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Olá, começa agora mais uma edição do Saúde à Vida para você aqui na programação da TV Câmara Campinas. Hoje vamos falar sobre Fevereiro Roxo, campanha nacional de conscientização sobre doenças crônicas sem cura, com o objetivo de incentivar o tratamento adequado para melhorar a qualidade de vida e a importância do diagnóstico precoce. Vamos entender sobre lupos e fibromialgia, que são doenças reumáticas. Isso a gente vai conversar com o Dr. Rafael Navarret, coordenador da Comissão de Dor da Sociedade Brasileira de Reumatologia, que já está conectado aqui conosco. Seja muito bem-vindo, Dr. Rafael. Obrigado, Cassiane, e um obrigado todo especial a quem estará nos assistindo. Perfeito, Dr. Rafael, pra gente iniciar então esse bate-papo, né? Vamos entender quais as diferenças e também as semelhanças, né, dessas duas doenças. Para iniciar, então, o que é o lupus? Bom, o lupus é uma é o protótipo de uma doença autoimune. Por que que ele é o protótipo? que ele é o melhor exemplo dentro da nossa área de uma doença eh autoimune, no caso, aonde o sistema imunológico da pessoa ataca eh um tecido saudável, um órgão saudável, ou seja, é uma doença onde há muita produção de alto anticorpos que vão agir em vários órgãos da pessoa, muitas vezes ao mesmo tempo com alto risco de morbidade e às vezes até de mortalidade. Quais são os fatores de risco, Dr. Rafael, e os principais sintomas do lupus? É importante dizer que o lupus é uma doença que acomete principalmente mulheres jovens, mulheres em idade fértil, né? E daí que um dos fatores de risco, um dos gatilhos importantes é exatamente os fatores hormonais. Então, há realmente um um papel muito importante, uma influência do estrógeno eh na participação disso. Além dele, além dos fatores hormonais, eh fatores ambientais, por exemplo, o raio ultravioleta, né? O sol ele também ataca a pele dos pacientes de forma com que ele como se fosse uma causasse uma uma lesão num tecido saudável da pele, fazendo com que essa pele entre em atividade e apareça inúmeras lesões, inúmeras manifestações cutâneas da doença, que muitas vezes é o que abre o quadro ao lado das manifestações articulares, que são as dores, às vezes acompanhada de inchaço articular, Mas esse esse esse binômio eh dor articular, o envolvimento articular, envolvimento cutâneo, é muitas vezes é o que abre o quadro. Mas como eu disse lá atrás, há também eh alguns outros eh algumas outras manifestações que nos preocupam muito, por exemplo, quando atinge o sistema nervoso central, quando atinge o rim, quando atinge, por exemplo, a o coração ou mesmo os pulmões. Então isso faz com que o paciente entre num estado de vigilância permanente. E a daí, Ciana, é muito importante, então, nessa hora da gente poder fazer um diagnóstico precoce nesses pacientes, porque como o quadro é é multi aparece e multissistêmico, muitas vezes o paciente ele procura aquela especialidade que tá mais sendo acometida e muitas vezes tudo gira em torno de uma doença única que é o lupus. Então é importante quem tá está nos assistindo que entenda que doeu a junta, inchou a junta, teve lesão de pele, teve fotosensibilidade, ou seja, sai no sol o rostinho, a pele, a região do pescoço, fica muito vermelho, né? E que às vezes dê falta de ar, que incha pernas, que urine pouco, que tenha uma pressão alta, eh, do nada assim, pessoas jovens. Então, que procure um reumatologista, porque pode estar diante dessa doença chamada lupos eritematoso sistêmico. Sistêmico porque, como eu disse, pega vários órgãos eh eh ao mesmo tempo ou de forma migratória, por exemplo. Perfeito, Dr. Rafael. E como que é feito então esse primeiro diagnóstico? Quais são os exames, né, para esse paciente? E como que é feito também o tratamento, medicamento, né, as medicações, o que esse paciente ele pode fazer para melhorar a qualidade de vida, como que funciona a a vida mesmo e o organismo desse paciente que foi diagnosticado com lucos. É, o diagnóstico eh o ideal é que ele seja precoce, né? Então, a a reumatologistas em eh localizados em hospitais universitários, a reumatologistas que trabalham pelo SUS, a reumatologistas que têm eh consultórios privados. Então, esses pacientes