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Conexão Cultural | Batalha de rima em Campinas: juventude, hip hop e voz da periferia
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Conexão Cultural | Batalha de rima em Campinas: juventude, hip hop e voz da periferia

104 views Publicado 14/12/2025 HD · 32:47

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🎶🔥 O Conexão Cultural mergulha no universo vibrante da batalha de rima, uma das expressões mais potentes do hip hop contemporâneo, que transforma a palavra em resistência, identidade e oportunidade. Neste episódio especial, você conhece de perto artistas de Campinas que fazem da rima improvisada uma ferramenta de transformação social, cultural e pessoal. 🎤 O programa acompanha a trajetória da Batalha da OMG, movimento criado e fortalecido na periferia da cidade, especialmente nas regiões do Oziel Monte Cristo e Gleba B. Mais do que uma competição, a batalha é apresentada como um espaço de aprendizado, troca, acolhimento e evolução, onde cada MC disputa principalmente consigo mesmo, buscando crescimento artístico e humano. 👊🏾 Entre os entrevistados estão Revolução RB, um dos organizadores do movimento, ao lado dos artistas da OMG Real, como Tayslan OMG, que explicam como a batalha surgiu, como funciona o improviso e por que o hip hop segue sendo uma linguagem essencial para dar voz a quem muitas vezes não é ouvido. Jovens de 15 a 21 anos mostram que talento, disciplina e vivência caminham juntos dentro da cultura de rua. 🧠 Durante o programa, o público entende melhor como funciona uma batalha de rima freestyle, o papel do MC dentro dos quatro elementos do hip hop — DJ, grafite, break e rima — e como o improviso nasce da realidade, do cotidiano, das dores e das conquistas de cada artista. A rima vira desabafo, crítica social, poesia e identidade. 🏙️ O episódio também destaca a importância da periferia como berço de talentos, reforçando que grandes artistas surgem dos territórios mais invisibilizados. Futebol, música, rap, funk e outras linguagens culturais florescem onde há criatividade, união e resistência. 👩🏽‍🎤 Um dos pontos altos do programa é a participação da PUNKA, artista e idealizadora da Estação da Rima, o primeiro coletivo de batalhas de rima da região 019 organizado 100% por mulheres. Ela fala sobre os desafios enfrentados pelas mulheres dentro de um cenário ainda marcado pelo machismo, misoginia e desigualdade, e como o coletivo nasceu para garantir representatividade, segurança e voz feminina no hip hop. 🌱 A Estação da Rima vai além da batalha: promove oficinas, ações sociais, debates sobre saúde mental, consciência ambiental, acolhimento menstrual e formação artística. A cultura é apresentada como ferramenta de educação, cidadania e transformação social, inclusive dentro das escolas e comunidades. 🎙️ O programa também dá espaço à artista NATA, que compartilha sua trajetória no rap, sua relação com a arte desde a infância e como encontrou pertencimento dentro da cultura hip hop. Para ela, improvisar é falar da própria realidade, usar a rima como protesto e como instrumento de informação, consciência de classe e empoderamento. ✨ Ao longo do episódio, o público acompanha apresentações ao vivo, improvisos, batalhas temáticas e versos que abordam machismo, racismo, desigualdade social, identidade periférica e resistência feminina. Tudo isso com autenticidade, emoção e muita criatividade. 📣 O Conexão Cultural mostra que a batalha de rima não é só entretenimento: é movimento cultural, é política no sentido mais profundo, é construção de futuro para a juventude e fortalecimento da cena artística local. 👉 Assista ao programa completo, conheça esses talentos de Campinas, compartilhe com quem ama cultura urbana e deixe seu comentário. A rima conecta, transforma e dá voz! 