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Conexão Cultural | Festival Artes pela Paz agita Campinas com arte e poesias
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Conexão Cultural | Festival Artes pela Paz agita Campinas com arte e poesias

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Resumo editorial

O Conexão Cultural visita o Festival Artes pela Paz que acontece no Centro de Convivência Cultural em Campinas. A iniciativa é do Instituto Casa Comum e nasceu há dez anos em conversas com o Papa Francisco sobre a importância de harmonizar as linguagens do coração, da cabeça e das mãos. O festival reúne arte postal de 17 países com 180 obras (incluindo postais feitos por pessoas com deficiência visual), poesia, exposições e debates sobre cultura e cidadania, conectando Campinas à rede internacional dos Pontos de Cultura que hoje existe em 18 países e foi idealizada por ex-secretário de Cultura do município.

Bairros mencionados

Descrição do vídeo

No programa Conexão Cultural, da TV Câmara Campinas, você conhece o Festival Artes pela Paz, um evento imperdível realizado no Centro de Convivência do Cambuí que reúne arte, poesias, filosofia indígena e mensagens de paz com artistas locais. 🎨✨ O festival é idealizado pelo Instituto Casa Comum, com curadoria de Célio Turino — ex-secretário de Cultura de Campinas e criador dos Pontos de Cultura — e Silvana Bragato, que transformaram uma ideia inspirada pelo Papa Francisco em realidade campineira. 🌍🙏 O programa apresenta uma exposição sensorial com 32 artistas de Campinas, incluindo arte postal de 17 países (180 postais, inclusive feitos por cegos), stickers pela paz produzidos por adolescentes do Largo das Andorinhas, obras indígenas do povo Baniwa e do Rio Negro, além de pinturas de artistas como Piaça, Bramas Comares, Antônio Junqueiro e o coletivo tinteiro da Unicamp. 🖼️🪶 Tudo gratuito e aberto ao público de quarta a sábado, das 14h às 19h! 🆓⏰ Célio Turino conta como o conceito nasceu há 10 anos em conversas com o Papa Francisco no Vaticano, passando pelo livro Por Todos os Caminhos e chegando a Campinas após 25 anos. O festival harmoniza coração, cabeça e mãos, combatendo a desconexão do mundo contemporâneo com arte de rua, filosofia indígena (tecá porã guarani, ubuntu), videoinstalações e performances. 📖🎥 Silvana Bragato explica a proposta inclusiva: receberão seis turmas de escolas municipais por dia com monitoria, oficinas gratuitas, apresentações da Sinfônica de Campinas, dança circular, teatro (Grupo Último Tipo - 17/05), Moreno Overá e Anelo de Música, além do encerramento em 27/06 no Teatro de Arena. 🏫🎭 Poesias pela paz de 22 poetas campineiros embalam a abertura e estarão disponíveis nas bibliotecas e no site institutocasacomum.org. 📜✨ O Conexão Cultural exibe trechos emocionantes das poesias, com versos sobre amor, resistência, natureza e paz em tempos de guerra. Um convite para Campinas se tornar polo de cultura de paz, com diversidade, participação e arte transformadora. 🌿❤️ Venha viver essa experiência! Exposição até 27/06, entrada franca. Organize sua visita ou agende oficinas pelo site. Salve, compartilhe e comente: qual mensagem de paz mais te tocou? 