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Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater a COP 30, a conferência do clima da ONU. Líderes de mais de 170 países, chefes de estado, cientistas, empresários, representantes da ONU, da sociedade civil e mais de 50.000 1 participantes debatem soluções contra o aquecimento global sobre transição energética, a necessidade de ações focadas na redução de emissão de gases do efeito estufa, como na utilização de geração de energia com fontes renováveis. Outro tema importante, o financiamento climático, o fundo florestas tropicais, quem financia, quanto, como, quando, qual que é o objetivo e o que representa o Brasil sediar a COP? Como transformar compromissos em resultados? São muitas perguntas, nós teremos algumas respostas e certamente muitas análises, porque eu recebo no estúdio daqui a pouco o vereador Wagner Romão, que é o presidente da Frente Parlamentar pelo meio ambiente e de enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. o vereador Luís Iabico, que é o presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente aqui da Câmara e de forma online e diretamente da COP 30 em Belém do Pará, a Andreia Struel, ela que é a diretora jurídica nacional da ANAMA, que é Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, é também assessora na Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade de Campinas e secretária da Comissão do Clima da OAB. AB Campinas. Lembrando que o debate vai acontecer. Farei as interrupções apenas quando o necessário. Vereador Luiz Yabico, eu começo com o senhor porque eu citei na minha abertura, né, sobre a Comissão Permanente do Meio Ambiente e recentemente nós tivemos aí uma reunião que discutiu os impactos e também os desdobramentos da COP 30 nas políticas ambientais locais de Campinas. Como é que você enxerga este desafio e os próximos passos que precisam ser tomados? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Obrigado, Gabriel. Obrigado, amigos que estão nos assistindo aqui na TV Câmara na questão de ordem. Minha amiga André Struga que está lá em Belém do Pará, ao vivo, participando aqui conosco. É um prazer imenso estar batendo papo com André, especialista na área. E Brasil vive um momento singular, especial sediando a COP 30. Um encontro muito importante para o planeta inteiro, especialmente para o nosso povo brasileiro, onde nós teremos aí a incumbência de sediar mais de 118 países, chegar numa convergência de um acordo importante, não é? Muitas discussões, muitos técnicos e nós estamos muito bem representados lá lá em Belando Pará com André e equipe, né? E nós aqui na Câmara Municipal temos debatido esse assunto com a finc mesmo nós, eu e o Wagner Romão, tratamos desse assunto dentro da comissão do meio ambiente. Hoje de manhã a vereadora Paula Miguel tratou de um assunto sobre inteligência artificial que também está eh relacionado à à sustentabilidade. Enfim, é um tema importante que o povo brasileiro tem que se eh chegar a todo o povo brasileiro, especialmente aqui em Campinas, porque é um assunto de extrema importância para todo o planeta e muito importante paraa nossa cidade. Gabriel, muitos assuntos foram abordados aí pelo vereador Luiz Eico, que ao longo do nosso questão de ordem nós vamos falar sim da participação da sociedade civil. A Andreia está lá na COP 30 em Belém, vai nos contar, então, como é que a sociedade civil está incluída aí neste debate junto com os líderes globais. Então nos conte a Andreia Struel, diretamente de Belém no Pará, que a avaliação que dá para fazer desta uma semana e meia aí de evento, tem sido proveitoso, importante, debates relevantes ou está muito teórico e longe de se colocar em prática? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem e já agradeço desde já a disponibilidade do seu tempo e ter aceito o convite para no meio da COP 30 participar aqui do nosso programa. Boa tarde a todas e todas, ao Gabriel Castro. É uma satisfação enorme, tá, na questão de ordem da TV Câmara, da Câmara Municipal de Campinas, na companhia do nosso querido vereador Luís Abico, que é presidente da comissão de meio ambiente e que apoia muito Campinas e por desfecho todos os municípios aí brasileiros na questão ambiental, na questão climática e nessa linha de fortalecimento da agenda. ambiental local. Nós conseguimos uma comitiva de Campinas para discutir, trazer e aprender, ter trocas, né, eh, em nível global, aqui na Conferência das Partes, na COP 30, em Belém, tanto na Green Zone, que é a zona verde, tanto na Blue Zone que a zona azul. A, o secretário Adegas e a secretária Marcela Cupin estão em voo neste momento, mas esveram aqui até então com uma comitiva de Campinas, qual eu tive a honra de integrar e nós nos espalhamos, frequentamos muitas mesas de negociação, mesas de debate, assim como o nosso prefeito esteve aqui também palestrando e e discutindo na Frente Nacional de Prefeitos a respeito de calor. e saúde. Eh, de você me pergunta muito sobre a questão da sociedade civil, Gabriel. Eu agradeço essa pergunta porque a grande joia da coroa, o grande destaque da COP 30 é emergência da sociedade, de todos os órgãos públicos e privados e terceiro setor aqui nessa zona verde, juntos discutindo políticas globais, mas também locais. Nunca a gente pensou no tanto nas comunidades, mesmo as indígenas, esquilombolas, as ribeirinhas, as de favela, as periféricas, as hipossuficientes. Então, todo toda essa toda essa verdade, né, chega à tona, principalmente nessa questão da localidade. A COP dentro da floresta amazônica, praticamente em Belém, eh traz e emerge as discussões de proteção de áreas verdes. Aqui na Bluone, um sotaque maior é o inglês, é múltiplos sotaques, mas é o inglês. aqui na zona, na green zone, na qual eu estou aqui ao fundo é o pavilhão das cidades. Inclusive aqui, o sotaque é indígena, é quilombola, é de todos os campos do país juntos para pensar na agenda de mitigação, com certeza, mas muita preocupação com agenda de adaptação. como é que as cidades, como é que as localidades, como é que as comunidades se adaptam às intemperes ambientais, aos extremos climáticos que nós já estamos vivendo. Então, a turma da bluzônia, a diplomacia, os países, numa versão mais técnica, está pensando muito na mitigação. Como é que a gente faz a transição energética para uma matriz mais sustentável? Desapega do petróleo e vai para outras matrizes da água, do vento, da luz e tudo mais. Como é que a gente muda o nosso pacto civilizatório no planeta? Aqui também a gente discute isso, mas com pé no chão, olho no olho, de um indígena, de uma comunidade distante, de um quilombola, de um ribeirinha, de uma dona de casa. Então eu fico muito eh até emocionada com essa aproximação da sociedade que a COP 30 teve. Portanto, tanto o governo do Pará quanto o governo do federal e todas as cidades, todos os estados que acreditaram na COP 30, inclusive a honra, estão de parabéns aí pela sua execução. O Brasil ganha, mas nós também que moramos aqui eh em cada cidade, cada 5570 municípios brasileiros, ganhamos também, Gabriel e Vereadoria Bico. Contribuição importantíssima da Andreia, eh, só para pegar o gancho ou Iabico, 50.000 participantes, né? E esse depoimento da André, eu acho que ela é muito importante, ressaltando a participação eh da sociedade neste assunto que pode parecer muito complicado para as pessoas, muito distante e muitos podem pensar que é algo pro futuro. E trazer a sociedade para este debate, eu acho que esse é um dos principais temas que precisa chegar até as pessoas que estão aqui no município e muitos distantes de de Belém do Pará. como que o município ele tá inserido nessa questão global, o que as pessoas podem fazer no dia a dia para contribuir, para ler uma reportagem e saber o que tá sendo discutida? Eu acho que isso é muito importante, né? O mais importante, Gabriel, também é a representatividade do nosso povo pelas lideranças políticas. Os países estiveram ali com as suas representações, nosso prefeito esteve por lá eh fazendo, dando uma palestra. André está lá junto com o secretário do clima. E uma pergunta que gostaria de fazer para André, ela que está perto aí dos debates na área azul, na área verde, sentindo de perto aí em inglês, no sotaque inglês, que ela deve estar bem familiarizado, os debates desse tal acordo, não é, que chegaria a 300 bilhões anuais de 20 nesse ano, nesse acordo, como houve um acordo de Paris há quase 10 anos e ela está titubeante desde então, né? Se esse acordo que eles estão buscando fazer agora, Andreia, de mais de 300 bilhões de dólares, realmente pode acontecer e porque a necessidade desse acordo, desse tamanho de recursos para que as as populações em desenvolvimento tenham tenham efeito? Quer dizer, o Gabriel fez a pergunta, como é que essa COP chegaria às populações mais pobres, as mais necessitadas e somente chegará se os países já desenvolvidos subsidiarem os países em desenvolvimento? É isso que acontece aí, André, por favor. Vereador, obrigada pela pergunta. O senhor tocou no coração da discussão da COP, que é o financiamento climático, como é que os países em desenvolvimento conseguem ter a pororte, principalmente aqueles que têm florestas tropicais, como é o caso do Brasil, né? Floresta amazônica é um é é é o é o principal, né? principal aí bioma função, principalmente é como é que esse aporte de recursos através de um fundo internacional de fato financia a floresta em pé, né? E estamos ainda disputão, vereador, como diz, quando a gente a gente no meio papa, sai a fumaça branca, né, vereador? Aqui ainda não saiu a fumaça branca. Nós estamos na fumaça cinza das discussões, das negociações. Então, o papa do financiamento climático ainda não foi revelado. Esses planos não foram, mas de fato é a principal a principal agenda é como principalmente os países desenvolvidos que já tiveram uma pujança econômica em detrimento do uso das suas florestas, dos seus recursos naturais, da sua biodiversidade, como é que eles deixam, né, de eh fazem um resgate histórico países que podem e devem manter o seu atigo que é a natureza, para que o planeta tenha saúde, para que o planeta siga, né, na no máximo 1.5ºC. Hoje, para quem não sabe, o planeta tá tá em aquecimento de 1.1. O nosso limite, nós estamos fazendo um esforço enorme para chegar a 1.5. e pensando em toda a mudança de como a gente vai trabalhar os insumos e como a gente vai trabalhar a a logística do nosso meio de produção, de transporte e de vivência nesse planeta para que a gente não continue aquecendo o planeta. Afinal de contas, o relatório do IPCC é claro, somos nós que aquecemos o planeta. Não é o tucano, não é o macaco prego, não é a onça pintada. Somos nós homo sapiens, nós homens e mulheres, que somos responsáveis pelo aquecimento do planeta. E somos nós que já estamos pagando um preço alto. E se coletivamente nós não mudarmos isso, nós vamos continuar aquecendo o planeta. E a situação nossa de sobrevivência, de saúde, de aporte a alimentos e tudo mais vai acabar piorando. E vereador, para fechar a resposta, o financiamento hoje ele é o serem, mas ele ainda não temos ainda um um aporte. Existem muitos pactos paralelos de aportes eh de infraestrutura. O governo federal tem trabalhado muito nisso. Eh, mas, né, ainda não se fechou, ainda tem mais alguns dias de COP. E é por isso que a diplomacia mundial tá se reunindo tanto para pactuar as MDCs, que são os compromissos, né, de redução que cada país eh eh assume, assim como o Brasil assumiu também. Então, Carda País vai vai reportou sua MDC e aí inclusive há uma tendência de talvez alguma flexibilização desses reportes de MDC, ou seja, como que os países vão trabalhar para mudar a sua matriz energética, como vai deixar de emitir menos gás efeito estufa para não ter aquecimento global, para não aquecer o nosso planeta e tudo mais. Então, o senhor falou de financiamento, se me permite complementar também, enquanto os países estão preocupados com o financiamento de países entre partes signatárias, né, da convenção do clima e tudo mais, nós dos municípios, vereador ABIC, Gabriel e ouvinte da questão de ordem, nós estamos preocupados como é que tem financiamento da nossa cidade. Enquanto tudo isso não acontece, enquanto a gente melhora o nosso a nossa civilização, menos emissão de gás efeito estupa, como é que os municípios se preparam para dar conta da sua infraestrutura para combater ilhas de calor, enchentes, inundações, mexplosão, crise hídrica. Tudo isso nós temos em Campinas, por exemplo, é um pacote. E para isso nós precisamos do quê? A mesma coisa que o vereador colocou, nós precisamos de recursos financeiros, quem financia os municípios? Porque na zona green, na zona azul, a gente tá numa linha de mitigação e de financiamento. Na Green, como é que a gente se adapta e como a gente tem recursos para isso? Inclusive a Nama fez um encontro no qual Campinas, inclusive foi protagonista, colocou sua agenda climática lá em pauta, porque nós fizemos essa lição de casa, nós sabemos o que fizemos, nós sabemos o que queremos fazer até 2050, mas esse é o pulo do gato, Gabriel e vereador e abo, recursos financeiros, dinheiro para financiar infraestrutura, principalmente as infraestruturas baseadas em natureza. É fundamental isso que a Andreia passou pra gente. Ela está em Belém lá na COP 30, participou de um painel que já já ela vai contar pra gente. E essa resposta dela acho que foi muito importante quando ela cita esse 1.5º, porque para quem está nos acompanhando pode parecer que é pouco, mas os cientistas alertam que pode ser um rompimento definitivo para cada vez mais enchentes, secas, incêndios. É assunto que a gente vai abordar aqui no nosso questão de ordem. Vamos fazer o seguinte, rápido intervalo. Vereador Wagner Romão já está aqui nos nossos estúdios, nós vamos organizar tudo certinho e na volta a gente continua o nosso questão de ordem sobre a COP 30 e como os municípios eles podem criar este debate que acontece de forma global com os líderes, mas como que a sociedade civil pode participar e os municípios absorverem todas essas discussões? Intervalo é rapidinho, não saia daí. Voltamos com o programa Questão de Ordem. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Hoje nós estamos debatendo sobre a COP 30, né, e como os municípios podem absorver todos os debates que estão acontecendo lá em Belém do Pará com os líderes globais. O vereador Wagner Romon já está aqui nos nossos estúdios e eu quero pegar o gancho do tema da última reunião da Frente Parlamentar. Como Campinas, onde nós estamos, pode contribuir de forma efetiva para a mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. o que está sendo discutido entre os países, como trazer paraa nossa realidade e principalmente das pessoas e dos municípios. