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a nossa aula. Pedimos e agradecemos em nome de Jesus. Amém. Pessoal, bom dia. em nome Conexão cultural, galerinha. E hoje, olha, um assunto diferente e bem legal, bem bacana, super curioso. Eu particularmente adoro assistir um coral. Por isso estamos aqui com a professora Edline da Rosa Dias, que vai bater um papo conosco, falar justamente a respeito disso. Estamos aqui no Colégio Adventista, onde tem um coral muito legal, muito bonito. A gente vai ver imagens, vai acompanhar. Tudo bem? Muito obrigado por nos receber aqui no Conexão Cultural. Olá, tudo bem? Bom, é um assunto, como eu disse, que desperta eh muita curiosidade nas pessoas, né, professora? Porque eu particularmente gosto muito assim de assistir coral desde criança, embora nunca tenha participado de um coral, né? Eh, mas eu acho fantástico. Fale um pouquinho pra gente eh o que é na verdade um coral pro pessoal que pegou o bonde andando. Eh, eh, talvez ainda não tenha ouvido exatamente com esse termo. O que é, por favor, professora? Claro. Oi, gente, tudo bem? Bom, o canto, na verdade, ele é uma expressão do ser humano, né? Então, o canto coral é a expressão do ser humano em conjunto. Quando a gente fala de canto coral paraa criança, a gente fala de uma pedagogia, de uma forma de cantar lúdica, que faça sentido na vida da criança. E a gente também atrela ao movimento, as brincadeiras, para que torne-se uma diversão para ela. E aí no final ela se vê cantando, se expressando, brincando e transmitindo uma mensagem de grande conteúdo. Então aqui no nosso colégio, é isso que a gente faz. A gente transforma o canto coral em uma proposta de vivência musical em que ele leva isso ao longo da vida dele. Então a gente tem muitos alunos, por exemplo, que com o passar do tempo já estão na sua no seu ensino médio, eles voltam e falam: "Pro, a que saudade do meu tempo de coral". quando a gente cantava pra mãe, pro pai, para celebrar a a semana da pátria ou então pra gente falar sobre gratidão. E eles vêm, falam isso diariamente. Que saudades. Então assim, o canto é uma forma de expressão. O canto é uma forma de colocar para fora aquilo que você sente. Boa. E como funciona? As crianças podem começar com quantos anos? Ela começa desde antes, muito antes de falar, né? A gente faz música, a gente entende música. quando beleja. Então, uma mãe, por exemplo, gestante, ela pode participar das aulas de canto coral. E aí, quando essa criança nasce, quando tem seus primeiros seis meses, a gente já tem a musicalização infantil e ali a gente já começa a trabalhar os primeiros elementos do canto coral, que é a expressão, OK? E aí a partir dos 3 anos, quando ela já tem palavrinhas formadas, já tem algumas expressões que ela comece começa a colocar ali na eh fisicamente, a gente já pode começar a desenvolver isso. Então, não existe uma idade específica para começar a apreciar a música, mas pro canto coral, especificamente, a partir dos 2 anos, um aninho, a criança já tem esse primeiro estímulo. Nos 3 anos, ela já tá madura para poder começar os elementos básicos do canto coral. Bom, o coral envolve tudo que se refere a um couro, uma capela, né? Ou seja, a um conjunto de músicos vinculados ao recinto religioso religioso da igreja, eh, ou de qualquer outra situação. Aqui, por exemplo, é um colégio cristão, né? E vocês são mais voltados no coral para apresentações mais religiosas. É isso sim. A gente, na verdade, o nosso repertório, ele é vasto, então ele trabalha desde aspectos como você ser um melhor cidadão, então, por exemplo, desenvolvendo a gratidão, desenvolvendo a questão do respeito aos pais, que não é só próprio de quem é cristão, mas é de quem é um bom cidadão, não é? Então, a gente trabalha valores como a gratidão, a honestidade, a bondade, a questão do companheirismo, da aceitação do outro, do respeito. Então, é um estímulo de vários valores que fazem parte da comunidade cristã. Então, basicamente, o que nós fortalecemos no coral são os valores que a gente tem como bons cidadãos. Boa, boa. Muito bom. E aqui vocês também eh fazem apresentações fora da do colégio. Sim, nós recebemos, a gente faz para nossa pro nosso público, pros nossos pais, no mínimo três apresentações por ano. Então, a gente