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Conexão Cultural, pessoal, onde a gente vai falar sobre rock campineiro e vários assuntos bem bacanas aqui no Conexão Cultural, inclusive entrevistando o pessoal da banda Palhaços da Cidade. Pois é, eles tocam rock e também outras coisas, são bem ecléticos. Tô aqui com o Orci. Tudo bom? E aí, beleza? E o Miguel, né? Prazer, tudo bem? E aí, beleza, Miguel? De boa. Orci, você é conhecido como Orci. É, pelo meu sobrenome, né? Boa, boa. E você é o vocalista. Isso, sou vocalista. É, porque Gabriel, né, tem de tudo Assim, você fala, Gabriel vira doze Assim, pum Então aí é orça, todo mundo me chama Você é Miguel mesmo? Miguel ou Copas, a galera me chama de Copas também Maravilha, bom pessoal, vamos falar um pouquinho Sobre a história da banda Como tudo começou Mano, assim, basicamente Tudo começou Com eu tocando em barzinho Aí beleza Aí a gente, eu acabei conhecendo uma pessoa que tinha uma banda o nome dele era João é João, no caso e aí ele falou assim, ah, por que você não abre pra minha banda, né, de voz e violão abrir o show deles, eu fiz a abertura do show, e aí eu fiz a abertura e eu conheci, era a banda do Miguel, ele tava com a bateria pra banda na época lá em 2022 21, 23 2023, é ele acabou abrindo um show nosso e ele precisava de uma banda de apoio pro projeto solo dele E acabou que bateu O guitarra, o batera, que era eu E o baixista da Samara acabou indo pro projeto dele É, tipo, foi uma coisa muito... Acabou acontecendo, sabe? E aí com o tempo a gente começou a ficar muito amigo E aí a gente já era meio que uma banda Aí a gente se denominava só Orci Que era meu projeto solo Aí depois a gente falou Não, a gente tem que colocar um nome de apoio aí Tipo Tim Maia, Vitória Regia isso aqui é Xablau e o meu nome é Peca de Tempo, sabe? Então a gente falou assim, tá, precisamos de um nome. Aí por um tempo quase virou Orci Brothers. Nossa, isso foi um delírio, isso foi um delírio, completamente um delírio. Aí, a gente tava falando no grupo, eu lembro, e uma das músicas, a gente tem muita música autoral, e uma das músicas autorais que a gente ficava em roda, tocando, era Palhaço, que a gente tem lançado. E no refrão de Palhaço fala, né, que vira o palhaço da sua cidade. Então a gente viu essa frase, a gente ficou nossa, pode ser, Orci e os Palhaços da Cidade. E aí ficou um tempinho assim e aí a gente falou, tá, nós somos uma banda ou a gente é um projeto solo? É, o pessoal já começou a chamar de palhaços e ignoravam completamente o Orci. Eu tô dando uma olhadinha aqui no YouTube, tem bastante coisa, né? Ah, até que tem, assim, tipo, a gente, a banda é bem recente, é um baby, é um bebê, deve ter um ano e meio assim, mais ou menos, que a banda existe. Bom, Palhaços na Estrada. Palhaços na Estrada é o nosso filmmaker, Joãozinho, que faz aí o nosso trabalho, making of. Boa, que legal. Vai gravando assim do... É, o nosso convívio com a estrada. Dia a dia, rotina, cena notória. Exato. E aí, basicamente, foi assim que veio o nome Palhaços da Cidade. Porque todo mundo... Era Horses e Palhaços da Cidade. Aí já era muito grande. Aí o pessoal falava, ô, vai ver um show dos palhaços. Aí, é o show dos palhaços. Não é o show dos palhaços, é Horses e Palhaços da Cidade. Aí eu cheguei, eu já tava me sentindo meio assim, porque a gente era uma banda, a gente sempre foi uma banda. Tipo, todo mundo tem liberdade pra falar sobre a parte artística da banda, a parte de roupa, de tudo, de visão, de ganho. Sempre foi normal, assim, cada um com a mesma parte, assim. Então, tipo, era só uma banda que não era assumida. Bom, e dá pra perceber, vocês sempre se apresentam maquiados, né? Sim, majoritariamente sim Porque tem tudo a ver Eu acho que faz parte A sereia cheia do bolo É, o pessoal gosta muito O pessoal vai pintado Porque assim, a gente se denominou Palhaço da Cidade e a gente falou Mano, a gente tem que se pintar Porque aí a gente faz esse trocadilho Com palhaço Que é um símbolo muito universal E aí o pessoal começou a aderir Isso pra ir no show Então o pessoal começou a se pintar A galera