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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Seja bem-vindo. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo para você hoje, segunda-feira, dia 8 de junho. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Hoje vamos conversar sobre um comportamento que está se tornando cada vez mais comum, mas que muitas vezes passa despercebido. Você já percebeu que conversa menos do que conversava alguns anos atrás? Pedir informação na rua, bater um papo na fila do mercado, por exemplo, conversar com o atendente ou até ligar para resolver um problema. Muitas dessas situações foram substituídas por aplicativos, mensagens, inteligência artificial e sistemas automatizados. Estamos apenas nos adaptando a novas tecnologias ou estamos perdendo algo essencial para a convivência humana? Bom, para discutir esse assunto, nós temos duas duas pessoas aqui que são especialistas e nós vamos conversar sobre essa questão. Será que nós estamos falando menos? E que isso e que isso representa pra gente? Qual o impacto desse retrocesso? Estamos retrocedendo, será? Para analisar aí você conversa com quantas pessoas durante o seu dia. Manda sua mensagem aí pra gente. WhatsApp na tela. Queremos conversar com você. Manda aí eh como que tem sido o seu diálogo, né? Você conversa com alguém e qual que é o impacto disso na sua vida. 1997293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho a previsão do tempo para você e já já vamos apresentar então os nossos entrevistados. Enquanto isso, quero te fazer um convite. A Câmara de Campinas convida você para participar de uma importante discussão sobre o futuro da cidade. Amanhã, terça-feira, dia 9, às 7 da noite, será realizada uma audiência pública para debater o projeto de diretrizes orçamentárias para o ano que vem. Esse é o momento de conhecer, discutir e contribuir com as metas e prioridades da administração municipal para o próximo ano. A audiência será conduzida pela Comissão de Finanças e Orçamentos da Câmara de Campinas. A sua participação é muito importante. As opiniões e sugestões da população ajudam sim a definir os rumos dos investimentos públicos em Campinas. Então você pode participar presencialmente no plenário da Câmara ou acompanhar a transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas. Durante a transmissão, você também pode enviar perguntas e sugestões por meio de um formulário que está disponível no site campinas.sp.leg.br. Lembrando que a reunião é amanhã, terça-feira, dia 9 de junho, às 7 da noite, no plenário da Câmara. Sua voz faz a diferença. Previsão para hoje. Como é que será que fica o tempo, hein? Olha, de acordo com meteorologistas, nós temos aí a chegada do Elinho, né? Então, no decorrer da semana teremos chuva, mas vamos viver o aqui e o agora. Hoje mínima foi de seis, a máxima de 24º. Dia lindo, céu, azul de brigadeiro. E a gente pode fazer desse um dia maravilhoso. Vamosora. Vamos então ao tema central do nosso programa de hoje, ao vivo com você agora 8:12. Ô gente, nós vivemos na era da hiperconectividade. Nunca tivemos tantas formas de nos comunicar, né? Celulares, aplicativos, redes sociais, videoconferências e assistentes virtuais nos mantém conectados praticamente o tempo todo, mas ao mesmo tempo cresce a percepção de que estamos nos relacionando menos e conversando menos. Especialistas apontam que a facilidade tecnológica trouxe praticidade, mas também reduziu muitos espaços de interação espontânea. O resultado pode ser um aumento da sensação de isolamento, dificuldade de comunicação e até prejuízos emocionais relacionados à construção dos vínculos humanos. Então, para entender melhor sobre esse cenário, hoje a gente recebe a fonoaudióloga Soraia Bueno, seja muito bem-vinda. Muito bom dia. Obrigada pela sua participação, Soraia. Obrigada pelo convite. Maravilha. Para completar o nosso time de hoje, claro que a gente precisa de um psicólogo para entender tudo isso. Fred Dias, especialista em logoterapia e terapia cognitivo comportamental. Muito bom dia. Obrigada pela sua participação. Muito bom dia, Rúer. Um prazer estar aqui com vocês. Maravilha. Então, vamos entender. O silêncio tem se tornado um acompanhante cada vez mais presente na rotina dos brasileiros, especialmente após mudanças do hábito consolidadas pela pandemia. Uma pesquisa realizada pela Universidade e do Arizona, nos Estados Unidos, revela que as pessoas estão falando significativamente menos do que há três décadas. Os dados mostram que, olha só, desde 2007, 2007 a média diária de 15.000. 1900 palavras por dia, número que recuou para 2.700 na atualidade, uma redução de 3.200 palavras cotidianas. Então, mas será que isso influencia alguma coisa? A gente começa com a Soraia perguntando como a fala influencia o desenvolvimento das nossas habilidades sociais, eh, emocionais ao longo da vida. A fala, o que ela representa, né, para nós que somos seres humanos falantes. Soraia. Ah, em tudo, né, Rúbia? Porque você vê, a gente começa a aprender a falar desde que a gente nasce por imitação, né? E a gente pode até fazer um paralelo com a história do Pedro e o Lobo, né? Que foi criado com lobos e fica anos sem saber falar. E quando ele chega a civilização que ele vai eh dar de cara com essa dificuldade de se expressar, né? Então é fundamental a gente saber se comunicar e atrás da fala vir os sentimentos, né? Saber e contar aquilo que você tá sentindo. Eu acho que quando a gente vai pra primeira infância, quando a criança não consegue eh se expressar dentro do esperado, a preocupação dos pais é de como que ele vai contar que ele levou um beliscão na escola, né? Então, adia essa esse convívio com outras crianças, que também é fundamental por conta de ainda não conseguir se comunicar. Excelente. É, agora quando a gente vai pro lado psicológico, quando um estudo, Fred, aponta que estamos falando menos a cada ano, isso deve ser encarado como um alerta paraa saúde mental? Isso influencia a nossa saúde mental? Isso sim, de que forma? É interessante assim, tem o lado da praticidade, Rubert, que eu que eu acho importante a gente olhar para esse fenômeno por vários ângulos. Não há uma explicação, somente uma explicação para o que tá acontecendo. Eh, exemplo, para eu chegar aqui, Uhum. Eu não troquei nenhuma palavra com o pessoal daqui. Sim. Então, me chegou uma mensagem por WhatsApp, ou seja, não teve fala, né? Hum. Teve eh a a comunicação escrita. Interação. Isso. Escrita. Eu botei no Google. Uhum. Eu não conhecia o endereço aqui. E e eu sou da década de 80. Na década de 80 você chegava num lugar, você parava em vários postos de gasolina e fazia as perguntas, né? Onde como é que eu chego ali, como é que chego aqui? e principalmente me conhecendo, eu teria parado aí uns quatro postos para chegar aqui. Nada disso aconteceu. Então