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Saúde é Vida | Alimentação e saúde mental: como o intestino influencia emoções
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Saúde é Vida | Alimentação e saúde mental: como o intestino influencia emoções

167 views Publicado 25/01/2026 HD · 35:14

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O Saúde à Vida começa mais uma edição trazendo um tema urgente e cada vez mais necessário: saúde mental 🧠💙. Dentro da campanha Janeiro Branco, o programa convida você a refletir sobre autocuidado, hábitos de vida e escolhas diárias que impactam diretamente o equilíbrio emocional. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 1 em cada 4 pessoas terá ou já teve algum transtorno mental ao longo da vida. Mas o episódio de hoje vai além dos diagnósticos tradicionais, como ansiedade, depressão, síndrome do pânico e transtornos de humor, e aprofunda um ponto ainda pouco discutido: a relação entre alimentação e saúde mental 🥗🧠. Para falar sobre esse tema, o programa recebe a nutricionista holística Jhenevieve Cruvinel, que explica de forma clara e acessível como funciona o eixo intestino-cérebro, a produção de serotonina, o impacto dos ultraprocessados, do excesso de açúcar, do álcool e das toxinas alimentares no funcionamento do cérebro e das emoções. Durante a conversa, você vai entender: ✔️ Como a alimentação influencia diretamente o humor e a cognição ✔️ Por que o intestino é fundamental para a saúde mental ✔️ A diferença entre alimento e produto ultraprocessado ✔️ Quando sintomas emocionais podem ter origem orgânica ✔️ O que é compulsão alimentar e o que não é ✔️ Como hábitos simples podem melhorar ansiedade, estresse e qualidade de vida ✔️ Quais alimentos favorecem o bem-estar emocional e hormonal 🍎🥦 A especialista também reforça que saúde mental não se constrói apenas com medicação, mas com um conjunto de fatores: alimentação adequada, rotina equilibrada, sono de qualidade, manejo do estresse, movimento corporal e cuidado emocional. O episódio traz ainda orientações práticas e acessíveis para o dia a dia, mostrando que cuidar da saúde não precisa ser caro ou complicado, e que pequenas mudanças podem gerar grandes transformações ao longo do tempo. 💬 Assista até o final e reflita: 👉 Como estão seus hábitos alimentares? 👉 Você já percebeu como a comida influencia seu humor? Curta, compartilhe e deixe seu comentário. Sua participação fortalece a informação de qualidade e ajuda a ampliar o debate sobre saúde mental 💙. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] [música] começa agora mais uma edição do programa Saúde à Vida, que aborda temas de saúde com profissionais da área, como prevenção de doenças e campanhas. Hoje o destaque é sobre saúde mental. Janeiro branco é o mês destinado para essa campanha nacional criada em 2014, que convida para uma reflexão e ao cuidado com a saúde mental, colocando de fato como prioridade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, um a cada quatro indivíduos sofre ou sofrerá de um transtorno mental durante a vida. Mais do que falar sobre as doenças, como ansiedade, síndrome do pânico, depressão, transtornos de humor, o Janeiro Branco propõe um olhar consciente para os hábitos, escolhas e estilos de vida que sustentam ou fragilizam o equilíbrio emocional ao longo do tempo. E a alimentação saudável pode ter um impacto positivo na saúde mental. Esse é o tema central do programa de hoje. Sobre isso, então, vamos conversar com a nutricionista Jenny Viev Cruvinel, que já está aqui conectada conosco. Olá, doutora, muito obrigada pela sua participação. Seja muito bem-vinda aqui no Saúde à Vida. Ah, é um prazer estar aqui com vocês e é bem importante esse tema, né? Saúde mental ainda é um tabu e a correlação entre a saúde e os hábitos de vida. Então é algo muito desconhecido, assim, as pessoas acreditam que a saúde mental tem mais correlação com a genética, com alguma fator que não seja eh possível de ser modificado e não entendem que a os nossos hábitos, as nossas interações, os nossos comportamentos t tudo a ver aí com as questões de saúde mental. Exatamente, doutora. E é esse realmente o tema, né, principal aqui do nosso bate-papo, falar um pouquinho sobre a questão da alimentação, porque