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Conexão Cultural | Arte e movimento: cultura, expressão e identidade em Campinas
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Conexão Cultural | Arte e movimento: cultura, expressão e identidade em Campinas

95 views Publicado 21/12/2025 HD · 37:18

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🎭 A arte como forma de expressão, identidade e transformação social. Neste programa especial da TV Câmara Campinas, o público é convidado a mergulhar no universo da arte visual e da dança, duas linguagens que dialogam diretamente com o corpo, as emoções e a construção cultural da cidade. 🎙️ O programa recebe dois convidados que atuam em áreas diferentes, mas complementares da cultura: 🎨 Israel Maia, artista plástico, que compartilha sua trajetória artística, o processo criativo por trás de suas obras e a importância da arte visual como ferramenta de reflexão, provocação e diálogo com a sociedade. Durante a conversa, ele fala sobre inspiração, técnicas, desafios do artista contemporâneo e o papel da arte na ocupação de espaços públicos e culturais. 💃 Keyla Ferrari, professora de dança, traz a perspectiva do movimento como linguagem artística e educativa. Ela explica como a dança contribui para o desenvolvimento físico, emocional e social, além de ser um potente instrumento de expressão, autoestima e inclusão. A convidada também fala sobre formação artística, disciplina, sensibilidade e o impacto da dança na vida de crianças, jovens e adultos. 💬 Ao longo do programa, são discutidos temas como: ✔️ Arte como expressão individual e coletiva ✔️ O papel da cultura na formação da identidade ✔️ Processos criativos e trajetórias artísticas ✔️ Dança como linguagem do corpo e da emoção ✔️ Cultura, educação e transformação social ✔️ Desafios de quem vive da arte ✔️ A importância de políticas públicas culturais 🏛️ O programa reforça a importância do acesso à cultura, do incentivo aos artistas locais e do fortalecimento das manifestações culturais em Campinas. Valorizar a arte é também valorizar a história, a diversidade e a criatividade da cidade. ✨ Seja por meio das cores, das formas ou do movimento do corpo, a arte segue sendo uma poderosa ferramenta de comunicação e pertencimento. Este episódio mostra como diferentes linguagens artísticas se conectam e contribuem para uma sociedade mais sensível, crítica e plural. 👉 Assista ao programa completo, conheça essas histórias e inspire-se com a força da cultura local. 💬 Curta, compartilhe e deixe seu comentário: qual forma de arte mais te representa? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Conexão Cultural. E olha só, pessoal, a gente vai falar sobre um assunto bem legal, sobre arte e inclusão. Estamos aqui no Atelier de Arte Tomás Perina, que fica na Fundação Síndrome de Dal com o Israel, que vai bater um papo conosco para falar, Israel, sobre as atividades que são realizadas aqui. Tudo bem? Muito obrigado por nos atender aqui no Conexão Cultural. Boa tarde, André. Tudo bom? Estamos aqui no Atelier Tomás Pirina, né, dentro da Fundação Cidrome de Dal. E aqui a gente trabalha com grande diversidade todas as potencialidades de cada um dos frequentadores desse espaço, tá? Ah, desenvolvemos atividades artísticas, de cunho cultural, sempre visando a potencialidade de cada um, né, e a individualidade, né? Claro, claro. Então, não trabalhamos com um planejamento engessado, nós trabalhamos sempre atendendo aquilo que o cada um traz, seja nas técnicas, seja naquilo que ele quer dizer com a sua arte, tá? Então nós, os os artes artistas plásticos que trabalhamos aqui, sempre estarão servimos como intermediadores dessas potencialidades. Boa. E a ideia é buscar, desenvolver, como você disse, esses potenciais expressivos, individuais. Isso é muito interessante, né? é pegar a questão individual de cada um que vem aqui, né? Exatamente. Porque assim, a gente acredita que cada ser é único. Cada pessoa, ela é uma universo em si, né? Então a gente pega aquilo que ele traz, aquele repertório e o espaço do atelê, ele sempre vem trazer algo novo, somar algo