começou a ir no show pintar E eu tô dando uma olhadinha aqui no release E o seu avô gostava bastante também de música É, meu avô Foi uma das principais influências, assim Pra eu gostar de música, assim, sabe? É, foi bem... E é vivo? Não, não, infelizmente não Bom, vocês tocam de tudo Conta um pouquinho mais sobre isso, por favor Ó, com o tempo, né Eu sou o compositor da banda Geralmente a gente trabalha assim, né Eu componho a letra, componho a melodia e no violão. Eu gosto muito de trabalhar com o violão. E aí eu levo para a banda e a gente termina de fazer a roupagem da música, mudar alguma coisa aqui e tal, os melhores aqui. Então, por muito tempo, quando a banda já começou, eu já tinha muita música, de muitos estilos. Então, a gente ficou meio tipo, puxa, o que a gente vai fazer? Então, a gente partiu para o caminho mais fácil, que é uma coisa mais pé no chão, em termos de uma banda de salão, uma banda rock. A gente puxou mais pro rock pra esse começo Pra gente se inserir Na cena de Campinas Mas o nosso som Hoje todo mundo considera a gente como uma banda de rock É, totalmente sim Porque a gente tem muito dessa energia Elétrica e tudo mais Mas não vai ser onde a gente vai Acabar no final das contas Vai ser uma vertente do nosso som A gente tem muita coisa de colocar Brasilidade Por exemplo o nosso próximo lançamento tem o cavaquinho olha aí, elemento do folk do escado, então tem o sambinha tem o pagode, tem o sambinha, tem o pagode boteira, tem samba tem baião também então tem um pouco de tudo só que a gente gosta, a gente é roqueiro a gente gosta de rock então quando a gente faz o ao vivo a gente é o tipo de artista que gosta de ver o pessoal pulando então a gente coloca uma coisa mais enérgica no show, então por isso que Muitas vezes a gente pensa a música de X maneira no estúdio E ao vivo a gente faz de outra maneira Que o pessoal curte mais Porque se você for só um copia e cola no ao vivo Com o de estúdio não vira Sei lá, as bandas fazem isso Mas eu prefiro por causa que aí tem uma cereja no bolo Você tem essa metamorfose, sabe? É diferente Você acaba tendo um senso de Mano, eu preciso ir no show Porque é as músicas que eu gosto Só que ainda com uma energia ainda mais pra cima E mais pra baixo Dependendo da música E a gente tá sendo chamado de banda de rock também Porque as músicas que a gente tá tocando nos shows São as músicas que a gente vai lançar no EP Que é uma fase mais rock Exatamente, a gente tá puxando pra essa vertente Até pra ser Mais inserido na cena Porque a cena do rock em Campinas Pô, tem bastante coisa É bem forte Então a gente falou, esse caminho é interessante A gente começar por aqui E aí depois ir se transformando Mas também nunca abandonar A gente não quer abandonar essa vertente A gente vai continuar Mas colocando outras coisas Explorando várias coisas Como vocês veem o rock aqui em Campinas? Cara Tem muita coisa boa Tem, bandas incríveis Tem muita coisa pesada A vertente do rock de Campinas tem muita coisa indie E muita coisa pesada Um thrash metal então tem bandas, por exemplo, a Sutiã que é um punk tem o Projeto Mayhem que é uma coisa mais tá ligado? Tem a Kaiser que também é uma banda de thrash metal também, na minha época era 4 Fatos 4 Fatos? eu conheço eu conheço algumas bandas dos anos 90 mais ou menos ali eu conheci muito a Lertz Dark como que é? Dark Metal Dark Metal, alguma coisa assim Tem a Hagar Também que... A Hagar inclusive Era uma ex-banda do meu pai, né? Ele foi o primeiro baterista da Hagar Então você vem de uma família de músicos mesmo Do meu pai, meu pai ele foi músico Ele é músico Então ele foi baterista durante muito tempo Quando ele tinha mais ou menos a minha idade Puxa! É, tinha, então eu acabei crescendo ali Vendo ele tocar bateria na concha acústica Boa! Bacana! Pô, isso é muito da hora E você espera o quê daqui pra frente, assim, já tão saindo um pouco de Campinas, tava me falando, né, Orci, que tão tocando em São Paulo também, né? Sim, a gente já rodou até, a gente tocou várias vezes em São Paulo, a gente tocou em Porto Ferreira, que foi, nossa, foi um