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Bem-vindo, muito obrigado pela oportunidade de estar aqui com vocês novamente. Desculpa nosso atraso, mas queria agradecer a presença da Andreia, também do vereador Luís Abico, nosso presidente da comissão de meio ambiente, parceiro também da comissão de estudos sobre resíduos sólidos, relator, o vereador Ibico é relator da comissão que eu presido. Eh, a gente fez realmente essa reunião da Frente Parlamentar do Meio Ambiente, eh, trazendo, tentando trazer o tema da COP para cidades e, claro, especialmente para Campinas, porque todos os temas, todos os eixos de discussão, seja o eixo da busca por uma economia de baixo carbono, o eixo pela transição energética, o eixo pela preservação das matas, florestas, né, o eixo da segurança alimentar, o eixo de uma política pública inclusiva que possa, né, Ou seja, quando a COP eh sai do tema estrito senso ambiental e vai pro tema da saúde, né, do desenvolvimento humano, para não falar das questões de financiamento, né, que vi que a Andreia tava comentando no último bloco, a gente precisa olhar para as cidades a partir dessas lentes, né? Então, veja, transição energética, eh, há um problema sério, né? aquilo que no caso de Campinas eh os dados que a gente possui é que quem mais produz eh eh a quem mais joga carbono na atmosfera, aeroporto de Viracopos, né? A gente tem a questão também dos ônibus que ainda são movidos a combustíveis fósseis. A gente fez uma grande disputa inclusive, né, na Câmara a respeito da possibilidade que, infelizmente, foi perdida pela prefeitura de financiamento de da compra de 252 ônibus elétricos. Eh, havia financiamento do BNDS, infelizmente não foi a opção que a prefeitura fez naquela ocasião. Eh, a gente sabe que também a energia eh solar, a energia fotovoltaica, né, por células fotovoltaicas, ela também gera um passivo ambiental, mas ela é muito menor do que a questão dos combustíveis, dos combustíveis fósseis. Então esse, por exemplo, é um meio de como o município pode ajudar, né, a a mitigação ou a diminuição dos gases eh ligados à questão do efeito estufa. Eh, toda a questão relacionada, por exemplo, a ao combate a ilhas de calor, né, de como disse, como a Andreia tava colocando também no final do último bloco, tem muito a ver com o modo como a gente pensa a arborização urbana, né? Eh, a prefeitura tem apresentado a questão das microflorestas, mas de outro lado a gente tem muito embate mesmo e acho que a gente precisa pensar um marco regulatório melhor, né, vereador e abico, a respeito da arborização urbana. A gente tem uma boa lei de arborização urbana, mas infelizmente ela não é, não tem sido respeitada, né? A lei fala de uma árvore a cada 10 m de calçada. a gente tem, né, muito pouco sobre isso e ao contrário, a gente tem visto também uma dificuldade eh da prefeitura e até da própria população em perceber a a importância dessas árvores, né, no calçamento urbano. A gente tá inclusive entrando hoje, protocolando hoje um projeto de lei que visa a retirada da fiação da da energia elétrica, da internet, eh da fiação aérea, para que a gente possa ter a opção pela fiação subterrânea. Ela resolveria esse problema, né, da questão dessa incompatibilidade entre árvores, né, arborização urbana nas calçadas e afiação, sobretudo da rede de energia elétrica. a gente então tá propondo uma modificação na legislação a respeito disso. A gente sabe que muitas cidades no mundo tem uma legislação e uma prática muito avançada. Campinas pode incorporar isso, né? Eh, eu penso que a questão da segurança alimentar é outro dado, é outra área importantíssima para cidades, que a gente possa, ao mesmo tempo em que a gente contém a expansão urbana, a gente busque preservar as as matas, florestas que estão no cinturão verde de Campinas, né, que continua sendo muito assediado pela especulação imobiliária, por essa expansão urbana, né, por loteamentos, né, enfim, que a gente aí é uma crítica muito forte que a gente tem é o plano diretor de 2018, porque ele basicamente tornou praticamente toda a área de Campinas passível de ser de se transformar, toda a zona rural de Campinas se tornou passível de se transformar em área urbana, né? Então esse é, infelizmente, é uma política pública que tá contra um paradigma novo que tá sendo discutido na COP, né? A gente precisa controlar, na verdade, a expansão urbana, claro, controlar loteamentos clandestinos que acabam acontecendo, né? eh nessas áreas de expansão e e fortalecer agricultura familiar, né, nas bordas da cidade, fortalecer agroecologia, sistemas agroflorestais, ou seja, essas políticas públicas que que, né, a gente olha para Campinas como uma grande metrópole urbanizada de 1 milhão, quase 1.200.000 habitantes, mas a gente tem, né, no entorno da cidade ainda, né, sobretudo na APA de Campinas, né, na área da APA de Campinas, a necessidade da preservação dessas áreas, das matas dessas áreas, da preservação das nascentes, questão das águas é outra, né, da da do abastecimento, é, da cidade, é algo crucial. Tava com com o vereador Ibico ontem, né? a gente praticamente se vê todo dia e a gente tá nas mesmas comissões e nos mesmos temas. Quem assiste a TV Câmara Campinas já percebeu isso, vocês estão juntos. [risadas] Então, nós criamos ontem na sub na Comissão de Meio Ambiente uma subcomissão de segurança hídrica, porque Campinas tá numa numa região de extrema escassez, né, hídrica. Se a gente fizer uma relação entre a população da região metropolitana da cidade e a disponibilidade de de água, né, nós vamos ter nós nós temos assim uma situação realmente de escassez hídrica. E agora o PCJ, a a mudança, a renovação da outorga, né, do sistema cantareira e especialmente do consórcio PCJ, eh traz também um desafio pra cidade, porque eh o sistema cantareiro ele é dividido, né, basicamente entre a grande região metropolitana de São Paulo, a bacia do Alto Tiet, e a região metropolitana de Campinas, bacia do PCJ. Então há uma grande disputa. É claro que a capital e região metropolitana também quer mais água, né? Não só para abastecimento das pessoas, das da população, mas pra questão industrial. A gente tava aqui conversando no intervalo sobre o quanto esses novos grandes bancos de dados, né, eh eh requerem, né, essa essa esse investimento em em inteligência artificial requer nesse nesses espaços eh muita água, né? Eh, então essa disputa, ela é uma disputa fundamental pra região metropolitana de Campinas e ela tem tudo a ver com a COP, né, com esses objetivos da sustentabilidade, de como nós vamos dar conta da questão da água no planeta. Então assim, eu acho que a gente poderia, para não falar de resíduos sólidos, né, vereador, eh para não falar eh de que Campinas eh recicla apenas 2% menos de 2% daquilo que poderia reciclar, né, em termos de de resíduos sólidos urbanos, construção civil, resíduos da construção civil. Então assim, tem muita conexão entre tudo que tá sendo discutido na COP e em termos de políticas públicas paraa nossa cidade. Resposta muito importante do vereador Wagner Romão, que vai dar muito assunto pra gente poder debater aqui no nosso questão de ordem, inclusive sobre este paradigma que ele citou no início da resposta dele, porque a gente fala muito sobre desenvolvimento, sai reportagem sobre isso, aeroporto de Viracopos bate recorde e chega bastante de carga. Como é que fica o desenvolvimento que precisa acontecer no município e a questão ambiental? A gente tem um déficit habitacional na cidade de Campinas e tem a crítica desses empreendimentos onde vão ser construídos. Então, como é que coloca isso na balança do desenvolvimento e essa questão ambiental? A gente vai tratar ao longo do nosso questão de ordem. Andreia, você participou do painel com o tema justiça climática e desenvolvimento, educação ambiental, governança multinível e justiça climática. Caminhos para adaptação sustentável na Amazônia. Como é que foi este debate? Traz pra gente que não esteve aí na COP, por gentileza. Gabriel, esse debate foi muito importante porque ele foi sediado fora da Green Zone, foi uma green zone estendida, né, que se chama White Zone. Quer dizer, Belém foi uma efervescência. Para além desse espaço que nós estamos aqui no pavilhão da cidade, todas as universidades, todas as OMGs, todos os próprios públicos eh se se juntaram para ter eventos paralelos. A Universidade Federal da Paraíba teve dois eventos importantes, um foi a cúpula dos povos, que foi uma extensão da sociedade civil para além da grenzômia. Então, o movimento agroecológico de indígenas, de todas de todas as de todas as tribos, entre aspas, né, todas as comunidades, esteve na cúpulas do dos povos e na Universidade Federal do Pará, a gente teve oportunidade dentro da pós-graduação da faculdade de direito junto com desembargadores, professores universitários, educadores ambientais, como a professora Maria Ludetana na qual eu cumprimento, eh, que faz um trabalho belíssimo aqui em Belém de educação ambiental e climática. Então nós discutimos justamente o ponto crucial que é justiça. a justiça climática, ela se afigura muito à justiça social, porque se nós se nós não colocarmos agenda de todos e de todos dentro desse pacote que nós estávamos discutindo no bloco anterior de financiamento, de aporte e de investimento e infraestruturas, não infraestruturas do passado, não infraestruturas baseadas 100% no concreto, mas infraestruturas baseadas na nas soluções para natureza e e vislumbrando as comunidades, né? Como que as comunidades se rearranjam para crescerem juntas, terem recursos para o seu desenvolvimento econômico, sim, porque quem passa fome não cuida do remente, econômico, comunitário e social. Então, eh esse encontro oferecido pela Universidade Federal da Paraíbe foi uma parceria também com a Ordem dos Advogados no Brasil, né? Então, foi bem foi bem emblemático sobre essa questão e sobre esse tema também nós tivemos na AGU, que também foi outro evento extensivo eh na Advocacia Geral da União e o tema foi o eixo de igualdade. E aí nós pudemos pontuar, inclusive na mesa, a questão que nos é muito cara, que é a questão da igualdade de gêneros, são as mulheres as mais prejudicadas, principalmente as pobres pretas, periféricas. Então, como a gente traz as mulheres e normalmente tem a solução. E aí eu vou fazer eh uma menção feminina, porque eu faço parte desse movimento. Se hoje o mundo está como está, porque as decisões foram majoritariamente tomadas pelo gênero masculino. A mulher deve, ela precisa e ela, nós precisamos alcançar não só os bastidores, mas a decisão, o poder de decidir pra gente de fato mudar a sociedade, ter menos disputa, mais cuidado, porque um dos princípios que a gente mais trabalha com a questão ambiental é a solidariedade, o trabalho em comunidade e disputar não está dando certo dentro da nossa das nossas questões. Eh, então fica aí esse esse essa fonte, né, com essa agenda de igualdade de gênero, porque ela também é uma agenda genuína quando a gente fala de de medidas de adaptação e de financiamento aí pro enfrentamento da crise climática e pra gente ter uma sociedade mais resiliente, sem dúvida nenhuma. Então, foram dois encontros. Aí eu me permito citar também além da Universidade Federal do Pará, citar também a da Advocacia Geral da União, porque as duas se conectaram muito aí nessa nessa agenda de justiça climática. Gabriel, eh, Wagner Romão e Luiz Bitter. Dúvida. Relato muito importante da Andreia que está lá na COP 30 diretamente em Belém do Pará. E a bicic Romão e depois quero te ouvir, Andreia. é um dos principais temas que eu tenho lido, que tem sido discutido na COP 30, é sobre transição energética. E nós citamos um pouco aqui no primeiro bloco sobre este tema. Na COP 28 em Dubai, eh, chegaram à conclusão de que a humanidade precisava se afastar, entre aspas, dos combustíveis fósseis, daquelas fontes que são mais poluentes, né? Petróleo, carvão, gás natural. Só que eles fornecem cerca de 80% da energia pro mundo inteiro. Fornecem eletricidade, calor, transportes. Portanto, não é fácil substituir essa matériapra, mas ela é necessária. Vocês entendem como envolve dinheiro, países que ganham muito dinheiro produzindo, vendendo petróleo. Nós estamos longe de conseguir essa transição energética por energias renováveis. Eu acho que sim, estamos longe. Tem uns dados aqui, por exemplo, apenas 118 países dos atuais participantes ali atualizaram suas metas de redução de de emissões. Os grandes emissores, Índia, Arábia Saudita, os fornecedores de petróleo não querem eh aderir a esse movimento porque eles dependem do dependem do fornecimento petróleo. Então é, é uma luta muito intensa, grande, o debate muito grande, mas esses essa essa persistência por parte do nosso país tem que continuar na minha opinião. Romão, a gente fala sobre a importância disso, mas tem o interesse dos países. Claro. Então a aí a gente entra com o problema do capitalismo, né, que é muito dinheiro envolv envolvendo a política, né? Então as grandes, né? A indústria do petróleo é a indústria onde há mais recursos investidos. Ela ela é um um elemento geopolítico. Eh, continua sendo o elemento geopolítico mais importante. Talvez a água seja algo comparável hoje em dia, né? Mas tantas guerras foram provocadas pela busca por por pelas jazidas de petróleo e e foram e foram literalmente eh e o petróleo literalmente foi o combustível dessas dessas guerras também, né? E isso ainda continua sendo a mesma opção agora do governo brasileiro, né, de fazer a investigação sobre a possibilidade da existência de petróleo ali na Foz do Rio Amazonas, ela também ela é uma decisão muito difícil, porque por um lado há uma pressão, né, e eu sou dessa desse dessa turma para que a gente possa eh de certo modo obrigar o país a a fazer a sua transição energética, né? e fazer com que a Petrobras se torne uma empresa não mais de petróleo, né? É claro que isso é gradativo, mas uma empresa de energia limpa, de, né, continue sendo uma empresa de energia mais eh caminhando para energia limpa ou ou energias mais limpas, né, de novo, dizendo, a energia nunca, a gente nunca vai ter uma energia totalmente limpa. comentava com ontem com o vereador Iabico também, durante, né, a década de 50, 60 se entendia que a energia nuclear seria uma, né, uma saída paraa humanidade e vieram os grandes desastres, né, e a energia nuclear se mostrou também uma energia muito eh difícil, né, de se lidar e de se conter, né, na na sua na nas questões de desastres e calamidades. Mas acho que e o nesse nesse aspecto o Brasil tem uma posição eh eh ele tá melhor posicionado do que a grande maioria dos países desse mesmo porte, né? Porque houve na década de 60, 70 e ainda hoje, de certo modo, um investimento muito grande nas hidrelétricas, né? que eh que na comparação com os combustíveis fósseis, com outras matérias de energia, é uma energia mais limpa. Claro que ela tem também, ela traz prejuízos ambientais muito fortes, né? Trouxe quando foi feito Itaipu, lá na década de 70, 80, trouxe mais recentemente com Belo Monte, né? Então, essa discussão também ela ela é uma discussão que eh eh que a gente precisa problematizar, né, do uso da energia hidroelétrica, porque ela atinge populações, ela atinge populações indígenas, ela atinge populações ribeirinhas, né? Então isso tem que ser tratado também. Então eu eu acho que a a eu acho que há um esforço, né? O que as notícias que a gente acabou de ter hoje é que tá aumentando o número de signatários por essa ideia do caminho, né, do do roadmap, né, do caminho paraa transição e para para que cada vez menos os os países sejam dependentes do petróleo. Mas realmente assim, os maiores lobistas da COP 30 ou das COPS têm sido da indústria petroleira, né? E aí é muito difícil realmente que eh os homens, né, como como Andreia bem lembrou, né, o gênero masculino, tome essas decisões eh numa situação de de um vínculo tão forte com a indústria petroleira. A gente sabe também que eh nessas indústrias eh tem uma prática de corrupção muito forte, né? Porque o o a o o manancial de petróleo, as quantidades de petróleo são muito difíceis de serem quantificadas. Então, há muito desvio de recursos nessas grandes, nessas grandes corporações. Então, é lamentável assim que realmente a gente, a humanidade não tenha conseguido ainda, né, estabelecer salvaguardas contra essa indústria que é tão forte, que é tão crucial pro desenvolvimento do capitalismo, desse capitalismo selvagem, que vai, né, explorando petróleo em florestas e explorando, colocando em risco populações, né, não só populações humanas, mas populações eh eh de espécies animais, de espécies