TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Saúde é Vida | Osteoporose
Em destaque · HD Vídeo · SAÚDE É VIDA

Saúde é Vida | Osteoporose

0 views Publicado Há 2 horas HD · 30:47

Descrição do vídeo

No programa Saúde é Vida você vai entender sobre a osteoporose. Uma doença metabólica que causa perda progressiva de massa óssea, deixando os ossos frágeis e vulneráveis a fraturas. É uma condição "silenciosa" que geralmente não apresenta sintomas até que ocorra a primeira fratura.

Transcrição completa do vídeo

25 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Olá, saúde a vida começando. Hoje vamos falar sobre a osteoporose. Vamos entender como proteger a nossa estrutura, fortalecer os ossos e garantir um envelhecimento ativo e com total independência. Para abordar esse tema, convidamos o reumatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Dr. José Eduardo Martinez. Seja muito bem-vindo, Dr. José. Eu que agradeço o convite para estar aqui, eh, e agradeço esse espaço de de orientação, né? Perfeito, Dr. José. Bom, pra gente começar então esse nosso bate-papo, né, é entendendo melhor a doença, o que é exatamente a osteoporose e por ela é chamada de doença silenciosa. Osteoporose é uma condição de fragilidade do osso. Então, a as pessoas têm o osso mais frágil e podem, num movimento brusco, numa queda da própria altura, em pequenos traumas, eh sofreu uma fratura. Ela é chamada de doença silenciosa porque enquanto ela vai se desenvolvendo não há sintoma nenhum. O sintoma ocorre com a fratura, né? Então a ideia é que a gente desenvolva o mecanismo de diagnóstico prévio para se evitar essa fratura. E existe uma idade para que se comece, né, a ter a osteoporose. Geralmente, né, fala-se de uma idade assim na melhor idade, mas pessoas mais jovens também podem ter. Como que funciona exatamente no nosso organismo? Dr. José, nós pedimos a osteoporose no que a gente chama de osteoporose primária, que é aquela que não tem uma outra causa agravante ou desencadeante. E a secundária quando a gente tem um outro problema que levou ao seu coronico, a primária que é de maior prevalência é tipicamente uma doença da mulher na pós-menopausa. Então, nas mulheres, depois da menopauta, há alterações hormonais que propiam a fragilidade dos ossos. Nos homens pode acontecer osteoporose, mas acontece mais radiamente de a partir dos 55, 60 anos. Ora, por outro lado, existe alguns fatores que podem precipitar mais precocemente a osteoporose. Por exemplo, alguns medicamentos. Eu vou citar o corticóide, que é muito usado nas próprias doenças reomáticas, na asma, ele é um fator de risco para osteoporose. Algumas outras doenças, como diabetes, como hipertiroidismo, alterações hormonais à glândulas a pararide, são doenças que também podem fazer com que a osteoporose ocorra mais precocemente. Então, no caso, o senhor falou sobre a corticovide, é um medicamento que ele acelera essa perda de massa óssea. Seria isso, doutor? Sim, sim. Ele tem eh tem mecanismos no organismo que favorecem a perda de massa óssea, mas são remédios importantes, não são remédios eh que podem ser descartado. Sabe, ao médico quando receita um corticóide e é obrigado a receitar polo longopravo, tomar alguns cuidados. menor tempo possível, menor dose possível, é sempre acompanhado de cálcio, vitamina D e monitorar a parte óssea, não cuidar só da doença que levou a usar o corticoide, mas também cuidar do osso. É, para prevenir essa questão doidote. Então, quem tem outras doenças, né, que também contribui aí para esse pr para o aceleração da perda de de massa óssea, tem que ficar em alerta também nessa questão de ter a osteoporose secundária, por exemplo, né? Sim, geralmente o médico que acompanha ele ele está atento a isso, né? Então ele cuida do né? Isso não é não é incomum colegas ah pediram desse para um jovem por quê? Tá tomando corticóido ou porque tem diabetes. Então os colegas dessas áreas devem estar atento, tá certo? E Dr. José, o fator genético, né, histórico, histórico, familiar, ele também pode ser determinante aí para o aparecimento da doença? Então vamos eh eh a osteoporose é um desequilíbrio em que a pessoa fica com menos osso eh necessário para evitar fratura. Então o que acontece o fator genético é principalmente