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Conexão Cultural | Agora é que São elas: rap feminino de Campinas: Joana Black & Duarte
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Conexão Cultural | Agora é que São elas: rap feminino de Campinas: Joana Black & Duarte

80 views Publicado 03/11/2025 HD · 34:56

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No episódio de hoje, você vai conhecer duas vozes que estão mudando o jogo do rap feminino em Campinas e mostrando que a cena 019 tem mulher potente, independente e dona da própria caneta. 🎤✨ Apresentamos Joana Black (@joanablack) e Duarte (@raykau) – duas artistas negras da periferia que nasceram e cresceram em Campinas-SP e hoje misturam música, poesia, audiovisual e militância dentro do hip hop. 🖤 JOANA BLACK Nascida e criada em Campinas, Joana começou na poesia falada e ganhou projeção nas redes em 2022, chegando a mais de 300 mil seguidores e milhões de likes com seus vídeos de slam e textos sobre identidade, raça e afetos. Em 2024 ela lança o primeiro som, “Hino das Pretinhas” (prod. @gomesz), e a partir daí assume de vez a carreira musical. Joana é rapper e poeta de slam, conhecida pelas letras fortes, pela interpretação marcante e pela mistura de representatividade preta, sensualidade e crítica social. Entre as faixas que já estão rodando estão “01” (que virou trend no TikTok), “Politicamente Falando”, “Macallan”, “Hino das Pretinhas” e “Preta, Fod4 e Rica”. No Spotify, a artista já soma: • 181,5 mil reproduções • 45,5 mil ouvintes mensais • 3,9 mil seguidores E hits como: • Macallan – 305,3 mil plays • 01 – 181,5 mil plays • Politicamente Falando – 62,3 mil plays Em músicas como “Macallan”, Joana ressignifica a figura da “bandida” para falar de autoconfiança, corpo negro e poder feminino, citando referências como IZA e exaltando as próprias. Já em “Politicamente Falando”, ela faz o que pouca gente faz: junta sexo, política e sarcasmo para criticar capitalismo, meritocracia e desigualdade – tudo com linguagem explícita, mas muito bem amarrada, mostrando domínio de referência histórica e do próprio lugar de fala. 🎧 Por que isso importa? Porque Campinas é hoje a 4ª cidade que mais escuta rap no Brasil e tem uma cena que mistura batalha de rima, slam, festivais e um público que quer ouvir mulheres. Joana já passou por escolas, batalhas, slams e até o Campinas Hip-Hop, mostrando que veio da rua mas entende de plataforma. 🧡 DUARTE Cantora, compositora, produtora musical e audiovisual, Duarte é potência pura da quebrada. Começou a cantar aos 9 anos na igreja dos DICs, ganhou um violão da avó aos 13 e aprendeu sozinha. Aos 16 já estava gravando com o produtor Haakbeats e em 2019 subiu ao palco do Campinas Hip Hop Festival antes mesmo de lançar música – um marco pra uma artista independente. Além de cantar, Duarte produz as próprias faixas e clipes. Em 2021 criou a DUARTEFILMS, sua produtora de audiovisual. Em 2023 lançou o EP “Futuro” e em 2025 veio com o EP colaborativo “Girls In Business” ao lado de Punka – fundadora da Batalha Estação da Rima, a maior batalha organizada por mulheres no interior de SP. Esse trabalho é 100% produzido por mulheres e mostra o que elas vêm dizendo há anos: mulher não é cota no rap, é estrutura. Duarte também atua na organização da Batalha Estação da Rima, projeto semanal que mobiliza mais de 25 mil pessoas por ano e abre espaço para mulheres e LGBTQIAPN+ na cena. É rap com propósito e com gestão feita por mulheres. 🎤 Rap, diss e o lugar das mulheres No programa, também falamos sobre o contexto das “diss tracks” no rap – músicas que mandam recado direto, como fez a rapper Ebony em “Espero que entendam”, reacendendo o debate sobre rivalidade, masculinização da cena e o fato de grandes projetos (como o novo álbum dos Racionais previsto para 2025) ainda não trazerem participações femininas, mesmo com tantas artistas mulheres em alta. A partir das trajetórias de Joana Black e Duarte, dá pra ver que as mulheres de Campinas não querem só cantar – elas querem produzir, dirigir, organizar batalha, lançar EP e ocupar line-up de festival. E estão fazendo isso. 📣 Conta pra gente nos comentários: qual som da Joana Black você mais ouve? E qual artista mulher do rap 019 você quer ver aqui? 