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Conexão Cultural | Cupinzeiro 25 anos: samba, cultura e cantos ancestrais cariri-chocó
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Conexão Cultural | Cupinzeiro 25 anos: samba, cultura e cantos ancestrais cariri-chocó

55 views Publicado 30/11/2025 HD · 41:44

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No episódio de hoje do Conexão Cultural, você vai conhecer a poderosa história do Núcleo Cupinzeiro, um dos espaços culturais mais importantes de Campinas, que está prestes a completar 25 anos de resistência, memória e celebração da cultura brasileira. Nesta reportagem, mergulhamos em um encontro emocionante entre samba, cultura popular, ancestralidade indígena, arte, formação musical e ações sociais. Um retrato vivo da força da cultura que transforma vidas, gera pertencimento e preserva tradições que fazem parte da identidade do nosso país. 🎶 A história do Cupinzeiro — 25 anos de samba, pesquisa e formação Nossa conversa com Anabela Leandro, cantora, professora de canto e cofundadora do Cupinzeiro, revela como tudo começou de forma despretensiosa: um encontro entre amigos no quintal de sua casa, em Barão Geraldo, que rapidamente se transformou em um dos principais polos de samba tradicional e cultura popular da região. O nome "Cupinzeiro" nasceu literalmente do cupinzeiro que havia no quintal — mas foi a força das pessoas, o amor à música e a sede de pesquisa que transformaram um pequeno grupo em um movimento cultural sólido, respeitado e querido por milhares de pessoas. Sem divulgação, apenas no boca a boca, as rodas cresceram de 15 pessoas para mais de 200 participantes por encontro. O espaço virou ponto de encontro entre músicos, pesquisadores, moradores, estudantes e amantes da cultura brasileira. 🎤 O espaço físico, a formação e os espetáculos Ao longo dos anos, o Cupinzeiro se estruturou como: ✔ Centro de formação musical (oficinas de canto, cavaquinho, percussão, pandeiro, violão) ✔ Espaço de pesquisa e criação ✔ Local para rodas de samba temáticas ✔ Palco de espetáculos musicais e cênicos ✔ Sede de blocos de carnaval ✔ Núcleo de ações sociais e campanhas solidárias ✔ Ponto de encontro e acolhimento cultural Entre os espetáculos criados ao longo da trajetória estão: • Samba Paulista Assim Senhor • Marejante • Música de Permanência • Ugom da Roda (do artista Edu de Maria) O espaço também abriga atividades diversas como teatro, dança, oficinas criativas e ações de integração comunitária. 🤝 Arte, ancestralidade e ação social caminham juntas Durante a pandemia, o Cupinzeiro transformou-se em um ponto de apoio social: foram mais de três anos arrecadando e distribuindo toneladas de alimentos para 40 famílias da região. Essa visão coletiva permanece viva — a atual programação de 10 anos do espaço inclui oficinas gratuitas, vagas prioritárias para mulheres, pessoas pretas, pessoas trans e público periférico, além de atividades externas como: • rodas e saraus em lares de idosos • caminhada ecológica até o Ecoponto • shows com repertório pesquisado por meses • vivências artísticas que aproximam comunidade e cultura 🌿 Cantos ancestrais Cariri-Chocó com o Cacique Pauan No segundo bloco, recebemos Pauan Cariri-Chocó, líder indígena que há mais de 17 anos circula por Campinas fortalecendo redes culturais e educativas. Pauan compartilha: ✔ a relação espiritual dos cantos Toré e Rojão ✔ a presença da ancestralidade em cada movimento ✔ a ligação entre corpo, terra, água, animais e sagrado ✔ a importância da educação patrimonial ✔ o impacto das viagens e oficinas na demarcação de terras ✔ o acolhimento que Campinas deu ao povo Cariri-Chocó ✔ o papel da Unicamp e das escolas da região ✔ o canto como cura, equilíbrio e união Durante o programa, Pauan apresenta ao público o Toré, canto sagrado que conecta terra e espiritualidade, e o Rojão, canto de trabalho executado em dupla, símbolo de força coletiva, sem instrumentos — apenas a voz guiando o corpo e o ritmo da comunidade. 🎤 Momentos emocionantes O episódio traz interpretações de: • “Lamento Negro” • “Minha Missão” • Composições de Geraldo Filme • Cantos tradicionais indígenas • Cantos de carimbó e torés Anabela e Pauan emocionam com performances ao vivo, mostrando a potência da voz na cultura popular. 🧡 Uma homenagem à arte que transforma vidas Este episódio do Conexão Cultural é um manifesto: arte é resistência, memória, ancestralidade e futuro. O Cupinzeiro, com seus quase 25 anos, é prova viva da importância de políticas públicas, do fortalecimento da cultura e da união entre povos, linguagens e histórias. Se você é de Campinas ou acompanha nosso canal de qualquer lugar do mundo, este programa é um convite para reconhecer, apoiar e celebrar quem mantém viva a cultura brasileira com paixão, dedicação e amor. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Meta, metal, ó, metá metá. Você é linda, feito linda quebrada. travesti da pele preta enluarada. E quem ama [música] deixa não, ninguém, ninguém tá [música] fora de lugar. Conexão Cultural. E olha, hoje galera, um assunto bem bacana. A gente vai falar sobre o cupinzeiro, contar história aqui em Barão Geraldo. Tem muita coisa legal, muita coisa bacana. Tô aqui com a Annabela Leandro, que é a cofundadora aqui do espaço. Antes de mais nada, muito obrigado por nos atender. Tudo bem? Obrigada. Tudo bem, Anda. Pra gente é um prazer. Estamos muito felizes. Bom, vamos lá. Tem muita coisa legal. São quantos anos de história já? 24 25 anos é o ano que vem o núcleo cupinzeiro completa 25 anos já é uma história de trajetória, né? Longa, né? É, a gente tá aqui em Campinas e e é um núcleo, né? Núcleo cupinzeiro que envolve várias atividades, várias frentes, né? Então é uns 25 anos de resistência, porque não é fácil, né? trabalhar com cultura e seguir em frente assim é sempre desafiador, mas também tem é muita muita alegria assim que a gente colhe, né, nessa trajetória. Eh, o retorno deve ser muito interessante, né? Quais as principais eh dificuldades, os obstáculos, os principais desafios que vocês têm, já que você tocou nesse assunto? É, o trabalho com cultura no geral, né? Arte é só uma parte da cultura, mas o trabalho com arte, no nosso caso, a gente trabalha com música, né? apesar dele ser o o o fomento, né, eh, que traz assim um pouco o que como que nós nos reconhecemos como brasileiro. Então, no nosso caso no Cupinzeiro, a nossa pesquisa, a maior parte da nossa pesquisa é samba, [música] samba tradicional, né? Então, a gente percebe isso, né? O samba ele define um pouco a a alma, o que que é ser brasileiro, esse reconhecimento. Deixo [música] para trás os desfavores. Leva o gosto das canções que conquistei em lindas [música] alvoradas. Vejo agora toda vida [música] vem mais. Isso, isso existe, mas por outro lado é muito desvalorizado, né? Então é, é mal pago, eh eh não tá nas escolas, né? Então a gente enfrenta assim um pouco esse eh essa essa desvalorização do próprio brasileiro aqui dentro. Quando a gente sai para fora, quando a gente vai para fora do Brasil, é incrível. As pessoas se ajoelham, porque a nossa música, não só o samba, mas toda nossa música, tem gente, né, que vem aqui pro Brasil às vezes por causa do samba, né? Sim, com certeza. Eh, puxa, vão lá pro Brasil, tal. Eh, lá tem um samba de muita qualidade e tudo mais. E às vezes, eh, no próprio Brasil não há esse reconhecimento, né? Exatamente. É, e a gente sabe assim, né, que a cultura é o que que nos faz brasileiros, né? Então, não é só a arte, mas tem a culinária, tem o modo de vestir, né? Tem tem uma série de ações humanas que fazem com que a gente se reconheça como brasileiros. Então é importante que a gente mantenha isso, que a gente cultive, né, essa memória, essa história, mas assim, não tem políticas públicas suficientes, né? Então a gente sabe que as leis de incentivo elas saem muito, né? Os artistas têm que batalhar muito e elas são elas estão muito quem do que poderiam, né? Então a gente precisa de de uma estrutura um pouco melhor assim, né? Para que a arte possa ser valorizada mesmo, né? Tá num lugar de de que ela merece estar assim.É. Bom, vamos lá falar um pouquinho sobre a história. Tem quase 25 anos. Como tudo começou, com qual finalidade? Conta pra gente, você tá desde o início ou não? Tô desde o início. Começou assim, começou sem querer, na verdade. A gente numa conversa de bar assim, é mais ou menos. A gente já tinha um núcleo, um grupo musical, tocava em bares, normal, trabalho de música, mas aí a gente ficou com vontade de de ter um espaço que a gente pudesse tocar o que a gente gosta. trocar informação de pesquisa. Na época ainda era vinil, a gente gostava de tá em cebos, né? E aí nos bares era um pouco que a gente tinha que tocar a música que as pessoas queriam ouvir, que é legal também, e não o que a gente gostava. Então a gente falou: "Ah, vamos se encontrar". E a E aí foi no quintal da minha casa, tinha um cupinzeiro, por isso que acabou ficando esse nome. É, eu ia perguntar por É. E aí no começo foi assim, 15 amigos. No segundo encontro a gente nunca divulgou nenhuma vez, nunca. No segundo já tinha 50, daqui a pouco 200. Vinha gente de fora, vinha gente do Rio de Janeiro, vinha. Porque começou um movimento muito legal mesmo da gente se encontrar, sentar em roda e mostrar paraas pessoas um pouco o material da nossa pesquisa, né? Porque as pessoas não conhecem samba, elas acham que conhecem, mas não conhecem. Então, a gente foi aprofundando essa pesquisa, a gente fazia rodas temáticas falando dos compositores. Então, a gente foi criando a cada 15 dias no quintal da minha casa de graça. A gente abria o portão, a gente abria a casa, porque a minha casa era uma casa de fundo, as pessoas usavam o banheiro da minha casa. Caraca. E aí a gente fazia dois caldeirões de caldo de feijão, porque a gente sempre acha que uma reunião é legal ter comida, servia de graça também pras pessoas. Puxa vida, que e nessa a gente foi criando uma rede, né, assim, que a gente sente até hoje a presença dessa rede, né, as pessoas junto com a gente assim, né? Então o cupinzeiro, ele nasceu de um sonho assim de abrir o quintal, abrir a casa, nunca