🎤 Entrevistados: Revolução RB – Artista Da OMG Real – Artista Tayslan OMG – Artista PUNKA – Artista NATA – Artista Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] He he [música] [música] Conexão Cultural, galerinha. E olha só que assunto legal, que assunto bacana. A gente vai falar sobre batalha de rima. Pois é, tô aqui com uma galerinha super criativa, super batalhadora. A gente vai conversar primeiramente aqui com o Revolução RB. E aí, beleza? Tudo em ordem? Tranquilo? Tudo na paz de você? de tranquilidade. Beleza. Bom, apresenta aí sua galera, então, seu grupo, o pessoal que caminha junto com você. Beleza. Antes de tudo, sou Revolução RB, um dos organizadores aí da batalha da OMG, batalha no qual eu faço parte aí. Inclusive, estou vestindo a camiseta da batalha do OMG. Ela é uma camiseta verde. Embaixo ela tem uns detalhes de bandana. A nossa logo é um fantasma, o símbolo da morte, com o microfone na mão, sorrindo com dente de ouro e um cordão de ouro da OMG. Eu sou um homem negro de cabelo black power com uma mecha descolorida e utilizo duas pulseiras do Heg. E bom, vou apresentar o pessoal que faz parte desse movimento, né, que é a batalha da OMG e também faz parte da OMG, que é um grupo eh em relação ao movimento mais de lançamento de músicas, mais musical. Bom, esse daqui ele é o da OMG Real, esse daqui ele é o Tysl MC, esse daqui ele é o clássico Lip. E ali por final ele é o KMC. Todos eles fazem parte desse movimento AMG e ele é tipo uma família isso daqui, tá ligado? Eh, meus irmãos por parte do rap, por parte de vida. E é muito da hora eh tá vivendo assim, né? E tá vivenciando e experienciando esses momentos, né? Em que esses itito de movimentando, de fazer artes e tals, fazer a batalha em si, é algo assim transformador. Aí logo que eu cheguei eu percebi isso, né? amizade de vocês, todo mundo realmente em busca de um objetivo. Bom, pra galera que tá em casa, revolução, entender direitinho como funciona tudo isso, como que é uma batalha de rima, porque muita gente vê na televisão e tudo mais e às vezes tem curiosidade, puxa como que é um contra o outro, é, é super improviso, vem na hora é você pensa antes, como é que é? Bom, e nessa parte aí de como que acontece, né, umas batalhas de rima, é, é um universo assim dentro do hip hop, né, a gente tem várias vertentes ali, a princípio tem as raízes, né, que é os quatro elementos, que é o grafite, DJ, BBOY e também o MC, que é o mestre de cerimônia, responsável por transmitir ali uma mensagem, né? E as batalhas de rima, ela acontece nesse quesito de transmissão de conhecimento, ou seja, todo mundo que participa da batalha de rima vai tá conhecendo alguma coisa, seja algum tema ou até mesmo desabafando, semelhante ao Islã, por exemplo. Mas aquesito da batalha de rima, ela tem a questão de competição, mas a competição não é tipo eu tô competindo contra o meu oponente. Na verdade, eu tô competindo comigo mesmo, tô sempre buscando evoluir a minha rima, aprender ali. E aí a gente aprende com as vitórias, com as derrotas, aprende assistindo. É muito disso, cara. E como é que é? Dá para treinar em casa, dá para treinar sozinho, porque assim, eu vou falar um negócio para você, tem que ter de fato o dom, eh, mas tem que ter muito treinamento. Como funciona isso? Bom, é, cada um tem um estilo de rima, assim, né? Eu mesmo, eu às vezes improviso assim quando eu tô sem fazer alguma coisa, tenho algum tempo vago assim. Eu gosto de fazer algumas rimas assim, mas é raramente um treino. Mas tem MCs, por exemplo, como o Dudu MC, que é um dos MCs que frequenta a batalha do AMG, ele gosta bastante de treinar e tals, tem o pessoal que dedica esse tempo assim e eu acho inclusive muito interessante. Admiro muito isso. Boa, boa. E vocês curtem para caramba hip hop? Sim, sim. Muito hip hop nas veias, com certeza, né? Bom, pessoal, é lembrando que já já a gente vai ouvir, não é? Claro, né? A gente vai acompanhar uma batalha de rima. Vou conversar aqui com o seu parceiro. Tudo bem? Beleza. Eh, se apresente aí pra galera que tá em casa acompanhando Conexão Cultural. Pá, satisfação. Sou da OMG Real, nascido aqui, morado no Oziel sempre, né, mano? OMG, Oziel Montecris Gléb. Sou um dos criadores da batalha da OMG, né, mano? Esse