Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[música] [música] [música] Olá, começa agora mais uma edição do Saúde à vida com informações sobre prevenção de doenças, tratamentos e diagnósticos. E no programa de hoje vamos abordar o Fevereiro Laranja, campanha nacional de conscientização sobre a leucemia. Nossa convidada é a hematologista Jamile Cunha, que já está conectada. Seja muito bem-vinda, Jamile. Bom dia a todos. Bom dia, Ciassiane. Obrigada pelo convite. Nós que agradecemos a sua participação, Jamile. Bom, pra gente começar então esse nosso bate-papo, sempre é bom alertar, né, as pessoas aí sobre a importância do diagnóstico precoce. Mas vamos começar então pela doença em si. Queria que você explicasse de fato, né, o que é leucemia. Então, Ciani, só reforçando que o fevereiro laranja é um mês de conscientização sobre as leucemias, né? E é muito importante esse tipo de campanha e atividade, porque a gente consegue realmente informar melhor a população e tirar as dúvidas. Então, na verdade, a leucemia ela é um câncer da medula óssea, tá? A gente tem alguns subtipos de leucemia que podem ser divididos entre as leucemias agudas e as leucemias crônicas, que apesar de ter o mesmo nome leucemia, elas se manifestam de maneiras bem diferentes entre si. Então, as leucemias agudas, elas são eh cânceres das células tronco da gente, então de células bem mais imaturas, por isso dão sintomas mais agudos, mais importantes e até mais graves do que as leucemias crônicas, que, como o nome já diz, os sintomas aparecem mais devagarinho, assim, mais lentamente e a gente tem sintomas um pouco mais leves. assim como tratamento um pouco diferentes, né, e mais leves também em relação às leucemias agudas. Perfeito, Jamile, como já foi iniciado, então, a respeito dos sintomas, então queria que explicasse quais são esses sintomas, né? Quais são os sinais que é preciso tomar a ter essa atenção, tomar cuidado, né? inicialmente falando, mesmo que seja aquele sinal é imperceptível assim pra pessoa. Então, Cane, é importante frisar que, apesar da conscientização ser importante, as leucemias elas são doenças relativamente raras, tá? Então, gente, não é porque a gente fala algum sintoma que necessariamente é igual à teleucemia, mas a gente conversa sobre sintoma pra gente procurar auxílio, né, no serviço de saúde, auxílio médico e assim conseguir identificar o seu o seu problema mais facilmente. Então, as leucemias elas são doenças que se manifestam com doenças no sangue. Então, os sintomas eles se associam a essas alterações no sangue. Então o o paciente ele pode manifestar mais cansado, cansaço excessivo que impacta nas atividades de vida, tá? Diferente do comum. Ele pode apresentar também infecções de repetição, então a gente eh pegar doenças mais graves de repetição ou também manifestações de sang de pele ou sangramentos de mucosas, tipo de sangramento de gengiva que não para, sangramento de nariz que não para. Já as leucemias crônicas, elas podem ter todos esses que eu conversei e além do mais elas podem ter, por exemplo, aumento do volume da barriga porque pode aumentar o fígado, pode aumentar o baço e essa ser uma manifestção clínica que o paciente apresente. Feito, Jamil. E no caso falando sobre agora as causas, né, os fatores de risco, é possível identificar esses fatores de risco e as causas? Eh, a gente pode dizer que é genética ou não, tem relação também de ser hereditária. Então, pessoal, a gente tem que diferenciar o que é genético e do que é hereditário. Todo câncer, ele vai ter uma mutação genética que aumenta, né, a proliferação das células anormais, que são as células cancerígenas. Mas as leucemias, elas não são hereditárias. Então esse gene ele não passa na família, é um gene com mutação aleatória ao longo da vida, mesmo em crianças, teve uma mutação aleatória que teve a formação da doença desse câncer da medula. Tá bom? E a outra pergunta, Cassiane, foi em relação aos fatores de risco, certo isso, né? Quais são os fatores de risco? se tem fatores externos, né, que acabam também prejudicando e a acarretando esse paciente, né, essa pessoa a ser diagnosticada com leucemia. Então, os fatores de risco, Cane, hoje a gente não tem fator de risco específico para leucemia aguda, como a gente tem outros tipos de câncer, mas sabemos que os fatores ambientais, né, de hábito de vida, eles influenciam no aparecimento dessas alterações genéticas