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[música] Vamos lá, pessoal. Conexão Cultural. Tô super empolgado para fazer essa gravação aqui, o programa Conexão Cultural, porque eu tava batendo um papo antes com o Robson, com o Arlet, né? O Robson já está conosco aqui, que são os nossos entrevistados. Foi um papo bem legal e tem cada coisa bacana pra gente mostrar. Inclusive, ó, quem tá atrás de mim aqui, ó. É o Tim Maia. É, a gente vai falar muito a respeito disso. É sua essa escultura, Arlete? A gente vai mostrar já, Arlete, para vocês. Bom, eh, hoje o programa a gente vai falar de escultura, de caricatura, de humor também, um pouquinho de educação, né? Premiação, enfim, bem bacana, bem legal. Tô aqui com esse cara que é fera demais. me mostrou alguns trabalhos dele. A gente inclusive vai mostrar aqui no Conexão Cultural, porque realmente o cara é bom para caramba, tanto que inspirou Arlete. Tudo bem, Robson? Beleza. Tudo bem, joia. Maravilha ou não? Maravilha. Vamos aí, né? Vivendo de arte, fazendo arte. É, inclusive ele já tá pronto aqui porque vai fazer é uma escultura, uma caricatura, caricatura é minha, né? Eh, quando eu trabalhava numa outra emissora também fizeram, mostrei pro Robson e a dele acho que vai ficar bem mais legal, né, Rob? [risadas] Porque só pelos trabalhos que ele mostrou aqui para mim é uma coisa impressionante. Bom, vamos lá, Robson. Como começou sua paixão aí por você é humorista também, né? Na verdade é um outro tipo de humor, né? Não, humorista, que eles que que faz, mas você também, o seu trabalho também tem a ver com humor, tem em alguma parte. Na verdade, eu sou formado em artes práticas, né? Eh, engenheiro, engenheiro, fiz, na verdade, eu comecei, eu gostava de desenhar desde de moleque, só que eu fui office boy e treinar bote como guardinha, fui crescendo lá dentro, fui registrado, fui fazendo faculdade, porque antigamente a a visão era diferente, né? Você entrava numa empresa, você queria entrar numa B, numa Singer, você produzir sua carreira, né? E eu gostava de desenho. Depois 96 tive algum os pobran, fiquei 10 anos sem fazer arte, se formei em artes antes tudo, né, que era o sonho. Aí em 2010 eu resolvi voltar pro desenho e acabei ganhando o salão de humor de prascicaba. uma menção rosa igual a Arlet ganhou aqui com a caricatura do Marcelo Taz, né? Eh, aí depois veio 2011, 2012, como eu tinha contato com a coordenadora aqui, porque eu conheci o marido dela da Bosch, pediu para mim fazer tipo um papel de voluntário, né? Porque eu vim aqui, trabalhamos com criança de 12, 13, 14 anos, né? Hoje um até é formado em psicologia, tem outros que tá no Japão, né? Uma galerinha que a gente vê um fruto que a gente fica feliz e graças à mão darlet que ajudou muito e a gente resolveu fazer um um vínculo e esse vínculo mais um outro resultado que para mim acheu de orgulho ela ganhar o salão esse ano com uma menção horrosa de Piccaba desse ano, né? Então, a esse é o lado do humor, né? Mas eu faço retrato, faço escultura. Teve umas esculturas que vocês vão ver depois que a imagem que eu fiz um celular gigante no Largo do Rosário, fiz um Eu vi seu celular, então. E eu fiz um trabalho na PUC com matéria da da própria PUC, usando os galães de quimioterapia, tudo. Eu transformei uma escultura gigante de 3 m lá na PUC. Vai também. Depois vocês vão estar vendo aí. Fiz vários trabalhos, ganhei algumas obras e e a falta do meu trabalho hoje é porque que nem muitos trabalhos meus já tá tudo para fora. Nem a Madre Teresa que eu fiz eh em Madeira foi em 2015. Puxa que legal. Você fez a Madre Teresa Teresa 2015. E aí hoje tá em Miami. Mas você tem a imagem, né? Tem a imagem. Vou mandar. Eh, eu tive a honra de entregar a escultura do Gandhi que eu fiz pro salão, pro o bisneto do Gandhi. Tá lá em Nova York, né? Por que em Nova York? Porque ele mora lá, né? Ele veio. Não, mas por que