coletivo chave aqui de batalha de rima do hip hop. Também sou um dos criadores da OM Gang, do coletivo de rap, né, mano, de funk. várias vertentes e como surgiu aí o o grupo, como que pintou a ideia de vocês para para montar esse grupo, para passar o recado pra galera através da rima? Então, eh o grupo ele surgiu da seguinte forma, eu conhecia o Taislan, já andava com ele, a gente já fazia música, fazia funk na época, né? Aí no decor, tipo, a sair mais, sabe? tipo, ir mais para fora, já frequentar umas batalhas de rima. É tanto que a gente conheceu Revolução RB, que é um gênio, que foi um dos criadores ali da batalha do MG, né, mano? Aí assim surgiu, tipo, nós três aqui e idealizou a batalha do OMG, assim surgindo os novos membros da batalha. Bom, e vocês são de Campinas mesmo? Somos aqui de Campinas, aqui do Zé mesmo. Então é legal, né, cara? É mostrar assim é o talento aqui da cidade, como tem gente talentosa em Campinas, né? Isso realmente é fundamental também mostrar esse lado, né? Vocês falam de bairros, tal, isso é é muito bacana, né? É que tipo assim, né, mano, é aquilo, tipo, o diamante ele sempre vem da lama, né? Então, tipo, nas periferias onde tem as melhores pérolas assim, as melhores joias, tipo, tanto no futebol quanto no na música, né? No hip hop, no samba, em qualquer vertente, tipo, aqui tem muitos talentos que não é reconhecido, né, mano? Então, tipo, a gente tenta fazer isso, trazer esse público aqui que é esquecido, né, pela população e fazer com que essas pessoas sejam reconhecidas pelos talentos que ela tem. Valeu, muito obrigado também ouvir mais um integrante do grupo. Aproveite aí e se apresente pra galera que você está acompanhando Conexão Cultural. Boa tarde, rapaziada. Meu nome é Jeferson, um dos integrantes aí da batalha da OMG e do nosso grupo de rap também, OM Gang. Mano, como eles disse aí, nosso intuito no bairro, tá ligado, Oziel Monte Cristo e GB e Gleba B, é sempre poder somar e poder ajudar e dar a oportunidade pra molecada que não teve, tá ligado? Que nem tá acontecendo no momento. Nós tem um grupo de rap, mano, que nós mesmos e os moleque articula para tentar fazer tudo que ande normalmente, tá ligado? de as coisas certas e hoje em dia, mano, os moleques tá subindo no palco, inclusive, salve pra batalha GDK, os moleque 1000 grau. E com isso foi despertando mais vontade, mano, para nós estar fazendo tudo que nós tá fazendo hoje em dia. E eu sou grato por tudo isso e por cada um deles, mano. Qual média de idade aqui? Você tem 19, né? Revolução tem 19. Que falou, você tem quanto? Eu sou o mais velho da banca, mano. Eu conhecendo o Joab, depois nós começou conhecendo tempo de escola por aí. Aí depois nós conheceu revolução RB, mas eu sou o mais velho da banca, tenho 21, RB tem 19. O Joab também tem 21, mas eu também sou mais velho que ele, faço primeiro. E o Cai, mano, tem 15. Ô louco, é o caçulinho aqui da turma. É nossa mascotinho. Ele é o pérola lá da banca. Ele esse aqui, o clássico Lip, mano. Bom, inclusive, daqui a pouco a gente vai ouvir eles dois, não é? fazendo rima porque a molecada aí manda bem para caramba, né? A gente vai gravar, tá aqui o Valdecir Saraiva, o nosso carioca, repórter cinematográfico também, o Walter M. Júnior, galerinha aqui, nossa equipe do Conexão Cultural, a edição do Glorioso, não é? O Marcelo o Marcelo é o Marcelão. De palma pros caras, então. Aê, Marcelo Caçariga. É isso aí. Aê, boa, boa. Aí a produtora é Amanda Junqueira. Palmas pra Amanda também, galerinha. Aê, boa, boa. Salve da batalha do MG, Amanda. E vocês querem chegar onde? Qual que é o objetivo de vocês da batalha da UMG? Cara, o objetivo da batalha da OMG sempre vai ser isso, tentar tá dentro, sempre dentro das favelas, dando oportunidade pr as molecadas que tá vindo, até mesmo para outras tipo de pessoas, tá ligado? Tipo, pessoas mais velhas também que curte a a o rap, tá ligado? Que gosta de escutar o rap. E vai ser sempre isso, mano. Tentar subir o máximo possível ajudando os outros, tá ligado? É esse nosso