ao longo da vida. E uma dessas alterações pode levar ao paciente ter uma leucemia. E quais são os hábitos ambientais? Então, evitar cigarro, né, evitar tabagismo, bebida alcoólica, praticar atividade física. A gente tem hoje vários estudos que mostram a prevenção de vários cânceres com uma atividade física regular, eh diminuir o consumo de carnes embutida, carne vermelha, gordura. Então, todos esses fatores que são comuns à prevenção de vários outros tipos de câncer também entra na prevenção das leucemias. Perfeito, Jamil. E o diagnóstico, como que é feito esse diagnóstico, né? O primeiro momento da pessoa ir até uma um especialista, né, para fazer esse diagnóstico, para passar para um um exame aí de rotina. E aí percebe-se e essa pessoa é diagnosticada com leucemia. qual que é esse processo, né? Porque a gente fala muito sobre diagnóstico precoce, mas nem sempre, né, a acontece da do paciente perceber esses sinais ou esses sintomas e buscar essa ajuda. Então, pessoal, a gente não tem exame de triagem para as leucemias agudas, assim como a gente tem pro câncer de mama e o câncer de próstata. Então, a leucemia aguda e as leucemias crônicas, a gente pode detectá-las ou na procura do serviço de saúde com o sintomas. Então, o primeiro exame que é feito é o exame de hemograma. E aí dentro desse exame a gente consegue detectar algumas alterações que fazem o médico pensar em leucemia aguda, mas o diagnóstico definitivo definitivo é realizado no exame de medula óse e esse exame é feito por um médico hematologista. Então, se a gente tá falando de serviço público, a primeira eh a primeira porta que você deve procurar é o clínico geral e assim fazer um hemograma para ser encaminhado pro serviço com o hematologista. Se a gente tá falando de serviço privado, segue segue o mesmo raciocínio. A diferença é que às vezes o acesso ao hematologista é um pouco mais rápido, porque você pode ir direto a um hematologista. E aí os médicos que fizerem essa primeira avaliação com o exame de sangue, que é o hemograma, visto alguma alteração, né, significativa que faz a gente pensar em leucemia, aí sim é feito o exame de medula óssea, que é o exame que diagnostica essas doenças. E quais são essas principais alterações, né, que encontradas nesse exame para partir, então pro próximo passo e ter esse outro diagnóstico, né, fazendo aí o o exame com o hematologista de fato, Jamile, mas nesse primeiro momento, né, quais são essas alterações e o que a leucemia ela causa no organismo? Como que é feito assim, falando de fato na prática mesmo, como que funciona, como que age o organismo? de uma de um paciente já diagnosticado. Então, Cane, é porque na verdade essas alterações elas podem ser ou não relacionadas à leucemia. Então, a gente pensa que a leucemia é uma doença da medula. Então, o que que acontece? A medula, ela começa a produzir de forma anormal as células do sangue ou de forma ineficaz. Então, a gente pode ter desde o paciente que tem muitas alterações para células para baixo, então anemia, as as células da imunidade baixa, as plaquetas baixas, ou a gente pode ter também uma manifestação no hemograma dessas células estarem aumentadas. Então que a gente fala de leucocitose, as células da imunidade estão muito aumentadas porque das duas formas, como eu falei, o jeito que a doença se manifesta no corpo é ou produzindo errado e aí vai ter um monte de célula errada lá no hemograma, ou não produzindo ou produzindo ineficaz e essas células vão estar todas baixinhas. Por isso que os sintomas eles podem ser um pouco inespecíficos, porque depende um pouco do tipo de célula mais comprometida. Por isso que precisa ter bastante atenção em relação aos sintomas e os sinais, justamente para poder ter esse diagnóstico precoce, né? Porque como você mencionou, nem sempre essas alterações no exame elas são características de leucemia. E a gente eh percebe muito, né, a internet ela está aí cheia de informações, nem sempre com bases científicas, né, Jamile, mas que fala sobre anemia, por exemplo. Ai, uma pessoa que ela tem uma anemia forte, né, pessoal fala, ah, uma anemia profunda, isso pode caracterizar futuramente eh leucemia, mas não tem relação de fato. Então é, Cane, na verdade o mais importante é a gente perceber que caso haja, né, sintomas e as alterações laboratoriais, a gente precisa pensar e investigar e excluir outras causas. Então, novamente, as leucemias, ainda bem, são