show incrível, quero muito voltar pra aquela cidade que é, assim, extraordinária. a gente já tocou em Americana a gente já tocou em Jundiaí a gente já rodou bastante assim mas o que a gente espera, primeiro a gente vai colocar um pouquinho mais de pé no chão porque a gente sempre foi uma banda que fez muitos shows a gente gosta de fazer show então é tipo, sei lá, mais de 30 shows assim, por ano, que pra gente que é uma banda independente, só por conta própria é bastante, mas agora a gente tá buscando gravar as nossas coisas e lançar o quanto antes Lançamento é a prioridade principal. Lançamento, atrás de lançamento, atrás de lançamento. É o caminho, né? Tanto que a rapaziada da cena tá falando que a gente tá um pouquinho mais sumido. É porque a gente era muito presente, assim, muito, muito. Tipo, seis shows por mês. Então, mas aí a gente tá dando uma... Calma, calma. Tirar um pouco o pezinho do acelerador. Exato, pra poder gravar e fazer os lançamentos certinho, né? Pra galera curtir e chegar na rapaziada. Acho que é o fundamental isso. Não adianta... As pessoas cantam as nossas músicas no show. Mas sai do show, não tem mais como cantar, tá ligado? Porque não tem onde ouvir. Então, pois é. A gente tem um repertório pronto de 14 músicas autorais, fora as que ainda não estão em banda, que dá mais ou menos... Mais de 60. Mais de 60 músicas. Caraca, nossa. A gente tem muita música. Tem. Na manga. Esqueci, eu esqueci. Tem bastante música. E a maioria das músicas a gente fala, mano, não sei como isso vai fazer sentido No que a gente faz hoje. Você consegue dar uma palhinha aí rapidinho ou não? Claro, claro que é possível. Então vai, manda ver aí, pô. Você quer o que a gente tá tocando agora? É. Pega ali o violão pra mim, mano. Boa, boa, é isso aí. Estamos aqui no Conexão Cultural, entrevistando a galerinha aqui dos palhaços da cidade. Estou com o Ors e também com o Miguel Prado, que é o Copas. Né, Miguel? Eu mesmo. Então vamos acompanhar aí um pouquinho, um trechinho da banda, para a gente conhecer um pouco o trabalho. A gente já viu algumas imagens deles em show e tudo mais, vocês já acompanharam aqui. Bora lá então, Orci! Bora, bora! Deixa eu ver a afinação aqui. É legal tocar as que a gente toca hoje, né? Acho que faz sentido. eu vou tocar então o nosso próximo lançamento que vai se chamar 30 de fevereiro e eu não sei, eu acho que não era pra ter falado né, mas tá bom Não foi à toa, é claro Vamos se encontrar Vamos sair, brincar de rir da tua cara De todos os males, em vários dos ares A saudade chega em todo mundo Basta sair e deixar eu percutir Você chegou, me perguntou Quanto vale uma história com você? Sabe quando Só vem 30 de fevereiro Até é uma data pra se encontrar Até lá deixa que eu vejo A toda hora e o lugar Talvez deixa pra dezembro Muito tempo pra esperar Na 30 de fevereiro, combinado, até se eu nunca Me falaram que tem Vou fingir que não, sobre algum ano que vem E o fato de te encontrar Enquanto isso, fui lá ver quanto vale o teu juízo Você não vale nada Você chegou, me perguntou quanto vale uma história com você Sabe quando Só vem 30 de fevereiro Até uma data pra se encontrar Até lá deixa que eu vejo A tal da hora e o lugar Talvez deixe já pra dezembro Muito tempo pra esperar Ah, 20 de fevereiro Combinado, outras são nunca Boa! Coisa linda, hein? Muito obrigado! Manda bem demais! Parabéns! Valeu! É isso aí, né? O próximo lançamento que a gente vai... E foi pego de surpresa, no improviso. Improviso. Mandou super bem, o Ors. Nossa, total improviso aí. Espero que a galera curta, né? É isso aí. Vai curtir, sim. É sério. Boa. Valeu, rapaziada. Obrigado. Tamo junto. Tamo junto demais. Tchau. Boa! Coisa linda, hein? Muito obrigado! Manda bem demais! Parabéns! Valeu! É isso aí, né? O próximo lançamento que a gente vai... E foi pego de surpresa, no improviso. Improviso. Mandou super bem, o Ors. Nossa, total improviso aí. Espero que a galera curta, né? É isso aí. Vai curtir, sim. É sério. Boa. Valeu, rapaziada. Obrigado. Tamo junto. Tamo junto. É tua cidade Bom, vamos lá galerinha, pra gente completar, mostrar todo