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Olá, saúde a vida no ar. Sejam muito bem-vindos. Vamos juntos abordar as principais campanhas de saúde do mês de março, período voltado para prevenção e conscientização. E no programa de hoje, o tema é Março Azul Marinho, campanha nacional de conscientização sobre o câncer colorretal, também chamado de câncer de intestino, o mais conhecido. Convidamos então o oncologista Dr. Mauro Donadil, que já está conectado aqui conosco. Seja muito bem-vindo, Dr. Mauro. Olá, Cassiane, caros telespectadores. Uma honra e um prazer estar com vocês. Certo, Dr. Mauro? Pra gente iniciar então esse nosso bate-papo, é possível, né, a gente dizer que de fato o câncer de intestino é o mais comum eh no Brasil e também no mundo? O tumor de colum reto, câncer de intestino tá entre os mais comuns, sim. é o terceiro em incidência e prevalência no Brasil e no mundo. Fica atrás apenas de cânceres de pele, mama e pulmão. E no último triênio no Brasil nós tivemos cerca de 46.000 casos. É, a gente tem, né, esse esse balanço do Instituto, né, Nacional, que diz exatamente isso, que por ano no país, entre 2023 e 2025, né, isso representa aí cerca de 10% de todos os diagnósticos, né, de câncer no Brasil. do Dr. Mauro, então, pra gente contextualizar um pouquinho o que de fato é o câncer de intestino, o que acontece no organismo, né, para caracterizar esta doença. Então, o tumor de intestino é bastante comum, como você bem colocou. Eh, o nosso intestino ele tem células que são glândulas e elas podem passar a se multiplicar de forma desordenada, inicialmente formando o que nós chamamos de pólipos, que parecem pequenas verrugas que inicialmente são benignas e com o tempo vai acumulando alterações do DNA da célula e aquilo pode se transformar em um tumor com capacidade de invadir e dar metástase à distância. Isso é o câncer colonretal. E Dr. Mauro, eh, você falou sobre essas questões dos pólipos, né? Nem sempre eles são considerados câncer, né? Como que é feito então esse diagnóstico precoce? Como todas as outras doenças, né, o diagnóstico ele de fato precocemente, né, eh ele tem mais chances de cura. Então, como que é possível mensurar então e fazer esse diagnóstico? E também uma outra colocação eh sobre os sintomas, né, os sinais e os sintomas, porque muit das vezes pode ser aí silencioso no comecinho ali da doença, né? Perfeito, Ciene. Os sinais e sintomas do câncer colorretal, eles podem sim passar bastante desapercebidos na fase mais inicial do tumor. Por exemplo, alteração de hábito intestinal, uma perda de peso que não foi programada, mas quem não quer perder peso, acho que aquilo tá chindo eh até bom no começo, eh alteração do formato das feeses, da frequência das feeses. Raramente o paciente vai ter uma dor logo de cara. É bem verdade que um dos sinais que chamam bastante atenção das pessoas é o sangramento nas feeses, que sim pode ser um sinal de tumor colorretal, principalmente aquele sangramento mais escuro, né? Porque o sangramento mais claro, ele pode ser facilmente confundido com hemorroida, por exemplo, mas aquele sangramento mais escurecido, parecendo um borra de café, esse é um sinal bastante importante que nos faz pensar sim em câncer de colo. Realmente, eh, os pacientes que têm, as pessoas que têm pólipo, e esse pólipo é uma condição quase que necessária para formação e surgimento de um tumor. Então, o ideal é que a gente consiga reconhecer, detectar esses pólipos e retirar até mesmo antes que aquilo se transforme numa situação de câncer, numa neoplasia maligna. E nós temos hoje um amplo acesso à colonoscopia, que é o exame que não é só de diagnóstico, também faz a prevenção, porque ao mesmo tempo que detecta as lesões pré-malignas ou já malignas, a gente consegue fazer a remoção dessas lesões no próprio procedimento. E no caso de dessas questões, né, por exemplo, esses sinais, esses sintomas, nem sempre, como o senhor mencionou, o sangue ele é característico aí de da doença em si. E a gente até faz uma