muitos trabalhos seus estão nos Estados Unidos? Ah, uns compraram pelo Instagram. Ah, perfeito, perfeito. Certo. E esses dois, você manda pro mundo todo. Mando. Tem, tenho na Espanha, tem em Londres, né? Boa. E você faz as caricaturas tal com os mais diversos materiais, né? Barro, metal, rolo de fita, cassete. Olha só que coisa impressionante. [risadas] Eu fiz um ration porque até ovo de avestruz, cara. É o ovo avestão rosa que eu fiz o botasse. Bom, as caricaturas do Robson também se destacam pela escolha dos personagens que ele decide transformar a partir do seu olhar e da sua sensibilidade artística. É bem legal, né, cara? Bem bacana. É. É que tipo assim, a intenção que eu vim aqui, eu acho que acho que essa é a minha influência parlet, tipo assim, tu vai falar caricatura, caricatura geralmente é um é uma palavra assim esculacho, né? Então eu vim trazer uma nova versão, porque fazer caricatura não é tão simples, é um as artes mais difícil porque você não pode perder a simetria da pessoa. E você tem que fazer uma caricatura que nem eu vou perguntando pra pessoa tentando pegar o que ela faz. É caricatura é mais quando dá uma zoada assim, é zoada, né? Mas a minha caricatura eu volto mais aquele tema que nem tipo assim, eu fiz um ferreira gular, eu fiz em cima do a escultura, em cima do livro, né? Cara, eu tô dando uma olhada aqui. Você faz músicos, artistas, personalidades políticas. Não, não, não faço personade política não. Única pessoa assim, não tá, tá aqui, ó. Tá no meu texto aqui que me mandaram músico, artista, personalidade, é que tu acha que todo caricaturista faz a persona. Eu não se envolvo muito com isso, não. Bom, se pode ser, mas muito bem, diga-se de passagem, né, cara? Não, porque o seguinte eh é que nem assim, principalmente hoje em dia, né, essa essa essa polização aí, essa loucura que nem acho que o único que a turma fal vai fazer de um lado, vai desagradar o outro e por aí vai. E eu não tô a fim de ficar que nem tipo assim, eu chegou chegou uma fase que a gente fala que tipo assim, eh, eu convivo muito com cartoonista, você faz um desenho colorido preto e branco, negro chama você de racista. E para você explicar tudo isso aí que não tem nada a ver. Eh, tava até conversando com o seu cinegrafista sobre negócio da inteligência artificial, que nem a tua não percebe, tem revista que sai com o cara com seis dedos, meu Deus do céu, substituindo profissional, né? Então, tipo assim, seis dedos, seis dedos, saiu numa revista da Beja [risadas] e ninguém percebeu isso, né? Aí quem é o o cara que desenha, faz todo o trabalho, percebe isso e fica muito igual. Eu acho que perde um pouco o traço de cada um. Bom, Robson, você também possui telas onde se destaca o colorido de forma simples. Uhum. Eh, algumas vezes distorcidas, muitas vezes trazendo elementos de cultura popular, habitações, festas, música e celebração. Sim, faço muito. Eu uso muito o tema do Casebre, né? Quem conhece o Casebre, é uma, eu falo Casebre da sociedade, né? E eu ganhei o salão de universitário, eu pus o a a primeira tela chamada Casé de uma sociedade. Eu peguei a ponta de um prédio, o reflexo de ponta cabeça, a a favela. Caraca, velho. Que nem é um jeito de se pensar, né? Porque que nem quem tá olhando a ponta do prédio acha que não tem problema e quem tem lá na no programa tem aquele medo da, sabe? E a gente fica brigando com essa questão da sociedade. O que que foi a exposição? 