado. Então, todo o trabalho da prefeitura depois é garantir que tudo que aconteça lá atenda os obito, né, da proposta. Então, vai ter trabalho para muita gente aí por muito tempo. Professor Roberto, onde entra o pedestre, o ciclista aí no PIDS? Pois é, o dois dos projetos iniciais que que já estão em vias de instalação dentro do Ridsonicamp é uma grande fazenda agovoltaica que vai oferecer 1 me de energia a partir de de captação de energia solar e um centro de mobilidade elétrica que permite nos e que que é vai reunir uma série de pesquisadores que vão trabalhar com a necessidade da produção tecnológica voltada paraa questão da mobilidade e da do uso de energias alternativas para essa mobilidade. Então o o RIDS ele vai ter o o RIDS e o PIDS ele vai ter a possibilidade de ser um laboratório vivo de mobilidade e deslocamento das pessoas a partir de diferentes modais de transporte. Então, o nosso objetivo é trazer a bicicleta, trazer a caminhabilidade junto com ela, pensar em projetos pilotos de de transporte elétrico, de de transporte coletivo, baseado em energia elétrica, em energia renovável e compor ali uma espécie de grande experimentação que pode ser replicada em outras áreas, né? Então, a nossa ideia é que muita energia científica, tecnológica, dos nossos dos nossos professores, dos dos nossos docentes seja aplicada na área para que a gente possa criar ali um, de fato, uma referência eh importante de um novo modelo de ocupação e de mobilidade do território, né? Secretário Marcelo, numa resposta anterior sua, você tinha falado, né, sobre alguns modelos que vão ser colocados lá. é faixa estendida, calçamento. Retoma esse pensamento para mim, por favor. Pensando nesse pedestre, nesse ciclist que vai que vão utilizar os locais. É o PIDS, ele ele a ideia dele, né, é sempre e privilegiar o pedestre, né? Então é, a gente, a ideia é que não tenha o uso do carro, quanto menos carro, melhor. Então, para isso, eh, as vias, as calçadas, elas são mais largas, tem todo um arborismo, né, que que foi planejado para que a pessoa caminhe em sombras. são lombofaixas, né, que são aquelas faixas lombadas pra pessoa garantir que ela passe e o carro freie quando ele tiver passando. Eh, a ciclovia, né, tem uma ciclovia que vai praticamente englobar todo o toda a área do PIDS. Então, a pessoa vai poder andar de bicicleta e aí entra nesse conceito da cidade de 15 minutos, mas não é de 15 minutos de carro, vai ser o 15 minutos de bicicleta, 15 minutos a pé e até mesmo com transporte coletivo, eh, seja ele elétrico, nitrogênio. Aí a gente tem várias opções, né, que a própria Unicamp tem desenvolvido e vai usar ali como um laboratório para para fazer esses testes eh de qual seria esses esses modais eh que estão adequados a essa área de desenvolvimento sustentável. Então, é a as calçadas largas, as lombofaixas, as ciclovias e que que vão estimular eh toda essa mobilidade eh privilegiando o pedestre e não os veículos. É possível e existe uma ideia de PIDS para outras regiões de Campinas? Sim. E aí já antecipando até nós estamos agora começando um novo projeto, um novo eh polo, né, de desenvolvimento que é a área da de Viracopos. Então, toda a área ali do entorno, a gente já tem um grupo de trabalho, nós já começamos a trabalhar, eh estamos buscando agora uma consultoria, né, também uma empresa de consultoria que vai nos ajudar, é uma um foco diferenciado, né? Então a gente tem ali eh o aeroporto como sendo o o ator central. Então o que a gente vai desenvolver em volta ali, a gente acredita que sejam galpões logísticos, centros de convenções, hotéis. Eh, então, eh, nós começamos a trabalhar e a ideia é usar os conceitos do PIDS também para essa nova região. Rossina, importante pra cidade de Campinas esse desenvolvimento acontecer também. A gente tá falando de uma metrópole, né? 1 milhão de habitantes e certamente outras regiões estão de olho ali o que tá acontecendo em Barão Geraldo para talvez trazer pra região, adaptar pra realidade de cada local. É, inclusive quando a gente debatia nas audiências públicas o PIDES, gente do Campo Grande falava: "Por que que vocês entrarem aqui pro Campo Grande? Imagina porque não tem que ser aí". É claro que o PIDS nasceu com essa característica a partir da Unicamp, com essa vocação de estímulo base tecnológica, né? Mas sim, eu acho que isso tem que ser replicado. Nós estamos assim na véspera de pensar o novo plano diretor da cidade. Com certeza muitos dos conceitos e parâmetros colocados no PIDS, eles vão incorporar o pensamento da cidade pros próximos anos aí pro novo plano diretor. Olha, eu disse aquele dia lá na na sanção da lei, planejar uma cidade não