sumiu um grampo da minha casa, nada. As pessoas entravam e também não tinha divulgação, então era no boca a boca, os vizinhos participavam, né? A gente começava no sábado armando uma lona, a estrutura ela foi sendo criada porque a gente nunca imaginava que ia tanta gente assim, né? Então a gente foi comprando cadeiras, aí daqui a pouco precisava de uma lona, porque chovia aí o caldeirão e tudo as pessoas ajudavam, era tudo meio que esquema de mutirão assim, né? Pois é, as pessoas, eu ia até tocar nesse assunto, as pessoas então elas colaboraram para esse crescimento, colaboraram com a formação, eh eh fazendo como doações, enfim, colaborando financeiramente, às vezes voluntariamente, né? ajudando aqui, ajudando ali. É, a gente vê que toda a cultura popular ela se se sustenta pela rede humana, com certeza. Então, assim, no núcleo cupinzeiro a gente caminha assim em coletivo, né? A gente tá sempre fazendo ações coletivas, projetos coletivos. Então, aconteceu de muitas formas. Às vezes a gente fazia uma roda e arrecadava, pedia para as pessoas darem contribuições e aí comprava cadeira. Às vezes a gente fazia uma apresentação e aí o cachê a gente destinava para isso. Às vezes a gente fazia uma feijoada, né? Então é sempre assim, ações coletivas que foram fazendo como até hoje, né? Hoje ainda hoje é assim, né? Boa. E você faz o qu? Você canta? Você Eu sou cantora e professora de canto. É que legal. Bacana. É de samba inclusive, né? De samba. De samba. O foco de todo o nosso trabalho parte do samba. Não é só samba, mas a gente fala que nossa nosso grande professor é o samba, assim, né? E a Rom. Que legal. Que bacana. Eu posso pedir para você dar uma palinha aqui ou não? Claro, pode. Que que você gostaria? [risadas] Ah, eu vou deixar você escolher. É uma, tem uma de vocês assim? Tem, tem, tem vários sambas bonitos assim. Ah, tem uma que é um samba muito bonito que a gente gravou no primeiro disco do cupinzeiro que se chama Lamento Negro, que é um samba do Edu de Maria, que é um compositor aqui, e do Bruno Ribeiro, que é um compositor aqui da cidade também. Boa. Eh, a pele negra reluziu na madrugada quando a lua prateou a escuridão e os sons dos atabaquesques euaram. Dos quilombos do Brasil imensidão. E um raio risca ao céu na madrugada. E Xangô me faz pensar na criação. Um trovão me traz de volta a batucada dos quilombos no tempo da escravidão. Negro teu samba tem teu sangue e em toda parte do Brasil o teu suó. nas catingas cerrados e nos mangues a esperança de um mundo melhor. E aí vai, cara, é impressionante porque eu peguei a Annabela de surpresa, né? [risadas] Ela não sabia, a gente não combinou, eu não avisei que ia pedir para ela cantar e ela vai e manda super bem também, a professora de canto, né? com uma facilidade impressionante. A gente não combinou nada, né? As cantar sempre bom. É, manda super bem. Já já vou pedir para você cantar de novo, tá? Pra gente pra gente bater um papo. Bom, eu tava dando uma olhadinha aqui. Ã, o espaço ele se dedica a pesquisa e criação musical. É isso. Isso é, a gente construiu também esse espaço. Então, como eu tava falando no início, era no quintal da minha casa. A gente teve que mudar a vida, dá umas guinadas, a gente ficou sem espaço. Quando a gente veio para cá e financiou, a minha casa é aqui atrás, é uma casinha pequenininha, igualzinha. Aí a gente pensou: "Nossa, seria bem legal se a gente pudesse ter o nosso espaço". Aí demorou um tempão, a gente fez um empréstimo bancário e fomos construindo aos poucos esse espaço. Então ele também é um espaço casa, assim como era o outro, um espaço no quintal, esse aqui também é um espaço casa. Então, no começo era só mais pros ensaios do copinzeiro, pra gente guardar instrumentos do bloco de carnaval e tudo mais, mas aí a demanda por espaços culturais na cidade, ela é imensa assim. Então, a gente começou a fazer atividades abertas. Então, agora nesse espaço a gente tem um centro de formação musical, então tem várias oficinas de música permanentes, né? Então, a gente tem turmas, várias turmas aqui de música, né? de aprendizado de canto, de cavaquinho, de percussão, de pandeiro, às vezes tem violão. E então é um centro de formação. E aí a pesquisa do cupinzeiro, ela tá sempre permeando tudo, né? Tanto essa parte de formação quanto a parte de criação. Então a gente faz pesquisa e daí de vez em quando a gente cria um espetáculo, né? A gente tem vários espetáculos já na trajetória. Tem tem o samba paulista assim senhor que a gente fez falando só do samba paulista. Aí tem o Marejante que fez, a gente fez um pouco com compositores do Nordeste, tem o Música de Permanência que a gente fez na época da pandemia, né? Então tudo isso a gente pesquisa, continua na pesquisa e vai produzindo, né? Rodas, eh espetáculos. Tem um espetáculo cênico musical também muito bonito do Edu de Maria que se chama Ugom da Roda, que ele pesquisou, ele fez pesquisa lá no Recôncavio Baiano com os velhinhos do samba de roda e fez pesquisa aqui com os senhores das velhas guardas das escolas. E aí fez um espetáculo cênico. Então o cupinzeiro