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Olá, está começando mais um Saúde à Vida, o programa com foco no bem-estar e informação de qualidade. Hoje vamos falar de um assunto que vai muito além da estética, a saúde vascular. Você sabia que as varizes atingem grande parte da população e se não tratadas podem causar complicações? Pois é, para tirar todas as dúvidas, recebemos a doutora Carla Aparecida Fátio Bosnardo, médica especialista em angiologia e cirurgia vascular. Seja muito bem-vinda, Dra. Carla. Muito obrigada. É um prazer estar com vocês. Bom, Dra. Carla, para iniciar, né, vamos falar sobre as varizes. Mas o que são as varizes e quais os tipos que existem? As varizes são veias que se dilatam definitivamente. Então, a partir do momento que você tem uma variz, essa veia nunca mais vai voltar a ser normal, né? Então ela se dilata de forma definitiva. A gente tem as varizes, a grande maioria delas são varizes hereditárias, de causas hereditárias, então familiar, né? Quando pai, mãe tem varizes, o filho acaba tendo essa herança não muito boa, né? E a gente tem as varizes que a gente considera como varizes secundárias, que são as varizes que ocorrem devido a algum problema de obstrução das veias profundas da perna. Então, o sangue precisa retornar pro coração e à medida que ele precisa retornar pro coração, ele abre novos caminhos e são o que a gente chama de varizes secundárias, certo? E Dra. Carla, é verdade que existem varizes internas? Como saber se o problema está escondido, né? Isso é um mito? É verdade? É, isso é um mito, né? Se a gente for pensar, todas as varizes, elas são internas porque elas estão dentro do organismo da gente, não é? Então, a gente tem as varizes, que são as visíveis, né, que a gente enxerga. Então, são aquelas veias mais dilatadas, mais verdes, mais roxas. em algumas situações que ficam eh visíveis paraa perna, né? E a gente tem o que a gente chama de insuficiência venosa profunda. Então, são essas veias que são internas ao músculo, né? E elas podem sim ter graus de dilatação e o que gera dor, gera peso, gera cansaço, né? fadiga nas pernas, principalmente de final de dia. Então, não existem as varizes internas, né, que é um mito mesmo. Mito. Perfeito. Então, esses são os principais sintomas, que é o inchaço, dor nas pernas. Já é um sinal de alerta também, doutora? Sim, sim. Então, a pessoa que trabalha em pé, né, e ela já sente cansaço nas pernas de final de dia, peso nas pernas, às vezes uma sensação como se fosse um formigamento, outras vezes o paciente pode ter o edema, né, que é o inchaço das pernas, tudo isso são sintomas de alerta que devem ser avaliados para que no futuro essa pessoa não apareça, né, com as varizes, né, essas veias não se dilatem e aí sim você já tem a formação das varizes. Sim, porque eh geralmente, né, as pessoas elas ah olham ali a perna e vê uns vasinhos, né, que não estão muito eh inchados, não tem aquele salto, né, da veia e acaba não dando tanta atenção assim. Mas esse já é um princípio que precisa ser investigado, já tem que iniciar aí na investigação sempre, porque a melhor maneira de se tratar uma doença é na prevenção. Então, quando existem os primeiros sinais, né, os primeiros alertas a respeito dessa doença, se o paciente já foi encaminhado e começar o tratamento, muito provavelmente ele vai ter um bem-estar muito grande, porque esses sintomas são desagradáveis, né? E esse bem-estar que ele vai sentir, com certeza, vai evitar que essas veias se tornem dilatadas. E, Dra. Carla, essa as varizes, elas acometem mais o público feminino do que o masculino ou não? Muito mais. Quatro para um. A mulher ela é muito eh durante a vida submetida a alterações hormonais muito grandes. Então ela tem a menarca, né, que é quando ela começa a menstruar, depois ela vai ter toda o período dela fértil e durante o ciclo menstrual alterações hormonais são muito importantes. Depois na menopause ela tem outro outra alteração importante de hormônios. Então essa variação hormonal é extremamente eh responsável, né, pela formação das varizes. Lembrando que existem pessoas que não t a genética favorável, então essas alterações não são tão importantes, mas nos pacientes que têm essa genética favorável, essas alteração alterações hormonais, elas são bastante evidentes na formação do das varizes