dizendo que algumas pessoas têm mais rosto do que outras. Então se você olhar a sua volta dá para dizer: "Olha, esse é meu colega tem mais rosto, aquela, aquela minha colega tem menos osso". e assim por diante. Então, se eu não adquirir a massa óssea, que é geneticamente determinada para eu ter, ainda ela é menor do que as outras pessoas e ao longo da vida eu vou desenvolver os mecanismos relacionados à anteoporos e tenho mais chance de ter. Então, a genética sim é uma parte importante, mas lembrar, existe um conceito que nós médicos chamamos epíquem massa óssa que ocorre dos 20 aos 40 anos. Isso é determinado geneticamente, é a quantidade de osso que eu posso ter. Agora, se eu vou ter ou não, depende do meu estilo de vida, né? Então, se eu sou uma pessoa que faço exercício, tenho uma dieta adequada em cálcio, eh não fumo, cigarro é um acelerador importante da osteoporose, não tem, não, não sou um álcoolista, porque o álcool também pode influenciar o osso, não tenho que tomar os medicamentos que atrapalham o meu osso, eu tenho mais chance de chegar no meu pico de massa óssea, né? Agora, se eu tô ao contrário, eu sou sedentário, fumo, eh não cuido da minha alimentação, a chance é menor, né? Então, a prevenção ela deve ser iniciada o quanto antes, independente da idade, e também ter esse estilo de vida, né? Buscar o equilíbrio também paraa prevenção da osteoporose. É, eu entendo o seguinte, o estilo de vida é fundamental em qualquer doença crônica. Então a gente tem que buscar um estilo de vida que leve a gente à saúde e não esperar as coisas acontecerem lá na frente. Isso que eu tô falando não é para osteoporose, é para qualquer doença, né? Ou seja, se eu, por exemplo, fumo, eu tenho mais chance de osteoporose. Se eu forer assim, mas também mais chance de doença cardiovascular, também mais chance de de questões de as próprias doenças imunológicas. Então, a hora que eu fumo, eu tô assumindo o risco lá paraa frente. Ninguém vai ficar preocupado com uma doença específica, mas vamos buscar uma vida saudável, né? E, Dr. José, tem algum exame específico, né, para que para saber desta doença? Existe, né, clinicamente falando, esses exames? E a partir de que idade as pessoas elas devem, né, fazer esse exame para saber exatamente se tem ou futuramente pode ter e como que está a condição aí da más óssea? Não existe um exame chamado densitometria óssea, que é o exame de imagem, onde a gente mede a quantidade de osso que o paciente tem. Ou seja, não é especificamente em relação a seratoocoloró, mas a gente mede essa quantidade, é um exame de imagem, né? Habitualmente esse exame é feito dependendo da pessoa ter fatores de risco ou não. Se ela não tem fatores de risco, ela pode fazer mais sardamento. Fala-se na mulher acima dos 65 anos e no homem até mais tarde acima dos 75. Mas na prática, como as mulheres têm muito mais predisposição a osteoporose, os colegas da ginecologia estão incorporando esse exame naquele momento de avaliação do climatério. Então, quando a mulher começa a chegar próximo do que a gente chama de transição menopausal, que é o momento que tá chegando próximo, os ginecologistas já têm feito esse pedido, tá? Agora, se por outro lado eu tenho um fator de risco desde a infância eu tomo corticóide porque eu tenho as eu posso fazer até bem mais precocemente. Então eh não há preciso sair correndo, fazendo vestometria em todo mundo, mas conversa com o seu médico que ele vai saber indicar no momento adequado. Certo? Dr. José? Quais são então os principais sintomas, né? Quais são as queixas que as pessoas eh levam, né, até o especialista quando fala-se sobre osteoporose ou estão com suspeita? Existe um sintoma que classifica? Você eh começou a sua entrevista perguntando porque a osteoporose é silenciosa. Ela é silenciosa porque ela não dá sintomas. Os sintomas são relacionados às fraturas, né? E as principais fraturas relacionadas com a osteoporose são das vértebras, eh, do fêmor proximal e do antebraço distal. Muito bem. O antebraço distal e o febro proximal, é óbvio que a gente reconhece a fratura, né? Tem muita dor, tem capacidade. Agora, a vértebra tem um período também silencioso em que ocorre uma redução da altura da vértebra. E aí os pacientes começam a dizer: "Olha, com a idade a gente diminui de altura". É verdade, mas é porque a vértebra tá diminuindo de tamanho, né? A pessoa fica um pouco mais arcada, começa a ter alguma dificuldade de mobilização, só que isso já é um momento tardio, né? Então, o que a gente quer diagnosticar é quando a gente reconhece o fator de risco antes que isso aconteça, né? eh não posso esperar isso acontecer porque já é mais difícil reverter. Então, nesse caso, doutor, né, falando um pouquinho sobre o tratamento, né, mitos e verdades também, a osteoporose ela, a gente pode se dizer que ela tem cura, é preciso de cirurgia, como que funciona o tratamento para quem tem osteoporose? Então, vamos lá. Primeiro, eh, ela tem prevenção, isso é fundamental. a gente é muito deficiente em termos de prevenção, porque existem remédios que diminuem a reabsorção ósea e ou corrigem essa reabsorção ou eh pelo menos retardam, tá? Uma vez instalada, existem alguns remédios, sim, que fazem ganhar mais rosto, são usados por menos tempo, são remédios mais sofisticados. Muito bem. Eh, em relação à cirurgia, não há tratamento cirúrgico para osteoporose. Há tratamento cirúrgico para fraturas, conforme a fratura vai requerer uma cirurgia paraa correção, tá certo? Agora, o termo cura nas doenças crônicas é um termo que a gente não usa. A gente usa muito o termo remissão, porque cura é uma promessa para você que nunca vai mais ter problema e não vai precisar mais remédio. Isso na vida real. poucas doenças a gente pode usar esse termo, tá? Então é prevenção primeiro lugar e tratamento depois que é detectado através da densometria. E aí a gente vai ter critérios para quando usar remédio e para quais remédios usar. precisa ter essa atenção, qual remédio utilizar que não afete mais ainda, né, esse sinal aí da osteoporose. Esses medicamentos, né, atuais, Dr. José, eles conseguem recuperar a más óssea perdida ou apenas pro pro desgaste? Eu acho que isso depende do momento que é feito o diagnóstico. Se for uma osteoporose leve ou uma oceopenia que tem outros fatores de risco e que alguns casos precisam sim ser tratados também, é mais fácil interromper e até haver um certo ganho de massa óssea. Se você detectar muito tardamente, a gente não consegue esse resultado. Então, o pulo do gato aqui é o diagnóstico. Eu eu se posso, você me permite fazer um complemento? Não é só o osteoporose que faz a massa óssea abaixar. Osteoporose de longe é a doença mais prevalente, mais preocupante e por isso a gente considera que é um problema de saúde pública. Mas existem outras doenças óseas que também aparecem na desastrometria com valor menor. Então quando o médico pega uma dometria com baixa massa ósea, ele faz alguns exames laboratoriais associados para distinguir essa osteoporose primária de outros problemas óos. Isso eu acho importante a gente comentar aqui. Muito importante, né, o diagnóstico. Eh, o senhor, né, como presidente percebe que hoje eh as pessoas elas estão mais antenadas nessa questão das doenças ósseas, doutor, ou não? Eh, eu acho que sim. Eu acho que a osteoporose foi motivo de muitas campanhas de eh divulgação, né? Então é uma doença em que inclusive eh vários colegas tratam, não só não é só o reumatologista, é a e a mulher hoje ela eh recebeu muita orientação quanto a saúde da mulher em si, né? E os nossos colegas da ginecologia nos ajudam muito a hora que eles pensam no osso ao mesmo tempo que pensam no restante da saúde da mulher. Então eu acho que há sim uma maior eh consciência. O que eu acho que a gente tem que ter uma campanha para que o homem também tenha essa consciência porque pode ocorrer o choporose no homem também. É mais tardio, depende mais de fatores de risco, mas não é uma doença que só acontece em mulheres. Isso é importante. Perfeitamente, doutor. E existe um teto pro pro tratamento, um teto para que as pessoas, né, utilizem aí o medicamento. Tem um período de tratamento para esse paciente? Lógico, vai depender aí de cada, né, eh, grau que esse paciente está ou dependendo ali da doença, mas tem um teto para esse tratamento? É, então, eh, você colocou bem que é individual, né? Cada médico vai avaliar o seu paciente, analisar os fatores de risco desse paciente, avaliar os seus exames e tomar uma decisão quanto a isso. Existem