pesquisa, né, várias vezes a gente conversando com algumas pessoas assim num bate-papo mesmo, eh, fala sobre essa questão de observar o papel higiênico no momento, né, de fazer a limpeza. Muita gente acha que isso ai não é legal, nossa, que horror. Mas isso realmente é importante justamente para identificar essas alterações, né, Dr. Mauro? Sim. Então, prestar atenção é em todos os aspectos de hábitos de vida e do dia a dia. Falando em hábitos de vida, quando nós falamos em colonoscopia, nós estamos falando de uma prevenção secundária. É depois que alguma coisa surgiu que a gente quer evitar que seja mais avançado e trata precocemente. Mas a prevenção primária, ela é mais importante ainda. hábito de vida saudável, alimentação saudável, controle de peso, e atade física, ebitacentarismo e sim eh prestar atenção nos menores sinais eh do corpo de sintomas e sinais que possam gerar dúvida, procurar o médico, procurar uma atenção eh médica para fazer alguma investigação. a gente conversando consegue eh sentir se aquilo é mais ou menos preocupante, mas qualquer sinal de dúvida a gente procede com exames investigativos, uma detecção mais precoce, certo? E no caso, Dr. Mauro, eh a gente já entra nessa questão dos fatores de risco, então, né? Quais são os principais fatores de risco eh que o pessoal tem que ficar mais atento? Tem alguma relação com também ser eh hereditário, genético, no caso do câncer? Olha, eh, existem sim casos de tumores associadome genéticas hereditárias, mas elas são muito, muito raras, tá? Eh, histórico, familiar sempre pesa assim como um fator de risco, principalmente pessoas com câncer de colon antes dos 50 anos de idade e parentes de primeiro grau, né? Então, quem tem parente de primeiro grau merece uma atenção especial na prevenção secundária com colonoscopia. A gente entende que alguns fatores de risco que são muito clássicos, como obesidade, tabagismo, uma dieta muito rica em carnes vermelhas, muito rica em carboidratos, pobre em vegetais, frutas, sedentarismo, entre outros. O que a gente tem observado hoje em dia e é uma coisa muito preocupante no cenário internacional é a quantidade de casos e pessoas muito jovens com essa doença. Então, esses fatores de risco mais clássicos, talvez a gente tenha que contextualizar num cenário de hábito de vida urbano, eh, uso talvez de medicamentos precocementes ao longo da vida, enfim, para tentar entender por que tanta gente mais jovem tá apresentando essa doença que tipicamente era mais comum em pessoas acima de 50 anos de idade. Eh, doenças inflamatórias, elas tendem a aumentar também o risco do câncer de intestino, Dr. Mauro, sim, um dos principais fatores de risco é a a retocolitecerativa, por exemplo, né? São as doenças inflamatórias do intestino que estão associadas de forma muito importante à formação de neoplasias. Nesses pacientes, especificamente, a profilaxia com colonoscopia tem que ser um intervalo de tempo muito, muito mais curto, com acompanhamento muito próximo dos profissionais da área, coloproctologistas e gastroenterologistas, certo? a gente eh percebe, né, no mundo aí também dos famosos, vários, né, artistas tiveram casos de câncer de intestino e uma das colocações em relação às idas, né, ao banheiro, ah, eu não consigo usar o banheiro fora de casa, eh, eu fico 5 dias sem ir ao banheiro, isso não é normal. Isso seria um sintomas, já um sinal, melhor dizendo, como que a gente pode avaliar sobre essa questão também, Dr. Mauro? Se houve uma mudança do padrão intestinal, diferente do que era antes, isso pode ser sim um sintoma sugestivo de tumor de colum. Agora, se na vida inteira a pessoa foi constipada, isso não é. Ah, não, eu comi alguma coisa diferente, deu um pouco de diarreia também não é. são mudanças do hábitinal de frequência, de consistência que acabam permanecendo ali e sem você ter logicamente outras fatores causadores que seriam lógicos e imediatos. Então, alterações pontuais, ah, dificuldade no banheiro fora de casa, comi muita pizza com um álcool, deu pouco de