pouco se fala sobre a relação da alimentação com a saúde mental. Então, pra gente iniciar, queria que a doutora falasse sobre isso, né? Qual que é o papel principal, crucial aí da alimentação com a saúde mental? Algo que a gente chama na ciência de eixo intestino cérebro. E, por exemplo, a serotonina é produzida no intestino. Então, para que você tenha aí uma regulação neural saudável, uma regulação hormonal saudável, as células do intestino, a função do intestino tem que tá eh muito em dia, muito funcionante, de forma equilibrada. E para isso a gente precisa de uma alimentação saudável, né? Eh, engraçado que as pessoas acabam buscando alimentação pelo viés estético, pelo viés do benefício do corpo aí agora do verão, por uma busca mais relacionada à imagem, sem ter a nítida percepção que pro nosso sistema orgânico funcionar todos os nossos órgãos, a gente precisa de nutrientes, né? Ele pouco tem a ver com o tamanho da do peso ou o tamanho na balança. Eh, tem a ver com o tanto que você tem de nutrientes, massa muscular, para que o seu cérebro possa desempenhar as funções de maneira equilibrada. Então, por exemplo, a gente tem aí hoje diversos estudos comprovando consumo de ultraprocessados como eh pré-disponentes para Alzheimer, para doenças de demência, para ansiedade, para sintomas que simulam, por exemplo, o TDH. muitas pessoas acabam achando que tem TDH, eh, até mesmo buscando diagnóstico. E se for tratado só de forma isolada os sintomas, parece que realmente é um TDH, mas eh é a intoxicação orgânica, gerando todos esses sintomas, que é a falta de cognição, memória, rapidez, capacidade de linkcar informações, vem uma distração, uma abstração, uma dificuldade de estudar, de aprender. Imagina isso, por exemplo, para as crianças, né? se alimentando super mal. Aí tem aquelas dificuldades todas na escola, sentindo como se isso fosse algo consigo. E na verdade é o desequilíbrio da flora intestinal que gera o desequilíbrio dos neuroquímicos, os desequilíbrios hormonais e a partir disso nenhum órgão funciona bem. Mas o nosso cérebro ele é muito sensível a toxinas, a excesso de açúcares, eh a álcool. Então a gente tem aí perda de várias funções e acredita que tá com ansiedade, acredita que tá com várias questões emocionais quando na verdade boa parte disso tem fundo orgânico, né? Perfeita colocação mesmo, né, doutora, falando um pouquinho sobre essa questão mesmo dessa relação da alimentação. Então você acredita, né, vários pacientes devem já ter procurado, né, com vários sintomas. Você acha que essa alimentação, né, eh, o consumo de ultraprocessados, como você mesmo mencionou, isso acaba dificultando então o diagnóstico, né? Às vezes os pais a os responsáveis acreditam que a aquela criança e depois o adolescente na fase adulta pode ter algum tipo de transtorno, mas na verdade como você mencionou isso pode ser uma características de uma má alimentação ou consumo de alimentos aí não saudáveis. Isso faz diferença. Então, nesse diagnóstico é muito importante, antes de procurar um diagnóstico, né, seja psiquiátrico, seja médico, eh dá uma olhada nos hábitos de vida. Então, hoje as crianças, por exemplo, consomem muito suco, né? Então, é o açúcar em forma de líquido, como se você tivesse bebendo glicose líquida. Isso gera diversas descompensações que podem simular, por exemplo, a hiperatividade, piorar se a criança já tem alguma resistência insulina, o comportamento, trazer sintomas de TDH, piorar a questão do sono, diversas questões emocionais. Nós somos o que nós comemos porque o nosso corpo é mediado por químicas, por neuroquímica. Se a gente não entender esse funcionamento, essa correlação, a gente começa a achar que as questões psíquicas são uma aleatoriedade da vida. Então, fatalidade aconteceu até a questão genética, que há uma predisposição genética para alguns tipos de transtorno. Eh, esses genes só são ativados através do comportamento e através do meio em que esse indivíduo tá inserido, né? Então, esses genes podem eh ser trabalhados para entrar em remissão esses sintomas através da mudança do comportamento. Algumas crianças t uma eh hipersensibilidade a alguns tipos de alimento e isso pode também gerar diversas questões de saúde, como ansiedade, mal-estar, uma tristeza que não passa, uma uma