é isso, vai surgindo, né? Muita coisa. Bom, tem muita coisa mesmo, né, Canabela? Shows, oficinas, blocos de carnaval também, rodas de samba, espetáculo cênico, musical, também trilhas para cinema e teatro, além de grupos e de estudo voltados para criação artísticas e ações sociais também. Isso é, a gente fez eh esse projeto mesmo aqui de 10 anos do espaço, ele também entra nisso, né? Mas durante a pandemia a gente olhou para esse espaço, a gente falou: "O que que adianta um espaço de 100 m² sem as pessoas, né? Não adianta de nada". Então a gente falou, se a gente consegue fazer uma campanha de arrecadação para botar um bloco de carnaval na rua, não é possível que a gente não possa fazer uma campanha de arrecadação para arrecadar alimento. Então a gente ficou 3 anos e meio usando esse espaço aqui para montar cestas básicas para 40 famílias de campinas. Então era um trabalho pesado, foram toneladas de alimento. E aí desde lá a gente sempre foi mantendo o vínculo. Esse projeto agora a gente também arrecada alimentos, né, a cada ação envia para para diversos lugares da cidade, né? Então, a gente acha importante também que a arte ela esteja vinculada, não é que isso seja obrigatório, mas é legal quando a arte tá vinculada à ação social, né? Ela cresce, né? Então a gente a gente sempre segue por aí assim. Com certeza, Anabela. Eh, vamos falar um pouco mais sobre a programação de 10 anos. Uhum. Eh, quais as atividades, eh, que que tem aqui pr pra galera? Por favor, tô vendo também que vai ter roda de capoeira também. É tudo de bom, né? É, vai ter uma uma roda de jongo, né, e de samba. A gente, na verdade, assim, esse projeto ele foi pensado, né, como uma comemoração desses 10 anos aqui com esse com essa com essa com esse espaço, mas a gente gostaria que esse espaço ele fosse mais diverso. Então, a gente gostaria que tanto o público fosse mais diverso, tivesse mais diversidade etária, eh, racial, de gênero, quanto nos artistas que ocupam também. Então, a maioria dos artistas que vão vir aqui fazer a programação desses 10 anos são mulheres, são pessoas pretas, né, e ou do interior, né? Então, a gente tentou criar isso e sabendo que o público que vem também vai ser mais diverso. Então, todas as atividades são gratuitas. Eh, a gente faz sempre uma comunicação tentando trazer pessoas de bairros mais periféricos, criando uma capilaridade assim, né, para não ficar só aqui em Barão Geraldo, né? Então, a gente tem recebido assim pessoas de outros lugares, tem sido muito legal. As oficinas todas a gente a gente tem eh vagas prioritárias para mulheres, para pessoas pretas, para pessoas trans, né? Para que o espaço ele seja ocupado com mais diversidade do que o público que já chega, que que é um público muito legal, né? Mas a gente acha que um que um território artístico ele tem que ser diverso. Então, para isso, a gente pensou eh atividades musicais, mas também atividades de outras linguagens artísticas também tentando diversidade nas linguagens. Então, a gente vai ter shows musicais, rodas de samba, oficinas de música. A gente também vai ter um espetáculo do Matula Teatro, que é um espetáculo de teatro, também um espetáculo de dança, eh, da Helen Aldrin, Jandiras, eh, e oficinas diversas de música, né? Hoje a gente vai ter do Pauan, vai ter, então é uma programação bem diversa mesmo. Bom, são 14 atividades. São 14 atividades no total. No total. Puxa a vida é coisa para caramba, né? E a gente falou da ação social. Uma dessas atividades vai ser eh a última. A gente vai eh trazer as meninas que vão fazer a oficina de canto comigo, que é uma oficina que chama Vozes Sábias, a importância da mulher na construção do samba. Então, a gente vai ficar 10 meses, já estamos pesquisando a história dessas mulheres. No fim, a gente vai fazer duas atividades, um show com esse repertório e uma caminhada daqui do nosso espaço até o ecoponto do bairro. A gente vai catando lixo pela rua, porque tem muito lixo aqui, apesar de ser um bairro, né, classe média, alta, mas a gente tem muito lixo pela rua. E a gente vai chegar no Ecoponto e vai oferecer músicas pros trabalhadores de lá, né, que é um lugar super importante aqui do bairro para que as pessoas também conheçam esse ecoponto, entendam como é que é o trabalho lá, né? Então essa vai ser a atividade que vai fechar o projeto. A gente também tem atividades, saindo daqui do espaço, a gente vai fazer dois saralus no lar dos velhinhos, sabendo que eles não podem se deslocar para vir para cá, né? Então a gente, a gente já fez algumas outras vezes, a gente eh pesquisa um repertório com todo o carinho, pensando neles, né? que um repertório de sambas mais antigos e aí a gente deixa o microfone aberto no final para que eles possam cantar também e a gente acompanhar. Então é um saral mesmo, é muito legal, é muito legal, muito prazeroso. Bom, e por falar em cantar, vou pedir pra Annabela cantar mais uma música aqui pra gente. Que que você pode cantar pra gente aqui, Anabela? Por favor, pensar. Eh, acho que eu vou cantar um samba que chama, é um, eh, tem alguns compositores que