intuito. Valeu. A gente vai ouvir a galerinha já. Deixa eu só te fazer uma pergunta. Por que Batalha da OMG Revolução? Bom, eh, a OMG em si, ele tem esses movimentos, né, que é a batalha do OMG, a OM Gang e também um salve aí pra OMG Origem, que é da parte dos irmãos do Joab, né, que formou aí a OMG também em uma tempo de 2014. Inclusive, salve salve pros criadores aí dessa sigla, que é mais que uma sigla, é um estilo de vida, entendeu? Isso é sempre importante, né? A gente preza o respeito aos nossos ancestrais, quem veio antes. E bom, respondendo que você falou, né? Batalha do OMG, ela vem disso, né? Tem o grito de guerra que é o MG, o Ziel Monte Cristo e Guiléb. E aí, por ser uma batalha de rima, a gente já idealizou, tipo, não, a gente vai representar aqui a nossa área. A representação vai ser uma forma da gente formar oportunidades e com isso daí também trazer uma melhoria de alguma forma aqui pra nossa periferia. E aí formou isso, né? Batalha da OMG, Oziel, Monte Cristo e Guilher Babê. Boa. Tá explicado. Vamos lá, rapaziada. Vamos. Chegou o momento de vocês darem show. Você é o Prazer, eu sou clássico Lipe. É, o Tyslan, esqueceu de falar minha idade, mas ontem mesmo era meu aniversário. Ô, parabéns aí, boa. Quantos anos ontem eu fiz? 20 anos. 20 anos. Puxa vida, eu tô eu tenho mais que o dobro de você, cara. Que coisa. E você, você tem 15, você é o É, eu sou o Kai MC, eu sou a sua banca aí. Eu sou o mais novo, mas atualmente eu sou o MC que tá liderando o ranking aí da batalha do MG com maior número de vitórias aí. Boa. Então agora show com vocês, galera. Manda aí, manda a batalha de rima aí. Vocês quer mandar a capela? Então, em vez de mandar uma rima, rima mesmo assim, eu queria mandar logo uma música mesmo falando da favela. Então, família, essa música que eu compus pensando bem no começo, quando eu lá tava lá no começo mesmo, que eu lembro que eu colava nas batalhas e aí começou a surgir tipo ideias para começar a levar as batalhas não só nas rimas, mas sim nas músicas que eu fazia. E aí eu compus essa, não é muito longa. E ela começa assim, ó. Ah, que vista mais linda na minha campinas. Que prazer viver. Ah, que brilha o céu. Ando no Oziel, vejo o tempo passar. E é isso. Satisfação. Agora eu vou deixar o Caio que vai mandar. Ele sim manda um improvisado de verdade. Dar um boa tarde pro pessoal aí na aí. Aí, boa tarde, pessoal. Aí, primeiramente, satisfação aí pelo espaço que vocês estão me dando aí para demonstrar minha arte. Satisfação também pra batalha do MG. E só uma pergunta, qual que é o nome do programa mesmo? Conexão Cultural. Aí, aí. Hã hã. Você tá ligado, eu sou o Kai, eu faço verso. E consequentemente você sabe que se eu faço eu sou legal e consequentemente eu já chego nesse verso e vou dando logo um salve pro Conexão Cultural. Você sabe que tá todo mundo conectado, por isso que eu já faço o versado. Conecto tudo porque você sabe, não tô de viagem. O importante é sempre passar a mensagem porque você sabe que eu escrevo e com a caneta atinjo todos com minha linha. Mas na verdade eu faço o versado que é de verdade e atingjo você que tá atrás dessa telinha. Aê, que isso, hein, cara? Parabéns, velho. Obrigado. 15 anos com esse talento já, ó. Bora mais uma aí. Pode ser. Vamos lá. Vai, vai. Mandou super bem. Vai, vai mais uma aí. Vai você de novo. Pode ser. Quer quer fazer a batalha? Vai. Então vamos, vamos. Ó, pessoal, agora vamos nessa batalha da rima aí que todo mundo e o tema da batalha vai ser conexão cultural. Aê, o tema da batalha então é conexão cultural. Vamos lá. Aí a rima é sobre conexão cultural. Eu faço rima e hoje você toma um pau. Você tá ligado que hoje é que não rima nada? Minha rima é conexão pra minha quebrada. Você entende que aqui é a vertente? Eu melhorei. Foi pant na tua cara, quebrei seus dentes. Hoje é quatro verso. Foi o universo, estralhei o dedo. Foi conexão para todo multiverso. Hã. Hã hã hã. Você fala, mano, que você quebra dente. Você tá ligado, parceiro, que quando o carrima abala estrutura. Porque