TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Saúde é Vida | Depressão Em Crianças e Adolescentes
Em destaque · HD Vídeo · SAÚDE É VIDA

Saúde é Vida | Depressão Em Crianças e Adolescentes

17 views Publicado semana passada HD · 31:43

Descrição do vídeo

A depressão em crianças e adolescentes é uma doença médica real que afeta cerca de 3% das crianças e 5% dos adolescentes globalmente. Diferente dos adultos, o transtorno nessa faixa etária frequentemente se manifesta por irritabilidade extrema e alterações súbitas de comportamento, e não apenas por tristeza. O diagnóstico precoce é essencial para evitar prejuízos no desenvolvimento e riscos graves.

Transcrição completa do vídeo

22 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[música] [música] Começa agora o programa Saúde à Vida hoje com um tema delicado, depressão em crianças e adolescentes. A Sociedade de Pediatria de São Paulo está em alerta em relação ao aumento de casos de depressão e suicídio entre crianças e adolescentes. Com isso, a instituição desenvolveu a campanha Maio Amarelo, Pare, Observe e Acolha, promovida pelo Núcleo de Estudos da Depressão entre Crianças e Adolescentes. E para abordar esse tema, convidamos a presidente do Núcleo de Estudos da Depressão da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coordenadora da campanha, a Dra. Carolina Chakrian. Seja muito bem-vinda, doutora. Obrigada. Bom, Dra. Carolina, primeiramente, né, vamos falar dessa campanha, você como coordenadora, né, quais são então os pontos, né, dessa campanha que a população precisa eh levar em consideração, justamente por conta aí desse alerta. Eu acho que alguns pontos importantes dessa campanha. O primeiro ponto é conscientizar sobre a depressão em crianças e adolescentes. A gente tem visto o aumento do número de casos de crianças com depressão e isso tem ocorrido cada vez numa idade mais precoce, o que preocupa muito os pediatras. Então a campanha ela tem o pare, observe e acolha. E eu acho que muito importante a gente refletir um pouquinho sobre isso. É o parar, pare a sua rotina, observe com atenção, com e acolha. Como é que a gente acolhe uma criança, um adolescente, eh, ou com depressão ou um paciente, um com sofrimento emocional, que eu quero falar um pouquinho sobre o sofrimento emocional hoje aqui. E na verdade assim, eu quero se estender um pouquinho para fora da doença, né? Como que a gente vai acolher uma criança e um adolescente no dia a dia, né, com atenção, com uma escutativa, né? Pare de fazer o a sua rotina, observe aquela criança, o comportamento daquela criança, a fala daquela criança e acolha. O que que é acolher? e ouvir, escutar de uma forma sem julgamento com uma escutativa, certo, doutora? Eh, vamos então entrar, né, na questão dos casos mesmo, né, nesse cenário, eh, o que que você tem observado, né, diante desse aumento, por que vem aumentando tanto esses casos, né? Quais são os fatores eh que levam então a a essa crescente, né? Por exemplo, fatores externos também, casos dentro da escola, questão familiar. Queria que você explicasse um pouquinho pra gente sobre isso. Exatamente. Acho que o aumento dos casos de casos de depressão em criança e adolescentes eh não tem uma causa única, é multifatorial. Então, a gente consegue colocar eh a própria sociedade moderna na qual nós vivemos, que é uma sociedade onde cobra muito, eh, uma sociedade que exige muito do adolescente e da criança, uma sociedade eh muito competitiva, uma sociedade mais ansiosa, uma sociedade que impõe valores, valores que impõe uma uma estética que impõe comportamentos, isso acaba trazendo uma angústia muito grande para um para um ser que tá em formação em desenvolvimento ainda. As questões familiares também são muito importantes. A gente tem visto eh famílias onde a gente percebe uma fragilidade de afeto muito grande. Então, eh, não conseguir acolher a criança, o adolescente no dia a dia, na rotina, talvez pela rotina muito acelerada que que a gente tem vivendo, um ritmo acelerado de trabalho, eh uma falta de disponibilidade emocional de lidar com com essas crianças e com esses adolescentes. É, eu acho que a falta, essa falta de tempo e de tempo de qual tempo de tempo de qualidade com ess com essas crianças e esses adolescentes em em relação à escola também eh a gente tem visto o aumento do bullying, o bullying que antes acontecia dentro da escola, hoje a gente não tem mais esse limite, né? não tem essa parede. A gente fala hoje de muito de cyber bullying, então é um bullying que pode acontecer 24 horas por dia e isso gera um sofrimento emocional muito grande. E essa