vegetais. Mas a gente tem que continuar batalhando. Andreia, esbarramos em traves comerciais entre os países para conseguir de fato nos afastarmos dos combustíveis fósseis. Você entende que é muito business, pouca preocupação com o clima? Você que tá aí na COP 30, tem sentido? Tem algum termômetro sobre este assunto dessa transição energética que precisa acontecer, mas tá distante, não tá tão distante assim? Que que você pode trazer pra gente? Acho que para complementar a fala dos vereadores, um ponto eh bem importante é que de fato o Brasil tem feito a sua parte, não perfeitamente, porque os licenciamentos ambientais em alguns casos foram eh digamos assim mal estruturados, né, no sentido de não pensar tanto na questão da biodiversidade e das comunidades envolvidas na questão econômico social. como foi o caso de Belo Monte que o vereador citou. Mas de qualquer maneira a nossa matriz energética, ela tem seguido investimento em energia eólica porque temos muito vento, em energia solar porque temos muito sol. seguimos bem nessa rota complementar para cada vez mais a gente eh poder eh não ter tanta dependência econômica dos combustíveis fósseis como é o petróleo. O que o Brasil tem feito, na verdade, todos os países deveriam seguir no sentido de de fazer essa transição energética mais sustentável e mais eh condizente com uma agenda climática de redução de emissões de gás e peito estufa para, como a gente estava discutindo no início, não aquecer o nosso planeta. Mais um ponto complementar que foi discutido inclusive ontem no BNDS numa mesa técnica de financiamento no qual eu pude participar, foi a transparência dos investidores, porque o vereador falou de corrupção da da indústria petrolífera ou petroleira, né, no dentro da indústria do petróleo, mas o fato é que os bancos não deixam claro que muitas vezes financiam, não tem uma auditoria muito rigorosa sobre qual é o impacto ambiental e social, quais são as externalidades negativas, para onde vai aquele dinheiro. E aí países subdesenvolvidos que não têm recursos, porque gente, eu vou falar uma coisa que o Darad, nosso prefeito, falou aqui na Frente Nacional de Prefeito e nos chamou atenção. Financiamento não é dinheiro eh livre. A o banco não dá o dinheiro, ele empresta. E para você e para você emprestar significa que um dia você vai ter que retornar. Então, esses bancos financiadores, os juros podem até ser melhores e os países em desenvolvimento necessitam de financiamento, evidentemente, para se desenvolver do ponto de vista econômico, eh, nem sempre as auditorias e os processos são tão claros, o que permite que esse valor vá em desencontro da agenda climática. Os países são tão sedentos em investir em infraestrutura que acabam eh não seguindo a risca os pactos internacionais de mudanças climáticas, nem os países e nem os bancos e agentes financiadores. Então, acho que uma lição que a gente leva aqui da COP e aí aí é que chega o ponto nós nós cidadãos que vamos fazer parte dos conselhos, porque cada fundo nacional, internacional tem um conselho consultivo, tem uma diretoria. como que a sociedade audita e pressiona para que esses bancos de fato invistam em infraestruturas renováveis com base em soluções baseadas na natureza e realmente traga paraas cidades e paraas localidades eh para nosso pacto de desenvolvimento, evidentemente que todos os países têm que se desenvolver, mas com sustentabilidade, mas protegendo a sua biodiversidade, protegendo seu meio ambiente e protegendo as pessoas também. Então, eh, esse é um ponto que eu gostaria de de acrescer, porque foi um ponto muito relevante. Ninguém olha para os bancos, todo mundo olha pro prefeito, pro governador, pro presidente da República, mas ninguém olha para como a gente intervém como sociedade, né, na decisão de financiamento desses bancos, desses grandes players nacionais e principalmente internacionais, que vão aportar recursos. Então, acho que uma auditoria social, o incremento de uma auditoria social é bem-vinda, eh, neste ponto, né? Eu gostaria então de encerrar aí trazendo esse acréscimo eh de uma expansão de olhar e de e de acompanhamento social desses recursos financeiros, né? Ótimo, sem dúvida. É muito importante. Só para deixar registrado aqui, recentemente, Geraldo Alkim, que é o vice-presidente, ministro do desenvolvimento da indústria, do comércio e de serviços, assinou uma carta compromisso celebra o lançamento de uma consulta pública de uma estratégia nacional de descarbonização industrial. É uma estratégia que tá estruturada em quatro pilares, que é pesquisa, desenvolvimento, inovação e capacitação profissional, com incentivo à criação de soluções tecnológicas nacionais e formação de mão de obra qualificada, insumos descarbonizantes, substituição progressiva de insumos e energéticos fósseis por alternativas mais sustentáveis, como biocombustíveis, hidrogênio de baixa, emissão, biomassa e materiais reciclados é mais um ponto pra gente poder observar se de fato o Brasil vai conseguir cumprir isso. Eu vou avançar aqui que tem mais tema que eu quero debater com todos vocês. Outro assunto importante, ganhou destaque, o Brasil lançou oficialmente uma proposta. Fundo de florestas tropicais para sempre. Pretende remunerar países pela conservação das florestas tropicais, reservando 20% para povos indígenas e comunidades tradicionais. seria uma nova forma de financiar a conservação. Quero saber dos vereadores e depois da Andreia se enxergam com bons olhos ou é preciso saber quem que vai financiar, quanto de dinheiro que tá envolvido, qual que é o objetivo, o que que vai ser feito com essa quantia quando envolve as florestas e a questão financeira e a bico rumal. Nós tivemos recentemente, vereador Roman participou, votou conosco, debateu o assunto do da mata Santa Genebra, que é um resíduo, uma parte da Mata Atlântica que pertencia à família Oliveira, que na década de 80 eh cedeu paraa cidade de Campinas, doou paraa cidade de Campinas. E a André falou uma frase interessante que me fez lembrar: "Enquanto tiver a sombra das árvores, a doação fica para Campinas. Quando as sombras cessarem, quer dizer, não tiverem mais árvores, a doação é revertida. E essa lei de 1981 era era uma lei simples, uma simples doação, mas carecia de artigos que fortalecessem a floresta no quesito financiamento. É onde você entra, que André acabou de falar, a gente tá pensando na COP 30 a nível nacional, etc, países, né? Mas é na cidade que a solução acontece, porque é na cidade, eu sempre digo pro Romão, que tem que acontecer a educação ambiental de casa em casa. É na cidade que se gera o lixo, é na cidade que se publica o carro que não é regulado, os ônibus não regulados, a fumaça intermitente, tudo isso é na cidade. A cidade é solução. Portanto, esses financiamentos, como o André falou, tem que acontecer para os prefeitos. Esses pissinões que o prefeito tá fazendo é o dinheiro emprestado, não é dinheiro doado. O prefeito vai ter que devolver. Só que as enchentes não é um problema do município, ela vem dos outros municípios, da grande região, vem de São Paulo, né? Então, o governo do estado e o governo federal deveriam olhar com mais atenção esse pedido dos prefeitos no socorro ambiental, proteção das florestas, educação ambiental, as enchentes. É um problema nacional, não é um problema municipal, porque é muito muito caro. O prefeito não aguenta, a cidade não aguenta, né? Então é um debate interessante. A COP teria que trazer isso mais a mais a fundo. O Dário esteve lá, ele repetiu a frase que ele costumou falar aqui, que o dinheiro para o saneamento público não é um dinheiro doado, é um dinheiro emprestado que vai ter que ser devolvido depois. É uma política que tem que ser revista para benefício dos municípios. Romão, como enxerga este fundo de florestas e quem vai doar, por que vai doar, como vai gerir esses recursos? Acho que acho que é assim, o que tem acontecido é uma nós nós estamos no advento da economia do crédito de carbono, né, dos créditos de carbono, que é uma maneira, de certo modo, né, em grande parte é uma maneira de continuar desmatando, mas eh se, né, se pagando por esse desmatamento, o que tá longe de ser o ideal. Quer dizer, nós temos que combater esse tipo de financeiriação, né, eh, do eh do desmatamento, que infelizmente não é não é de desmatamento que a gente precisa, a gente precisa realmente de preservação das grandes florestas e das florestas também de médio porte, né, como a mata Santa Genebra, aqui no nosso caso em em Campinas, a Mata Ribeirão Cachoeira, já na APA, né, na área da APA de Campinas. E eu penso que não tô atualizado sobre assim os fundamentos, né, exatamente como o fundo funcionaria, mas não há dúvida que os países ditos desenvolvidos, países da centrais da Europa, Estados Unidos, né, eles têm uma enorme dívida com a humanidade, né, porque todo o processo de colonização histórico, né, que foi feito na África, que foi feito na América Latina, que foi feito no Sudeste asiático, né, ele foi muito vorais com relação a toda a riqueza que tava nas florestas. Se a gente, a gente ainda tem a floresta amazônica que hoje tá sendo eh tá numa situação extremamente de de extremo cuidado, porque ela vem ela vem se transformando também nas últimas décadas, né, eh naquilo numa numa numa área de de uma de uma de uma fortaleza muito grande do agronegócio, da pecuária e do extrativismo, né, de maneira geral. Então, a gente, se pegarmos os mapas eh das décadas anteriores, a Amazônia tá sendo muito eh diminuída. Mato Grosso, Pará, né? Uhum. Mesmo Roraima, né? Outras outras regiões, Acre, né? Então, o o coração da floresta, ele tá sendo tá tá diminuindo. Mata Atlântica nem se fala, né? a gente tem assim pouquíssimas áreas do que era a Mata Atlântica no nosso país. Então, sem dúvida, os países ditos países centrais, eles têm uma dívida enorme com a humanidade como um todo com relação às florestas. E acho muito justa essa ideia de se de que esses países possam também financiar eh à medida que haja uma opção dos países eh que têm esses mananciais de florestas, Brasil, Bolívia, Colômbia, eh Kênia, né, países africanos, países do sudeste asiático, que de repente fazem a seguinte opção: olha, tudo bem, nós topamos, né, manter as florestas, que são o patrimônio da humanidade toda e não apenas de um determinado país, Mas eh isso requer também algum tipo de pagamento eh e de financiamento dos países centrais. Então, acho absolutamente justa essa proposta. não tem os detalhes, que aí a gente precisaria realmente verificar os detalhes dessa proposta, mas a princípio acho que é muito importante e a gente deve caminhar sim, né, na no debate diplomático com relação a aos países do sul e os países centrais do norte eh do mundo. Andreia, temos a Mata Atlântica, a Amazônia, mais de 80% da biodiversidade terrestre de todo o mundo está nas florestas tropicais. mundo certamente está de olho no nosso país, que tá sendo feito nele. Dinheiro depositado por outros países é bem-vindo, é fundamental. Chegou a ver algo sobre este fundo de florestas tropicais para sempre? É isso mesmo. Mas complementando também, eh, qual é o pulo do gato desse fundo? Primeiro que ele não é um fundo eh a depósito perdido, ele é um fundo lucrativo e segundo que pode ter aportes também da iniciativa privada. Então, de certa forma o rearranjo desse fundo que foi anunciado pelo presidente acaba sendo convidativo aí para para vários players, né, no sentido de poder investir na floresta em pé. Mas eh, Gabriel, eu vou puxar da floresta amazônica pros espaços nas cidades, né? Vou tirar um pouco aqui de Belém essa o foco da floresta e vou falar um pouco da questão das unidades de conservação, mas além disso outros espaços especialmente protegidos e os e as necessárias fontes de financiamento que a gente precisa para eles. Quando a gente fala dessa agenda verde de biodiversidade e tudo mais, quando a gente sai da Mata Atlântica, das florestas, dos parques nacionais, municipais e tudo mais, a gente vai pro cotidiano das pessoas. Vereador Wagner Romão falou da arborização urbana, mas eu acrescentaria outras eh outras estruturas verdes tão importantes quantas, como parques lineares e os corredores ecológicos. os corredores ecológicos vão conectar áreas verdes uma na outra. E o e o parque linear é a proteção daquele rio, daquele ribeirão que passa na cidade para ele minimamente combater enchente, combater ilhas de calor, mas trazer também a função social, as pessoas puderem usufruir daqueles espaços com pista de caminhada, equipamento de esportes, de lazer e tudo mais. Só que para esses investimentos, infraestruturas verdes, digamos assim, precisa de aportes financeiros. Campinas tem feito muito, né? Tem um reconecta em RMC, a gente colocou o nosso plano diretor, a gente expandiu para toda a região metropolitana de Campinas. Então, todas as 20 cidades pensam corredor ecológico e parque Linear de uma maneira eh transversal e conectada. Afinal de contas, o meio ambiente é transeriço e a gente precisa dessas conexões. Mas para que a gente avance, nós precisamos de recursos financeiros. Por exemplo, no nosso plano do verde tem 40, mais de 40 paques planejados, parques lineares planejados para o município. Nós conseguimos implantar alguns com sucesso, a exemplo da vila industrial, né? Foi um aporte de contrapartidas também. eh imobilias, os empreendimentos lá no entorno, nós conseguimos fazer um parque linear belíssimo ali no córrego de pissarrão. Eh, esse é um exemplo, mas nós precisamos fazer mais. O investimento do BNDS para o combate enchentes à bacinha prevê três parques lineares também daquela região, mas ainda precisamos avançar. E esses aportes financeiros que a gente tá falando de floresta em pé são muito importantes paraa biodiversidade, paraa proteção do planeta. Mas eu não poderia também de sair do global e ir para o local e resgatar esses pequenos espaços verdes na área urbana e na área rural, que são importantíssimos. Nós temos em Campinas 1/3 da nossa área como unidade de conservação, duas APAs, dois parques naturais, a Mata de Santa Genevra que o vereador Iabico citou que é um que é área de relevante interesse ecológico, temos floresta estadual que é a serra que é a serra d'água. Enfim, nós temos nove unidades de conservação conservações, 30% do território, nosso berço hídrico lá na APA e aqui na APA Campo Grande um problema enorme que são as invasões ilegais e criminosas, dona Papa, que é um problema de polícia, inclusive é um problema de crime organizado. Então nós nós temos também esse desafio, né, de como que a gente tem investimento para cada vez mais trazer essas áreas verdes e como a gente vai gerir outras outros pontos que refogem da ecompia, do crime organizado, como a gente pode denominar, como a gente dá as mãos, investe naquilo que tá certo e reprime aquilo que não tá dando certo, como as invasões de áreas verdes, não por famílias hipossuficientes. Isso existe uma legislação de regularização fundiária, inclusive, mas como a gente também trabalha essas ilegalidades, né? eh, principalmente de famílias de eh classe média para cima, que na pandemia se organizaram de uma maneira muito rápida e e construíram condomínios de classe média lá na nossa APA Campo Grande. Então, existe uma série de desafios eh que nos pertence, pertence ao Ministério Público, pertence às delegacias de polícia, mas nós estamos numa, digamos assim, numa corrida. Nós precisamos eh resgatar cada vez mais redes para que as para que a gente tenha biodiversidade, para que a gente tenha qualidade de vida das nossas florestas, dos nossos espaços verdes, mas a gente precisa também cuidar. Aí eu vou fazer menção para finalizar de outros espaços importantíssimos da cidade