👍 Curta o vídeo 📲 Compartilhe pra fortalecer a cena 🔔 Inscreva-se na TV Câmara Campinas e acompanhe a cultura da nossa cidade Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Conexão Cultural, pessoal. E a gente segue falando do protagonismo feminino em Campinas, na arte, na música. Pois é, a gente já teve oportunidade de falar sobre a música popular brasileira também sobre o jazz e agora é a vez do rap. Estou aqui com a Joana Black para bater um papo conosco aqui no Conexão Cultural. Tudo bem, Joana? Beleza. Tudo bem você? Muito obrigado por nos receber, viu Joana? Eu que agradeço o convite. Bom, vamos lá. Como começou sua carreira? Conta pra gente, pro pessoal que tá em casa já entender um pouco mais. Então, eu já fazia parte do movimento do rap porque eu já escutava muito, já restava bastante poesia com islã, poesia falada e profissionalmente eu comecei há dois anos atrás. E aí é isso, estamos aí até hoje e é a caminhada aí. Bom, como surgiu o interesse? Você disse aí desde os 9 anos de idade, desde pequenininha, de fato, você tem interesse na música, na arte, no rap? Na verdade, eu não tinha interesse em ser profissional na área da música. Juro, eu queria ser jogadora de futebol, só que as coisas não deram certo. E como eu já escrevia música, as pessoas começaram a falar: "Ah, você devia postar isso na internet, deviam mostrar para todo mundo". E eu fiquei meio insegura, pensando, acho que as pessoas não vão gostar tanto assim, não. Acho que é mais eu e meu ciclo de amigos mesmo. Mas insistiram tanto que eu comecei a postar. Aí o segundo vídeo meu de poesia viralizou, tipo, pegou 3.500 visualizações. Aí eu falei: "Nossa, vou fazer isso sempre, então". Já que as pessoas gostaram tanto e aí ficaram insistindo bastante para eu lançar músicas depois das poesias, porque eu já tinha batido 300.000 seguidores e etc. E aí eu comecei a lançar músicas há dois anos atrás. Meu primeiro lançamento foi indas pretinhas com o meu produtor. E a gente quando começou a gente não tinha estúdio, não tinha sala, não tinha coisas tão profissionais quanto hoje, mas vem tudo dando muito certo, graças a Deus. Puxa vida, colocou onde? No YouTube quando você colocou essa? Falou que gravou. Coloquei na internet mesmo. Postei no TikTok, no Instagram. Eu colocava uma um bitzinho de YouTube assim de fundo e rimava em cima do bit. Letras que eu escrevia, nada profissional. Aí um menino viu esse meu vídeo na internet, veio falar comigo: "Nossa, eu adorei suas letras, você é muito boa, eu sou produtor, a gente devia gravar uma música juntos". E aí assim eu conheci o Gomes, que hoje é o meu produtor e a gente trabalha junto desde então. Boa, boa. E você imaginava esse sucesso tão rápido assim? Não imaginava, na verdade, mas eu sempre almejei coisas muito grandes e como eu sempre amei a música, eu achei que ia dar certo em algum momento, mas não tão rápido, principalmente por ser tão nova, né? Eu achava que ia demorar um pouco mais, mas eu ainda vou crescer muito e daí eu vou falar que quando antigamente eu pensava a mesma coisa, né? Bom, Campinas é a cidade, não sei se você sabe, que mais é a quarta cidade que mais houve rap no Brasil. Sabia disso? Sabia. É uma coisa muito eh impressionante, né? Campinas, assim, que não é uma capital, uma metrópole. Eh, e é a quarta. Muito legal mesmo. O meu maior público, na verdade, fica em São Paulo, mas das cidades que me escutam, sim, das cidades que me escutam, Campinas tá em sexto, porque a demanda em São Paulo é maior, né? Mas o público de Campinas também é bem grande na minha carreira. Bom, e você tava falando que chegou a ter 300.000 1 seguidores nas redes sociais, no no numa rede social que é o Instagram, né, no TikTok, na verdade. É, acontece que eu perdi a minha conta, não sei por qual motivo, se foi a plataforma e derrubaram, mas aí eu comecei de novo e tá tudo bem, uma hora eu alcanço de novo. Olha, não é fácil atingir essa marca, hein? Não é fácil, Joana. Meu Deus do céu, 300.000 seguidores é é uma coisa que chama de fato muito atenção, né? Sim. Eh, muitas páginas começaram a me ouvir. As pessoas que já eram do meio do rap, tanto mais antigos quanto que hoje são mainstreams, no caso, mais famosos recentes, eles já me conhecem eh das minhas músicas e da internet. Então, eu comecei a ser muito vista, muito rápido por conta da internet. Bom, hoje é uma coisa que que meu chama demais atenção esse lance da internet, da rapidez, né? porque você falou: "Eu queria ser jogadora de futebol". Aí, eh, não deu certo. Eu inclusive vou perguntar para você já já sobre isso, que eu achei