exposição também, falando nesse sentido, né, doutora, exposição das crianças e adolescentes nas redes sociais, né, por exemplo, às vezes ali eh acontece esse cenário, a criança ou adolescente ele passa para alguma por alguma situação ali nas redes sociais, mas fica calado, né? E os pais, por sua vez, como você mesmo mencionou, conforme a vida corrida, talvez a rotina, não perceba, né, o que tá se passando com aquela criança e com aquele adolescente. Exatamente, né? A sociedade de pediatria, ela coloca muito a questão do tempo de tela na infância, né? A preconização do qual tempo de tela saudável, o que que é saudável. Eh, e às vezes a gente tem que mostrar também que assim, além do tempo, a qualidade, a qualidade, o conteúdo que essa criança acessa nas redes sociais e muitas vezes, eh, como você mesmo trouxe, os pais não estão presentes ao lado dessa criança ou desse adolescente para saber qual o conteúdo, né? E assim são jogos, eh, games bem violentos, contato com pessoas de várias que a gente não sabe quem é quem nas redes sociais, né? Então, a criança à vezes acha que tá tendo contato com uma criança, com o adolescente, mas na verdade tá tendo contato com o adulto. Isso gera uma preocupação muito grande para os pediatras. Certo, doutor? A gente vai entrar na questão sobre a pesquisa, né? Importante a gente citar sobre a quinta pesquisa nacional de saúde, né, do escolar, na qual o IBGE entrevistou aí quase 120.000 adolescentes que frequentavam escolas públicas e privadas no Brasil. 42,9% dos alunos responderam que se sentem irritados, nervosos ou mal humorados, né? enquanto 18,5% pensam sempre ou na maioria das vezes que a vida não vale a pena ser vivida, né? Como então mensurar essa essa entrevista, né, as respostas dessas crianças e desses adolescentes, incluindo essa última aqui, falando que não vale a pena, né, a vida aí ser vivida. Realmente é preocupante, né, essa esses dados aí do IBGE. é muito preocupante. São dados muito preocupantes, porque assim, eh, um grande fator que eu associo a vida não valer a pena é onde essas crianças, esses adolescentes, na verdade a pesquisa, né, foi feito entre adolescentes de 13 a 17 anos, mas eu vou me estender isso um pouquinho mais a crianças, eles estão perdendo um propósito de vida e assim onde eles perderam eh o que É, eles perderam o que é a vida num aspecto assim de realmente viver a vida, viver a sua vida, eh presenciar os momentos, ter um tempo de de descanso, de ócio, de não fazer nada, ter um tempo de apreciar, apreciar a natureza, apreciar uma árvore, um passarinho, o tempo de brincar. Então eu acho que assim, a falta de propósito de vida tem causado essa essa essa porcentagem alta dizendo que a vida não vale a pena. Nesse sentido, a gente perdeu parece que um pouco dos valores, né? Eu falo que o adolescente, a criança e às vezes até o adulto acaba prestando muita atenção na vida dos outros. A vida dos outros faz sentido, a vida dos outros é bonita e eles acabam não olhando pra própria vidra e isso causa essa fala. como se eles estivessem fazendo comparações, né, comparando a vida do outro com a dele. Isso gera frustrações, sentimentos ruins nesse sentido. Exatamente. Porque assim, a gente acaba se comparando nas redes sociais, né? Então, é o corpo perfeito. A gente vê dentro da pesquisa pense também eh o descontentamento com o próprio corpo. Então, a sociedade vai exigindo uma perfeição que o ser humano não tem. Então, o outro é perfeito e eu não. O o adolescente acaba se frustrando e a gente percebe hoje que eles também não têm recursos emocionais para lidar com a frustração. Isso acaba gerando um ciclo vicioso. Quando você traz o outro dado ali de 42% dos adolescentes dizendos que eles se consideram os mais irritados, nervosos e malmurados, a gente tem vários fatores que podem influenciar nisso. a própria adolescência como uma característica normal, existe uma oscilação do humor e a gente precisa entender o que é o normal e aonde começa a entrar no em algo patológico ou em algo que começa a entrar, vamos dizer, num sofrimento antes de trazer uma doença, um transtorno mental. Então essa irritabilidade, essa oscilação de humor é comum do adolescente, mas o que a gente tem visto hoje que essa oscilação de humor, essa irritabilidade tem se agravado e tem sido com maior frequência, tá? E doutor, e como então identificar, né, como fazer a diferenciação desse sofrimento, né? quando que os pais, os responsáveis, eles devem prestar atenção nesse sentido de que não é só uma fase da adolescência, né, que isso já se estendeu. Como que deve ser então esse alerta lá na