doenças relativamente raras, né, mais raras do que outras doenças que causam anemia, mas o mais importante é não ficar se consultando só na internet. Acho que a gente tem que sim utilizar a internet como meio, né, de conhecimento, assim como esses programas que a gente assiste, né, o os meses de conscientização, mas o mais importante é pegar esse conhecimento e sempre procurar, né, o serviço de saúde, mesmo que seja pra gente tirar dúvidas. Jamile, vamos falar agora sobre a questão das crianças, né? É mais comum a leucemia se manifestar em crianças. Então, pessoal, alguns tipos de leucemia. Sim, a leucemia linfoblástica aguda, ela é mais comum em crianças do que em adultos, mas as leucemias crônicas, elas são mais comuns nos adultos, principalmente relacionando a uma idade até um pouco mais avançada, tá? Então, as leucemias das crianças, elas tendem a ser mais comuns, né, as os subtipos agudos e elas também têm uma taxa de resposta um pouco melhor em relação às leucemias agudas nos adultos, tá bom? Então, a gente tem essa diferença, né, de epidemiologia em relação a adulto e criança, mas que também depende um pouco dos subtipos. E qual é o mais comum nas crianças e como que é feito esse tratamento? Existe um tratamento diferenciado, né, por ser criança e adulto? Tem essa essa diferença no sentido do tratamento mesmo, Jamile? Pela idade, Ciane, não tá? A gente tem diferença no tratamento nos subtipos de leucemia. Então, as leucemias agudas, elas são tratadas com esquemas de quimioterapia de alta intensidade. Então, os pacientes ficam internados fazendo essa quimioterapia, tá bom? E aí são quimioterapias realmente com bastante efeitos coletatarais, tudo isso porque são doenças bem graves. E alguns pacientes, a depender do da avaliação durante o tratamento, eles têm indicação de transplante de medula óssea. Já as leucemias crônicas, elas têm alguns subtipos que precisam sim fazer tratamento de quimioterapia, mas a maioria das vezes são quimioterapias orais, né, comprimidinho. Então a gente tem essa diferença no tratamento dos subtipos, mas não necessariamente pela idade. Em relação à idade, o que muda é em pacientes muito idosos, né, que às vezes não tolera uma quimioterapia de alta intensidade por conta das doenças prévias do que, né, alguns tipos de comprometimento aí de órgãos. Então, faz um tratamento com intensidade um pouco menor, mas também um tratamento baseado em quimioterapia. Perfeito, Jamile, vamos falar então sobre a questão dos efeitos colaterais aí nesse tratamento, né? queria que você explicasse como que o organismo ele reage. Eu sei que depende também de cada paciente, né, de como ele vai eh aceitar esse tratamento. Mas assim, a princípio, quais são esses efeitos colaterais? E aí a gente já entra também na questão do transplante, né, de medula. como que é feito esse procedimento, como que é visto que aquele paciente de fato necessita desse transplante, né? E os cuidados nesse momento do tratamento. Então, o tratamento, como eu falei, é um tratamento de alta intensidade, porque a doença é um pouco mais grave. Então, a gente tem os efeitos colaterais mais comuns em todas as quimioterapias, que é queda de cabelo, né? Então, de todos os os cabelos, a gente tem bastante efeito eh gastrointestinal. Então, enjoo, perda de apetite, mudança de paladar e a gente tem os efeitos um pouquinho mais intensos que são nas próprias células sanguíneas. Então, vê se que a como a quimioterapia o intuito ela, o intuito dela é matar a célula que tá errada na medula óssea, então ela também age nas células que não estão erradas na medula óssea, então todas as outras células vão cair. Então a gente pode ter eh anemias mais graves durante o tratamento com necessidade de transfusão, plaquetas que vão cair também com necessidade de transfusão, isso tudo relacionado à própria quimioterapia. E aí eu vou dar um adendo, Cane, puxando um pouquinho pro outro lado deatologia. Por isso que é tão importante a doação de sangue, né? Todos esses pacientes que fazem quimioterapia, seja de leucemia aguda ou de outros tipos de câncer, que tem quimioterapias mais intensivas, eles podem ter, né, efeitos lá nas células do sangue com necessidade do eh de transfusão de sangue mais frequente. Então, além daqueles daquelas situações clássicas que a gente sabe de acidente de carro, cirurgia cardíaca, as os pacientes que fazem tratamento oncológico, eles têm uma alta