👏💬 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] Conexão Cultural. E olha só, pessoal, hoje um programa certamente muito especial, Festival Artes pela Paz. É o assunto aqui do Conexão neste primeiro bloco, porque no segundo a gente vai mostrar inclusive uma galera eh falando sobre poesias e tudo mais. Bom, é um festival que acontece aqui em Campinas. no Cambuí, no centro de convivência. Com a gente aqui o Célio, não é Torino, que é curador do festival, portanto gosta bastante de falar e vai contar pra gente, evidentemente tudo que tem aqui. Tudo bem, Célio? Muito obrigado por nos receber aqui no Conexão Cultural. Tranquilo. É tudo certo. Eu que agradeço para para nós é uma felicidade estarmos realizando esse festival aqui em Campinas. é uma organiza eh ele é feito uma idealização do Instituto Casa Comum. Boa. E na verdade começou muito pela insistência da Silvana Bragato, que é a presidente do instituto, minha companheira, somos casados também, que inclusive nós vamos entrevistar já já. e com em uma conversa com um outro grande amigo nosso que foi Francisco, o Papa Francisco. Opa. Isso há 10 anos. Papa Francisco. É, eu sou daqui de Campinas, né? Nasci na vila industrial. Sim, mas eu saí de Campinas já na virada do século, então agora que tô voltando, depois de 25 anos e estive no Ministério da Cultura, quando idealizei, implantei os pontos de cultura e e o programa Cultura Viva. E essa ideia correu o mundo aí, hoje tá em 18 países. E uma pessoa que se tornou muito fã dos pontos de cultura era o Papa Francisco. Aí ele, isso porque ele conheceu a experiência ainda quando arcebispo em Buenos Aires. Aí quando ele se torna papa, ele pede pra assessoria dele convidar quem tinha pensado nessa política e nesse conceito, nessa filosofia. E eles chegam a mim, ele me convida e aí tivemos muita muitas idas a ao Vaticano. Escrevi um livro a pedido dele, inclusive. Qual livro? Por todos os caminhos. Olha só. pontos de cultura na América Latina. Que legal que eu contava sobre a experiência do Brasil, inclusive tinha dado o ponto de cultura Brasil de baixo para cima, que tem capítulo sobre Campinas, porque a ideia do ponto de cultura nasceu aqui quando eu estava como secretário de cultura em Campinas. Isso na época do do Jacóab, isso 90, 92 por aí. E e nessas conversas com com Francisco, ele falava muito da importância de se harmonizar a linguagem do coração, da cabeça e das mãos. Porque o grande problema do mundo contemporâneo é que a gente sente de uma forma, pensa de outra e age de outra mais diferente ainda. E aí a gente pensou em fazer um festival das três linguagens lá na na Praça São Pedro, lá no Vaticano. Poxa, que honra, hein? E é o que a gente tá que acabou criando. É, eu gostava muito do Papa Francisco e meu filho inclusive chama Francisco por conta disso. Sem dúvida. E o E ele é exatamente o que ele aparenta ser. Era, né? É. ocorre que aí veio a pandemia e depois ele foi adoecendo. Então, eh, a ideia acabou sendo postergada, né, um pouco por isso. E aí quando nós conseguimos viabilizar com apoio da da Luía Herundina, deputada eh que foi prefeita de São Paulo, aí a Sil, né, a Silvana falou: "Aí, vamos trabalhar na mesma linha". E eu tava voltando para Campinas e vamos fazer em Campinas. Boa. Você ficou no Ministério da Cultura de 2004 a 2010, né? Isso. Isso. É. Pois é. Vamos lá. Que que tem aqui então, Célio, pra galera em casa? Já essa aqui é a primeira chamada. Eh, arte postal. Hum. Hoje tá tudo muito líquido. As pessoas não têm um uma relação próxima. E aqui não, nós vemos uma chamada, temos 17 países aqui, pessoas que escreveram seus postais e 180 eh postais, inclusive feitos por cegos também. Veja só, olha aqui. É que você consegue sentir pelo relevo. Passem. Esses aqui foram feitos por cegos. É, sim. Olha só que coisa bacana, gente. Quer dizer, também tem essa questão toda aí da pra gente perceber essas perspectivas e tudos com mensagem de paz. Então aqui é é uma sessão de arte postal. Nós estamos muito felizes. Foi o João Bosco que organizou o artista plástico aqui de