podem e devem procurar um reumatologista para que se faça um diagnóstico precoce eh baseado nesses sintomas que eu citei anteriormente, né? É importante que quem está nos assistindo esteja alerta para esses sintomas, uma febre muitas vezes inexplicável, uma perda de peso que não tem assim um motivo muito plausível para ela, né? Essa falta de ar, eh, inchando as pernas, às vezes uma hipertensão, uma pressão arterial alta, eh, em pessoas jovens, né? Então, isso faz com que essas pessoas devam estar alertas e no sentido de procurar. Então, a primeira coisa é um diagnóstico precoce. Feito esse diagnóstico precoce, nós vamos correr através a após a clínica, fazer os exames complementares que vão eh confirmar ou afastar essa doença, né? E aí a gente tem uma série de exames laboratoriais e de imagem que vão nos ajudar a a dizer: "Olha, você está com lupos ou você não tem lupos". Então, esses exames complementares e eles vão nos ajudar muito, porque tudo isso, Cane, vai nos ajudar a fazer um melhor tratamento, que como eu te disse é uma doença que tem um grande risco de uma de morbidade e até de mortalidade. Você já pensou numa mulher jovem ou um jovem eh perder sua vida por causa de uma doença que a gente sabe que tem tratamento, né? pode não ter cura, mas tem tratamento, principalmente nessas fases eh precoces. E o tratamento ele vai depender do grau de envolvimento do paciente, dependendo do órgão acometido, dependendo do momento eh que está sendo eh que está envolvido o paciente. Então, a gente tem inúmeras medicações, várias armas terapêuticas que vão eh obviamente tratar e ajudar a bloquear a evolução dessa doença. E esse tratamento também, né, Dr. Rafael, ele tende a diminuir as dores, né, como foi mencionado, depende do grau que esse paciente está. Então tem toda uma uma questão também de de terapia, né, medicamentos terapêuticos e também a parte mental desse paciente, né, que acaba também acometendo bastante, talvez, a saúde mental desse paciente, né, achando que ele não vai poder ter uma qualidade de vida melhor. De repente esse paciente ele que ele trabalha, ele não consegue mais trabalhar por conta das dores, então envolve várias questões, né? Correto? você tá, você tá falou tudo. A questão eh psicológica, ela é muito importante também ser acompanhada. E aí eu chamo atenção para que o colega reumatologista, o médico que está acompanhando essa paciente ou esse paciente, envolva a família dele. É muito importante que a família esteja presente e entenda eh o real o real o que que aconteceu com o paciente, por que ele está desse jeito. E é muito importante que essas pessoas próximas ao paciente, é, principalmente então seus familiares, deem apoio, deem apoio, deem suporte, procurem e é importante que a gente conte para esses pacientes o que que é a doença. E o paciente também, ele tem que saber o que que tá acontecendo com ele, porque a partir daí ele melhora. Se você tem um apoio, né, dentro de casa, já é ali um grande caminho andado para uma melhora, depois com o tratamento feito em si, né? Então, é importante esse apoio, essa essa ajuda das pessoas, eh, explicando, orientando, educando e colocando os os familiares, envolver esses familiares a favor do paciente. Perfeito, Dr. Rafael. Eh, vou voltar só um pouquinho em relação à questão que atinge, né, principalmente aí o público feminino. E tem risco para essa mulher, se ela quiser engravidar, tem risco durante a gravidez, como que funciona no organismo da mulher? Precisa ter cuidados especiais? É, vai depender do grau de envolvimento ou do órgão acometido. Se é uma paciente que ainda está em franca atividade da doença, tem um envolvimento renal importante, tem às vezes uma manifestação do sistema nervoso central, às vezes eh crises convulsivas, às vezes psicoses, às vezes delírios, que é uma paciente que tá vendo, que tá com alguma tipo de complicação, eh, se oriente que não que não engravide. Se for um lupus leve, um quadro apenas cutâneo articular e for realmente um desejo imenso do casal, a gente muitas vezes apoia, mas acompanha. Em todos os casos, ao acompanhamento. Normalmente na gestação, o quadro do lupus ele tende a a diminuir a exercebação para que depois no porper, ou seja, depois que a