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dessa doença. Quando [música] [música] conexão cultural, que legal, pessoal. A gente vai falar sobre artes cênicas, um assunto bem bacana, bem interessante, porque nós vamos entender como funciona o dia a dia de um ator, de uma atriz, como eles fazem para se preparar para uma peça. É bem bacana, bem interessante, porque claro, tem muita gente que se interessa, não é, por esse assunto. Estou aqui com a Silvia Prado, que é a produtora cultural. Antes de mais nada, Silvia, muito obrigado por nos receber aqui. Prazer é nosso. Bom, vamos lá. Como eu disse, esse é um assunto certamente que desperta o interesse. É muito grande. Tem muita gente que sonha em ser ator, ser atriz. Como você começou a se interessar por isso? Olha, hoje o cenário do o cenário musical hoje tá em ascensão no Brasil, né? devido aos grandes musicais da Broadway vindo ser produzidos aqui no no nosso país. Eu entrei na área de teatro muito pela minha mãe, né? Eu sou formada em dança, mas eu entrei na área de teatro muito pela minha mãe, porque eu era muito tímida. Então, os pais hoje eles buscam levar as crianças para as aulas de teatro para aprender um pouco dessa timidez, eh, o trabalho coletivo, né? Ter convívio com outras crianças, né? E isso me trouxe uma outra visão de complemento a minha profissão, que já era ser professora de dança, né? Então eu trabalhei muito com roteiro, seria mais o backstage do que o palco, né? E nisso a gente conseguiu abranger e trazer o teatro para junto da dança e produzir os musicais aqui na nossa escola. Boa. Bora falar sobre aqui, não é? O centro, que que você pode falar? Já já tô vendo as alunas chegando. Nossa escola esse ano completa 7 anos. 7 anos. Eu tenho 30 anos de carreira aí dentro da área da dança, né? E esse ano a gente tá produzindo o Mágico com uma releitura. É uma releitura do Mágico Jz com um pouco mais de atualidade, contemporane, mas sem perder a essência do original, aproveitando muito o engajamento de Wicked que tá saindo de Cartaz agora, né, e o filme, a segunda parte que tá entrando em Cartaz. Então, a gente aproveitou esse engajamento para trabalhar esse tema esse ano. Bom, e assim, como funciona o dia a dia de uma atriz, por exemplo, você citou a peça aí, mágico de puxa vida, tem que se preparar bem, tem que ensaiar, treinar, decorar. Então, pra galerinha que tá em casa e que tem esse interesse de se tornar um ator, uma atriz e tudo mais e tá interessado nisso, como funciona o dia a dia de vocês? O primeiro passo é já se matricular numa escola, né? Aqui a gente tem as aulas dividido por faixas etárias. Eh, a gente trabalha textos e redações e aulas lúdicas. E é preciso disso. Essa parte de dicção, eh, ela é muito importante nas aulas de teatro. E o que a professora daqui a pouco vai poder conversar um pouquinho com vocês sobre essa temática de como é desenvolvido as atividades dentro da aula de teatro. Eh, hoje a gente tem um grupo formado aqui pela escola, então todos os atores que trabalham nos nossos festivais, nos nossos espetáculos, são os próprios alunos aqui da escola, que é justamente para levá-los pro palco e ter essa experiência de na prática, na prática e essa parte de decorar texto, de composição cênica, compor o próprio figurino. Então, tudo isso é desenvolvido dentro da escola. de fono, né? Aquecimento focal. Bastante aquecimento focal. É, com certeza. Certamente. E você tava falando justamente sobre isso, né? Porque eh disse inclusive que tem crianças que entram aqui porque são tímidas e tudo mais. Agora você falou de decorar texto, quer dizer, o teatro ele é bom pra vida, né? Ele não é, a gente fala que não é só pro palco, palco, aia, né? É, hoje tem algumas atividades, algumas escolas desenvolvem isso, eh, para o mundo corporativo, essa parte de como apresentar uma palestra, como ser interessante para o público, como desenvolver esse texto e ser atrativo. Isso tudo se aprende dentro de uma aula de teatro. Pois é, tem muitas vantagens, né? Porque eh a gente mesmo, eu fiz jornalismo, né? E na minha faculdade de jornalismo, no primeiro ano, o