interessante também. E, puxa vida, resolvi colocar uma música na internet, o pessoal começou a insistir e você de fato não imaginava que ia virar todo esse sucesso, né? Com certeza. É, a velocidade é uma coisa é é uma coisa muito louca, né, Joana? Bom, você disse aí que pensou em ser jogadora de futebol, chegou a fazer algum teste peneira no Guarani, na ponte aqui em Campinas ou ou não chegou aí nesse ponto no Guarani? Na ponte não, mas eu participei da Taça das Favelas, joguei três vezes. Na primeira vez que eu joguei, a gente chegou na semi, perdão na semifinal. E aí eu jogava para um time que é o time vizinho do meu bairro, que é o Vila Formosa. E o o time masculino deles conseguiu virar um time de base hoje em dia, mas como feminino não tinha investimento, a gente não conseguiu ir pra frente. E daí eu já tava com 16 anos, eu percebi que não tava dando certo, porque eu já tentava desde criança, era realmente meu sonho. Olha. E aí eu tive que desistir por conta de dinheiro mesmo, porque toda escolinha tinha que pagar, toda aquela burocracia. É, mas você bate uma bolinha ainda? Bato. Joga fut vôlei ou não? Fute vôlei não. É, eu sou zagueiro, eu sou mais do [risadas] Futôlei. Virou minha paixão. Bom, bora falar sobre o protagonismo feminino, empoderamento aqui em Campinas. Eh, o pessoal em casa já tem acompanhado a gente, como eu disse no início, a gente falou de música popular brasileira, de jazz. Portanto, hoje estamos falando sobre o rap. Eh, que que você pode falar sobre isso? a presença da das mulheres na arte que cresceu bastante, cresceu bastante, mas eu acho que falta bastante visibilidade também. Eu acho que tem bastante mulher, mas tem pouca visibilidade, então só algumas ficam bem conhecidas, né? Eh, aqui em Campinas, principalmente, a gente tem uma população de mulheres que fazem rap, mas a maioria também não é conhecida e aí fica meio difícil essa questão, mas eu acredito que vá melhorar daqui alguns anos, porque já vem melhorando. É, tá evoluindo, né? Sim. Bom, o pessoal em casa tá falando: "Puxa, mas o André não vai pedir para ela cantar um rap, cantar uma música? Bora lá. Que que você preparou pra gente aí?" Joana Black conosco aqui no Conexão Cultural, galerinha. Então, tem uma música chamada Ino das Pretinhas, que é uma música que eu fiz pensando no empoderamento das mulheres pretas. Ela inclui estética, inclui poder aquisitivo e coisas do nosso cotidiano que a gente passa, mas de uma forma que faz a gente se sentir melhor. Vamos lá. Vamos, com certeza. [música] Essa daqui eu fiz também com a produção do meu produtor Gomes, ó. Mais ou menos assim, ó. Minade de quebrada, uma cara fechada minha trança na bunda. Chamei atenção. Sou muito boa, fazendo o que eu faço e homem para mim é só uma opção. Pele de ouro, fique com troco. Vaiola Davis. Não quero pouco. Rappers falsos no meu bolso, pratas no pescoço, [música] meu pelo descolorido, piercing no umbigo, argola de brinco, baby, você sabe que eu tiro o juízo. Olho puxado, de [música] fibra, marca de biquíni, mini saia leada real negra, [música] cara. Shorts bad boy, havaianas branca que é pr combinar com minha elegância. Minhas pretas já não [música] usam mais relaxamento. Mães pretas hoje ensinam cultura [música] do gueto. Mãos pretas sempre cheias de anéis nos dedos. Minhas letras [música] inspirando sempre o povo preto. Só tinha branca no prédio. Eu tirei as pedras do médio. Negro, eu levo isso a sério. Comprei o carro do ano, botei casa no meu nome. Posso ter o que eu quero. [música] Negra metida a vencer na vida igual bluda pimenta. Sempre muito linda com black na mesma altura que autoestima, bebendo licor whisky. [música] Eu sou uma preta chique. Amor, toma cuidado para não borrar o ombrelips. Mais ou menos isso. Boa. Como surgiu a ideia dessa letra? É, essa letra ela surgiu de uma poesia que eu já tinha e aí eu tinha escrito essa poesia quando eu tinha 15 anos e as pessoas gostaram muito dela. Eu pensei: "Nossa, vou transformar isso numa música". Bom, e isso é é são dados que ouve mais música do que ler poesia? Não, mas eu acredito que sim, porque a maioria das pessoas consumem muito mais música no dia a dia mesmo, poesia as pessoas leem mais em livros e eu acho que é mais prático também, né, Joana? Você encontra com mais tranquilidade a a música que a poesia. Bom, que que você deixa assim de mensagem pra galerinha que tá acompanhando a gente aqui no Conexão Cultural