guiam aqui o cupinzeiro, né, que a gente começou pesquisando eles e a gente acha que são eh, representantes assim da nossa música. Então, um samba que chama Minha Missão, vou cantar um pedacinho, que é do Paulo César Pinheiro e do João Nogueira, que fala um pouco dessa coisa da arte como missão, do canto como missão. Quando eu canto é para aliviar meu pranto e o pranto de quem já tanto sofreu. Quando eu canto, estou sentindo a luz de um santo. Estou ajoelhando aos pés de Deus. Canto para anunciar o dia, canto para amenizar a noite. Canto para denunciar o açoite, canto também contra a tiran. Canto porque numa melodia acendo no coração do povo a esperança de um mundo novo e a luta para se viver em paz. Boa, sensacional. Você faz eh aquecimento vocal? Hoje não fiz, mas normalmente costuma fazer. Sim, sim. É importante, né? E você ensina isso também na na Sim. É a prática de canto que eu proponho aqui, ela ela vem muito desse lugar da cultura popular. Na cultura popular é um pouco isso que a gente tá fazendo aqui, né? Não é um lugar que tem muito aquecimento, que tem essa parte mais técnica, mas é isso. Quando você me chama e fala, apresenta um samba aqui, tem algo dentro de mim que me faz transpar ir para um lugar certo. É, mas claro que a gente trabalha a parte técnica, que é super importante, a consciência, né, corporal e tudo mais, mas a base do nosso trabalho aqui é a cultura popular brasileira. Então, na cultura popular brasileira, nenhuma voz é errada, nenhuma voz é feia e todo mundo, a gente parte do princípio que todo mundo já sabe cantar. A gente aqui só orienta, né? Então vai por esse caminho. Como começou seu interesse assim pelo pelo samba? O meu interesse pelo samba, ele começou pelo com o copinzeiro mesmo. Na minha casa ninguém ouvia samba. Não, não tenho essa essa formação. Não tenho. Famí. Eh, mas aí a gente começou a ter um interesse em pesquisar isso aqui nesse grupo de amigos, né? E aí a gente foi fundo, a gente pesquisou mesmo, a gente entrou de cabeça e é um universo, é muito encantador, né? Então aí isso me pegou. Eu falo que para mim a assim a a o que é o meu professor mesmo é é o samba, assim, me ensinou tudo, tudo que eu sei mesmo, as técnicas que é muito legal. Eu jogo fut vôlei, né? E o fut vôlei tem tudo a ver com o samba, sempre eh depois do fut vôlei e muitas vezes, inclusive durante a gente joga Aham. Ouvindo do samba. É depois aquele Danoninho, né? Aquela cervejinha não tem preço, né? Não tem preço. É, é legal. Eu acho que essas manifestações elas trazem uma coisa da rua, uma coisa da ginga, da fresta, né? Então o samba ele nasce um pouco. Eh, por exemplo, esses dois sambas que eu cantei aqui, se a gente tivesse com os músicos aqui acompanhando, é, ele estaria com um instrumental alegre, que é o tuc tu, tem isso, né? Então o corpo mexe, mas a base das letras é sempre triste. A maior parte do samba é lamento. É, é voz de lamento, porque vem dos morros, vem do, né, das pessoas sofridas, dos compositores. Mas então ele tem uma coisa muito bonita e muito intrigante que é isso, essa o Vinícius de Moraes falava isso, é essa tristeza que balança, né? Então assim, eh, ele tá na rua, ele tá na alegria, mas ele também traz, né, um pouco da do nosso Brasil profundo, assim. Então é muito rico, é muito rico mesmo. Uma manifestação muito rica. Bom, Anabela, que que você espera? Já são quase 25 anos de cupinzeiro. O que você espera aí para os próximos 25 anos? [risadas] Olha, nem sei o que a gente espera, viu? Mas a gente espera que independente, né, do do cupinzeiro, né, que sujam muitos grupos, né, que que surjam muitas políticas públicas para fomentar esses grupos, porque a gente percebe, tendo um espaço cultural, o retorno que as pessoas dão pra gente é muito, a gente percebe como a arte é importante. Às vezes a gente pensa em desistir, a gente fala: "Nossa, a gente não aguenta mais". Eh, eh, porque assim, se a gente for ver mesmo, esse espaço, ele não se sustenta, a gente faz porque é um sonho, a gente vai aos trancos e barrancos, mas a cada final de atividade, o retorno que a gente tem das pessoas, isso faz a gente seguir em frente, porque as pessoas agradecem, as pessoas falam: "Nossa, eu nunca imaginei que eu fosse viver, né? É, que eu fosse viver essa experiência". Então, o que a gente promove, o que a arte promove é experiência. E a experiência ela é das coisas mais importantes na vida, é o que a gente carrega, né, para sempre, assim. Então, o meu desejo é que a gente tenha alegria e possa seguir eh compartilhando o nosso trabalho e que o nosso trabalho possa causar benefício para todas as pessoas. Esse é o nosso maior sonho, assim, né? Seguir, vamos ver até quando que a gente aguenta, né? Já estamos estamos já estamos daqui a pouco já estamos aposentando, mas eu sei que outros outros grupos virão, com certeza. Pois é, em cima inclusive disso que você falou, daqui a pouco já estamos eh aposentando e tudo mais. O que você diria pra galerinha da nova geração que tá vindo aí com o samba e tem vocês, claro, como inspiração, como referência? Eu acho que a gente