necessidade de transfusão de sangue, portanto, sendo muito importante a nossa doação, né, para esses pacientes também. Acredito que esse seja talvez o maior desafio, né, Jamille, a questão de conscientizar as pessoas não só sobre a doença, mas o mais importante talvez é sobre a doação de sangue em si, né, porque são vários tipos aí de leucemia, como você mencionou, que tem os subtítulos. Então, a doação ela é muito importante nesse sentido, porque pode ajudar, né, vários aí pacientes. Por quê? Eh, você tava falando sobre a questão do da transfusão e o transplante de de medula. Nem sempre esse paciente ele vai precisar do transplante, mas da transfusão sim, é mais comum a transfusão, né, por conta da gravidade aí da da quimioterapia. Com certeza. Então a gente, a 100% dos pacientes que fazem quimioterapia para leucemia aguda vão transfundir algum tipo de hemocomponente. E essa transfusão ela é frequente porque é esperado que essa quimioterapia baixe bastante a célula do sangue. Mas novamente os outros tipos de câncer eles são mais comuns, tem tratamentos, né, mais frequentes. E eles também t muita quimioterapia que baixa bastante a célula do sangue e precisa de transfusão. Então, às vezes a gente realmente sempre volta nesse assunto da doação de sangue, porque muita gente não tem, não sabe, não tem ideia de onde a gente usa os hemocomponentes, né? E o tratamento de câncer, como a gente já sabe, é tá muito mais frequente, né? Nós temos drogas novas, pacientes que sobrevivem mais tempo e são realmente um perfil de paciente que precisa de transfusão sanguínea. E como você falou, transfusão sanguínea é muito mais frequente do que o transplante de medula óssea. Perfeito, Jamile. Bom, vamos falar agora sobre a questão então da do transplante, né? Quem pode fazer, como que é feito esse mapeamento, né? depois que esse paciente ele está nessa fase que precisa de fato aí desse transplante, quem que pode doar? É primeiro visto ali a questão da família, né, da genética? Como que funciona na prática esse esse tratamento com a medula? Então, pessoal, a gente hoje tem técnicas de transplante muito mais avançadas, né, do que no passado. E prioritariamente, quando o paciente tem indicação de transplante de medula, a gente procura doador nos parentes de primeiro grau, então irmãos, pai e mãe, tá bom? Então, por exemplo, primos, tios, eles não vão entrar nessa pesquisa, eles vão entrar no banco de doadores, como os outros doadores anônimos, tá? Porque a gente sabe que a partir do segundo grau de parentesco, a chance de compatibilidade vai diminuindo. Então, a pesquisa obrigatória, ela é feita nos parentes de primeiro grau, tudo bem? E a partir daí, se o paciente não tem um doador compatível adequado na família, porque na verdade além da compatibilidade genética pro transplante, a gente às vezes tem que avaliar se aquela pessoa tem condição de ser doador. Então a pessoa às vezes tem uma doença crônica grave, a pessoa, por exemplo, tá grávida, a irmã tá grávida. Então tem algumas condições que limitam a doação de medula mesmo com compatibilidade familiar. E aí, caso a gente não encontre um doador compatível geneticamente e que não e que, né, e que não possa doar, o paciente é inserido no banco de doadores nacional, internacional, que chama Redome. Essa inserção é feita pelo serviço de saúde, pelo profissional de saúde, porque existe exigem alguns dados mais específicos. E assim é feita uma triagem genética dentro do banco de doadores para saber se existe alguma doador previamente compatível. existindo esse doador compatível, é entrado em contato com esse doador e é feito alguns exames de genético e específicos nesse doador, como por exemplo sorologias, né, para HIV, hepatite C, hepatite B, porque uma vez que você se inscreve, você vai est sempre escrito no banco. Então, às vezes você pode até ser compatível, mas você tá com a limitação naquele momento que foi necessário o transplante. Então isso, todo esse passo a passo é feito. Portanto, além da compatibilidade genética, precisamos ter condições clínicas para sermos um doador. E aí, Ciane, eu quero só lembrar de um ponto muito importante, é se você fez um cadastro de doador de medula em algum momento da sua vida, às vezes fez uma campanha, alguma coisa, é importante, pessoal, ir lá no hemocentro atualizar os dados, né? Porque às vezes você é compatível, mas você mudou de telefone, você mudou de endereço