você tá ligado, eu não quero quebrar seus dentes, quero abrir o seu crânio e encher ele de cultura. Você sabe, meu mano, por isso que hoje eu entro na sua mente e mudo o subconsciente, porque você tá ligado, daqui uns dias rimando contra alcai, daqui uns dia você rima decentemente. Vou rimar decentemente. Então agora eu vou te falar que eu sou o professor e hoje na escola do Oziel você veio aqui só para mim te ensinar. Hã? Só para me ensinar. Sinceramente eu mostro que você é muito fraco. Na verdade, mano, não tem nada para me ensinar. que na faculdade que você fez. Eu já tenho mestrado aí. Muito barulho para essa batalha. Valeu, galerinha, obrigado aí. Sensacional. Parabéns para vocês. A gente vai para um rápido intervalo e na sequência a gente volta aqui no Conexão Cultural. [música] [música] [música] Vamos lá, pessoal. Conexão cultural. Estamos no segundo bloco. A gente continua, claro, falando sobre batalha de rima. conosco, está aqui a Punca para bater um papo com a gente, falar claro a respeito do trabalho dela e tudo mais. Ela que pertence a Estação da Rima. E aí, tudo bem? Beleza. Tudo bom? Beleza. Bom, vamos lá. Inclusive, a gente veio do primeiro bloco. É, é uma coisa realmente sensacional, né? Porque tem que ter essa batalha da rima, um improviso, que é coisa de de outro mundo, né? Tem que ter muito talento, tem que ter o dom. conta como você começou aí a pensar em entrar nessa pegada. Legal, legal. Eh, então, eu gosto de música, de poesia, desde criança, assim, eu sempre gostei de escrever e eu sempre assistia também as batalhas de rima, né, pela internet. Então, sempre tive essa pegada. Mas quando eu me mudei para Campinas, há uns 9 anos atrás, que eu comecei a ter mais essa visão sobre os movimentos daqui que aconteciam, comecei colar para apresentar minhas músicas, eu nem pensava em rimar como MC, até que chegou um dia que eu botei a cara, comecei e aí fiquei, comecei a colar, colar, colar. Mas como na sociedade, as batalhas de rima também são ambientes bem machistas, né? E a gente via muita dificuldade paraas minas, pras monas de estarem rimando, de estarem se destacando, né? como MCs, como artistas, sem ter ataques, enfim, muitas conversas aconteceram com vários organizadores para vir essa desconstrução, né? Mas era um processo muito lento. Aí foi aonde eu falei, então a gente vai criar um movimento nosso pra gente ter o nosso espaço, pra gente ter a nossa voz e pros caras que colarem eles irem desconstruindo esse padrão de discurso de ódio, né, que é enraizado, né, na sociedade. E aí foi isso, a gente começou dessa forma. Bom, e o que me chama a atenção e isso é muito legal, é que é um grupo formado só por mulheres. Foi o primeiro coletivo de batalhas de rima de toda a região 019 de São Paulo, organizado 100% por mulheres. Caraca, como surgiu isso? Então, em maio de 2023, né, depois de muitos anos frequentando batalhas, frequentando movimentos culturais e vendo essa necessidade de mais mulheres, de mais representatividade nossa na cena, de mais seriedade das pautas que a gente traz, né? E então eu comecei a perceber que não bastava só conversar com os organizadores que eram majoritariamente masculinos ou com os MCs que eram majoritariamente masculinos, né? A gente não tinha vaga preferencial para Minas. E aí acontecia uma situação de ter duas minas contra 65 cara numa chave disputando 16 vagas, tá ligado? Então as chances da gente rimar eram poucas e mesmo que uma ou outra conseguisse, se aquela mina perdesse, acabou a chance de qualquer mina ganhar. Então era uma disputa muito desigual, né? Então, eu tive essa iniciativa, eu criei esse esse coletivo. Na época não tinham também tantas mulheres ativas para conseguir formar uma equipe, então eu fiquei um tempo sozinha. Nossa, foi aí depois eu comecei chamando uma mina aqui, outra mina ali, mas também às vezes não dava muito certo por questão da vida pessoal também, do corre, do dia a dia, muitas tinham filho, enfim. Então, a gente passou por um processo de entra pessoa, sai