e falando: "Puxa vida, olha a Joana Black lá, quero seguir os passos dela, será que eu vou ter espaço? Será que eu não vou ter? E aí, que que você falaria para para pras meninas de hoje, pequenas que t intenção ou até maiores já que já tem eh que já são jovens, adultas e ainda querem entrar, evidentemente nesse mercado? O que que você falaria para as mulheres? Então eu falaria a mesma coisa que eu costumo dizer sempre, que é tipo assim, mesmo que você esteja com medo, esteja com vergonha ou qualquer coisa do tipo, faça, porque alguma hora vai ter que dar certo e se você não fizer, não vai dar certo de forma alguma, porque se você não tentar, não tem nem como dar certo. Mas comece de algum lugar, mesmo que de baixo, porque alguma hora você vai evoluir e você vai conseguir estar onde você quer. Olha aí, boa, Joana. Bom, você falou de poesia também. tem alguma poesia para para mostrar pro pessoal de casa que está nos acompanhando aqui no Conexão Cultural? Tenho, com certeza tem uma poesia muito bonita que inclusive ela foi gravada, tá, no meu Spotify também, se vocês quiserem ouvir depois. E ela chama Conversa com Deus. Eu escrevi quando eu tava num momento muito reflexivo da minha vida, tanto sobre minha carreira quanto as questões do cotidiano. E ela fala: "Deus, se você existe, por favor, me ouça. Aqui tá difícil com ou sem você? E se eu te contar que matam por papel e que botaram preço para poder comer? E quem não é Judas é Escariotes. O mundo tá uma bênção. Deixa eu te dizer. Deus, olha para mim. O que eu fiz de errado? Porque eles têm tudo para sobreviver. Se sou eu que acordo às 5 da manhã para garantir o vinho que eles vão beber. É, eles me odeiam pela minha cor e até por quem eu amo. Você pode crer? E ainda tem a coragem de falar que aprenderam tudo isso com você? Quem é esse inimigo que eles tanto falam? Se é o ser humano que sempre dá bala? Avisa para aqueles que inventaram fogo que infarne aqui. Isso não é piada. Deus, aqui embaixo tem escravidão. Pobre no Brasil não me parece livre. A natureza agora tem dono. O favelado é sobre. A burguesia vive. Deus, se você existe, ouça a minha prece que tá difícil com sem você. É isso. Puxa vida, como que surge esse essa inspiração? Porque a gente percebe que são eh são letras que você escreve que parece que vem do coração, né? Sim. Como que surge assim? É no momento que você tá em casa sozinha ou não? tá tomando banho, tá, sei lá, andando pela rua e ou você para de fato e fala: "Não, agora eu vou pensar numa poesia legal". ou acontece em momentos aleatórios assim por estar jantando lá com com o pessoal e tudo mais, de repente, nossa, é muito relativo. Eh, mas quando eu escrevo bem mesmo assim, uma coisa mais profunda, ideológica, é sobre sentimento. Geralmente quando eu tô triste ou com muita raiva, eu escrevo melhor, pelo que eu já percebi, [risadas] porque parece que foi para fora, né? Exatamente. Eu sei, eu comecei a escrever justamente por conta disso, né? eh, que eu estava me sentindo mal com as coisas que vinham acontecendo e daí tudo que eu não conseguia falar eu colocava no papel. Mas tem coisas que aparecem no meu dia a dia que também me fazem escrever meio que no aleatório assim ou coisa que seja mais superficial também. Tem momento que eu pego, eu falo: "Agora eu vou escrever porque eu preciso escrever, por exemplo, tenho que gravar uma música, então tenho que escrever agora". Mas é raro de acontecer. Eu escrevo mais por espontaneidade mesmo. Então é naquele momento que você tá p da vida, que você tá puxa vida, cara, aconteceu isso, isso, que sacanagem. É aquela revolta do rapper, né? O rapper geralmente é bem revoltado com as questões que acontecem e aí faz com que a gente entre no movimento do hip hop. Boa. Você teve ao longo da sua carreira, principalmente quando começou, Joana, alguma era com inspiração assim na na música de artista? fala: "Puxa vida, gostei, gosto disso, daquilo". Quem que é uma pessoa assim que você eh se espelha e enxerga inclusive como referência? Então, era muito Jonga. Jonga, sempre fui muito fã dele, escrevi diversas músicas, sempre citava ele e aí porque eu me via muito nas coisas que ele falava, nas coisas que ele escrevia. O quê? por exemplo, as questões sobre cor, sobre a realidade que ele vive e que eu vivo, que ele não vive mais hoje, eh, possivelmente não por conta da cor, mas por conta do nível que ele chegou de fama e dinheiro, mas que eu