mundo da banda aqui Estou com mais dois integrantes, se apresentem por favor Pô, eu sou o Valete, guitarrista solo dos Palhaços E eu estou aqui com a... Atena, baixista dos Palhaços Como que vocês entraram na banda? Conta um pouquinho da relação da banda com vocês. Bom, eu sou mais antiga, eu entrei mais antes, assim, com... Foi meio no começo, assim, quando a gente tava definindo, assim, a line mesmo. Acho que teve dois baixistas antes, mas se encaixou mais nas ideias, assim. Mas eu... E o Rick é mais recente, né? Mais recente, a minha história é bem simples, na verdade, quando o primeiro guitarrista da banda saiu, eu só peguei, o Orson falou pra mim assim, cara, tô precisando muito de um guitarrista pra minha banda. Aí eu falei, ok. Tava, na época, precisando de uma banda pra tocar, aí eu colei no ensaio com eles, a gente teve uma química boa ali, me introsei bem com o pessoal logo no primeiro ensaio, e foi assim que eu entrei na banda, foi bem papum. Bom, você é baixista Como surgiu o interesse aí? Ah, eu não toco há muito tempo Ah, é? Recente? É, eu acho que uns 3 anos e meio, assim Não considero muito tempo Mas... Mas é, há, tipo, sei lá, uns 5 anos atrás Eu nem sabia que existia Nem sabia que baixo era um instrumento plausível, assim Pra aprender Aquelas coisas, né? Que o pessoal vê o baixo e fala falar que guitarra estranha, né? Mas... Mas quando você começa a ouvir o baixo nas músicas, eu acho que não tem como não se apaixonar, assim. E assim, eu tenho vários... Cada dia a mais eu pego mais influência de todas as músicas que eu ouço, assim. Bom, vamos lá, para falar também de lançamentos o que você preparou pra gente por enquanto a gente já tem uma nossa primeira música lançada, né? Palhaço, provavelmente o Orson já comentou, mas agora a gente tá preparando um EP pra esse ano, né? A gente quer lançar aí umas cinco musiquinhas que o pessoal já conhece já amam, sempre tão pedindo pra gente lançar e tá chegando aí talvez ainda na primeira metade desse ano, a gente ainda quer lançar Boa! Esse ano tá cheio de lançamentos E além do EP, a gente vai lançar singles acompanhando Talvez ainda mais coisa, mas para o final do ano Então o ano promete Isso aí, estamos preparando umas coisinhas bem legais Valeu, sucesso para vocês Conexão Cultural, pessoal Estamos de volta agora para bater um papo com as meninas da banda Sutiã Rasgado Estamos aqui com a Carol e com a Ju Claro, vão conversar conosco, já já a gente vai ouvir um pouquinho do som delas Tudo bem? Você é a Carol e você é a Ju Isso aí E aí, tudo bem? Tudo jóia? Muito obrigado por nos receber aqui Obrigada a vocês, de verdade, a gente fica muito feliz de ter a oportunidade aqui de conversar com vocês Boa, bora lá, vamos começar falando então como que surgiu a banda, como que vocês resolveram dar início a isso tudo Então, a ideia vai surgindo ali para o final de 2024, né? A gente já tocava juntos em uma outra banda, mas era uma banda onde eu era a baixista, a Ju era a guitarrista, e aí a gente resolveu, a banda acabou, né? E a gente resolveu criar um projeto nosso, né? Nós já éramos muito amigas, a gente tinha referências parecidas, musicais e tal, e a gente achou que seria uma ideia interessante. Boa! A gente se conheceu na Unicamp, né? Eu sou veterana dela. Vocês estudaram lá? A gente estuda lá. Vocês fazem o que lá? Artes visuais, as duas. Bacana, show de bola. Bom, como que vocês veem aí o rock em Campinas? É uma banda de rock vocês, né? Sim, é isso. Os nossos gêneros musicais variam entre punk, post-punk e hardcore. Hardcore, né? Post-hardcore. É, e a gente acha que a cena campineira estava precisando um pouco desse olhar mais feminino para a música, sabe? A gente tem uma cena aqui no interior, na RMC, muito forte de bandas de rock de gêneros diversos. Tem indie, tem punk, então é um lugar que possibilitou o crescimento da nossa banda e a criação de uma rede que realmente apoia o nosso trabalho, sabe? Isso é muito bacana. E eu acho que ter uma banda feminina e representando o som nessa cidade é uma coisa muito bacana para a gente, realmente, de muito valor