pessoa na equipe e tals, mas desde do começo desse ano a gente conseguiu estruturar uma equipe legal. Hoje somos em nove mulheres no nosso coletivo. Sim, é um coletivo bem legal. A gente é a segunda maior batalha de Campinas da região 019 em quesito números e rede social. E a gente trabalha não só com visualizações ou com a rima propriamente dita, né? Então, através do nosso coletivo, a gente faz trabalho de base, trabalhos com impacto social, oficinas de capacitação para artistas, pautas como acolhimento menstrual, consciência ambiental, saúde mental. Então, através desse coletivo e através da cultura hip hop, a gente faz um trabalho educacional também e desconstrutivo, né? Entendendo que as rimas e as batalhas elas estão a nível internacional e também estão dentro das escolas presente na vida dos alunos. E eu como educadora me surgiu essa preocupação, entendeu? Que tipo de rima que os alunos vão ver. Então veio essa questão do vamos desconstruir essa cena que tá doente para trazer uma parada mais construtiva e inclusiva. É. E a facilidade que você tem de comunicação é impressionante, né? Você fala tranquilo aí, fala fácil, como a gente costuma e dizer. E vocês reúnem todas as segundas eh segundas-feiras aqui. Segundas-feiras aqui. A gente fazia lá fora, que é a sala dos toninhos. A sala dos toninhos. A gente começou lá na parte de fora da Estação Cultura. Quando eu comecei o coletivo, a gente não tinha espaço para fazer. Então, sabe o estacionamento ali da frente? A gente começou a fazer lá no cantinho. Só que daí sofríamos várias paradas, como por exemplo, o tempo, às vezes chovia, né? Então a gente ficava a merced do tempo. Era uma área muito externa, então tinha muito barulho do ônibus, não tinha banheiro. Nossa. E aí por ser uma parada mais voltada pr as minas é complicado. A gente tinha que se locomover até uns bares, não era seguro. E a gente também não tinha respal, né? Nem confortável, né? Nem confortável. Então primeiro lugar assim que abriu as portas pra gente foi aqui a sala dos toninhos. Que bom. Olha que legal, pessoal. E vocês estão aqui no Conexão Cultural. Bom, a galera tá falando, mas eu quero, não é, conhecer um pouco mais é do trabalho da Punca e tudo mais. Vamos dar uma palinha pra gente aí na na base do improviso mesmo. A base do improviso. É, ó, primeiramente, então, máxima satisfação. Eu vou mandando uma rima que vem do meu coração. Estação da rima é a batalha mais legal. Então, salve conexão cultural. Vou mandando uma rima mostrando o improvisado, mostrando o que as minas sabem fazer. Um bom versado. Por isso que eu tô mostrando o rap, eu não me ludo. Não basta ser legal. Tem que ter um bom conteúdo, cara. Mas é impressionante o talento, meu. Eu fico, cara, eu fico impressionado porque eh isso tudo é de improviso, né? Você não pensou isso antes? Fazer, acabei de fazer. Acabei de fazer aqui. Jura? Juro. Que coisa, cara, sensacional. O que vocês esperam assim, eh, para um futuro próximo do grupo de vocês? que a gente consiga aumentar a nossa equipe, que venham cada vez mais mulheres para não é do EV. Eh, então que a gente consiga estruturar mais a nossa equipe, que venha cada vez mais mulheres, mas que também a gente consiga através do nosso trabalho mais políticas públicas, né, mais acessos, mais eh fomentos. Vocês têm bastante apoio ou não? Ah, assim, bastante é uma palavra forte, né? Forte, [risadas] forte. A gente colhe frutos, a gente colhe frutos do nosso trabalho. Apoio assim, nada vem de graça, né? Ninguém olha e falou: "Ah, deixa eu apoiar aquilo ali." Não existe isso. Nada cai do céu, né? Então, não, nada cai do céu. Então, desde o apoio público, apoio privado, apoio da própria cena, porque é isso, como é um coletivo de mulheres que a gente bate de frente com o machismo, com a misoginia e o preconceito, a gente sofreu e ainda sofre um pouco de represalha do próprio movimento hip hop, porque é uma cena machista, entende? Então, depois de vocês batem bastante nessa terra, com certeza. é o nosso trabalho. A gente não