essa praticidade que muitas vezes eh a gente não precisa nem escrever, por exemplo, o iFood eh ou até pedir um Uber, né? Você precisa, você só clica, vai. Sim. Essa praticidade ela existe, ela veio para ficar e eu acho ela positiva. Eu entendo ela de uma maneira positiva. Não tem retrocesso, a gente só vai evoluir. Exatamente. Quando a gente pode entender que esse tipo de interação está sendo negativa? Uhum. O Jonathan Heide, que é um psicólogo americano, ele escreveu um livro chamado eh A Geração Ansiosa. A geração Ansiosa, ela das várias maneiras que ele trabalha no livro, ele fala sobre o modo descoberta e o modo defesa. O modo descoberta é a maneira como você cresce descobrindo o mundo. Uhum. Uhum. Então você cresce brincando lá fora, conversando com amigo, eh trocando ideia com os pais, trocando ideia, trocando figurinha. Agora é o a época da Copa, né, da época do al jogando bafo com os amigos. E tem o modo defesa. O modo defesa onde você, de certa maneira entende que esse mundo é inseguro e você se defende. Uhum. E uma das maneiras de se defender é justamente não falando muito. E uma das maneiras de potencializar ele se não falar muito é que agora eu consigo coisas sem precisar me expressar. Então aí nesse caminho a gente pode ter um problema, sim. Uau! Eh, do ponto de vista da comunicação agora, Soraia, eh, os prejuízos que podem surgir quando essas interações presenciais elas diminuem, quando a gente, vamos pensar aí em um adolescente, né, eh, em nós adultos, nós começamos a diminuir a nossa fala, né? Eh, quais prejuízos podem surgir ao longo eh do tempo? as interações estão diminuindo as presenciais, assim como o Fred muito bem colocou pra gente agora. Uhum. Eh, eu vejo no consultório, né, atendo desde criança até idoso e a perda, né, da da do entendimento mesmo, eh, do olhar nos olhos. Eh, você vê às vezes as crianças, eh, conversando dentro de casa com os pais por mensagem. Nossa, né? Um tá no quarto, outro às vezes os dois estão na mesa e aí estão falando e por mensagem. Aí a gente pode comparar aqui quando você vai digitar ou quando você vai escrever, você tá usando outras habilidades que não só a comunicação verbal, mas a motora para poder digitar, né? Mas eh o prejuízo na comunicação é grande. Às vezes a pessoa não dá um bom dia dentro do elevador, né? O que eu percebo, como você comentou no começo, de que a pandemia eh agravou essa essa diminuição da comunicação interpessoal, né? Eh, e a gente vê um prejuízo maior ainda nos indivíduos que são tímidos, né? Eh, eu vejo às vezes, eh, adolescentes que não conseguem falar nem na portaria, na recepção do prédio. Olha isso, né? abaixa os olhos, porque pelo computador, pela pelo WhatsApp, qualquer rede social, você não precisa olhar para ninguém, né? Você pode ali, ficar só digitando que ninguém nem vai ver a sua reação, sua expressão, né? O entender às vezes da da de uma piada, eh, de uma ironia. Então, a gente fica no prejuízo nessa questão. Exato. Sim. Eu acho interessante isso, muito legal que você falou na na questão do do dos adolescentes, porque também no o e e a o Zigmon Balman, né, que é um um sociólogo polonês já mora no céu, eh ele dizia que justamente dessa questão do do uso do smartphone para conversar em casa. Uhum. Pai, estou indo na casa de fulano. Então essa comunicação, a princípio, era uma comunicação que ele abria portas paraa comunicação real. Ou seja, eu aviso e quando chego em casa eu continuo o assunto. Mas ele diz que não é essa comunicação. A comunicação ela se fuma mensagem que é enviada pro pai ou pra mãe. Fala, ó, estou na casa de fulano, volto tal hora e acabou. não tem mais comunicação, né? E o o Jonathan Heide, ele diz também que é bem interessante que nesse modo descoberta de comunicação é preciso corporicidade, ou seja, o corpo está presente. Sim. E é uma comunicação síncrona. Ou seja, eu que nem a gente tá fazendo aqui. Eu falo, você escuta, você fala, eu escuto. Depois a Soraia fala, eu escuto e a gente vai interagindo. Então aí a gente tem sintonia e a gente tem sincronicidade. A comunicação digital ela é assíncrona. Você manda uma mensagem, a pessoa vai responder às vezes no outro dia. Uhum. Ou depois de 10 minutos. Eh, e aí tem até adolescente que já fica ansioso. Nossa, demorou muito para responder, né? Então tem esse ponto também. E ela é descorporificada, não existe a presença do corpo, a expressão facial. Eh, quantas vezes a gente já a gente já escreveu k, mas a gente tá assim, né? Sério. Exatamente. Verdade. Nossa, isso foi muito engraçado. Caca não existe essa expressão facial, né? Que faz parte da comunicação, que faz parte da sintonia. A gente entende, ó, tá legal, entendi a piada, entendia a ironia. Então isso aí se perde mesmo. Olha só, interessante você falar dessa expressão facial, porque a gente separou aqui para Soraia essa questão eh da da expressão facial, né? Porque grande parte da comunicação humana, como você disse, acontece por expressões faciais, né? E os gestos, né? Então, esse excesso de comunicação digital pode sim, pelo que ele trouxe paraa gente, Soraia, eh diminuir ou prejudicar essa percepção. As pessoas estão se expressando menos a partir dessa diminuição, né, da fala que nós estamos vivendo de acordo com especialistas e pesquisas de universidades. Você não esboça mais sentimentos, né? assim, tem pessoas que já não são tão expressivas, né? Não levanta uma sobrancelha, né? Não regala os olhos, não torce o olho, né? Não faz um bico. Eh, e às vezes você faz realmente uma piada e a pessoa não expressa nada. Tudo bem que tem gente que faz piada sem graça, né, mas não estamos falando desse desse quesito, mas realmente eh fica uma coisa oço assim. né? Sem muita vibração, sem muita emoção, sem você ficar radiante com uma com uma notícia, né? Hoje a gente vê eh, por exemplo, e pessoas que vão eh dizer o sexo do bebê e manda, faz vídeo com vários amigos. Aí você vê realmente umas um um gritando, o outro abrindo a boca, o outro Aí você consegue perceber que as expressões estão diferentes, né? pelo menos. Então, né, a gente tá ficando robotizado, será para analisar, né, tudo aqui no dedinho, rapidinho, tal, tem a inteligência artificial, tem todos os aplicativos, tem tudo na nossa mão. E aí a gente tá diminuindo as palavras, nós estamos diminuindo as expressões, diminuindo as emoções. Será o que que tá acontecendo se a gente para para analisar friamente de tudo e eh diante de tudo que tá acontecendo? Eu acho que tem uma um uma coisa robótica em todos os sentidos. Eh, vou quando você liga para outro dia, vou dar um exemplo que outro dia deu um problema na minha cafeteira e aí você pode ligar e eles vão te instruindo. Eh, como você tem que talvez desentupir lá onde ficou o café parado. Eh, eu liguei pela primeira vez, falei com uma atendente, ele estava lendo. Ele talvez pegou