angústia, porque a produção de serotonina fica prejudicada. Eh, então é importante investigar a alimentação, investigar se há alguma intolerância alimentar, se há alguma questão eh de deficiência de enzimática, por exemplo, na digestão, por exemplo, crianças que têm deficiência não digerem a lactose ou a caseína do leite. Questões com corante, né? Então, tudo tem corante. Alguns corantes que a gente tem no Brasil são proibidos em vários países e ainda tão sendo estudados como uma questão aqui se vão ser proibidos ou não. Eh, esse ano alguns alimentos como salgadinhos e alguns tipos de chocolates com esses corantes vão ser proibidos como uso impróprio para consumo humano. E quanto que essas crianças ou nós mesmos crescemos comendo esse tipo de coisa, tá? Isso são não são alimentos. a gente precisa separar o que é alimento do que é produto alimentar. Então, a indústria produz produtos com químicas e essas químicas simulam eh o sabor e o cheiro dos alimentos e trazem coisas viciantes que aumentam a palatibilidade desse alimento. Então fica, você sempre tem compulsão, você sempre quer comer mais, você não consegue comer um pouquinho. E isso é uma forma de, foi uma forma de produzir coisas que vendessem em larga escala, só que a gente tem visto aí desde a era da industrialização o quanto que isso afetou o mundo, né? Então, as doenças crônicas, a obesidade e os transtornos mentais hoje são uma questão de saúde pública. Exatamente. Doutora, você falou bem sobre essa questão da compulsão. Tenho até eh a gente vai falar sobre isso também e falar sobre essa situação, né, do do paciente, do indivíduo comer em excesso, né, consumir em excesso. E diversos estudos apontam que a comida ela é frequentemente usada como mecanismo aí de escape ou um refúgio também, né, para aliviar sentimentos negativos, por exemplo, como a tristeza, medo, angústia e não de fato eh uma forma assim fisiológica, né? Por que isso acontece? Quando a pessoa ela se vê numa situação de tristeza, medo, desconta na comida, né, como a gente fala popularmente. Isso tem a ver já com um transtorno, uma compulsão ou não? é mais aquela sensação mesmo de está faltando alguma coisa e eu preciso eh tentar esquecer os problemas nesse sentido de comer em excesso. É importante a gente desmistificar esse essa questão também, né? As pessoas trazem a compulsão alimentar como se fosse uma falta de vontade da pessoa não para de comer porque não quer, tá? Quando a pessoa chega ao ponto de ter compulsão alimentar, que é aquilo assim, em um momento de crise, ela vai comer tudo aquilo que ela tiver disponível sem conseguir parar. E eu, a pessoa que tem compulsão alimentar, ela não tem uma coisa assim, ah, eu só vou comer se tiver tal alimento. Ela vai comer qualquer coisa que tiver na geladeira, que tiver no armário, até ela não aguentar mais, até ela não conseguir mais engolir. Isso é uma compulsão alimentar. Muitas pessoas têm transtornos eh alimentares relacionados às emoções. Então, por exemplo, assim, ah, tá mais triste, desconta um pouquinho, tá mais ansioso, desconta um pouquinho, não é comida, isso não é compulsão alimentar, tá? É importante a gente perceber assim, desde a época que a gente estava dentro da barriga da mãe, nós somos alimentados. Quando a gente nasce, o leite é a nossa forma de regulação emocional. Então, a criança ela não mama só porque ela está com fome. Ela mama porque ela tá triste, ela mama porque ela tá animada, ela mama porque ela tem interesse estar ali, ela mama para interagir com a mãe, para receber afeto, carinho, abraço. É natural. Então esse é um comportamento de proteção do nosso sistema nervoso. É um comportamento normal, natural. O que não é natural é a gente na fase adulta permanecer com esse comportamento. Então é importante na infância a gente não reforçar a o afeto com a comida, a gente não reforçar eh questões emocionais com a comida, então brigar com a criança para comer ou então não permitir que a criança coma com a usando questões emocionais relacionadas a isso. E a gente não eh demonstrar o nosso afeto com base em alimentos. mamãe vai comprar um sorvete, papai vai comprar um biscoito, porque isso reforça dentro do nosso sistema nervoso, nosso cérebro, que a comida refere-se a amor, tá? Então, se o problema não é