se preocupa com o número de seguidor, visualização de internet. A gente tá aqui pra gente fazer um trabalho sério, didático, em busca do respeito, entendeu? Então, ah, no começo foi bem difícil, a gente tinha bastante relutância por parte dos MCs, por parte de organizadores também de espaços. Hoje já mudou bastante, assim, depois de 2 anos e meio também de trabalho, a gente vê já uma aceitação melhor, um respeito melhor por parte do público, por parte dos artistas masculinos que frequentam. Pois é, a gente tá falando assim, eh, de Campinas, eh, em termos de Brasil, como tá essa pegada com as meninas? As mulheres horrível. Pior do que Campinas. Pior, uma mulher, ela não pode se pronunciar, por exemplo, se eu sofro um machismo na batalha, eu não tenho o direito de eu me pronunciar sobre isso, senão eu sofro hate na internet. tá doente desse jeito. [música] Bom, galerinha, sorri, a gente segue aqui no programa Conexão Cultural agora com a Nata. Beleza? Tudo bem, Nata? Tudo bem, boa tarde. Bom, é isso aí. Boa tarde para você, galerinha. Tá tá gostando aqui do programa. Tem um rapazinho aqui que ele tá sempre participando aqui, ele tá sempre entrando, ele tá gostando das entrevistas, viu, Nata? Ele é lindinho. [risadas] Bom, como que você começou, como começou a se interessar eh por batalha de rima? Conta pra gente um pouquinho sobre sua história, por favor. Então, eu sempre fui envolvida com a arte desde quando eu era pequena na igreja, né? Tipo, tinha instrumentos lá e a gente participava, mas na escola comecei a ter contato com o rap, né, que as crianças cantavam na rua também passava. E aí eu comecei a ver vídeos na internet. Eu via vídeos da Clara Lima. Ela foi uma das primeiras mulheres assim que eu vi fazendo rima. Só que antes eu rimava só com os meus amigos, tal, até o momento que eu conhecia as pessoas da cultura, tipo a Punca e a Eveline, que foi uma pessoa muito importante na minha carreira, é uma artista aqui de Campinas. E aí eu comecei a fazer rimas nas rodas culturais. Aí foi quando eu comecei a me inserir nesse nesse meio, tipo por volta de 2018, 2019, foi quando eu comecei ativamente. Antes eu fazia rima só com os meus colegas na escola. Bom, aí você conheceu a galera do Estação da Rima? Conheci. Aí eu conheci a galera da cena da da da cidade. A estação da rima ainda não existia nessa época. A estação da Rima passou a existir, você já tava envolvida? Quando passou a existir, ainda ficou um ano. Eu ainda não fazia parte da organização, mas eu rimava. Aí depois a Punca me fez o convite para participar junto com as meninas. Boa. E vocês treinam todas as semanas? Sim, a gente tem edições semanais, né? Agora que tá quinzenal para um período de organização nosso, mas semanalmente tem movimentações culturais. Estamos conversando com a Punca, inclusive. É impressionante essa questão do improviso a criatividade de vocês, porque assim, é, é algo que vem na hora, né? Como que é isso? Eh, dá para treinar em casa, não dá? Eh, como que funciona a preparação? Ou é dom mesmo? É talento e bola pra frente que atrás vem gente? Ah, eu acho que para qualquer qualquer função, né, qualquer atividade que a gente vai fazer a prática, né, leva o aperfeiçoamento. Mas se você for ver que a gente já improvisa na vida, né, tipo, a gente não tem as coisas, a gente faz com o que nós temos. Então acho que na rima é assim, as pessoas elas trabalham com a realidade delas, contando sobre a realidade delas ou com as palavras que elas têm acesso, porque as pessoas não têm os mesmos vocabulários, é cada um de áreas diferentes da cidade, tem a questão da gir, então eu acho que é uma coisa que você consegue sim, tipo, adaptar para você. Bom, e você eh agora eu vou pedir para você também fazer um improviso aqui pra gente, né, André? Eu sempre fui com a fé, fazendo as coisas, você sabe, a gente transforma o que é pouco em base para que possamos fazer com que os loucos sejam quase gênios na frente dessas pessoas que só querem tratar a gente como prêmios. Eu tô fazendo a minha