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Conexão Cultural | Instituto Hilda Hilst
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Conexão Cultural | Instituto Hilda Hilst

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Neste Conexão Cultural, conheceremos a Casa do Sol, onde funciona o Instituto Hilda Hilst para conhecer mais sobre a vida e obra da autora.

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Conexão Cultural. E olha só, pessoal, hoje um assunto bem bacana, porque nós estamos num lugar de fato muito especial, um lugar muito bonito. Pessoal aqui recebendo escolas também, eh, os estudantes prestando bastante atenção. Onde exatamente nós estamos, no Instituto IU da Hilst para bater um papo com o Daniel, que é justamente o diretor do instituto. Beleza, muito obrigado por nos receber, Daniel. Prazer enorme ter vocês aqui, cara. A gente tava conversando, é um lugar com uma energia bem legal, bem bacana também, essa questão de receber os estudantes, fomentando a cultura, arte. Isso é é bem interessante, né? É, não, a casa é linda e pra gente é uma felicidade enorme receber os estudantes da rede pública de Campinas e região, porque é uma forma, a gente brinca, né, espalhar a palavra, né? É uma forma que a gente tem de formar público, de aproximar a cidade de Campinas, de um grande nome da cultura da cidade que é a Hilda. Uma poeta importantíssima, né? Hoje traduzida em mais de 20 países, ah, com mais de 40 livros publicados no exterior, publicada lindamente pela Companhia das Letras aqui no Brasil, enfim, uma escritora de primeiríssimo time, né, da literatura e da cultura nacional. E a Hilda e é uma é um nome que para uma primeira leitura assim e eh parecia um grande desafio abrir ela para públicos cada vez mais amplos, né? Eu acho que o instituto tem feito um trabalho muito importante em muitas áreas que tem ampliado cada vez mais o alcance da Hilda e a ação do nosso educativo, que é isso que tá acontecendo aqui hoje, é uma ação muito singular, muito bonita, né? Porque a gente recebeu aqui ao longo dos últimos anos quase 10.000 estudantes de rede pública. A gente distribui livros para todos eles. Então todos saem daqui com o livro da Hilda. A gente ah conta essa história da casa. Essa casa é tombada pelo patrimônio histórico, né? Por conta da história de tudo que aconteceu aqui, da obra que foi escrita aqui, né? A gente conta a história dessa casa, fala sobre a obra da Hilda e a gente tem uma participação luxosíssima nesse educativo já muitos anos do grupo Matula Teatro, que é um grupo de Campinas também e que trabalha lindamente a obra da Hilda há mais de 20 anos. Então, para eles é uma obra muito importante que eles conhecem muito. Então, para muitos estudantes, às vezes é a primeira experiência num espaço tombado, numa casa museu, é a primeira, é o primeiro contato com esse tipo de literatura, com poesia muitas vezes e também com o teatro, né? Então é uma experiência eh muitas de de muitas dimensões, né? E muito bem-sucedida. A gente gosta. Bom, pra galera que tá em casa, eh, e que queira conhecer um pouco mais sobre a Hilda, que que você pode falar, Daniel? Ela certamente eh fez história, né? Sim, sim. Olha, primeira coisa que eu vou sugerir pras pessoas é que sigam a gente no Instagram, @ @institutoilda. Tem muita coisa que acontece aqui na casa para públicos dos mais diversos. Por exemplo, agora em junho, final de junho, 2021, a gente vai ter aqui na casa a uma feira literária que as Istustianas, a última edição, recebeu quase 4.000 pessoas ao longo do final de semana, tem uma programação linda. Essa edição a gente vai ter a Mil Lacomb, vai ter amostra nacional de direitos humanos, né? Então vai ter cinema, vai ter conversa sobre literatura, ter Mariana