50 mais de Robson aniversário. Foi quando eu fiz 50 anos. Eu quantos anos você tem? Eu tenho 58. Vou fazer 59. Caraca, não parece não. É. É. Ninguém acredita que eu tenho 30. [risadas] Então, e a gente fez e o que nem tipo assim, minha referência dis de colorido, né? Acho que é um pouco da a a de conhecer que nem eu sou muito, eu sou nostálgico. Eu também, cara. Tá. Eu sou nostálgico. Que a minha esposa que fala que eu sou nostálgico. É, eu sou bastante mesmo. E quando eu vou quando eu vou pegar algum trabalho que eu vou fazer, que nem vou dar um exemplo, né? Acho que foi um trabalho mais difícil que eu vou fazer, eu fui fazer o Ferreira Gular, não é? Um escritor. E eu parti, fiz a escultura em cima de um livro, né? que nem o Marcelo T que eu ganhei o salão do do humor lá menção rosa, era um ovo de avestruço, mas isso é uma brincadeira que a gente tinha lá atrás. Aí tu vai chamar na de escola cabeça de ovo, não sei o quê. Aí eu falei: "Pôra, tá aí é humor, ovo, né, cara? Você sabe que eu fui cortar o cabelo, eu tava com o cabelo um pouco mais comprido, tal. Aí falei: "Rapaz, levei meu filho de 5 anos para para ir junto comigo, né?" Aí eu falei: "Ah, quer saber, Robson?" Falei, "Pode passar maquininha quatro aí em cima e três do lado, porque vem aquele calorzão e tudo mais. Eu gosto de jogar fut vôlei, então é melhor, tal". Tava com o cabelo bacana, estilosão, tal. Aí meu filho me vira e fala assim: "Papai, você tá parecendo cabeça de ovo, 5 anos de idade, cara". Então é é uma coisa assim que a gente podia brincar, certo? Tá certo, que tem algumas coisas que que ultrapassa o limite, a gente tem que respeitar. Eh, e aí eu ganhei o salão em 2014 com cartola, com uma peça daqui, né? A gente estava fazendo um trabalho projeto Vivendo Campinas. Aí ela me apareceu com pedaço de de de de um amassador de batata e eu transformei e o esse pedaço de metal com amassador de batata no cartola. né? Aí que eu falei para eles, foi até bom te mostrar por quê? Porque o Cartola, né, tem várias histórias, né, de de que ele se transformava, né, que tem duas versões que eu descobri lendo através da pesquisa. Uma diz que ele teve eh lepra, né, e perdeu o nariz. Ele tinha uma prótese no nariz e a outra disse que ele era muito merereng. A mulher meteu o dente, né? Então não sei qual que é a verdade. E aí eu fiz o cartola e acabei ganhando o salão de humor de prascado. Bom, vamos lá então, Robson, eh, preparar aí para você fazer uma caricatura minha, caricatura do André Aranha. Olha só que coisa lá impressionante. Robson José da Silva, artista plástico. Certo. Certo. O homem é fanático pelo futebol, né? Eu gosto. É, mas você também, né? Tava batendo um papo, deu para ver, né? Ah, eu gosto do futebol. É olho clarinho. Eu gosto de bola. Sempre gostei. Aham. Você tá perguntando por você vai fazer alguma coisa relacionada a futebol aí? Ah, vamos ver, né? Você jogava do quê? Era zagueiro meia ou só reporte? Só não, era meia. É meia. Hoje eu jogo mais fut, viu Robson? É, futebol machuca. Que que que você acha do futebol de hoje? Cara, eu acho que deu uma é é um futebol bem diferente daquele que a gente é que a gente começou a gostar, né? Eu acho que tá muito competitivo assim e é muita força, menos habilidade, né? E o Guarani que ele tava falando, né? Que é o meu time. É, cara, quem viu e quem vê, né? Uhum. Ele torce para que volte aí, que que dê tudo certo. Tá ficando legal, hein? Para ele matar saudade, eu fazer ele meio novinho, sabe? [risadas] E Valdir Saraiva, o nosso sinegra, tá aqui também fazendo imagens. Que legal que é que é isso, cara. Eu acho fantástico. Isso é arte pura, né? Sensacional. Você acha que nasceu com dom, ô Robson? Cara, tipo assim, eu acho que tem mais habilidade, tá? Mais habilidade, lógico, a pessoa tem que procurar a conhecer técnicas, estudar. Eu acho que que nem tipo assim, eh, eu fui melhorando, eu tenho esse conhecimento da da da caricatura, graças ao Paulo Branco, né? E e aí a gente fica, sabe? Porque que nem tipo assim, hoje para você chegar onde você chegou hoje não é só dom, é a questão da de você trabalhar pelo o o que você percorreu, certo? Então é E você é carunista também? Sou, né? Que legal, hein? Então, e apesar que hoje, né, eh, apesar que hoje, eh, eu faço muito pouco a caricatura, eu, eu falo que eu tô me me aposentando, na