ainda passo muito em relação à vida da pobreza mesmo e etc. Tem mais uma poesia para mostrar pro pessoal de casa? Pode ser, pode ser. Deixa eu só pensar em algum, porque eu tenho tanta letra que eu acabo esquecendo. É, é uma que você fala: "Puxa vida, nossa, essa eu não esperava que eh fosse fazer tanto sucesso assim e fez. Hum, tá, tem uma sobre religião que eu lancei, ela alcançou muitas páginas também, foi parar em muitos lugares. Essa poesia, ela se chama Tenho a pele do orixá". Vamos lá. Eu até canto o seu louvor, então respeite o meu ponto. Não tô pedindo para cantar, é só não escutar e pronto. E quando dizem glória a Deus, eu também respondo amém. Mas se eu sou tar aché, falam que não é do bem. Eu não odeio o seu Deus. Ele também ouve meu pranto. Muitas vezes que eu chorei, falei: "Jesus me dê seu manto." Fiz escola dominical, dei dízimo pra igreja. O pastor orou por mim, botando a mão na minha cabeça. Hoje boto um vestido branco, não toca no meu gasto dinheiro com cigarro que meu malandro pedi. Ogan, olha no meu olho, toca tabaque mais alto. Deixa descer minha mulher, entre no terreiro descalço. Minha religião não nasceu para machucar, mas não vou na tua igreja para acabar com seu altar. Botam fogo no terreiro, derrubam meu congá. Eu boto fogo em racista. Eu tenho a pele do orixá, inteligente como choce, a tempestade de oyá, a beleza deum, sabedoria dealá. Ogan olha no meu olho, toca tabaque mais alto, deixa descer minha mulher, entre no terreiro descalço como diu. Então é porque é uma coisa que acontece bastante no dia a dia, né? Sim. É a intolerância religiosa. Sim, sem dúvida. E aí eu pensei na frase assim: "Tenho a pele do orixá". E aí veio a ideia de escrever toda a poesia relacionada a isso. Do nada. Sim, sim. Foi do nada, cara. Mas que inspiração que você tem, né? É, é. Tem o dom, né? Como a gente costuma dizer, né? Sim. Tem uma música que eu falo que eu fui abençoada por Calupe, que é a deusa da inspiração das poesias. [risadas] Que legal. Bacana. Bom, pra gente finalizar, ó, passou super rápido o tempo, um papo aqui bacana com a Joana Black. Bom, o que você espera aí paraa sua carreira? Você já atingiu assim um ponto muito importante, né, né, significativo. Que mais que que você espera ainda atingir, conquistar? [risadas] Na realidade, eu espero tudo, assim, eu sempre almejei coisas grandes. Então, eu quero um dia viver de música, apenas de música, porque, infelizmente, eu ainda, por exemplo, faço freelance ainda para conseguir sobreviver, mas eu espero conquistar minha casa, as minhas coisas com o dinheiro da música. Mas não só isso, reconhecimento e toda a visibilidade que eu acho que são importantes pra minha carreira chegar onde eu sempre quis, sabe? sempre quis muito ser vista e ouvida só por ser eu. Bom, hoje você vive só da música ou tem outra atividade também? Não vivo só da música. Eh, eu trabalho normalmente assim, faço freelance de aos finais de semana. Eh, na internet eu também gravo publ e etc, mas só sobre a música ainda não, infelizmente. Mas vai chegar esse dia, né, Joana? Com certeza. Bom, é isso aí, galerinha. Muito obrigado, viu, por nos receber. A equipe do Conexão Cultural. Valeu, obrigadão. Eu que agradeço. Bora pro intervalo, pessoal. A gente volta já já. [música] Conexão Cultural de volta aqui no segundo bloco para falar sobre rap. Já falamos sobre música popular brasileira também sobre jazz. Conosco aqui a Duarte, vai bater um papo com a gente. Tudo bem? Muito obrigado por nos atender. Tudo bem, pessoal? Prazer, S Duarte. Tô muito feliz de estar aqui com vocês hoje e vamos bater aquele papo super legal. Bom, vamos lá contar um pouquinho sobre a sua história, como se interessou aí pela música. Minha história começou lá em 2019, na parte musical, na igreja do meu bairro. Comecei a cantar com 9 anos e aí com 13 anos senti vontade de aprender tocar violão. Pedi um cavaquinho pra minha avó. Minha avó me deu violão. É. Aí fui, comecei a aprender tocar sozinha, olhando na internet e tudo. Aí comecei a compor minhas musiquinha, aquelas musiquinha de adolescentinha. E depois comecei a fazer uns coveres postando no Facebook. Olha aí. Aí em 201, em 2016 eu conheci o meu primeiro produtor lá na região, o Hack. Ele foi o a primeira pessoa que acreditou em mim, que me abraçou ali para tá gravando. E aí, desde então eu comecei a produzir meus próprios sons. Em 2019 comecei a fazer, foi em 2019, na verdade, foi