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Conexão Cultural | Olorumayê - histórias africanas no braile
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Conexão Cultural | Olorumayê - histórias africanas no braile

15 views Publicado 30/03/2026 HD · 32:12
Resumo editorial

O programa Conexão Cultural mergulha na ancestralidade africana com o espetáculo Olorumayê, Uma História Iorubá, apresentado no Centro Cultural Luiz Braille em Campinas. A entrevistada, artista e idealizadora do espetáculo, conta que a iniciativa nasceu em 2018 durante uma viagem à Grécia onde estudou mitologia grega e sentiu a conexão com a própria ancestralidade afro-brasileira manifestar-se em terra estrangeira. De volta ao Brasil, ela aceitou o convite de um músico para criar narrativa que une dança, música e contação de histórias iorubás, espetáculo que circula por Campinas desde 2023 levando ao público a história da criação da Terra na cosmologia iorubá. A reportagem mostra como o trabalho combina arte cênica acessível, com versão em Braille e tradução para Libras, e conexão espiritual fora dos terreiros de candomblé e umbanda, criando ponte entre tradição religiosa de matriz africana e linguagem teatral contemporânea. A iniciativa contribui para a valorização da cultura afro-brasileira em Campinas, com forte presença em escolas, centros culturais e bibliotecas comunitárias da cidade.

Descrição do vídeo

🌍 Conexão Cultural mergulha na rica ancestralidade africana com o espetáculo Olorumayê - Uma História Iorubá, apresentado no Centro Cultural Luiz Braile! Artistas Ayo Bento, Kaetê Okano, Nico Villas Bôas e Renata compartilham bastidores, desafios e emoções de uma peça que une dança, música, narração e espiritualidade. Espetáculo acessível emociona público com baixa visão. Assista ao bate-papo completo e sinta a potência cultural! 🎭 Origem e Essência de Olorumayê Tudo nasce em 2018, quando Ayo Bento viaja à Grécia para estudar mitologia e conecta com orixás ancestrais. "Por que não trazer isso ao Brasil, fora dos terreiros?", questiona. Convite de Nico Villas Bôas para recital une dança, narração iorubá e música. Estreia em 2023 em Campinas (PUC, escolas, centros culturais). Criação da terra por Olorum (ser supremo), Oxalá e Nanã, com personagens como Oiá e Ansã (orixá das ervas). Público interage em rodas de conversa pós-espetáculo. 🕺✨ Linguagens que Encantam Dança (Renata): Corpo africano dá vida a Exu (alegria/caminhos), ervas encantam sentidos (banho de aché). "Envolvimento emocional/espiritual além do físico", revela. Música (Nico Villas Bôas): Pedal loop cria camadas cíclicas (grava/reproduz timbres). Composições próprias de itãs (lendas) misturam gêneros. "Inspiração de terreiro vira trilha sonora fluida". Narração (Ayo Bento/Kaetê Okano): Histórias ancestrais combatem estigmas (Exu/racismo). "Direção compartilhada: músico, bailarina, narradores se autodirigem". 🎪 Recepção Diversa e Desafios Plateias variadas: terreiros, evangélicos, jovens. Reações vão de medo/intolerância religiosa a identificação profunda. "Público sai reconhecendo ancestralidade negra via som/dança", conta Ayo. Pesquisa mestrado Unicamp (Ayo, formanda Artes Cênicas 2018) analisa recepção 137 anos pós-abolição Campinas. Ensaio inicial intenso; hoje, revisão pré-show. Próximo: Espetáculo sobre morte na cultura africana! ♿ Inclusão no Centro Cultural Luiz Braile Doroti (coord. técnica) celebra acessibilidade: Libras, audiodescrição potencializam sensorial para cegos/baixa visão. Instituição laica promove autonomia via cultura/lazer/espiritualidade (grupo fé une católicos, espíritas, umbanda). "Experiência linda! Cultura é direito e dignidade", enfatiza. Público sai "encantado", conectando nascimento ancestral à presença inclusiva. 💥 Mensagem de Resistência Combate racismo estrutural/preconceitos: Espaços cancelam por temática africana (mesmo Novembro Negro!). "Direito conhecer histórias indígenas/africanas além da narrativa única brasileira", clama Kaetê. Teatro educa sobre diversidade iorubá, promovendo respeito/identidade. Energia coletiva emociona artistas e público: "Arrepios desde o início!". Grupo Oriqui (autodirigido) circula Campinas e sonha Brasil. Espetáculo sensorial (sons/ervas/dança) espalha aché e boa nova. Conexão Cultural vive cultura viva! Qual ancestralidade te emociona? Comente, curta, compartilhe e inscreva-se para mais arte transformadora! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Conexão cultural, galerinha. E claro, a gente vai falar de muita cultura, muita arte. Nós vamos falar sobre o espetáculo Olorumê. Não sei se falei certo ou não. Estou aqui com a Bento, que é artista, conversar conosco. Tudo bem? Muito obrigado por nos receber. Tudo joia. Falei certinho. Certinho. Louro é uma história urubá. Eu que agradeço o convite. Muito obrigado. Boa, galera. Muito obrigado. Estamos aqui no Conexão Cultural. Bora falar então sobre espetáculo que o pessoal em casa já tá bastante curioso, né? falar um pouquinho sobre todo o processo, falar um pouco sobre a construção do espetáculo, como tudo começou, como que surgiu a ideia. Eh, tudo começou em 2018, quando eu tive a oportunidade de fazer uma viagem paraa Grécia. Eu fui estudar mitologia grega na Grécia e lá, eh, a minha ancestralidade, os meus orixás se apresentaram. Eu senti essa conexão e pensei: "Por que não fazer isso no Brasil? Por que não sentir essa conexão no Brasil fora de um terreiro? Fora de um terreiro de canomblé ou fora de um terreiro de umbanda." E foi quando eu fui convidada pelo músico Nico Vilas Boas, que também faz parte do espetáculo, eh, para contar histórias e um recital de formatura dele. E foi nesse momento em que a gente uniua, a dança e a narração de histórias e urubás, histórias africanas, eh, para criar esse espetáculo que começou a fazer parte, a rodar, né, pela cidade de Campinas a partir de 2023. Bom, então já faz aí 3 anos pelo menos quase isso, né? Isso. Qual a principal mensagem que vocês têm a intenção de passar? Hoje a gente percebeu que o público eh se interagiu, participou, depois teve uma uma roda de conversa, né? A gente conta histórias. Então, no espetáculo Oloruma história a gente vai contar a história da criação da terra. Então, aê é terra em Orubá. Olorum é ser supremo, aquele que é o criador do de tudo e de todos. Então, Olorumê eh a criação da terra, a criação dos seres humanos também por do por dois orixás, tanto o Oxalá quanto Nanã. E no meio dessas duas narrativas, a gente vai trazendo outros personagens. S pode cantar também. Assim como oiá em Ansã, eh, o orixá das ervas e das folhas. E a gente não tem exatamente uma mensagem para passar, eh, uma mensagem só, só uma mensagem para passar. A gente gostaria que as pessoas entrassem em contato com essa ancestralidade, com a ancestralidade negra, africana, a partir da música, da dança e dessas contações, dessas histórias ancestrais que aconteceram há muitos anos atrás. Bom, tô dando uma olhadinha aqui nas informações no release. Vocês, como você disse, né, eh vocês já circularam aqui em Campinas em 2023, 2024, também passaram lá pelo auditório da PUC Campinas, né? Bom, eu tô tô dando uma olhada aqui e tem uma tem uma frase sua. Nesses anos de apresentação, lidamos com públicos distintos em relação à classe social, religião, faixa etária e tudo mais. Como que foram essas situações? Foram reações distintas? Conta pra gente o pessoal que está conosco aqui no Conexão Cultural, por favor. Sim, nós tivemos muitas reações. Eh, nós apresentamos para plateias em que já conheciam orixás, já conheciam a cultura e urubá, viviam, eram pessoas e são pessoas de terreiros de Candomblé e Umbanda e para pessoas que não tinham esse contato, então pessoas também eh de outras religiões e que muitas vezes tinham medo, tinham receio. mas também as pessoas além e dessa questão do medo, do receio e alguns conceitos também que a gente acaba entrando como o racismo estrutural, a intolerância religiosa que perpassa por essa recepção do público, eh nós também tivemos eh recepções de identidade, identificação. as pessoas eh entenderam a ancestralidade dentro delas a partir da música, a partir do som, a partir eh desse dessa dança e desse corpo