tem no dia dos pais, dia das mães, a gente tem no Natal, a gente também tem na Páscoa, a gente também tem eh algumas datas específicas, por exemplo, dia das crianças, elas gostam de cantar sobre a alegria que é ser criança. A gente tem, por exemplo, Dia da Mulher sobre o privilégio e a responsabilidade que é ser mulher. Então, a gente tem para vários temas músicas que são premiadas e trabalhadas no coral. Boa. E tem muito ensaio ou não? Bom, o os ensaios eles acontecem na sala de aula durante as aulas de musicalização com turmas. Então lá a gente trabalha o básico, né? A melodia, a letra, qual o sentido gestual. Depois a gente se reúne, faz um grande couro com turmas do maternal até o 5into ano e aí a gente passa um ensaio geral, todas as músicas trabalha de forma geral e é isso que acontece. Bom, e tem logicamente tem gente que gosta mais, tem gente que gosta menos, tem eh crianças que tem mais facilidade, outras menos é facilidade, né? Mas é para todo mundo. Todo mundo consegue. Todo mundo, todo mundo consegue. Precisa ter um pouquinho de disciplina, imagino, né? Porque não não é fácil, né? is de uma forma lúdica, porque se for de uma forma pesada, a gente não gosta de participar, né? Porque a gente tem aquelas crianças que não t aquela predisposição, aquela vontade de cantar, aquele estímulo em casa. Então o que que a gente faz? A gente busca de alguma forma fazer uma brincadeira, promover ali alguma alguma questão competitiva suave, tranquila, mas que eles estejam empenhados em fazer. E no final a gente tem meninas e meninos que não tm tanta propensão a cantar cantando. Opa! Né? por exemplo, especialmente na faixa do do 5º ano, quarto ano, quando eles estão na pré-adolescência, a tendência é não gostar tanto de exposição, né? Eh, estar sempre com o seu grupo específico. Então, pra gente desenvolver isso neles, a gente trabalha, por exemplo, o aspecto de pessoal, a gente agora vai começar a pontuar por turmas. As turmas que estiverem maior número de participação, a gente vai colocando pontos pra turma e eles também querem. Então, desde o maternal 3 anos que vai ganhando pontos porque estão cantando, fazendo gestos, se expressando, a gente tem o quinto ano que também quer mostrar para as demais turmas que eles também têm uma experiência já, uma vivência, que eles também são bons, que eles também são capazes e isso fortalece, faz todo mundo cantar, todo mundo participar. Boa, professora. Eu tô dando uma olhadinha aqui. O papel do canto coral na educação eh infantil tem logicamente, não é, eh uma importância muito grande porque une a aprendizagem musical, convivência social. Isso também é certamente muito importante, além obviamente do desenvolvimento pessoal ao mesmo tempo. Portanto, olha só, pessoal, ajuda a criança a desenvolver escuta, concentração, memória, também percepção rítmica e melódica, além de favorecer a expressão corporal e a saúde vocal. É isso mesmo, né, professora? Olha só quantos benefícios que tem. Com certeza. A sensibilização, o tornar-se mais humano. É para isso que serve a musicalização. O canto coral é o entender que você faz parte de um grupo e que você tem um papel fundamental nesse grupo e que você não é só mais um na multidão, mas que o seu, a sua participação somada com o todo faz a força. É entender o seu papel na sociedade. Isso é cantar, hein? Em couro é muito importante, é vital. Susu naку que e que todo mundo qual o papel dos pais em tudo isso? Quais os papéis dos pais em casa? Os pais podem estimular, por exemplo, mostrando ao filho, estando presente na apresentação. Quando o filho, por exemplo, tem a certeza que o pai vai vir ou que alguém da família vai vir, ele se sente muito mais motivado a estar. Segundo, proporcionando a ele um repertório mais refinado. O que que eu quero dizer? O estilo de música que a gente escuta em casa é com certeza ou aliás é geralmente o estilo que o seu filho vai apreciar. Então, se você deseja que seu filho tenha um conhecimento mais vasto da cultura popular que tem brasileira, que tem uma grande qualidade, nós olhamos aí pra história da música brasileira, a gente encontra inúmeros compositores e artistas que fizeram eh inúmeras eh obras que marcaram mundialmente, mundialmente o cenário musical. Então, quando você