verdade, eu tô procurando talentos, ensinando a criançada a pensar. Que legal, que legal. É, então, boa, boa observação. E em cima disso eu te faço uma boa pergunta. Hã, eh, qualquer criança pode aprender ou tem que nascer com dom? Qualquer criança pode aprender, porque desenhar é você desenhar todo dia. Você começar a treinar desenhar todo dia. Que nem ali é a prova. Ela falou que não sabia desenhar. Caprichou, hein? Não. E olha, olha o que mais chama atenção. Olha que impressionante, né? Eh, a rapidez, né, Robson? Isso aí é talento puro, né? Então, eh, é o que eu falo para você que nem a gente acostuma tanto a fazer, né? Eh, eh, eu acho que o cara que quer ser que existe o bom artista, existe bom desenhista. O desenhista ele tem que desenhar todo dia, ele vai evoluindo, né, com o tempo. Tem gente que tem muito mais facilidade, tem habilidade. Eu acho que antes a gente falava que o cara era autodidata, não é autodidata, que nem tipo assim, se você pegar a história da arte do desenho, que nem eu percebo que o meu desenho tem muita influência do Picasso por ser colorido e tal, né? Eh, é o que eu vi, eu convivi, só que a minha arte eu procuro transfero, o que eu vejo, né? E tento transformar. Por isso que a caricatura eu faço isso, que nem eu falo para que nem sabe como que eu faço molecada, primeiro lê um livro. Você quer ter aula comigo? Vai ter que ler livro, vai ter que aprender a ler, a conhecer, tá? Que legal, cara. Espetacular. Vamos mostrar aqui, ó. Aê, meu garoto. Sensacional, cara. Adorei. Obrigado, viu, G? E a gente, né, pr para não dizer que a gente não fez, essa aqui é mais judiada, né? Ó, ó. que é a minha também, não a do [risadas] cinegrafista. É, [risadas] que ele já passou na mão do do tio Paulo, da bção do tio Paulo, né, [risadas] cara? Mas que habilidade, coisa linda. Ai, pegar meu papelzinho aqui que caiu. Arlete já tá se preparando pro segundo bloco. Ó lá, olha para lá, olha para cá. Falou para mim que é tímida, mas fala super bem. A gente já bateu um papo, né, Arlete? Pois é. Bom, enquanto você vai finalizando aí, Robson, dá o seu destaque final aí. É o que que você o que que você fala aí pra galerinha que tem interesse em começar a a trabalhar com arte e tudo mais? Qual que é o conselho que você dá? Tipo assim, a arte eh ela é difícil. [risadas] A arte é difícil porque a gente eh ela é um pouco voltado, né? Que tipo assim, todo mundo quer ser um Romero Brito, eh quer se ganhar muito, né? Hoje a arte tá vindo isso com ilusão. A arte começa trabalho. Se for analisar, eu trabalho desde 80 com arte. E é como o reporte, ele vai buscando o caminho, vai buscando caminho. Fácil, não é? Mas o prazer de você tá fazendo todo o seu trabalho e aos poucos você vai sendo reconhecido. E eu acho que você tem que buscar a sua identidade na arte, né? do que você faz, que nem eu, você vê o Paulo Branco, ã, você vê a própria que nem ela, do nada ela não tinha noção, de repente ela tá aqui, né, fazendo o seu o seu trabalho de Enquanto isso ele tá acabando aqui. É, é o trabalho de, né, da da a caricatura do Valdecir Saraiva. É, e a gente vai mostrar, vai dar um take aqui no Valdecir Saraiva pro pessoal ver como que ele é, né? porque ele fica atrás, né, das câmeras. Tá bom? Então, e então a arte é ela é importante para e hoje o jeito que tá aí essa essa tecnologia que nem o celular mesmo que você chegou a ver, né? [risadas] E e as pessoas têm pressa hoje para tudo. Você já percebeu isso? O nego liga de manhã para você pedir uma coisa, já à tarde já tá te cobrando. É, é uma coisa impressionante. Então eu acho que, né? Ah, bom, Robson, obrigado, cara. É, valeu. Agora a gente vai bater um papo com Arlete, que já está ótimo. Vou dar um lugar para ela. Posso mostrar aqui pro pessoal? Pode. Vamos lá. Esse aqui é o Valdecir Saraiva. [risadas] Espetacular. Eu vou dar licença, pô. Agora para Não, mas segura aí, segura