Campinas. Aliás, um detalhe, todos os convidados são de Campinas. Caraca, isso é legal, né, Sério? É porque normalmente se faz de uma forma ah sempre se traz os de fora é o melhor é mais tem várias coisas aqui. Os cartões tem diversos assuntos. Tô vendo um ali escrito Jesus. É, é tudo paz. Aí o outro aqui escrito paz. É, é, é tudo paz. Aqui tem mais ou menos uma figura de yoga, né? É, é. Aqui Buda, né? é de como cada um interpretor de criança aqui feito. Eh, e por quê? Porque com a arte postal é uma a pessoa desenha, ela escreve, ela cria uma relação de pessoa a pessoa. Agora aqui do lado, vem aqui para essa outra parte. Então, tem a sessão de arte postal que foi maravilhosa. E aqui os stickers. Stickers são os adesivos que os meninos e as meninas fazem eh, colocando suas mensagens, né? Eh, como arte de rua. Tanto que nós temos aqui esse tambor de lixo, né, que ele é para ser adesivado. Ó, já várias pessoas já estão adesivando, deixando suas mensagens. Fala um pouquinho mais sobre esse trabalho aqui. Então, aqui são adesivos mesmo, né? é das da de principalmente adolescentes, né, que fazem isso, pegam um papel contact, fazem um desenho. Veja, como que faz eh como que eles fizeram para participar aí do do festival? Como que foi isso aí? Conta pra gente. Aí a nós queríamos envolver esse conjunto de perspectivas e a arte de rua. Fala um pouquinho mais sobre esse trabalho aqui. Então aqui são adesivos mesmo, né? É das da de principalmente adolescentes, né? que fazem isso, pegam um papel contact e fazem o desenho. Veja, como que faz eh como que eles fizeram para participar aí do do festival? Como que foi isso aí? Conta pra gente. Aí a nós queríamos envolver esse conjunto de perspectivas e a arte de rua, a arte da juventude que fica às vezes só no computador, a gente queria puxar e oferecer uma uma um outro caminho, né? Então, stickers pela paz. Aí nós fomos lá no Largo das andurinhas, onde eles se reúnem, conversamos com eles e eles acolheram a ideia e aqui estão as artes deles. Aqui nós procuramos os estudantes de artes do Instituto de Artes da Unicampígenas, né? Então vai se apresentando o olhar Baniua, o o que é passo pro povo Baniwa. Olha, vale a pena mostrar assim, eh, o que é união para o povo Bani? Interessante. Essas frases aí, o que são pro pessoal em casa entender, eh, eh, são escritas por quem? Filfia pelo povo Bani, que são indígenas do E daí vocês também colocaram aqui no festival, quem vier aqui ao Centro de Convivência no Cambuê, vai ver isso, vai ver tudo isso aqui, né? E a cada a cada eh conceito, filosofia, tem a correspondência com a imagem. Perfeitamente. Então vemos como faz para vir aqui? É de graça, não paga absolutamente nada. Graça, só vira no centro de convivência cultural. Quais são os horários? É, é pro público geral é das 14 às 19, mas tem agendamento para escolas. Nós a partir da semana que vem vamos receber eh seis turmas por dia de escolas. Mas venha mais aqui. Vamos continuar. Antônio Junqueiro, o nosso querido uma outra galeria grande, entendeu? É aqui bem não, rapaz. Aqui a gente vai para lá, vai para cá e continua indo. Vamos lá. São vídeos aqui que a gente vai passando eh conceitos de filosofia de paz e as pessoas entram e vê. Eh, então aqui é uma espécie de cinema também, né? Claro, né? Tem um telão, já é cinema. Aí, então o que que tem aí, Célio? São conceitos. Agora, por exemplo, um vídeo sobre filosofia e o bunto que é uma da das bases da cultura de paz. Tem sobre o tecá porã guarani. Opa. viver e assim a gente vai mostrando também pro pessoal que vier aqui, pro pessoal que vier aqui curtir o festival, aproveitar, conhecer