uma fondeóloga que percebe e a pessoa tá lendo. Aham. É, sabe aqueles e guias mirins do Nordeste que se você interromper, ele tem começado o começo? Eh, eu sinto isso hoje na nas pessoas em alguns segmentos, né? E aí ele ele só queria me vender a assinatura da da do café. Ele não quis resolver o meu problema. E aí ele seguiu um script e aí ele ficou e aí eu tive que desligar e ligar de novo. Aí uma outra teve e ter sorte de aí a atendente conseguiu me resolver o problema nãoicamente. Olha aí me escutando, que é uma outra coisa que hoje em dia, pegando esse gancho da pergunta, né? Na terapia cognitivo comportamental, a gente tem um termo chamado granulosidade emocional. O que é isso? A granul parece ser difícil, mas é bem simples. A granulosidade emocional vem de grãos, né? Quanto quanto maior a granulosidade emocional, mais você consegue definir a emoção que você sente. Raiva, tristeza, alegria, frustração. Quanto menor a granulosidade emocional, menos você define aquilo que você tá sentindo. Uhum. Hum. E qual que é o problema disso que vem vem da da sua pergunta? Se você não define o que você sente, ao mesmo tempo você sente tudo e não sente nada. Então quando se vários chegam no no no consultório na durante do setaput que você tá sentindo? Ai não sei, tô com negócio aqui. Uhum. Ou seja, não há a denominação daquilo que a pessoa está sentindo. Sem essa denominação, você não tem um caminho, entende? Para conversar, para buscar informação, para entender melhor. Então, muitas eh das primeiras sessões é justamente esse treino da granulosidade emocional, da pessoa aprender. E aí eu trago uma lista, ó, você acredita que não existe só essas cinco, esses cinco sentimentos? Não. Aí eu trago aquela lista enorme, ó, tem tudo isso, isso, isso. Rapaz, eu sinto isso, eu sinto aquilo. Ah, nossa, isso aqui que eu senti ontem. Ele sabe, ele conhece a palavra, mas não verbaliza ela. Ele não entende que aquela palavra tá tá dizendo a respeito dele. E eu acho que esse que essa comunicação não emocional, que é pelo digital, vamos dizer assim, ela potencializa esse esse esse fenômeno. Uhum. Agora, se a gente para para analisar, né, nós adultos estamos falando menos e as crianças convivendo com adultos que falam menos em um momento que elas estão aprendendo a se comunicar, a montar palavrinhas, a falar. E aí, minha fonudióloga, como fica as crianças? Um prejuízo grande. É, infelizmente é o que a gente mais encontra é o prejuízo na aquisição da fala, né? É um vocabulário, eu não gosto de usar essa palavra pobre, mas é um vocabulário eh mínimo, mínimo, né? Você vê quando você dá e um brinquedo com o que seja com animais ou com bonecas, é sempre muito pequeno. É só oi, oi, oi, mamãe. E aí você vê que não tem um vocabulário ali para poder formar uma história, né? Eh, eu percebo que falta a criatividade. Então, eh, paraa gente aprender a falar, a gente precisa formar eh, a casa, né? Então, o vocabulário, o conhecimento são as paredes. A fala vem por último, que é o telhado. Então, se você não tem uma base dentro do seu ambiente, né, eh, de pais, irmãos, eh, que falem com você, que você consiga aprender, como eu falei no começo, que a gente aprende eh a falar pela imitação, da mesma maneira a alimentação, eh, como é que você vai falar, como é que você vai criar? da mesma maneira que são mais raras, mas a gente pega crianças eh que às vezes te surpreende com o vocabulário já muito superior para aquela idade, né? Então, mas também como a gente no consultório tá ali para resolver, né, essas dificuldades, a gente vê mais crianças com falta de vocabulário do que com crianças que vem por uma troca na fala, mas com vocabulário vasto. Sim. E quando você fala eh eh de atendimento a crianças, né, no em um fono audiólogo e eh isso tem aumentado, tem tido mais busca, porque a gente sabe que a saúde mental, gente, eh pelo menos os profissionais que passam por aqui, quase não tem espaço na agenda, né? É muita gente buscando terapia e que bom, por um lado, mas preocupante por outro até, né? E eu gostaria de saber da questão da fonoaudiologia, porque às vezes nunca eh eh pouco se fala sobre a importância, né, eh eh dessa especialização para de repente eh eh a melhoria da nossa qualidade de vida, né, a melhoria de repente da da criação eh eh de uma criança, como que tem sido a busca e e realmente você eh percebe isso, que estamos com dificuldade quando a gente eh cita a questão da fala da comunicação. Realmente estamos falando menos, nos comunicando menos. Isso está refletindo. Olha, eh, reflete em vários sentidos. Eh, já tem alguns anos de formada, então eu posso dizer que a procura aumentou, né? É uma profissão que não é antigas, né? Relativamente eh nova. Então, quando eu me formei no consultório, a primeira coisa quando falta a grana é as são as terapias que são tiradas de, é óbvio, né? Eh, mas lá atrás a gente escutava, ah, quando cresce ser Sara. Aham. Né? Hoje em dia a gente não escuta mais isso, né? Eh, a escola eh é um bom parceiro de perceber e orientar paz e falar: "Olha, precisa, né? tá atrasado, não tá dentro do do esperado. Eh, aí vai paraa parte da da alfabetização que vem com prejuízos também. Quem teve atraso normalmente eh também vai ter uma dificuldade no aprendizado, no ler e escrever, né? Eh, então a gente vê sim uma procura maior do que alguns anos atrás. É importante a gente salientar isso que você pontuou, né, Soraia? É porque você diz, uma dificuldade no aprendizado, né, no ler e no escrever. A fala, a comunicação, ela é primordial e e é algo que enraíza para outras outras situações do nosso cotidiano, né? Então, se eu não me comunico, eu vou ter dificuldade em escrever, em produzir, em raciocinar. está tudo interligado. Então, por isso que a gente precisa entender a importância de fazer algo que é tão gostoso, né, que eu gosto muito, que é falar e a gente precisa conversar, a gente precisa falar, principalmente dentro de casa, com as nossas crianças, a interação. Nós temos aqui, Fred, alguns relatos de eh pessoas que passaram por aqui, profissionais dizendo que atenderam até alguns adolescentes e que tem esse problema eh da comunicação dentro de casa. E aí, relatando pra gente que assim, eh, por que que você, eh, não se comunica, né? Qual que é a sua dificuldade? Ah, porque eu prefiro escrever, é melhor escrever. E aí outros relatos de adolescentes que saíram de um grupo de internet e que foram se encontrar, né, face a face, pessoalmente, eles não sabiam como iniciar a conversa. eles ficaram todos acanhados, não conseguiram conversar e a partir daí eh eh os terapeutas, psicólogos, enfim, eles eh iniciaram um tratamento para poder fazer com essa tur que essa turma tivesse uma interação, algo que deveria ser natural, a gente já nasce com isso. Qual que é a sua avaliação psicológica sobre toda essa situação? É, é