diarreia. Não, não, isso não é um fator que chama atenção. O senhor falou sobre a questão da faixa etária, né, que hoje percebe-se também assim o maior incidência para pessoas mais jovens, né, mais novos assim daquela faixa de 40, 45 anos. Essa é uma idade, uma faixa etária que é mais comum então pessoas terem esse tipo de câncer. O mais comum historicamente acima de 50 anos de idade, mas nós estamos observando inúmeros casos no Brasil e fora do Brasil de pessoas com 40, 45, 30, 25 anos de idade apresentando essa doença porque é total, era totalmente incomum e hoje está comum acontecer isso. Tanto é verdade que, apesar das recomendações formais de colonoscopia de rastreio eh se darem a recomendação de início aos aos 50 anos de idade, existe uma crescente tendência internacional de antecipar esse rastreio para os 45 anos de idade e dependendo de sintomas histórico, familiar, até mesmo antes. Treio, então ele é um um rastreamento preventivo, certo? Perfeito. A colonoscopia não é um exame que dá só diagnóstico, ela trata a lesão precoce. Então, sim, é uma prevenção, né, da forma, o padrão ouro mesmo para câncer de colo retal. É um procedimento que ele é simples, ele é pouco invasivo, a gente consegue fazer detecção precoce de alterações que podem nem mesmo ser ainda tumores e tratá-las antes aquilo se desenvolva. Se a gente consegue implementar esse programa de rastreio e as pessoas aderirem a isso com bastante seriedade, as taxas de cura dessa doença aumentam para acima de 90%, certamente. Então é muito importante, né, que a pessoa agora nesse mês, né, falando da conscientização, que ela busque essa orientação, né, e faça esse rastreio. Ele é disponível eh no Sistema Único de Saúde também, como que funciona na prática, Dr. Mauro? Perfeito. Então, é amplamente disponível, inclusive no Sistema Único de Saúde. A pessoa não tem que ter sintomas para se submeter esse exame. Em consultas rotineiras com clínico, com ginecologista, com geriatra. É um exame que os médicos sim propõem de rastreio para a população normal e assintomática. é uma forma realmente de ter quear lesões que nem se tornaram câncer e evitar o surgimento da doença. Isso é muito, muito importante. Além da colonoscopia, o exame de sangue também é é eficaz, né, nesse diagnóstico. Tem alguns outros exames também que eles são incluídos aí para chegar nesse diagnóstico mais preciso. Existe sim. Existe o sangue oculto nas feeses, o fit, que é a imunofenotipagem nas feeses. São exames que podem eh mostrar de forma não tão próxima com uma alta precisão assim o diagnóstico da doença, mas na ausência de uma colonoscopia talvez seja uma alternativa. O que permite mesmo a detecção da lesão e tratamento é a só colonoscopia mesmo. Então não dá. Se eu tenho acesso à colonoscopia, não dá para se conformar em fazer somente um sangue oculto nas feeses, por exemplo, ter uns exames mais complexos aí para chegar nessa precisão, né, Dr. Mauro. E falando sobre um pouquinho do tratamento, né, uma pessoa que ela é diagnosticada, como que ela parte pro tratamento? É realizado cirurgia, a gente vamos falar das duas situações, né? aquela pessoa que ela encontrou ali alguns tumores, mas que não são malignos, precisa da cirurgia para remover. E depois como que é feito esse acompanhamento? A partir do momento que qualquer pessoa recebe o diagnóstico de qualquer câncer, na verdade, a gente tem que fazer uma avaliação sobre o estágio daquela doença, se tá mais localizada ou se tá mais avançada, porque isso muda toda a estratégia de tratamento. Então, no estagiamento do câncer de colon, a gente faz exames para avaliar pulmão, fígado, o abdômen de forma geral. Se e nós entendermos que a doença está localizada naquele órgão aonde nasceu, no colon, mesmo que tenha algumas ínguas, alguns linfonodos próximos ali suspeitos, o tratamento ideal é cirurgia, logo de cara. E depois, olhando o resultado anatom patológico dessa cirurgia, o oncologista clínico vai determinar se existe ali algum fator de risco de ter uma recidiva daquela