aí que eu vou chamar o intervalo só pro Valdecir Saraiva dar um take aqui, um take caprichado. Estamos no Conexão Cultural aqui para vocês e a gente vai para um rápido intervalo e na volta vamos conversar mais sobre arte, sobre educação, premiação com a com a Arlet. É isso, né? Valeu. Eu espero vocês não saiam daí. [música] Conexão Cultural de volta aqui no segundo bloco, não é? Eh, bem legal, né? Gostaram? Ficou legal a minha escultura e também do meu grande amigo Valdecir Saraiva, o nosso repórter cinematográfico. Bom, tô aqui com Arlet que tá seguindo os mesmos passos do Robson. Inclusive, ela tava me falando em off aqui que o Robson foi quem inspirou, não é? Eh, você tudo bem? Muito obrigado por nos receber aqui no Conexão Cultural. Um prazer tá aqui com você. Prazer receber vocês. Boa. Conta pra gente então como você começou aí nessa pegada. Na verdade, né? Eh, o Robson, ele me apresentou esse mundo maravilhoso que é o mundo das esculturas. Antes disso, eu já me aventurava um pouco com as crianças aqui na questão da escultura. Fizemos o Ziralda, fizemos Car Miranda, fizemos vários trabalhos legais, mas depois que eu conheci o Robson, né, ele trabalhando aqui como voluntário, nós fizemos um projeto junto chamado Vivendo Campinas. Nós fizemos vários, várias personalidades importantes de Campinas, né, como a Gilda, o Mané Falaó, né, o prefeito, né, atual na época que era o Jonas Donizete, o Dácio Machado e o Carlos Gomes que ficou muito muito legal. E foi assim maravilhoso que depois disso eu passei ter um olhar diferente pra arte. Por quê? porque ele trouxe pra gente uma técnica diferente, né, para esculpir na argila, depois tirar esse molde no papel que é a papietagem. E aí nós começamos a fazer várias outras esculturas que ficaram maravilhosas. Boa. E aí, nesse mesmo ano, ele me falou do salão de humor. Ah, entendi. Eu não conhecia, né? Aí ele me incentivou. Aí eu fiz o Maia, mas eu fiz só o busto do Timia, né? Fiquei muito feliz com o resultado, porque todo mundo olhava, falava: "Nossa, é o timia". Então fiquei muito feliz por isso. Mas mandei pro Salão de Humor e não entrou, não foi selecionado. Nesse mesmo ano eu conheci o Salão de Humor. Eu fui conheci o Salão de Humor. Eu vi realmente o que que era. Aí no ano seguinte eu fiz duas esculturas e acabei sendo selecionado. Aê. É isso porque você falou que era tímida, né, e que tava com vergonha de dar entrevista. Ah, mas eu sou muito tímida. Engatou uma quinta e não parou mais. [risadas] Bom, a primeira escultura sua foi o Tim Maia, que tá bem atrás de mim, né? Maia, que na verdade ele não tinha corpo, né? Aí depois em 2018, né, eu fui convidada uma exposição amorosa, uma exposição, né, que foi no MAC, ah, né, das amorosas, que reuniu 20 artistas, mulheres, né, do Brasil todo. Boa. E aí eu resolvi fazer o corpo do Tia e para minha surpresa foi o maior sucesso, né? Então eu tenho um carinho muito especial por essa escultura. É, é exatamente. Eu tô dando uma olhadinha aqui, ô Arlete, a escultura da freira, irmã Mary Clarence. Clarence? Sim, da Rup Golds. Como é que é? Conta pra gente. Ai, essa escultura, né? Sim, vai entrar pra história, né? Desde o início eu já tinha, né? O interesse de estar fazendo ela. Eu só fiquei em dúvida como que eu ia representá-la, se era no filme Mudanças de Hábito ou se era no filme Ghost. Mas como era pro salão de humor, né, eh, mudança de hábito, eu acredito, pensei, né, vai ser melhor. E pra surpresa minha, né, foi um sucesso. Utilizei os materiais reaproveitáveis, né, como o papel, como o papelão, vários outros materiais ali que eu tinha. E pra surpresa minha, ela foi selecionada, não só selecionada, como eu ganhei também um prêmio, né, a menção honrosa, que depois foi pra júri popular e eu acabei o prêmio Júri Popular é o seu. Sim, eh, Marosi, é esse o prêmio, né? O seu Marose Rigueta, cujo vencedor foi