pessoa ganhe nenê, ele muitas vezes até piora, mas durante a gestação, por falta eh da produção do estrogênio, em alguns casos, a o lupus ele ele ele fica controlado. Mas repito, pra mulher engravidar ou planejar essa gravidez, o médico tem que est acordo e tem que ver principalmente o controle da sua doença, porque senão pode correr risco realmente de acontecer alguns abortos. E a gente vê e tem casos de abortos de repetição, muitas vezes por participação de outro mecanismo de ação, mas também por atividade da doença. Então realmente é uma situação, né, delicada que precisa assim de acompanhamento, principalmente justamente por isso, né, Dr. Rafael, que necessita desse diagnóstico precoce, né, para poder saber aí o grau da doença e fazer o tratamento adequado. Perfeito. Agora a gente vai entrar nessa questão então da fibromialgia, né? Falar um pouquinho sobre também essa condição. Eh, ela é considerada uma das condições mais prevalentes, né, se tratando aqui de Brasil, Dr. Rafael, ela é prevalente no mundo, né? no Brasil não é diferente. Perfeito. Eh, há trabalhos que que colocam a sua incidência, a sua prevalência entre 3 a 5% da população. Ou seja, é muita gente que tem fibromialgia, né? E muitas vezes passa despercebido esse diagnóstico. E isso é importante porque muitas pessoas às vezes têm fibromialgia e não sabem que tem, né? Então é importante agora para essa questão da lei, com tudo que que está se falando sobre a fibromialgia, eh a imprensa eh nos ajudando a divulgar o que vem a fibromialgia e maior número de pacientes que têm esses sintomas, que eles possam então eh ter um diagnóstico correto, né, preciso e a partir daí fazer o seu tratamento eh em seguida, né? E, Dr. Rafael, qual o que é a fibromialgia, né? Como que age no organismo? Tem alguma semelhança com lupos? Tem alguns sintomas, alguns sinais que são parecidos? Não, elas ela ela não tem semelhança com lupos, mas pacientes lúpicos podem ter fibromialgia também, né? Então, é uma associação que a gente vê, porque a fibromialgia muitas vezes ela está presente isoladamente, a pessoa só tem fibromialgia, mas em outras situações as pessoas também podem ter outras manifestações, outras doenças reumatológicas associadas ou não reumatológicas. Então, a fibromialgia ela pode estar presente numa série de outras doenças, numa série de outras condições crônicas principalmente, né? Mas a a fibromialgia ela é uma síndrome, quer dizer, um conjunto de inúmeros sintomas caracterizados principalmente por uma dor generalizada, ou seja, uma dor no corpo todo e que costuma vir acompanhado de um cansaço eh eh frequente, o que nós chamamos de fadiga. Eh, também associado a alterações eh do sono. As pessoas às vezes têm dificuldade para pegar no sono ou tem dificuldade para manter o sono ou mesmo essas pessoas elas dormem, mas tem aquele sono muito leve. E todas essas situações fazem com que o paciente acorde cansado e ele diz pra gente assim: "Doutor, parece que eu não dormi à noite", né? E durante o dia ele fica eh extenuado, vamos assim dizer, né? principalmente ao final do dia. E isso faz com que e essas manifestações muitas vezes contribuam contribuam eh para que ele tenha uma uma alteração eh de memória, de concentração, de fala, né, que pela exatamente por conta da dor crônica e da alteração do sono, né, e metade dos pacientes, em torno de 50% então dos pacientes vem associado, além de tudo isso, como ansiedade e depressão. Então você veja, é um bojo de uma doença realmente muito importante. Eh, a dor por ser por ser um um sintoma subjetivo, não quer dizer que ela não seja explicável, né? Então a gente consegue explicar essa dor e acreditar no paciente. Isso é muito importante, a que o médico acredite nas queixas do paciente e que a gente está ali, o reumatologista para ajudar esse paciente. E, e, e, e essa lei, ela veio, exatamente, a lei veio para para alertar todos e, e fazer com que esse paciente saia da invisibilidade e entre realmente no quadro real, que é o que a gente sempre disse e a gente sempre fala para os nossos pacientes e para todos da fibromialgia, que é uma uma doença real, verdadeira, e que essas pessoas realmente elas sofrem bastante. E a gente está aqui para ajudar essas pessoas, o