africano que a gente apresenta dentro do espetáculo. Então, eh essas foram algumas das percepções, né, que a gente teve com esse público diverso. E a partir disso que eu achei que seria interessante começar uma pesquisa, como que é essa recepção do público 137, quase 138 anos após a abolição na cidade de Campinas. Bom, como eu disse, após a apresentação de eh de vocês, teve também uma roda de conversa, né? Como que eh você vê aí a participação do público? Achei perguntas super bacanas, inteligentes, né? curiosas, sim, são perguntas extremamente curiosas, eh perguntas eh que as pessoas eh falam não só perguntas, mas também elas expõem os sentimentos que elas tiveram a partir do que elas perceberam, né, do espetáculo, do que elas sentiram em relação a tudo que elas viram. Mas as perguntas normalmente são em relação eh à religião, né, a religiosidade, sim. acaba que as pessoas fazem muita conexão entre a cultura iorubá e a religião, o candomblé ou a Umbanda, porque esses elementos eh quando vieram de África eh ficaram conseguiram eh essa estrutura, conseguiram eh esse espaço para resistirem, né, os espaços dos terreiros, dos quilombos. Então, a as perguntas giram normalmente eh nesse ponto da religiosidade. Bom, estamos aqui conversando com a Bento, não é? Eh, artista. Também gostaria que você falasse sobre a pesquisa. Você estuda na Unicamp? Estudou na Unicamp? Isso. Eu estudei na Unicamp eh, em eu sou da turma de 2014, me formei em 2018 em artes cênicas e agora em 2024 eu entro no mestrado, opa, lá na Unicamp mesmo, na Unicamp também, para estudar a recepção desse espetáculo que já é criado aí desde 2023. Bom, bora falar um pouquinho sobre o grupo Oriqui, que é o grupo de vocês. Eh, eu percebi aí na apresentação muitos instrumentos, né? Como que ensaia bastante ou não? A gente agora a gente tem ensaiado uma vez antes da apresentação, mas no início a gente ensaiava muito. Sim, ensaiava por horas. Eh, e a gente tem uma auto, eh, como eu posso dizer, não temos um, uma direção de fora, nós temos uma direção compartilhada, então a gente se autodirigiu. Eh, nós temos um músico, sim, nós temos um músico, uma bailarina e dois narradores. E a partir disso a gente se autodirige. E nós que fazemos os nossos exercícios, nós que fazemos eh as nossas direções, né, tanto musical quanto da dança, quanto da narração. Boa. Nós estamos aqui no Centro Cultural Luiz Braile, já tinha vindo aqui a primeira vez. Não, minha primeira vez. Fiquei muito feliz. Fiquei muito emocionada. Foi um espetáculo muito bonito hoje. Fiquei realmente emocionada. me arrepiei desde Eu percebi que você falou mesmo que tava super, né, emocionada, feliz. Por quê? Porque quando a gente fala do nascimento, eh, no final do espetáculo, a gente fala sobre o nascimento dos seres humanos e a gente fala: "E nós nascemos e esse é um espaço para todos nascerem do jeito que nós viemos, do jeito que somos." Então, é muito emocionante eh vir num espaço em que todos podem estar presentes dentro desse espaço e pessoas com eh baixa visão ou pessoas cegas. Então, é, e assim como a gente teve, né, essa, eh, tivemos um depoimento de uma pessoa, eh, falando pra gente desse, desse momento, desse encontro e como isso foi importante para eles. E foi muito importante pra gente também tá aqui e muito emocionante. Eh, e vibra realmente uma vibração muito grande. Eu me arrepiei inteira dentro do espetáculo mesmo. É, eu percebi. Aí, o Bento, muito obrigado por nos receber. A gente vai dar sequência aqui na entrevista. Estamos no Conexão Cultural. Valeu e sucesso. Como que é daqui em diante? Vocês vão eh fazer mais apresentações? Ah, a intenção é continuar com espetáculo Oloro Maê. E agora a gente também vai começar um novo espetáculo que a gente vai falar agora sobre a morte, como ser a gente falou sobre o nascimento e agora a gente vai falar sobre a morte na cultura. Vamos a vida, né? É a vida. Valeu, muito obrigada. Bom, galerinha, a gente segue no primeiro bloco do Conexão Cultural com a Doroti, certo? Certo, que é a coordenadora técnica do Centro Cultural Luiz Brail. Bom, eh vocês receberam aqui o