muito interessante assim, só um parênteses, né, que eh eu atendo vários adolescentes que aí quando você vai atender o adolescente, a primeira coisa que você tem que fazer é controlar o que é a demanda da mãe e o que é demanda do adolescente, porque chega a demanda da mãe, entende? Que que deve ser acolhida com toda certeza. Afinal de contas, estamos falando de um adolescente, não de um adulto. Então, você acolhe a a demanda da mãe. E por que que eu tô falando isso? Porque ai meu filho não sai da frente do computador, ele não sai do joguinho, ele fica lá o dia inteiro, tal. E aí durante a terapia, vamos dizer assim, que a autoestima vai sendo fortalecida e o garoto vai começando a a a sair ou a menina tal. Aí depois chega a mãe e fala assim: "Ai, ele tá saindo demais agora, ele não fica mais em casa, tal, agora me ajuda." Eu sei, a gente tem, então é tudo extremo, né? É, mas esse é só um ponto. É, eu acho que a gente, eu acho, não, eu acho o o explicação bacana, é que quando nós nascemos, né, a quando a gente vai crescendo, a gente desenvolve uma comunicação emocional corporal. O que que como o neném se a emoção é comunicação, isso é muito importante. Escute as suas emoções. Aí as emoções estão comunicando algo para você. Voltando, como o neném se comunica? Se ele tá com frio, com calor, com fome, com dor, ele se emociona, ele chora, ele faz cara. Você vai no YouTube ou você vai no, você pega aqueles e gifs que tem no, no Google, né? Fala criança com nojo. É aquela carinha característica, ou seja, é a comunicação emocional corporal. quando ele vai se desenvolvendo, essa essa comunicação emocional corporal, ela se ela evolui para o apontar, para o pegar e também para o falar. Uhum. Em toda essa comunicação, a criança, ela está vendo se o mundo, porque a comunicação emocional, corporal e fala é você demonstrando vulnerabilidade. Você precisa de alguma coisa, você pede. Você precisa de alguma, tá doendo, tá aquilo, tá aquilo, outro. E aí, em resumo, o que a gente tá fazendo nessa primeira infância? entendendo se o mundo é seguro ou inseguro. Se você entende que o mundo é inseguro e você, aí já pegando o gancho do do tema, e você não tem um estímulo para fala em casa com os pais no celular, né? Não tem aquela comunicação ou estímulo falta. Se não há comunicação verbal, que já é uma interação mais madura, o que há a atuação. Então você, em vez de se comunicar e falar, você atua. A atuação é a maneira mais primitiva de se comunicar. O que é a a atuação? empurrar, bater. Eh, você vê que até em adultos quando falta a comunicação evoluída, eles partem para a comunicação primitiva, que é um bater no outro, que é bem não evoluído, vamos dizer assim. E o que que eu quero dizer com isso? A maneira que um adolescente pode atuar nesse mundo que ele entende ser inseguro é ou partir paraa agressão física, que acontece, mas ou também partir para o embotamento, que é aquilo que você falou. Eu não vou falar nada porque se o mundo é inseguro, que que vão pensar de mim? Então, quanto menos eu falar, mais seguro eu estou. Uau! Mas aí, ô Fred, você acha que é mais pelo perfil do do adolescente, vamos falar assim, eh o mais tímido, ele vai se retrair mais e não vai falar por medo e o que é mais expansivo vai paraa agressão, vai para bater ou por não saber se comunicar. Porque eu vejo também isso às vezes nas nas crianças, né? Criança que morde na escola, criança que belisca, criança que empurra. Uhum. E nada aconteceu de grave, né, do outro lado para ele chegar nesse interessante, é sempre uma construção biopsicossocial. Tem a questão biológica, tem a questão social e a questão psicológica. O ambiente onde essa criança é criada diz muito sobre o estímulo que ela recebeu e como você bem disse, o que ela aprendeu que ela deve fazer quando isso acontece, porque é de imitação, a gente imita bastante, né? Então, se ele vê aquilo acontecendo ou se ele não vê aquilo aconte que que é outro, eu não vi o que acontece. Então, quando chega essa situação na minha frente, eu não sei o que eu tenho que fazer, porque eu nunca vi isso acontecendo. Então, eu travo, eu paro, né? E aí tem a questão da que você falou dos adolescentes depois nessa interação. O Zigmon Balman, ele diz o seguinte, ele eh eh ele falando na época do Facebook, quando o Facebook era mais famoso, agora tá, né? Só as pessoas mais velhas usam Facebook, né? Eh, e ele dizia o seguinte, quando ele ia interagir com um adolescente, né, com com um jovem, ele perguntava, o jovem perguntava para ele: "Quantos amigos você tem?" Aí ele com 80 anos, ele falava: "Tenho quatro amigos, três, né? Os mais importantes até já faleceram." E o menino respondia: "Eu tenho dois 2000 amigos". Sim, 5.000 amigos. E aí o Zigmon Baba fala assim: "Quando ele quando ele diz amigo e eu digo amigo, a gente não tá falando a mesma coisa, né? É uma interação diferente. E aí a interação assíncrona e descorporificada, além de tudo, ela é descartável. É fácil sair de um grupo de WhatsApp. Se eu não quero falar Uhum. Não tem essa interação assim, a vergonha de eu sair. Eu não quero falar com a Ruba, eu vou sair daqui. Exato. Dá vergonha, né? Todo mundo vendo. Tá no WhatsApp, eu não respondo. O arquivo é nossa gente isso. E esse adolescente que chega nessa que que você falou, aquele que chega, ele tá acostumado a fazer isso aí. Põe um ser humano na frente dele. Ex. Não sabe que dizer. Então, até completando o que o Fred tá falando, né? Me veio a cabeça agora quando alguém manda uma mensagem para saber de sobre a consulta. Uhum. Né? Tem muito disso, "Senhor, não tem mais um obrigada. Um, por favor. Olá, eu sou a fulana. Eh, eh, eu gostaria de saber disso, disso, disso. Não. Oi, eh, como funciona do tipo, já te conheço, né? Quem é você? Se apresente, por favor, né? E quando eu te passo todas as informações, por favor, né? Muito obrigada. Qualquer coisa eu volto a te falar. Não, é o grilo. Cri cri cri. Ninguém responde nem um obrigado. Uau, olha isso. E e é bacana isso que ela falou, que que como parte da terapia já já começa no primeiro contato, o primeiro contato eu tento sempre levar no mínimo para uma call. Uhum. para ouvir a mãe, conversar com o que que tá acontecendo com seu filho, o que que tá acontecendo com ele. Me conta um pouquinho. Ou se é um profissional do do meio corporativo, como é que tá a sua situação para entender, para já ser um momento de empatia e de comunicação. Exato. Então ali a gente já começa nesse primeiro contato a terapia. Mas o que ela falou, se você propõe isso, muitas vezes acabou a conversa. Não, nem te responde. Não, não é isso assim. Não é nem nem escreve assim. Não é isso que eu queria. Me fala aí o que eu tô não. Mal sabe perguntar que eu tô querendo saber. Não, mas às vezes não sabe nem perguntar. Exatamente. Então isso mais uma vez prova que realmente nós estamos nos