reumatologista, eh, outras especialidades também, mas principalmente o reumatologista, que é quem mais estuda a fibromialgia. Perfeito. Então, Dr. Rafael, diante, né, dessas suas informações, é um pouco mais difícil, então, esse diagnóstico, né, eh, desta desta condição, desta síndrome, uma vez que os pacientes eles se queixam. Então, é como se eh é como se fosse um mapeamento, né? Vocês precisam ouvir então esse paciente, o saber do histórico dele para se chegar nesse diagnóstico então desta condição, porque é um pouco mais difícil essa esse diagnóstico, correto? Apesar de muito falada, Casne, eu não acho que é um diagnóstico tão simples de fazer, mas nós temos critérios diagnósticos pelo Colégio Americano de Reumatologia que nos ajuda a preencher os dados, os itens que nos ajudam a chegar ao diagnóstico de fibromialgia. Mas eh esses pacientes eles realmente eles eles eles sofrem, eles têm muita dificuldade, né? E isso faz com que eh muitas vezes eles sejam até não reconhecidos pelos próprios familiares, porque vai num médico, vai no outro e e faz os exames. E é importante a gente dizer que a grande maioria ou todos os exames é complementares para a fibromialgia primária todos são normais. Então, muitas vezes o o parente, a pessoa que convive com aquela pessoa com fibromialgia acha que ela possa tá assimando ou que ela não tem aquilo. E na verdade ela tem. Então, não é o exame que vai me dizer que tem fibromialgia, é um diagnóstico essencialmente clínico, né, que a gente se baseia nesses critérios e na nossa percepção, na experiência do que o reumatologista tem no dia a dia de atender esses pacientes. E na questão do tratamento, Dr. Rafael, como que é realizado, né? Também falando sobre as medicações, tem essa nova diretriz. Queria que também explicasse, né, eh, por que foi pensado essas novas diretrizes aí com base na lei também em relação a esse tratamento. É, o tratamento ele envolve medidas não farmacológicas e farmacológicas. O tratamento não farmacológico, ele é eh ele é ele é vários estudos eh evidenciam a o sucesso do tratamento não farmacológico, principalmente a atividade física. Então, a atividade física, ela aeróbica, mas pode ser também anaeróbica, as duas em associação é o ideal de acordo com a capacidade, com a característica de cada pessoa. Eu não vou chagar para você e dizer assim: "Casso, vai andar uma hora, vai correr, vai fazer uma hora de academia". Cada caso é um caso. Você tem que analisar a pessoa como um todo, começar devagar e sempre e fazer com que essa pessoa se adapte à atividade física. Isso é provado que ela melhora a dor, ela melhora o sono, ela memora, ela melhora o emocional da pessoa. Associado à atividade física, existe também algum apoio psicológico através da terapia cognitivo comportamental. Então, muitos pacientes fazem essa terapia que visa mudar nele, fazer com que ele entenda melhor os problemas que ele está passando, porque muitas vezes esse paciente tem uma ideia errada dos seus problemas, no caso da fibromialgia. Então, a terapia cognitivo comportamental tem as suas técnicas que faz com que esse paciente eh mude o seu entendimento e faça também com que ele melhore eh na nessa questão da dor, da fadiga, do sono, etc. E tem os tratamentos farmacológicos que vão agir na dor, vão agir nas vias que causam a dor e na via de resposta da dor, que nesses pacientes está com defeito. Então, o remédio ele visa estimular essa via eh inibitória de dor e inibir e segurar a via excitatória de dor. Então, há medicamentos para isso. Mas é uma doença, é uma síndrome cênica, ela não tem cura, mas ela tem tratamento, ela tem acompanhamento. O paciente fazendo o tratamento eh não farmacológico, farmacológico, ele melhora. Agora, tem pacientes que mesmo fazendo tudo isso, não melhora. Éonde esse paciente pode se beneficiar através da lei, né? Porque não é todo mundo que tem fibromialgia que é deficiente, mas a lei ela veio para ajudar através dessa avaliação eh chamada biopsicossocial, ou seja, aonde não vai somente olhar a doença da pessoa, mas vai olhar o que que a pessoa sente, a sua dor, o impacto emocional, né? ela vai ela vai avaliar o paciente as suas funções como um todo, vai analisar essa questão psicológica dele, a