mesmo. falando sobre a genética, né? Existe uma idade que a gente pode perceber mais o surgimento das varizes. Adolescentes podem ter ou é somente na fase adulta? Não. Cada vez mais precocemente a gente tá observando variz. Isso pode ter a ver com uso de hormônios cada vez mais precoce também por adolescentes, né, por mulheres mais jovens. Hoje a gente consegue determinar pacientes acima de 16, 17 anos já tendo a presença dessas varizes primárias, né? A gente não tá falando das secundárias, mas primárias já com 16, 17 anos a gente pode observar. E isso aparece ao longo da vida inteira. Então, é comum às vezes a pacientes que estão com 40, 50 anos já que não tinham varizes, na fase de alteração hormonal para começar a menopausa, começam a apresentar varizes. Então, ela já vai est presente dos 17 até, eu brinco que varizes é a vida inteira, né? A gente vai tendo que tratar a vida inteira. Perfeito. Bom, já que eh a gente falou um pouquinho sobre também a questão de mito e verdade, a gente vai continuar aqui também sobre isso, Dra. Carla, sobre salto alto, roupas apertadas e musculação pesada. Isso interfere de alguma forma aí pras varizes ou não? Queria que esclarecesse também aqui pra gente. Vamos lá. Vamos começar com o salto alto, né? O salto ele tem tamanhos, né? Se a gente for pensar, a gente tem saltos três, saltos cinco, né? Um salto até cinco, na verdade, ele ajuda. Por que que ele ajuda? Porque a hora que a gente está com o salto, a gente contrai a panturrilha pra gente conseguir ficar, né, equilibrar no salto, a gente contrai a panturrilha e isso favorece o retorno venoso. Então, um salto, vamos chamar de moderado, ele é benéfico, tá? O salto muito alto, né? aqueles saldos que a gente vê 10, 12, esses alteram a pisada, né? Então, quando a gente vai andar, a gente percebe que o pisar não é mais o pisar normal. Quando a gente não consegue fazer o calcanhar ah dedão, né, que é o pisar normal, isso altera toda a mecânica de fluxo da perna. Isso dificulta o retorno venoso, consequentemente dá mais dificuldade do retorno e consequentemente pode ser um causador de varizes. A mesma coisa quando a gente tem um salto rasteira, né, aquele salto bem baixinho, isso também é uma dificuldade na mecânica do pisar e isso dificulta para que a gente consiga ter um retorno venoso adequado. Então, o salto médio, o tipo anela, são saltos que na verdade ajudam ao caminhar. Então, existe um salto recomendado nesse sentido, né, para e para quem já tem as varizes, tem um um calçado também adequado. Mesma coisa, né? A gente recomenda que seja esse salto médio, né? Então é o salto até o cinco que você consegue pisar. Então, o importante é que você consiga sempre pisar calcanhar e ponta. À medida que você pisa calcanhar e ponta, você ajuda nesse retorno venoso e consequentemente a não formar varizes. Musculação, musculação muito forte, né? Quando você faz uma musculação de perna muito forte, ela pode gerar um pouco de varizes. É uma coisa bastante discutível. porque ao mesmo tempo ela melhora muito o retorno da circulação. Então a gente não costuma não recomendar um exercício. Como todos são muito benéficos para circulação, o malefício dele é tão pequeno que a gente acaba deixando isso. Então assim, fazer exercício numa pessoa que tem tendência a ter varizes, a gente recomenda que faça, mas que faça com meias elásticas. Porque aí a gente tem o benefício do exercício e o mínimo risco que teria em relação a você formar as varizes, isso já não existe mais. A outra questão também do mito ou verdade é sobre roupas apertadas, né, calças, se tem relação ou não. Não, não existe nenhuma relação em relação ao uso de calças, tá? O que acontece é que dependendo da doença que o paciente tenha, você pode ter eh edema, vamos dizer assim, por compressão, né, por um garroteamento da perna, não por uma dificuldade de retorno venoso. Dout. Carla, eh falando sobre essa questão mesmo, eh, de circulação, né? Eh, se um paciente ele já tem algum problema de circulação, causa varizos ou é o contrário? Como que funciona essa questão da circulação desse paciente? Depende muito do tipo de problema circulatório que esse paciente vem a ter. Nós temos basicamente três vasos na perna que podem dar problema, que é a artéria, aveia e o linfático. A artéria são problemas mais sérios que podem