comunicando menos e de repente, não sei se existe essa palavra, mas desaprendendo a conversar, a a interagir, eh, e até a questão do respeito também tá caindo por terra. Agora, Soraia, eh, como forma audióloga, o que que você pode trazer pra gente, pra gente poder melhorar nessa questão da comunicação, pra gente poder, de repente falar mais, se comunicar mais, interagir mais? Eu acho que nada melhor do que o convívio, né? assim, com qualquer de qualquer esfera, na escola, numa uma atividade extracurricular, no seu condomínio, né, com seus avós, tudo bem, ah, meus filhos não têm avóz, né? Ah, são pais separados, não importa. Crie situações onde a criança precisa se comunicar. Quando chega uma criança eh com a frase de fala, né, não fala nada, eh, a minha orientação é: vamos dificultar a vida deste indivíduo. Uau! Porque o que que a gente vê hoje, né, que até o Fred falou, a gente primeiro a gente chora, né, quando é bebê, a gente se contorce, faz uma careta, depois você aprende a apontar. Esse apontar faz parte da evolução, né, da comunicação. Mas você vê que tem muitas crianças que continuam neste só apontar, porque para que eu vou falar? Tá tudo na minha mão. Eu não preciso, eu não preciso aprender nada. Eu faço assim, já me vem o leite, vem a água, vem e aí eu não preciso porque tudo tá ali à mão, né? Teve uma vez, eu nunca vou esquecer de uma família que se assim, ah não, ele é super independente, tem uma gaveta baixa e fica todas ficam todas as bolachas numa gaveta baixa na cozinha, ele vai lá, ele pega a água, fica baixa. Falei: "Bom, não vai falar jamais". Exatamente. Para que que ele vai falar? Ele não precisa, entendeu? Então assim, você dificultar a vida desse desse serzinho, né, é fundamental, porque senão ele vai ficar naquele só de hum um ou então puxa a mão e vem aqui e traz assim, tá? Você quer o quê? Então vou te dar dois dois duas eh opções. Você quer água ou você quer suco. Nem é que você sabe que ele não quer o suco, ele quer água, né? Nem é que saia, nem que saia um o Uhum. Né? para ele poder começar a desenvolver a desenvolver, né? E a e a convivência, né? É lógico que a gente fala assim: "Ai, põe na escola que aprende a falar também é mentira, né? Eh, só que a socialização da escola é muito importante. Acho que o Fred pode falar melhor do que eu eh desse assunto, mas é impressionante. Dá dá uma uma agilizada, né, neste neste falar, não que ele vá aprender, porque uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, né? Exato. Exato. É que pode pode completar, Fred, por favor. é justamente essa falta de estímulo que ela é potencializada nesse convívio social e também na terapia. Aí é mais entender o indivíduo, né, o porqu sente seguro ao falar. Uhum. Uma das questões que ela relatou aqui é pode ser essa. Eu nunca aprendi, falou, nunca precisei. OK, agora você vai precisar. Como é que você vai se desenvolver isso? porque a gente pode ir por esse lado, mas tem essa ideia de entender que o mundo é inseguro. O adolescente, essa a imagem frente aos iguais é importantíssimo para eles. Como ele vai parecer perante os amigos? Uhum. E e se isso é aversivo, ele não vai falar, ele vai se eh vai ficar lá e aí no máximo mandar uma mensagem é muito mais fácil para ele. Então aí a gente trabalharia essa questão de por que que você acha que o mundo é tão inseguro? Onde você aprendeu isso? O que que você ouviu na sua casa que te levou a entender que o mundo é inseguro ou que você é incapaz? Eh, na terapia cognitivo comportamental, a gente tem três crenças centrais básicas, né? que elas são, claro, tem as matizes entre elas, mas é você se entender não capaz, você se entender não amado. Uhum. E você se entender não valorizado. E dependendo de como isso foi construído na sua vida, isso pode aparecer nessa dificuldade de comunicação, né? E nesses três pilares, Fred, você não acha que por trás disso tudo gira em torno meio que do medo? O medo, medo de não ser aceito, o medo de não conseguir, não ser capaz. Exato. Muito, muito. Tem muito medo, ansiedade, né? O medo, eu digo que é que é aquela emoção frente ao ao estímulo aversivo presente. Por exemplo, se tiver um leão aqui agora nesse estúdio, a gente vai sentir medo. Então, se ele ele apareceu aqui hoje na segunda, o leão apareceu ali, então a gente sentimos mesmo. Ai, pegaram ele, levaram embora. Amanhã a gente vai sentir ansiedade. Será que o leão vai aparecer aqui de novo? Então é, né? Será que vai vir? Então, com certeza. Lá no fundo, esse adolescente tá com medo, ansiedade, como vão me aceitar? Será que essa minha incapacidade vai ser percebida? Se perceberem que eu não sou capaz? Se perceberem, será que mais uma vez eu não vou ser amado? Então, cara, se eu não vou ser amado, eu não vou arriscar falar nada aqui, porque se me zoarem, aí caiu a casa para mim. Acabou para mim. Olha só, gente, como tudo está integrado, né? Tudo muito complexo e é por isso que a gente precisa de orientação e profissionais que nos eh orientem de uma forma que a gente consiga entender de repente algo que tá acontecendo aí na sua casa, você não percebeu. Você tem aqui a fala da nossa fonudióloga, você tem a fala do nosso eh psicólogo, de repente é o momento aí de você dar uma olhadinha eh e fazer a virada de chave, né? como é que tem sido a comunicação dentro da sua casa com eh eh seu esposo, o seu o seu parceiro, sua parceira, eh os filhos, eh o vô, a avó, principalmente os idosos, né, que acabam também perdendo essa essa questão da fala, da comunicação com o passar do tempo, que vai ficando isolado, quietinho. E aí se a gente para para analisar aquela questão do medo, de incomodar sempre, a avó e o vô tem isso, né? Ô vó, vô, não precisa, não vai incomodar, mas eles não, não falo nada para não incomodar, eu vou ficar quietinho aqui. E com isso a comunicação ela vai se perdendo. E aí vem essa questão do estudo, né, que a gente trouxe para eh no início do programa aqui, que as pessoas estão deixando de se comunicar, como estão deixando de falar, as palavras estão se perdendo, o vocabulário de repente também ficando escasso. E aí a pessoa quando ela vai precisar se comunicar, ela não sabe nem o que dizer, porque o nosso cérebro ele entende tudo que você ele capta, né, todos os dias a a nossa as nossas atuações. E aí se você não atua nessa linha da comunicação, se você não fala, se você não pronuncia, se você não lê, se você não ouve, porque quem não fala às vezes também não tá ouvindo, tá só naquele mundinho, pai, acaba que o negócio vai vai baixando, né? É, tudo tudo é treino. Tudo é treino. Tudo, tudo. A gente pensa muito no nosso corpo, ah, academia, então tem que treinar. Mas quando fala da nossa mente, é a mesma coisa. Você tem que treinar. Você tem que treinar aquilo que você quer fazer. Se você não faz, se não tem treino, você não vai saber fazer. Não executa. Por