que são as áreas de preservação permanente e as planícias de inundação, né, que na maior parte das vezes são parques lineares, em alguns em alguns trechos não, mas que precisam ter a sua preservação pra gente ter o mínimo de equilíbrio e de salubridade aí dentro da cidade. Bom, vereadores e Gabriel, daria para falar muito aí sobre essas nossas nossas agendas e fontes de financiamento, mas o fato é que a gente precisa de cooperação, de união e de recursos financeiros pra gente cada vez mais trazer Campinas e as outras mais de 5000 cidades aí para para uma agenda sustentável e climática. Gabriel, a resposta importante sua, Andreia, porque mostra para quem está nos acompanhando como tudo tá interligado, né? a gente tá citando essa questão de meio ambiente que é global, mas que é tem os desafios do município e como as coisas estão interligadas com questão de financiamento, de meio ambiente, da questão fundiária. Então isso ficou muito claro na resposta da Andreia Estou. Programa bom, é programa que passa rápido, que tem muitas informações, reta final pra gente poder eh discutir. Eh, nós tivemos muitas reuniões, muitos debates na COP, mas eu vou voltar pro global pra gente poder fechar, porque quatro dos cinco maiores líderes mundiais não estão aqui no Brasil, na COP 30, não tá presidente da China, dos Estados Unidos, da Índia, da Rússia. O que que isso mostra para vocês e o resultado dessas ausências? E a bicic Romão, depois quero saber da Andreia se chegou até aí a COP, a ausência dos líderes mundiais. Nós vamos deixar com André o fechamento do acordo, porque ela tá lá junto aos líderes na área verde, área azul também, mas eu acho difícil um acordo total. Eu acho difícil com a falta dessas lideranças é quase impossível, mas vamos continuar lutando, debatendo. Romão, se assuntos importantíssimos, mas sem quatro dos cincos líderes. Mas acho que é isso, porque os países eh digamos os países do Sul, né, acho que todos, talvez a exceção da China, mas todos os países que têm sofrido mais esses efeitos, né, são exatamente os países que primeiro são mais debilitados economicamente. Então, Estados Unidos, China, Rússia, eh Índia menos, né? Mas Estados Unidos, eh Rússia e China estão muito ligados também a essa economia do petróleo, né? Então eles têm muito vão ter muita dificuldade de politicamente, internamente, com os grupos de interesses, com os lobis que existem nesses países, né, de entrar em acordos eh que realmente possam incidir diretamente sobre a redução da nossa dependência aos combustíveis fósseis. Então, eh no caso do Donald Trump, isso tá absolutamente, ele é um negacionista climático, inclusive, né? Eh, acho que a China ela vem avançando, embora a China é hoje, né, o país que mais cresce no mundo, já pelo menos duas décadas. Então, também é um grande desafio paraa China conseguir eh sair de uma economia, né, do ligada ao carbono, eh, e transitar para uma economia a partir de uma outra matriz energética também, mas não é fácil, né, um gigante, né? Só para desculpa de interromper, mas falando sobre a China, as emissões de dióxido de carbono da China, que é o maior poluidor do planeta, pararam de crescer, está 18 meses com emissões estáveis ou em queda e que pode fazer em 2025 o primeiro ano real de recu. E aí a reportagem fala sobre a questão da energia solar, energia eólica e dos carros elétricos. Pois é, eles estão transitando justamente a gente, né, aqui no Brasil, aqui no no nosso lado, aqui na nossa cidade vizinha, tem uma grande fábrica de carros elétricos chineses, né? Então a China realmente ela tá num processo avançado de transição energética, ao mesmo tempo mantém uma dependência dos combustíveis fósseis, né? Então é muito difícil entrar em acordos que possam eh caminhar para uma transição mais acelerada. Eh, e aí eu acho que tem a liderança do Brasil, realmente, né? O Brasil, ele ele dialogando com países europeus, né, a gente sabe que a França tem tido uma afinidade grande com o Brasil com relação à transição energética. Eh, eu tava vendo agora, antes de vir para cá, o Reino Unido, né, se comprometeu também com essa proposta do Brasil. Eu acho que eh, claro, nós temos dificuldades com relação a esse comprometimento desses, né, desses grandes países, mas é muito importante que o Brasil possa se posicionar ou se reposicionar no mundo, é, como um líder, né, né, nesse processo. A gente teve o governo Bolsonaro que realmente dinamitou, né, diversas das conexões das pontes que o Brasil tinha, especialmente nesse aspecto ambiental. E acho que com o governo Lula a gente conseguiu se reposicionar nesse caminho que não é um caminho fácil. O Brasil também ainda é muito dependente da economia do petróleo, mas acho que o Brasil tem esse potencial e não por acaso a COP tá acontecendo aqui em Belém, né, no nosso país. Eh, então acho que eh eh é é algo dificultoso, realmente, mas é algo esperado, é algo previsto. E acho que cabe a nós, enquanto sociedade civil no Brasil, enquanto legislativos municipais, também provocar ainda mais o governo brasileiro a poder assumir de vez esse protagonismo na transição energética e na contenção da emissão dos gases. Andreia, o que que tem falado aí no ACOP 30, ausência de Donald Trump, de Xinpim da China, de Vladimir Putin da Rússia, da Índia também. Quatro dos cinco maiores aí não estão na COP 30. os pelo menos os líderes, né, enviaram representantes apenas. Gabriel, muito boa pergunta, porque quando a gente tá aqui no corredor cinza, né, nos corredor, no corredor cinza da Blusone, a gente percebe a diferença da diplomacia, né, como como que se dá essas relações multilaterais, né, em todas as negociações. O presidente da República fez um encontro de lideranças mundiais antes do início da COP. Não sei se vocês se recordam, ele fez esse encontro. Vieram muitos chefes de estado. Surpreendentemente vieram mais do que se esperava, inclusive. Evidentemente que os três países citados não vieram, né? Principalmente os Estados Unidos. Aí tem colocado, né? Eh, porque ele, o atual presidente é negacionista e não vai vir mesmo. Então, as figuras políticas vieram antes, os chefes do estado, né, os presidentes dos países, mas isso não exclui a vinda da diplomacia propriamente dita, porque os tratados vão acontecer, as negociações de cada linha, de cada acordo vai acontecer, estejam eles ou não. Então, a diplomacia de cada país vem, a parte técnica, digamos assim, diplomática vem e participa. Mas qual é a diferença política de um chefe de estado comparecer numa cópia ou não? É que quando ele vai fisicamente, ele acredita e ele se dispõe a financiar. Quando ele não vem, aí esse compromisso político de fato fica quem? Então, do ponto de vista técnico, não significa que os países não estão participando através das suas diplomacias, das mesas de negociação. Só que o compromisso político, né, até porque o o vereador Vag deixou bem claro, muitos por questão política, presta, econômica, geográfica e até mesmo de guerra, né, porque a guerra também é um fator importante de decisões, né, desenvolvimentistas dos países, eles não vêm para não se comprometer principalmente com a porte de recursos e também com uma mudança muito drástica da sua matriz, né? energética, porque eles porque certamente sabe-se da dificuldade de se cumprir. Então, esses países não estão aqui, estão, mas estão pela sua diplomacia, não pela sua representação política de chefe de estado. Então, acho que essa é uma curiosidade da COP eh interessante, né, que às vezes não aparece na mídia, mas o fato é que os mais de 190 países signatários e da Convenção do Clima, que aliás foi aqui, né, ela foi assinada aqui no Brasil, na Rio 92. Exato. Eles eles vêm, negociam sim, mas pela sua parte técnica, pela sua diplomacia, né, estatal. Olha, tempo encerrado do nosso questão de ordem. Gostaria de mais uma hora pra gente fazer aqui uma segunda parte do questão de ordem, porque ficaram muitas questões aqui, mas o que mostra que o programa foi rico em conteúdo. Andreia Estruio, diretora jurídica nacional da Nama, que é Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, é também assessora na Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade de Campinas. Muito obrigado novamente pela disponibilidade do tempo com a nossa equipe, diretamente de Belém do Pará na COP 30, reservou um período para poder participar do nosso programa. Tenho certeza que foi de grande valia pro nosso telespectador, para quem está nos acompanhando. Já faço um novo convite para você participar sendo aqui nos nossos estúdios. Se não tiver condições de forma online, fica aberto aí as suas considerações finais e já emendo, né, o que que você espera de um pós COP 30, o que que é o ideal pro nosso país e de forma global, o que que você espera nos próximos meses, nos próximos anos do que vai sair da COP 30. Agradecendo novamente a sua participação. Nós que agradecemos a questão de ordem a Gabriel Castro, ao vereador Luís Abico, ao vereador Wagner Romão. O diálogo foi muito importante pra gente discutir questões locais e questões planetárias, como aqui na COP. Eh, de fato, o que eu vou falar com o olhar de Andreia, né, que tá vivenciando aí todas as todvcência da COP, a minha a minha vontade é que a comunidade cada vez mais se aproprida essa temática, porque palavra, mitigação, adaptação, resiliência, às vezes tá muito a quem do dia a dia das pessoas. E as pessoas só vão pressionar, só vão exigir, só vão participar se tiver essa aproximação de conhecimento. Eu vi as os beleienenses vindo a peso aqui na zona verde da Copa e participando de todas as áreas. Eu imagino que a população aqui de do município de Belém tenha eh se conectado muito com essa temática e e espero que tem que isso reverbere numa mudança de plano diretor, numa legislação local, eh em em em aperfeiçoamento de debates e da prática da cidadania ambiental. E assim eu espero que isso reverbere em todas as cidades brasileiras e que essa discussão não fique só a cargo da diplomacia, que seja uma discussão popular, uma discussão social, que cada vez mais a gente possa intervir nesses pactos. Afinal de contas, a gente age no local para repercutir no global, para repercutir no planeta. É, essa minha meu o meu recado pessoal como servidora pública, né, como integrante da Associação de Municípios Meio Ambiente e como ativista também da área ambiental. Sem dúvida. Assino embaixo. Muito obrigado, André Estrukel, vereador Luiz Yabico, presidente da comissão de meio ambiente aqui da Câmara. Muito obrigado também pela disponibilidade do seu tempo ter aceito o convite para participar do nosso programa. Já faço um novo convite para retornar aos nossos estúdios e fica aberto à suas considerações finais. Obrigado, Gabriel. Obrigado, André. Obrigado, vereador Romão. André, desde já falo em nome da nossa comissão do meio ambiente permanente, vereador Romão aqui do lado, para que você esteja aqui na primeira ocasião, a primeira oportunidade André, para trazer trazer as coisas peculiares aí que você viveu nesses dias aí na COP 30 e transformar tudo que você aprendeu aí em palavras simples para que a população entenda de fato o que é mitigação, o que é resiliência, o que é combate a à poluição, enfim, para que e o para que a Câmara Municipal sirva de papel real, que que é levar a população às políticas públicas reais que possam ser aplicadas. Tá bom? Parabéns aí. Muito obrigado, Gabriel. Obrigado, vereador Romão. Agradeço novamente ao vereador Luiz Bico. Vereador Wagner Romão, também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar do nosso programa. De grande valia as intervenções, as informações que foram passadas aqui. Já reforço o convite para retornar aos nossos estúdios e fica aberto as suas considerações finais. Eu que agradeço, Gabriel, a essa mais uma oportunidade de dialogar aqui no Questão de Ordem. Eh, também uma saudação a André Struel, ao vereador Luiz Abico, que é um grande parceiro na defesa do meio ambiente aqui em Campinas. Eu sempre eh penso eh Gabriel e as pessoas que estão nos assistindo eh tenho batido muito nessa tecla da mudança de paradigma de política pública, né? Eu acho que a gente ainda vive uma situação em que, embora haja, né, uma mobilização grande dos poderes públicos em nível federal, estadual, municipal, pelo mundo todo, mas precisa cair a ficha do da questão ambiental com mais força, né? Eh, porque a gente ainda tem a gestões nos municípios. Acho que Campinas, infelizmente, ainda é um exemplo disso. E eu até outro dia tive conversando com a com a Andreia, né, a respeito da Secretaria do Clima, né, que eu gostaria que mais questões ligadas à questão ambiental pudessem estar sob a guarda da Secretaria do Clima e do Meio Ambiente, mas que elas estão espalhadas em outras secretarias, questão do urbanismo, por exemplo, do desenvolvimento territorial, eh da própria do do próprio departamento de parques e jardins, né, enfim, de outras áreas, eh, que acabam assumindo uma postura menos ambientalista, né, e mais ligada à política pública tradicional que a gente veio, né, que o país veio executando nas nas últimas décadas e que não se livrou ainda de um paradigma muito despreocupado com as causas ambientais e com as questões que são que podem decorrer, né, de políticas públicas se a gente não eh então, por exemplo, mesmo o uso da massa asfáltica, né, como o a a a o o recapeamento, a forma privilegiada, né, e mais barata da gente eh fazer a sedimentação, né, das das nossas ruas. E isso causa um problema ambiental gravíssimo, né, de impermeabilização do solo. A gente poderia optar por outras técnicas, né? Eu vi agora que o Condepac eh fez o tombamento das áreas de paralelepípedos no Cambuí, na vila industrial. Poxa, isso é uma coisa muito interessante, porque não só pelo seu pelo pelo benefício cultural, né, e e do patrimônio histórico cultural na cidade, a gente poderia também ter outras alternativas de materiais que não sejam o asfalto e que sejam mais permeáveis. a gente tem acompanhado também algumas obras, inclusive brigado em algumas situações na nas questões das praças, né, para que a gente tenha uma uma forma mais eh eh de forma a utilizar materiais mais permeáveis para esse recobrimento dessas áreas, né? Então acho que isso precisa se tornar um uma prática da prefeitura, né? seja aqui em Campinas, seja em outras situações, que a questão ambiental se torne paradigma de políticas públicas para municípios, para os estados, pro governo federal, para os governos pelo mundo, porque infelizmente a gente continua fazendo muita coisa que a gente já sabe que não deveria estar fazendo, já há tecnologia diferente, né, ambientalmente correta ou mais adequada para isso. E a gente acaba reproduzindo coisas que, enfim, são próprias da administração pública e que a gente precisa reverter. Cabe ao legislativo batalhar com relação a isso, né, vereador, mas cabe também a que a cabe a população que se que se torne mais consciente disso e cobre mais, mas acho que cabe também ao executivo, né, e e ao judiciário, né, eh eh eh ter uma uma resposta mais incisiva para essa questão, ou seja, tomar o protagonismo, tomar a liderança de processos que podem realmente modificar, impactar na vida das pessoas e e na mitigação, né, na pelo menos na no enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. Eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído para este debate e aproximado você da COP 30, dos assuntos que líderes globais estão discutindo, mas a importância de nós como cidadãos para este debate dentro dos municípios das cidades. Programa Questão de Ordem fica por aqui. Até a próxima semana. Tchau. Tchau. [música] Tchau. Tchau. Obrigada vereadores. Obrigada Gabriela. [música] Até a volta de Campinas. [música] [música] Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater a COP 30, a conferência do clima da ONU. Líderes de mais de 170 países, chefes de estado, cientistas, empresários, representantes da ONU, da sociedade civil e mais de 50.000 1 participantes debatem soluções contra o aquecimento global sobre transição energética, a necessidade de ações focadas na redução de emissão de gases do efeito estufa, como na utilização de geração de energia com fontes renováveis. Outro tema importante, o financiamento climático, o fundo florestas tropicais, quem financia, quanto, como, quando, qual que é o objetivo e o que representa o Brasil sediar a COP? Como transformar compromissos em resultados? São muitas perguntas, nós teremos algumas respostas e certamente muitas análises, porque eu recebo no estúdio daqui a pouco o vereador Wagner Romão, que é o presidente da Frente Parlamentar pelo meio ambiente e de enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. o vereador Luís Iabico, que é o presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente aqui da Câmara e de forma online e diretamente da COP 30 em Belém do Pará, a Andreia Struel, ela que é a diretora jurídica nacional da ANAMA, que é Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, é também assessora na Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade de Campinas e secretária da Comissão do Clima da OAB. AB Campinas. Lembrando que o debate vai acontecer. Farei as interrupções apenas quando o necessário. Vereador Luiz Yabico, eu começo com o senhor porque eu citei na minha abertura, né, sobre a Comissão Permanente do Meio Ambiente e recentemente nós tivemos aí uma reunião que discutiu os impactos e também os desdobramentos da COP 30 nas políticas ambientais locais de Campinas. Como é que você enxerga este desafio e os próximos passos que precisam ser tomados? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Obrigado, Gabriel. Obrigado, amigos que estão nos assistindo aqui na TV Câmara na questão de ordem. Minha amiga André Struga que está lá em Belém do Pará, ao vivo, participando aqui conosco. É um prazer imenso estar batendo papo com André, especialista na área. E Brasil vive um momento singular, especial sediando a COP 30. Um encontro muito importante para o planeta inteiro, especialmente para o nosso povo brasileiro, onde nós teremos aí a incumbência de sediar mais de 118 países, chegar numa convergência de um acordo importante, não é? Muitas discussões, muitos técnicos e nós estamos muito bem representados lá lá em Belando Pará com André e equipe, né? E nós aqui na Câmara Municipal temos debatido esse assunto com a finc mesmo nós, eu e o Wagner Romão, tratamos desse assunto dentro da comissão do meio ambiente. Hoje de manhã a vereadora Paula Miguel tratou de um assunto sobre inteligência artificial que também está eh relacionado à à sustentabilidade. Enfim, é um tema importante que o povo brasileiro tem que se eh chegar a todo o povo brasileiro, especialmente aqui em Campinas, porque é um assunto de extrema importância para todo o planeta e muito importante paraa nossa cidade. Gabriel, muitos assuntos foram abordados aí pelo vereador Luiz Eico, que ao longo do nosso questão de ordem nós vamos falar sim da participação da sociedade civil. A Andreia está lá na COP 30 em Belém, vai nos contar, então, como é que a sociedade civil está incluída aí neste debate junto com os líderes globais. Então nos conte a Andreia Struel, diretamente de Belém no Pará, que a avaliação que dá para fazer desta uma semana e meia aí de evento, tem sido proveitoso, importante, debates relevantes ou está muito teórico e longe de se colocar em prática? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem e já agradeço desde já a disponibilidade do seu tempo e ter aceito o convite para no meio da COP 30 participar aqui do nosso programa. Boa tarde a todas e todas, ao Gabriel Castro. É uma satisfação enorme, tá, na questão de ordem da TV Câmara, da Câmara Municipal de Campinas, na companhia do nosso querido vereador Luís Abico, que é presidente da comissão de meio ambiente e que apoia muito Campinas e por desfecho todos os municípios aí brasileiros na questão ambiental, na questão climática e nessa linha de fortalecimento da agenda. ambiental local. Nós conseguimos uma comitiva de Campinas para discutir, trazer e aprender, ter trocas, né, eh, em nível global, aqui na Conferência das Partes, na COP 30, em Belém, tanto na Green Zone, que é a zona verde, tanto na Blue Zone que a zona azul. A, o secretário Adegas e a secretária Marcela Cupin estão em voo neste momento, mas esveram aqui até então com uma comitiva de Campinas, qual eu tive a honra de integrar e nós nos espalhamos, frequentamos muitas mesas de negociação, mesas de debate, assim como o nosso prefeito esteve aqui também palestrando e e discutindo na Frente Nacional de Prefeitos a respeito de calor. e saúde. Eh, de você me pergunta muito sobre a questão da sociedade civil, Gabriel. Eu agradeço essa pergunta porque a grande joia da coroa, o grande destaque da COP 30 é emergência da sociedade, de todos os órgãos públicos e privados e terceiro setor aqui nessa zona verde, juntos discutindo políticas globais, mas também locais. Nunca a gente pensou no tanto nas comunidades, mesmo as indígenas, esquilombolas, as ribeirinhas, as de favela, as periféricas, as hipossuficientes. Então, todo toda essa toda essa verdade, né, chega à tona, principalmente nessa questão da localidade. A COP dentro da floresta amazônica, praticamente em Belém, eh traz e emerge as discussões de proteção de áreas verdes. Aqui na Bluone, um sotaque maior é o inglês, é múltiplos sotaques, mas é o inglês. aqui na zona, na green zone, na qual eu estou aqui ao fundo é o pavilhão das cidades. Inclusive aqui, o sotaque é indígena, é quilombola, é de todos os campos do país juntos para pensar na agenda de mitigação, com certeza, mas muita preocupação com agenda de adaptação. como é que as cidades, como é que as localidades, como é que as comunidades se adaptam às intemperes ambientais, aos extremos climáticos que nós já estamos vivendo. Então, a turma da bluzônia, a diplomacia, os países, numa versão mais técnica, está pensando muito na mitigação. Como é que a gente faz a transição energética para uma matriz mais sustentável? Desapega do petróleo e vai para outras matrizes da água, do vento, da luz e tudo mais. Como é que a gente muda o nosso pacto civilizatório no planeta? Aqui também a gente discute isso, mas com pé no chão, olho no olho, de um indígena, de uma comunidade distante, de um quilombola, de um ribeirinha, de uma dona de casa. Então eu fico muito eh até emocionada com essa aproximação da sociedade que a COP 30 teve. Portanto, tanto o governo do Pará quanto o governo do federal e todas as cidades, todos os estados que acreditaram na COP 30, inclusive a honra, estão de parabéns aí pela sua execução. O Brasil ganha, mas nós também que moramos aqui eh em cada cidade, cada 5570 municípios brasileiros, ganhamos também, Gabriel e Vereadoria Bico. Contribuição importantíssima da Andreia, eh, só para pegar o gancho ou Iabico, 50.000 participantes, né? E esse depoimento da André, eu acho que ela é muito importante, ressaltando a participação eh da sociedade neste assunto que pode parecer muito complicado para as pessoas, muito distante e muitos podem pensar que é algo pro futuro. E trazer a sociedade para este debate, eu acho que esse é um dos principais temas que precisa chegar até as pessoas que estão aqui no município e muitos distantes de de Belém do Pará. como que o município ele tá inserido nessa questão global, o que as pessoas podem fazer no dia a dia para contribuir, para ler uma reportagem e saber o que tá sendo discutida? Eu acho que isso é muito importante, né? O mais importante, Gabriel, também é a representatividade do nosso povo pelas lideranças políticas. Os países estiveram ali com as suas representações, nosso prefeito esteve por lá eh fazendo, dando uma palestra. André está lá junto com o secretário do clima. E uma pergunta que gostaria de fazer para André, ela que está perto aí dos debates na área azul, na área verde, sentindo de perto aí em inglês, no sotaque inglês, que ela deve estar bem familiarizado, os debates desse tal acordo, não é, que chegaria a 300 bilhões anuais de 20 nesse ano, nesse acordo, como houve um acordo de Paris há quase 10 anos e ela está titubeante desde então, né? Se esse acordo que eles estão buscando fazer agora, Andreia, de mais de 300 bilhões de dólares, realmente pode acontecer e porque a necessidade desse acordo, desse tamanho de recursos para que as as populações em desenvolvimento tenham tenham efeito? Quer dizer, o Gabriel fez a pergunta, como é que essa COP chegaria às populações mais pobres, as mais necessitadas e somente chegará se os países já desenvolvidos subsidiarem os países em desenvolvimento? É isso que acontece aí, André, por favor. Vereador, obrigada pela pergunta. O senhor tocou no coração da discussão da COP, que é o financiamento climático, como é que os países em desenvolvimento conseguem ter a pororte, principalmente aqueles que têm florestas tropicais, como é o caso do Brasil, né? Floresta amazônica é um é é é o é o principal, né? principal aí bioma função, principalmente é como é que esse aporte de recursos através de um fundo internacional de fato financia a floresta em pé, né? E estamos ainda disputão, vereador, como diz, quando a gente a gente no meio papa, sai a fumaça branca, né, vereador? Aqui ainda não saiu a fumaça branca. Nós estamos na fumaça cinza das discussões, das negociações. Então, o papa do financiamento climático ainda não foi revelado. Esses planos não foram, mas de fato é a principal a principal agenda é como principalmente os países desenvolvidos que já tiveram uma pujança econômica em detrimento do uso das suas florestas, dos seus recursos naturais, da sua biodiversidade, como é que eles deixam, né, de eh fazem um resgate histórico países que podem e devem manter o seu atigo que é a natureza, para que o planeta tenha saúde, para que o planeta siga, né, na no máximo 1.5ºC. Hoje, para quem não sabe, o planeta tá tá em aquecimento de 1.1. O nosso limite, nós estamos fazendo um esforço enorme para chegar a 1.5. e pensando em toda a mudança de como a gente vai trabalhar os insumos e como a gente vai trabalhar a a logística do nosso meio de produção, de transporte e de vivência nesse planeta para que a gente não continue aquecendo o planeta. Afinal de contas, o relatório do IPCC é claro, somos nós que aquecemos o planeta. Não é o tucano, não é o macaco prego, não é a onça pintada. Somos nós homo sapiens, nós homens e mulheres, que somos responsáveis pelo aquecimento do planeta. E somos nós que já estamos pagando um preço alto. E se coletivamente nós não mudarmos isso, nós vamos continuar aquecendo o planeta. E a situação nossa de sobrevivência, de saúde, de aporte a alimentos e tudo mais vai acabar piorando. E vereador, para fechar a resposta, o financiamento hoje ele é o serem, mas ele ainda não temos ainda um um aporte. Existem muitos pactos paralelos de aportes eh de infraestrutura. O governo federal tem trabalhado muito nisso. Eh, mas, né, ainda não se fechou, ainda tem mais alguns dias de COP. E é por isso que a diplomacia mundial tá se reunindo tanto para pactuar as MDCs, que são os compromissos, né, de redução que cada país eh eh assume, assim como o Brasil assumiu também. Então, Carda País vai vai reportou sua MDC e aí inclusive há uma tendência de talvez alguma flexibilização desses reportes de MDC, ou seja, como que os países vão trabalhar para mudar a sua matriz energética, como vai deixar de emitir menos gás efeito estufa para não ter aquecimento global, para não aquecer o nosso planeta e tudo mais. Então, o senhor falou de financiamento, se me permite complementar também, enquanto os países estão preocupados com o financiamento de países entre partes signatárias, né, da convenção do clima e tudo mais, nós dos municípios, vereador ABIC, Gabriel e ouvinte da questão de ordem, nós estamos preocupados como é que tem financiamento da nossa cidade. Enquanto tudo isso não acontece, enquanto a gente melhora o nosso a nossa civilização, menos emissão de gás efeito estupa, como é que os municípios se preparam para dar conta da sua infraestrutura para combater ilhas de calor, enchentes, inundações, mexplosão, crise hídrica. Tudo isso nós temos em Campinas, por exemplo, é um pacote. E para isso nós precisamos do quê? A mesma coisa que o vereador colocou, nós precisamos de recursos financeiros, quem financia os municípios? Porque na zona green, na zona azul, a gente tá numa linha de mitigação e de financiamento. Na Green, como é que a gente se adapta e como a gente tem recursos para isso? Inclusive a Nama fez um encontro no qual Campinas, inclusive foi protagonista, colocou sua agenda climática lá em pauta, porque nós fizemos essa lição de casa, nós sabemos o que fizemos, nós sabemos o que queremos fazer até 2050, mas esse é o pulo do gato, Gabriel e vereador e abo, recursos financeiros, dinheiro para financiar infraestrutura, principalmente as infraestruturas baseadas em natureza. É fundamental isso que a Andreia passou pra gente. Ela está em Belém lá na COP 30, participou de um painel que já já ela vai contar pra gente. E essa resposta dela acho que foi muito importante quando ela cita esse 1.5º, porque para quem está nos acompanhando pode parecer que é pouco, mas os cientistas alertam que pode ser um rompimento definitivo para cada vez mais enchentes, secas, incêndios. É assunto que a gente vai abordar aqui no nosso questão de ordem. Vamos fazer o seguinte, rápido intervalo. Vereador Wagner Romão já está aqui nos nossos estúdios, nós vamos organizar tudo certinho e na volta a gente continua o nosso questão de ordem sobre a COP 30 e como os municípios eles podem criar este debate que acontece de forma global com os líderes, mas como que a sociedade civil pode participar e os municípios absorverem todas essas discussões? Intervalo é rapidinho, não saia daí. Voltamos com o programa Questão de Ordem. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Hoje nós estamos debatendo sobre a COP 30, né, e como os municípios podem absorver todos os debates que estão acontecendo lá em Belém do Pará com os líderes globais. O vereador Wagner Romon já está aqui nos nossos estúdios e eu quero pegar o gancho do tema da última reunião da Frente Parlamentar. Como Campinas, onde nós estamos, pode contribuir de forma efetiva para a mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. o que está sendo discutido entre os países, como trazer paraa nossa realidade e principalmente das pessoas e dos municípios. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Bem-vindo, muito obrigado pela oportunidade de estar aqui com vocês novamente. Desculpa nosso atraso, mas queria agradecer a presença da Andreia, também do vereador Luís Abico, nosso presidente da comissão de meio ambiente, parceiro também da comissão de estudos sobre resíduos sólidos, relator, o vereador Ibico é relator da comissão que eu presido. Eh, a gente fez realmente essa reunião da Frente Parlamentar do Meio Ambiente, eh, trazendo, tentando trazer o tema da COP para cidades e, claro, especialmente para Campinas, porque todos os temas, todos os eixos de discussão, seja o eixo da busca por uma economia de baixo carbono, o eixo pela transição energética, o eixo pela preservação das matas, florestas, né, o eixo da segurança alimentar, o eixo de uma política pública inclusiva que possa, né, Ou seja, quando a COP eh sai do tema estrito senso ambiental e vai pro tema da saúde, né, do desenvolvimento humano, para não falar das questões de financiamento, né, que vi que a Andreia tava comentando no último bloco, a gente precisa olhar para as cidades a partir dessas lentes, né? Então, veja, transição energética, eh, há um problema sério, né? aquilo que no caso de Campinas eh os dados que a gente possui é que quem mais produz eh eh a quem mais joga carbono na atmosfera, aeroporto de Viracopos, né? A gente tem a questão também dos ônibus que ainda são movidos a combustíveis fósseis. A gente fez uma grande disputa inclusive, né, na Câmara a respeito da possibilidade que, infelizmente, foi perdida pela prefeitura de financiamento de da compra de 252 ônibus elétricos. Eh, havia financiamento do BNDS, infelizmente não foi a opção que a prefeitura fez naquela ocasião. Eh, a gente sabe que também a energia eh solar, a energia fotovoltaica, né, por células fotovoltaicas, ela também gera um passivo ambiental, mas ela é muito menor do que a questão dos combustíveis, dos combustíveis fósseis. Então esse, por exemplo, é um meio de como o município pode ajudar, né, a a mitigação ou a diminuição dos gases eh ligados à questão do efeito estufa. Eh, toda a questão relacionada, por exemplo, a ao combate a ilhas de calor, né, de como disse, como a Andreia tava colocando também no final do último bloco, tem muito a ver com o modo como a gente pensa a arborização urbana, né? Eh, a prefeitura tem apresentado a questão das microflorestas, mas de outro lado a gente tem muito embate mesmo e acho que a gente precisa pensar um marco regulatório melhor, né, vereador e abico, a respeito da arborização urbana. A gente tem uma boa lei de arborização urbana, mas infelizmente ela não é, não tem sido respeitada, né? A lei fala de uma árvore a cada 10 m de calçada. a gente tem, né, muito pouco sobre isso e ao contrário, a gente tem visto também uma dificuldade eh da prefeitura e até da própria população em perceber a a importância dessas árvores, né, no calçamento urbano. A gente tá inclusive entrando hoje, protocolando hoje um projeto de lei que visa a retirada da fiação da da energia elétrica, da internet, eh da fiação aérea, para que a gente possa ter a opção pela fiação subterrânea. Ela resolveria esse problema, né, da questão dessa incompatibilidade entre árvores, né, arborização urbana nas calçadas e afiação, sobretudo da rede de energia elétrica. a gente então tá propondo uma modificação na legislação a respeito disso. A gente sabe que muitas cidades no mundo tem uma legislação e uma prática muito avançada. Campinas pode incorporar isso, né? Eh, eu penso que a questão da segurança alimentar é outro dado, é outra área importantíssima para cidades, que a gente possa, ao mesmo tempo em que a gente contém a expansão urbana, a gente busque preservar as as matas, florestas que estão no cinturão verde de Campinas, né, que continua sendo muito assediado pela especulação imobiliária, por essa expansão urbana, né, por loteamentos, né, enfim, que a gente aí é uma crítica muito forte que a gente tem é o plano diretor de 2018, porque ele basicamente tornou praticamente toda a área de Campinas passível de ser de se transformar, toda a zona rural de Campinas se tornou passível de se transformar em área urbana, né? Então esse é, infelizmente, é uma política pública que tá contra um paradigma novo que tá sendo discutido na COP, né? A gente precisa controlar, na verdade, a expansão urbana, claro, controlar loteamentos clandestinos que acabam acontecendo, né? eh nessas áreas de expansão e e fortalecer agricultura familiar, né, nas bordas da cidade, fortalecer agroecologia, sistemas agroflorestais, ou seja, essas políticas públicas que que, né, a gente olha para Campinas como uma grande metrópole urbanizada de 1 milhão, quase 1.200.000 habitantes, mas a gente tem, né, no entorno da cidade ainda, né, sobretudo na APA de Campinas, né, na área da APA de Campinas, a necessidade da preservação dessas áreas, das matas dessas áreas, da preservação das nascentes, questão das águas é outra, né, da da do abastecimento, é, da cidade, é algo crucial. Tava com com o vereador Ibico ontem, né? a gente praticamente se vê todo dia e a gente tá nas mesmas comissões e nos mesmos temas. Quem assiste a TV Câmara Campinas já percebeu isso, vocês estão juntos. [risadas] Então, nós criamos ontem na sub na Comissão de Meio Ambiente uma subcomissão de segurança hídrica, porque Campinas tá numa numa região de extrema escassez, né, hídrica. Se a gente fizer uma relação entre a população da região metropolitana da cidade e a disponibilidade de de água, né, nós vamos ter nós nós temos assim uma situação realmente de escassez hídrica. E agora o PCJ, a a mudança, a renovação da outorga, né, do sistema cantareira e especialmente do consórcio PCJ, eh traz também um desafio pra cidade, porque eh o sistema cantareiro ele é dividido, né, basicamente entre a grande região metropolitana de São Paulo, a bacia do Alto Tiet, e a região metropolitana de Campinas, bacia do PCJ. Então há uma grande disputa. É claro que a capital e região metropolitana também quer mais água, né? Não só para abastecimento das pessoas, das da população, mas pra questão industrial. A gente tava aqui conversando no intervalo sobre o quanto esses novos grandes bancos de dados, né, eh eh requerem, né, essa essa esse investimento em em inteligência artificial requer nesse nesses espaços eh muita água, né? Eh, então essa disputa, ela é uma disputa fundamental pra região metropolitana de Campinas e ela tem tudo a ver com a COP, né, com esses objetivos da sustentabilidade, de como nós vamos dar conta da questão da água no planeta. Então assim, eu acho que a gente poderia, para não falar de resíduos sólidos, né, vereador, eh para não falar eh de que Campinas eh recicla apenas 2% menos de 2% daquilo que poderia reciclar, né, em termos de de resíduos sólidos urbanos, construção civil, resíduos da construção civil. Então assim, tem muita conexão entre tudo que tá sendo discutido na COP e em termos de políticas públicas paraa nossa cidade. Resposta muito importante do vereador Wagner Romão, que vai dar muito assunto pra gente poder debater aqui no nosso questão de ordem, inclusive sobre este paradigma que ele citou no início da resposta dele, porque a gente fala muito sobre desenvolvimento, sai reportagem sobre isso, aeroporto de Viracopos bate recorde e chega bastante de carga. Como é que fica o desenvolvimento que precisa acontecer no município e a questão ambiental? A gente tem um déficit habitacional na cidade de Campinas e tem a crítica desses empreendimentos onde vão ser construídos. Então, como é que coloca isso na balança do desenvolvimento e essa questão ambiental? A gente vai tratar ao longo do nosso questão de ordem. Andreia, você participou do painel com o tema justiça climática e desenvolvimento, educação ambiental, governança multinível e justiça climática. Caminhos para adaptação sustentável na Amazônia. Como é que foi este debate? Traz pra gente que não esteve aí na COP, por gentileza. Gabriel, esse debate foi muito importante porque ele foi sediado fora da Green Zone, foi uma green zone estendida, né, que se chama White Zone. Quer dizer, Belém foi uma efervescência. Para além desse espaço que nós estamos aqui no pavilhão da cidade, todas as universidades, todas as OMGs, todos os próprios públicos eh se se juntaram para ter eventos paralelos. A Universidade Federal da Paraíba teve dois eventos importantes, um foi a cúpula dos povos, que foi uma extensão da sociedade civil para além da grenzômia. Então, o movimento agroecológico de indígenas, de todas de todas as de todas as tribos, entre aspas, né, todas as comunidades, esteve na cúpulas do dos povos e na Universidade Federal do Pará, a gente teve oportunidade dentro da pós-graduação da faculdade de direito junto com desembargadores, professores universitários, educadores ambientais, como a professora Maria Ludetana na qual eu cumprimento, eh, que faz um trabalho belíssimo aqui em Belém de educação ambiental e climática. Então nós discutimos justamente o ponto crucial que é justiça. a justiça climática, ela se afigura muito à justiça social, porque se nós se nós não colocarmos agenda de todos e de todos dentro desse pacote que nós estávamos discutindo no bloco anterior de financiamento, de aporte e de investimento e infraestruturas, não infraestruturas do passado, não infraestruturas baseadas 100% no concreto, mas infraestruturas baseadas na nas soluções para natureza e e vislumbrando as comunidades, né? Como que as comunidades se rearranjam para crescerem juntas, terem recursos para o seu desenvolvimento econômico, sim, porque quem passa fome não cuida do remente, econômico, comunitário e social. Então, eh esse encontro oferecido pela Universidade Federal da Paraíbe foi uma parceria também com a Ordem dos Advogados no Brasil, né? Então, foi bem foi bem emblemático sobre essa questão e sobre esse tema também nós tivemos na AGU, que também foi outro evento extensivo eh na Advocacia Geral da União e o tema foi o eixo de igualdade. E aí nós pudemos pontuar, inclusive na mesa, a questão que nos é muito cara, que é a questão da igualdade de gêneros, são as mulheres as mais prejudicadas, principalmente as pobres pretas, periféricas. Então, como a gente traz as mulheres e normalmente tem a solução. E aí eu vou fazer eh uma menção feminina, porque eu faço parte desse movimento. Se hoje o mundo está como está, porque as decisões foram majoritariamente tomadas pelo gênero masculino. A mulher deve, ela precisa e ela, nós precisamos alcançar não só os bastidores, mas a decisão, o poder de decidir pra gente de fato mudar a sociedade, ter menos disputa, mais cuidado, porque um dos princípios que a gente mais trabalha com a questão ambiental é a solidariedade, o trabalho em comunidade e disputar não está dando certo dentro da nossa das nossas questões. Eh, então fica aí esse esse essa fonte, né, com essa agenda de igualdade de gênero, porque ela também é uma agenda genuína quando a gente fala de de medidas de adaptação e de financiamento aí pro enfrentamento da crise climática e pra gente ter uma sociedade mais resiliente, sem dúvida nenhuma. Então, foram dois encontros. Aí eu me permito citar também além da Universidade Federal do Pará, citar também a da Advocacia Geral da União, porque as duas se conectaram muito aí nessa nessa agenda de justiça climática. Gabriel, eh, Wagner Romão e Luiz Bitter. Dúvida. Relato muito importante da Andreia que está lá na COP 30 diretamente em Belém do Pará. E a bicic Romão e depois quero te ouvir, Andreia. é um dos principais temas que eu tenho lido, que tem sido discutido na COP 30, é sobre transição energética. E nós citamos um pouco aqui no primeiro bloco sobre este tema. Na COP 28 em Dubai, eh, chegaram à conclusão de que a humanidade precisava se afastar, entre aspas, dos combustíveis fósseis, daquelas fontes que são mais poluentes, né? Petróleo, carvão, gás natural. Só que eles fornecem cerca de 80% da energia pro mundo inteiro. Fornecem eletricidade, calor, transportes. Portanto, não é fácil substituir essa matériapra, mas ela é necessária. Vocês entendem como envolve dinheiro, países que ganham muito dinheiro produzindo, vendendo petróleo. Nós estamos longe de conseguir essa transição energética por energias renováveis. Eu acho que sim, estamos longe. Tem uns dados aqui, por exemplo, apenas 118 países dos atuais participantes ali atualizaram suas metas de redução de de emissões. Os grandes emissores, Índia, Arábia Saudita, os fornecedores de petróleo não querem eh aderir a esse movimento porque eles dependem do dependem do fornecimento petróleo. Então é, é uma luta muito intensa, grande, o debate muito grande, mas esses essa essa persistência por parte do nosso país tem que continuar na minha opinião. Romão, a gente fala sobre a importância disso, mas tem o interesse dos países. Claro. Então a aí a gente entra com o problema do capitalismo, né, que é muito dinheiro envolv envolvendo a política, né? Então as grandes, né? A indústria do petróleo é a indústria onde há mais recursos investidos. Ela ela é um um elemento geopolítico. Eh, continua sendo o elemento geopolítico mais importante. Talvez a água seja algo comparável hoje em dia, né? Mas tantas guerras foram provocadas pela busca por por pelas jazidas de petróleo e e foram e foram literalmente eh e o petróleo literalmente foi o combustível dessas dessas guerras também, né? E isso ainda continua sendo a mesma opção agora do governo brasileiro, né, de fazer a investigação sobre a possibilidade da existência de petróleo ali na Foz do Rio Amazonas, ela também ela é uma decisão muito difícil, porque por um lado há uma pressão, né, e eu sou dessa desse dessa turma para que a gente possa eh de certo modo obrigar o país a a fazer a sua transição energética, né? e fazer com que a Petrobras se torne uma empresa não mais de petróleo, né? É claro que isso é gradativo, mas uma empresa de energia limpa, de, né, continue sendo uma empresa de energia mais eh caminhando para energia limpa ou ou energias mais limpas, né, de novo, dizendo, a energia nunca, a gente nunca vai ter uma energia totalmente limpa. comentava com ontem com o vereador Iabico também, durante, né, a década de 50, 60 se entendia que a energia nuclear seria uma, né, uma saída paraa humanidade e vieram os grandes desastres, né, e a energia nuclear se mostrou também uma energia muito eh difícil, né, de se lidar e de se conter, né, na na sua na nas questões de desastres e calamidades. Mas acho que e o nesse nesse aspecto o Brasil tem uma posição eh eh ele tá melhor posicionado do que a grande maioria dos países desse mesmo porte, né? Porque houve na década de 60, 70 e ainda hoje, de certo modo, um investimento muito grande nas hidrelétricas, né? que eh que na comparação com os combustíveis fósseis, com outras matérias de energia, é uma energia mais limpa. Claro que ela tem também, ela traz prejuízos ambientais muito fortes, né? Trouxe quando foi feito Itaipu, lá na década de 70, 80, trouxe mais recentemente com Belo Monte, né? Então, essa discussão também ela ela é uma discussão que eh eh que a gente precisa problematizar, né, do uso da energia hidroelétrica, porque ela atinge populações, ela atinge populações indígenas, ela atinge populações ribeirinhas, né? Então isso tem que ser tratado também. Então eu eu acho que a a eu acho que há um esforço, né? O que as notícias que a gente acabou de ter hoje é que tá aumentando o número de signatários por essa ideia do caminho, né, do do roadmap, né, do caminho paraa transição e para para que cada vez menos os os países sejam dependentes do petróleo. Mas realmente assim, os maiores lobistas da COP 30 ou das COPS têm sido da indústria petroleira, né? E aí é muito difícil realmente que eh os homens, né, como como Andreia bem lembrou, né, o gênero masculino, tome essas decisões eh numa situação de de um vínculo tão forte com a indústria petroleira. A gente sabe também que eh nessas indústrias eh tem uma prática de corrupção muito forte, né? Porque o o a o o manancial de petróleo, as quantidades de petróleo são muito difíceis de serem quantificadas. Então, há muito desvio de recursos nessas grandes, nessas grandes corporações. Então, é lamentável assim que realmente a gente, a humanidade não tenha conseguido ainda, né, estabelecer salvaguardas contra essa indústria que é tão forte, que é tão crucial pro desenvolvimento do capitalismo, desse capitalismo selvagem, que vai, né, explorando petróleo em florestas e explorando, colocando em risco populações, né, não só populações humanas, mas populações eh eh de espécies animais, de espécies vegetais. Mas a gente tem que