proporciona isso pro seu filho, vai buscar, leva ele para outras imersões culturais, também permite que ele conheça outros exemplos. e busque criar para ele mesmo um repertório. Isso já é aprofundar, é fazer com que o filho entenda o valor daquilo que ele tem aqui na escola e também que ele pode encontrar além. Então, não quer dizer que o seu filho vai ser, por exemplo, um cantor profissional. Se ele quiser, você pode desenvolver isso nele, mas ele também é uma opção, ele também pode ser, além de um participante do canto coral, ele pode ser eh um médico, ele pode ser um enfermeiro, um profissional da tecnologia que tem um lado refinado, um lado voltado para essa questão do canto coral. E isso faz dele um ser humano, um profissional, independentemente da área em que ele for atuar, muito mais desenvolvido, muito mais sensibilizado, atento paraa necessidade do outro, consciente de que ele faz parte de um de um de um conjunto, de que ele tem um papel fundamental. Inclusive, Platão já defendia muito isso. Ele dizia que a música faz parte da formação essencial de um cidadão. Você quer ver qual é a condição, eh, eu diria que não seria nem moral. Ele usa uma outra palavra específica para falar, agora eu não lembro, mas ele fala que se você quer considerar, constatar qual é a situação de uma sociedade, recorra aos tipos de música que ele tem ouvido. Ah, sem dúvida. recorra, observe quais são as músicas que ele tem apreciado, que ele tem reproduzido. Faz todo sentido isso faz. Professora, nós estávamos conversando eh antes do início aqui da nossa gravação no Conexão Cultural e nós estávamos falando justamente sobre eh hoje, né, sobre como os corais hoje não estão, mas estão em evidência, né, como deveriam estar, porque eh conforme a gente tá batendo um papo aqui, o coral é extremamente importante, mas hoje talvez não tenha eh não tão se dando mais a a a devida importância pro coral, né? Por você acha que isso tá acontecendo e qual seria uma alternativa para poder fazer com que o coral volte a a fazer parte do dia a dia das crianças, dos adultos? se arou de novo. Se arruma o carou se arreou se arr tá bonito. Bom, quando a gente olha pra história do da música no Brasil, a gente tem grandes nomes que reforçaram o canto coral. Um deles foi Eitor Vila Lobos, né? Ele tem um um vasto assim repertório, um incentivo muito grande pra gente fazer canto coral. Mas quando a gente olha pra história da humanidade, cantar em grupo é um hábito de muitos e muitos e muitos povos, muitas culturas. E o que que acontece com o nosso eh contexto atual? Eh, o ser humano não tem se encontrado mais para produzir música e fazer música. Então, assim, o que que a gente pode fazer para estimular mais o canto coral? Primeiro a gente precisa assistir, a gente precisa dar ênfase essas a esses grupos que têm buscado realizar apresentações. Então, a gente tem nas faculdades, a gente tem em grupos de algumas empresas mesmo que que patrocinam essa atividade. A gente tem bem pouco, a gente já teve muito mais e a gente tem as escolas que são grandes canais produtores de música coral. Então, incentivar, fomentar isso, falar sobre isso, pesquisar, incentivar para que no bairro se tenha esse tipo de iniciativa, num condomínio se ofereça esse tipo de ação, porque isso traz inúmeros benefícios e se a gente parar para pensar na questão eh econômica, ela é ela é ter um custo benefício assim baixíssimo, né? Então você paga pouco e você obtém muitos benefícios. Pois é, eu tô dando uma pesquisada aqui, realmente é muito legal o coral e a gente obviamente que vai acompanhar um pouquinho aqui no colégio adventista, não é? É o trabalho da da professora, o trabalho dos alunos. É de fato muito bacana, é gostoso de assistir, né? É algo realmente que chama muito atenção. Muito obrigado, professora Edline da Rosa Dias, portanto, é professora de música, bateu um papo conosco aqui no colégio adventista e a gente agora vai acompanhar um pouquinho do trabalho de vocês, tá bom, professora? Muito obrigado. Obada, eu que agradeço a cada um de vocês. Valeu, pessoal. Bora lá. Tchau. Tchau. Que legal o coral, né? O que significa o coral na sua vida? Assim, você aprendeu o quê? Ah, para mim um coral sempre foi bem legal que a gente se turma com as músicas também, a gente aprende coisa nova. E eu tô no coral desde os meus 4 anos e esse ano também é bem legal. O coral para mim é bem legal. Você tem quantos anos hoje? Eu tenho 11. 