e tudo mais. Cara, às vezes é também quer dar uma passadinha aqui toda hora, tá? Tá ligado aí? contínuo. São vídeos de 1 minuto, 1 minuto e meio para passar um conceito. Depois eu espero inclusive que a gente vai ceder paraa TV câmera e passar também. Pois é. Inclusive, pessoal, no segundo bloco, como eu disse já na abertura, eh, vão ter algumas poesias aqui de uma galera que também participa aí do festival. Nós chamamos e sim, porque veja como eu tava te falando do da das conversas que a gente tinha com o Francisco, né? Eh, na verdade a gente buscou todas as linguagens aqui. Você tá vendo é filosofia com arte, filosofia indígena, arte de rua, eh cartões postais. Boa, essa parte aqui a gente ainda não veio, né, C? Não, aqui é dos indígenas do Rio Negro, no norte do Amazonas. E note, isso é tratado normalmente, todos esses trabalhos lindos, como artesanato. Aqui nós colocamos como arte. E aqui tem o trabalho do John Alexandre, que ele é um artista indígena, estudante de artes do Instituto de Artes. Um belo trabalho, hein? É um belo trabalho. É um cocar de penas. Foi realizado aí, foi feito no ano de 2026. cocar de penas de 30 cm, né? É muito bacana. Vamos subir porque tem muita coisa para cá. Tem mais coisa aí. Aqui metade. Que que é essa televisão? É também um trabalho de arte de rua, de comunicação, como também a porta de um automóvel que vai sendo transformado em arte. Tem mais coisa aqui. É, aqui você não pegou nem a metade. Agora que a gente entra na galeria maior. Bora, bora, bora. Eles tem que andar um pouquinho. E e aqui, por exemplo, são várias expressões. Veja, esse aqui é do artista campineiro Piaça. Uma andurinha só não faz verão. Em Campinas é a cidade das andurinhas. Se você olhar aqui embaixo, esse aqui é o mapa do Irã. E aqui estão as andurinhas tombadas. Eh, filosofia de paz se faz com artes pela paz. A gente vai colocando. E o legal aqui, pessoal, é que tem várias frases assim que logicamente fomentam esse espírito eh de paz, como disse aí o Célio, né? Algumas eh inspiradas inclusive pelo próprio Papa Francisco, outras eh de outras situações também confirmando aqui, ó, filosofia de paz se faz com artes pela paz. É muito legal. E aqui nós convidamos um coletivo tinteiro de jovens eh estudantes de artes visuais na Unicamp, um coletivo de artistas negros. Então também buscamos muito a diversidade, né? Venha para cá também. Aqui é uma aula do Marcos Garcia. Veja aqui, ó. melhor mostrar as obras dele, eh, que é o Oriente, ocidente. E como há essa fusão entre a cultura oriental e a cultura ocidental. Veja, veja que belos trabalhos aqui. Aqui ele já é um artista de mais tempo, né? Sempre com a perspectiva participativa. Esse quadro aqui bem colorido também, né? É aqui, olha só, aqui é do Brama comes. O inclusive aqui, ó, Junqueira, ó, um quadro bem colorido também, um trabalho de arte bem legal, né, C? Essa aqui é goteira, feita pela artista campineira, poeta também em vida. Explorou bastante as cores, né? A goteira ela significa que eh de gota em gota você modifica uma realidade. Há também essa essa visão participativa. Então as pessoas podem vir, pintam e troca-se folhas. Boa para enfim. Então assim, as pessoas que vierem aqui também, Cério, podem aproveitar participar. Inclusive aqui, ó, Bramas Comares. Eu já eu já fui lá, ó. concentração, pensamento, foco. Já fui fazer reportagem aqui, uma consciência elevada, portanto, em várias frentes aqui, né? Tudo aí fomentando, claro, esse espírito de paz. Claro que essa é a intenção, né, pessoal? Estamos aqui no Conexão Cultural, mostrando esse festival que acontece aqui no centro eh de convivência aqui