para nós. Bom, Campinas é uma metrópole, né, Ju? Então, quer dizer, precisa realmente cada vez mais de música e tudo mais. Sim, tem que ter essa variabilidade. E tem, né? Tem espaço para todo mundo. Tem espaço para todo mundo. E a cena indie de música emo, bem entre aspas, aqui da região é bem significativa daqui do interior de São Paulo. Ela é bem grande, mas não é só isso que é produzido. A gente tem diversos outros gêneros de outras bandas que produzem aqui em Campinas. e é muito importante a gente vir trazer a nossa presença, mas também apreciar a presença das outras bandas que também existem. Bom, estou dando uma olhadinha aqui nas informações, e está aqui que a relação de vocês começa ainda na infância, com o rock, com os pais de vocês, ouvindo bastante música, quer dizer, vem de família isso, E vocês sendo incentivadas a aprender instrumentos musicais e tudo mais. Como que é isso? Gostaria que vocês contassem. Então, como que é? Vocês pequenininhas ainda, já ouvindo música, com exemplo dos pais. Nesse aspecto, acho que tanto eu quanto a Ju somos muito privilegiadas de termos uma família que trouxe essa cultura para a gente desde cedo. Eu venho de uma família de músicos Tanto amadores quanto profissionais Então meu pai sempre tocou vários instrumentos E quando eu tinha mais ou menos uns 7, 8 anos Ele me deu meu primeiro violão E aí jogou para o mundo Falou assim, sua vez agora, segue E aí fui aprendendo, fui me encantando pela música E segui E você também, Ju? Sim, a minha família não é de músicos minha família é muito do escritório da contabilidade, de administração mas sempre teve esse amor pela música e essa intenção de passar o que eles sabiam pra mim então eu também com nove anos já comecei a fazer aulas de guitarra e violão então eu tenho um tempinho aí de guitarra e violão então eu vou bastante tempo de treino pra isso aqui e quando começa assim, na idade que vocês começaram a se interessar, é claro, tem que gostar depois também, né? Com certeza. Mas o caminho acaba sendo esse mesmo, né? É, meio que a partir do momento que você pega um violão e tá na infância, não tem mais volta. É tipo andar de bicicleta. É, e com o apoio dos pais ainda, né? Nossos pais ficam todos orgulhosos. Nossa, meu pai! Acho que eles gostam mais do fato da gente ter banda do que, sei lá, de estudar na faculdade. Não, quando os pais incentivam, né? Seja o que for, assim, os filhos a tendência... Cara, o meu filho tinha dois anos, levei no jogo do Guarani. Hoje ele tem cinco e meio, é bugrino roxo. Vai em todos os jogos, sabe tudo, né? É isso. A infância é um chão que a gente pisa a vida toda. E ele adora música também, instrumento, já... Ai, que bacana. É bem legal. Qual mensagem que vocês querem fazer? Querem passar, assim, pro público nas letras? Tem uma mensagem? Não tem? Como que é? Como funciona isso? Quem escreve? Com você, bem Nós duas escrevemos Temos músicas que foram compostas Pela Ju, por mim, por nós duas E a gente vai fazendo esse processo Nossas músicas falam sobre temas muito variados Mas, em geral, é uma coisa muito autobiográfica, muito pessoal nossa. Então, a respeito das nossas vivências enquanto pessoas jovens vivendo numa cidade grande, apesar de ser interior uma cidade grande se conhecendo, se entendendo enquanto pessoas inseridas no mundo e tem uma pegada muito feminista no que a gente quer trazer porque a gente vive num mundo muito machista a gente não pode esquecer que ano passado tivemos um recorde de feminicídio, de denúncias de violência contra a mulher então nas nossas letras a gente sempre busca enfatizar que o lugar da mulher é realmente onde ela quiser estar E aí a gente abrange um público de mulheres, de pessoas negras, de pessoas LGBT, que são essas minorias que acabam sendo colocadas num lugar hostil, até na arte. Então, a gente enxerga a arte como uma ferramenta muito poderosa de incluir essas pessoas, essas minorias, num lugar de destaque que merecem ser ouvidas. Boa! E você? Ah, sim, a gente aproveita muito do... Campinas é uma cidade difícil para as minorias sociais, mas a gente aproveita