11 anos. E o coral assim melhorou o qu no seu dia a dia? Nossa, melhorou muito que eu agora eu me apego mais nas músicas, canto na igreja, eu faço um monte de coisas e ensaio muito as músicas. Quais as músicas que você mais gosta? Às vezes eu gosto de música internacional, né, que é de outro país. É, e também gosto de música brasileira também. Boa, corre lá que o pessoal já foi pra sala de aula. Tchau. Tchau, cara. como que você eh se interessou pelo coral? Não sei também. Eh, as músicas bem legais, agitadas. É. E o coral te ajuda assim no dia a dia, na sua vida? Em quê? Em para você me tornar alguém, porque encanto não existe, né? É bacana mesmo. Te ajuda também concentração, disciplina, foco. Não, isso não. Não ajuda, não. Não ajuda. Humum. Só é bem legal cantar. E você gosta mais de quais músicas? Brasileira, americana também. Boa. Tem que treinar muito assim, tem que ensaiar bastante. Sim. Você faz isso? Uhum. É, então tem que se concentrar, né? Treinar bastante, focar bastante. Acaba ajudando isso também no dia a dia, na escola. Sim. É, às vezes. Boa. E você tem ensaia quantas vezes por semana? Hum, depende. Eu acho que a semana vai toda, menos alguns dias para se preparar mesmo. Boa, meu garoto. Parabéns. Valeu. Tchau. Obrigada. Vamos lá, pessoal. Segundo bloco aqui do Conexão Cultural. Estamos falando sobre esse assunto bem bacana que é o coral, que é iniciação musical bem legal, bem legal. Bom, agora a gente está aqui na Escola Estadual Francisco Barreto Leme, que fica aqui é Joaquim Gid ou Souzas aqui? Joaquim Gid, como é bonito Joaquim Gido, hein? Muito bom. Muito grav. Nossa, aqui é maravilhoso, né? Jairo Silveira, que é regente dos corais das oficinas de música caipira. E aí, tudo bem? Tudo bem? Muito obrigado por nos receber aqui. Nós é que agradecemos. Bom, bem legal. Já dei uma olhadinha na galerinha aqui participando. O pessoal é super talentoso, né? São espontâneos, com muita motivação e gostam muito do estilo de música que eles praticam, porque a maioria dos alunos eles são aqui da região, muitos da zona rural. Então, quando esse projeto chegou, eles começaram a cantar as músicas que eles ouviam em casa, né? uma familiaridade total com o assunto e isso motiva muito e agrega dentro da família também, né? Então é o neto tocando para o avô, para a avó, a participação dos pais. Então é é muito salutar e desenvolve bastante, né, a criança, o adolescente. Pois é, isso que eu ia perguntar, eh, porque de fato acaba ajudando aí no desenvolvimento da criança, do jovem, né? ajuda. Como é isso na prática? Conta pra gente, porque às vezes o pessoal tá em casa, quer entender direitinho, puxa vida, como o coral pode ajudar no desenvolvimento do meu filho? Ah, sim. Então, o coral é uma prática que exige apenas o corpo, a voz e tem uma relação muito intrínseca com o corpo humano, né? Ao praticar o canto coral, você começa a se conhecer, você começa a trabalhar respiração, trabalhar articulação. No caso dos alunos, dos jovens, dos adolescentes, é muito importante porque a gente trabalha leitura de texto, olha que legal, interpretação de texto, dicção, articulação e fazemos os vocalizes, que são exercícios vocais, é fono e ajuda na projeção. Então, passa um exercício legal aí paraa galera que que tá assistindo a a ao Conexão Cultural. Tá curioso, o pessoal em casa certamente, puxa vida, quero começar. E aí, fala um só, só pra gente, por exemplo, um que é um aquecimento, não é a técnica, é a vibração de lábio. TR, isso a gente pratica bastante. Depois a boca que usa, que é a boca fechada. Hum. Hum. Para que serve isso? Para você trabalhar a musculatura da laringe sem forçar, porque você não tá emitindo. Ah, para deixar a musculatura mais tranquila, tal. Isso. É, é o aquecimento. E o aquecimento aquecimento vocal. Não, mas como faz? Hum. Faz quanto tempo? Um aquecimento, ele dura de 3 a 5 minutos. esse exercício só não são alguns a vibração de lábio, esse um minutinho mais ou menos é coisa pequena. Então porque às vezes as pessoas assistem eh aos corais e não imaginam todo. Por isso que eu eu tô perguntando bastante