questão social, aonde ele vive, eh a como é que é o relacionamento dele com seus familiares. Então isso isso é muito bom, isso é um ganho para esses pacientes e e a gente tá muito de acordo com com tudo isso que tá acontecendo. Perfeito, Dr. Rafael. Exatamente, porque essa lei ela vem justamente para isso, né? Para ter um outro olhar aí diante desse cenário. Muitos pacientes, como já foi mencionado, eles têm uma dor, mas eles não procuram saber, porque não é normal sentir dor, né, Dra. Rafael, tem que ter essa investigação, porque a gente precisa eh eh estar atento, né, aos sinais que o nosso corpo, nosso organismo, ele nos dá, né? A gente tem que ficar ligado mesmo em relação a isso, porque sentir dor não é normal. Tem que investigar justamente para ter esse diagnóstico e fazer o tratamento adequado. No caso da pessoa com lupos, que eh o doutor mencionou que quem tem lupos pode, né, ser acometido aí com essa condição também, né, da fibromialgia. O tratamento ele eh essa pessoa ela tem que fazer o tratamento então nos dois casos para lupos e para fibromialgia nesses dois sentidos, né? Correto. Não não pode deixar de tratar o lupus. O lupus é uma doença que se não tratar pode causar umas séries sérias complicações, né? E se esse paciente com lupos também tem fibromialgia, há que se trate as duas as duas situações, as duas as duas doenças, né? Então nós não podemos só tratar uma e deixar outra, né? Então isso faz com que esse paciente melhore. A fibromialgia ela é uma condição real, ela é verdadeira. Então, a gente tem que valorizar esses pacientes e fazer com que eles entendam o seu problema, que sua família eh participe junto eh todos esses aspectos, eh que acredite no paciente para que ele tenha sucesso no tratamento, né? A lei eh 15.176 176, que começou a vigorar agora a partir de janeiro desse ano, ela ela faz essa avaliação biopsicossocial. Então, médicos, psicólogos, algumas exterapeutas ocupacionais, nutricionistas vão avaliar. E o mais bacana dessa lei é que o SUS ele eh ele a lei ela ela serve para que o SUS eh acolha esses pacientes que não têm condições de ter um plano de saúde ou fazer uma consulta particular. Então, o SUS ele vai ter um atendimento também multidisciplinar por por essas especialidades que eu citei aqui. Eh, eles vão fazer com que haja essa orientação para os pacientes, que vão orientar os pacientes ao melhor tratamento, a melhor conduta e vão fazer uma também uma uma forma de que esse paciente volte, se reintegre ao trabalho, né? que ele possa, em alguns casos, voltar ao trabalho. Isso é muito importante para ele se sentir útil, porque muitas vezes acomete pessoas jovens. Você já pensou a gente perder um paciente jovem que esteja aposentado ou que esteja recebendo auxílio por conta da dor, que não consiga trabalhar? Isso é muito triste, isso é muito ruim. Então o SUS também ele vai ter uma participação e a lei fala sobre isso, sobre a participação do SUS, eh, o Sistema Único de Saúde, que vai também nos ajudar a a tratar, a esclarecer sobre essas doenças ou essa doença no caso da fibromialgia. Perfeito, Dr. Rafael. Então, falando sobre, né, essa questão de ter, né, qualidade de vida, principalmente, é um combo, né, tratar a condição, tratar a doença, né, a síndrome, não tem cura, mas tem tratamento. E é importante ressaltar essas informações do Sistema Único de Saúde, né, que já tem todas essas informações de fácil acesso aí paraa população. Agora a gente fala sobre, né, eh, o mês, né, que que a gente vai falar sobre essa conscientização, né, fevereiro roxo, que entra na questão de orientar e informar as pessoas sobre as doenças que ao mesmo tempo elas estão aí, são reais, mas são pouco faladas. Então, é essa a mensagem, né? Queria que o Dr. Rafael deixasse aqui também, né, um parecer em relação à mensagem que fica dessa conscientização e mais do que tratar a doença, ter esse apoio psicológico também, né, que o Sistema Único de Saúde também tem o todos os setores, né, os profissionais aí que estão disponíveis para acolher esse paciente, né, dar apoio a esse paciente e também à família, né, Dr. Rafael. Exato. Eu cumprimento antes de mais navs da TV Câmara de Campinas por essa essa oportunidade de se divulgue esse o fevereiro