alguns remédios que a gente usa osteoporose que se você usar muito prolongadamente você passa a ter risco de efeitos adversos. você usar 5, 10 anos e iniciamento. Então existem alguns medicamentos que precisam do que a gente chama de um feriado. Usa 5 anos, para um ano e depois pode voltar. Agora isso varia de medicamento para medicamento e também varia de pessoa para pessoa, dependendo de qual risco que ela tem de fratura, por exemplo. Isso é uma coisa que cada médico tem que fazer essa análise. Sim. muito importante. É como voltando a falar da importância do diagnóstico precoce, né, para identificar qual a situação de cada paciente. Bom, como a gente começou a falar sobre os mitos e verdades, doutor, e o senhor também mencionou sobre a relação, né, do estilo de vida, os hábitos alimentares, também existe alguma relação que refrigerante ou café em excesso podem mesmo enfraquecer os ossos ou contribuir aí com as doenças dos ossos, doutora, a alimentação. Eh, na verdade quanto aos refrigerantes, tem alguns refrigerantes que são ricos em fosfato. E o fosfato é meio que compete com cálcio, vamos eh falar dessa forma mais simples. Então, sim, o excesso desses refrigerantes ricos em fosfato pode ser um uma contribuinte para esse processo, né? A questão do café, eu diria que a cafeína sim pode influenciar, mas também ela compete com leite, né? Quem toma muito café, talvez não tome o leite que precisa tomar. E os lapicídios são muito importantes como eh fonte de cálcio. Eu diria que do ponto de se alimentar não existe alimento que forneça mais cálcio do que os antínos, é leite e e derivado. E repara que nós estamos no momento de vilanização do leite, né? O leite é ruim para isso. O leite causa eh eh tem gordura, o leite causa intolerância, o leite quando a gente sabe que é um pequena parte da população que tem, por exemplo, intolerância lactose, que tem que ser diagnosticado e tem que ser cuidado, mas que paraa maior parte da população o o leite laticílios é a fonte de cálcio. E todos nós precisamos receber em torno de 1 g a 1,5 de cálcio de acordo com a gente, com a idade da gente. Isso pode ser feito com eh leite laticos, algumas verduras verdes, mas elas não dão conta da necessidade da gente ou com suplemento, ou seja, comprimido, porque não é a forma que eu considero, eu pelo menos considero a mais adequada. Agora tem que ser monitorada, tem que se tomar quantidade de leite diariamente, independente de de do dia da semana, do feriado e assim por diante. Então a dieta é importante em sendo rica em cálcio, mais importante isso do que eh combater outros alimentos, mais importante é ter uma forte de cálcio necessário. Então, uma das recomendações, né, além, é claro, de fazer o diagnóstico precoce, identificar aí esse indivíduo, né, o que ele tem, qual que é a relação aí da perda, né, óssea dele. Então, além da medicação também, esses cuidados, esses hábitos alimentares que podem sim contribuir, né, com pro tratamento em si. Então, o senhor recomenda aliar as duas coisas, né? Eu vou voltar a uma resposta que eu te dei lá atrás. é estilo de vida, tem que ter um estilo de vida saudável, né? E no estilo de vida saudável tem alimentação equilibrada, alimentação com os nutrientes que a gente precisa entre eles o cálcio. O exercício físico do outro lado, ele é fundamental, ele estimula o ser formado, né? e o combate à aquelas práticas que pioram a saúde óssea. E falando assim em relação ao enfraquecimento dos ossos, né, doutor, tem também os cuidados dentro de casa, cuidados simples, né, orientações básicas, né, quero que o senhor esclareça se é mito ou verdade sobre isso, esses cuidados dentro de casa ou no trabalho para evitar também quedas, né, em pacientes que t a doença. Também é muito importante essas orientações de conscientização mesmo. Então nós temos a seguinte, uma coisa é a sopoporose que é precidade do osso e a fratura, que é o que nós não queremos, não entre uma coisa e outra tem a queda, né? Às vezes eu tenho o ço mais fraco, mas não não caio, então é o risco um pouco menor do que acud. Então, combater a queda é muito importante e a queda pode ser evitada muitas vezes. Por exemplo, manter o meu óculos hoje em dia, né? Se eu tenho um uma visão adequada, eu não vou ter