levar a risco de amputação, perda de partes da perna. Então é uma situação, o problema das varizes, né? Então o que que a gente considera, como é que o paciente tem a a clínica, né? Então, aquele paciente que tem dor quando ele fica muito tempo em pé, é aquele paciente que tem edema na perna, é aquele paciente que às vezes pode ter as varizes visíveis, né? Então o a clínica do paciente é bastante diferente. E o paciente que tem o problema linfático, normalmente ele tem um edema, um inchaço crônico das pernas, né? Então assim, o problema circulatório sempre a gente tem que avaliar, porque não é todo mundo que tem o mesmo problema, né? Então depende do vaso que você tem, esse vaso vai gerar um tipo de problema e consequentemente a gente tem que tratar de acordo com o problema daquele vaso. Por exemplo, um paciente que tem doença arterial, ele não pode usar meia elástica. Se ele usar meio elástico, ele vai piorar ainda mais a situação. Já um paciente que tem varizes, ele tem que usar meia elástica porque ele ajuda no retorno da circulação. E esse e esse teste, né, clínico, esse diagnóstico, como que ele é realizado, doutor? É, quais são os exames que são feitos e clinicamente também tem algum exame físico? Principal é a história clínica do paciente, né? Então o paciente vai te contar qual é o sintoma dele, não é? E o exame físico, né? A gente tem exames complementares, mas o o exame físico ele é fundamental e ele consegue te dar esse diagnóstico na hora, né? Não é necessário que você faça um exame complementar como um ultrassom, como uma tomografia para você ter esse diagnóstico. Basta mesmo o médico, né, o especialista examinar o paciente e ele vai perceber os sinais, né, e o paciente vai contar pra gente os sintomas para que seja feita essa diferenciação, esse diagnóstico. E além dos sintomas, né, o paciente também ele já vai com essa informação sobre a questão da genética também, né? Ele vai passar esse histórico familiar, aí sim é possível ter esse diagnóstico mais precoce, né? Sim. Sim. História e exame físico na medicina é basicamente 90% do diagnóstico. Então, uma história clínica bem feita, um exame físico bem feito, conseguem diagnosticar a maioria sendo exame complementar, só para tirar uma dúvida, caso ela exista. Perfeito. E, doutora, vamos eh falar agora sobre retenção de líquido. Também quero saber se tem relação ou não, né? se eh ela tem essa relação com as varizes ou podem ser problemas diferentes, como que funciona nesse paciente? São problemas diferentes, né? Então a retenção hídrica também é um fato muito mais comum em mulher, está realmente ligado a fatores hormonais, né? Então isso dependendo da época calor ou fases, a gente vai reter mais líquido, tá certo? Isso não existe um mecanismo direto na formação das varizes. Ele acaba dando sintomas parecidos, né, o edema, o peso ou cansaço das pernas, mas não existe uma relação direta entre isso e a formação das varizes, certo? Eh, a gente falou também sobre a questão hormonal, né? Você trouxe essa informação falando agora sobre o uso de anticoncepcionais, né? Eh, tem toda aquela questão da trombose, que também é um assunto, né, bastante delicado, que também a gente vai falar sobre a relação das varizes com trombose, mas o uso eh do anticoncepcional, ele pode também aumentar o risco de varizes. Muito. O que acontece? O anticoncepcional, ele tem nos seus componentes uma substância que é como se ele fizesse com que a veia se alargasse, né? como se ela se dilatasse. E à medida que ele faz isso, né, então essa essa dilatação crônica provocada pelo anticoncepcional faz com que exista uma lentificação desse fluxo. Você tem um tubo fino, de repente esse tubo tá mais largo, o sangue vai circular com maior lentificação. Da mesma maneira, ele age na parede mesmo da aveia, provocando um processo que a gente chama de inflamação. Então, o anticoncepcional, ele é um dos grandes fatores pra formação de varizes e também um dos fatores de risco para desenvolvimento de trombose. Isso existe, tá? Então, dout. Carla, qual é a alternativa então nesse sentido, né, para essa pessoa que ela já tem uma predisposição a eh ter varizes por vários fatores, né, como anticoncepcional, também a questão genética, eh como que pode ser feita essa prevenção, né, falando um pouquinho também no sentido de