sobre isso, porque precisa tá de fato, né, Jairo, bem preparado, né? E assim, um aquecimento vocal mínimo, né? Exato. Santo no meu para rocha lana sem querer. Tu aumentas minha dor, nessas águas tão serenas para levantando o meu amor. Ó chalana, sem querer tu aumentas minha dor. Essas águas tão serenas vai levando o meu amor. E o aquecimento, na verdade, é uma palavra equivocada. A palavra certa é: nós vamos sair do padrão de voz falada e entrarmos no padrão de voz cantada. Ah, perfeito. São duas formas diferentes de você usar o seu aparelho fonador. A voz falada, ela não tem o compromisso com a musculatura, com o diafragma, que a gente chama de apoio. Então, para você emitir um som com projeção, que chegue com qualidade, que tem um timbre, o som começa desde o diafragma. Olha aí, pessoal, trabalhando o movimento do ar do pulmão. A larinja é apenas um tubo, é apenas uma uma apenas uma passagem de ar. E a essa máscara que eles dizem, né, o rosto é a nossa caixa de ressonância. É o bojo do violão. Ela está todo aqui. Seios nasais, seios frontais, mandíbula. E toda essa galerinha que a gente acompanhou faz. Eles fazem todos os exercícios fazem. Hum. Hum. ativamente. No começo, quando a gente começou o projeto, eles não acreditavam. O pessoal me vê lá na Câmara, eu tô sempre fazendo, né, trabalho tal. No meu caso, acho que chama mais aquecimento vocal, né? É. E deve falar: "Puxa vida, esse aí não tá batendo bem." Exato. Porque são exercícios engraçados. Eu viro é vira e mexe. Ontem eu ia entrar no ar, eu tava, daí eu vi uma moça rindo lá, falei: "Não tá entendendo nada". Exato, cara. Como que funciona se a questão do coral, a questão da disciplina? Porque eu vi aqui, o pessoal é impecável, né? Impecável. Eh, dificilmente erra, é, é muita repetição, é treinamento. Como que é isso? É o tempo todo, toda quinta-feira eles eles tocam instrumento e toda quinta-feira a gente se encontra e canta as músicas, aprimora, aprende a segunda voz, né? Porque a música sertaneja ela tem esse duo, né? Então, o coral ele vai treinando. Aos poucos, algumas crianças vão eh conseguindo com mais facilidade. Então, a gente forma duplas, forma quartetos que cantam também junto com coro adulto, que nós temos um coro adulto da comunidade que é parte do projeto. Então, as quando tem apresentações, nós temos duos, trios, quartetos, couro juvenil e couro adulto. Bom, certamente, né, eu até abordei e esse assunto no primeiro bloco, Jairo. Tem gente que tem uma uma facilidade maior e tem gente que não. Tem gente que que tem eh pega fácil, tem gente que não, mas é para todo mundo, né? Todo mundo consegue, todo mundo que se dispuser a treinar, começar fazendo os vocalizes e os aquecimentos, vai chegar num resultado. A questão é que às vezes demora um pouco mais e às vezes é mais rápido. Depende da intensidade eh diária desse estudo. Como os alunos aqui também tocam violão em viola, isso facilita muito o trabalho, porque eles vão tendo também a percepção musical, né? E eles são capazes de em casa pegar o violão, tocando o violão, achar o tom, treinar as músicas. Então isso facilita bastante e nesse sentido vai se construindo e assim e o assunto, né, eh, de vocês aqui e tudo mais, eu acho que é é muito legal, né? Música caipira é uma delícia ouvir. Às vezes eu tô em casa também e coloco no YouTube ali na televisão, puxa vida, música de viola, caipira, coral. Sim. É muito gostoso, né? Muito gostoso. E no caso aqui a gente privilegia uma música de raiz, né? Uma música, né? Autêntica e e faz muito bem pras crianças e pra gente também, né? Esse convívio dentro desse universo, ser pro pessoal em casa entender direitinho. Jairo, você é regente dos corais, das oficinas de música caipira e qual é a sua função exatamente? A minha função é, eu trabalho com a iniciação musical com os alunos que chegam, os primeiros anistas, né, que a gente chama de iniciantes. Então eles têm percepção rítmica. Lá vai a chara onde se vai no rio paraá. Lana, sem que tu aumentas minha dor. Nessas águas tão serenas vai levando o meu amor. Ó chalana, sem querer tu aumentas minha dor. Essas águas são serenas, vai levando o meu amor. E assim ela ficou e nem de mim se despediu. Aana vai sumindo lá na curva do rio. E se ela vai magoada, eu nem sei que tem razão. Ou