problema. Eh, além do exercício que a gente gosta do aeróbico, fortalecer a musculatura. Se eu tenho um músculo bom, minha chance de cair menor. Em casa tapete. Tapete é um absurdo, né? Quer dizer, pessoas de mais idade, principalmente, não devem ter tapete. Quando tem tapete, é o tapete que grudado o chão. No banheiro, onde mais você cai é banheiro e cozinha. Coloca o apoio para levantar ou não do vaso sanitário. Coloca o apoio na hora do banho. Cuidado com o chinelo. É, não usa aquele chinelo que escorrega, aquelas pantufas. Eh, deixa um abajur do lado da sua cama. Então preciso levantar porque eu tenho que ir ao banheiro. Acende primeiro a luz devagar sai da cama e vai ao banheiro. Isso eu tô falando medidas simples, tá? Agora tem pessoas que eu preciso de um apoio maior, que preciso de alguém que ajude, né? Tem pessoas que têm limitações maiores, mas de um modo geral, medidas simples evitam a queda, evitando queda, evita a fratura. que às vezes a pessoa fala: "Tô tomando remédio para oose, minha destometria até um pouco melhor". Mas se tiver uma queda, ela pode fraturar, né? E doutor, no caso, atividade física, atividade física, ela pode ser recomendada para esses pacientes com limitações. Qual que é a orientação? Eu, a gente entende que a atividade física é recomendada para todas as pessoas, todas. Só que qual atividade física é individualizada, né? Vamos dar um exemplo, não é o caso osteoporose. Se eu tiver uma artrose do joelho, eu tenho que fortalecer a musculatura do joelho. São exercícios próprios para isso. Eu tenho um problema de coluna, tem que fortalecer a a musculatura abdominal e relaxar a musculatura para vertebral. Existem exercícios próprios para isso, tá? Ou seja, aí um educador físico, um fisioterapeuta ou um colega médico da área, um fisira, por exemplo, avalia o paciente, diz: "Esse exercício você pode fazer, aquele não." O que eu acho que é proibido é não fazer exercício. Então tem que também tomar cuidado, né, com atividade física, tudo dentro do limite daquele paciente. E é claro, né, doutor, falando sobre as especialidades, né, sempre necessário buscar o especialista, né, eh, falar sobre as queixas, informar também, fazer essa triagem com o profissional que vai saber exatamente quais são as recomendações, né? Só voltando um pouquinho em relação ao exame, Dr. José, esse exame eh para pro diagnóstico, né, precoce, ele está disponível nas redes, no Sistema Único de Saúde, por exemplo, e nas redes privadas também ou não? Não. Sim, tanto eh no SUS quanto na eh rede suplementar você tem os exames disponíveis. Eh, repare que talvez em alguns locais com mais facilidade do que outros. Eh, o acesso e você sabe que no Brasil é heterogêneo, né? Então, em alguns locais com mais facilidade que outros, mas sim há essa disponibilidade. Seu José, e como que está então hoje, né? Agora pra gente já ir pro finalzinho do nosso programa. A gente falou no começo então sobre fortalecimento, né? fortalecer os ossos, garantir aí um envelhecimento ativo. E isso realmente faz parte dessa campanha, né, que é pouco falado, né, sobre a osteoporose e também as doenças dos ossos, mas é tão importante quanto também essa prevenção, né? Não, sem dúvida. Eu acho assim, é muito comentado sobre saúde cardiovascular, é muito comentado as doenças metabólicas, como por exemplo, diabetes. A saúde óssea tá nesse contexto, né? Eh, não é à toa que quem tem outras doenças, seja cardiovascular e diabético, tem mais chance de ter também osteoporó, né? E aí a saúde óssea tem a ver com menor dor, mais liberdade de movimento, mais autonomia. Então, eventualmente uma alteração óa, não só óssea, mas articular. Eu falo isso porque eu sou reumatologista, a pessoa tá bem na diabetes dele, mas tem dificuldade para se movimentar. Então é importante que a gente cuide do aparelho muscul esquelético. enquanto o presidente, né, da Sociedade Brasileira de Reumatologia, doutor, eh, queria que o senhor então deixasse as considerações, né, falando um pouquinho sobre esse cenário da sociedade em relação também, né, à reumatologia e o quão então é importante que as pessoas elas cada vez mais conheçam também outras, né, especialidades e também prestem um pouquinho mais de atenção nessas outras doenças que também são