trabalho, quem fica muito tempo sentado, quem fica muito tempo em pé, né, quais são essas alternativas e prevenções? Então, a gente fala que a gente tem as medidas clínicas, né? Então, quais são essas medidas clínicas? Primeiro, atividade física regular. Como eu disse, a atividade, seja ela qual for, ela é uma atividade benéfica, mas ela tem que ser feita pelo menos três vezes por semana durante pelo menos uma hora qualquer atividade, tá? Pode ser uma caminhada, pode ser natação, pode ser o que o paciente gostar mais de fazer, principalmente que normalmente é um uma o paciente não gosta de fazer atividade física, né? Então isso já é uma realidade. Segunda coisa, sempre que possível, então quando o paciente descansando, em casa, lendo, fazendo qualquer atividade, colocar as pernas para cima. E esse pernas para cima é mais ou menos 2 cm acima do quadril. Não precisa ser muito mais elevada, né? Para dormir na mesma coisa, deixar a perna mais elevada em relação à cabeceira da cama. Esses mesmos 2, 3 cm. É uma coisa pequena que não altera outras situações, né? Por exemplo, tem muito paciente que tem refluxo e tem varizes. Isso não faz tanta diferença pro paciente e melhora muito o retorno venoso. Além disso, manter um peso adequado, isso faz diferença, né? Então, quando a gente está mais obeso, a circulação vai sofrer porque você tem mais carga, né? Então você tem mais sangue nessa perna para retornar. Então, ah, manter um peso adequado ajuda bastante. E aí a gente vem paraas medidas de de árias, então, uso das meias elásticas, né? As meias elásticas são assim um aliado muito grande pra gente, para pacientes que trabalham muito tempo sentados, pacientes que trabalham muito tempo em pé. Então elas conseguem fazer esse repouso, vamos colocar entre aspas, né, enquanto o paciente não pode descansar. E em outras situações, quando o paciente está com muitas queixas, a gente usa medicações. Essas medicações podem ser utilizadas, elas não vão tirar as varizes, elas não vão evitar as varizes, mas elas vão ser sintomáticas. Então, não existe um remédio mágico que a gente passe nas varizes, elas desapareçam e não existe um remédio que a gente tome e elas voltem a funcionar. Então, esses remédios eles são sintomáticos, eles vão tirar cansaço, peso, edema das pernas e precisam e devem ser usados quando o paciente tem queixo para bem-estar do paciente. medicamentos eles são como um alívio, né, para esse paciente que vai tirar apenas aqueles sintomas, mas é é a para toda a vida, né, o caso assim das varizes, mas tem situações que precisa de cirurgia, Dra. Carla, tem sim. As varizes, elas podem ser operadas em algumas situações, uma delas é a estética. Então, quando a gente vai pensar em uma cirurgia de varizes, a gente tem que avaliar esse paciente como um todo. Aí sim o exame complementar é necessário. Exames laboratoriais, exames clínicos para ver se o paciente tem condição de ser submetido a uma cirurgia. Estando tudo em ordem, então as indicações, uma delas é estética. Então, o paciente tem uma variz, ele não gosta daquela veia porque usa saia, usa short, não quer aquela variz. Se a circulação permitir, pode ser retirada, tá? Outras situações é quando o paciente é muito sintomático, então o paciente tem muito peso, muito cansaço. Nessas situações, a gente indica a cirurgia para alívio dos sintomas. Também outras situações, elas já são quase que obrigatórias, vamos dizer assim, quando a gente fala, olha, tem que operar, né? Não é a questão do pode operar, mas do que tem que operar. Então, se o paciente tiver uma ferida, né? Então, essa ferida é uma questão aonde essa variz está causando complicações. Então, ele tem que operar, a gente tem que fechar essa ferida e operar essa veia. Segunda coisa, é quando ele tem algum sangramento. Então, algumas pessoas têm as veias tão dilatadas, tão a parede dela tão fina que às vezes o calçar uma meia, calçar uma roupa, pode sangrar essa veia. Então, se isso acontece, tem que existir a a essa veia precisa ser retirada porque pode acontecer de novo. E a terceira coisa são as flebites, né? A flebite, o que que ela é? Ela é uma inflamação da aveia. Ela fica um cordão vermelho e esse cordão vermelho é uma é uma inflamação dessa veia que ela pode novamente acontecer. Então essa aveia precisa ser retirada. Essas são as indicações, né, que