precisa pesquisar, respeitar e lutar para que a a não só o samba, mas que a nossa cultura ela ela esteja nas escolas, que as pessoas compreendam, olhem, passem a respeitar a nossa cultura. Isso muda tudo. Se a gente for olhar para os países de primeiro mundo, o que que eles têm de força? eles conhecem a própria cultura, eles conhecem a própria história, né? Então eu acho que assim, se eu fosse começar hoje, eu acho que eu faria essa essa luta assim para que a nossa cultura popular ela tivesse presente no dia a dia, né, nas escolas, nos trabalhos sociais, né? Então acho que quem quem vai começar vai ter bastante coisa para fazer ainda, né? Porque a gente precisa ainda de muita luta assim, né? Vamos lá, pessoal. No próximo bloco, então, eh, eu vou entrevistar o Pau Anã e vou, que é inclusive CCI, vou perguntar para Anabela para dar uma palinha que que você pode falar eh sobre o Pauan. E já já, antes da gente encerrar esse primeiro bloco, vai ter outra música aqui com a voz da Anabela Leandro, que é a cofundadora aqui do espaço. Bom, o Pauanã, eh, Pauanã Cariri Chocó, né, a gente conheceu ele aqui quando eles estavam numa circulação aqui pelo estado de São Paulo. Os cariri Chocó, eles começaram uma itinerância pelo Brasil para mostrar um pouco a importância da cultura, um pouco disso que a gente tá falando, né? Eles viram que seria importante as pessoas conhecerem através da voz deles a própria cultura e também num processo de retomada de terras que eles estavam que hoje eles conseguiram a demarcação. Então, tão num momento super legal. Então, a gente conheceu ele num numa dessas caminhadas e é a pessoa até hoje que eu ouvi cantar que mais me impressionou assim, porque é a música no lugar da vida, no lugar da espiritualidade, no lugar da conexão. Então, vendo um lugar muito bonito. E aí logo a gente falou: "Nossa, o que que é isso? O que que acontece aqui?" A gente começou, né, a a a se aproximar deles, né? Aí faz muitos anos que a gente tem essa parceria, né, com os Cariri Chocó, assim, né? Então é é sempre um prazer receber o Pauan aqui para contar um pouquinho, né, desse sagrado, do canto sagrado, assim, né? Boa, sensacional, Anabela. Então, pra gente concluir, [risadas] como chama? B, esse é o nosso mascote aqui, né, BT? Ele tá em todas. É o gato com a maior formação. [risadas] É, tá participando aqui. Gosta de samba ou não? Adoro. Tá em todos. Quem não gosta de samba? Exatamente. Bom sujeito, não é, né? Vamos lá então pra gente encerrar esse primeiro bloco. Sensacional a entrevista, muito bacana. Conhecemos, portanto, um pouco da história aqui, porque é muita coisa, né, gente? Também são várias atividades aqui na comemoração. Por favor, pra gente encerrar a bela voz aqui da Anabela Leandro. Obrigada. Eu vou encerrar então eh cantando um compositor que a gente gosta muito aqui no Cupinzeiro, que é o Geraldo Filme, que é um compositor aqui de São Paulo, que fez parte, né, do que a gente pode chamar de samba rural paulista. Eu vou cantar o refrão dessa música. Eu era menino, mamãe disse: "Vamos embora. Você vai ser batizado no samba de Pirapora". Mamãe fez uma promessa para me vestir de anjo. Me vestiu de azul celeste, na cabeça um arranjo. Ouviu-se a voz do festeiro no meio da multidão. Menino preto, não sai aqui nessa procissão. Mamãe, mulher decidida ao santo, pediu perdão. Jogou minha asa fora e me levou pro barracão. Aê, valeu, Anabela. Obrigada. Eu que agradeço. Muito obrigada. Prazer. Nascedouro [música] da Mata é um só. Vou top entrelar socotó. Amazônia me abraça, [música] vim dançar carimbó. Amazônia me abraça, vim dançar carimbó. Nascedouro da mata [música] é um sol. Vouoprela socotó. Amazônia me abraça, vim dançar carimbó. Amazônia me abraça, vim dançar [música] carimbó. Vim dançar carimbó. Esse corpo que brinca é o corpo da mata. Sou toda a floresta [música] e nada separa esse meu coração. Tanta vida arrebata. [música] Transflorestar, transflorestar a vida. Conexão Cultural de volta aqui no segundo bloco para bater um papo com o Pau Anã, que é CCI, tá recebendo a gente aqui. Tudo bem? Antes de mais nada, eh, muito obrigado por nos receber aqui no Conexão Cultural. Que agradeço, né? Primeiro quero aqui me apresentar, né? Saudando esse povo aqui de São Paulo, Campinas, né? que no momento que estamos aqui, eh, Buyó na tequier por estar mais um momento aqui nessa cidade maravilhosa, trazendo um grande conhecimento e a força ancestral do nosso povo através do nosso cântico que por muito tempo vem espalhando aqui no nosso no nosso estado, no estado de São Paulo, aqui na cidade de Campinas. E é com muita honra e que a gente traz essa grande, esse grande conhecimento, essa grande prática tradicional do nosso povo. Eu sou Pauan, sou uma das lideranças do meu povo Carrique Chocó, que habita lá no estado de Alagoas, né, em devista com o estado de Sergipe, as margens do rio Opará, conhecido pela sociedade brasileira como rio São Francisco, mas para nós carier chocó é rio Opará. E para mim é uma satisfação e uma grande honra estar aqui com nossos irmãos, fazendo essa essa grande troca