espetáculo, nós estávamos conversando com a Iob Bento, não é, que é artista, eh, e falou um pouquinho sobre o espetáculo e vocês receberam, né, como foi para vocês e tudo mais. antes, muita gente conhece, eu particularmente já fiz eh muitas reportagens aqui, programas inclusive no Centro Cultural Luiz Braile, mas para quem não conhece, uma introduçãozinha aqui do trabalho de vocês, por favor. Muito obrigado por nos receber. Obrigada, André. Que bom a presença de vocês aqui. Bom, o Centro Cultural Luiz Braile é uma instituição da sociedade civil que trabalha com autonomia de pessoas com deficiência visual, com cegueira e baixa visão. Então, pra gente receber esse espetáculo, que é um espetáculo muito bonito e que hoje trouxe um recurso que a gente acha de extrema importância, que é acessibilidade em Libras, em audiodescrição, né? eh, que proporcionou uma experiência linda ao espetáculo Olorum Aê, uma história em Orubá, né? Pra gente é muito importante receber esse espetáculo. Nós trabalhamos com autonomia e a gente entende a autonomia como habilitação, reabilitação, eh atendimento para dignidade da pessoa com assistência social junto à assistência social, mas também eh a gente entende a cultura e o lazer como formas de acesso a um direito, né, um direito da pessoa e também como acesso ao lazer, ao acesso à educação e à cultura. Então o espetáculo pra gente aqui no Centro Cultural Luiz Braile, ele chega na perspectiva de proporcionar uma experiência sensorial para as pessoas que a gente atende, né? E e a audiodescrição nos ajuda e ajuda os nossos atendidos a perceberem um espetáculo com toda a potência. Muito legal. É muito legal. E eu percebi, não sei se você ficou com a mesma impressão que eu, que o público interagiu, participou, né? gostou bastante, né? Interagiu, participou e pela pelo que eu também percebi enquanto coordenação, gostou bastante. A gente já desenvolve um trabalho com esse grupo que é o grupo da espiritualidade. Opa, que legal. Sim, que fala, não fala especificamente de religião, mas fala sobre manutenção de fé, de esperançar e das crenças que a gente tem para manter a gente de cabeça erguida, para manter a gente bem, com dignidade e autonomia. Então o espetáculo ele também entra nessa perspectiva da gente trabalhar a espiritualidade das pessoas que a gente atende. É, até porque imagino, né, que aqui tenha católico, evangélico, espírita, pessoas de religiões, eh, de matriz africana. Então, é bem nessa nessa pegada que você falou mesmo, né? Falar de uma maneira geral. Sim. Eh, nossa instituição é laica e o grupo da espiritualidade também é laico. Então aqui a gente tem as pessoas que a gente atende, como você falou, André, do Espiritismo, cristianismo, católicos, de religiões de matrizes negras africanas, eh Umbanda, que frequentam a Umbanda, que frequentam eh centros espíritas. E a gente conversa nesse grupo da espiritualidade que aconteceu, que o espetáculo aconteceu nessa contribuição, a gente conversa sempre sobre todas as vertentes de espiritualidade, compreendendo as diferenças inclusive dessas espiritualidades, onde cada pessoa traz a sua contribuição. Bom, vamos lá. Hoje, eh, a gente tá gravando aqui, teve, portanto, essa peça muito legal, bem bacana e vocês costumam eh trazer também outros espetáculos, sempre fomentando a a cultura, arte, eh, o lazer? Sim, a gente recebe espetáculos de diversos segmentos, tanto artísticos como de linguagens, né, de abordagens e temas distintos. E a gente também tem um processo e um procedimento aqui, André, que a gente vai até espaços, tanto espaços culturais. Que legal, que bacana. Vocês saem daqui então também. Sim, quando a gente fala de autonomia, a gente tá falando de autonomia de espaço, né? Então, pegar um ônibus, ir até um espaço, conhecer outros lugares. Então, já é uma prática que a gente tem aqui no BR com as pessoas que a gente atende. Boa. Muito obrigado por nos receber aqui. Eu, como eu disse, né, já vim aqui diversas vezes a trabalho fazer reportagem também. Acho que teve o meu bairro na TV aqui. O que que é? Jardim Proença. Aqui é Proça. Eh, também meu bairro