professor chamava eh Paulo Afonso e no primeiro ano eu tive aula de teatro também. Então, quer dizer, claro, a gente trabalha em televisão, rádio, tal, é super importante, né? Para todo mundo é o teatro ou não? Às vezes você fala: "Olha, puxa vida, é, você não tem o perfil, você é muito quietinho, você é muito quietinha. É para todo mundo, todo mundo pode fazer teatro. Todo mundo pode fazer teatro. É claro que algumas pessoas vão ter aptidões para outras áreas dentro dessa parte cênica. Nem eu fiz as aulas de teatro, mas hoje eu desenvolvo o roteiro. Mas eu precisei da base do teatro. Eu preciso saber como é que funciona essa parte cênica para poder desenvolver a outra. Iluminação também faz parte do teatro. Então, eu posso entrar como ator, eh, fazendo aulas de teatro, mas me apaixonar por uma outra área dentro do teatro. Então é assim, o teatro para todos ele abre uma gama de possibilidades, independente se eu vou ser uma atriz ou não. O trabalho da dança, eu também preciso de interpretação. [música] [música] [música] [música] Olha só, isso para mim é novidade. A dança também precisa desse dessa interpretação, não só as falas. Hoje eh existe ainda existe os baléis de repertório que contam uma história sem fala nenhuma. Então eu preciso entender esse gestual do meu corpo, eh como o público vai entender a minha história sem eu sequer falar uma palavra. Então o teatro ele é essencial para tudo e assim é para todas as idades. Para todas as idades. Aqui a gente atende a partir dos 5 anos de idade. C aninhos. 5 anos de idade, eh, que é o lúdico, a parte lúdica do teatro, né? É claro que assim, a partir dos 7 anos, quando a criança já está eh no início da alfabetização, a gente já trabalha com as leituras, essa parte de decorar texto, mas é para todas as idades. A gente fala que é dos dos 6 aos 90 anos. É isso. É muito legal. E essa parte que você citou de decorar texto, existem técnicas para isso ou é na base da raça mesmo? Não, existem técnicas. Eh, aqui a professora ela trabalha com essa parte de a gente fala que é o jogo, o jogo cênico, né? Palavras que vocês conseguem lembrar o contexto do texto. Você sabendo o que tá acontecendo dentro da cena, é muito mais fácil você decorar. Eh, não é que nem na escola, o decoreba para poder ir lá e só fazer. Eu preciso entender o que eu estou fazendo. Então, eh, essa atividade é desenvolvida dentro de sala de aula. Bom, e já já a gente vai conversar então com a Ana Júlia Horta, que é a professora de teatro e a gente vai também falar bastante a respeito disso e aprofundar, enfim, fale um pouquinho mais sobre a peça que que vocês estão apresentando. Enfim, a gente já está trabalhando com essa peça temito meses. Oito meses. Olha só, gente, que coisa impressionante, né? Todo mundo fala: "Ah, mas apresenta somente no final do ano". Então, quanto tempo que vocês começam a trabalhar isso? Carnaval, né? O pessoal fala: "Acabou, tem um ano". É, terminal. Eh, tanto que aqui a gente tem já uma tradição. O último dia do nosso festival a gente apresenta o tema do próximo ano e daí começam as reuniões, as pautas, figurinos, trilha sonora, o que que a gente vai trabalhar com cenário. Então, a gente tem uma preparação aí anual, né? Os alunos começam a desenvolver o trabalho junto com os professores a partir de segundo semestre. Então, agosto já começa a se preparar as coreografias, as partes cênicas, a equipe de teatro, mas o espetáculo ele é preparado o ano inteiro. Puxa vida. Então assim, é, as pessoas assistem, fala: "Ah, não, é rapidão." É impressionante, né? Não é rápido, não. Não é rápido. É assim, é rápido para quem assiste. É um final de semana, são dois dias. Vai lá, come, né? É eh, 2 horas me para quem vai assistir, para quem está trabalhando no espetáculo, é um final de semana intenso, né? O a nossa preparação com equipe de iluminação, a equipe do teatro, a equipe técnica escenografia começa às 7 da manhã para um espetáculo que vai ser apresentado às 7 da noite. É, então e são os dois, é uma maratona, mas essa maratona já vem há bons meses, sendo preparada bons meses, porque os alunos cheguem real no