e essa essa grande prática tradicional do nossos cânticos. Boa. Isso que é bacana, né? Essa troca de experiência, de conhecimento, né? Com certeza ele tem sido. E o que a gente vai trazer para cá hoje para esse momento, é o toré. Toré e Rojão são dois tipos de cântico tradicional do nosso povo lá do Nordeste, do povo do bioma da catinga do Nordeste, que traz essa grande essência, essa grande força para o nosso povo aqui no sul, né, e todos aqueles que que vão ter a oportunidade de participar desse cântico, sendo que esse lugar de Campinas, essa cidade maravilhosa, vem nos recebendo em diversos momentos. Já temos aqui uma passagem de mais de 17 anos trazendo esse grande contato, né, essa grande essência que através dos nossos cantos foi que nós tem tido grande conquista aqui nesse nesse movimento político, nesse movimento social com a nossa cidade maravilhosa de Campinas e e outra cidade que nós no qual nós tem eh visitado e inclusive essa TV Conexão Conexão Conexão Cultural Cultural não é a primeira vez que elas nos nos morte para o mundo, né, para o povo. É, fica no YouTube e a galera do mundo inteiro pode acompanhar o programa Conexão Cultural aqui na TV Câmara Campinas. E a gente agradece mais uma vez de tá aqui. Não, imagina. E eu percebo que você gosta bastante de verdade de Campinas, né? Porque você fala bastante. Qual a sua relação aqui com o pinzeiros? Que que você pode falar? Eh eh que que você acha do local? que certamente tá sempre fomentando aí a cultura, a arte, a música, o samba. Então, nesses lugares, com o pizeiro, com toda honra eu falo, né? Tem aqui os dois guardiões desse dessa maloca, né? Que é uma maloca de de que acolhe nossos irmãos, que tem na sua essência o dom do cantar. E essas duas pessoas aqui que toma de conta, né, que administra que para nós é um cacique e um um pajé, embora nós temos aqui uma caci e um pajé, pode ser cacique também, que traz essa atividade, onde tem essas pessoas que que traz essa cultura que forma o nosso país, que é onde tá a riqueza do nosso país, é dentro do samba, é dentro das culturas populares e principalmente quando tá ligado à música, quando tá ligado ao cântico, né? E a gente tem uma identificação muito importante, foi através de cânticos em que nós se encontramos aqui em Campinas. Eu lembro pela primeira vez que nós se encontramos, já tenho feito eh outras oficinas igual essa e a primeira vez que que entramos aqui foi com nossos cânticos, juntando as músicas que aqui a gente encontramos, as danças e tudo mais. e me chamou muita atenção, não só de de quanto de mim, quanto do meu povo, porque em algum momento eu também levei paraa minha comunidade lá pro estado de Alagoas, né, essa grande, esse grande dom que essas duas pessoas, né, o Edu e a Ana Anabela tem, né, e e sabendo que aqui é um local que tem vários artistas aqui do estado do de São Paulo e da cidade de Campinas. Então, onde tá essas pessoas, onde tá essa riqueza, o cara chocó se aproxima ou ele chama também para perto dele. Então, juntos a gente tem essa missão de levar a cura do do dessa cidade de Campinas, a cura do mundo, do estado de São Paulo através dos nossos cantos. É uma forma de nós se expressar e trazer alegria, harmonia e tudo mais, a paz para essa humanidade que tanto estão precisando. Bom, eu tô aqui com as informações da da oficina. Você vai aí no Cantos Ancestrais de trabalho Cantos Rojão, com você, portanto, Ccique Pauan. Gostaria que falasse um pouco sobre isso, como vai ser a oficina, enfim, que que você vai passar pra galerinha. Então, é um momento muito importante, né? Como falei, nossos cânticos, ele traz a expressão daquilo que nós estamos sentindo e o que queremos buscar e o que queremos praticar, né? Eh, e através dos nossos cantos a gente traz o som de tudo que é na natureza, desde a mãe terra, dos trovões, dos pássaros, do ar, das águas, do fogo, né? Tudo que tá ligado, nossos cânticos, nossas danças, é totalmente entre ligado em reverência a esses seres sagrado, né, que que forma o nosso mundo, que forma o nosso o o o que protege e cuida do nossos de nós humanos, né? E o Rojão é um canto cantado em uma voz em duplas, né? Que hoje a gente vê uma coisa muito semelhante, que é os artistas sertanejos, né? que faz em dupla, mas o nosso é um pouco faz em dupla, mas é diferente. É um canto cantado para a trazer a força da resistência que a gente canta em mutirão, né, em coletivo para uma construção de uma bapi, que é uma casa, para uma construção em um plantil, nas lavouras, n nossas roças, numa pescaria, enfim, nos trabalhos físicos a gente traz o canto do rojão, que hoje essas pessoas, esses irmãos que vai ter oportunidade de de estar presente, vai fazer essa grande prática. e vai ficar de ensinamento para a vida dele daqui pra frente. Bom, bora dar uma palinha. Bora. Vamos lá. Então, eu vou cantar primeiro um toré e depois canto o rojão e vocês vão perceber como ele é diferente. O Toré a gente canta dançando, fazendo vários movimentos, porém eu vou cantar só ele. O primeiro vai ser o Toré. O rojão, a dança dele é o trabalho físico, seja na em