no bairro Cambuí. Ô, Célio, vem para cá, Célio, pra gente concluir a entrevista. O pessoal vai fazer mais, então já já a gente vai falar com a Silvana. né? Eh, mas aí o recado paraa galera que queira participar, que queira vir para cá, eh, organizem vinda das escolas, tá aberto também a a a oficinas aqui, é só se inscrever, procurem eh na entrada do convivência a gente tem toda a programação. Valeu. Tá bom. Prazer em conhecê-lo. Agora a gente vai bater um papo com a Silvana, que é sua esposa, inclusive, né? É. e que também tá super envolvida aqui com o festival, certo? Silvana, eu diria que a Silvana, mas esse festival só existe por causa da tenacidade dela. Boa. Então bora conversar com ela, pessoal. Bom, galerinha, como prometido, estou aqui com a Silvana Bragati, que é idealizadora do festival conosco, também vai participar aqui do Conexão Cultural para falar sobre esse festival que, olha, tá o maior sucesso, né, Silvana? Tudo bem? muito obrigado por nos receber aqui no Conexão e eu que agradeço de vocês terem vindo. Bom, a estrutura aqui é bem legal. A gente inclusive tava dando uma volta com o Célio, né? Eh, a gente andou bem aqui pelo festival, muito legal, tem muita coisa bacana, muita obra de arte fomentando a paz, né? Isso. É isso mesmo. O nosso objetivo foi a cultura de paz, né? O instituto ele trabalha nessa linha de cultura de paz e bem viver. E nós optamos para fazer esse festival, mas que ele fosse sensorial, né? Não fosse assim uma reunião em seminários, em congressos, em que a gente tem sempre o mesmo núcleo de pessoas. Então nós resolvemos que seria interessante ser o sensorial, né? Que as pessoas sentissem o que é a paz e que elas pudessem reverberar isso paraas suas vidas. Bom, falar um pouquinho sobre a Silvana Aparecida Bragato, eh, que é aqui presidente do Instituto Casa Comum, né? Isso é doutora em Ciências Universidade de São Paulo pela USP, também é mestre em engenharia de produção aqui pela UNIP, eh graduada em engenharia de alimentos, Universidade Estadual de Unicamp, né? A coordenadora, coordenação geral aí de vários projetos. Eh, vou citar alguns só pro pessoal em casa te conhecer um pouco melhor. Silvana, Festival Artes pela Paz aqui em Campinas também. Olha só, o seminário internacional cultura unir os povos, que foi na Itália, né? Isso. E a beleza salvará o mundo, podcast, web séries. Ufa, quanta coisa, hein? Bastante. Como tudo isso acaba eh te ajudando aqui no festival, por exemplo. É, como eu falei, é isso, né? Nós tivemos sempre essa linha de cultura de pais e bem viver e principalmente eh esse seminário que nós fizemos lá na Itália. Foi num local que o Papa Francisco eh lá no Vaticano, eles têm um local em Castel Gandolfo, que é onde os papas vão nas férias para descansar. E o Papa Francisco resolveu que ali seria para um lugar de encontros e ele cedeu aquele espaço para nós. Então poderia dizer que não que foi o começo, mas foi um empurrão para que a gente começasse a trabalhar com mais com mais intensidade essa parte de cultura de paz. Então, esse seminário ele reuniu eh várias eh instituições de vários países onde nós começamos, né, isso e aí veio, né, surgiu a ideia do festival. Boa. E aqui tem trabalhos também de artistas eh que não são conhecidos também, artistas de rua, né? Como que é isso? Nós fizemos questão que o com o congresso, não, uma exposição, ela tivesse eh os artistas de Campinas, aliás, todo festival eh de artistas de Campinas. Então, aqui na exposição nós temos são 32 artistas, né? Tem artistas mais renomados e artistas iniciantes, mas todos de Campinas. E inclusive tem o pessoal dos stickers, né, que