é uma tarefa simples, né? você conseguir pensar como compatibilizar todas as necessidades das pessoas, das cidades, das entidades, né? Garantindo transporte, garantindo emprego, garantindo geração de renda, garantindo da sustentabilidade, preservação, lazer, cultura, meu, não é fácil, né? Sem criar aquele aglomerado de pessoas. E então eu acho que é um aprendizado e não tenho certeza, eu tenho, quer dizer, não tenho dúvida, né, de que esse modelo, até porque, como eu falei isso, eu acho que a própria equipe técnica da prefeitura aprendeu bastante com isso, né, e certamente vai aproveitar muito dessa desse aprendizado para replicar, como já tá sendo na questão da centralidade do aeroporto, pro resto da cidade. Eu vejo Campinas aqui 30 anos uma porque crescer assim é uma coisa, desenvolver, crescer é tornar maior, né? Desenvolver é tornar melhor. Então a gente tem que crescer fazendo com que seja uma cidade cada vez melhor, né, para as pessoas. Eh, e Campinas oferece todas as condições para isso. Primeiro, a localização estratégica com o aeroporto de Veracopa, as rodovias, uma base de energia real, né, a a pessoa mão de obra qualificado, universidades, nós temos vários fatores que diferenciam a nossa cidade de outras cidades do Brasil. É utilizar esse potencial para que ela cresça de forma ordenada. Professor Roberto, diante dessa experiência de 7 anos aí, pegando 2018, a data que você passou até essa aprovação em 2025, tem como enxergar PIDES em outras regiões de Campinas? Tem, tem sim. a experiência que nós estamos produzindo ali, que ainda tem muitos passos pela frente, só uma, né, só o ponto pontapé inicial desse processo, ele já chama outras possibilidades paraa cidade de Campinas, né? Então, a própria prefeitura, né, secretário, já tá pensando na região central, eh, como urbanizar a área ferroviária, né, a própria experiência do Innovation Week, né, de ocupar aquele território também ali com uma área de inovação que seja mais afeita à população da área central de Campinas. Nós recentemente recebemos uma, o que vai ser um ponto de desenvolvimento muito importante paraa cidade de Campinas. O exército brasileiro vai fazer um parque tecnológico na antiga área da codelaria, né? Eh, foi assinado um acordo entre as três universidades, USP, Unesp e Unicamp, junto com o governador Tarcísio, para que o exército brasileiro pudesse produzir ali naquela região da Codelaria, que fica próximo das rodovias Auera e da Bandeirantes, aquele pedaço paraa produção de um centro tecnológico do exército, captando e aproveitando as potencialidades da região, né? Então, nós já estamos observando que outras áreas de Campinas têm potencial, os seus próprios, as suas próprias características paraa ocupação de novos modelos, né? Campinas já tem uma experiência pregressa voltada para parques tecnológicos. a gente tem muitos parques tecnológicos e essa experiência do distrito, ela vai possibilitar que determinadas regiões de Campinas aproveitem a sua as suas vocações para novos modelos de desenvolvimento. Então, tanto do ponto de vista dos ganhos, né, da de um novo modelo de urbanismo, quanto à experiência de pegar uma vocação econômica e potencializá-la através através de novos atores, essa experiência do RIDS já tá conseguindo trazer novas novas novos atrativos pra cidade e pra região. E quais são os próximos passos? Quero ouvi-lo e depois o secretário Marcelo. No que se refere? Não, nós temos dois no dois níveis fundamentais ali. Um que que me eh digamos a minha prerrogativa direta, que é a ocupação da antiga fazenda argentina, que nós chamamos de de Roses Unicamp. É uma área de 1.400.000 m². Essa área, ela pertence à Unicamp e nós vamos fazer ali uma grande um um uma grande área de inovação tecnológica e social, né? Essa área, ela tem características urbanísticas próprias, né? Nós vamos ocupar apenas 25% dela com edificações e outros 70% serão dedicados à preservação ambiental, a áreas de caminhabilidade e campos experimentais de ciência e tecnologia. produção agrícola e outras outros experimentos, né? Esse e essa ocupação, ela é uma ocupação que vai promover a atração de empresas, institutos e e instituições da sociedade civil paraa colaboração estrita com os nossos pesquisadores. Então, todos os equipamentos que tiver que existirem nessa área, serão laboratórios vivos de conexão entre a sociedade e os pesquisadores. Não existirão nessa área laboratórios convencionais, como existe em toda e qualquer universidade, mas sempre eh laboratórios que sejam voltados para pra produção de conhecimento conjunta entre os pesquisadores e a própria sociedade, né? Então essa e é e esse é o conceito