novo e vamos tá sempre direcionando. Então nosso planejamento, a gente apresenta de tempos em tempos diferentes artistas, seja do Brasil, seja fora do Brasil. Eh, apresentamos essas histórias, contamos para eles e contextualizamos aquilo de acordo com o contexto de cada um e é ofertado para que se eles tiverem interesse, a sua arte pode seguir esse direcionamento, possa possa se inspirar no trabalho desses outros artistas, tá? E aí cada um, é o mais interessante que cada um vai sair uma coisa diferente, vai ser algo novo. Pois é, individual mesmo, né? Eu acho que a ideia essa, é o pessoal se descobrir ou se ou se redescobrir, né? Exato. E a através da arte, da inclusão, né? Com certeza. Porque o que que a arte é, né? A arte também é uma veia de comunicação, né? Além da fala, da escrita, pintar, fazer escultura, modelagem, eh cantar também é se comunicar. A em cima desse viés, a gente acredita o seguinte, então se a arte também é comunicação, por que não também desenvolver ela a mais, né? Dá essa chance, essa situação, como que é? Eh, eles vêm para cá e daí tem, evidentemente que a supervisão, né? Você eh acaba ensinando, orientando como funciona, a questão de material também, tá? Ó, eles chegam aqui, geralmente a gente sempre pede, quando é as primeiras vezes, oferecemos um papel mais simples, tal, falou assim: "Não, vamos lá, vamos brincar, vamos brincar um pouco". Então, oferecemos sempre aquele material mais básico, lápis de cor, o giz de cera e vamos ver aonde que vai chegar aquilo ali. Em cima disso, a gente vai trabalhando o desenvolvimento dele de cada um. Então vamos apresentando novos materiais, seja giz pastel oleoso, tinta acrílica, sempre tentando desvincular daquele material primário e um material de arte mesmo que um artista usa. Então, apresentamos isso, depois de uma conversa, vamos mostrando referências artísticas e em cima dessas referências eles vão incorporando aquilo para eles. Então, vai fazer todo aquele processo de de que que é o trabalho com a arte. você vai adquirir cada vez mais repertório. Então, entramos com essa questão de inserir repertório, apresentar repertório para eles. E aí, em cima disso é feito um diálogo, sempre o diálogo ele é incentivado aqui. Apresentamos os trabalhos que outros colegas estão aqui já desenvolvendo. Então, é um espaço de troca. É exato. Isso é muito interessante porque você consegue observar nitidamente a influência que o trabalho de cada um daquele período influencia o trabalho trendo com outro, né? É porque aprendizado é troca. É isso. É sem dúvida alguma, né? E como que funciona a questão da idade, a faixa etária? Tá aqui o espaço ele é a partir de 7 anos de idade. 7 anos. E aí não tem idade limite. E isso é interessante porque acaba sendo espaço, inclusive os idosos, tem temos também idosos aqui que frequentam espaço e e ao mesmo tempo. Então é um espaço intergeracional. E isso é interessante porque há a troca também, não fica uma coisa de cada período tem alguém de uma idade específica, não. É como a vida. A vida ela tem diversidade, seja de de idade, de tudo. E essa convivência tem sido muito interessante. Boa. Tô dando uma olhadinha aqui. Durante o ano são realizadas exposições abertas ao público em geral dos trabalhos desenvolvidos por aqui, que oportunizam, né, momentos importantes para os participantes. Que legal. Então, tem exposição, a galera pode vir visitar? Sim. A gente tem uma galeria própria, tá? Ela faz parte do nosso projeto, faz parte do atelier, ela é uma galeria de arte como um todo. Então o nós, os artistas a gente se reúne, discutimos sobre o trabalho, sobre o desenvolvimento a cada três, 4 meses e fizemos, fazemos a curadoria. Há situações que a gente também convida alguns daqueles que frequentam o espaço também participar dessa curadoria e apresentamos o trabalho de todos como toda pompa, toda a o direito que uma arte, um artista tem que ter paraa abertura de sua exposição. E isso, o pessoal que tá assistindo, a gente está assistindo ao Conexão Cultural que tem interesse, não é, de trazer o filho, o parente. Como é que faz, Israel? O que que tem que