e ninguém consegue te achar mais. Muito importante, né, prestar atenção nesses detalhes que faz toda a diferença, né, Jamí? um simples telefone, um endereço já muda completamente aí o curso, né, dessa desse paciente também, como você mencionou, às vezes é compatível e não consegue ali entrar em contato com essa pessoa e esse processo acaba sendo mais demorado, porque vocês têm também que ter eh o tempo, né, é crucial também para para esse paciente, né, se for um caso muito grave também, isso é desafiador para vocês, né? É, Cen assim, eu sei que muita gente tem medo de ser doador e vale ressaltar que todos os testes antes de doar eles vão ser feitos, vão analisar os a sua condição de saúde. Então o doador ele não vai ter de nenhuma forma risco para a saúde dele. Então caso você tenha uma condição de saúde que o limite, você não vai ser doador. E a outra a outra coisa é que você pode também negar na doação. Então não é, né, a doação, ela não é obrigatória. Claro, é um ato de amor, é um ato de altruísmo, mas eu digo assim, às vezes a gente tem medo de se cadastrar porque a gente não sabe como a gente vai pensar na hora. a gente é uma doação anônima, ninguém vai saber, só o banco de doadores, então toda uma análise de saúde vai ser feito. Então assim, é para ser muito seguro para o doador. Jamile, nesse caso, a gente pode falar que depois do transplante esse paciente ele foi curado, existe um tratamento depois porque tem a questão também de rejeição, como que funciona? estatisticamente falando, quais os riscos, né, de rejeição para esse paciente e da da leucemia voltar, ela volta ou não? Ou ele pode ser acometido com outra doença por conta da imunidade, tem essa relação também de um tratamento específico depois que esse paciente ele foi transplantado? Então, assim, como a gente sabe que o transplante é uma célula de outro organismo no seu organismo, né? Então a gente, o paciente ele fica em esquema de imunossupressão com alguns medicamentos e comprimidos, assim como todos os transplantes, né, renal, cardíaco. E durante esse episódio de imunossupressão, a gente pode ter sim alguns riscos associados tanto à imunossupressão quanto o próprio transplante. em relação a dados de recaída e tudo isso, vai depender muito do subipo de doença e da característica genética dessa doença. Então, a gente, claro, visa fazer transplante no objetivo de cura desses pacientes, mas assim como todos os os tratamentos para câncer, a gente tem os pacientes que vão curar, os pacientes que vão recair. As recaídas mais, né, de de doenças mais geneticamente piores, mais graves, elas costumam acontecer nos primeiros anos pós transplante. Então, a partir do momento que a gente aí vai pro 5into ano pós pós transplante, as chances de recaídas são bem menores em relação ao primeiro ano de transplante. Mas sim, com certeza a gente tem aí uma mudança de vida importante conta das necessidades de imunospressão, consultas frequentes e tudo isso. Nesse sentido, né, falando desses cuidados, o que esse paciente precisa fazer, né, na qualidade de vida mesmo, né, sabendo que ele tem a a doença que foi transplantado no dia a dia, alimentação, atividade, tem algum medicamento que ele não pode tomar? Tem alguma limitação nesse sentido? É, na verdade, a todo o pós-transplante, ele é feito com um acompanhamento médico bem rigoroso. Então, esse paciente passa por consultas periódicas, né, de de mensais, às vezes até quinzenais, a depender das intercorrências que esse paciente pode ter. Ele vai tomar os remédios imunossupressores, ele vai tomar alguns remédios de antibactérias, antvirais em relação à profilaxia. E outra coisa que é feito é a renovação do calendário vacinal desses pacientes, após o transplante de medula e com a imunossupressão, muitas vezes a gente perde aquela imunidade adquirida com as vacinas do passado. Então, todo aquele calendário vacinal infantil, ele é refeito, né? Claro que em partes e a depender do tempo pós transplante, mas isso é um cuidado que a gente precisa ter. Portanto, nesse primeiro se meses pós transplante, o paciente tem um risco de infecções mais graves, mais importantes. Então, os cuidados são evitar ambientes muito com muita gente, muito fechado, evitar contato com pessoas gripadas, resfriadas, alimentos que a gente não sabe de onde, né, são feitos, com risco de infecção, porque a gente tem esse momento de imunidade muito baixa do paciente. em