muito do terreno bem fértil que a gente tem na Unicamp para juntar essas minorias, mulheres, pessoas LGBT, pessoas negras, para a gente fazer, a gente unir essa cena, né? Porque essas minorias estão presentes em todos os gêneros musicais. Exato. E a gente não pode agir como se só o punk, como se só o hardcore tivesse espaço para essas pessoas. Então, a gente usa muito do espaço que a gente tem e agora do espaço virtual, do espaço de voz que a gente está ganhando para não deixar ninguém de fora do rock campineiro, do rock do interior e do rock brasileiro por consequência também. Para a gente é um privilégio muito grande estarmos sendo reconhecidas como a banda que chama as meninas para irem lá dançarem e fazerem as coisas. A gente acha isso muito importante. Como é? Vocês estão tocando, por enquanto, em Campinas ou já estão fora também? O que vocês esperam para o futuro? Quer brilhar na música? Com certeza! A gente toca muito aqui em Campinas. No ano passado, a gente tocou muito em São Paulo também, mas principalmente em Campinas. Mas esse ano já está bem mais misto. A gente vai tocar algumas vezes em Americana. Acho que em São Paulo a gente já tocou uma vez, mas acho que não tem mais nenhum show marcado ainda. Por enquanto, não. Não tem nenhum show marcado em São Paulo. Mas, em geral, no interior a gente acaba... Eu morei em Ribeirão, adoro Ribeirão. E lá, realmente, a pegada noturna lá é bacana. A gente... Antes de a gente entrar dentro da cena musical, parece que a gente não conhece essas coisas. Parece que a gente acha que a cena noturna da nossa cidade não existe, né? E aí você começar a entrar em contato com o alternativo faz com que você seja inserido dentro dessa cena noturna que você nem sabia que existia. Exato. E aí a gente tem como objetivo expandir mais por São Paulo mesmo, de repente conseguir tocar no ABC, Jandiaí, Ribeirão, né? E também, quem sabe, né? Fora do estado, né? Claro, e quem sabe fora do Brasil logo mais, né? Opa, tomara! Jogou! Boa! Onde vocês tocam aqui em Campinas pro pessoal que tá assistindo ao Conexão Cultural, de repente, tem a intenção de acompanhar o som de vocês? Opa! Nossas próximas datas aí, já divulgadas, a gente tem um show dia 11 de abril, no Lola Bar, aqui no centro de Campinas. É um lugar maravilhoso pra show assim, tá rolando uma cena maravilhosa, mas de lugares que a gente já tocou e que vivem tendo shows, assim, pra quem quer acompanhar. Tem o Sistema Bruto, que é um lugar maravilhoso também, em Barão Geraldo. Casa Teg também, em Barão Geraldo. Tem a Blacamã, que também é um lugar maravilhoso, que a gente gosta muito. Aproveitar, né, fazer nosso agradecimento aí ao Celo da Mutante, que tá sempre ajudando a gente, colocando a gente pra tocar nesses eventos maravilhosos. E, enfim, dizer pra galera ficar de olho no nosso Instagram também, que é arroba... Qual é o Instagram? Sutiarrasgado, juntinho, assim. A gente posta sempre as nossas datas então é arroba sutiã rasgado isso, tudo juntinho e aí a gente posta nossas datas bom, pra gente encerrar por que o nome sutiã rasgado? ai, eu amo essa pergunta porque a gente demorou tanto a gente demorou tanto pra escolher o nome e eu queria um nome que ele fosse tipo interessante, sabe? que alguém olhasse e falasse, mas o que é isso? impactante e a gente se interessa muito pela história das sufragistas, que elas foram conhecidas por mulheres que lutaram pela vida, umas das outras. E tem o clássico de queimar os sutiãs, rasgar os sutiãs e tal. Então eu falei, poxa, sutiã rasgado seria uma mensagem interessante. E pegou o nome. E pegou e fez sucesso. Deu certo. Eu considero sucesso. Valeu, muito obrigado por nos receber aqui, tá bom, gente? É um prazer. E estamos aqui sempre. E sucesso pra vocês. Muito obrigada. Música Música Eu vou fazer tudo o que eu posso Apenas olhe para mim e vá Eu quero ir para o fundo Como nunca antes Eu estou começando a querer fazer algo todos os dias Eu não quero que você fique triste e diga de novo, de novo, de novo Eu estou começando a querer fazer algo todos os dias Transcrição e Legendas Pedro Ribeiro Carta