fazer? Quem que se você tem um parente que se enquadra dentro do do perfil da nossa formação, pessoas síndrome de D e pessoas com deficiência intelectual, tá? Aqui o espaço é voltado para eles. Se você tem um parente aqui, você reside na região de se reside em Campinas, você fica convidado a trazer aqui. A fundação está aberta a partir das 8 horas da manhã. Vem, vem conhecer o espaço. Eh, a gente sempre pede para vir, conhece, faz uma visita, conhece o atelier, conhece as outras instalações aqui da fundação. Se a pessoa se interessar, tá tranquilo, a gente vai estar preparando tudo para ela poder vir frequentar esse espaço. Bacana. E eu achei interessante, você falou que não tem um horário fixo, né? Não é chegar chegando, chegar chegando. Sim, tem gente que fica aqui a partir das 9 horas da manhã, o hotel tá não, não quer ir embora. Então às vezes eu tem que chegar e falar assim: "Olha, já faz 5 horas tá aqui. Acho que você precisa ir para casa um pouco para poder almoçar alguma coisa". E é isso. E tem gente que que produz muito rápido, mas é é essa dinâmica ela é incrível, ela é muito criativa. Boa, boa. Bom, tô dando uma olhadinha aqui. Eh, para que serve o atelier? Para experimentar práticas artísticas, também para ampliar o repertório visual, para pesquisar recursos criativos e diferentes eh materiais também para desenvolver ideias e trabalhos. artísticos, além de expressar-se através da criatividade. É isso, né? Definiu bem aqui, né? É isso. É o a gente crê que é um direito de todos, né? Exercer tudo, tudo isso e é o que a gente tenta ofertar para cada um aqui. Boa. Inclusive, eh, tem várias pessoas aqui, tô lendo, eh, bastante gente participa aqui e tem gente, inclusive que tem experiência já na Europa. Ah, com certeza. A gente vai falar já já sobre isso, mas pode falar quem é. Olha só, eh, o Tristan é um é um jovem com acabou de completar 18 anos, já faz um ano e meio que frequenta aqui nosso espaço. E nesse período teve um como se diz, um desabrochar do artista, né? E surgiu a oportunidade, teve abertura de um salão voltado para pessoas também com Síndro Middal e também deve ser intelectual na Inglaterra. Levamos o material, apresentamos ele, fizemos a inscrição e Tristã foi selecionado em meio de mais de 300 artistas. Vai estar lá agora, abertura é agora em janeiro. A obra dele acabou de chegar lá na Inglaterra, né? Fomos avisados. E é isso. Temos um artista que já é internacional. E você que coordenou, supervisou, supervisionou. Sim, sim. O Tristão, ele ele sempre tá num período que eu estou aqui com ele. Então, fiz um trabalho muito particular junto com ele, fui observando as potencialidades dele e fomos fui apresentando outros artistas que conversava com a necessidade que ele buscava, entendeu? seja para poder ter um pouco mais de foco, um pouco mais de atenção. E foi se descobrindo, observando as obras de Vanangog, dos pintores impressionistas, que o Tristan ele conseguiu, sabe, encontrar o seu caminho nas artes. É, e isso aí que você falou é super interessante, Israel, porque eu acho que o trabalho, a ação, as atividades são realizadas aqui tem tudo a ver também com essa questão de você é se concentrar mais também, né? Eu acho que ajuda muito na concentração. Ex bastante bastante. É o o foco que a gente costuma dizer, né? Exato. Quando você tá produzindo a sua arte, você entra num estado de de de concentração muito particular que você tá você com você dentro daquela daquele processo criativo. E é excelente pr quem precisa adquirir mais esse foco, mais essa atenção, os desdobramentos, sentir a textura do papel, sentir a textura da tinta, do material que tá sendo trabalhado, todas essas sensações, todo esse repertório, ele traz esse estado de de atenção, de imersão, de foco. Boa. E cada trabalho tem passa uma mensagem ou não? Olha aí, o artista que vai poder dizer, [risadas] eu creio que Mas normalmente tem tem uma ideia, né? Sim, tem uma ideia, né? Como a gente tem trabalhado com com referências artísticas, né? Porque a gente sempre explica que o artista ele sempre parte de algum lugar, mesmo aqueles artistas que eles admiram, eles