frente? Quando a criança já tem um sofrimento emocional, parece que fica mais fácil a gente perceber isso. Você aquela criança onde já tem um isolamento social muito grande, é uma criança que tem uma irritabilidade constante, é uma criança que já começa a dar sinais na escola de queda do rendimento escolar, de não realização das atividades escolares. É uma criança que deixa de fazer atividades que antes davam prazer, né? ela tem um desinteresse em fazer essas atividades, é uma criança que fica mais quieta no canto dela, que não conversa muito. Então, quando isso chama muito atenção, passa muito do tempo, a ocupa muito tempo da vida desse adolescente, os pais têm que procurar ajuda. Agora, eu gostaria de falar isso antes, né? Porque às vezes a gente, a ideia é a gente tentar olhar pro sofrimento emocional antes de ele se agravar para um quadro de depressão. Então assim, e é uma tarefa difícil porque pela própria sociedade acelerada que a gente conversou no começo. E uma questão é assim, a gente ouve uma frase bem assim: quando quando nasce uma criança, nasce uma mãe e aí que a gente traz muito essa ideia que assim, eu vou aprender a ser mãe com um bebê que eu não sei o que fazer com ele. Ele vai chorar no momento, eu não sei se é fome, é o que que se ele tá com alguma dor. Então a mãe vai aprendendo a ser mãe daquele bebê. E muitas vezes a mãe esquece de aprender a ser mãe de um adolescente e de um pré-adolescente. Ela vai, ela precisa muito da autonomia para essa criança, para esse adolescente. Ele precisa, eh, abrir, entrar no mundo, ela precisa preparar essa criança pro mundo. Isso é muito importante, mas ao mesmo tempo ela tem que saber acolher e olhar para aquela criança. Eh, o que que tá acontecendo com meu filho? Meu filho tá dormindo muito, meu filho tá dormindo pouco. Qual o padrão de sono do meu filho? Qual o padrão alimentar do meu filho para quando ele começar a ter uma alteração, eu conseguir perceber? Então é estar atenta. E aí a gente volta pra campanha pensando em falar em depressão, mas trazendo pro dia que a gente deve colocar isso no dia a dia. Acho que a mensagem que eu quero trazer é essa. Vamos olhar o dia a dia das crianças e dos adolescentes, parar, observar e acolher, né? Qual a necessidade daquela criança? Vamos validar a a a escuta, validar o sentimento, validar o comportamento daquela criança, o que que tá acontecendo da atenção para essa criança. Isso é muito importante. Se a gente olhar a mesma pesquisa pensa, é bem interessante dizer que 1/3 dos adolescentes eles relatos que acham que os pais não entendem as suas preocupações. Então, será que existe essa conversa em casa? Uma conversa sem julgamento, uma conversa ativa, uma conversa empática, escutativa, eu tô ouvindo realmente, tô validando o que o meu filho adolescente tá trazendo para mim. Talvez. Então, doutora, o principal ali, a principal mudança, né, uma alternativa da mudança começa então dentro de casa com essa conversa, com esse diálogo, né, separar uns minutinhos ali, como a gente conversou desde o início aqui do programa, né, o dia é corrido, rotina, mas separar ali um tempinho, né, para ter essa conversa, perguntar como que foi o dia, como que tá sendo na escola também tem uma participação ativa, né, nesse cenário. de identificar esses alertas também juntamente com a família. Com certeza a escola tem um papel fundamental. Eh, as crianças passam a maior parte do tempo na escola e a escola, além da queda do rendimento escolar, ela pode observar outras alterações de comportamento. Então assim, tem o a queda do rendimento escolar, a queda das notas, aquele aluno que de repente fazia, realizava todas as atividades e não tá, não tá realizando, não tem entrega. aquele aluno que ele se engajava muito bem na turma e de repente ele tá ficando mais isolado. Aquele aluno que ele tem uma alteração de comportamento, que ele tem uma dificuldade de concentração em sala de aula, que ele fica mais agressivo ou mais irritado, são alguns sinais de alerta que a escola pode observar, certo? E doutora, falando sobre o diagnóstico, né, diante desses sinais de alerta, é difícil o diagnóstico. Esses sinais eles podem ser confundidos com outros eh com outras situações, por exemplo, ansiedade, TDH. É difícil chegar nesse diagnóstico da depressão, por exemplo? É difícil. o o diagnóstico da depressão é algo complexo, né? O pediatra tem que olhar com muita atenção, eh, com muito cuidado para esses sinais que a que a família traz, que o adolescente traz. A escola tem um papel fundamental, porque ela pode trazer informações também. Então, a a mãe deve buscar informações