doença. Sendo identificado esses fatores de risco, a gente recomenda quimioterapia na prevenção da recidiva. Agora, quando a gente detecta, infelizmente, uma doença mais avançada, em que não é possível fazer uma cirurgia curativa, a gente conta com quimioterapia e cada vez mais nós temos informações do que chamamos de um painel molecular. Nós estudamos mutações do tumor que possam ser alvos de tratamento ou que venham predizer maior ou menor eficácia de alguns anticorpos, umas vacinas que nós podemos associar junto da quimioterapia, aumentando o sucesso daquele tratamento. E aí, nesse caso, falando sobre essa remoção, né, em quais casos que eh tem o risco, né, de uma metástase, em quais outros órgãos pode ser acometido também, Dr. Mauro? Os principais órgãos de risco para metástase fígado. É muito importante ter uma avaliação muito clara do fígado, ao diagnóstico, pulmão, linfonodos, que são umas ínguas do sistema linfático que nós temos e é possível avaliar isso dentro da barriga pela tomografia também. E peritônio, que é a capa que envolve os órgãos dentro da barriga. Esses são os principais sítios para onde essa doença costuma dar metástase e, portanto, é onde nós devemos procurar e ter clareza do estado atual desses órgãos. É, a gente falou sobre essa questão, né, de ser o terceiro tipo mais comum. Ainda assim, há um número eh maior assim de óbitos nesse sentido, Dr. Mauro, né? o senhor como oncologista, eh, o que que o senhor pode trazer para nós de informações mesmo com base científica sobre essa questão, embora a medicina esteja avançada, né, tenha todos esses exames para fazer esse diagnóstico precoce, mas ainda assim como sendo o terceiro tipo mais comum no Brasil e no mundo, a incidência de óbitos tem crescido também. Olha, a gente tem tido uma certo sucesso no tratamento mesmo do cenário e doença mais avançada com metástase. Os pacientes que descobrem a doença mais avançada com metástase ou que tem uma recidiva da doença, a princípio, eles são considerados incuráveis. Portanto, sim, isso tende a aumentar o óbito pela doença. Agora, com as novas tecnologias, com os novos conhecimentos, a gente tem conseguido de forma muito importante aumentar o tempo de vida dessas pessoas. Isso faz com que a incidência de morte caia um pouco quando comparo com a incidência do diagnóstico. Então é uma história assim de sucesso, mas que tem muito sim a gente ganhar mais, entender, aprender mais e ter novos tratamentos, novas tecnologias para beneficiar ainda mais as pessoas, certo? No caso, Dr. Mauro, a gente falou sobre a questão, né, da faixa etária, atinge mais homens ou mulheres ou não? Ele é realmente assim, comparando, né, com o sexo feminino e masculino, tem uma porcentagem igual. Como que é nesse sentido? Também não existe uma clara distinção entre a incidência de acordo com o gênero, tá? Então acomete tanto homens quanto mulheres. Uma questão que é muito importante ressaltar é que os homens procuram menos. os serviços de saúde fazem menos prevenção. Isso pode nos confundir em pensar que mulher tem mais câncer de colum. Na verdade, elas foram mais atrás. Elas foram atrás de diagnóstico, receberam diagnóstico, buscaram tratamentos. Isso é típico do comportamento da mulher e um pouquinho típico também, infelizmente, do comportamento do homem, que tende de forma geral a ser menos atento com autocuidado. Sim. É de fato, né? As mulheres elas têm essa tendência, né, de procurar ir mais ao médico, fazer exames preventivos, fazer aquele checkup anual e isso, né, garante mais aí esse tratamento de acordo com a doença que for diagnosticada, né, Dr. Mauro? E falando ainda sobre eh o câncer, né, a gente tem essas situações eh dos sinais, dos sintomas, mas qual que é o estágio mais avançado da doença, né, que a gente que o senhor pode caracterizar que o diagnóstico ele foi feito, mas já está aí no quadro mais avançado, como que a ah age mesmo no organismo? Como que esse paciente ele deve lidar com essa situação? E falando também na questão da saúde