eu feri o seu pobre coração. Fazem percepção musical. Hã. e iniciação ao canto coral. Aí vem o intervalo do lanche e aí eu assumo a aula com os alunos que optaram por continuar no coral, porque o coral não é uma atividade obrigatória, somente no primeiro ano do curso. Depois aqueles alunos, quem gosta, quem quer tocar, quem se identificou, que que gostou, aí continua. E essa é a E você sempre se interessou por coral? Sempre. Eh, desde a faculdade eu fiz regência orquestral e e coral, mas já optei. Você fez faculdade do quê? De regência. O cara é totalmente do ramo, então, hein? E mas optei pelo coral por isso. Você consegue chegar junto da comunidade, das pessoas leigas, atraí-las para o Cara, eu vi no YouTube também. Nossa, um coral de música. Eh, acho que não sei se era música, se era viola. O pessoal acho que foi no centenário do guarani, tocou o hino do Guarani num num coral. Que coisa mais linda, cara. É muito bonito. É muito bom de ver várias vozes juntas, né? Fazendo uma música, se expressando. É, é um trabalho que vale a pena. E como a gente tava conversando assim para pr pro desenvolvimento da das crianças, dos adolescentes, ajuda inclusive na escola, né? Ajuda muito. Sim, sim. A a desinção, é perder a timidez muito, a criatividade, a sensibilidade, raciocínio rápido. Sim. até mesmo o raciocínio matemático, porque a anotação musical envolve também conceitos da matemática, divisão de tempo, frequências, tudo isso agrega no Eu inclusive entrevistei, não é, um garoto que a gente vai ver já já e fiquei impressionado porque eu pedi para ele dar uma palinha, perguntei totalmente no improviso, ele mandou super bem, não errou nada. É muito bom de ver que essas crianças elas vão crescendo e vão trazendo coisas boas para dentro de si. Bacana. Sempre bom fomentar cultura, arte, né? Eu acho que isso é importante também faz parte aí da criação. Acho que é é bom para todo mundo. Quem sabe o meu filho Francisquinho, que tem vai fazer 6 anos agora, não se interessa por coral, por música. Ele vai gostar, ele vai gostar. suas considerações finais, então, pra gente. Já era. Olha, eh, primeiro agradecer a presença de vocês, agradecer ao João Paulo, que é nosso coordenador, agradecer ao professor Matsuda, a Lúcia, que são a equipe, a Silvia, Antoe, que é uma equipe que trabalha junto com a gente, né, para produzir esse trabalho com as crianças, pra gente cada vez conseguir mais difundir a arte, difundir a música caipira e que eles agreguem conhecimento pra vida toda. Valeu, muito obrigado. É isso aí, galerinha. Show de bola, muito bom. Conexão cultural. Como você se interessou pelo coral? Que o coral muda na sua vida, no dia a dia? Eu gostava muito de cantar, mas eu tinha muita vergonha e aí eu, sabe, eu não, eu ficava cantando só em casa, no chuveiro. Aí eu vi que tinha esse projeto quando eu fui pra turma de de que estudava de manhã na escola. E aí o Jário, eu conheci o Já, ele me influenciou a entrar pra turma do coral e começou a trabalhar comigo nesses negócios. Agora eu me apresento na em música, eu canto e tudo mais. E é uma oficina aí de música caipira, como que é? É a oficina de música caipira. É, toca bastante música, mas tem o violão também, né? Dá para aprender o violão e a viola. A viola é a melhor parte, tá? Você gosta mais da viola? Eu gosto mais da viola. Eu treino viola, já sou avançada na viola. Opa, parabéns. Obrigada. Valeu, obrigado. O que você mais gosta no coral de música caipira? Ah, eu gosto que aqui eu posso soltar minha voz livremente. Lá em casa tem que fazer um pouco mais de silêncio. Tem vizinho. Aqui eu posso me expressar mais. Daí é bem melhor. E é legal também as aulas. O professor ensina bem, dá uma aquecida na voz também ou não? É, é bom que já vai treinando, daqui a pouco tem apresentação de novo. É legal para caramba, né? É muito bom fazer parte de um coral. Não tem preço. Não tem preço. Dá uma balinha pra gente aí. Consegue ou não? Canta um pouquinho. Lá vai a chalana, bem longe se vai riscando no remansço do rio Paraguai. Ólana, sem querer tu aumentas minha dor. Nessas águas tão serenas vai levando meu amor. Cara, e eu vou falar um negócio para você. Eu te peguei de surpresa no improviso. Parabéns. Mandou bem demais. é muito talentoso. Valeu, valeu. เฮ เ