que nós estamos trazendo pra área que pertence eh para a Unicamp, a a o RIDS Unicamp, a antiga fazenda argentina. No que se refere àquilo que nós chamamos de RIDS, que é o Distrito de Inovação e Sustentabilidade, a gente pretende, além de trazer outros atores, fazer com que aquela região ela se torne uma referência na colaboração entre as instituições. Então, nós vamos nós vamos avançar numa maior conexão com a PUC. Uhum. Então, criar novos modelos de parceria e de estabelecimento de relações com a PUC. Então, a Unicamp, a cidade só tem a ganhar, né, com a maior integração das duas universidades e vamos estimular a produção de projetos conjuntos entre CNPEN, CPQD, Instituto Dourado e outros equipamentos, outras instituições que tem naquela região. E o nosso expectativa é que isso promova uma atração muito grande de pessoas e de e de empresas para aquela área. Marcelo, próximo passo do ponto de vista legal, né? Agora nós temos 12 decretos para serem editados regulamentando a lei do PIDS. Então é decreto relacionado à governança, decreto sobre os empreendimentos de habitação social. Eh, então são 12 decretos, então alguns a gente tem até 180 dias para promulgar, outros até no máximo 360 dias. Eh, então hoje nós estamos nessa etapa. Paralelo a isso, a gente já tem alguns projetos sendo analisados para serem implantados na região do PIDS. já estão sendo analisados com base nessa nova lei. E estando tudo isso regulamentado e os projetos sendo eh aprovados, a gente começa efetivamente a formar o PIDS com a construção desses empreendimentos. Olha, ouvindo vocês falarem, eu acho que é muito animador o que pode acontecer no distrito de Barão Geraldo, todo esse desenvolvimento, a cidade de 15 minutos, pensando uma cidade pro pedestre, pro ciclista, mas pensando o que pode dar errado, quais são os obstáculos. Rossine, professor Roberto, secretário Marcelo, porque a gente tá falando aqui, não sei se de um ideal, mas é um projeto que precisa ser colocado em prática. Mas a gente sabe que às vezes na realidade algumas coisas podem acontecer. O que pode dar errado no meio do caminho que vocês precisam prestar atenção e que a sociedade também precisa prestar atenção para que isso que vocês estão falando não aconteça daqui uns anos? Que que tem que acontecer? Rossine, professor Roberto, secretário. Na verdade, assim, acho que não tem nada que possa dar errado. Eu acho que a gente vai ter desafios, dificuldade para fazer dar certo. Mas orçamentário ou não? Primeiro, eu acho, o primeiro é sempre assim, se você pensar em infraestrutura, precisa de investimentos, né? Então você tem que atrair. Eu não sei se você precisa colocar infraestrutura primeiro para atrair investimento ou você precisa do investimento para fazer infraestrutura. Eu acho que as duas tm que caminhar um pouco junto. A gente sabe que o estado tem pouca capacidade de investimento hoje, né? A estado coloca as diretrizes, tem tudo isso que a gente sabe que precisa acontecer, mas muito do que vai ser investido em infraestrutura para garantir isso é contrapartida do investimento que virá pro negócio, né? Então, o primeiro desafio é assim, atrair empresas que tenham essa configuração e que estejam acreditem no projeto e estejam dispostos a investir. Segundo é também estruturar a prefeitura para poder fazer o trabalho de controle, fiscalização, de análise para dar celeridade a isso. Uma das queixas, né, que a gente ouve muitas vezes do do setor eh dos empreendedores é a lentidão de análise e tramitação dos projetos. Então, a gente precisa também a partir disso, investir na máquina pública para que ela se capacite. Uhum. Que ela se prepare para poder atender essa demanda. Assim, dar errado, eu acho que não vai dar, né? Porque assim, não é alguma coisa que a gente tá, pô, pensando. Já existem outros modelos semelhantes em vários locais do mundo. Houve uma comissão técnica que foi paraa Coreia, foi para Barcelona, foi para viram outros exemplos já bem-sucedidos. Então a gente aposta que isso vai dar certo. A gente vai pode ter dificuldade porque vai ser um aprendizado também na hora de executar. Mas eu vejo isso. Como atrair investimento e como estruturar a prefeitura. Eu tô falando aqui do ponto de vista do legislativo, né? O talvez o Marcelo possa melhorar. Nós precisamos também preparar a prefeitura para ela fazer a parte dela, né? Na análise dos processos, dos projetos. Então, professor Roberto, os desafios pela frente para que não vire uma decepção. O PIDS de Barão. É, é o os são grandes desafios, né? Então, quando o presidente Rossini coloca, né, que o esse esse grupo técnico que elaborou a proposta, ele fez muitas