a gente realmente precisa fazer. Mas a estética, sintomática são situações onde a gente pode fazer também ser recomendado. E essas esses três pilares, né, essas três situações de cirurgias, elas são os casos mais graves, né, se não for tratada no início, ou existe algum outro eh agravamento aí da das varizes? Dout. Carla, quando a gente pensa em classificação de varizes, a gente tem seis níveis, né? as varizes que são mais eh, vamos chamar de evoluídas, né? As varizes que são mais graves é um termo tanto quanto pesado, porque é uma doença benigna de da maioria das vezes, mas ela estaria na classificação 4, 5 e 6. Essas seriam as cirurgias obrigatórias, vamos chamar assim, até o nível três é indicativo se o paciente tiver vontade, se não houver contraindicação. Entendi. Agora, sobre a questão, né, da estética, como você bem disse, cremes, tudo, né, que a mulher ela gosta, né, de cuidar do corpo, isso interfere de alguma maneira, eh, traumas, né, bater a perna, bater aquela veia, isso pode gerar uma complicação também. Como que a gente pode, né, passar essas informações pro público sobre essa situação? cremes não tem nenhum problema, pode passar. Quanto mais a pele tiver hidratada, cuidada, é uma pele que a gente fala de trófica, né? Uma pele que tem ã hume umectação, ela é úmida, é uma pele saudável, então não existe, não existe um creme mágico que a gente passe para tirar as varizes, tá? Mas a hidratação da pele, isso é importantíssimo, tá? Isso vai ajudar de uma maneira fundamental no no tratamento como um todo. Quanto a traumas, eh, por exemplo, o trauma, ele é muito responsável pelo aparecimento de vasinhos, que são aquelas aranhinhas que a gente tem, né? Então, quando você bate na mesa, vai levantar, bate a coxa, bate o joelho, cruzar a perna muito, né, que você traumatiza sempre na mesma região, ela é responsável pelo aparecimento dessas micro, desses microvasos que são as telectasias, né? Então, isso realmente é comprovado, é uma coisa que aparece com bastante frequência. Se você traumatiza a perna, se você já tiver uma variz naquela região, você pode ter complicações como sangramento, como inflamação da aveia, mas o trauma em si, uma batida assim, um um trauma leve, não desenvolve varizes. Se você tiver um trauma muito grande, por exemplo, você quebrou a sua perna, aí você pode ter a complicação da da obstrução da veia, aquelas vezes que eu falei no início de dentro da perna. E o organismo precisa formar uma nova circulação. E essa nova circulação acaba formando varizes. Mas traumas pequenos, ai eu bati a perna na mesa, eu chutei, o cachorro bateu a cabeça, não. Isso não forma varizes, pode dar só os vazios, certo? E Dra. Carla, existe algumas outras situações, por exemplo, um paciente que já possui alguma doença, eh, ele pode, né, ser diagnosticado com varizes, essa doença, ela tende a aumentar a situação de varizes desse paciente? Como que funciona a relação de outras doenças? também é comum, né? E à medida que a gente envelhece o aparecimento de doenças como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, né? Isso, infelizmente se associa ao problema das varizes. Em si, o, a doença, ela não tem nenhuma relação na piora dessas varizes, né? O que acontece é que o paciente em si, ele acaba tendo uma piora clínica. E isso acaba gerando nesse paciente uma piora geral, mas a doença, o diabetes, a hipertensão, a doença cardiológica, a pneu, alguma pneumopatia não influi diretamente na formação ou na piora do quadro varicoso. Então, nesse caso, Dra. Carla, né? O paciente que ele tem essas queixas, né? Os os primeiros ali sinais de alerta também, esse mapeamento, né? feito essa triagem, né, para saber o histórico desse paciente. Tudo isso então contribui para esse diagnóstico e tendo, né, essas medidas, porque o pessoal sempre fala sobre a estética mesmo, né, principalmente as mulheres têm vergonha de colocar um vestido porque tem ali vasos que são mais visíveis ou não, mas a gente pode classificar que não é algo grave assim na maioria dos casos, né? é comum e também não é tão grave assim diante do histórico desse paciente. Exatamente. Isso é uma das coisas que a gente tem que desmistificar, né? Varizes é uma doença que a gente fala que é uma doença benigna, né? Ela logicamente ela necessita de tratamento, ela tem sintomas, o