exemplo, você fala muito bem aqui, que você quantos dias você tá aqui por semana? Exatamente. Todo dia. Então você tá treinando todo dia e aí quando falta esse treino de comunicação, não tem essa interação social. Uhum. Mas assim, é natural que você não saiba se expressar, não é tear, né? Não tem como. A gente, é lógico que o falar assim como o mastigar, o andar é igual, eu sempre dou o exemplo da bicicleta. É, acabei de pensar nisso. Você aprende a andar de bicicleta, você fica lá anos sem andar de bicicleta, você sabe andar. É, mas a hora que você for subir, o seu equilíbrio não vai ser o mesmo. A sua agilidade, a sua troca da marcha, o seu frear vai ser outra, né? A sua destreza é outra. É a mesma coisa da fala, né? Eh, da comunicação. Eh, mesmo que você vá falar, né? Como eu cheguei aqui e falei assim: "Ih, tô nervosa, né? Eu sei o que eu o que eu conheço, né? Assim, eu sei o o que eu vou dizer, né? Não tô aqui falando do assunto de que eu nunca vi na vida. Mas você fica naquela, opa, pera aí, né? A primeira vez fazendo uma coisa. Uhum. Então a gente fica um pouco aflita, mas você treinando, né? Aí você vai, você deslancha, né? Olha só que interessante. Nós estamos aqui conversando sobre treinarmos falar que parou para analisar quão complexo e e assim estranho é porque o natural das pessoas seria se comunicar, conversar, igual nós estamos aqui conversando, mas a gente tem perdido isso eh com a chegada da tecnologia, com a chegada dessa facilidade toda. Agora vem inteligência artificial aí que vem com tudo e que deixa tudo mais hã fácil, entre aspas, as pessoas não estão nem pensando mais que dirá falando, né? Então a gente precisa se atentar porque somos seres humanos, precisamos da interação, precisamos da socialização para poder de repente ter uma qualidade de vida legal. Agora 8:51, produção tá avisando, nós temos algumas perguntas aqui. Vamos ver o que que o pessoal tá falando com a gente e mandando mensagem, né? Tá vendo só? É isso, não tem retrocesso, mas a gente tem que ter um ponto de equilíbrio. Beatriz Oliveira de Barão Geraldo. Tenho dificuldade de fazer ligações telefônicas. Prefiro mensagens. Isso é normal ou estou perdendo uma habilidade importante que antes era natural? Eu acho que não é só você não, Beatriz. O pessoal não tá gostando mais de de fazer ligação, de falar por telefone não, né, Fred? É por quê? Porque é mais fácil você mandar uma mensagem fácil no sentido literal da palavra. Agora ligar, ouvir a pessoa, conversar com ela exige mais de você. E aí tem uma outra coisa, dependendo do assunto que você vai falar, é muito mais fácil você mandar uma mensagem, porque vai a possível rejeição, o possível não. Olha, o medo de novo, é tudo tá lá dentro. Então, e aí se eu tô falando, eu tô conversando com a pessoa, ela tá lá, a comunicação verbal, ela não é tão descartável quanto a comunicação escrita no digital. O, e o descartável, ela é fácil, ela é, como o próprio nome diz, aí a gente vai pro Zigmon Balmon de novo, né, desse mundo líquido, desse tempo líquido, onde tudo se escorre pela mão. Eh, você tá conversando com a pessoa, tem interação, por mais que seja por telefone, tem interação. Então, a Beatriz ali quando ela tem a questão de ser mais fácil, Beatriz, que com certeza para você é mais fácil, mas tem que entender o que que você tá evitando. você tá evitando alguma coisa aí, só conversando com você, com você para entender o que você tá evitando. Mas aí já dou uma dica para você, passa essa semana pensando assim, se eu conversar com ela, o que que eu vou sentir? E o entendendo o que eu tô sentindo, qual foi o pensamento que veio antes, que me deu essa emoção e qual o meu comportamento? Mandar mensagem. Se você conseguir entender qual foi o pensamento que antecedeu essa emoção e que trouxe esse comportamento de só mandar mensagem, vai ter um caminho aí para você pensar. Eu sei que eu tô falando aqui, é meio, parece meio e abstrato, mas vai por mim que você pode chegar a uma conclusão. Faz todo sentido. Faz todo sentido. Eu queria completar, né? Mas assim, eu sei que às vezes o escrever, né, você não precisa ter o contato, mas o que a gente mais vê hoje é a má interpretação do texto. Nossa, muito. Então, às vezes está ali, você não, a pessoa não pôs uma vírgula. Uhum. A pessoa não pôs um um ponto de exclamação, um ponto um ponto e vírgula que seja. E aí entendeu tudo errado. Exatamente, né? Eh, o que mais me incomoda é que hoje quando para você falar em qualquer lugar, digite um para tal, digite dois para, você só quer uma pequena informação. Você já perdeu mais de 5 minutos para chegar, fale com um atendente e aí você chegou no atendente também não te ajuda muito, porque também não capacitam. Aí é um outro um para um outro dia, né? É esse o foco da Mas vale um programa, né? Vale, vale, vale, porque os os robóticos do WhatsApp tá tão demais. Eh, eu acho que é você se abrir um pouco, Beatriz, eh, paraa fala, né? Porque eu sei que às vezes esse o que irrita é você ficar horas para conseguir falar com alguém. Também tem isso, né? Não sei se é o caso. É que na verdade as pessoas não estão mais atendendo o telefone também. Também, né? Se liga, ninguém atende. Eu liguei outro dia para um lugar, eu queria uma simples informação. A pessoa falou assim: "Olha, eh, é mais fácil você me mandar por WhatsApp. Já tava falando com a pessoa, né? Aí você fica assim, não, respira isso. Fala: "Tá bom, vou mandar uma mensagem e aí vai lá escrever". É, é impressionante, né? E e assim é tudo tão automático e nós se encaminhando e se encaminhamos assim para essa essa forma de viver e de nos comunicar que às vezes a gente não percebe. A gente só percebe quando a gente para para conversar sobre. A gente só percebe quando a gente para para entender toda essa dinâmica que nós fizemos acontecer, né, na no nosso meio de comunicação. 