Carrara, enfim, vai ter muita coisa, a Ana Salvani cantando, né? Então é um evento cultural. a livraria Candieiro com livros lá atrás, enfim, tem muita coisa aqui. A entrada é gratuita, a casa fica aberta, então é muito, muito gostoso. E a gente tem muitas outras coisas, acontece teatro aqui, acontece muita coisa na casa, muitas atividades. E aí, para quem é da literatura, para quem quer ler a obra da Hilda, eu sugiro fortemente que cada um vai pela pelo tipo de literatura que gosta, né? Então, se você gosta de poesia, eu sempre sugiro o Júbilo Memória no Viciado da Paixão, é um livro importante, ou então esse que a gente entrega pras escolas, que é o de amor tenho vivido. Ã, quem gosta da prosa, quem é da prosa pode começar pelo Turimóveis de Ti, ou então pelas crônicas que ela escreveu pro Correio Popular, né, que é o jornal aqui de Campinas, ou pelo teatro também. Muitas portas de entrada para obra da Hilda. Boas as principais obras dela. Tô dando uma olhadinha aqui pro pessoal conhecer um pouco mais. Baladas da poesia também, fluxo floema, tem bastante coisa. É bem interessante mesmo. É, é uma obra muito grande, né? Então, a entrada na obra da Elda é possível de várias formas, né? Talvez o livro dela mais traduzido, talvez não, com certeza o livro mais impactante e traduzido dela é a obsera, senhora D. Mas são muitos outros livros, né? Então são muitas possibilidades. Qual mensagem que você acha que ela deixou assim? Porque ela era de fato diferenciada, né? Principalmente pelo público da época e tudo mais. É. Olha, ailda foi uma mulher sempre à frente do tempo dela, uma mulher de de vanguarda, uma mulher que prezou sempre pela liberdade, pela liberdade de pensamento, pela liberdade de criar, pela liberdade de existir. Então isso foi sempre muito importante. Eu acho que isso ela guarda, ela reproduz hoje pras pras novas gerações, né? Ela é uma autora muito importante pros novos escritores, né? Inclusive serve de referência, né? Acho que é isso. Eu acho que com relação a isso não não resta dúvida, né? Com certeza. Com certeza. Como as escolas fazem para Porque certamente o pessoal assistindo ao Conexão Cultural vai falar: "Puxa vida, quero dar um pulo lá, conhecer e tudo mais. Como que as escolas fazem para fazer visita? Eh, só escola pode?" A gente tem muitos tipos de visita. Tem pro público geral, tem visitas guiadas. tem os eventos que a gente faz aqui. Então são muitas formas o o caminho para conhecer a nossa programação, eventualmente entrar em contato se for uma escola ou uma empresa, uma universidade, enfim, que queira construir alguma coisa dessas. São vários caminhos possíveis. O melhor caminho é mandar uma mensagem pelo nosso Instagram. um Instagram e quem recebe aqui a nossa equipe, acho que vocês já conheceram parte da nossa equipe. Sim, conversamos, vamos conversar inclusive no segundo bloco com a Olga, que é sua mãe, né? Isso. Ela mora aqui há 50 anos. É, foi grande amiga da Hilda, é histórias bem legais também. Aí no segundo bloco, a gente vai conhecer o acervo que tem bastante coisa, né? Só pra gente dar um um acervo que tá passando por uma digitalização muito importante, né? Então, tem um trabalho aqui que o Antônio e a Júlia coordenam, vamos conversar com eles também. Um trabalho muito importante, muito importante, muito raro em aceros pessoais. Bom, e a ideia de vocês é receber cada vez mais gente, mais estudantes, os jovens, para inclusive passar essa mensagem que ela sempre eh procurou passar, né, Daniel? Isso. A nossa ideia é de várias formas diferentes tentar ampliar cada vez mais o acesso, ampliar de forma radical o acesso à vida e a obra da Hilda. Essa é a nossa missão. E a gente trabalha isso através do educativo, através das através do trabalho com a enfim, muitas