continuar batalhando. Andreia, esbarramos em traves comerciais entre os países para conseguir de fato nos afastarmos dos combustíveis fósseis. Você entende que é muito business, pouca preocupação com o clima? Você que tá aí na COP 30, tem sentido? Tem algum termômetro sobre este assunto dessa transição energética que precisa acontecer, mas tá distante, não tá tão distante assim? Que que você pode trazer pra gente? Acho que para complementar a fala dos vereadores, um ponto eh bem importante é que de fato o Brasil tem feito a sua parte, não perfeitamente, porque os licenciamentos ambientais em alguns casos foram eh digamos assim mal estruturados, né, no sentido de não pensar tanto na questão da biodiversidade e das comunidades envolvidas na questão econômico social. como foi o caso de Belo Monte que o vereador citou. Mas de qualquer maneira a nossa matriz energética, ela tem seguido investimento em energia eólica porque temos muito vento, em energia solar porque temos muito sol. seguimos bem nessa rota complementar para cada vez mais a gente eh poder eh não ter tanta dependência econômica dos combustíveis fósseis como é o petróleo. O que o Brasil tem feito, na verdade, todos os países deveriam seguir no sentido de de fazer essa transição energética mais sustentável e mais eh condizente com uma agenda climática de redução de emissões de gás e peito estufa para, como a gente estava discutindo no início, não aquecer o nosso planeta. Mais um ponto complementar que foi discutido inclusive ontem no BNDS numa mesa técnica de financiamento no qual eu pude participar, foi a transparência dos investidores, porque o vereador falou de corrupção da da indústria petrolífera ou petroleira, né, no dentro da indústria do petróleo, mas o fato é que os bancos não deixam claro que muitas vezes financiam, não tem uma auditoria muito rigorosa sobre qual é o impacto ambiental e social, quais são as externalidades negativas, para onde vai aquele dinheiro. E aí países subdesenvolvidos que não têm recursos, porque gente, eu vou falar uma coisa que o Darad, nosso prefeito, falou aqui na Frente Nacional de Prefeito e nos chamou atenção. Financiamento não é dinheiro eh livre. A o banco não dá o dinheiro, ele empresta. E para você e para você emprestar significa que um dia você vai ter que retornar. Então, esses bancos financiadores, os juros podem até ser melhores e os países em desenvolvimento necessitam de financiamento, evidentemente, para se desenvolver do ponto de vista econômico, eh, nem sempre as auditorias e os processos são tão claros, o que permite que esse valor vá em desencontro da agenda climática. Os países são tão sedentos em investir em infraestrutura que acabam eh não seguindo a risca os pactos internacionais de mudanças climáticas, nem os países e nem os bancos e agentes financiadores. Então, acho que uma lição que a gente leva aqui da COP e aí aí é que chega o ponto nós nós cidadãos que vamos fazer parte dos conselhos, porque cada fundo nacional, internacional tem um conselho consultivo, tem uma diretoria. como que a sociedade audita e pressiona para que esses bancos de fato invistam em infraestruturas renováveis com base em soluções baseadas na natureza e realmente traga paraas cidades e paraas localidades eh para nosso pacto de desenvolvimento, evidentemente que todos os países têm que se desenvolver, mas com sustentabilidade, mas protegendo a sua biodiversidade, protegendo seu meio ambiente e protegendo as pessoas também. Então, eh, esse é um ponto que eu gostaria de de acrescer, porque foi um ponto muito relevante. Ninguém olha para os bancos, todo mundo olha pro prefeito, pro governador, pro presidente da República, mas ninguém olha para como a gente intervém como sociedade, né, na decisão de financiamento desses bancos, desses grandes players nacionais e principalmente internacionais, que vão aportar recursos. Então, acho que uma auditoria social, o incremento de uma auditoria social é bem-vinda, eh, neste ponto, né? Eu gostaria então de encerrar aí trazendo esse acréscimo eh de uma expansão de olhar e de e de acompanhamento social desses recursos financeiros, né? Ótimo, sem dúvida. É muito importante. Só para deixar registrado aqui, recentemente, Geraldo Alkim, que é o vice-presidente, ministro do desenvolvimento da indústria, do comércio e de serviços, assinou uma carta compromisso celebra o lançamento de uma consulta pública de uma estratégia nacional de descarbonização industrial. É uma estratégia que tá estruturada em quatro pilares, que é pesquisa, desenvolvimento, inovação e capacitação profissional, com incentivo à criação de soluções tecnológicas nacionais e formação de mão de obra qualificada, insumos descarbonizantes, substituição progressiva de insumos e energéticos fósseis por alternativas mais sustentáveis, como biocombustíveis, hidrogênio de baixa, emissão, biomassa e materiais reciclados é mais um ponto pra gente poder observar se de fato o Brasil vai conseguir cumprir isso. Eu vou avançar aqui que tem mais tema que eu quero debater com todos vocês. Outro assunto importante, ganhou destaque, o Brasil lançou oficialmente uma proposta. Fundo de florestas tropicais para sempre. Pretende remunerar países pela conservação das florestas tropicais, reservando 20% para povos indígenas e comunidades tradicionais. seria uma nova forma de financiar a conservação. Quero saber dos vereadores e depois da Andreia se enxergam com bons olhos ou é preciso saber quem que vai financiar, quanto de dinheiro que tá envolvido, qual que é o objetivo, o que que vai ser feito com essa quantia quando envolve as florestas e a questão financeira e a bico rumal. Nós tivemos recentemente, vereador Roman participou, votou conosco, debateu o assunto do da mata Santa Genebra, que é um resíduo, uma parte da Mata Atlântica que pertencia à família Oliveira, que na década de 80 eh cedeu paraa cidade de Campinas, doou paraa cidade de Campinas. E a André falou uma frase interessante que me fez lembrar: "Enquanto tiver a sombra das árvores, a doação fica para Campinas. Quando as sombras cessarem, quer dizer, não tiverem mais árvores, a doação é revertida. E essa lei de 1981 era era uma lei simples, uma simples doação, mas carecia de artigos que fortalecessem a floresta no quesito financiamento. É onde você entra, que André acabou de falar, a gente tá pensando na COP 30 a nível nacional, etc, países, né? Mas é na cidade que a solução acontece, porque é na cidade, eu sempre digo pro Romão, que tem que acontecer a educação ambiental de casa em casa. É na cidade que se gera o lixo, é na cidade que se publica o carro que não é regulado, os ônibus não regulados, a fumaça intermitente, tudo isso é na cidade. A cidade é solução. Portanto, esses financiamentos, como o André falou, tem que acontecer para os prefeitos. Esses pissinões que o prefeito tá fazendo é o dinheiro emprestado, não é dinheiro doado. O prefeito vai ter que devolver. Só que as enchentes não é um problema do município, ela vem dos outros municípios, da grande região, vem de São Paulo, né? Então, o governo do estado e o governo federal deveriam olhar com mais atenção esse pedido dos prefeitos no socorro ambiental, proteção das florestas, educação ambiental, as enchentes. É um problema nacional, não é um problema municipal, porque é muito muito caro. O prefeito não aguenta, a cidade não aguenta, né? Então é um debate interessante. A COP teria que trazer isso mais a mais a fundo. O Dário esteve lá, ele repetiu a frase que ele costumou falar aqui, que o dinheiro para o saneamento público não é um dinheiro doado, é um dinheiro emprestado que vai ter que ser devolvido depois. É uma política que tem que ser revista para benefício dos municípios. Romão, como enxerga este fundo de florestas e quem vai doar, por que vai doar, como vai gerir esses recursos? Acho que acho que é assim, o que tem acontecido é uma nós nós estamos no advento da economia do crédito de carbono, né, dos créditos de carbono, que é uma maneira, de certo modo, né, em grande parte é uma maneira de continuar desmatando, mas eh se, né, se pagando por esse desmatamento, o que tá longe de ser o ideal. Quer dizer, nós temos que combater esse tipo de financeiriação, né, eh, do eh do desmatamento, que infelizmente não é não é de desmatamento que a gente precisa, a gente precisa realmente de preservação das grandes florestas e das florestas também de médio porte, né, como a mata Santa Genebra, aqui no nosso caso em em Campinas, a Mata Ribeirão Cachoeira, já na APA, né, na área da APA de Campinas. E eu penso que não tô atualizado sobre assim os fundamentos, né, exatamente como o fundo funcionaria, mas não há dúvida que os países ditos desenvolvidos, países da centrais da Europa, Estados Unidos, né, eles têm uma enorme dívida com a humanidade, né, porque todo o processo de colonização histórico, né, que foi feito na África, que foi feito na América Latina, que foi feito no Sudeste asiático, né, ele foi muito vorais com relação a toda a riqueza que tava nas florestas. Se a gente, a gente ainda tem a floresta amazônica que hoje tá sendo eh tá numa situação extremamente de de extremo cuidado, porque ela vem ela vem se transformando também nas últimas décadas, né, eh naquilo numa numa numa área de de uma de uma de uma fortaleza muito grande do agronegócio, da pecuária e do extrativismo, né, de maneira geral. Então, a gente, se pegarmos os mapas eh das décadas anteriores, a Amazônia tá sendo muito eh diminuída. Mato Grosso, Pará, né? Uhum. Mesmo Roraima, né? Outras outras regiões, Acre, né? Então, o o coração da floresta, ele tá sendo tá tá diminuindo. Mata Atlântica nem se fala, né? a gente tem assim pouquíssimas áreas do que era a Mata Atlântica no nosso país. Então, sem dúvida, os países ditos países centrais, eles têm uma dívida enorme com a humanidade como um todo com relação às florestas. E acho muito justa essa ideia de se de que esses países possam também financiar eh à medida que haja uma opção dos países eh que têm esses mananciais de florestas, Brasil, Bolívia, Colômbia, eh Kênia, né, países africanos, países do sudeste asiático, que de repente fazem a seguinte opção: olha, tudo bem, nós topamos, né, manter as florestas, que são o patrimônio da humanidade toda e não apenas de um determinado país, Mas eh isso requer também algum tipo de pagamento eh e de financiamento dos países centrais. Então, acho absolutamente justa essa proposta. não tem os detalhes, que aí a gente precisaria realmente verificar os detalhes dessa proposta, mas a princípio acho que é muito importante e a gente deve caminhar sim, né, na no debate diplomático com relação a aos países do sul e os países centrais do norte eh do mundo. Andreia, temos a Mata Atlântica, a Amazônia, mais de 80% da biodiversidade terrestre de todo o mundo está nas florestas tropicais. mundo certamente está de olho no nosso país, que tá sendo feito nele. Dinheiro depositado por outros países é bem-vindo, é fundamental. Chegou a ver algo sobre este fundo de florestas tropicais para sempre? É isso mesmo. Mas complementando também, eh, qual é o pulo do gato desse fundo? Primeiro que ele não é um fundo eh a depósito perdido, ele é um fundo lucrativo e segundo que pode ter aportes também da iniciativa privada. Então, de certa forma o rearranjo desse fundo que foi anunciado pelo presidente acaba sendo convidativo aí para para vários players, né, no sentido de poder investir na floresta em pé. Mas eh, Gabriel, eu vou puxar da floresta amazônica pros espaços nas cidades, né? Vou tirar um pouco aqui de Belém essa o foco da floresta e vou falar um pouco da questão das unidades de conservação, mas além disso outros espaços especialmente protegidos e os e as necessárias fontes de financiamento que a gente precisa para eles. Quando a gente fala dessa agenda verde de biodiversidade e tudo mais, quando a gente sai da Mata Atlântica, das florestas, dos parques nacionais, municipais e tudo mais, a gente vai pro cotidiano das pessoas. Vereador Wagner Romão falou da arborização urbana, mas eu acrescentaria outras eh outras estruturas verdes tão importantes quantas, como parques lineares e os corredores ecológicos. os corredores ecológicos vão conectar áreas verdes uma na outra. E o e o parque linear é a proteção daquele rio, daquele ribeirão que passa na cidade para ele minimamente combater enchente, combater ilhas de calor, mas trazer também a função social, as pessoas puderem usufruir daqueles espaços com pista de caminhada, equipamento de esportes, de lazer e tudo mais. Só que para esses investimentos, infraestruturas verdes, digamos assim, precisa de aportes financeiros. Campinas tem feito muito, né? Tem um reconecta em RMC, a gente colocou o nosso plano diretor, a gente expandiu para toda a região metropolitana de Campinas. Então, todas as 20 cidades pensam corredor ecológico e parque Linear de uma maneira eh transversal e conectada. Afinal de contas, o meio ambiente é transeriço e a gente precisa dessas conexões. Mas para que a gente avance, nós precisamos de recursos financeiros. Por exemplo, no nosso plano do verde tem 40, mais de 40 paques planejados, parques lineares planejados para o município. Nós conseguimos implantar alguns com sucesso, a exemplo da vila industrial, né? Foi um aporte de contrapartidas também. eh imobilias, os empreendimentos lá no entorno, nós conseguimos fazer um parque linear belíssimo ali no córrego de pissarrão. Eh, esse é um exemplo, mas nós precisamos fazer mais. O investimento do BNDS para o combate enchentes à bacinha prevê três parques lineares também daquela região, mas ainda precisamos avançar. E esses aportes financeiros que a gente tá falando de floresta em pé são muito importantes paraa biodiversidade, paraa proteção do planeta. Mas eu não poderia também de sair do global e ir para o local e resgatar esses pequenos espaços verdes na área urbana e na área rural, que são importantíssimos. Nós temos em Campinas 1/3 da nossa área como unidade de conservação, duas APAs, dois parques naturais, a Mata de Santa Genevra que o vereador Iabico citou que é um que é área de relevante interesse ecológico, temos floresta estadual que é a serra que é a serra d'água. Enfim, nós temos nove unidades de conservação conservações, 30% do território, nosso berço hídrico lá na APA e aqui na APA Campo Grande um problema enorme que são as invasões ilegais e criminosas, dona Papa, que é um problema de polícia, inclusive é um problema de crime organizado. Então nós nós temos também esse desafio, né, de como que a gente tem investimento para cada vez mais trazer essas áreas verdes e como a gente vai gerir outras outros pontos que refogem da ecompia, do crime organizado, como a gente pode denominar, como a gente dá as mãos, investe naquilo que tá certo e reprime aquilo que não tá dando certo, como as invasões de áreas verdes, não por famílias hipossuficientes. Isso existe uma legislação de regularização fundiária, inclusive, mas como a gente também trabalha essas ilegalidades, né? eh, principalmente de famílias de eh classe média para cima, que na pandemia se organizaram de uma maneira muito rápida e e construíram condomínios de classe média lá na nossa APA Campo Grande. Então, existe uma série de desafios eh que nos pertence, pertence ao Ministério Público, pertence às delegacias de polícia, mas nós estamos numa, digamos assim, numa corrida. Nós precisamos eh resgatar cada vez mais redes para que as para que a gente tenha biodiversidade, para que a gente tenha qualidade de vida das nossas florestas, dos nossos espaços verdes, mas a gente precisa também cuidar. Aí eu vou fazer menção para finalizar de outros espaços importantíssimos da cidade que são as áreas de