palco e esteja tudo alinhado, tudo perfeitinho. Quais os principais desafios da profissão? Olha, tem muitos desafios. Eu acho que é diário. É um desafio diário. Eh, é o dia a dia. Eh, eu acho que quem trabalha com arte, ele é persistente, é porque ele ama realmente a arte, né? A nossa área ela precisa de mais incentivo, né? Eh, patrocinadores, apoiadores, né? Aqui a nossa cidade, a gente tem o privilégio de falar que a nossa cidade ela apoia bastante a arte Vinhedo. A gente tem uma abertura muito grande com a arte, mas visto aí no Brasil é bem complicado. Então eu falo que pro artista e pras escolas de dança o desafio é diário. Valeu Silvia. Muito obrigado por nos receber aqui no Conexão Cultural. Tá bom. Encontes. Obrigado. [música] [música] [música] Pois é, galerinha, como prometido, agora estou aqui com a Ana Júlia Horta, que é professora de teatro, também é a diretora da peça que nós estávamos conversando. de mais nada. Tudo bem? Muito obrigado por nos receber aqui no Conexão Cultural. Tudo certo aí? Eu que agradeço. Bom, você é professora de teatro, ela tava inclusive fazendo alguns exercícios de fono aqui, eh, mostrando pr pra nossa equipe como as pessoas que fazem teatro aquecem a voz. E olha, daqui a pouco ela vai fazer um pouquinho. Não, não é brincadeira não. Não é aqueles exercícios comuns, tipo tr, que todo mundo acha que é assim. Tem muita coisa diferente. Bom, como você se tornou professora de teatro? Conta pra galerinha que tá acompanhando a gente o Conexão Cultural, porque você tem 20, tenho 23. 23 anos. Conversou com 6 anos. Então, eu comecei no teatro com 6 anos. Eh, aí eu sempre quis ser atriz, era o que eu queria da minha vida, mas eu também amava a dança, então o que eu gostava mesmo era o palco, né, para falar bem a verdade. Então eu decidi seguir essas duas carreiras e aí eu decidi fazer faculdade de artes cênicas e fazer um profissionalizante em dança na Unicamp. É, aí eu fiz Artênicas na Unicamp, sou formada e fiz um profissionalizante em dança também. Então, eu sou professora de várias modalidades aqui no CASP também. E aí, bom, aí eu sempre gostei muito de criança e aí eu decidi começar a dar aula até para ingressar, né, eh, no meio, conhecer pessoas. Enfim, me apaixonei, adoro dar aula, não tem como. E você dá aula mais para criança, é isso? Então, eu comecei muito para criança, agora eu já tô eh dando aula para todas as idades. Então, aqui no CASP mesmo eu dou para muitas idades diferentes. Inclusive, eu tava conversando com a Silvia falando a respeito dessa situação. Eh, não, a idade é o que menos importa, né? É claro, não importa a idade, que às vezes as pessoas podem estar assistindo a conexão eh e perguntando: "Puxa vida, mas eu já tenho 40, 50 anos, gostaria de fazer ensaiar teatro, ainda dá tempo?" Claro que dá tempo. Tá vendo? Isso isso é legal, né? Uhum. Bom, eh, e quais o as etapas assim de uma aula de teatro? O que que você faz? Quais são eh as orientações que você passa? Porque eu imagino que deva ter etapas, né? tipo o aquecimento vocal depois, enfim, conta pra gente. Então, normalmente eu começo com aquecimento vocal, então eh o básico, girar a língua, eh soltar todo o maxilar, [risadas][suspirando] alongar um pouco mesmo o pescoço. É, alongar o pescoço assim. Uhum. E isso é bom para falar? É, é mesmo. Relaxa. Laringe. Como que é alongar a laringe? A gente pega aqui e faz como se fosse uma massagem. Ah, e qual que é a finalidade disso? Deixar ela soltinha para ela não pressionar e não não te machucar mesmo. Porque às vezes quando ou mesmo quando você vai falar, quando você vai cantar, ela sobe e ela força su Não. E eu tô perguntando isso para você, Ana, porque o pessoal que faz teatro, os atores, as atrizes, eles dependem muito da voz. Sim, né? E precisa tá com a voz preparadinha, né? Sim. Sim. Então assim, isso faz eh parte mesmo. Eu acho que todo mundo na vida o o correto seria fazer aquecimento vocal, né? Sim. O ideal seria, mas a gente sabe que não não acontece isso. Mas para profissionais da voz mesmo, como no caso atores, atrizes, jornalistas também é é essencial, né? Sim. Bom, pra pra