parte. Eu sei que esse é só um pedaço da minha arte e se você também não for covarde, você vai conseguir ir longe com a sua parte. [risadas] É isso aí. O que que você espera daqui pra frente? Assim, eu espero poder melhorar meu improviso, mas acima disso melhorar o conteúdo que eu coloco nisso, porque eu acho que é uma forma de protesto, né? As batalhas de rua, elas vieram com esse objetivo eh das pessoas que estavam ali marginalizadas, de elas poderem ter um momento ali que elas era delas, um momento para falar das coisas que as pessoas não queriam falar, das necessidades que estavam acontecendo dentro das comunidades. Então eu acho que é muito mais sobre consumir uma coisa, consumir conteúdos inteligentes, consumir eh sobre consciência de classe, sobre política, porque é isso, não sobre partidos e tudo mais, mas a política move o mundo, né? E se a gente não tiver interado sobre os nossos direitos, não tem como a gente cobrar. Então eu acho que é isso. Eh, eu pretendo melhorar no meu na minha improvisação, nas rimas na rua. Com certeza, mas também em poder usar isso como uma ferramenta de informação. Eh, o que você diria pras meninas que estão assistindo a gente tão ligadinhas aí no Conexão Cultural e falando: "Puxa vida, olha a Nata falando, gostei, a punca tal, me interessei." Mas e aí, será que rola? Será que não rola? Que que você diria pras meninas que estão em dúvidas? Eh, estão em dúvida, mas gostariam de de entrar nessa pegada. Tudo é possível, né? Só você procurar. Eu acho que é isso. Eu me senti muito mais pertencente a algo quando eu entrei dentro da cultura hip hop, sabe? sobre aceitar os meus traços, aceitar o meu cabelo, o meu estilo, sobre se sentir parte de algo. E eu acho que todo lugar, né, dessas cidades, desse Brasil, tem um pouco de cultura. E quem quiser participar das batalhas, eh, pode procurar na no Instagram. Instagram tem, você procura lá as batalhas de rima que tem em Campinas. Inclusive, eu já achei uma batalha de rima em um outro estado que eu fui, eu procurei, encontrei e fui lá no estado de Rondônia. E procurar saber, mas eh procurar não deixar suas essências, né? Acho que é isso sobre você. Que legal, que bacana, muito bom, né? Fazer com amor. Bom, muito obrigado por conversar conosco aqui no Conexão Cultural. Lembrando que agora vocês vão ficar, vão conhecer um pouco mais do trabalho aí da Punca, da Nata, da galerinha, essa batalha de rima bem legal pra gente encerrar o Conexão Cultural. Valeu, valeu, valeu. Sucesso. Nós ou ou mais em três dois. Hã, mostrando aqui que nós somos literatura porque amamos sim essa cultura. Eu sei, irmã, que isso aqui não é aventura. A gente tá querendo é que as minas tenha estrutura, tenha estrutura e trabalho de base. Não adianta só ganhar batalha e passar de fase, até porque você sabe, meu verso é verdadeiro. As minas tura. Mas também o financeiro. O financeiro, você sabe. E a gente ajudando mulheres em situação de vulnerabilidade. Eu sei que poucos sabem as coisas que realmente acontecem na cidade. Realmente acontece e as pessoas não sabem. Por isso que o hip hop é um lugar que cabe sempre vim aqui mandar um verso consciente com a importância de doar um zap sorvente. Exatamente. Só sabe que o nosso rap não é viagem. Ele querendo colocar nós na lei da vadiagem. Mas eu sei que as meninas são mensagem passando aqui tudo para essa sociedade. Por isso que o rap é underground, mas por isso que também estamos fazendo ser viral. A gente quer ter algo mais sensacional. Por exemplo, hip hop se é algo institucional. Hã. E eu tô na pista sensacional mesmo é quando a gente coloca no lugar os racistas, que você sabe que isso é crime e a realidade é atrás das grades. É colocando nos lugar todos racistas e abaixando todo tipo de machismo, também calando a boca de quem faz misoginia. Exatamente, porque nós podemos sempre ser melhores, mas eles só vão identificar quando souberem que as mulheres são pilares. He [música] he he [música] he. Yeah.
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