roxo, mas é importante que o fevereiro roxo ele se estenda por todos os meses do ano, porque eu sei que cada mês existe uma uma ênfase em alguma outra doença, mas no caso nosso, que são doenças muito importantes, doenças que têm que ser diagnosticadas preco precocemente e que esse fevereiro roxo, entre aspas, viu, Cassiane, ele ele perdure por todo o ano, né? E e que essas pessoas procurem um reumatologista de confiança que vá até eles, porque, como você bem colocou, a dor é um sinal de alerta, né? Então, assim, tem que tem que saber o porquê dessa dor, né? aí a melhor maneira de tratar esses pacientes. Então é isso que o papel do reumatologista ao lado do paciente, sempre ajudando, sempre esclarecendo, sempre eh aglutinando, promovendo a união entre o médico e o e o paciente. Isso é isso é muito importante. A fibromialgia era uma doença que tinha essa invisibilidade e que hoje ela tá se tornando mais visível. Eh, isso é muito importante, ela é real, ela é verdadeira. Então, que esses pacientes acreditem eh no seu reumatologista, que procure o reumatologista para que ele tenha um melhor, uma melhor conduta, um melhor tratamento e a mesma coisa para o luco, que é uma doença que realmente nos preocupa também com a fibromialgia bastante, mas que tem um alto grau de morbidade e alguns casos, infelizmente, até de mortalidade. Então, o esclarecimento e a oportunidade que vocês estão nos dando é muito importante. Eu, em nome da Sociedade Brasileira de Reumatologia, do nosso presidente, Dr. Zé Eduardo Martinez, eu quero agradecer essa oportunidade de estar aqui com vocês e sempre nos colocando à disposição quando necessário e quando chamamos. Perfeito, Dr. Rafael. Então, vamos ressaltar, né, a importância do diagnóstico precoce, a importância de da gente conhecer o nosso corpo, sentir o dor é um sinal de alerta. procurar o responsável, né, um profissional de saúde e fazer o tratamento certo, né, não parar o tratamento, né? Eh, o senhor já deve ter visto, né, eh, vários pacientes também que eles ficam desgostosos nesse sentido de sentir dor, saber que não tem cura, mas tem o tratamento, mas o psicológico fica abalado e interromper o tratamento, né? É importante ressaltar a importância de se fazer esse tratamento adequadamente, mesmo que a longo prazo, né? Porque é isso que acontece, né, Dr. Rafael? Não pode parar. Sim, sim. É um tratamento pra vida toda. Aí eu brinco com os pacientes, ó, você casou comigo, tá? Eu vou falar paraa minha mulher que eu tenho várias pacientes que estão casadas comigo e assim com todos os reumatologistas, porque se você tem uma doença crônica, o acompanhamento e o tratamento é crônico, né? E a adesão ao tratamento ele é ele é fundamental. E você fazer com que o paciente eh tenha essa adesão é uma arte. Então você essa essa esse relação médico paciente, ela é muito importante o paciente sentir segurança com médico que está acompanhando, que o está assistindo, né? Isso é isso é isso é isso é fundamental. E repito, envolver a família das pessoas, elas têm que estar presentes, porque se ela estiver presente, o paciente se sentir com apoio de lá e o apoio de cá, esse paciente, ele tem uma grande chance de ter um sucesso no seu tratamento. Mas repito, acompanhando, fazendo consultas periódicas, sabendo como é que está, porque por f pelo fato de não ter cura, é uma doença que pode ter momentos de piora, de melhora, e aonde a gente tem que estar exatamente em todos esses momentos junto do paciente, na sua alegria, na sua tristeza, na sua angústia, na sua felicidade. E é assim, doença crônica, a adesão do tratamento, ela é fundamental e você colocou muito bem aí eh nas suas palavras. Muito obrigada, Dr. Rafael. Foi uma satisfação recebê-lo aqui no programa. Nós estamos muito gratos, né, com a sua participação e também compartilhar aí toda a sua experiência aqui conosco. Muito obrigada. Eu que agradeço. Mais uma vez estamos à disposição em nome da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Muito obrigada. Bom, o programa A Saúde e a Vida fica por aqui. Espero que você tenha gostado. Obrigada pela sua companhia, pela sua audiência. Te espero na próxima edição. Continue acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Até mais.