mental, que acaba eh trazendo também bastante, né, situações em relação a essa doença que acaba afetando também a o psicológico desse paciente, né, Dr. Mauro? Realmente pessoas com doença mais avançada, elas têm alguns riscos específicos de alguns sintomas, por exemplo, obstrução intestinal, uma dificuldade maior do intestino funcionar, pode evoluir com disfunção de alguns órgãos vitais, que é o cenário mais preocupante que a gente tem, fígado, pulmão, manifestando contenação de exames de sangue, coquerícia, tosse, falta de ar. Esses são cenários bastante dramáticos que têm uma urgência no tratamento, mas tem tratamento. Os tratamentos eles são sim eficazes, com capacidade de reverter um pouco esse quadro, trazer uma melhora muito importante na função daqueles órgãos e na qualidade de vida, prolongando a vida dessas pessoas com qualidade. E uma das coisas mais importantes de qualidade de vida no tratamento do câncer é a saúde mental. Então sim, essas pessoas elas precisam desse suporte psicológico paliativo mesmo, que é um um serviço dedicado ao cuidado dos sintomas e da promoção da qualidade de vida. Então é muito importante que as pessoas tenham um suporte psicológico, é muito fácil de entender, mas mais global até de dor, de sintomas e não recusar essa atenção, essa ajuda quando for proposto. A gente observa muitos pacientes que falam: "Não, eu tô bem, tô bem, tô lidando com a doença, eu entendi o diagnóstico, eu vou fazer tratamento direitinho, mas não é uma hora de recusar uma ajuda, porque o bem-estar ele vai além do físico, vai além do resultado dos exames, vai além de receber o tratamento e sim também ajudar a lidar com aquela situação com uma boa saúde mental. Eh, porque o senhor eh acha que tem eh relação essa questão, a gente ouve muito falar sobre essa questão, né, que a pessoa ela tá descobriu a doença, foi diagnosticada e não eh respeitar esse esse limite também, né, não querer esse atendimento psicológico, acaba também retardando um pouco o tratamento em relação ao câncer. Dr. Mauro, isso pode acontecer sim. Então as pessoas às vezes por dificuldade de lidar com o diagnóstico e com a situação, porque no fim das contas o diagnóstico ele traz muito medo, traz um sofrimento e a pessoa tem que muitas vezes fazer uma reorganização da sua rotina, da sua vida, inclusive da sua forma de pensar. Isso não é tão imediato e tão lógico assim como a gente gostaria. Então, a gente entende que essas pessoas precisam de um suporte para se reorganizar. enfrentar melhor a doença na sua reorganização de vida e ter menos sofrimento, porque o diagnóstico em si já traz um sofrimento suficiente. Eu falo com os pacientes, não precisa ter um peso a mais além do diagnóstico, além do tratamento, por recusar uma ajuda que consegue aliviar um pouquinho esse sofrimento, né? E aquela questão da reincidência que o senhor comentou, o tempo é de 5 anos, Dr. Mauro, me corrija se eu tiver errada ou não. É um uma regra, dependendo aí do tratamento e também do avanço da doença, né? Pois é, a gente tem isso. Eh, esse número ele ele é dinâmico, tá? A gente entende que após o tratamento curativo, eh, a tem algumas coisas que são recentes e que é preciso falar. O maior período de maior risco de recidiva é o primeiro ano e ali o segundo ano também. Depois de 5 se anos, esse risco cai tanto que a gente fala assim na palavra cura para essas pessoas. Agora, ano passado foi mostrado um trabalho no congresso americano, que é o principal congresso de oncologia, comprovando que as pessoas que terminaram o tratamento curativo de cirurgia e quimioterapia, fazer atividade física estruturada, com acompanhamento com personal por 3 anos, eh buscando melhoras de condicionamento físico, isso comprovadamente reduz a recidiva morte por câncer de colon e por outros tumores também, de forma que a física mostrou o mesmo poder de uma quimioterapia para prevenir essa doença, tamanho. Então, a importância que nós temos hoje pra atividade física após, durante e após tratamento. Perfeito. E muita