viagens, conheceu muitas experiências, muitas dessas experiências elas mostram que o modelo é um modelo muito propenso ao êxito, né? Quer dizer, onde onde nós observamos isso, né? na França, na própria Coreia, na China, existem muitas experiências de distrito, distritos de inovação que são muito exitosos. De fato, o que o que a gente tem visto nessas experiências é que o aporte de investimento e a vontade, e quando eu tô falando vontade, não tô querendo ser leviano, porque às vezes as pessoas usam o termo vontade política de forma leviana, né? Mas assim, você vê que existe uma decisão do poder público de estabelecimento daquele projeto e todas as energias são gastas para que aquele projeto aconteça de forma, digamos assim, rápida, célere, né? Eh, isso em alguns países que t uma, digamos, uma maior centralização política, eles acontecem de maneira mais rápida. Então, a China resolve construir um centro de inovação, nasce da noite pro dia. A nossa experiência democrática de muitas instituições políticas envolvidas, de diferentes escalas de governo, ela não permite esse tipo de estabelecimento. A própria pressão da sociedade civil, como nós vimos na na no trâmite da criação do PIDs, né, ela ela torna as coisas mais complexas. O que nós precisamos é de uma boa conjunção de atores, né? O que já vem acontecendo com a prefeitura, com as universidades, com os institutos de pesquisa, com a Câmara. Eh, e essa boa conjunção, ela precisa colocar objetivos bem estabelecidos paraa criação desse projeto e fazer um modelo misto de captação de recursos. Então, nós precisamos atrair a a o o mundo corporativo, as empresas. Nós precisamos correr atrás também de fontes de financiamento dos grandes bancos de investimentos. A gente vai precisar ir atrás do BRIX, nós vamos precisar conversar com o BNDS. E quem vai fazer isso? Nós vamos fazer isso de maneira conjunta, esse modelo de governança. Essa a ideia, que nós tenhamos um comitê, um um órgão de governança que possa formar os projetos e buscar esses financiamentos para que o a tanto a infraestrutura urbanística quanto o próprio desenvolvimento dos centros de inovação sejam aportados por esses grandes bancos, né? Então nós temos aí um desafio de governança, de articulação, que já tem um histórico muito positivo, porque isso vem acontecendo já há quase 10 anos, de fato, para a implantação desse processo. Então, o modelo é positivo, é exitoso, mas nós temos essas características brasileiras próprias, né, de construção de do aporte financeiro de investimento e de atuação política que vai garantir eh de fato o êxito do projeto. Secretário Marcelo, os obstáculos e desafios para que isso se coloque em prática. É, eu acho que o Roberto e o o Rossine já levantaram, né, os principais desafios. E aí eu colocaria mais um, que é a questão da infraestrutura instalada, né? Então, é, por exemplo, não ter energia suficiente paraa instalação de data centers na velocidade e na quantidade que a gente entende que sejam eh implantados naquela região, né? Lembrando que eh toda a infraestrutura, né, toda a construção do PIDs, ela é feita em áreas particulares. Então a área não é do poder público, né, a área é de particulares e e as ruas e as calçadas, tudo aquilo que for construído, ele é construído como uma medida mitigadora daquele empreendimento que tá sendo construído, né? Então assim, como exemplo, a gente já tem hoje uma medida mitigadora do Shopping Dom Pedro, que vai fazer uma ampliação e a gente colocou com uma medida mitigadora desse empreendimento a construção da ampliação da Guilherme de Campos, da Avenida Guilherme de Campos, chegando até o PIDS. Então isso já é uma realidade, ele já tá eh atribuído a esse empreendimento e ele tem um prazo para executar. Amanhã a gente aprova o empreendimento de um novo data center. Nós vamos definir uma medida mitigadora para que aquele empreendimento possa se instalar. E aí é um desafio que a gente tem, é definir quais são essas medidas mitigadoras de uma maneira que ela incentive, né, e prepare para que novos empreendimentos sejam atraídos a se instalar naquela região. Então eu acho que os dois grandes desafios são esses, né? O primeiro é a gente ter essa infraestrutura instalada e o segundo é nessa governança, quando a gente for definir as medidas mitigadoras, a gente definir de uma forma correta para que eh a gente incentive mais rápido novos empreendimentos a se instalarem naquela região. Presidente Rossine, a política pode ser um obstáculo porque na democracia nós temos alternância de poder. Pode vir um novo governo daqui uns anos falar: "Não, pera aí, eu penso PIDS de uma maneira diferente". e começar um novo