relação a tipos de remédio que pode, não pode tomar ou pode tomar, isso é muito relativo a depender do quadro do paciente, porque tem alguns pacientes que podem até ter um dano aí no fígado leve, então tem algumas limitações mesmo de remédio, mas isso é avaliado caso a caso. Perfeito. E no caso de um paciente, né, de uma mulher que ela foi diagnosticada, uma mulher já adulta diagnosticada e que é gestante, tem riscos aí pro bebê, qual é o tratamento? O diagnóstico também faz todo a diferença nesse sentido. É um caso mais delicado, Jamile, tá? Então assim, nas leucemias agudas para as mulheres gestantes, a gente não tem condição de fazer quimioterapia de alta intensidade durante a gestação. Então, a gente faz toda uma junta médica dependendo da idade gestacional da paciente, ou é oferecido fazer um parto prematuro ou a depender até mesmo um uma suspensão da gravidez, né, se for uma gestação muito inicial, porque o tratamento de quimioterapia ele não pode ser feito durante a gestação, falando em leucemias agudas, tá bom? a gente tem risco tanto pro feto quanto pra mãe de morte durante o tratamento. Então isso não é indicado. Já nas leucemias crônicas a gente tem um controle um pouco melhor, como são doenças menos graves, tem que ser avaliado caso a caso. Perfeito. Bom, Jamile, pra gente falar um pouquinho sobre então essa conscientização, né, você como hematologista, quais são eh as dificuldades e os desafios mesmo, né? porque as pessoas acabam eh relatando muito o mês e não é somente o mês, né? Fevereiro, laranja, a gente fala da conscientização porque é o momento que todo mundo está divulgando essas informações, mas mais que isso, como você disse, fazer a doação de sangue é muito importante, né? Então é o maior desafio nesse sentido para vocês que estão, né, na linha de frente e atuando e trabalhando aí. verificando o os casos também, né, os pacientes diagnosticados para vocês é realmente um desafio essa questão da da falta, né, de doação de sangue, principalmente nesses períodos, né, agora carnaval, eh, épocas assim, o pessoal não vai mesmo, né, fica com mais a taxa fica menor mesmo, né, de de doação. Sim, CE. Então, assim, fevereiro, laranja, todos esses meses de conscientização, né, que são temáticos, a gente sabe a importância deles, porque não é só sobre o mês, mas é um mês que a gente consegue aí um apoio da da mídia, né? A gente consegue fazer atividades externas para a população. Então, o nosso foco mesmo é a população, informar, tirar dúvidas, auxiliar. Então, às vezes tem até um familiar que tá em tratamento desse tipo de doenças e aquela pessoa não consegue entender muitas coisas. Então, a gente tá aqui para realmente tirar e sanar essas dúvidas. E sim, com certeza o nosso desafio é com eh doações de sangue. Então, como você bem falou, a gente tem alguns períodos do ano que temos uma baixa nas doações, mas um aumento na necessidade das transfusões. Então, gente, vamos lembrar agora o carnaval. Então, quem puder doar nessa semana pré-carnaval, é uma época que a gente tem um pouco mais de acidentes, né, e precisa desses emocomponentes, desses estoques cheios. Mas todo ano é importante, como eu falei, né, a transfusão de sangue ela não acontece só pros pacientes que sofrem acidente, mas para todos esses pacientes que estão fazendo tratamento oncológico e tratamento de doenças crônicas. Perfeito, Jamília. Eu quero agradecer a sua participação aqui no Saúde à Vida por compartilhar a sua vasta experiência e trazer um pouquinho das dúvidas, né, sanar um pouquinho das dúvidas sobre essa doença, sobre os tipos e também os tratamentos. E é claro fazer essa esse pedido, né, para que as pessoas realmente se conscientizem sobre a importância da doença, do diagnóstico e muito mais também da transfusão que precisa assim doar sangue. Então, quero agradecer a sua participação aqui. Muito obrigada. Muito obrigada, gente, por esse espaço, tá? é muito importante. Então, caso alguém tenha mais interesse de saber informações, a gente tem um um site com informações. Então é isso. Obrigado mesmo. Tá certo? Nós que agradecemos a sua participação, Jamile. Bom, o Saúde a vida fica por aqui. Você continua acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Esse episódio e tantos outros você também consegue acessar pelo canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Até o próximo programa. Até mais. [música] เฮ [música] [música] [música]