na TV do Jardim Proense e uma das edições que estivemos aqui. Foi bem legal e é sempre um prazer muito grande. O trabalho de vocês realmente é incrível, é muito bacana e sucesso cada vez mais aí, tá bom? A gente agradece. Obrigado, André. Valeu, pessoal. É o seguinte, a gente vai para um rápido intervalo. Na sequência tem o segundo bloco aqui do Conexão Cultural. Laia, laá, laia. Vamos junto. Ohoho. Mandou seu povo se levantar sob o toque do uma querida capoeira para guerrear minha. Conexão cultural de volta agora no segundo bloco. Conosco aqui o Caetê Ocano, que é artista. Eh, conhecido como Caê, né? Isso. E aí, tudo bem? Tudo em ordem? Beleza. Você Tudo bem? Gostou? Beleza. Gostei, cara. Bacana, pô. O pessoal mandou super bem. Aí você tava tava dentro. Obada. Obrigado. Qual que é seu papel ali na no espetáculo? Qual que é a sua função? Eu sou o segundo narrador, então eu junto com a Y a gente narra o espetáculo. E aí, de personagem e eu fiz um Exu e Oxalá também. também canto, danço um pouquinho no final, mas como você se interessou assim e por cultura, teatro, arte? Nossa, eu acho que desde criança eu fui, eu fui uma criança muito espuleta, sapeca, que gostava de decorar um monte de música, não, não ficava quieto. Vem na infância mesmo. Vem na infância. Aí um lugar bom para fazer isso é no palco, né? que aí separa, canta, decora texto. Bom, para falar um pouquinho eh também sua visão, o que que você espera passar de mensagem sobre o espetáculo Olorumê? Olorumê, certo? Então, eh, a gente vive num Brasil que é muito diverso, mas que conta quase que uma história única, né? Então, é muito importante a gente trazer outras histórias, outras culturas que também compõem o povo brasileiro, né? Então, acho que é direito de todo mundo conhecer histórias africanas, histórias indígenas, assim como a gente tem lei, né? Eh, eu não aprendi na escola tudo isso. E aí acho que é muito interessante associar o teatro enquanto articulador, né, eh, educativo, de coisas que a gente ainda tem uma deficiência de acesso, né? Bom, e vocês, eu até perguntei eh isso para ela no início, vocês ensaiam bastante? Então, eh como a gente já tá com bastante tempo de peça, hoje é mais uma coisa de dar uma relembrada, então a gente já conseguiu assentar, incorporar bem. Eh, então é mais um passadão mesmo antes da apresentação. É, aí eu falou que no começo era pauleira, né? que agora agora é mais relembrar, como você falou, é que também, né, de tanto repetir tudo, mas tudo que você repete, repete, repete, a tendência é ficar bom no negócio, né? Sim. E aí, eh, no começo a gente tinha três histórias e aí a gente vai acrescentando. Então, o que eu percebo é que às vezes a última história que a gente colocou tá um pouquinho enferrujada, mas as outras fluem. v se demanda era no rio na boca do mar se encontrou com meu pai oá encontro nasceu o mar Bom, pra galera que está em casa acompanhando, assistindo ao Conexão Cultural, fale um pouquinho exatamente como funciona esse espetáculo, como é a apresentação. Explica pra galerinha, por favor, tá? Eh, o espetáculo une várias linguagens artísticas, então, dança, teatro e música. Eh, isso traz bastante também de outras culturas, da espiritualidade de outras culturas, né, que se mistura tudo isso. Tem dois narradores, tem a dançarina e aí vai mudando cenas de contação de história, algumas músicas com dança ali no meio. E eu percebi que vocês perguntaram se alguém tinha se assustado, né? Por que que vocês perguntam isso? A gente pergunta isso porque eh a gente traz uma história de Exu e a gente traz toda uma cultura eh de origem africana que é muito estigmatizada aqui no Brasil, infelizmente. Então, as pessoas chegam na peça já com muitas concepções e com uma visão negativa daquilo, né? Com uma percepção de que é algo ruim. Então a gente percebe que dependendo do espaço que a gente apresenta, tem gente que é mais resistente, tem gente que sai da peça. É mesmo? Sim. Ou tem lugar que nem vocês percebem isso durante a peça que tem gente Sim, inclusive tem lugares que começam o processo de contratação e não concluem. Quando eles