quando eu me aprofundei mesmo no rap, né? Eu sempre escutei, sempre fui amante, mas ali em 2019 foi quando eu tive o contato mesmo que eu comecei a fazer e me apaixonei. E aí desde então tô aí. Boa. E pelo rap, assim, como começou sua história com rap? O rap ele entrou na minha, na minha vida de uma forma muito assim, muito gigantesca. Tomou todos os espaços porque eu era uma pessoa muito sem autoestima, sem não acreditava muito em mim. Por mais que eu sabia que eu tinha um talento, que eu cantava bem, eu não acreditava tanto em mim. E quando eu conheci o rap, através do meu produtor, que já fazia rap há muitos anos aqui na cidade, ali, eu falei: "Cara, eu acho que é isso que eu quero fazer". E também por eu ser uma mulher preta, eh, periférica. E ali eu senti que ali eu tava sendo acolhida de verdade ali naquele gênero musical. Então, foi a partir dali que eu falei: "Não, eu quero fazer isso". E foi a partir dali que tudo começou. Como surge a inspiração assim para escrever, para pensar na letra da música? A ideia sempre é dar algum recado? Sim, a ideia hoje principalmente é dar o recado, mas eu acho que isso é para mim, né? O principal, a principal coisa é que eu sempre faço quando eu tô escrevendo. Às vezes eu escrevo coisas fictícias, coisas que eu tenho vontade de viver ou coisas que vem ali no momento. Mas atualmente eu tô vindo numa pegada mais de de falar sobre a realidade, né? Porque, pô, eu sou periférica, eu sou LGBT e eu acho que tando na na periferia, vendo no dia a dia, as coisas que tá acontecendo, não só na minha periferia, mas ao redor do do do mundo, eu acho que é impossível não trazer uma mensagem sobre o que acontece, né, sobre a vivência de dia a dia, da dificuldade de ser uma artista LGBT, de ser uma artista preta no meio da indústria musical, que a gente sabe que É muito difícil, não só pela indústria, mas também pela realidade que é a sociedade hoje em dia. Bom, já já eu vou perguntar para você sobre, não é, o protagonismo das mulheres em Campinas, né, na música e tudo mais. Antes, bora ouvir uma música sua aí. Com certeza. Vamos lá. Você canta pra gente? Eu canto essa, eu vou dar uma palinha para vocês de uma música que ela já tá disponível em todas as plataformas digitais, que é foi do meu último projeto que se chama Girls and Business, que tem que eu foi um projeto que eu fiz junto com a Punca também, outro nome importantíssimo aqui na cidade e se chama Medo, que é assim: "Fiz minha dor se transformar em barras, mas só fiz barras por causa da dor. Vocês não estavam quando eu precisava, mas sempre eu tava quando precisou". Mas tá suave e a vida é assim. Uns têm caráter, outros só se vende. Não tô dizendo que eu sou perfeita, mas o caráter essência da gente. Parasita, só parasitar. Fruto podre sempre cai sozinho. A vida ensina, vamos se ligar. Mais trabalho, menos fofoquinha. Faz a sua, faço a minha. Sempre fiz minha cota sozinha. Se eu não fizesse, me diz quem faria. Não somos sacos da mesma farinha. Puxa vida. E assim, tem que ter o dom, né, para cantar rap assim nesse ritmo tal, tem que tem que ter o dom, né, porque você tem que eh lembrar da letra ao mesmo tempo, dar toda essa entonação, né, produzir e e esse trabalho que eu fiz de girls and junto com a Punca é um trabalho totalmente feito por mulheres. Foi eu e a Punca que fez. Eu na parte da produção eu fiz todas as bases, os bits, eh, mix e master. E cara, é um projeto que tem total significativa, né? Bom, vamos lá. Como eu disse para você, a gente tá fazendo esse programa, o Conexão Cultural, para falar sobre o destaque, né, que as mulheres têm tido aí, eh, em Campinas, na música. Falamos sobre música popular brasileira também, sobre o jazz e agora o rap. Como você vê toda essa situação do arte? Olha, eu fico muito feliz de ver, né, o o crescimento significativo que hoje as mulheres estão tendo no meio do hip hop. Eu acho que a gente tem muito ainda que evoluir. Por mais que a gente tá ocupando os espaços, ainda tem muitas coisas pra gente ocupar, porque querendo ou não, eh, o rap ainda é um meio muito machista. e ver a forma que as as meninas estão chegando, as mulheres estão chegando, para mim só me dá mais gás ainda para continuar, principalmente por est nessa cidade aqui, que aqui a Dinadi, né, a maior para mim, a maior de todos os tempos, ela é daqui lá da região do Ouro Verde, inclusive ali do Jque, da onde eu sou. Então, para mim ver esse