8:55. Pode colocar mais uma, por favor, produção. Vamos ver quem é que tá com a gente. Vamos lá. Estamos falando sobre conversar. Você percebeu que tem conversado menos, tem falado menos. É, a gente precisa voltar a falar um pouco mais. Patrícia Lima do Bomfim. Meu sobrinho de 5 anos fala pouco e mistura sons. Prefere vídeos no tablet. Como mãe, me preocupo que a falta de conversa cara a cara esteja prejudicando o desenvolvimento da fala dele. Como ajudar ele? Essa vai pra nossa fono. Ô, Patrícia, obrigada pela pergunta. É fundamental. Eh, a sua pergunta mesmo, porque com 5 anos a criança já tem que ter todos os fonemas. Que que são fonemas? São sons, né? Ou as consoantes vão falar mais fácil para você. Então, o TD, FV, QG, XG, juntando com a vogal, né? Eh, então se ele tá ainda falando um pouco enrolado, ele já tem um pouquinho aí um passo para trás. Então, como que eu posso te orientar? você procurar uma forodióloga eh para uma avaliação para ver que momento ele tá da fala. E com cinco, como eu falei, já era para ele ter todos os fonemas, inclusive falar bruxa, né, que é o último que a gente adquire na na fala, eh, para ele poder daqui a pouco tá alfabetizando. Então, a preocupação, eh, nossa é essa criança não levar as trocas ou a falta eh do fonema paraa leitura e paraa escrita, que às vezes, a maioria das vezes, acontece. Olha isso. E tem o detalhe aí do dos vídeos no tablet, né? É outra coisa que pode cortar aí. Eu sei que não é fácil, mas eh tem já estudos que mostram eh que as crianças demoram mais de 15 minutos para voltar ao seu normal depois de ficar aí às vezes pouco tempo até no no celular, eh, no tablet. Eu brinco, tristemente falando, que é uma geração do dedinho, né, que já nasce com aquele dedinho minúsculo, já conseguindo passar para lá, passar para cá, sabe? Às vezes mexer mais do que a gente. Eh, tem que tirar o o tablet. Exatamente, né? A gente precisa eh cuidar. É tudo muito automático, gente. É sem julgamentos aqui. Você sabe, todo mundo sabe que a gente e a gente conversa e é fácil. Não, não é. É desafiador demais, mas é legal que a gente pode ver ã uma luz, né? E e o que que a gente pode fazer? Eh, nós trazemos profissionais que orientam de repente você que tá aí em casa que fala: "Poxa, mas eu não vejo saída para isso aqui". Não tem sim. É porque nós nós vemos nós temos uma visão micro, né? Os profissionais que estudaram para isso t a visão ampliada, a visão macro. E aí quando falam, quando vocês falam e a gente fala assim: "Oxe, é isso que tava faltando, né? Por aqui que a gente vai". Então, mais uma vez, obrigada aí pela presença de vocês. 8:59, a última e aí a gente já vai para as considerações finais. Estamos aqui falando sobre as conversas, temos falado menos, né? Eh, o nosso vocabulário, o que que tá acontecendo com ele? A gente não tá conversando mais? Será que é isso mesmo? Estudos apontam que sim. O o Gustavo Henrique do Cambuí. Em grupos em em grupos grandes, alguns se sentem perdidos e não sabem participar da conversa naturalmente. Preferem ficar quietos. A solidão digital está afetando capacidade de interagir socialmente. Hum. Solidão digital, solidão, solidão mesmo, do mundo real. É, você vê que tem uma coisa interessante ali, ó. grupos grandes. Olha a ameaça dessa frase, né, dessa expressão, né, para no caso aí o que o Gustavo tá, não que seja ele, mas muita gente um grupo. Nossa, se eu não consigo falar na frente de uma pessoa, num grupo grande, a possibilidade de eu ser julgado multiplicou por um monte. Então o que que eu vou fazer? Eu não vou conversar, eu vou só Aham. Sim, é isso mesmo. E aparece bastante isso no consultório. Tem não só adolescentes, mas jovens e adultos que tem assuntos muito específicos. E aí, como trazer esse assunto específico para uma roda grande de amigos que só está, e não que tenha problema, tá? Mas que só está falando sobre o álbum de figurinhas. Nossa. E aí você vai entrar com assunto e e assim o óbito de figurinha eu acho, eu acho super positivo a interação, a troca de figurinha, o bater bafo, o conversar super positivo. Mas eu só trouxe o exemplo aqui. Isso, cara, como que eu eu não vou falar nada? Exato. Então o que o Gustavo tá dizendo aí, com certeza isso está potencializado nos dias de hoje. Uau! Você não acha também que a gente tá num momento em que as pessoas estão mais inflamadas, é, né, nesse se esconder atrás do do celular, né, das redes? E aí é porque qualquer ali, né, terra de ninguém, aí você pode xingar, você pode falar coisas que você não falaria pessoalmente. Então a pessoa para não errar às vezes se cala ou então nem vai. Tem os leões do digitais, né, que a gente chama, que é os cara, os caras são bravos no digital, mano, que vai porque lá ele tá mais seguro, ninguém às vezes ele é um pseudônimo, nem é ele que tá lá, né? Então ele pode falar esculhambar o outro lá na frente, manda só um comentário, né? Você poderia dizer, é um é um é um corajoso covarde, né? Mas aí na hora, como o Gustavo disse assim, quando vai para grandes multidões, aí puxa aqui é o negócio é sério. É algo bem interessante, né? Porque eh tem muita gente que que é bem solta, né? na rede social e fala, se comunica bastante e até, né, eh, pessoas que influenciam e chegam no no presencial, a pessoa ela já é mais contida, ela não tem aquela expertise na comunicação como é eh diante da tela, né? Então, acho que nada mais acho que primordial é o olho no olho. Eh, eh, aqui, ó, né? A conversa é aquilo, fazer aquilo que nós nascemos para fazer, que é a gente já nasce querendo se comunicar. O bebezinho nasce, vai comunicar com a mãe, quer mamar, vai chorar, né? Tá com frio, vai chorar, mas ele olha olho no olho, olha pra mamãe e aí e e esboça uma reação, né? E a gente acho que tá perdendo um pouquinho a mão disso aí. Então é importante eh essa conversa de hoje para de repente dar uma olhadinha, fazer diferente na semana, né? Tem um amigo que você manda mensagens e que tá perto de você. Poxa vida, sai do celular, vai lá, bate um papo, conversa. Será que a gente sabe conversar ainda? Será que nós eh sabemos iniciar um assunto? Será que a gente não trava? Será que as palavras ainda saem, né? É, é importante a gente parar para analisar isso, né? Às vezes um parabéns, as pessoas não ligam mais, não mesmo, né? Eu acho que é uma tendência, né? Também ninguém tem mais telefone fixo, OK? Né? Mesmo porque os telemarketings acabam com essa com essa questão também. Eh, mas fala: "Oi, pensei em você ou feliz aniversário." Eh, eu faço isso, né? As pessoas mais próximas, eu lógico, não dá para fazer com todo mundo, porque também muitas pessoas já nem atendem mais o telefone, né? Então é, olha, para você que tá ali naquele grupo que me importa, né, eu passo a mão no telefone e dou parabéns. Eh, dou feliz aniversário, feliz Natal, feliz Páscoa, né? Como é que você tá? Nem que for um minuto. Verdade. A gente precisa resgatar isso que nós perdemos. E você falando aqui, eu me lembrei, eu vi um vídeo de algo que que teve que eh eh uma eh uma situação que aconteceu aí, eu acho que há quanto tempo, uns 10 anos atrás, você lembra no aniversário que tinha aquelas agências de telemensagem e que mandavam as mensagens, você pegava o telefone, alô, nossa, quantas vezes me emocionei com aquilo, aquilo era tudo de bom. E hoje a galera tipo assim, tira sarro, né, daquele momento, mas quem viveu aquele momento? H, eu pelo menos gostava, me surpreendia e ali era uma forma de comunicação, de escuta, né? E tinha alguém falando ali do outro lado, escuta, que trazia o sentimento, que que trazia uma lembrança de alguém, depois a pessoa ligava para você e tal. Então, analisa assim a forma de comunicação que traz sentimentos bons e que gera uma sensação gostosa, não é, Fred? E hoje a gente não tem mais isso. É assim, interessante que a sua fala traz