na escola para trazer pro pediatra. E aí o pediatra tem que fazer uma avaliação cuidadosa dessa criança, desse adolescente, com todas as informações, com todo o exame físico, eh, e um exame psíquico também. E às vezes a gente não consegue fechar um diagnóstico de depressão numa na primeira consulta, numa única consulta, mas a gente consegue entender que tem um sofrimento emocional muito grande. E aí a partir daí a gente vai avaliar a necessidade dessa criança continuar um sempre vai continuar o acompanhamento com com pediatra, mas avaliar a necessidade dessa criança ser encaminhada para um psicólogo ou ser encaminhada para um psiquiatra. O pediatra é a porta de entrada dessa criança. Por isso que é tão importante, né, como você mencionou, os pais responsáveis e também os educadores, né, terem essa conscientização dos sinais de alerta, porque isso faz toda a diferença quando chegar, né, na no especialista, justamente para poder diagnosticar e não ter esse essa dificuldade, talvez no diagnóstico precoce e certeiro, né, que faz toda a diferença também no tratamento desse paciente, né, doutora Com certeza. Isso é muito importante. Eh, a gente precisa conscientizar os pais, conscientizar os educadores. E quando a gente fala em educadores, a gente pode conscientizar os professores, a coordenação, mas às vezes todos os funcionários de uma escola, né? Porque eles estão conseguindo olhar, né? tem aquele olhar daquele dos alunos, aquele aluno que tava brincando na hora do recreado. Então vai chamando atenção que algo está errado. Sério? E doutora, quais são assim as consequências, né, da depressão? Eh, se ela não for tratada, quando que é o adequado, orientado esse paciente a tomar medicação? como que é feito esse tratamento, né? Lógico, tem é de acordo com cada indivíduo, né? Cada paciente, cada grau ali da situação, mas queria que a gente entrasse em detalhes também nessa questão do tratamento em si. Só a terapia resolve ou precisa de medicação, dependendo dos casos? a gente tem que entender eh quando a gente faz um diagnóstico de depressão, a gente tem que avaliar se é uma depressão leve, moderada ou grave. Eh, a terapia é faz parte do tratamento. Eu digo que ela é essencial. A medicação a gente vai ter que individualizar para cada paciente se há necessidade de entrar com medicação ou não. Eh, além da terapia, o que a gente pode conscientizar? Mudanças de comportamento, né? eh uma estabelecer rotinas dentro de casa, eh olhar pro sono desse paciente. A gente tem uma correlação aí que as crianças que têm depressão dormem, tem uma alteração de sono e o alteração de sono também pode predispor a a depressão. Então tem que ter um olhar cuidadoso em relação a isso. Então a a gente tem que olhar os hábitos de vida dessa criança, dessa família como prevenção e parte tanto da prevenção que a gente tanto conversou aqui, mas como parte do tratamento, né? Então, melhorar o sono dessa criança vai ajudar, realizar atividade física vai ajudar. controle, controle de estress, ensinar essa família a lidar com essa criança vai ajudar a a terapia, a família vai ter que fazer parte da terapia, né, para a gente dar recursos para essa família a lidar com uma criança já com diagnóstico de depressão. Além do tempo de qualidade, desse apoio emocional e acolhimento, a gente sabe que também existe alguns trabalhos mostrando melhoras com de depressão, com meditação, o que também tem que individualizar, não? Né? Hoje, doutora, você percebe que a rede, né, de ensino, eh, os professores, os educadores, os funcionários, né, eh, a equipe como um todo, eh, essa equipe, ela está preparada para receber esse aluno, para acolher, para apoiar, como que é o seu olhar diante, né, desse cenário? E uma outra questão também hoje, né, pode-se dizer que depressão infantil ela é comum já diante de tantos casos? Vou começar pela última pergunta. Eh, a depressão, infelizmente, é comum. Eh, uma coisa que a gente percebe na prática pediátrica é que as famílias elas já chegam com o diagnóstico. Ela fala assim: "Ah, meu filho está deprimido". elas já trazem esse diagnóstico, então, e já cobram esse diagnóstico. Então, a prevalência, como eu disse, tem aumentado em idades dados cada vez mais precoce. A família tem muita informação através das mídias e mas a gente tem que ter esse olhar cuidadoso, né? Por exemplo, uma criança que tem uma dificuldade escolar, que tá com uma dificuldade de concentração, será que é depressão ou será que é um déficit de atenção? É, a gente tem que fazer esse diagnóstico diferencial. Por isso que a consulta pediátrica ela deve ser uma consulta muito