recebem o release eles vêm: "Ah, não, isso a gente não quer e aí a gente tem que procurar outro lugar para apresentar". É bem ruim. Você acha que isso é o que que é? é um preconceito ou é falta de informação? Infelizmente, eh, préonceitos são conceitos que são formulados antes necessariamente de se ter um acesso, né? Então é preconceito, é racismo. Infelizmente teve lugar que até para fazer uma programação de eh novembro negro, de cultura negra, não quis continuar com a contratação da nossa peça. Então eh uma pergunta assim, né? Como como lidar com todas essas questões de racialidade sem passar pela cultura. Então, infelizmente é um preconceito que existe bastante hoje em dia ainda. Bom, vocês passam pelo Brasil inteiro ou como é que é? Ou é mais aqui em Campinas, na região? Por enquanto tá mais aqui em Campinas. É, mas a ideia é essa. É, se rolar mais pra frente e fazer uma circulação maior, é só Bom também, né? É bom que quem quiser contratar, a gente tá aí. Valeu, obrigado. Parabéns aí pelo trabalho de vocês. Obado. Obrigado. Obrigado. Bom, a gente segue aqui no Conexão Cultural agora com Nico Vilas Boas, artista também. Quem acompanhou a peça pode ver o seu trabalho. É, o grupo em si, eu percebi que tem uma uma energia bem legal, é bem bacana, né, Nico? Sim, a gente já trabalha junto há alguns anos e acho que o que dá essa sinergia legal é que cada um vende um espaço. Então o CA tem uma formação no Ifich também com teatro, com dança. A Renata tem uma longa formação de dança. A Iná é atriz, eu sou músico. Então um encontro totalmente diverso que tinha tudo para não dar liga acaba funcionando muito bem quando junta tudo. Gostei dessa. Tinha tudo para não dar liga e deu liga, né? Porque o que vale sempre é dar liga, né, cara? Eh, eu tô vendo aqui atrás da gente um monte de instrumento, né? E não deve ser fácil tocar tudo isso aí, não. Tem que ter, tem que ser do ramo, né? Como que é para você isso aí? Qual que é a sua, seu forte? O o instrumento principal, ele não tá aqui, que é na verdade um pedal que a gente usa, que eu uso no meu pé, que às vezes as pessoas nem vêm, é um pedal de loop. Então o que acontece? Ele ele grava em tempo. A partir do momento que eu piso, ele grava o que eu tô fazendo. E quando eu piso de novo, ele começa a reproduzir aquilo que eu gravei. E aí eu vou gravando camadas em cima disso. Então, toda a trilha sonora do espetáculo é feita nessa concepção, não de um instrumento só, mas de timbres, eh, sabores musicais que a gente vai misturando sempre nessa, não, não é uma ideia linear de uma música que começa, tem meio e fim, é um ciclo. Então, o loop vai sempre repetir. Só vou acrescentando as camadas de acordo com a cena, né? Bom, e como que eh a parte da música no espetáculo, de onde surgiu, como vocês escolheram a música? Eu percebi que tem bastante também durante o espetáculo. É, as músicas, as cantadas com letras, elas são todas eu que fiz. Um galo só deixo pisa no sal é a música toda eu que compus. E o mais engraçado é que eu compus antes de ter a ideia desse espetáculo, da gente iniciar o espetáculo. Então ela não foi feita para o espetáculo. Vocês usaram a letra que você compôs e tudo mais. Porque da minha vivência de terreiro, de matriz africana, eu tive uma uma vivência muito forte e aí comecei a compor sobre essas músicas. Depois juntei com aô e a gente teve a ideia do espetáculo e aí foi me encaixando. Como as músicas também descrevem itãs, que são lendas de urubá, a gente juntou as duas coisas. Então, juntou a contação de história com uma música que já tava falando sobre aquele assunto, com a movimentação daquele orixá, daquele assunto. Então, é tipo um, é uma roda que gira tudo em torno do som da dança e da história, porque tá tudo falando a mesma coisa, né? A dança conta a história através do corpo, do gesto. Que legal. E a música conta a história através das dois. quando você tá lá escrevendo, enfim, você acha que tem uma uma energia diferente, uma inspiração? Na época que eu fiz essas músicas, sim, porque eu tava começando a compor, então era meio que uma inspiração. Eu fazia, mas com o