debate. É, a política às vezes ajuda e às vezes atrapalha. Mas eu acho que o modelo que tá sendo pensado, primeiro com uma legislação existente, né, para fazer qualquer coisa, eu tenho que mudar a lei com essa esse modelo de governança e talvez tripartite, não sei se é isso que a gente possa chamar, isso acabam garantindo a continuidade da proposta, né? você não, o governo de plantão não vem a querer mudar alguma coisa que foi muito discutido, debatido ali. É claro que tudo no ambiente político muitas vezes causa eh nem sei se dificuldade, né? Mas eh pressiona mesmo os gestores, né? assim, a sociedade polarizada muitas vezes pensa de forma diferente e quer que o gestor tenha a solução que ele quer, não a que a melhor às vezes. Então, o componente político e até pelos nosso modelo de de estado e democracia passa a ser algo que não vou falar que dificulte, né, mas que vai tá permeando o processo durante todo o tempo, né, vai depender da nossa capacidade de organização, de convencimento, da seriedade até da ação política para não deixar que isso venha a se tornar um problema. Mas eu na hora que a coisa começar a acontecer, eu acho que todo mundo vai querer participar desse processo, né? vai querer ajudar e não atrapalhar. Programa bom, é programa com muitas informações e passa rápido também, tempo encerrado. Eu vou fazer um pids dois aqui, vou chamá-los novamente pra gente continuar o debate aqui. Marcelo Colutini, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo ter vindo até aqui nos nossos estúdios, explicado o ponto de vista do executivo, as reuniões que foram realizadas, o que está sendo pensado para esse distrito de Barão Geraldo. Já faço, portanto, um novo convite para retornar aos nossos estúdios e fica aberto aí as suas considerações finais. Eu agradeço o convite e agradeço esse espaço que é muito importante a gente poder esclarecer, né, e falar tudo que foi feito, tudo que foi pensado, de que forma que o PIDS nasceu e como que ele vai ser agora pro futuro. E já me coloco à disposição aí pro PIDS 2, que a gente ainda tem muita coisa para conversar a respeito do PIDS. Professor Roberto Donato, coordenador do HIDs, né, o hub internacional aí para o desenvolvimento sustentável da Unicamp também. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar aqui do nosso programa, explicar, né, desde 2018 o que está sendo pensado pra região, a execução a curto, médio, longo prazo. Então, já faço um novo convite para retornar aos nossos estúdios e fica aberto à suas considerações finais. Bom, o convite já tá aceito, né? Só chamar, presidente. E eu acho que o que o que o RIDs e o PIDS já são políticas de estado, elas já atravessam, né? Elas já têm uma uma solidez que alguns ventos políticos podem trazer para cá ou para lá, né, presidente? Mas de maneira geral, a comunidade já entendeu, as universidades já abraçaram eh a a os caminhos desse projeto e então nós temos aí todas as condições, independente do tempo ou do contexto, de que esse projeto ele seja um projeto da cidade de Campinas e uma contrib contribuição importante pro Brasil. Então, muito otimista na na realização dessa dessa empreitada. Presidente Luiz Rossini, também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo ter vindo até aqui os nossos estúdios, participar do programa Questão de Ordem, a contribuição do ponto de vista do legislativo e também da participação. Já faço um novo convite para retornar aos nossos estúdios, a sua participação de grande valia pro nosso telespectador e fica aberto às considerações finais. Primeiro, quer dizer, como presidente da Câmara, eu tô muito orgulhoso da gente ter um programa desse nível e com um âncora que conduziu de uma forma fantástico. Fiquei impressionado com o conhecimento, se aprofundou, né, que ajudou muito na discussão. E quero agradecer de coração, né, o Roberto Donato, que veio aqui falar, dispôs do seu tempo para partilhar um pouco conosco aí, né, da experiência da Unicamp, como é que foi o processo. Nosso secretário Marcelo Colutini. Eu como anfitrião é que quero agradecer aí a participação de todos. É minha obrigação tá aqui e foi muito legal bater um papo e levar pra sociedade, né, um pouco o que significa o PIDES pro desenvolvimento de Campinas. Sem dúvida. E agradeço você aí de casa também pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído para este debate sobre o PID, sobre este polo de inovação, de desenvolvimento sustentável que foi arquiteado, pensado, estudado pro distrito de Barão Geraldo e quem sabe aí nos próximos anos para outras regiões aqui da cidade de Campinas. Continue na nossa programação e até semana que vem. Ciao. Ciao. เฮ