fome, a solução não é comida, é ouvir, é acolher. Quando a gente cresce, às vezes a gente precisa procurar um profissional para fazer uma mudança de padrão alimentar, para ter um acompanhamento terapêutico, para conseguir fazer essa modulação que não foi feita na infância, tá? Mas é um comportamento que não depende da da falta de vontade ou da falta de de capacidade do indivíduo. Se ele se torna um comportamento automático, ele acessa certas redes neurais e vira um comportamento inconsciente. Então, a pessoa não faz isso porque ela não entende. Ela não faz isso porque é um impulso eletromagnético, né? O cérebro dá aqueles impulsos, aqueles comandos e para regular aí a o cortisol, adrenalina, noradrenalina, você procura uma válvula de escape. Quantas pessoas não bebem? Quantas pessoas não fazem compras, outras pessoas têm outros válvulas de escape e a comida pode ser uma delas. É importante a gente não reforçar o comportamento, procurar um profissional para fazer uma reprogramação neural, para fazer uma terapia cognitivo comportamental, pra gente conseguir dissociar o nosso comportamento da alimentação, entender porque que a gente come, qual a motivação, para aprender a fazer escolhas mais conscientes, não proibitivas, conscientes, porque quanto mais a gente se proíbe eh de comer algo, mas a gente acessa áreas do nosso corpo que vão resistir a esse comando. a gente pode ter compulsão alimentar pela privação. Então, é horrível pensar que quantas pessoas hoje têm até compulsão alimentar porque ficaram tentando fazer dietas restritivas a absurdas para controlar um comportamento que é emocional, não tem a ver com a alimentação. Então você precisa procurar ajuda para tratar esse emocional que tá ferido ou tá condicionado a esse comportamento. É importante porque a gente percebe que a partir dos 30 anos as pessoas no nosso mundo, nem é no nosso país mais começam a ter sobrepeso. Com 40 anos a gente tem aí uma média de 10 a 20 kg a mais do peso saudável para 60 e poucos, quase 70% da população mundial. Fora as pessoas que tão em obesidade, isso tudo vai levar doenças crônicas. Então não é comer para ficar bonito esteticamente ou buscar uma questão estética. é entender que você vai ter que viver dentro desse corpo pro resto da vida. E se você tiver uma casinha bagunçada, um corpo doente, se você tiver uma doença crônica que precisar ficar tomando medicação e sendo tratado o resto da sua vida, a sua qualidade de vida vai diminuir absurdamente. Você não vai conseguir desfrutar a vida, nem o alimento, nem a companhia das pessoas que você ama. Então, comer saudável é investir em estar aqui presente bem para você e pros outros. E aí a questão estética é consequência. Quando você tá bem com a sua mente, com a sua emocional, o corpo ele segue isso. O problema tá sendo hoje as pessoas querendo usar a medicação, as restrições, eh isso piora muito os transtornos. a gente tem eh já alguns estudos comprovando que o uso de certas medicações em moda aí para emagrecer podem piorar questões de depressão, por exemplo. E hoje, né, falando sobre a questão da depressão mesmo, né, de Neviev, existem aí milhares, né, de estudos que pessoas já estão eh diagnosticadas com depressão, com ansiedade nessa vida corrida também no dia a dia. Então isso acaba também fazendo com que a pessoa ela consome mais esses produtos é ultraprocessados por conta dessa correria do dia a dia, né? Não não para para fazer uma alimentação saudável, eh compra congelados, isso tudo contribui para esses problemas mesmo de saúde mental. Você iniciou falando sobre essa questão do tratamento, né? Qual que é o primeiro passo eh para essa pessoa então eh conseguir ser diagnosticada? não só como um problema de saúde mental, porque às vezes ela realmente não tem, mas é o foco principal na alimentação. Qual que é o primeiro passo? Qual é o sintoma assim principal que ela precisa parar e falar assim: "Não, eu preciso cuidar de mim. Eu não tenho nada, não tenho nenhum tipo de transtorno, né? Qual que é esse tratamento que você também faz, né, diante dessa toda essa nutrição holística? Como que funciona na prática? É bem importante a gente pensar assim, né? Caso você já tenha sido diagnosticado e esteja tomando alguma medicação psiquiátrica, não é para parar de