cuidadosa. Eh, e a gente precisa entender muito da rotina dos sentimentos dessa criança. Agora, em relação a se as escolas estão preparadas, eu acho que a gente sempre precisa se aprimorar e sempre estar mais atento a isso, né? Porque se você perguntar para um professor, para um coordenador, ele pode até te falar os sinais de alerta. Agora a questão é observar isso e e parar, conseguir parar para observar, porque imagina um professor com 30 alunos em sala, conseguir olhar individualmente para cada criança e trazer um uma informação de alteração de comportamento, não é fácil. ele vai te trazer uma uma criança que tem uma já uma alteração bem importante, né? Então, de repente, esse começo, a gente precisa conscientizar mesmo eh as escolas e é uma tarefa difícil porque o professor tá tem que tem que ensinar, tem que olhar o comportamento, não de uma criança, de 30. Então vai muito além, né, do educar, né, porque como você mesmo mencionou, é um desafio muito grande também a escola ter esse olhar, né, ter essa visão diferenciada justamente com tantas outras atribuições já que esse professor tem, que o funcionário tem, né, para dar conta de uma sala, vamos colocar aí de 28, 30 alunos, de repente, dependendo da escola, né, e ter esse olhar diferenciado para cada um. Realmente é um desafio grande para vocês também, né, enquanto sociedade para ter esse diagnóstico, né, doutor? Então, a campanha ela vem justamente para conscientizar as pessoas sobre a depressão, que, infelizmente, como você disse, já se tornou comum, mas ainda assim precisa ter uma atenção maior, né? Perfeito. Você então eh fizesse, né, os esclarecimentos, as considerações finais em relação à sua campanha como coordenadora, né? Como que você enxerga essa campanha diante de tantos os casos? falasse um pouquinho sobre essa campanha aí que você coordena, né, com maestria diante desse cenário. Carolina, a campanha ela visa mesmo chamar um sinal de alerta sobre depressão em crianças e adolescentes. mostrar que realmente validar a informação que tem aumentado os casos de depressão em crianças e adolescentes. Ela vai trazer também as causas, a importância do tratamento, a importância do cuidado, porque, infelizmente, a gente ainda tem um estigma muito grande na sociedade quando se fala em saúde mental. Isso tem melhorado, mas ainda existe bastante. E eu acho que trazer a consciência é o mais importante, que existe a depressão. E aí o foco que a gente quer abordar esse ano é o antes, né? A prevenção, é o olhar, o olhar dos pais, o olhar do responsável, o olhar da escola, né? o quanto isso, como a prevenção pode, né, favorecer muito o adoecimento de uma criança, de um adolescente. Porque quando a gente fala de uma criança, de um adolescente com transtorno mental, a gente sabe que provavelmente vai ser um adulto que vai ter um transtorno mental em algum momento da vida. E é interessante acolher, acolher o mais importante com com uma festividade, né? Escuta, se eu tivesse que deixar duas palavras aqui, teria uma escuta ativa e e um acolhimento com amor e com carinho,ente e não banalizar, né, doutora, não entender esse esse indivíduo, essa criança ou adolescente, como muitos, né, a gente ouve muito falar, ai tá com frescura, ai, porque não é assim e e não ter, né, esse rótulo realmente em escutar e acolher de forma sem julgamentos, né, tentando ajudar. Talvez isso também seja difícil, né, mensurar aí um momento que esse responsável, de repente não escuta, não tem essa escutativa e ainda eh julga, né, falando que é frescura e realmente depressão não é frescura, né, porque tem sua gravidade depois ao longo da vida, né? Com certeza. A gente escuta muito isso. Os pais falam: "Ah, tá com frescura". Eh, aquela criança que de repente acorda, não quer ir paraa escola. Eh, os pais falam: "Ah, tá com frescura, não quer ir paraa escola". O pai fala assim: "Você tem tudo". É uma frase muito comum, né? Eh, então el não consegue entender o o sofrimento daquela criança. Tá certo? Então, Dra. Carolina, muitíssimo obrigada pela sua participação, por compartilhar esse tema, né, tão delicado e trazer informações, né, reais sobre a depressão. Então, novamente, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde é Vida. Eu que agradeço a participação. Bom, saúde à vida fica por aqui com esse tema, né, delicado. Espero que você tenha sanado todas as suas dúvidas. Nós temos um encontro marcado na próxima edição do Saúde é Vida. Até mais. [música] เฮ [música] [música] [música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do SAÚDE É VIDA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
30:47