silenciosas, né? né? É, o reumatologista é o clínico do aparelho locomotor, enquanto ortopedista é o cirurgião do aparelho locomotor. No âmbito da reumatologia, a gente tem doenças com várias naturezas, por exemplo, as degenerativas. Eu cito o que nós chamamos defartrite, que vocês conhecem muito como artróde, e tem doenças mais inflamatórias relacionados com a imunologia e além disso doenças como essa da osteoporose que é metabólica. O que a gente fala, tendo uma queixa múscula esquelética, procura seu médico primeiro, não obrigatoriamente é o reumatologista, às vezes é o médico lá no posto e ele vai saber encaminhar você quando necessário, mas não deixe uma uma queixa se prolongar, dizer: "Não, isso é normal, ter dor com a idade é normal". Não, a dor é um sinal de alerta. Ela alerta você que tem que fazer alguma mudança, né? Então, é isso que a gente tem sempre eh procurar. Segundo, tratamento não é só médico, é multiprofissional. Nós precisamos, além de outras especialidades médicas com a gente, outros profissionais, seja terapeuta, nutricionista, eh psicólogo e assim por diante, né? E terceiro é o papel do paciente. Se o paciente não busca uma saúde eh geral boa, se ele não a muda o seu estilo de vida para teoba. Não adianta o médico dizer faça isso ou faça aquilo tomar remédio sozinho não não leva ninguém a uma situação adequada, né? E hoje as pessoas elas tendem a procurar um especialista quando já está sentindo, né? Estão sentindo alguma coisa, né? as pessoas elas sempre vão eh atrás quando realmente já tem uma dorzinha aqui que é o sinal de alerta. Não tem muito essa prevenção. Acho que mudou um pouquinho esse cenário atualmente, né, doutor? As pessoas elas vão mais ao médico, elas fazem exames, né? Tá um pouco diferente agora. Tá sim, tá diferente. Essa é uma briga de informação que as sociedades científicas médicas t eh tem desenvolvido, mas também tem a questão de acesso, né? Nem sempre a pessoa tem, ela gostaria de ir ao médico e nem sempre tem a facilidade. Então a nossa, a briga, vamos chamar assim, é de informação, mas por outro lado é brigar pelo acesso dos pacientes à assistência médica e aos medicamentos quando tiver necessidade, né? Interessante, né? quando for eh fazer essa triagem, já que a gente tava falando dessa questão do diagnóstico também, eh o paciente, né, esse indivíduo, ele tem que também eh falar no momento ali da triagem quais são os medicamentos que eles já utilizam, né? De repente já faz o tratamento para alguma outra doença. É interessante também falar sobre a questão do corticovide, por exemplo, né? que daí já é eh realmente mais fácil de de chegar no diagnóstico mais preciso, né, doutor? É, faz parte de uma boa prática médica quando vai fazer a história médica ou eh além da história da doença, fazer uma triagem nos demais sintomas e nos antecedentes, né? Então isso é parte de uma consulta médica. Agora, se por acaso o colega esqueceu, o paciente pode alertar. Tá certo, Dr. José? Eu quero agradecer novamente aqui a sua participação, os esclarecimentos, né, trazer aqui os mitos e verdades, né, da doença, explicar também que não existe só a osteoporose, que a parte mais grave, né, da doença são as fraturas e a trazer a importância da conscientização também sobre aí o diagnóstico precoce, dos exames, do tratamento. Então, muito obrigada pela sua participação. pode fazer suas considerações finais, não? Eh, a minha eh de novo, eu vou terminar como eu comecei, agradecendo o espaço, né? Eu acho que a informação também é tratamento, conhecimento é tratamento e toda oportunidade que a gente tem de ter acesso a um grande número de pessoas com esclarecimentos, com certeza vai ter uma eficácia e melhora da saúde do brasileiro. Muito obrigada, Dr. José, pelo pelos esclarecimentos mais uma vez e participar aqui do programa Saúde é Vida. Muito obrigada. Bom, pessoal, o programa A Saúde e a Vida fica por aqui. Espero que tenha esclarecido as suas dúvidas. Você continua aproveitando a programação aqui da TV Câmara Campinas. Pode acompanhar esse episódio também pelas redes sociais. Te espero na próxima edição do programa. Até lá. เฮ
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do SAÚDE É VIDA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
31:43