gente não perder o embalho, eu falei de uns exercícios aí que você ia fazer. É, mostra pro pessoal aquele bem difícil que você tava fazendo. [risadas] Então, depois dos exercícios de de aquecimento, vai pra respiração e aí tem os exercícios de dicção, né? que daí, por exemplo, tem o da menipótula beda, que é da menipótula Bed, da minipótula Beda, da menipótula B, da minipó, por exemplo, que você vai fazendo isso cada vez mais rápido. Ou por exemplo o brablá. Então, tipo, você faz brable ble brible, brobló, broblo, bru, com todas as consoantes e com as vogais utilizando L e R com as vogais fonéticas. Então [risadas] você vai durante todo o alfabeto assim. Bom, e depois do aquecimento vocal numa num ensaio, numa aula de teatro, o que vem? Eu normalmente sigo pro aquecimento corporal. Corporal é mesmo? É claro, claro. O ator não, não só fala, né? Ele tem que estar presente o tempo todo. Tem que aquecer mesmo. Como se fosse fazer um esporte. Tem que aquecer mesmo. Tem que aquecer mesmo. Que tipo de aquecimento? Não, olha que interessante essa entrevista, pessoal, com quantas curiosidades aqui com a Ana. Então, muitos, muitos atores eles focam mais só em, ah, vou correr que eu acho que eu já aqueci o corpo. Mas, por exemplo, eh, tem muitos que tm vergonha, então tem aqueles exercícios loucos de teatro, serve para isso mesmo. Então, às vezes, eh, imitar um animal te deixa soltar o corpo, te deixa eh ter mais consciência corporal e te deixa perder um pouco a vergonha mesmo, porque você tem que tá totalmente entregue ali o ao jogo com o outro, porque você se você se prende eh e não dá essa abertura, a cena não acontece. mais do que decorar a fala, mais do que ter um figurino bonito, você tem que estar ali presente, sabe? Acho que é o principal das artes cênicas é que é a arte da presença. Você tem que estar ali presente o tempo todo. Bom, e depois disso do aquecimento corporal, normalmente eu dou algum jogo de conexão. Então, por exemplo, tem um jogo de bastão, então eh de passar o bastão paraa outra pessoa, você tem que jogar com o corpo todo. E aí às vezes tem as reações. Então, fazer uma vez elas estavam fazendo, eu falei para elas fazerem tipo, eh, faz como se fosse algo muito precioso e elas não estavam conseguindo. E aí eu dei meu celular assim, joga o meu celular. A reação do corpo delas mudou automaticamente. Elas ficaram assim: "Meu Deus do céu, vou quebrar o celular dela, meu Deus". Então, tipo, era um cuidado muito maior. E daí, eh, tanto que eu falei, vocês têm que se olhar, se conversar, vocês têm que estar juntas, mas vocês estavam com o corpo presente e tavam ali eh empenhadas em não derrubar algo precioso teoricamente, né? Algo que que elas não poderiam quebrar, vamos dizer assim. Então, é aquela conexão entre elas e para elas irem se expressando cada vez mais. Mas também tem jogo de atenção, por exemplo, que é importante também tá sempre atento a tudo que acontece. Então, eh, samurai, por exemplo, que é um jogo que você faz tipo ru raiá. E aí você tem que estar muito atento o tempo todo, porque quem erra perde, senta e aí sempre concentração. Aham. sempre sobram duas e no final as duas vão andando. E quando eu falo o nome de uma comida tem que virar. Quem virar mais rápido ganha. Então, tanto jogo de concentração, quanto jogo de conexão, quanto eh jogo de expressão, tudo junto, de improvisação muitas vezes, que é muito importante você saber se virar, né? Porque às vezes não vai sair como você combinou, assim, você decorou, você fez tudo certo. É. Mas às vezes vai acontecer algo inesperado e aí você vai ter que lidar com isso. Como você lida com isso? E isso é importante até na dança, na verdade, né? É importante em todas as áreas. Como artista você tem que lidar com o que pode acontecer. Qual a principal diferença de ator de televisão e teatro? Eu acho que muita gente tem essa dúvida, né? Olha, existe diferença assim na forma como se prepara, como ensaia, como se apresenta um um uma atriz, um ator, enfim, um artista, eh, televisão, teatro, novela, peça. Eu nunca fiz televisão, mais eh do que eu estudei já muito é a construção