início, mas é para fazer um processo de revisão da sua vida. Então você é uma pessoa que já nasceu com essas características de ter ansiedade, de ter essas questões mais depressivas, qual qual que é a característica? Como que você era na infância? Qual que criança que você era? Porque eh algumas desregulações neuroquímicas e transtornos psiquiátricos, eles nascem com o indivíduo e precisam ser tratados com medicação. Alguns transtornos são adquiridos pelo comportamento, pelos hábitos, pelo estilo de vida, pelo estress. Então, quando você percebe que você foi uma criança saudável, um adolescente saudável e em determinado ponto você começou a adoecer, você já consegue perceber que você precisa de uma ajuda que vai além da medicação para que você não fique dependente disso, para que você encontre a remissão desses sintomas. muitos pacientes que chegam com um, dois diagnósticos que na verdade estavam num estilo de vida totalmente adoecedor. Se você tá num ambiente onde as suas relações te adoecem, se você tá num trabalho onde você não consegue se sentir minimamente em paz, se você eh tem relações que te desgastam constantemente, você não sabe o que são emoções, o como fazer uma gestão emocional eficiente, se você não tem recursos para cuidar de si mesmo, baixa autoestima, falta de amor próprio, onde você acha que você tem que ser a última pessoa da sua lista, não percebendo que se você for a última uma pessoa da sua lista, logo você nem vai est nessa lista, não vai est dando para cuidar de outra pessoa, porque a saúde vai te parar. Então, a gente tem que estabelecer objetivos simples para essas mudanças. Quando o paciente chega, a vida toda tá bagunçada, todos os setores. Não tem um que esteja andando assim, um que algum está engateando, mas todos os setores da vida tá bagunçado. Então, a gente traça junto com o paciente eh mudanças efetivas, eficazes, realistas. passo a passo de de melhor em todas as áreas da vida para que ele comece a encontrar de novo a autoconfiança, autoestima, a capacidade que ele perdeu de gerenciar tudo isso. Porque o stress é isso, né? O estress crônico te tira a capacidade de gerenciamento a ponto de você se sentir incapaz. E ninguém é incapaz. você só não tá conseguindo gerenciar os seus recursos, eh, gerenciar suas emoções, melhorar sua comunicação, a sua gestão ao seu redor e aí o mundo acaba te sucumbindo aí. Mas é importante, a gente traça junto com o paciente mudanças por área de vida. Então, a gente vai traçar em relação aos relacionamentos, como que pode ser melhorado, trabalhar comunicação, autopercepção, gestão de si mesmo, gestão emocional e aí a alimentação, porque não adianta nada querer mudar a alimentação. A gente tem inclusive pacientes que chegam com vigoroxia super saudáveis, comem tudo saudável e estão com os mesmos problemas de quem come tudo errado, porque a nossa regulação hormonal e química é dependente da qualidade dos nossos pensamentos. é dependente da qualidade da nossa experiência de vida. Então, se há uma experiência de vida que veio de traumas, por exemplo, na infância, traumas de relacionamento, eh muita questão de medo e ansiedade, uma hora isso vai se transformar num transtorno psíquico. Então, a gente precisa fazer um mapeamento. Eu falo que é um raio X, a gente avalia todas as áreas, o histórico de vida, como que você vive, o que que você faz, o que que você come, onde é que você vai e principalmente qual que são os seus sonhos. Porque todo mundo tem aí os seus sonhos, seus objetivos. Se a gente não trabalhar em direção a isso, a gente se perde no dia a dia, nas demandas, no que tá acontecendo e não consegue construir uma vida efetivamente. A gente tá sobrevivendo. E esse modo sobrevivência pro nosso corpo, ele não é uma coisa eh longe, não é uma coisa abstrata. O modo de sobrevivência é viver sempre com nível de cortisol e adrenalina alto no seu corpo. Então você vai ter inflamações, você vai ter problemas cardiovasculares, as mulheres aí t o lipedema, tem diversas questões estéticas que afeta por conta desse cortisol alto, aquela gordura abdominal que também a mulherada não gosta. Isso é o pico de cortisol e adrenalina. Quando a gente tem um movimento de cortisol e adrenalina, por exemplo, no nosso corpo, leva 7 horas pro corpo