crescimento, essa fomentação da cena feminina, principalmente aqui na nessa cidade, para mim é uma coisa muito significativa. Boa, boa. Bem bacana. Inclusive Campinas, né, Duarte? Campinas é a cidade que não é, acho que é a quarta cidade que mais houve rap no Brasil. É isso mesmo. É a quarta cidade que mais houve rap no Brasil. Quer dizer, é uma baita de uma responsabilidade você ser daqui e ao mesmo tempo tá numa cidade que abraça o rap, né? Que tá Sim, sim. que tá abraçando. Eh, a gente enfrenta várias lutas, eh, ainda, mas vê a forma que isso tá crescendo. Hoje meninas pequenas, sabe, de escola, ela elas estão ali na plateia, elas vêm numa batalha, elas vê, eu acho que antigamente tinha também, mas hoje por a gente ter mais acesso à internet, de você tá ali com o celular e as crianças, querendo ou não, algumas têm acesso, eh, eu acho que dá mais força saber que tem pessoas, que eu tô sendo referência para outras pessoas, não só eu, como várias meninas que atuam nessa cena de Campinas, porque tem vários nomes. Tem Eveline, tem Punca, tem várias meninas que estão aqui nessa cena. Então, vê que essas meninas tão sendo inspirações para outras meninas para mim é gratificante. B, o que você falaria assim pras meninas que estão começando e tem você como referência? Olha, eu falo que gostariam de seguir esse mercado, essa área. Eu falo para elas para elas persistir, para elas ter muita sabedoria, ter muito discernimento e para elas colocar a cara, eh, não sentir vergonha, porque eu vejo que tem muitas meninas também que elas têm vontade de participar ou de gravar uma música, mas muuit das vezes, eh, não consegue, ou por falta de recurso ou porque a mãe não deixa. É, eu acho importante é também ter uma conversa também com seus familiares, é trazer, tentar explicar para eles também o que é o movimento e persistência, eh, e ser você mesmo. Eu acho que fazendo essas coisas é tá tudo encaminhadinho para ir no lugar certo. Boa. Tô dando uma olhada nos seus trabalhos aqui. Tem mais algum que a gente pode eh mostrar aí pra galerinha que tá acompanhando a gente aqui no Conexão Cultural? Pode ser, pode ser. Tem uma música que se chama Blocos e Blocks, que é a produção do easy, inclusive. E ela é um pouquinho da minha história. O trechinho dela é assim, eh, meu Deus, pera. [risadas] É como que é assim? Para, me escuta um minuto que eu vou contar uma bela história para vocês. Meu maior exemplo me deixou ao sete. Hoje já tenho quase 26. Prazer, sou Duarte. Lutu pela arte daquele que foi, nunca precisei. Minha mãe é minha base. O sofrimento é fase. E dessas não sei quanto eu passei. O rap é compromisso. Nele sou pontual. Não me prendi. As quedas elas são natural. E cada vez que eu rimo para eles é letal. Vocês vão me ver no topo. Pr inferno astral. Andei nas marginais, abraços marginal. Clareio a minha mente para não ficar para trás. Meu verso é racional e tem quem não entende que exita inspiração. Eu sou Vaiola Davis. Boa. Eu tô dando uma olhadinha aqui no material. Teve eh você chegou a escrever na internet onde está aqui a artista publicou, né? Comentou sobre a rivalidade feminina dentro da cena musical. É isso. Então, achei interessante isso. Rola mesmo essa rivalidade? rola. Mas eu acredito que eh essa rivalidade é mais criada pelo pelo público, pelas pessoas que tá em volta. Claro que às vezes ninguém, né, é perfeito, às vezes não se gosta, mas eu acredito que essa rivalidade existe mais por causa das pessoas de fora, mas uma coisa estrutural que envolve várias outras coisas, mas eu acredito que tem sim, mas não da parte das artistas em si. Eu acho que é mais uma coisa, é um comparações descaví natural também, né? Natural. Acho que todo é todo meio artístico tem isso. Inclusive acho que em todas as profissões tem isso, né? Todas as profissões. Sim. Não tem como. É uma coisa que não tem como fugir. Bom, o que que você pensa aí pra sequência da sua carreira? Que que você quer? Olha, que você quer atingir? O que eu quero atingir? Nossa, eu quero atingir eu tanta coisa, né? Tanta coisa. um filme que passa na cabeça desde quando você é pequenininha e começou a a imaginar que nos passa várias coisas. Eu eu sou um artista que eu não me limito. Eu costumo falar que eu sou muito versátil, por mais que eu faça hip hop, eu eu não tenho problema em fazer outras coisas. Eu tenho vontade até de me aventurar por outros ritmos. Gosto de fazer R&B, gosto de fazer eh até