Saúde é Vida | Osteoporose

32:15

Saúde é Vida | Doenças do intestino

34:52

Saúde é Vida | Saúde do coração

34:08

Saúde é Vida | AVC em jovens: sinais, tratamento e a importância do atendimento rápido

30:54

Saúde é Vida | Lipedema: sintomas, diagnóstico e tratamento

38:02

Saúde é Vida | Alopécia - tipos, causas e tratamentos explicados

33:32

Saúde é Vida | Varizes: sintomas, mitos e tratamentos

32:56

Saúde é Vida | Abril Azul: diagnóstico precoce e inclusão no autismo

32:21

Saúde é Vida | Doenças hepáticas: sintomas, prevenção e cirrose

33:03

Saúde é Vida | Pressão Alta: Doenças silenciosas causadas pela Hipertensão Arterial

31:57

Saúde é Vida | Março Roxo: desmistificando epilepsia

31:51

Saúde é Vida | Março Lilás 2026: prevenção câncer colo do útero

30:09

Saúde é Vida | Março Azul-marinho: mês de prevenção ao câncer colorretal

32:19

Saúde é Vida | Março Amarelo: Endometriose — sintomas, diagnóstico e tratamento

34:25

Saúde é Vida | Fevereiro Lilás e doenças raras na infância

32:23

Saúde é Vida | Fevereiro Laranja e conscientização sobre leucemia

32:46

Saúde é Vida | Neuropatia Hereditária Sensitiva e Autonômica: sintomas e diagnóstico

32:30

Saúde é Vida | Fevereiro Roxo: lúpus e fibromialgia – diagnóstico precoce salva vidas

35:14

Saúde é Vida | Alimentação e saúde mental: como o intestino influencia emoções

36:21

Saúde é Vida | Janeiro Roxo: hanseníase: sintomas, diagnóstico e tratamento no SUS

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
5:55

Adote Um Bichinho | Semana 01 a 06 de Junho de 2026

32:05

Conexão Cultural | Instituto Hilda Hilst

31:17

Em Pauta | Roberto Alves

33:55

Faça Você Mesmo | Laços Cabelo Copa

34:35

Ponto de Vista | O Brasil está falhando com seus povos originários?

41:17

Questão de Ordem | LDO 2027: Como será definido o orçamento de Campinas?

17:34

Câmara Na Copa | Álbum do Mundial vira febre e curiosidades da Copa surpreendem

5:45

Câmara Notícia | 27ª Reunião Solene 2026