recuperar. Imagina quem vive estressado, piora, né? Cada vez mais vai piorando, né? Doutora, falando um pouquinho sobre então essa questão da alimentação, né? O tratamento é, como você mencionou mesmo, é a longo prazo também o exercício diário, né? Eh, e falando da alimentação, quais são esses alimentos, né, que favorecem o bom humor, a saúde emocional? O que, eh, primeiramente esse paciente, esse indivíduo ali precisa mudar, né, precisa tirar a aquele alimento que ele que pode, né, contribuir aí com essa eh má qualidade de vida. Então, quais são os alimentos que precisa substituir e o que eles fazem no nosso organismo aí, no lado emocional falando desses alimentos? É bem interessante a gente perceber que tudo que existe na natureza eh traz um benefício para algum aspecto na nossa saúde. E não existe um alimento mágico, é a conjunção de uma boa alimentação, uma alimentação colorida que vai construir uma saúde. Porque aí a gente já tá falando também de imunidade, por exemplo, se a gente não tem imunidade, a gente tem diversas outras questões que afetam o nosso humor. Então a gente precisa, por exemplo, para produzir serotonina de triptofano. E triptofan é um aminoácido que ele é essencial, né? Ele precisa ser vi por pelo meio da alimentação. A gente não vai ter esse aminoácido na produzido pelo corpo. Então ele a você precisa de ômega-3, você precisa de vitaminas do complexo B, você precisa de magnésio, de zinco, de selênium, você precisa de uma gama de fitoquímicos. E para quem já tá com corpo muito inflamado, os alimentos vermelhos que são antioxidantes, anti-inflamatórios, com que te contém flavonoides, taninos, você não precisa nem decorar esses nomes, é só ver pela cor. Então, os muito verdes, muito laranjas, muito vermelhos são os melhores para questões eh hormonais e para questões do humor. E aí a gente tem ovos, banana, chocolate amargo, eh algum o kefir, aveia, abacate, mel. Aquela castanha do Pará, ela é simplesmente completa em minerais. Consumir duas castanhas do Pará à noite antes de dormir, repõe os minerais, ajuda o cérebro a funcionar melhor. Eh, alimentação normal, arroz e o feijão a melhor combinação. Semente de girassol, abóbora, a gente tem aí as linhaça, o azeite. Você percebe que as as populações mais longevas, né, no nosso no nosso planeta, elas têm um consumo muito grande dos vegetais, dos óhos, das gorduras boas, né, que usa azeite, o abacate e tudo mais, e um consumo moderado de peixe, um pouco de carne, mas assim em nível muito diminuto, não é o tanto que a gente come aqui disso. E são as populações que mais vivem, né? Isso tem um porquê. É porque essa é a alimentação melhor pro nosso corpo, mais bioidêntica. Não é que é errado eh excepcionalmente comer outras coisas, mas é que aquilo não é alimento. Então seu corpo ele começa a ganhar peso, mas quando a gente faz o exame bioquímico, você tá desnutrido, porque tá faltando todos os minerais, tá faltando vitaminas, tá faltando tudo. Então, investir, por exemplo, no na couve, no brócolis, nos alimentos verdes escuros, é, acerola, é excepcional pra vitamina C, para ser tem mais, muito mais vitamina C que laranja, essas coisas assim, vai ajudar a dar um fator anti-inflamatório de regulação do nosso sistema imunológico que ajuda muito no humor, uma suplementação de vitamina D para que você tenha aí níveis hormonais saudáveis e fazer o checkup, gente, fazer o acompanhamento. é uma vez ao ano que você faz os seus exames, mantenha aí essa suplementação, se for necessário, ou uma alimentação melhor direcionada para você. Então, hoje a gente tem, por exemplo, os exames genéticos, onde a gente sabe quais são as predisposições paraa doença e quais as questões alimentares. Então, a gente já consegue planejar uma alimentação muito mais individualizada para aquela pessoa. O que que vai ser melhor para você a longo prazo? A gente tem aí os exames bioquímicos das vitaminas para fazer uma suplementação que faça sentido. É importante não ficar tomando suplementação de farmácia, porque quando você toma muito de uma vitamina, eh, os receptores das células que absorvem aquela vitamina vão deixar de absorver outras coisas porque eles estão saturados. Então você tem acaba tendo uma descompensação metabólica e acaba afetando a função renal. Então não é