definido aí por votação online, aberta ao público, entre obras que receberam menção honrosa, como é o caso da Arlete, não é isso? Sim, boa. Eh, e você fez várias esculturas, inclusive o Papa Francisco, maravilhosa ali do do Papa Francisco, né? O Papa Francisco, né? Foi grande Papa Francisco. Foi a minha primeira escultura que foi selecionada, né? Eh, ô Arlete, é, você tem agora uma preocupação ambiental, né? Sim, tenho sim, né? Eh, eu tenho uma questão, né? uma preocupação muito grande com a questão ambiental e como educadora, né, isso me proporciona eu trazer esse conhecimento, né, pras crianças e pros adolescentes. E eu procuro mostrar para eles que para ter um olhar diferente pro lixo, né? Olha isso, gente, que legal, que bacana. E eu procuro mostrar também para eles que é possível a gente fazer decoração, a gente fazer obras de arte com materiais aproveitáveis. Inclusive em 2018, na aniversário de 15 anos da minha filha, né, eu fiz 90% da decoração com materiais aproveitáveis. Puxa, que legal, cara. Que bacana mesmo, né? Eh, tá se especializando em papel, então? Sim, na verdade, né? Eh, foi o rumo que foi tomando, né, a minha vida. E e assim, eu é uma coisa que eu gosto, amo papelão, eu amo. Todo mundo que vê papelão já lembra de mim e já sabe que eu vou estar fazendo alguma coisa com esse papelão. E é isso. E hoje, né, eu incentivo, como eu já falei, incentivo muito as crianças e os adolescentes. E eu acabei, de certa forma, virando uma referência para eles. É, né? Ô, ô, você fez o Ziraldo em tamanho real? Fizemos, fizemos o Ziraldo em tamanho real, que foi muito legal. E aí nós fizemos também, aí nós tivemos o prazer de conhecer o Ziraldo quando nós estávamos fazendo esse projeto e nós levamos para ele de presente, né, um bonequinho que depois ele deu uma entrevista que ficou muito feliz, né, com esse bonequinho e que divertia muito ele no nas horas vagas. [risadas] Que legal, que bacana. E quais as causas que você aí a gente tava inclusive enquanto comi uma pipoca ali, né? Aliás, muito legal a pipoca. Antes antes da gente falar das causas que você eh costuma abordar, a questão afrodescendente e tudo mais, é só falar que a gente está aqui na União, a União Cristã Feminina. Boa. Aqui inclusive tem algumas oficinas, a gente tem imagens, né? oficina dele. Sim, nós aqui trabalhamos com várias oficinas, tanto com as crianças quanto com os adultos, né? Com os adultos hoje, né? Está acontecendo a da costura criativa e de música, mas nós temos também informática, nós temos ginástica pra terceira idade e é muito legal. Legal. Bom, então fala dessa causa aí que você defende. Qual delas? [risadas] Essa que a gente falou de afrodescendente, que que você procura falar, que que você procura passar? Você utiliza isso nos seus trabalhos também? Sim, inclusive com as crianças, né? Nós fizemos, né, recentemente, né, mini esculturas de crianças brincando e foi muito legal porque nós fizemos uma releitura do do Ivan Cruz, né, do Ivan Cruz. E as crianças, quer queir ou quer não, elas foram se retratando e foi muito legal. E nós fizemos, nós deixamos uma paleta, né, bem variadas de cores, né, de cores de pele, porque a cor de pele não é uma só, como a gente aprendeu quando era criança, né? Quando era criança eu não era representada naquela cor de pele do lápis de cor, né? Então hoje todo o trabalho que nós fazemos aqui, eu nós procuramos fazer bem isso, sabe? E é muito legal quando você vê uma criança que vem e fala assim: "Tia, não, eu quero essa cor. Ai, não tem a minha cor, né?" Então isso para mim assim é maravilhoso, que nós procuramos sim trabalhar muitas coisas aqui. Os olhos até brilham, né? Ai, é muito. É, você tá tá até emocionada, né? Ar. Muito, muito gostoso. Muito gostoso mesmo. Não, com certeza, com certeza. Eu fiz inclusive essa pergunta pro Robson. Que que você deixa aí pra galera que tá começando que