tempo eu já componho, tem música aí que tem 10 anos já. Com o tempo você vai aprendendo a manejar e se botar a serviço da inspiração. Inspiração vai te encontrar se você tiver no lugar certo, sempre fazendo a coisa certa. Então, hoje em dia não tem muita inspiração, não. É mais o manejo musical mesmo do tempo de estudo com os instrumentos, com os gêneros. E a gente consegue transmitir as ideias que a gente tem em canções mesmo. E quais são as ideias que vocês têm? Nesse caso, as ideias do dos itãs das histórias, da das lendas, né? Então, uma primeira, um primeiro IT lá sobre a criação do mundo pelos orixás, já existe essa narrativa. A partir disso a gente absorve a narrativa e aí eu vou vou procurando melodias, harmonias e a coisa vem meio tudo junto assim ao mesmo tempo. E aí depois eu vou lapidando, né? Boa. Obrigado, Nico. Imagina. Obrigado, André. Pisando top de um galaro pisando no topo de um gás só. Eu pisa toxo pisa. Bare pisar só pra gente concluir é o Conexão Cultural, estou aqui com a Renata que é dançarina e olha, além de ter todo esse dom e tudo mais, tem que ter um preparo físico impressionante, né, Renata? Tudo bem? Muito obrigado por nos receber. Eu que agradeço. Não tem que ter um preparo físico porque não é fácil dançar não, né? Sim, um preparo físico, mas eu acho que mais do que isso e pela própria temática, né, que a gente tá trabalhando, eu acho que a gente tem que se envolver muito eh emocionalmente, espiritualmente, porque não é qualquer conteúdo que a gente só faz por fazer e dança por dançar. Então sim, né, além acho que de ter um bom preparo físico, a gente tem que tá envolvido e apaixonado e ter muito respeito pelo que tá apresentando. Qual é a sua função no espetáculo? É dar vida, é dar corpo às energias da dos orixás. Então, ao longo, né, do Lourume, eu vivencio e apresento para pro nosso público, né, energias como a de Exu, que abre o espetáculo, né, eh, abrindo todos os caminhos. Aí depois, eh, eu vi que no começo tava ali dando uma risadona, né? Sim, sim. Então, Exu, ele já vem com a alegria que lhe é característica, né, para abrir de uma maneira bonita e potente todos os caminhos que a gente for percorrer. E você tá na na equipe faz quanto tempo? Tá desde o início. Ah, eh, há uns desde o início, 3 anos desde o início. E vocês já vivenciaram outras experiências aqui em Campinas também, né? Sim, sim, sim. Então, a gente já esteve em escola, em centros culturais, eh, e hoje aqui foi, né, com com o Instituto Luiz Braile, foi assim, isso que eu ia te perguntar. Foi assim, foi surreal, sim. Gostou? Bom dia. E a gente acho que a atinge, né, outras sensibilidades, né, eh, quando você não tem a sua a sua visão, né, 100%. Ah, aí acho que você tende a potencializar, né, outra outras áreas, né, e a gente nesse lugar de artistas eh apresentando, né, esse espetáculo para um público com baixa ou nenhuma visão, né, então a gente também tem que atingir um outro nível de sensibilidade. Então, foi muito emocionante. O recado foi dado com certeza. Gostou da reação do público? Muito, muito, muito, muito. E a aceitação, né, aceitação do público também foi foi muito boa. Foi bacana mesmo. Muita gente falou que sentiu uma energia legal, né? Sim, sim. Então é é isso, né? O recurso da do som, da música, da contação de história, né? Dos cheiros das ervas que a gente trouxe. Então isso para que que serve o cheiro das ervas? Eu percebi isso que teve uma hora que distribuíram e tudo mais. Sim, a gente faz, né, um um um macerado que a gente fala de erva com com banho, é que para encantar mesmo, para encantar o corpo, para encantar os sentidos, para encantar a energia e para espalhar a boa nova para espalhar o aché. Valeu, muito obrigado. Parabéns para você. Obrigada. Eu que agradeço. Valeu pessoal, esse foi o Conexão Cultural. Até a próxima oportunidade. Tchau. poder trabalhar. Foi tramada por homem que estou não tá agora, ele vencido. É codomio não. Traz a lama mais pura pra pai poder trabalhar. foi tramada por nós nascemos sobre ele. Sou de não eu. Sou de sou de manã. Sou.
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