do corpo mesmo, tanto do corpo quanto da voz não precisa ser tão tão grande. Ah, perfeito. É porque é isso, é uma câmera que tá pertinho de você, você tá conversando com a pessoa, você não precisa projetar a sua voz mesmo com o microfone. Às vezes o teatro é muito grande. É, não pode depender totalmente do microfone se ele falhar. É, então é é muito muito isso assim. E sua expressão tem que ser vista pela última pessoa, né? Lá no fundo da plateia. É isso. É verdade. Aquela pessoa precisa ver. E quando você tá fazendo televisão ou série ou enfim, é mais intimista, né? É, mas não precisa ser tão expressivo assim, tão grande, tão a não ser que seja uma seja pedido isso, né? Se seja mais caricato o personagem, por exemplo, faz sentido, mas normalmente não. Normalmente é mais realista. Bora falar um pouquinho sobre a peça que você é diretora, né? É. E aí? Ai, tem sido uma experiência muito muito gratificante, muito boa. Eh, e ao mesmo tempo é muito difícil, né? Porque é isso, você eh você vai dirigindo, mas você também tem que ouvir muito que as pessoas vão te trazer de volta. Ah, então você não pode só mandar, faz assim, né? É, é muito uma troca. Eu acho isso muito bonito, assim, eh, é difícil lidar com as diferenças, mas é muito bonito quando você vai encaixando isso e respeitando. Eh, por exemplo, quando alguém traz um personagem que não é bem aquilo que você tava pensando, mas diferente daquilo que você tava imaginando, projetando, é, mas é o único porque é daquela pessoa. E como atriz você você percebe isso, sabe? Eh, você deixa a pessoa criar, fica muito mais interessante, muito mais bonito. Então eles têm criado bastante. Deixa a pessoa ser ela mesma, né? Não necessariamente ser ela mesma, mas ela ela criar o seu personagem a partir eh ter essa liberdade. Exatamente. Perfeito. Exatamente. É muito que daí acho que imagino que vai render mais. Nossa, é muito mais mais interessante mesmo para pra peça do que pegar um ah mesmo um formato já estabelecido, até porque a gente não tá trabalhando com formato já estabelecido, né? É uma mistura de wicked mágico de, então é uma outra coisa. Que cara tem essa outra coisa, sabe? E a gente tá criando a partir disso, do que os atores trazem, do que eu posso provocar, do que eu posso trazer para eles, mas muito dessa troca. Eu tava falando com a Cláudia e vou perguntar para você também, porque eu acho que isso é super importante. Eh, a gente tá falando sobre os desafios, eh, de ser ator, de ser atriz, o que na verdade precisa, né, pessoal, para tocar aí a carreira, quais os tipos de de trabalho, de treinamento. Ana, inclusive, tava falando de de aquecimento vocal, aquecimento corporal também, o que eu achei super interessante, faz todo sentido, porque na verdade você tá o tempo todo em movimento na na peça e precisa, evidentemente, estar também eh aquecido, fazer um alongamento bacana. Falou até de alongamento assim e tudo mais. E, eu, uma coisa que eu queria perguntar para você é essa questão que eu já abordei, inclusive com no eh no comecinho do nosso programa do Conexão Cultural com relação àilo que pode eh trazer de benefício o teatro pro dia a dia, pra vida das pessoas fora do ambiente de artes cênicas, de teatro, eh pro dia a dia, melhorar a timidez. na escola, de repente tem técnica de decorar, né, que a gente tava conversando inclusive sobre isso e e pode até me ajudar em prova, né, porque se você tiver técnica de de para decorar, você pode se dar bem. É, então acho que entra muito no que a Silvia mesmo disse, mas eu trazendo um pouco da minha experiência, eu sempre fui uma criança muito tímida. Olha só, pessoal, eu assim era do tipo de criança que não conseguia dar bom dia no elevador, que eu que eu me tremia assim, tipo, me dava me dava nervoso. É. E aí eu comecei no teatro e era muito, muito doido como o teatro te dá quase que uma máscara, sabe, para você poder ser quem você quiser. E aí a partir disso, de desse jogo com muitas versões de você, você vai se conhecendo cada vez mais e vai abrindo espaço para, ah, para novas experiências, para, ah, acho que talvez não seja tão ruim, ou