para se entupir de comprimidos. Quando a gente faz uma suplementação, é uma suplementação basal baseada em exames bioquímicos, numa avaliação individual, nas características e necessidades de cada um, tá? Então é sempre assim, comida, acha a feira mais próxima que tiver perto da sua casa, vai uma vez na semana, congela os alimentos para não ter que ficar cozinhando toda hora. Eh, faz preparos que sejam mais fáceis, põe todos os legumes numa travessa, os temperos que você gosta e assa paraa semana inteira. Não precisa ficar cozinhando toda hora. Deixa para o dia que você quiser fazer uma coisa, mas né, que ninguém tem muito tempo hoje, aí você faz. Mas não usa de desculpa a falta de tempo para comer qualquer coisa. Eh, numade de um dia você consegue comprar e cozinhar esses legumes, vegetais, uma proteínas para semana, ter sempre frutas que têm menos quantidade de açúcar acessível para que você consuma. Eh, porque se tomar o suco você perde as fibras e aí você perde essa regulação intestinal. É que nem tomar açúcar no copinho. Então, procura as frutas, por exemplo, cetogênicas, maracujá, água de coco que a gente tem no Brasil. O Brasil é maravilhoso, né? o a acerola, frutas que tm baixo açúcar. Agora a gente tá na época de acerola, quem tiver a chance congele para o ano. Eh, o Brasil é rico demais, a gente tem muita oportunidade de alimentação saudável, mesmo nos lugares mais ermos, a gente tem muita árvore, muita fruta, muito legumes, muito vegetal. Invista nisso porque aí você investe na sua saúde, você ensina aquelas pessoas que estão próximos, quem tem filho, né? Não adianta querer ensinar pelo discurso, a gente tem que ensinar pelo exemplo. E saúde mental começa dentro de casa, na forma como a gente se comunica. Só que uma pessoa desregulada hormonalmente não consegue nem se comunicar de forma assertiva, tá sempre irritado. Então as mulheres aí, por exemplo, na perimenopausa começam a ter diversos sintomas de desregulação hormonal, ficar numa irritação, isso afeta as relações. Então a alimentação ela é literalmente o alicerce para uma vida saudável. As pessoas têm que entender essa correlação entre o que você come e o que você pensa, porque tudo que a gente pensa gera neuroquímicas. Tudo que a gente come gera químicas no nosso corpo. Isso se interage o tempo todo, constantemente. Você não vai conseguir viver fora do seu corpo. Então, trabalhar nesses dois eixos, o que você, como você nutre a sua mente, como você nutre o seu, o seu corpo, é a única forma de ter uma vida realmente equilibrada, feliz, tranquila, leve. né? Algumas pessoas sentem tanta dor, já se acostumou com a dor que nem menciona mais, que aquilo é uma coisa incômoda. Isso não é normal. Pode ser comum, mas não é normal viver com ansiedade, não é normal viver com enxaqueca, não é normal viver com dor. Procure ajuda especializada, não? E é interessante o que você falou a respeito, né, da da do indivíduo, né, da pessoa, ela prestar atenção no nosso no corpo, no organismo, né, ter mais atenção na alimentação. Eh, e realmente muita gente já acostumou com aquela dor de cabeça. Ai, todo dia eu tenho dor de cabeça, ai é normal, ai eu sempre tive, né? Isso pode ser já esse processo inflamatório, né, do corpo por conta dessa má alimentação. E isso é uma é uma cadeia, né? Fica naquele eh naquela questão viciosa de toma remédio, sente a dor e toma remédio novamente. Mas as pessoas elas já elas já estão acondicionadas a, por exemplo, lembrar da medicação. Elas tomam remédio no horário certo, né? Quem já foi diagnosticado com algum tipo de transtorno ou ansiedade e já toma antidepressivo, por exemplo, ela já acostumou a tomar aquele aquele medicamento e tem até aquele aquele vício, né? Não posso esquecer meu remédio hoje e por que não fazer isso em relação à alimentação, então, né, doutora, a alimentação, a meditação, a fazer uma caminhada de 20 minutos. a fazer coisas simples pelo seu bem-estar. A gente tá numa época onde a gente tem muita informação e isso é maravilhoso. Graças à internet, o advento da internet, a gente consegue hoje levar informação para muito mais lugares, pessoas que não teriam acesso, mas também virou uma banalização e meio que uma venda, né, um marketing do que é ser saudável. E isso cria estilos de vidas