partiram de algum lugar. Essa é uma ideia que a gente tenta colocar para eles assim, que que a arte ela não surge só de uma maneira espontânea, ela não surge do nada, ela vem de um repertório, então vem do estudo, vem de observar o outro, né? Que isso também é interessante, o ato de observar o outro, né? E é algo que a gente estimula bastante. Então, ela vem dessa observação. Então, quando a gente vê a arte concretizada, ela passa, ela passa aquele sentimento que a pessoa teve ao executar, ao observar o trabalho do outro, ela passa, ela comunica, né, um sentimento, um estado de espírito que a pessoa se encontra naquele momento. Então é isso, a arte ela, o interessante da arte é isso. Cada um também que observar aquela arte pronta vai fazer a sua própria leitura. E vocês têm um feedback da dos familiares? Puxa vida, que legal. Estamos gostando bastante. Sim, com certeza. Já teve familiares que vieram aqui conversar com a gente, falou assim: "Olha, o atelier fez muito bem pr pr pra minha irmã, foi um meu filho, pra minha filha. Foi muito interessante isso. Tem sido muito bom. Foi a O objetivo tem sido alcançado, então, né, Israel? Acho que é isso que é importante, né? O objetivo ser alcançado. Acho que essa é a finalidade daqui mesmo, né? é desenvolver, é fazer esse trabalho tão legal que vocês fazem, né? Misturando aí arte com inclusão, né? Exatamente. Inclusão é o é é o tema lema central nosso. Ele é inclusivo aqui. A 100%. Todos são tratados de uma maneira inclusiva, respeitando a sua individualidade, mas ele nunca pode ser a individualidade de cada um um fator limitante. Sempre a gente tá pensando como se desdobrar a partir do outro, a partir daquilo que o outro traz, entendeu? Então, o espaço é aberto. Maravilha. A gente vai conversar com o Tristan. Então, antes, deixa o seu recado final aí paraa galera que está conosco acompanhando Conexão Cultural. Olha, o meu recado é o seguinte: você que observa a arte, você que tem um potência dentro de você, coloca para fora e sempre esteja observando, sempre escutando o próximo, sempre escutando o outro, porque sempre alguém tem algo a dizer. Tá bom? Valeu, Israel, show de bola. Tamos junto. Bom, como prometido, estou aqui com Tristan Martins, não é? Eh, um jovem artista que tem aí a foi convidado para fazer uma exposição na Europa. É isso. Como que foi? Conta pra gente, Tristã. Exatamente. Então, aí eu só ver. Olha, quando eu comecei a enfrentar aqui na fundação, eu já não sabia desenhando, só fazia só dentro no comecinhos. Aí quando Risa minha Vera, me mostrou ter foco, concentração e ensinamento. Ensinamento, como que você chegou até aqui? Como que surgiu? Então, quando eu cheguei aqui na fundação, eu primeiro comecei fazer atividade lá na Unicamp. Camp e no camp eu passei lá porque eu tinha algumas dificuldades aquela época. Ent isso, eu tinha muitas dificuldades, eu não sabia ler, eu não sabia escrever. Jura? Sim, na minha época. E e aprendeu? Aprendi muito e aprendi e eu fazia muitas atividades no Unicamp. Ah, bacana. Sim. Aí, aí eu saí de lá na Unicamp, aí eu vim para cá. Boa, que legal, que bacana. Como que surgiu esse convite para você ir pra Europa fazer essa exposição? É para mostrar exatamente o qu? Algum trabalho específico seu? Então, na, então essa grande convite na Europa me surpreendeu bastante. Eu nunca fui na Europa antes. É, eu nunca fui, mas tô pensando ir. Mas convidaram para uma exposição específica para você fazer uma exposição do do seu trabalho. Sim, isso mesmo. Porque meu desenho de cavalo e eu fiz. Ah, que joia. Uhum. Bom, você tem o talento, então, né? Eu tenho talento ser um artista. Meu sonho era ser um grande artista famoso. É, esse era meu sonho ser um artista. Mas isso quando eu ia Vai ser ainda, né? Ó, já tá começando a ficar famosa. Ah, já tô começando a Eu tô para caramba. É caso que antigamente, quando pouco antes começar a história de artistas, eu nunca conseguia fazer um desenho. Eu nunca é conseguia fazer. Mas assim, quando eu ia me tornar um grande artista pouco antes, meu sonho era ser jogadora futebol. Masó que acontece que meu pai não colocou minha