até mesmo não vou começar então falar oi e dessa forma, como se eu fosse essa personagem, sabe? Então, tipo, a partir disso, eu comecei a dar, a falar oi no elevador, a conversar, a, a ser mais sociável, assim, vamos dizer, eh, e tirar um pouco essa timidez. Não que ela não exista ainda, claro que ela existe, ela tá aqui presente porque Exato. Hoje eu sei lidar muito mais fácil com tudo. Eu tenho ferramentas para isso, sabe? E eu acho que o teatro te proporciona isso. Eh, senão você não conseguiria nem tá dando entrevista. Pois é, né? E olha, tá falando super bem, super solta. Então, quer dizer, esse também é um dos lados bons do teatro. Sim. Valeu, muito obrigado por nos receber, falar um pouquinho sobre sua vida, sua profissão. Tá bom, obrigado. Valeu e até a próxima oportunidade. A gente vai para um rápido intervalo e a gente já volta aqui no Conexão Cultural, galera. [música] Conexão Cultural de volta aqui para vocês. Estamos no segundo bloco falando sobre artes cênicas, falando muito sobre teatro, sobre cultura também passando aí algumas orientações com as profissionais para as pessoas que estão nos acompanhando e tem também a intenção, a ideia de seguir carreira. Bom, tô aqui com a Laí. Tudo bem? Tudo bem? Beleza. Muito obrigado por nos receber. Você tem quantos anos, Laí? Eu tenho 15. Tem 15 anos. Está quanto tempo fazendo teatro já? Olha, no teatro eu faz uns ito anos. Tudo isso. Então você entrou com sete? Sim. E já, tipo, a Ana entrou com seis, entrou com sete. A galerinha começa cedo, hein? Sim. Puxa vida, 7 anos. Por quê? Resolveu fazer teatro ou foi sua família que decidiu assim? Vai lá e boa. E no fim você gostou? Ah, na verdade começou assim. Eu comecei na dança com os meus 4 anos de idade e quando eu fui crescendo, eu fui percebendo que eh foi pedindo mais a arte assim. Aí eu fui entrando no teatro. E conta um pouquinho mais sobre o seu papel. Ah, eh, primeiro quando a Silvia falou que eu ia ser papel principal, eu fiquei muito feliz, né, porque eu tô nesse mundo da arte faz muito tempo. E quando eu comecei nos ensaios tudo, eu fui percebendo que não era só um personagem, que eu me identificava com várias coisas do papel. Foi muito, muito bom. O que, por exemplo, fiquei curioso. Ah, ela é tipo curiosa assim. Ela é bem curiosa assim, mas ela também tem um pouco de medo dependendo das coisas que ela tá. E é o seu caso, você é curiosa, mas dependendo da situação, você tem um pouquinho de medo. Tem um pouco de medo. E é isso que eu ntiquei bastante nela. E tipo, tem algumas coisas também da do filme também da peça, né, que tipo o tornado representa, pode representar algum problema, alguma coisa. Eu me identifiquei bastante, tipo, essa coisa quando fala do tornado do problema, mas ela sempre quer, tipo, voltar para casa e, tipo, ela consegue. É isso. Pegou bastante. Eu gostei bastante. Nossa, que legal. E e é um trampo ensaiar para uma peça tão importante como essa. Olha, é é tem muit exige muito, né? Porque tem muitos ensaios, eh, como o teatral e como as danças, né? Porque eu danço e faço teatro e é, existe muito, muito, muito, muito. E a professora Ana pega no pé ou não pega? Pega muito. Tem que pegar, né? Tem. Aí vai melhorando, né? Sim. Pois é. Eu tava inclusive conversando com elas, você não sei se estava acompanhando o nosso primeiro bloco e falando eh sobre isso, porque eu eu achei essa parte é super interessante também do você utilizar o teatro no dia a dia, eh melhorar a comunicação. Com você aconteceu isso? Ah, eu percebi que, tipo, eu sou meio ruim de dicção assim, sabe? E eu percebi que quando, eh, eu voltei assim pro teatro, eu percebi que eu dei uma melhorada. Olha aí. Isso me ajudou bastante. Boa. E quais as dicas que você deixa pras meninas da sua idade que estão assistindo falando: "Puxa vida, olha lá, Laí, gostei, me interessei, que bacana, quero seguir." Que que você falaria para elas ou e pros meninos também? Claro, né? Para seguir essa vontade que vocês têm e vir pro teatro e pra dança também que vão te ajudar muito. Aê, boa. Valeu. Obrigado. Parabéns pelo trabalho. Ob você. Bom, e a gente não para, agora a gente segue aqui com a Luna Ribeiro, que é a governadora na peça. Tudo bem, Luna? Beleza. Tô, tô bem. Quantos anos você tem? Eu tenho 11, vou fazer 12. 