eles se reúnem todo mês ali. Eu não sei o nome da praça que é em frente a prefeitura. É a praça, qual que é? Em frente à prefeitura. Ali Carlos Gomes. Ah, eu sou ruim para Mas acho que é ali. Então eles se reuni uma vez por mês. Quando eu fiquei sabendo, da fó, vamos lá, né? Aí nós fomos, reunimos com eles, conhecemos e convidamos para que eles trouxessem a arte deles para cá. Então tem também os stickers, inclusive nós vamos receber os alunos, né, das escolas municipais aqui. Não sei se ele comentou. Comentou também. Cara, isso é muito legal, né, Silvana, receber [limpando a garganta] alunos, estudantes, começar também eh a se interessar, né, o o estudante a estudante pela arte, pela cultura, né? Isso eu acho fantástico, eh, conhecer também obras de arte, conhecer história, também ter eh ter contato com mensagens que fomentam a paz, né? Porque aqui a gente olha em todos os lugares tem frases escritas incentivando o espírito de paz, que é o que a gente mais precisa hoje em dia, né? Uma coisa impressionante, [risadas] né? É verdade, é essa a nossa preocupação e vai ter todo um trabalho de monitoria com eles para que eles vão identificando em todas as obras o sentido da paz. Então vai tá tudo meio fechadinho com monitoria e até eles vão fazer stickers também para colarem aqui na exposição stickers que eles vão fazer pela página. É, eu tava até conversando com o Célio. É de graça, né? Quem quiser. Sim. Todo festival tudo é gratuito. Quais os dias? da exposição. A exposição é de quarta a sábado. Quarta a sábado. Perfeito. E funciona de final de semana. Quem puder vir, não puder vir durante a semana, vem no sábado. Tem até uma feira, visita a feira, vem aqui. E no último bloco, inclusive no segundo bloco, logo depois do intervalo, a gente vai mostrar algumas poesias de um pessoal que também participa do festival. Isso. Então, porque o festival ele não é só exposição. Nós tivemos a abertura agora que foi no dia 25. Essa abertura foi com a Sinfônica, nós tivemos também dança com a Diane e aí que entraram os poetas, né? Nós convidamos 22 poetas de Campinas para fazerem poesias pela paz. Então, cada poeta fez a sua poesia, elas foram impressas e nós fizemos o que a gente chama de revoada de poesias ali na abertura, mas nós vamos deixar ainda poesias impressas aqui na exposição e também nas bibliotecas da cidade para que as pessoas tenham contato e também no nosso site, quem quiser é só entrar que daí vai ter os poetas declamando suas poesias também. Qual é o endereço do site? É institutoasacomum.org. Boa. E vocês pensam também fazer esse festival ao longo do ano em outros pontos? Nós estamos pensando em levar para outras cidades, mas na verdade a nada certo. Mas a nossa intenção principal é realmente Campinas. A gente quer fazer de Campinas um polo de cultura de paz. Então a nossa intenção, a gente já tá até pensando no festival ano que vem, na mesma época, e aí cada vez englobando mais, né? Dessa vez nós englobamos a os artistas, né, de obras, né, da parte de arte paraa exposição, os poetas com os poemas, a música que foi a sinfônica e a dança. E nós vamos ter também durante esses dois meses, porque o festival acaba dia 27 de junho. Então, até 27 de junho, nós vamos estar oferecendo também sete oficinas aqui no centro de convivência também gratuito, tudo do festival gratuito. E teremos três apresentações musicais também. e uma peça de teatro. Então, já convido eh a nós vamos ter uma, nós tivemos uma no dia primeiro de maio que foi com Moreno Overá. Vamos ter a peça de teatro que é com o grupo Último Tipo que vai ser às 15 horas do dia 17 de maio. E nós vamos ter também