possibilidades e o instituto ele é um povo, ele trabalha em muitas áreas. Como começou o seu interesse aí pela Ailda foi grande amiga dos meus pais. Eh, eu fui, eu nunca morei aqui nessa casa, mas eu fui gerado nessa casa. Eles moravam aqui na época, aí foram morar em São Paulo e tal, nasci em São Paulo, mas eu sempre tive um quarto aqui, né? Então tem uma relação, é aquilo que a chamava de família eletiva, que não é família de sangue, é uma família escolhida por afinidades. É. É. E aí, então sempre passei a minha vida aqui quando a Hilda morreu, tinha uma situação muito complexa de de risco aqui de preservação. A casa tava numa situação muito diferente do que tá hoje, que a gente acabou de passar por um grande restauro, né? Aliás, viabilizada por uma política pública municipal muito importante que é a de transferência de potencial construtivo, senão a casa não estaria bonita assim, né? A gente reinaugurou a casa em agosto do ano passado, né? Então é sempre importante falar dessas políticas públicas que tornam isso possível, que tá nos bastidores disso que a gente faz. É, você falou aí da casa bonita, inclusive o nosso Antônio Junqueira, o nosso repórter cinematográfico, deu uma volta, fez cada imagem bacana aqui, porque olha a quantidade de verde que tem aqui. São 10.000 m², né? Mais ou menos 9000, 8.000 e tantos de jardim. o resto de casa, tudo tombado. Nossa, é muito verde, muito legal. Quem vem aqui, nossa, fica com uma impressão muito bacana, né, Daniel? E eu acho que a ideia é essa também, manter a casa nessa situação para receber as pessoas, né? Sem dúvida, sem dúvida. A a ideia é essa, o tombamento, o o restauro que a gente realizou foi fundamental e eu acho que agora o instituto tá numa fase de crescimento muito importante, acho que pro pra gente, pra cidade de Campinas, para pro estado de São Paulo. Deixa eu te fazer uma pergunta. Você tem falado aí de Campinas e tudo mais, mas o pessoal de fora também vem conhecer aqui, porque ela é certamente muito conhecida, né? Sim. A gente tem um um potencial, sempre teve, mas antes a gente tinha um um limite estrutural grande, né? Mas agora depois do restauro, a gente recebe muita gente de fora. Então nas Justianas tem gente que vem às vezes de outros estados, se hospedam por aqui, né? A gente tem um programa de residência aqui no instituto que também recebe artistas, criadores, às vezes até de fora do Brasil, né? Como eu falei, a Ilda é muito estudada, muito lida fora do Brasil. Brasil. Então, mês passado a gente recebeu uma americana que veio do de Colúmbia, se não me engano, ela estuda lá e faz um doutorado em cima da obra da Hilda e veio pesquisar no nosso acervo e ficou um período residindo aqui na casa. Então, o instituto, por isso que eu falo que a gente funciona como uma espécie de povo, né? A gente desde trabalha as escolas públicas, mas também recebe o o o pesquisador que vem de fora, o pesquisador brasileiro, enfim, tem. Então, a gente trabalha, tenta com o máximo de cuidado e carinho todas as as formas de de se interessar pela obra da Hilda, né? É, e uma das formas de se interessar justamente é que nós vimos hoje, não é? Gravamos inclusive um pouquinho que é através do teatro, né? Sim, sim. É passar essa mensagem. Acho que é é legal. Como que surgiu essa ideia? Olha, a Ilda, ela sempre viveu muito no teatro, né? é uma literatura que funciona muito bem falada, né? Então ela, enfim, ela sempre teve muita vida nos palcos e naturalmente a gente sempre teve muita proximidade com grupos de teatro e com Matula, que é é ainda aqui de Campinas, né? Então foi quando a gente pensou o educativo, muito rapidamente o educativo foi se conectando com o teatro porque é muito singular ter o a obra interpretada na casa em que ela foi escrita, né? Então