pagode eu gosto de fazer. Você acredita? É, vai bem também, né? Sambinha também. O Sambinha eu escuto bastante. Eu acho que o meu foco principal agora é ter conseguir me estabelecer eh artisticamente, conseguir dar uma continuidade na minha produtora, porque além de ser cantora, de ser rapper, eu sou compositora, eu toco violão, eu sou produtora, eu trabalho com audiovisual também, tenho a Duarte Filmes, eh, olha só, faz parte da É bem completa, né, Duarte? É bem versátil. Então eu acho que pois é tem que ser, né? Eu acho que o mercado hoje exige isso, né? Exige isso. E também é quando a gente vem da periferia, a gente acaba tendo que a gente criar a nossa oportunidade. A gente não tem tanto tempo para esperar alguém, a oportunidade vir até a gente, a gente tem que fazer. Então é por isso que acabo fazendo um pouquinho de tudo e quero que isso cresça cada vez mais. Qual sua referência assim no rap? Minha referência no rap é, olha, a minha referência no rap é Negrali de Nadi. Minha referência no rap é Racionais. Eu nunca peguei uma um específico assim e falei assim: "Nossa, esse daqui é o principal. Eu escuto um pouquinho de tudo e eu me escuto bastante também, confesso." Então, acho que assim, um pouquinho minha referência. Acho que é você citou em Racionais, eu acho que dificilmente tem alguém que cante rap que não não goste de Racionais, né? Porque eles realmente estouraram aí, né? Não, não só estouraram, eles trouxe outras outra perspectiva pr pro favelado, né? Pr pra pessoa de comunidade. Então, pô, você curte rap, você não escutar Racionais, pelo menos uma musiquinha. Ai, pelo amor de Deus, né? Tem alguma coisa errada, né? Tem alguma coisa. Você não precisa saber tudo porque eu mesma eu não sei tudo. Mas ali uma passadinha ali [risadas] de Nadi, negrali negrali. Nossa, sou muito fã da Negrali. Boa. Tem mais alguma coisa pra gente eh mostrar pra galerinha assistindo ao Conexão Cultural que você lembre aí de cabeça. Tem uma faixa que se chama contratos, que inclusive se vocês quiserem ouvir já está disponíveis em todas as plataformas digitais, só procurar lá do arte girls and business. com a punca que é assim: "Antes das joias no corpo, eu já era por a luz. O topo para mim é pouco, Deus é quem sempre conduz. Tentarão me derrubar, mas eu sempre fui por a luz. Hoje uns até me julgam, não sabe um terço da cruz. Você atrai o que pensa, por isso eu só tô pensando em dinheiro. Minha cota é fazer isso virar e rodar esse mundo inteiro. Você aponta minhas falhas, mas não vejo você sendo verdadeiro. Enquanto minha firma trabalha, você segue firme no com desemprego, contratos. Estamos fechando os contratos. Meu rosto tá sempre fechado. Não quero saber do passado. Só tô pensando em negócio. Não esqueço que vim de baixo. Sou o diamante da lama. Você é apenas o barro. É isso aí, Eduard, tem o dom, hein? Graças a Deus. Aí estamos tentando. Pois é. E até em cima disso, antes da gente encerrar, porque passou rapidinho aqui o tempo, uma conversa boa e tudo mais. Eh, antes, bom, além do dom que que você tem, existe também muito eh treinamento, muita preparação? Existe e não existe porque tudo que eu sei sobre música, sobre produção, sobre audiovisual, eu sou muito autodidata. Eu sei muito da prática e agora que eu tô estudando a teoria para aprender, porque precisa, né? Uma coisa leva a outra. Mas sim, eh, uma vez por semana, duas vezes por semana, eu sempre tô no estúdio, eu sempre tô produzindo, mesmo que não for algo que eu vou lançar, mas ter aquela eh praticando, sempre praticar. Eu acho que a prática ela te leva a lugares eh Uhum. inalcançáveis através da prática. E eu pratico muito música. É, todos os dias, todos os momentos da minha vida eu tô praticando, inclusive tomando banho. Nossa, cantando, cantarolando em casa, fazendo comida. passeando, caminhando. Às vezes tô num lugar, tenho uma ideia ali, escrevo às vezes até sonhando, sonhando. Acorda já [risadas] tentando lembrar da música que eu sonhei várias vezes já aconteceu. É boa. Muito obrigado por nos receber, por atender a gente. Tá bom. Eu que agradeço. Muito obrigado, pessoal. Quem quiser seguir nas redes sociais, @hidicalcra y au. Muito obrigado, de verdade. Valeu. Valeu, pessoal. Até a próxima aqui no Conexão Cultural. Tchau. [música] [música] de quem Não [música] quero não quero. [música] [música] [música] Quero [música] [música]
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