o grupo Anelo de Música. Boa. Já fui lá no Instituto Anelo também. É, eles são ótimos. também ali no no Brama comes. Isso é. Pois é, muito bacana. Então, o legal de tudo isso que a gente tá falando é porque aqui, além de ter a exposição dos trabalhos de arte, também tem poesia, tem peça de teatro, tem orquestra, tem muita coisa, tem muita arte, tem muita cultura, né? Isso. E o encerramento também que vai ser no dia 27 de junho aqui no Teatro de Arena, que nós vamos ter a dança circular com alunos da rede municipal. Que maravilha. E também com os grupos culturais da cidade que vão fazer um encerramento. Boa. Muito obrigado, viu, Silvana, pela sua atenção com a gente, por divulgar também é o trabalho de vocês aqui no Conexão Cultural. Lembrando que esse programa ele fica rodando aí eh durante o ano, quem tá vendo depois também aprendeu um pouco mais, viu como foi aí o festival, essas obras de arte. Valeu, muito obrigado. Parabéns pelo trabalho e cada vez mais sucesso e que o mundo encontre a tão sonhada paz. Isso. Obrigado. Valeu, galerinha. Bom, confirmando então aqui a informação, no próximo bloco a gente vai trazer muitas poesias para vocês, tá? Bem legal, não saia daí, a gente volta já. [música] A filha de Temes, sempre diante de ti, basta escolhê-la. prestes a ressurgir, sustenta-a na palma da mão, perante as coisas terrenas, em seu tempo, vorás. Encontra-se bem ali, nas entranhas das civilizações. Vozes do fascismo ecoam teu nome, mas a farça se desfaz. Há anos luz de distância, tão perto dos corações. Sob teus pés descalços a beiraar se satisfaz. Está na risada de Irene Vivaz, filha de Temes e Zeus. Após a neblina que se dissipa de fronte ao seu olhar, no cessados estrondos, a cada dia se refaz. Transmuta a barbárie sem ser repressiva. Aliás, às vezes pode cair dos céus, tal qual poemas a rodopiar. Cá está a paz. Sou um lugar de sentir pacificamente humano. Digo coisas que não sei dizer quando fico quieto. Ainda me pergunto o que é esse caus em mim. Escuto as bombas caindo, encaro as vergonhas do mundo, tropeço consistentemente. Me falta o ar. De todas as perguntas que não consigo responder. Observar. Conseguir observar. O abrir dos olhos, o ordinário, a preguiça de um animal repousado no tapete. Não posso ter paz enquanto a paz não vem de dentro. O tempo entre os espaços, devorando as bordas. Tudo que eu fiz, eu fiz junto. Escolher a ternura, mesmo quando não quero, mesmo quando não consigo, escolher sobreviver sempre e florescer às vezes. Ela não invade o coração quando pensamento lá fora. Contudo, quem sabe pássaro branco, invasão carregando a mensagem quando há sonho aqui dentro. Quisera eu, mulher preta, gorda, periférica, poder apenas olhar o mundo e respirar alívio. Quisera eu buscar a paz sem carregar pesos, que nunca foram meus, mas me foram impostos. Não falo só da cultura de paz dos livros. Falo da paz do meu interior, ainda em construção, da paz do meu exterior, tantas vezes ferido, que insiste em florescer, apesar das rachaduras. Quero a paz que me aconcheg quente, onde meu corpo é aceito sem barganhas. Quero a paz que me revolta pela falta de atendimento, quando meu clamor vira a estatística esquecida. Quero a paz que me magoa quando duvidam da minha capacidade, mas também exalto a paz que me abraça quando alguém me ama de verdade. Quisera eu que essa paz fosse simples, mas ela é luta, é grito, é sobrevivência. E ainda assim eu caminho inteira plantando paz, onde um dia me negaram a existência. Chuva de paz, a guerra, essa verborreia que busca trollar a paz. A guerra fala muito em acordo enquanto bomba tinge o branco da pomba. A paz sempre