isso sempre foi natural pra gente e aí o Matula acabou virando com o tempo um parceiro natural desse projeto, né? E e é isso, a gente gosta muito do teatro. Boa. Qual mensagem que você deixa, Daniel, pro pessoal que está conosco assistindo ao Conexão Cultural e certamente encantado com as coisas que a gente tem mostrado aqui no segundo bloco. Inclusive a gente, como eu disse, tem mais entrevistas, boas entrevistas. Vamos mostrar também o acervo. Mas pra gente finalizar com você, desde já agradecendo sua participação conosco aqui. Qual mensagem que você deixa pro pessoal que tá em casa assistindo a gente? Você sabe que caminhando pelas ruas de São Paulo, do centro de São Paulo, mas também de outros bairros, você vê muito escrito nas paredes um grafite que é Leia Hilda. E Lei Ailda que muita gente deve deve reconhecer. Esse Leia Hilda. Eu acho que tem um pouco aqui em Campinas também. Esse Leia Hilda é a Hilda, né? É a nossa Hilda. Olha que legal, que interessante. Então acho que a mensagem que eu deixo é: "Leia Hilda". Leia Hilda. Leia, leia poesia, leia prosa, não importa, mas leia, leia um pouco. É cultura, né? Só vai certamente agregar. E vem aqui na Casa do Sol, né? A Casa do Sol é um patrimônio. Con viu, Dan? não conhecia e e realmente gostei bastante aqui. Serão bem-vindos. Muito legal. Obrigado aí pela entrevista e sucesso. Cara vez mais para vocês. Prazer. Obrigado. Bom pessoal, é isso, né? No segundo bloco a gente volta aí com mais entrevistas e falando muito mais sobre cultura aqui no Conexão Cultural. Valeu, Conexão Cultural. A gente segue por aqui, não é? Estou com a Olga, que é artista plástica, mora aqui na casa faz 50 anos, conheceu muito a Hilda, conviveu, né, com a Hilda Hilst, vai bater um papo com a gente, falar da sua experiência. Tudo bem? Muito obrigado por nos receber aqui no Conexão Cultural. E aí, tranquilo, tranquilo. Bom, aqui você conhece, não é? Eh, muito frente. Sim, conheço bem. Que que você pode falar da da casa, da sua relação eh com a com a Hilda? Eu vou falar da casa e do significado dessa casa, que é um significado já atribuído desde sempre pela própria Hilda Hst, que construiu essa casa com assim, ela construiu a casa para ser uma casa onde ela construiria a própria obra. E quando ela veio para cá, nos anos 60, aqui era parte de uma fazenda de café que pertencia à mãe dela, Bedilda. Então o que acontece aqui era uma área totalmente rural. Hoje vocês podem ver que se tornou um bairro, chama-se Parque Xangrilá. A própria Hilda Hst urbanizou essa fazenda depois da morte da mãe e a casa foi construída com essa questão da confecção da obra, de ter um cotidiano disciplinado dentro do trabalho e que coisa que ela alcançou sobejamente. E a Ilda, apesar de vir morar num lugar rural e retirada, ela não tinha aquela ideia de ficar isolada. Então, ela convidava os amigos a morarem na casa, não só visitarem, como morarem por um período para que realizassem também os seus trabalhos, normalmente trabalhos intelectuais ou criativos. Então foi assim, essa é uma ideia original da Hilda Hsto, desde que eu fiquei na casa como a última pessoa que tem essa memória da casa nesses anos. Olha só. Então eu fiz, fiquei aqui, não queria ficar numa casa tão grande sozinha, não fazia sentido. Então eu repetindo, imitando a Hilda criei as residências criativas que acontecem aqui na casa. Então aqui eu recebo pessoas como era no passado, essas pessoas se hospedam, fazem seus trabalhos, escrevem, leem e assim é que eu continuo vivendo na casa. Além disso, o Daniel Fuentes, que é meu filho, ele nessa ele criou uma porção de outros acontecimentos na casa, como uma feira literária chamada Ilustianas, que assim é um sucesso, as pessoas vêm, eu acho que as pessoas estão voltando a se interessar