mãe peneira de futebol antes, nunca colocou na peneira, nunca colocou na escolinha. É. Aí eu resolvi treinar em casa, treinar, treinar, treinar em casa, mas não adiantou. Aí eu desisti zegadora. Aí e agora virou artista. Agora eu virei um artista. Eu virei virei o grande artista famoso. Boa. Esse era meu sonho. Meu sonho é ser artista. E tem algum desenho que está na posição aqui na fundação lá embaixo. Desenhos que eu fiz. E você gosta de de desenhar o qu exatamente? Ter você tem alguma coisa específica que você goste mais? Não, não tem nenhum. ou não que de repente surgir, você tá tá fazendo a arte. Isso. Tô fazendo um desenho de japonesa que foi criado bombole. Pode olhar. Aí tem alguns detalhes que eu preciso terminar. Alguns detalhes de foco, rapaz. Aí foi assim ó. Eu fiz esse pastel oleoso pintando, colorindo com calma, não precisa com pressa. E vai com calma. Aí tem alguns detalhes que eu errei, mas aqui vou consertar alguns detalhes. Meu, mas tem talento mesmo, né? Eu tenho talento. Não, só esse que eu fiz também. Vem cí vou te mostrar o meu desenho. Não, não. Já já a gente vê. É. É. Aí foi que eu consegui fazer, né? Diz pastel. oleoso que tô fazendo agora, porque antes eu não fazia fazer nada, só fazia fazer só letra. É, é muito tempo atrás eu fazia, uma evoluída boa, né? Evoluíram e antes você fazia e de uma maneira mais devagar, agora imagino que esteja é fazendo de forma mais rápida, né? Sim. É mais rápida. Vai ganhando experiência, vai ganhando prática. Isso também é por isso que tem algumas desenhos antigos, tá na minha pasta. É. Então, na minha fazer desenhos que eu fiz lá no início e na revolução que eu fiz, tipo, evoluindo um ano atrás e agora antes que seguir. Qual que é seu desejo assim pra sua vida? Que que você espera pra sua vida profissional num futuro assim de arte? Então, meu desejo é ser um grande artista famoso do mundo inteiro. Puxa vida, esse era meu desejo. É seu desejo, né? Esse era meu desejo. Isso é viajar do mundo inteiro a presente e vai acontecer, né? E vai acontecer algum diaé. E vai ter fé. E vai ter fé. Esse esse foi meu desejo de ser um artista famoso. Parabéns pelo seu trabalho. Parabéns aí pela pela sua obrigada. Eh, garra pela sua vontade de de Sim, né? De vencer na vida, de conquistar o mundo, porque você falou que é conquist. Esse esse é meu futuro, ser um grande artista e vai conseguir já. É, eu já sou um grande artista. Valeu, tamos junto. Estamos junto. [música] [música] [música] Vamos lá, pessoal. De volta agora, segundo bloco, Conexão Cultural. E a gente segue, portanto, falando sobre esse assunto super importante, que é a arte e inclusão, porque nós vamos entrevistar uma professora de dança para falar justamente a respeito disso. No primeiro bloco a gente tava lá na Fundação Síndrome de Down, como vocês já tiveram a oportunidade de ver. E agora, portanto, estamos aqui nessa área bem legal, externa. Tudo bom? Prazer em tê-la conosco, Keila, professora de dança. É, sou pedagoga e também trabalho com dança. Trabalho na área da inclusão. Boa, legal, bacana. E você é professora aí e de cadeirantes, pessoas com deficiência. Como que é esse trabalho? Conta pra gente, Keila. Sim, nós atuamos com pessoas com deficiência física motora, com pessoas com cegueira e baixa visão, eh com pessoas com surdo cegueira, que é a múltipla deficiência sensorial, e também com pessoas com síndrome de Down, né, que é o público que tem aparecido pra gente ao longo desses 30 anos. Então, é um trabalho de de expressão corporal, de dança criativa, de música. a gente também tem música no nosso projeto, então é um trabalho de descoberta, de interação e de arte, né? Inclusive eu tava falando para você, né, Keila, que esses dias eu fui lá na no Centro Cultural Luiz Braile e conversei lá com o pessoal porque tá tendo uma oficina de costura inclusiva. Muito legal, né? Puxa, olha que legal, né? E como eu disse também, a gente no primeiro bloco o pessoal já acompanhou, a gente foi lá na na Fundação Síndrome de Dal também, o pessoal tá super envolvido com arte lá. Isso é muito bacana, né? É, a arte ela é muito inclusiva por