a nova ideia contra a ferrugem da guerra. A paz demite o míssil de vácuo já no papel chove versos do céu. Revaz. Enquanto a vida flui um rio, a rosa cresce inofensiva, mas o humano floresce viu. Polegar opositor na mão que Gaia deu para a criação, instrumento da destruição. Agora que seu lar desaba. Como pode o homem sagaz matar-se com voracidade ao invés de viver com a paz? Pegadas de pó no vermelho do chão. Manhã de chão, de manhã. Quem pisou nesse chão? Quem aguou o cimento na hora estreita em que o sol carimbou o vento, dobrou a página para lembrar, para não deixar nunca de lembrar. Repetir o gesto, dar dimensão ao que está no ar. A mesma mão segurando a concha, a flor, a pedra, o nada. Tem coisas que não são para ficar no papel. Amor que não se vive em palavras. O carinho suave na nuca, no cabelo da nuca, o olhar que é cúmplice, o tocar as mãos. O que a gente sente falta quando falta? Essa é a pergunta que aponta o que importa. A imensidão da mansidão, o miudinho, o sorriso cheio de dentes, a distração, a risada, por nada que se saiba, a pimenta no prato, a conversa partilhada junto, mas não só. O cheiro do corpo, a alpargata furada, os cabelos, a barba, os óculos embaçados, as saias emprestadas, as mensagens amorosas, o mãs, o olhinho puxado por os lados, preto, preto, o amor que não se vive em palavras à porta depois de uma noite mal dormida. O amor saltitante e alegre, choroso, pedindo comida, querendo ser olhado, precisando ser visto. a generosidade, a força, o trabalho, a esperança, a coragem, a persistência, a generosidade, a vontade de ajudar, a vontade de dar certo, a generosidade, sensação de que se não é assim é de outro jeito. Sensação crua de que o dia em que não é assim é de outro jeito. Para escrever o amarelo, os IPs soltam suas folhas. Eu disse que eles ficam exuberantes. Exuberantes? Ele repetiu. Qual foi mesmo a palavra que você usou? Os ipês soltam suas folhas e ficam exuberantes. O que resta? Assentar a asa errante da paz no chão da cidade. Voar no sopro de um verso a finitude que rasga por dentro a carne humana. Eu sozinha com um outro morto, recolho o poema. Cultura, coisa humana, jeito de ser humano. Vai ano e vem ano, semana após semana. E ainda hoje a pergunta semana. Para ser humano, bastaria ser humano? Para ser humana, um mano, uma mana do que nós mais precisamos? Precisamos de mais, de pais. O humano dia disse esta tristeza: "A cultura está oposta à natureza. Mas será que é assim mesmo? Não. Tenhamos já esta certeza. Precisamos demais da natureza do que não precisamos jamais é da aparente oposição natural cultural. É a nossa condição incondicional. Ser humano é ser total. Se a cultura, só pode ela ser de paz. Aliás, dizem que errar é humano, mas amar, amar também. E quem erra quando ama não deixa de querer bem, nem de cuidar. Elo de quem se ama. O amor, amor, a paz proclama. E quem a nega já não erra. Quem a nega se esqueceu. Se esqueceu de ser humano, se esqueceu do alenhu. Mas o amor não se esquece. Ele vive na cultura, na paz, na natureza. Vive em toda a criatura, vive até em quem se ouvida. e renasce com esperança quando brinca uma criança. É a vida. Território comum, distâncias que se alongam, novas esquinas avistadas, persianas entreabertas, letreiros ilegíveis. Palavras razuradas, um recado não ouvido. Encontros adiados, a vida em desvio. Pontes e oceanos, passagens que religam ódio e indiferença, seres que desaparecem. O cão lambe o estrangeiro, dá as boas-vindas. Entre a língua e a pele, um território comum, um momento de paz. [música] [música] [música] [música]
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