Saúde é Vida | Depressão Em Crianças e Adolescentes

32:15

Saúde é Vida | Doenças do intestino

34:52

Saúde é Vida | Saúde do coração

34:08

Saúde é Vida | AVC em jovens: sinais, tratamento e a importância do atendimento rápido

30:54

Saúde é Vida | Lipedema: sintomas, diagnóstico e tratamento

38:02

Saúde é Vida | Alopécia - tipos, causas e tratamentos explicados

33:32

Saúde é Vida | Varizes: sintomas, mitos e tratamentos

32:56

Saúde é Vida | Abril Azul: diagnóstico precoce e inclusão no autismo

32:21

Saúde é Vida | Doenças hepáticas: sintomas, prevenção e cirrose

33:03

Saúde é Vida | Pressão Alta: Doenças silenciosas causadas pela Hipertensão Arterial

31:57

Saúde é Vida | Março Roxo: desmistificando epilepsia

31:51

Saúde é Vida | Março Lilás 2026: prevenção câncer colo do útero

30:09

Saúde é Vida | Março Azul-marinho: mês de prevenção ao câncer colorretal

32:19

Saúde é Vida | Março Amarelo: Endometriose — sintomas, diagnóstico e tratamento

34:25

Saúde é Vida | Fevereiro Lilás e doenças raras na infância

32:23

Saúde é Vida | Fevereiro Laranja e conscientização sobre leucemia

32:46

Saúde é Vida | Neuropatia Hereditária Sensitiva e Autonômica: sintomas e diagnóstico

32:30

Saúde é Vida | Fevereiro Roxo: lúpus e fibromialgia – diagnóstico precoce salva vidas

35:14

Saúde é Vida | Alimentação e saúde mental: como o intestino influencia emoções

36:21

Saúde é Vida | Janeiro Roxo: hanseníase: sintomas, diagnóstico e tratamento no SUS

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
32:05

Conexão Cultural | Instituto Hilda Hilst

31:17

Em Pauta | Roberto Alves

33:55

Faça Você Mesmo | Laços Cabelo Copa

34:35

Ponto de Vista | O Brasil está falhando com seus povos originários?

41:17

Questão de Ordem | LDO 2027: Como será definido o orçamento de Campinas?

17:34

Câmara Na Copa | Álbum do Mundial vira febre e curiosidades da Copa surpreendem

5:45

Câmara Notícia | 27ª Reunião Solene 2026

1:04:34

Estúdio Câmara