gente, como a gente estava falando sobre essa questão da saúde mental, né, que acaba englobando também os familiares e acredito que eles ficam pensando nisso, né, nesse tempo de cura. Eh, nossa, eh, até quando eu vou ter que ficar fazer o tratamento? Quando eu vou ter aquela informação que eu estou curado? Mas isso tudo acaba, eh, trazendo esses benefícios da atividade física, né, que não é porque tenha doença que não pode fazer, muito pelo contrário, é recomendado mesmo, né, Dr. Mauro? é recomendado e é uma ótima oportunidade para fazer uma mudança radical em estilos de vida de toda a família, de todos os cuidadores, como você bem colocou, não só daquele paciente. A família às vezes, quem cuida quer ajudar de alguma forma, na forma que pode e geralmente é da comida, né? Oferecer comida e mas tem que ter um certo cuidado aqui de não ser radical nas proibições que a pessoa passa a querer fazer uma dieta divina, de repente é livre de qualquer açúcar, de temperos. cozinhar só em casa não é bem assim. mais importante do que só alimentação é atividade física e dá todo o suporte eh psicológico que a pessoa precisa, eh de injeções de ânimo. Sim, as frases que são frases de são de efeito real para esses pacientes, pacientes precisam ouvir que aquela fase aquelas frases de estímulo, de apoio, isso faz bastante diferença na vida dos pacientes. E Dr. falando em frase, né, antigamente assim as pessoas não falavam muito, né, sobre o câncer, elas tinham até medo, eu conheço pessoas que tinham até medo da palavra câncer, né, assustava muito isso antigamente, hoje tem se falado mais, tem as campanhas, né, porque a gente precisa realmente falar, abordar sobre os temas e mais do que isso, trazer todo o conhecimento, as informações e mostrar que tem tratamento, que tem cura e que a medicina está aí. Então, é preciso sim falar mais sobre a doença, né? É preciso falar, jogar luz sobre essa doença. Primeiro que tem tratamento, seja qual for o cenário do paciente, doença localizada ou mais avançada. Segundo que é uma doença prevenível, a gente consegue modificar fatores de risco que levam a formação do tumor, como hábitos de vida, de dieta, sedentarismo e assim por diante, e conseguimos prevenir com um exame que além do diagnóstico trata lesões muito iniciais, prevenindo, com certeza a morte por essa doença. Então, nós que estamos no mês agora, então azul marinho, queria que o senhor deixasse, né, sua eh recomendação, a suas orientações enquanto oncologista, eh falar mesmo dessa importância, né, não frisando somente um mês, mas é que as campanhas estão aí, a gente precisa reforçar, mas da importância mesmo desse checap, né, Dr. das pessoas irem mais ao médico, eh, reconhecer os sinais, os sintomas, prestar atenção mais no nosso, na resposta do nosso corpo, né? Sim. Acho que o recado, o grande recado desses, desses momentos de conscientização é o quão vale a pena o investimento em saúde, na vida da pessoa mesmo. Então, não só para ter uma modificação mais favorável dos seus hábitos de vida, de autocuidado, observar sinais, sintomas, na dúvida, procurar assistência médica e, principalmente, fazer a colonoscopia no câncer de colum. É, no caso do câncer de column, que é um exame mais uma vez que não é só diagnóstico, ele é preventivo mesmo. Ele trata as lesões antes daquilo da dor de cabeça no futuro. Muito obrigada, Dr. Mauro, pela sua participação aqui no Saúde à Vida e trazer, compartilhar todo o seu conhecimento e mostrar realmente a importância, né, dessa do diagnóstico e mais do que isso, levando essas informações desse tema bastante relevante aqui pro nosso programa. Quero agradecer novamente a sua participação. Eu que agradeço. É uma honra, um prazer falar daquilo que eu gosto do que eu julgo bastante importante mesmo. Investir na saúde, investir no autocuidado, é cuidar bem da vida da quama. Tá certo? Muito obrigada, Dr. Mauro. Bom, o programa Saúde é Vida fica por aqui. Você acompanha a programação da TV Câmara Campinas e eu te espero na próxima edição. Até lá. เฮ เ