qualquer atividade no no braço ou nas pernas, tá certo? pinete modifinete moda rei na rua He na rua, he na rua, he na rua, he na rua, he re na rua. He aha, he na rua, he re na rua, he re na rua, he re na rua, he reha. Ei na rua, he re na rua, hei na rua, he na rua, e. Ah, ei, na rua. Pipin mod pipin mod. Hei hei naa. Hei ei naa. Ei ei naa. Hei ah. Ei naa. Ei naa. Na rua, ei naa. Ei. Ei naa. Ih. Boa. Sensacional. muito treinamento ou não? O treino é desde que estamos na barriga da nossa mãe que nós já canta e dança, né? O treinamento ele vem já vai ouvindo de dentro da barriga, dentro da barriga. É cantando, dançando já desde lá. Esse é o nosso toré e temos o nosso rojão que eu vou fazer só uma pequena partinha para vocês entender como não demorou. Pode ficar à vontade aí. Aí é sem maraca. Você viu que eu cantei e dancei no no ritmo dela, né? É. E ela é sem maraca porque a maraca da gente é a inchada. É a nossa mã fazendo as casas de taipa. Tá. Lelê ê de alelê. Êê alelê. Esse é o tipo de voz que a gente junta duas vozes, como se fosse a terra e o céu. Eu fiz a parte da terra e agora vou fazer a parte do céu. Jelê, Jelê, Jelê, Jelê, ô Jelê, já. Que beleza. Conexão Cultural sempre dando um show. Olha, parabéns, viu? Fiquei realmente impressionado aí na que é que competência, hein? Bom, desde o início da nossa entrevista você tem demonstrado aí é um carinho muito grande por nós, campineiros, pela cidade de Campinas. Deixa um recado então pra galera de Campinas que está acompanhando conexão Cultural aqui. Então eu eu me eu trago esse carinho pelo pelo ter por a cidade de Campinas o povo campinense ter nos recebido de uma forma muito carismática, de uma forma muito de irmão, né? E e ter abraçado a nossa causa, né? Uma das coisas muito importante foi ter a própria, inclusive a universidade, uma das maiores do nosso país, inclusive, né, nos recebeu muito bem nosso nosso trabalho de educação patrimonial a Unicamp, né? outras escolas particulares, escolas municipais, escolas do próprio estado, aqui nos receberam muito bem esse grande trabalho desses cânticos aqui de toda a nossa história, conhecendo a nossa história, conhecendo o nosso povo e essas pessoas aqui que que enfeita e que e que é raiz daqui dessa cidade de campinense, porque se tem um local que eu encontrei com pessoas que eh que é muito rico na nessa questão cultural da cidade e que traz uma cultura popular brasileira em geral. Está aqui em Campinas. Me deparei com com muita gente, inclusive quando a gente foi aqui acolhido, né, foi pelo um espaço cultural, um centro cultural, centro de, né, não deu, não abriu as portas para que a gente até fizesse, a gente se hospedou lá para fazer esse trabalho de uma jornada, né, formando uma rede de apoio aqui. A gente trazia aqui 10, 15 membros da nossa comunidade e realizando uma grande jornada de trabalho de educação patrimonial. levando esse conhecimento para as escolas, para vários lugares culturais aqui da nossa da nossa dessa cidade, né? Então aqui eu tô com mais de 7 anos e essa vez que eu tô vindo agora para mais um grande trabalho como esse com a oficina de cantos. Eh, tá se interando a oitava vez, né? E e eu não paro de agradecer. Para mim fez parte da minha formação de liderança da minha comunidade, Carir Chocó, que até o então eu não era um um líder geral. Hoje, hoje sou um líder geral por ter eh caminhado e lutado a bem de de de conseguir recursos sustentável, projetos sociais para nossa comunidade. Então, quero agradecer e dizendo e deixando essa mensagem para os donos de escolas particulares, o os o secretário de cultura, secretário de educação, né? inclusive o prefeito aqui ou prefeita que quer que seja que esteja no comando nesse momento, que receba os povo, o povo cadeira de chocó, né, e que dê uma força no apoio trazendo essa grande riqueza que essa cidade sempre abraçou e que continue abraçando como possa ser eu que esteja aqui, outros parentes que vier abraço da forma que vocês estão abraçando, né, que inclusive estamos com mais de de de não sei quantos indígenas jovem fazendo eh eh prestando a faculdade, né, prestando estudando na Universidade aqui de Campinas. É um mérito também de uma luta que eu iniciei quanto liderança aqui há a h a há há 7 anos atrás, né, e conquistamos esse espaço através do do do apoio de nossa de nossos irmãos aqui de Campinas. Então é por isso que eu trago esse legado e esse esse esse carinho por essa cidade maravilhosa de Campinas e sempre voltarei. Valeu, muito obrigado. Seja sempre muito bem-vindo em Campinas naquel. Bom, é isso aí, galerinha. Falamos aqui sobre o cupinzeiro. Pois é, tem muita história e vocês conferiram tudo ou quase tudo, né? Aqui no Conexão Cultural. Valeu, muitíssimo obrigado e até a próxima oportunidade. Tchau. [música] da pintura Celana [música] na Zarabatana, [música] no mundo no manto do Pidamble Camaiurá [música] na oração de sana. [música] Canta índio do Brasil, canta índio do Brasil, canta [música] índio do Brasil, canta índio do Brasil. [música] Yeah. [música]
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