pela leitura, com certeza, pela arte, comentando arte, quantidade de gente que chega na casa quando esses portões são abertos pras feiras e tianas bastante gente se interessando, né? Muita gente, muita gente. É uma alegria porque a literatura realmente é um algo. É isso aí. Muito obrigado por falar com a gente e é isso aí. Valeu, เ Bom, pessoal, agora estamos aqui com a Júlia, que é a coordenadora de produção, porque o instituto tem recebido cada vez mais visitas aqui. Isso é muito legal, né, Júlia? Isso mesmo. Eh, o ano passado foi finalizado um processo de restauro da casa, um processo muito esperado e muito aguardado e que foi possível tornar então a casa adequada para receber grandes públicos novamente, né? Uma estrutura robusta para receber. A gente recebe milhares de pessoas às vezes em alguns eventos. Eh, um dos eventos que a gente realiza aqui na casa é o programa educativo, já tem alguns anos, que é basicamente receber alunos da rede municipal estadual de Campinas, da das escolas públicas, eh, para vir aqui fazer uma visita guiada, uma visita guiada para conhecer a história da casa, a história da Hilda Hilst, também premiado com cenas de teatro do grupo Matula Teatro e um saral com um livro que eles recebem. Então, eh, são períodos que a gente passa aqui de muita muito legal, né, assim, de proporcionar essa experiência literária para fora dos muros da escola, né, para esses alunos. É, e é bem legal porque a gente percebe que as crianças, não é, os adolescentes já, né, estão, evidentemente com com os olhares atentos, tudo isso é é muito importante também para fomentar cultura, arte, né? Com certeza. Com certeza. Às vezes é a primeira contato que tem com, né, com alguma, com essa autora, certamente, né, algumas escolas trabalham antes a autora, mas a grande maioria chega aqui sem saber quem é R, sem saber que essa grande poeta viveu em Campinas, construiu sua casa e a grande parte da sua obra aqui nessa cidade. Então, é um prazer abrir as portas da casa para receber essa esses estudantes. E outro evento que tem acontecido e que a gente tá chegando na quarta edição agora em junho são as riustianas, que é uma feira literária que acontece aqui ao longo de um final de semana, também permeado de outras programações artísticas e culturais. Eh, a grande maioria das atrações são gratuitas. É um dia, são sábado e domingo, né? São dias muito gostosos aqui, com a casa aberta ao público, eh, com feira de livros, eh, teatro, música, gastronomia, feira de manualidades, piquenique, contação de histórias. E na última edição em abril, passaram pela casa 4.000 pessoas. Nossa. E a gente tá com muita expectativa agora. Dia 20 e 21 de junho, vai ser a próxima edição. O tema vai ser futebol, futebol e literatura. a gente vai estar no meio da Copa do Mundo, então também vamos ter muitas programações e a gente convida todo mundo que ainda não conhece ou mesmo que já conhece o evento e a casa para virem prestigiar e conhecer essa programação cultural aqui da cidade. Bom, a gente segue rodando aqui pelo Instituto Conhecendo a galera. Tô aqui com o Antônio Neto para bater um papo conosco. Sabe tudo, é bibliotecário, não é? cuida do acervo. Tem bastante coisa. É uma coisa impressionante, né? Tem aqui o acervo da Hilda, por exemplo, como ela fez a maior parte da obra dela aqui em Campinas, eu tenho aqui 3342 livros da Hilda. A Hilda, ela adorava escrever nos livros que ela lia, uma grande estudiosa, né? a gente tem aqui que a gente chama de marginales, que tão todas que ela escrever nas bordas ou dentro dos livros e anotações sobre a obra, sobre o processo criativo dela, que é fantástico, né? A gente tem um programa que é de digitalização desses livros. Eh, 100 livros já estão disponíveis no nosso site, né? A