si só, ela é muito terapêutica também, ela traz conexões, né? Então, tanto conexões eh neurais, física, motora, como o você poder expressar, né? Até porque a gente tem muitas pessoas que não usam o verbo para se comunicar, né? E a arte ela traz esse poder de interação com o outro, de inclusão, né? Então isso é maravilhoso. E lá no Braile nós atuamos esse ano todo porque nós tivemos um um projeto ativo, eh, patrocinado pela Secretaria do Estado de São Paulo e estivemos lá no no Instituto BR também eh atendendo lá durante todo esse ano. Boa. Bom, pessoal, nós estamos aqui no CIS Guanabara, pertinho do Cerecampo, então se vocês ouvirem um barulhinho diferente no microfone, é o vento. Tá um ventinho agradável, né? Porque normalmente tá um calor impressionante. É bom quando venta assim, né? É, é sim. O Cis Guanabara é é um parceiro nosso há muitos anos, né? Então o nosso trabalho acontece aqui e o espaço é muito agradável, né? E bem acessível também. Boas aulas então são aqui. Sim. A maioria das nossas aulas acontecem aqui aos sábados e às vezes durante a semana quando a gente tem projeto ativo. Nosso espetáculo de final de ano também aconteceu aqui lá no Amazé Maior. Como que foi esse espetáculo aí? Ah, foi muito bonito. A gente teve um espetáculo totalmente acessível. A gente conseguiu eh trazer dois intérprete de Libras, então, uma intérprete pro espetáculo e o outro de Libras Tátil. Tivemos audiodescrição também. Legal. Então, foi um espetáculo pras famílias e para os nossos Boa, Keilá. Eu tô dando uma olhadinha aqui, não é, sobre as suas informações. Olha só que bacana, pessoal, porque o trabalho da Keila já levou o nome de Campinas para fora do país, inclusive pra Europa? Já. Sim, já várias vezes, por 5 anos consecutivos, né, que a gente trabalhou lá na na UNESCO. Então, a gente já fez Itália, já fez Suíça, ã, já fizemos Portugal, inclusive eu já morei lá também. E hoje estivemos na Grécia também, mas hoje o a o segmento que que nos chamava, né, a ele parou lá, mas eu tô sempre indo pra Europa. O ano, há dois anos atrás, eu fui de novo lá pra Itália trabalhar com jovens. A gente faz essas essas conexões. Como você se interessou por esse trabalho? Como começou de fato a mergulhar, que é realmente, olha, você tá de parabéns porque é um obrigada. É um trabalho bem bacana que deve dar uma paz de espírito, né? Olha, eh, é um trabalho muito gostoso de fazer, porque eu aprendo todos os dias com os alunos, né? E eu me interessei por esse trabalho porque eu fui bailarina quando jovem, então eu fiz muita dança e e queria fazia profissionalmente. Onde veio [música] me falar? Coisas lindas de amor que [música] você também sonhou, que vão acontecer. [música] Oi, amor. Nosso amor faz [música] acontecer. Oi, meu [música] amor. O nosso amor faz. O amor [música] faz acontecer. E aí eu sempre gostei da Libras, que eu sou professora de Libras também. E aí eu acabei tendo, comecei dar aula jovem, né, para com a professora ali e de repente eu conheci um aluno surdo e aí eu não parei mais. Aí eu fui fazer educação, fui pra área da educação, pedagogia, eh especialização, mestrado, doutorado, pós-doutorado, nessa área. Então eu eu as minhas pesquisas elas são sobre inclusão e também sobre arte. Boa. Inclusive na TV Câmara Campinas a gente tem todos os programas, todas as matérias, todos os quadros, uma profissional de Libras. É muito bacana, porque isso é inclusão, né? É inclusão e acessibilidade, né? Acessibilidade cultural. A gente precisa proporcionar isso. Bom, tô com um livro aqui que foi escrito por você, pela Keila Ferrari, que está conosco aqui no Conexão Cultural. Estamos, portanto, falando sobre arte e inclusão. Olha só, pessoal, que assunto interessante, que assunto importante. Tô dando uma olhadinha aqui no seu livro Dance com ele, vínculo inclusão e saúde mental entre mães e filhos. Fale um pouquinho desse livro, por favor, Ke, esse livro ele é um recorte da minha tese de doutorado, né? Eh, eu fiz uma tese de doutorado lá na FEF, lá da Unicampinho Araújo. E esse livro, ele é um pequeno recorte da tese, aonde eu trago eh os primeiros passos aí para