inalcançáveis. Então, parece que a saúde é para poucos, é para aqueles que têm condição financeira, que têm eh como bancar esse estilo de vida inalcansável. E isso é um não é uma verdade, isso é uma completa mentira. Então você acordar um pouquinho mais cedo, pôr o relógio para despertar, tomar 10 minutinhos de sol de manhã, você lê duas páginas, uma página de um livro que você goste, algo que te interesse, que te coloque num estado mental diferente, que regule a sua química cerebral logo cedo, tomar água antes de tomar café e comer um monte de coisa. Eh, fazer essas pausas durante o dia para fazer um alongamento. É, gente, é de graça. Só levantar da cadeira, fazer o alongamento. Isso melhora toda a questão cardiovascular. Eh, fazer meditação, não é a meditação religiosa, é aprender como controlar a respiração, porque a respiração modula também a nossa função química, hormonal e a nossa imunidade. Eh, fazer coisas simples para ser feliz. Qual foi a última vez, por exemplo, que vocês que estão escutando fizeram um hobby, alguma coisa pela primeira vez, algo que você gosta de fazer? As pessoas só ficam no na internet passando o dedo assim, não pega uma coisa para fazer um desenho, uma pintura, uma costura bordado, não liga para conversar com alguém que você gosta muito tempo, não conversa porque falta de tempo, mas tem duas horas para passar os o feed do Instagram. Então, a gente precisa se conscientizar de que a vida tá passando enquanto você tá sobrevivendo e tomar de volta essa autonomia para viver. E não, não é uma coisa fora que você não vai conseguir fazer, são coisas simples. Eh, primeiro a consciência, depois essas pequenas mudanças que vão mudar completamente a forma como você se sente, a forma como você interage com o mundo e isso afeta o nosso cérebro diretamente. Vários estudos comprovam, por exemplo, o malefício do celular antes de dormir. E a gente tem aí boa parte, a maior parte dos pacientes que chegam ficam passando o dedo na no feed até dormir. A gente tem um malfício de ficar com a televisão ligada o tempo inteiro. Muitas pessoas acabam ficando. Eh, vai ouvir uma música, quando foi a última vez que você ouviu uma música que você gosta, que você cantou, que você pôs os pés no chão, respirou, pensou uma outra coisa que não fosse a vida social, a vida da das pessoas na internet, [risadas] as coisas que acontecem que não estão existindo? elas existem numa coisa digital que não é real. Que que tá acontecendo na sua vida? Então eu acho que a gente tá tendo uma necessidade através da doença. A doença tá sendo um chamado, né? O aumento das doenças crônicas, o aumento das doenças psíquicas, não é um malefício, é um chamado para que a gente volte a viver e não a competir por essa local de comparação com o que tá acontecendo na internet, que é um lugar irreal, por exemplo. Exatamente. E são dicas, né? são orientações e são exercícios diários super simples, né, que a gente pode fazer aí desde quando acorda, no momento que acorda até depois o momento que vai dormir. Coisas muito simples, mas que no final das contas faz uma diferença enorme, né, pra nossa mente, pro nosso corpo. Eu quero agradecer a sua participação aqui. Muito obrigada. Foi muito satisfatório, né, tê-la aqui no nosso programa, trazendo todo esse seu conhecimento, todas essas e tirando todas essas dúvidas a respeito desse tema que é bastante falado saúde mental, mas não em relação a esses fatores externos, né, e também sobre a alimentação. Muito obrigada, viu, doutora? Eu que agradeço. É importante a gente perceber que a saúde é uma escolha e você escolhe isso a cada instante que você tá vivendo e e interagindo com as coisas. A saúde é construída, então vamos construir aí a partir de hoje um ano melhor, uma saúde melhor, uma vida mais gostosa de viver, que isso vale muito mais a pena do que todas essas outras coisas aí que você tem buscado, talvez. Tá certo? Muito obrigada. Bom, o saúde e a vida acaba por aqui. A gente conversou com a nutricionista holística Geneviev Cruinel. Ela trouxe essas informações pra gente, todas as dúvidas, né, sobre saúde mental com relação à alimentação saudável. Espero que você tenha gostado. Até o próximo programa. Até mais. [música] [música] [música]
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