servida.com.br. É maravilhoso, vale muito a pena conhecer. A gente também tem aqui fotos, né, desde 19 40, 1960, a gente tem toda a trajetória da vida da Hilda, né, desde Jaú, Santos, São Paulo, aqui na casa principalmente. Eh, a gente tem uns documentos aqui, por exemplo, dela escrevendo para outros autores, né, dela falando contra os críticos. É, eh, isso também é maravilhoso. Eh, fora tudo isso, a casa também é o nosso principal acervo. Quando a gente chegou aqui, vamos fazer dois anos, eh, a casa tava passando pelo processo de restauração. Então, tudo que vocês viram dentro da casa, eh, a gente desmontou a casa toda, a gente anotou onde todas as coisas estavam, a gente fotografou tudo, catalogou tudo e também tá disponível e voltou tudo pro lugar. Nossa, né? um ano de trabalho só para fazer tudo isso. Eh, também no acervo, a Ilda, ela adorava eh que ela chamava de transcomunicação. A transcomunicação ela tentava falar com os mortos. Então, a gente tem as fitas aqui dos mortos. Caído tentando contato, tem ela conversando com a Fagund Steles, ela tentando contato com a Spector, né? Então assim, é um universo que o acervo aqui do instituto dá para pesquisadores, pros curiosos, para quem quer conhecer o trabalho da Hilda, aqui é o lugar. O acervo do instituto é maravilhoso. Bom, opções não faltam, então, porque você falou coisa para caramba, né, Antô? Ah, né? Ainda tem mais, né? Por exemplo, também tem os livros que a Hilda ganhou. Então, tem muitas dedicatórias pra Hilda. Eh, Nelli da Pinhon, tem a própria Lia Fagon de Steles, Caio Fernando Abreu, eh o J Toledo, que foi muito importante paraa cidade. O Jatoledo foi um grande fotógrafo aqui de Campinas, né? É um grande cronista. Tem também a um dos primos da Hilda, o Almeida Prado, foi um grande musicista, então a gente tem partituras dele aqui também, as aquarelas dele. Então é é um universo que não só paraa Hilda, mas também da história de Campinas, isso vale muito a pena conhecer. Como faz para conhecer? É entrar em contato principalmente pelas redes sociais, né? Porque por mais que o instituto seja grande, a nossa equipe é um pouco inxuta. Então a nossa principal comunicação é por lá. Instagram. Instagram. Qual que é o Instagram? Instagram e o daust. Instituto e daust. Consegue chegar lá. Aí só mandar um recadinho e fica marcando para conhecer a casa com ainda tudo. A gente dá um rolê bem bacana aqui. É um belo de um programa para conhecer, não é? o instituto, a casa, vomentando, claro, a cultura, a arte, isso é muito legal, né? Ah, sim. Porque a UD usava casa para criação, é, quando vinha os residentes aqui com ela, era sempre para trabalho, seja literatura, teatro, música, pintura. E era isso que a Ilda mais queria, isso que a gente tenta manter vivo até hoje, né? toda essa vertente da arte, essa vertente artística, eh, criadora, que ela se isolou de tudo para isso e ela conseguiu, que as obras da Hilda no início pode ser um pouquinho difícil de de você ler, mas é lindo, é, né? É maravilhoso. Por que que começa é difícil assim? Alda, ela tem um uma maneira de se comunicar pela literatura eh inovadora. ela quebra alguns paradigmas eh da escrita. Eh, tanto que é uma das maiores vozes do século XX da nossa literatura, né? Ela junto com Clarice, eh, ela também tá ali junto com Machado, Guimarães Rosa. A Yuda foi grande em tudo que ela fez, que foi a poesia, o teatro e a prosa e as próprias crônicas que ela escreveu pro Reio Popular aqui em Campinas, eh, foi uma artista completa em questão de literatura, né? Isso aí o Just. Valeu, obrigado. Prazer em conhecê-lo. Obrigado, André. Sucesso. Muito obrigado e venho pro Tianas. Boa. Valeu, galerinha. É isso aí. Esse foi o Conexão Cultural. เ He.
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