paciente às vezes sofre, né? Quem já tem tem edema de final de dia, cansaço de perna, dor perna, não é uma coisa que a gente não possa, não se negligencie uma coisa como essa, mas vamos dizer assim, ela não é uma doença que compromete a vida, ou seja, ela não leva à morte do doente. Eu acho que isso é importante de ser falado. Merece sim o tratamento, seja ele clínico, seja ele cirúrgico. é uma doença que causa um afastamento de trabalho muito grande, principalmente quando ele tem as complicações, né, que foi o que a gente citou. Então, é uma das causas de afastamento, mas vamos dizer, ninguém morre de varizes assim, né? A gente tem que desmistificar isso. Ninguém perde a perna porque tem varizes. Existem muitas pessoas, né, que t esse medo. Então isso não existe. É porque fazendo, né, o roteiro, fazendo essa pesquisa sobre o tema, né, a gente encontra obviamente várias informações. Por isso, né, as perguntas sobre mito, verdade, algumas não cientificamente eh comprovadas, né, sobre a trombose, principalmente, que há uma certa confusão em relação às varizes e trombose, né, doutora, você recebe muito, muita queixa sobre isso, muitas dúvidas a respeito da trombose e das varizes. Muitas. Vamos lá. A trombose, ela é uma situação mais grave, tá? É uma situação aonde existe a a coagulação do sangue nas veias profundas da perna, não é? O fato do paciente ter varizes, ele não aumenta a chance do paciente ter trombose. São coisas separadas, tá? a trombose venosa profunda, ela vai tá associada a algumas situações. Então, por exemplo, o paciente ficou acamado durante muito tempo, o paciente ficou sentado, então, né, o que a gente chama de síndrome da classe econômica é o paciente que fica muito tempo dentro de um avião, numa mesma posição, sem se movimentar, tá? é um paciente que teve um quadro infeccioso, enfim, paciente que ficou imóvel durante muito tempo. Esse muito tempo são horas, né? Não precisa ser dias, tá certo? sem se movimentar, sem ter nenhum tipo de movimentação circulatória. Esse paciente é um paciente de risco para ter trombose. Então, existem classificações aonde a gente coloca esse paciente, ele vai sendo pontuado e à medida que esse paciente vai sendo pontuado, a gente vai colocando ele com maior ou menor risco de ter trombose, tá? Eh, mas não tem a ver diretamente com o fato de ter varizes. Varizes é uma situação, trombose é uma situação, tá? Então, por exemplo, o paciente que usa hormônio, né? Então, a gente fala muito do anticoncepcional, mas não é só o anticoncepcional responsável por trombose. A gente tem esses pacientes que fazem uso de eh muscul fazem musculação e usam esses hormônios, né, que a gente popularmente conhece como bomba, né? Esses pacientes são pacientes de risco para ter trombose, tá? Pacientes eh que são transgêneros. Então hoje é uma realidade que a gente vive bastante e esses pacientes são expostos a uma quantidade de hormônios muito alta. Então hoje é uma realidade. A gente tá pegando muito paciente com quadros de trombose, né? Existem situações aonde o paciente tem uma alteração genética na coagulação do sangue e essa alteração genética, ela pode facilitar a trombose. Então, se você tem um paciente com essas condições genéticas, isso é familiar e normalmente outras pessoas da família já t esse mesmo problema e você imponha esse paciente uma quantidade hormonal, esse paciente é um paciente de risco para trombose, tá? Se esse paciente tem essas alterações genéticas e ele vai ficar acamado ou ele vai ficar sentado por muito tempo, é o outro paciente que tem risco para ter trombose. Mas o mito, né, eu tenho varizes, eu vou ter trombose, não, isso não é uma realidade. Então, realmente isso que precisa, né, esclarecer. Então, quero agradecer a sua participação, Dra. Carla, porque realmente, né, há muitas dúvidas sobre essas situações das varizes com trombose. Então, ficou bem claro sobre a diferença, né, entre elas. Então, muito obrigada pela participação aqui no programa Saúde Vida. Eu que agradeço. Obrigada. Bom, esse foi o programa A Saúde é Vida de Hoje essas informações, né, tenham sido úteis para você que está nos acompanhando. Continue acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Pode assistir então esse episódio também pelas redes sociais. Temos o encontro marcado na próxima edição. Até lá. เ