12. E quantos anos de teatro? Ah, eu tô desde os sete s anos. Que legal, que bacana. E aprendeu muita coisa já? Sim, bastante. O quê? Por exemplo, eu aprendi a lidar mais com as minhas emoções, porque eu sempre fui muito explosiva. Olha só. E eu também aprendi a lidar mais com a minha vergonha, porque mesmo eu sendo explosiva, às vezes eu ficava com vergonha. Então eu falava, falava, falava. Daí tinha uma hora que eu me encolhia e a pessoa ficava tipo, ah, você tá triste? Daí eu tipo não queria falar o por que eu tava encolhida, daí melhorou bastante a minha a minha timidez. Que bacana. E fala sobre o seu papel na peça de governadora. Eu sou a governadora dos mágico deos, né? É mágico de eu sou a governadora dos mutkins. Eu governo assim. E como que é o seu o seu papel assim? Que que você mais faz na peça? Eu só tenho uma fala que é agradecendo Dorot por ter nos livrado da rainha má, da bruxa má, que ela tava escravizando nós. Só que daí a com o tornado a casa caiu em cima da bruxa. Daí eu vou e agradeço a Dorot. Então o meu papel é mais agradecer e também quando affaba aparece também mais proteger, mas eu não tenho nenhuma fala, tipo, sai daqui. E é o seu primeiro papel? Não, mas é sua primeira peça ou você já já participou de outras também? Ano passado eu participei do Aladim como Iago. Al o papagaio. Que bacana. Que bacana. E deixa eu te fazer uma pergunta. Você gostaria de seguir a carreira de atriz? Com certeza. Olha aí, é, nos meus 6 anos de idade, eu sempre fui elogiada por fazer massagem. Daí eu tipo, ah, quero ser massagista. Só que quando eu comecei a fazer o teatro e depois do Aladim, eu acabei me apaixonando por essa por esse meio artístico. Que legal, que bacana. E que que os seus amigos falam assim? Eles se interessam por teatro também, suas amigas? Eu não comento muito, principalmente na escola, mas algumas das minhas amigas já tentaram fazer teatro, mas o professor ela era de escola, de escola pública, ele não era muito bom, então elas acabaram saindo. É, mas sempre h tempo de recomeçar, né? Claro. Boa. Obrigado, viu, por conversar com a gente. Parabéns aí pelo trabalho, tá? Obrigada. Bom, pessoal, e pra gente encerrar aqui o Conexão Cultural, estou com a Ana Alice Santos, que é professora de dança. Olá, tudo bem, Analice? Beleza. Tudo certo. Não deve ser fácil ensinar dança pras pessoas, não, hein? Ah, não é um desafio legal de de enfrentar. É, não deve ser fácil não, porque muita gente chega e às vezes não é, não, nunca fez dança, não tem muito apegada, mas dá para dá para aprender. Com certeza todo mundo dança. É isso que eu quero que você fale. Conta pra gente, então, por todo mundo dança. Bom, o nosso corpo ele é moldável para qualquer coisa e aí quando você chega para fazer uma aula de dança, o professor sempre vai te investigar, vai saber da onde você veio, porque você buscou a dança. Quando a gente tá num churrasco, por exemplo, soltou uma musiquinha, todo mundo dá aquela dançadinha, não dá? Dá. Acabou, tá dançando. A única coisa que a gente faz aqui é te ensinar a técnica exata daquela modalidade. Mas dançar é natural de ser humano. E a dança ela é importantíssima também pro teatro, né? Demais. Aqui na escola a gente trabalha o musical é tanto a parte teatral quanto a parte e da dança, né? A gente faz esse conjunto, acho que no primeiro bloco a Silvia comentou. Sim. Então a dança ela enriquece ainda mais o nosso espetáculo. Boa. Uma complementa a outra, a dança e e a peça, né? Com certeza. Boa. Bacana. Como você se interessou por por essa essa área? Eu danço desde a barriga da minha mãe, eu falo. Eu sempre dancei. Pulava muito. Sua mãe falava: "Olha, você pulava bastante, pô". Eu me enrolei no cordão dela, para você ter uma ideia. Então eu sempre dancei, é a coisa que eu mais sei fazer na minha vida. E aí quando eu comecei eh a fase adulta de vai pra faculdade, o que vai fazer, eu fui pra área de educação física para entender o corpo humano. Formou em