preservação permanente e as planícias de inundação, né, que na maior parte das vezes são parques lineares, em alguns em alguns trechos não, mas que precisam ter a sua preservação pra gente ter o mínimo de equilíbrio e de salubridade aí dentro da cidade. Bom, vereadores e Gabriel, daria para falar muito aí sobre essas nossas nossas agendas e fontes de financiamento, mas o fato é que a gente precisa de cooperação, de união e de recursos financeiros pra gente cada vez mais trazer Campinas e as outras mais de 5000 cidades aí para para uma agenda sustentável e climática. Gabriel, a resposta importante sua, Andreia, porque mostra para quem está nos acompanhando como tudo tá interligado, né? a gente tá citando essa questão de meio ambiente que é global, mas que é tem os desafios do município e como as coisas estão interligadas com questão de financiamento, de meio ambiente, da questão fundiária. Então isso ficou muito claro na resposta da Andreia Estou. Programa bom, é programa que passa rápido, que tem muitas informações, reta final pra gente poder eh discutir. Eh, nós tivemos muitas reuniões, muitos debates na COP, mas eu vou voltar pro global pra gente poder fechar, porque quatro dos cinco maiores líderes mundiais não estão aqui no Brasil, na COP 30, não tá presidente da China, dos Estados Unidos, da Índia, da Rússia. O que que isso mostra para vocês e o resultado dessas ausências? E a bicic Romão, depois quero saber da Andreia se chegou até aí a COP, a ausência dos líderes mundiais. Nós vamos deixar com André o fechamento do acordo, porque ela tá lá junto aos líderes na área verde, área azul também, mas eu acho difícil um acordo total. Eu acho difícil com a falta dessas lideranças é quase impossível, mas vamos continuar lutando, debatendo. Romão, se assuntos importantíssimos, mas sem quatro dos cincos líderes. Mas acho que é isso, porque os países eh digamos os países do Sul, né, acho que todos, talvez a exceção da China, mas todos os países que têm sofrido mais esses efeitos, né, são exatamente os países que primeiro são mais debilitados economicamente. Então, Estados Unidos, China, Rússia, eh Índia menos, né? Mas Estados Unidos, eh Rússia e China estão muito ligados também a essa economia do petróleo, né? Então eles têm muito vão ter muita dificuldade de politicamente, internamente, com os grupos de interesses, com os lobis que existem nesses países, né, de entrar em acordos eh que realmente possam incidir diretamente sobre a redução da nossa dependência aos combustíveis fósseis. Então, eh no caso do Donald Trump, isso tá absolutamente, ele é um negacionista climático, inclusive, né? Eh, acho que a China ela vem avançando, embora a China é hoje, né, o país que mais cresce no mundo, já pelo menos duas décadas. Então, também é um grande desafio paraa China conseguir eh sair de uma economia, né, do ligada ao carbono, eh, e transitar para uma economia a partir de uma outra matriz energética também, mas não é fácil, né, um gigante, né? Só para desculpa de interromper, mas falando sobre a China, as emissões de dióxido de carbono da China, que é o maior poluidor do planeta, pararam de crescer, está 18 meses com emissões estáveis ou em queda e que pode fazer em 2025 o primeiro ano real de recu. E aí a reportagem fala sobre a questão da energia solar, energia eólica e dos carros elétricos. Pois é, eles estão transitando justamente a gente, né, aqui no Brasil, aqui no no nosso lado, aqui na nossa cidade vizinha, tem uma grande fábrica de carros elétricos chineses, né? Então a China realmente ela tá num processo avançado de transição energética, ao mesmo tempo mantém uma dependência dos combustíveis fósseis, né? Então é muito difícil entrar em acordos que possam eh caminhar para uma transição mais acelerada. Eh, e aí eu acho que tem a liderança do Brasil, realmente, né? O Brasil, ele ele dialogando com países europeus, né, a gente sabe que a França tem tido uma afinidade grande com o Brasil com relação à transição energética. Eh, eu tava vendo agora, antes de vir para cá, o Reino Unido, né, se comprometeu também com essa proposta do Brasil. Eu acho que eh, claro, nós temos dificuldades com relação a esse comprometimento desses, né, desses grandes países, mas é muito importante que o Brasil possa se posicionar ou se reposicionar no mundo, é, como um líder, né, né, nesse processo. A gente teve o governo Bolsonaro que realmente dinamitou, né, diversas das conexões das pontes que o Brasil tinha, especialmente nesse aspecto ambiental. E acho que com o governo Lula a gente conseguiu se reposicionar nesse caminho que não é um caminho fácil. O Brasil também ainda é muito dependente da economia do petróleo, mas acho que o Brasil tem esse potencial e não por acaso a COP tá acontecendo aqui em Belém, né, no nosso país. Eh, então acho que eh eh é é algo dificultoso, realmente, mas é algo esperado, é algo previsto. E acho que cabe a nós, enquanto sociedade civil no Brasil, enquanto legislativos municipais, também provocar ainda mais o governo brasileiro a poder assumir de vez esse protagonismo na transição energética e na contenção da emissão dos gases. Andreia, o que que tem falado aí no ACOP 30, ausência de Donald Trump, de Xinpim da China, de Vladimir Putin da Rússia, da Índia também. Quatro dos cinco maiores aí não estão na COP 30. os pelo menos os líderes, né, enviaram representantes apenas. Gabriel, muito boa pergunta, porque quando a gente tá aqui no corredor cinza, né, nos corredor, no corredor cinza da Blusone, a gente percebe a diferença da diplomacia, né, como como que se dá essas relações multilaterais, né, em todas as negociações. O presidente da República fez um encontro de lideranças mundiais antes do início da COP. Não sei se vocês se recordam, ele fez esse encontro. Vieram muitos chefes de estado. Surpreendentemente vieram mais do que se esperava, inclusive. Evidentemente que os três países citados não vieram, né? Principalmente os Estados Unidos. Aí tem colocado, né? Eh, porque ele, o atual presidente é negacionista e não vai vir mesmo. Então, as figuras políticas vieram antes, os chefes do estado, né, os presidentes dos países, mas isso não exclui a vinda da diplomacia propriamente dita, porque os tratados vão acontecer, as negociações de cada linha, de cada acordo vai acontecer, estejam eles ou não. Então, a diplomacia de cada país vem, a parte técnica, digamos assim, diplomática vem e participa. Mas qual é a diferença política de um chefe de estado comparecer numa cópia ou não? É que quando ele vai fisicamente, ele acredita e ele se dispõe a financiar. Quando ele não vem, aí esse compromisso político de fato fica quem? Então, do ponto de vista técnico, não significa que os países não estão participando através das suas diplomacias, das mesas de negociação. Só que o compromisso político, né, até porque o o vereador Vag deixou bem claro, muitos por questão política, presta, econômica, geográfica e até mesmo de guerra, né, porque a guerra também é um fator importante de decisões, né, desenvolvimentistas dos países, eles não vêm para não se comprometer principalmente com a porte de recursos e também com uma mudança muito drástica da sua matriz, né? energética, porque eles porque certamente sabe-se da dificuldade de se cumprir. Então, esses países não estão aqui, estão, mas estão pela sua diplomacia, não pela sua representação política de chefe de estado. Então, acho que essa é uma curiosidade da COP eh interessante, né, que às vezes não aparece na mídia, mas o fato é que os mais de 190 países signatários e da Convenção do Clima, que aliás foi aqui, né, ela foi assinada aqui no Brasil, na Rio 92. Exato. Eles eles vêm, negociam sim, mas pela sua parte técnica, pela sua diplomacia, né, estatal. Olha, tempo encerrado do nosso questão de ordem. Gostaria de mais uma hora pra gente fazer aqui uma segunda parte do questão de ordem, porque ficaram muitas questões aqui, mas o que mostra que o programa foi rico em conteúdo. Andreia Estruio, diretora jurídica nacional da Nama, que é Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, é também assessora na Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade de Campinas. Muito obrigado novamente pela disponibilidade do tempo com a nossa equipe, diretamente de Belém do Pará na COP 30, reservou um período para poder participar do nosso programa. Tenho certeza que foi de grande valia pro nosso telespectador, para quem está nos acompanhando. Já faço um novo convite para você participar sendo aqui nos nossos estúdios. Se não tiver condições de forma online, fica aberto aí as suas considerações finais e já emendo, né, o que que você espera de um pós COP 30, o que que é o ideal pro nosso país e de forma global, o que que você espera nos próximos meses, nos próximos anos do que vai sair da COP 30. Agradecendo novamente a sua participação. Nós que agradecemos a questão de ordem a Gabriel Castro, ao vereador Luís Abico, ao vereador Wagner Romão. O diálogo foi muito importante pra gente discutir questões locais e questões planetárias, como aqui na COP. Eh, de fato, o que eu vou falar com o olhar de Andreia, né, que tá vivenciando aí todas as todvcência da COP, a minha a minha vontade é que a comunidade cada vez mais se aproprida essa temática, porque palavra, mitigação, adaptação, resiliência, às vezes tá muito a quem do dia a dia das pessoas. E as pessoas só vão pressionar, só vão exigir, só vão participar se tiver essa aproximação de conhecimento. Eu vi as os beleienenses vindo a peso aqui na zona verde da Copa e participando de todas as áreas. Eu imagino que a população aqui de do município de Belém tenha eh se conectado muito com essa temática e e espero que tem que isso reverbere numa mudança de plano diretor, numa legislação local, eh em em em aperfeiçoamento de debates e da prática da cidadania ambiental. E assim eu espero que isso reverbere em todas as cidades brasileiras e que essa discussão não fique só a cargo da diplomacia, que seja uma discussão popular, uma discussão social, que cada vez mais a gente possa intervir nesses pactos. Afinal de contas, a gente age no local para repercutir no global, para repercutir no planeta. É, essa minha meu o meu recado pessoal como servidora pública, né, como integrante da Associação de Municípios Meio Ambiente e como ativista também da área ambiental. Sem dúvida. Assino embaixo. Muito obrigado, André Estrukel, vereador Luiz Yabico, presidente da comissão de meio ambiente aqui da Câmara. Muito obrigado também pela disponibilidade do seu tempo ter aceito o convite para participar do nosso programa. Já faço um novo convite para retornar aos nossos estúdios e fica aberto à suas considerações finais. Obrigado, Gabriel. Obrigado, André. Obrigado, vereador Romão. André, desde já falo em nome da nossa comissão do meio ambiente permanente, vereador Romão aqui do lado, para que você esteja aqui na primeira ocasião, a primeira oportunidade André, para trazer trazer as coisas peculiares aí que você viveu nesses dias aí na COP 30 e transformar tudo que você aprendeu aí em palavras simples para que a população entenda de fato o que é mitigação, o que é resiliência, o que é combate a à poluição, enfim, para que e o para que a Câmara Municipal sirva de papel real, que que é levar a população às políticas públicas reais que possam ser aplicadas. Tá bom? Parabéns aí. Muito obrigado, Gabriel. Obrigado, vereador Romão. Agradeço novamente ao vereador Luiz Bico. Vereador Wagner Romão, também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar do nosso programa. De grande valia as intervenções, as informações que foram passadas aqui. Já reforço o convite para retornar aos nossos estúdios e fica aberto as suas considerações finais. Eu que agradeço, Gabriel, a essa mais uma oportunidade de dialogar aqui no Questão de Ordem. Eh, também uma saudação a André Struel, ao vereador Luiz Abico, que é um grande parceiro na defesa do meio ambiente aqui em Campinas. Eu sempre eh penso eh Gabriel e as pessoas que estão nos assistindo eh tenho batido muito nessa tecla da mudança de paradigma de política pública, né? Eu acho que a gente ainda vive uma situação em que, embora haja, né, uma mobilização grande dos poderes públicos em nível federal, estadual, municipal, pelo mundo todo, mas precisa cair a ficha do da questão ambiental com mais força, né? Eh, porque a gente ainda tem a gestões nos municípios. Acho que Campinas, infelizmente, ainda é um exemplo disso. E eu até outro dia tive conversando com a com a Andreia, né, a respeito da Secretaria do Clima, né, que eu gostaria que mais questões ligadas à questão ambiental pudessem estar sob a guarda da Secretaria do Clima e do Meio Ambiente, mas que elas estão espalhadas em outras secretarias, questão do urbanismo, por exemplo, do desenvolvimento territorial, eh da própria do do próprio departamento de parques e jardins, né, enfim, de outras áreas, eh, que acabam assumindo uma postura menos ambientalista, né, e mais ligada à política pública tradicional que a gente veio, né, que o país veio executando nas nas últimas décadas e que não se livrou ainda de um paradigma muito despreocupado com as causas ambientais e com as questões que são que podem decorrer, né, de políticas públicas se a gente não eh então, por exemplo, mesmo o uso da massa asfáltica, né, como o a a a o o recapeamento, a forma privilegiada, né, e mais barata da gente eh fazer a sedimentação, né, das das nossas ruas. E isso causa um problema ambiental gravíssimo, né, de impermeabilização do solo. A gente poderia optar por outras técnicas, né? Eu vi agora que o Condepac eh fez o tombamento das áreas de paralelepípedos no Cambuí, na vila industrial. Poxa, isso é uma coisa muito interessante, porque não só pelo seu pelo pelo benefício cultural, né, e e do patrimônio histórico cultural na cidade, a gente poderia também ter outras alternativas de materiais que não sejam o asfalto e que sejam mais permeáveis. a gente tem acompanhado também algumas obras, inclusive brigado em algumas situações na nas questões das praças, né, para que a gente tenha uma uma forma mais eh eh de forma a utilizar materiais mais permeáveis para esse recobrimento dessas áreas, né? Então acho que isso precisa se tornar um uma prática da prefeitura, né? seja aqui em Campinas, seja em outras situações, que a questão ambiental se torne paradigma de políticas públicas para municípios, para os estados, pro governo federal, para os governos pelo mundo, porque infelizmente a gente continua fazendo muita coisa que a gente já sabe que não deveria estar fazendo, já há tecnologia diferente, né, ambientalmente correta ou mais adequada para isso. E a gente acaba reproduzindo coisas que, enfim, são próprias da administração pública e que a gente precisa reverter. Cabe ao legislativo batalhar com relação a isso, né, vereador, mas cabe também a que a cabe a população que se que se torne mais consciente disso e cobre mais, mas acho que cabe também ao executivo, né, e e ao judiciário, né, eh eh eh ter uma uma resposta mais incisiva para essa questão, ou seja, tomar o protagonismo, tomar a liderança de processos que podem realmente modificar, impactar na vida das pessoas e e na mitigação, né, na pelo menos na no enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. Eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído para este debate e aproximado você da COP 30, dos assuntos que líderes globais estão discutindo, mas a importância de nós como cidadãos para este debate dentro dos municípios das cidades. Programa Questão de Ordem fica por aqui. Até a próxima semana. Tchau. Tchau. [música] Tchau. Tchau. Obrigada vereadores. Obrigada Gabriela. [música] Até a volta de Campinas. [música] [música]