que eh as crianças, adolescentes que se eh se empolgam, que gostariam de trabalhar com isso, não só crianças e adolescentes, né? Às vezes as pessoas Você começou com quantos anos? Com quantos anos fazer arte? É, [risadas] eu comecei a trabalhar aqui com 14 anos, né? Não, mas a fazer artes, a fazer artes mesmo faz. Eu comecei a fazer artes com 40 anos. Então, gente, é aí que eu quero chegar. Com 40 anos. Quer dizer, é possível, né? Não só criança, adolescente, como também pessoas eh que já são adultas. Você começou aos 40 anos. Eh, exatamente isso que eu quero passar pro pessoal que está em casa acompanhando conexão cultural. Fale, fale então pra galerinha aí qual dica você dá. Quais orientações que você passa pro pessoal que quer começar, que tá vendo o trabalho de vocês aí, tá achando fantástico. Eu diria que assim, não desista, né? Quando eu fiz o Timar e aí mandei pro Salão de Moura, ele não entrou, mas aí foi para mim foi questão de honra, eu não vou desistir, né? No ano seguinte eu estava lá com duas obras, com duas esculturas. E o que eu deixo, né, para esse público aí que gosta de arte, assim como eu, para não desistir, né, que é possível, sim. mesmo, porque as minhas primeiras esculturas eu fiz com as minhas ferramentas, eu mesmo produzi, né? Eu mesmo fiz as minhas ferramentas com material que eu tinha em casa, com um tubinho de caneta e assim eu fui me aperfeiçoando, né? E é o que eu costumo passar, né? Pro público que eu trabalho, pras crianças, pros adolescentes. Então, não desista. Qualquer idade, qualquer momento, é hora de começar. Boa. Mais alguma coisa que você queira falar, aproveitar aqui o o Robson tá soprando ali. Pode falar, Robson. Eh, eu queria que Não, mas fala aqui que eu passo para ela. Pode falar. Eu queria agradecesse a a Ilanehou com isso. Ah, é um agradecimento que você quer fazer. É isso? Sim, tenho muito, né? Se fosse para mim agradecer aqui todo mundo, teria uma lista gigantesca, né? Mas eu agradeço muito, muito mesmo a Eline, né, que me apresentou o Robson, que é uma das maiores incentivadoras, né, fora a minha família e fora o Robson, né, e todo todos os meus amigos, toda a minha comunidade, né, que inclusive no prêmio, né, que eu ganhei, a menção honrosa, eu ganhei na votação porque todo mundo se mobilizou e foi muito legal, muito gostoso, né? né? E como eu falei, de certa forma eu, né, sou uma referência agora. A responsabilidade aumentou, né? E quero que você mais gosta aí pra gente ensinar. Olha, eu gosto de todas, né? Eu gosto de todas, mas o Maia para mim, né, como foi a minha primeira escultura. Ah, mas é mais tá uma perfeição, que é uma coisa impressionante. Gostei bastante da da do Papa Francisco também. Obado e assim é muito obrigada bastante respeitos. Inclusive, é do Sim, eu amo. Nossa, a minha mãe ama, né? Minha mãe é muito católica, então ela ama essa escultura. E foi uma graça que quando eu fui mandar pro salão de humor, ela até, sabe, fez uma oração, falou assim, fez uma oração, falou assim: "Ai, ele tá muito lindo, né? E e ficou muito feliz, né? porque entrou realmente quero agradecer muito a Eline e todas essas pessoas que que me apoiaram e continua me apoiando. Eh, viu, Arlete, eu adorei fazer esse esse programa Conexão Cultural, essa edição aqui, não é? Eh, mãos que moldam aí, né? Entrevistando o Robson, entrevistando você. Eh, o Robson inclusive fez eh em tempo, né, na hora, né, tempo real. Ele é fera, né? É, eh, mandou ali a escultura, fez também do do cinegrafista o o o carioca, o nosso Valdecir Saraiva. É muito legal. Muito obrigado por nos receber. Obrigado pela pipoca que a gente comeu na entrada. Tava tudo muito bom e parabéns pelo trabalho de vocês. Obrigada. Bom, é isso aí, galerinha. Muito obrigado. Conexão Cultural fica por aqui. Valeu e até a próxima oportunidade. [música] Ciao [música] [música] [música] [música] เฮ [música] [música]