educação física? Tô formando. Ano que vem eu termino. Aê. Vai trabalhar na área ou não? Vou não. Na área da dança, né? Mas que e educação física não. Ou tem a ver uma coisa? Tem tudo a ver. Tem tudo a ver. Eu fui para essa área para entender o corpo humano, entender a biomecânica, como funciona. E aí a gente vê que não é só dançar, tem que ter um preparo, tem que ter uma preparação física, tem todo um porquê atrás, né? E aí foi assim que eu trhei meu cabelo. Não. E você falou de preparo físico para dançar, eu acho que tem que ter um preparo físico de outro mundo, né? Porque o meu preparo físico não é bom, viu? Não é bom. Eu jogo fut vôlei, eh, faço um fortalecimento na academia, mas o meu, meu preparo físico não, não é bom, cara. Eu canso. O nosso repórter cinematográfico Rafael Fernandes, eh, tá dando risada, mas ele é goleiro. Você é goleiro. É, então preparo físico bom, então é frangueiro, viu? [risadas] Boa. Mas brincadeiras à parte, de fato, o preparo físico é é muito importante, né? E aí ajuda também a não lesionar, né? Nessa reta final é muito fácil as bailarinas lesionarem. Joelho, com certeza. Tornozelo. Muito fácil. Então a gente tem que tá sempre ali dando bronquinha nelas para elas não deixar escapar nada. É, eu eu até fiz essa pergunta pra Ana, professora de teatro. Quais são as etapas de um de um ensaio de dança, de uma aula de dança? Como é que é? Tá, a gente chega, inicialmente a gente vai aquecer o corpo delas porque veio de casa frio, depois a gente alonga para evitar as lesões. E aí numa aula qualquer de dança eu vou passar uma diagonal, vou passar a técnica, termino com uma sequencinha de aula. Agora, na reta final dos ensaios, a gente ensinou elas a alongarem, aquecerem sozinhas e elas vão chegar e vão só ensaiar a coreografia. Então, se tiver um braço errado, eu vou limpar o braço, vou ensinar ele certinho. Nessa reta final é só isso que a gente faz nadando. Deixa eu te fazer uma outra pergunta que certamente muita gente tem dúvida e puxa vida, você falou ensaiar a coreografia, certo? Certo. E assim, gente, vamos combinar que não é fácil não. No meu treino de fut, por exemplo, às vezes o professor fala: "Olha, tem o cone, você vai até a rede, dá de ombro, volta, cabeça, dá um pingo." Daí ele fala, falei: "Meu Deus do céu". E para lembrar tudo isso, né? E para lembrar tudo isso, eh, meu, tem que ter, eu tô falando isso porque, eh, você citou coreografia, tem que ter uma concentração impressionante, porque a gente vê na nas apresentações de de vocês e tudo mais, é, é uma coisa de maluco assim, todo mundo fazendo certinho, tal, não pode errar, porque imagina, todo mundo vira para um lado, você vira pro outro, né? É, dá muito para dentro, entendeu? [risadas] E já aconteceu, hein? Claro, todo mundo é humano, né? Mas é, aí a gente costuma então fazer os ensaios sem música, só a professora contando, porque daí elas aprendem na contagem, daí a gente faz só, todo professor de dança faz isso, viu? Só no ritmo da música [risadas] também. E por último, a gente coloca a música de verdade. Seja tão bom naquilo que você faz, [música] a ponto de quando pensarem na sua profissão, lembrem automaticamente de você. O verdadeiro reconhecimento vem do [música] esforço, dedicação e amor pelo que se faz. A excelência não é um destino, [música] mas um caminho que se constrói todos os dias com paixão [música] e persistência. Que legal, que bacana. Qual recado você deixa aí pro pessoal que tem interesse de entrar na dança? Olha, não é uma área fácil, todo mundo sabe que é muito difícil, tem hora que a gente senta no canto e chora, mas gente, não desiste. É uma área maravilhosa. Tanto a dança quanto o teatro, a arte em si é muito linda. Somos desvalorizados ainda, mas mesmo assim não tem como. Quem ama vai fazer acontecer sempre. Obrigada. Bom, pessoal, esse foi o Conexão Cultural. Bem legal, né? A gente falou bastante sobre teatro, sobre, não é, o que precisa ser feito, como são os ensaios, dança também. Valeu, muito obrigado por estarem conosco mais uma vez aqui no Conexão Cultural. Tchau e até a próxima oportunidade. [música] [música] He.