as mães dançarem com os seus filhos, independente desses filhos terem uma condição de deficiência ou não, mas a gente traz adaptações, né, para que as mães possam brincar com o corpo, com o movimento, com os seus filhos. Então tem um Qcode no livro, aí você tem as práticas, tem o prefácio do Carlinhas de Jesus, esse livro e e tem sido um manual paraas muitas para muitas mães. Inclusive a capa é o meu filho pequeno, que agora já é moço, aliás, aquele que tá na capa. Quantos anos tem seu filho hoje? Hoje ele tá com 17, mas aí ele é o meu caçula, né? O meu mais velho tem 26. Eles também dançaram comigo bastante. Isso foi muito bom pro Eu abri sem querer aqui aleatoriamente que lá na página 35 e achei já a frase super interessante: "Conhecimento em dança é construído eh com base nas experiências individuais, na interação do sujeito com o outro e com o mundo, né? Respeitando as limitações próprias. Exatamente. É isso, né? respeitando a limitação de cada um, respeitando as características individuais, as potencialidades, as limitações, mas também as motivações, né? E então, por exemplo, não posso colocar uma uma um jovem ou adulto para fazer balé clássico se ele não tem um um físico apropriado para isso. Então, o que que eu tenho que fazer? Além de fazer adaptações, né, nessa nessa dança, né, eu também preciso olhar o repertório que ele traz, quais são as motivações dele. Ele gosta do tipo de música que eu tô trazendo, certeza, né? E aí trabalhando, né? É um trabalho assim que envolve muito o gosto da pessoa, a motivação pessoal, as características, o que que eu posso fazer, né, para realizar esse sonho que ela tem de tocar, de dançar. E aí eu tenho os professores de música que atuam com a gente também, né? Eh, e permeando por essa cultura, por esses estilos que ele já traz, né? Eh, com as músicas que ele já ouve, com aquilo que ele gosta, não? E a sua, o seu currículo, a sua formação é impressionante, né? Eh, porque eu tô dando uma olhadinha aqui, Keila. É uma coisa que chama de fato muita atenção. Você foi para esse lado mesmo, porque olha só, pessoal, Keila Ferrari Lopes possui graduação em pedagogia, como ela disse, né, com especialização em deficiência da audio comunicação. Olha só, especialização também em atividade motora adaptada. Tem muita coisa, eu vou ficar até amanhã falando aqui. Especialização em educação especial, mestrado em atividade física, adaptação e saúde com auxílio, não é? Eh, doutorado em atividade motora, formação em Libras. É uma coisa impressionante. Você de fato eh separou a sua vida para essa pegada, né, Keila? É, hoje eu falo que a gente não não eu não vivo só da arte, né? Eu sou professora universitária, dou aula em faculdades, dou aula de Libras, dou formações em escolas, dou palestras. Mas tudo para esse assunto ou não? Tudo voltado sobre inclusão. E a arte ela acaba permeando as minhas palestras, acaba permeando as minhas formações de uma de uma certa maneira, né? Eh, mas eh eu falo que viver da arte, né, da arte da inclusão, ela é um é um processo muito longo. Primeiro porque muitas pessoas ainda não entendem bem aquilo que a gente faz. Segundo porque muitas pessoas fazem de qualquer jeito. Acham que fazer arte é só colocar uma pessoa com deficiência ou ou colocar uma pessoa com deficiência em cima do palco sem saber o que ela tá fazendo, com um monte de bailarino erguendo a perna em volta, né? É, então não é isso. E então eu falo que a gente vai olhar sim as singularidades de cada pessoa e tudo isso requer além da sensibilidade uma pesquisa. E tem também essa questão da autosustentabilidade, né? Esse ano nós tivemos um projeto do estado maravilhoso, um projeto grande onde eu pude contratar mais profissionais para me ajudar, mas nem sempre é assim, né? A gente conta com a parceria aqui do CIS Guanabara maravilhoso aí da Unicamp, mas a gente luta muito para para levar os nossos projetos. Então, eh, não dá para viver 100% como professora de dança, né? Eu sou professora universitária, mas a minha bandeira é inclusão pela arte, né? Qual o principal desafio, Keila, que você tem na condição de professora de dança? eh para pessoas aí com deficiência, enfim, que você já já trouxe aí, não é? Eh, essa situação, qual quais os principais desafios que você enfrenta como professora de dança? Olha, hoje eu digo que antes eu tinha desafios maiores, né? Mas a partir do momento que você aprende a lidar com as coisas e isso só a experiência de vida, né? Eh, os desafios maiores, na verdade, eles são sempre de cunho financeiro. É manter a autossustentabilidade de um projeto, sendo que eu não tenho nenhuma escola de dança em meu nome, né? Então, a gente faz os projetos, faz o trabalho quando não tem recurso de maneira voluntária, né? Ou a gente tenta ter aí uma autosustentabilidade. Então, eu acho que esse é o maior desafio, né? Eu não não quis abrir escola, nada disso. Não tinha condição também para ter um uma escola, um respaldo, como deveria ser. Então a gente acaba fazendo eh projetos, são 30 anos sem parar, né? Então, acho que esse é o maior desafio. E o segundo desafio é mostrar para as pessoas que nós somos pesquisadores, que nós sabemos o que estamos fazendo. Então, ã, mesmo que o meu aluno chegue no palco e ele mexa um dedo, teve um processo para ele mexer esse dedo, né? Eh, e às vezes a gente vê muitas pessoas eh achando que pode fazer de qualquer jeito, né? Eh, ah, não, afinal é arte, coloca aí para dançar, né? Então, a gente precisa ainda eh trazer um pouco mais de respeito para essa área que é muito importante, né? Bom, a Kel é professora de dança em cadeira de roda e também da aula de coral em Libras, né, Keila? Qual o recado que você deixa pro pessoal que tá em casa assistindo e e de repente tem um filho nessa situação e e gostaria de colocar na arte, na dança? O que que você falaria? O o que que as pessoas precisam fazer? Eh, para participar das aulas. Olha, o primeiro recado que eu diria era o era o tema do meu livro. Dance com ele. [risadas] Dance, dance no chuveiro. Cuidado para não escorregar. Dance [risadas] na sua casa, cante, eh, traga música paraa sua vida, faça um um espreguiçar, um alongamento, né? Eu acho que a gente já pode dançar no dia a dia, né? Isso não é difícil. Eh, se quiserem participar da aula, pode estar entrando em contato com a gente, que a gente sempre tem projetos ativos, um ou outro dia da semana, então a gente tenta encaixar, né, principalmente faz? Adolescentes e adultos. É 19852829. Entre em contato com a Keila e ou pelo Instagram Keila Ferrari Lopes, Keila com Y, tá? @queilaferrarielopes, é isso? É @ pelo Instagram também. E aí a gente fala: "Olha, nós temos tal horário, nós temos aula, em tal horário tem música e dança, em outro horário só tem dança, né? E a gente vai encaixando." Eu já trabalhei muito com crianças, hoje o nosso foco maior são adultos, inclusive mulheres adultas e e homens também, eh, adolescentes e adultos, né? Então a gente pega mais essa faixa etária. Valeu, Keila, muito obrigado por nos receber aqui no Conexão Cultural. Parabéns pelo trabalho. Esse é um assunto muito importante e vida longa aí para você, pros seus alunos e viva a inclusão, viva a arte. Aí eu que agradeço pela oportunidade. Parabéns pelo programa, né? É muito bom a gente poder falar um pouquinho do nosso trabalho. Obrigada, viu? Valeu. Muito obrigado. É isso aí, pessoal. Conexão Cultural. Tchau e até a próxima oportunidade. Eh, eu nasci amando a dança, amando o balé, nasci [música] dançando, né? E hoje eu trabalho com a dança em favor das pessoas que têm uma condição de deficiência, em favor [música] das mulheres e também trabalho a Libras, que também [música] fala com o rosto, com o corpo, com o gesto, né? E e a música. Então, tudo isso é muito curador. Como que a gente vai viver sem arte? [música] Nem um ser humano vive sem arte. Você consegue viver sem música? Você consegue viver eh sem dançar ou cantar, nem que seja no chuveiro, né? Ã, a gente olha ao lado, tudo tudo é arte, tudo tem arte, né? Até quando você senta para ver uma novela, né? Para quem gosta. Oi, [música] meu amor. O nosso amor faz. O amor [música] faz acontecer quando eu ouvir um oi seu. Eu [música] [música]
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