junto com você a sua história de vida. Por exemplo, isso que você fala é agradável para você e super bacana. Para mim já seria horrível, mas é a minha história de vida. Mas independente assim do do que aconteceu, eh, que a gente tá falando, tinha aquelas vanças, lembra que a gente é pior aquelas amor, né? Meu Deus, que vergonha que dava daquilo. Mas assim, a gente tá falando assim, coisas que te agradam, coisas que que não me agradam, mas o o fenômeno, o cérnio, a essência da questão é o que a Soreia falou, que você tá falando aqui, cara, esse é preocupação com o outro. É a preocupação com o outro, o importar-se com o outro. E não é com o outro que você nem conhece, é com o outro que convive com você, que é importante para você. E como isso é é é essencial para que a gente se construa, vamos dizer assim, esse existir entendendo que o mundo é seguro e que existem pessoas, eu digo seguro assim com pessoas que que importam se importam comigo. Não que lá fora nãoja violência, não tô falando disso, mas a segurança assim tem pessoas que me apoiam, entende? É importante esse contato, esse áudio, como é que chamava mesmo? Áudio do amor, não é? Negócio assim. Nossa, eu sou Michel P, ai hein? É, olha, eu acho que ele deve ter tido alguma experiência da rua do amor, viu? A minha mãe mandava mensagem, mensagem para mim dia de aniversário e assim era gostoso ouvir agora essa van do amor nunca tive não. Acho que não gostaria de Mas Rúbia e tudo isso é você é a construção e a manutenção das relações que hoje em dia não tem. Então, qualquer coisinha que você fale, que você escreva, eh, que não goste, ah, já não quero mais, já tô com o coração peludo, já não quero mais, né? Eh, é você fazer a manutenção. Então, o aniversário, que nem você falou, sua mãe mandava mensagem, você automaticamente você ia fazer uma ligação para agradecer. Isso mesmo. Nesse momento não que ela não vai te dar o parabéns, mas foi lógico que nó estamos falando, né, de de uma época que tudo vai mudando, mas era o máximo, né? Existia esse serviço e era a pessoa parou, se preocupou e tinha que pagar, não era de graça. Então tinha ali um investimento monetário, né? Eh, e a gente retornava e ficava horas falando e aí você vai vir na minha festa? Então você você faz a manutenção, né? Hoje você manda às vezes uma você tenta ligar, a pessoa não atende, você manda uma mensagem: "Ó, tentei te ligar, eu faço isso e para te dar o parabéns." Às vezes vem só um, OK, um joinha, né? Aí você já vê que aquela pessoa já não pode estar mais naquela lista de Ex. E olha só, a gente nem sabe, não tem como ver, mas com certeza deve ter ouvido a mensagem no dois lá, né? Aquele rápido, né? nem paciência para ouvir mais nós temos, gente, o que tá acontecendo conosco. Mas que bom que a gente pode conversar sobre isso, que a gente pode trazer de repente algo que faça sentido paraa sua vida, né, nesse momento de interação nossa ao vivo aqui no estúdio Câmara. Agora 98 a gente precisa encerrar. Eu quero agradecer demais os nossos convidados de hoje. Soraia, muito obrigada pela sua participação, por conversar com a gente. Deixa uma mensagem final aí então pros nossos telespectadores sobre a importância da fala, da da conversa, da expressão. É total, né? Assim, eu sou suspeita para dizer, né? Fono que não fala, eh, você desconfie. Então, fique atento, eh, né? Se você tem filho pequeno, né? se ele tá se comunicando ou se ele tá há muito tempo nas redes sociais, nas tecnologias da vida, né? Se o seu adolescente, se o seu idoso tá muito na frente da televisão, se ele tá diminuindo em falar, tem outros quesitos que a gente pode prestar atenção na audição, né? Eh, a comunicação ele é ela é uma uma ferramenta importantíssima. Eh, e um dos pontos que a gente pode levantar ali o sinal vermelho de que alguma coisa não tá legal em qualquer idade. Excelente. Muito obrigada mais uma vez pela sua participação, Fred. Obrigada por tanto ensinamento, por comunicar com a gente, por nos orientar, né, eh, diante desse tema que é algo que de repente passa despercebido, mas que faz toda a diferença também pra saúde mental. Obrigada. Sim, com certeza. Se você é mãe e percebe que o seu filho adolescente está muito devotado a comunicação digital e está esquecendo eh dessa interação social a ponto de prejudicá-lo, não eh esqueça ou não demore para procurar uma ajuda de um psicólogo, de um terapeuta, porque eu eu vejo isso na clínica regularmente e é possível sim. Então assim, não é ai, é o caso perdido meu filho, não. A gente entendendo o que tá por trás desse medo, desse desse relacionamento, eh, com certeza ajuda bastante o seu filho. E você adulto também que tem essa fobia social, esse medo de falar em público, esse medo de se expressar também não deixe procurar uma terapia que com certeza vai potencializar bastante aquilo que você já tem, porque tá dentro de você, só falta sair. Uau! Olha só, tá vendo? Gente, quero agradecer você. Eh, é isso. A tecnologia ela trouxe avanços extraordinários e transformou as formas, a forma como a gente vive, né? Mas talvez o grande desafio eh seja equilibrar a praticidade dos recursos digitais com a necessidade humana de convivência, escuta e conexão genuína, porque no fim das contas aí nenhuma tecnologia substitui completamente o valor de uma conversa sincera, do olhar atento e da presença verdadeira. Mais uma vez agradecendo aos nossos convidados, você que tá aí do outro lado, muito obrigada pela sua participação, por estar conosco. Amanhã Estúdio Câmara ao vivo novamente. A gente a partir das 8 da manhã a gente discute um tema que tem gerado preocupação entre especialistas de saúde, né? A gente vai falar sobre até que ponto eh e até onde você pode chegar aí a busca pelo corpo ideal. A gente vai debater os riscos das dietas extremas, dos indiscriminados de medicamentos para emagrecimento, dos anabolizantes e também das harmonizações excessivas e os procedimentos estéticos realizados sem segurança, né, onde termina o autocuidado e começa o perigo paraa saúde física e mental. Amanhã, a partir das 8 da manhã, a gente espera você eh em mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. Quero lembrar que hoje tem reunião ordinária, então às 18 horas você é convidado para participar presencialmente no plenário. Então aqui na TV Câmara Campinas vamos transmitir para você a reunião ordinária e também transmitiremos no YouTube. Então você pode participar ao meio-dia a gente tem eh o Câmara Notícia com informações do legislativo. A ÍRa tá chegando aí já já trazendo informações atualizadas para você também. E não esqueça que amanhã, terça-feira, às 7 da noite, no plenário José Maria Matozinho, acontece a reunião, né, da que vai definir aí eh os rumos do investimento da saúde para o próximo ano. Isso. Estamos falando da discussão eh referente à lei de diretrizes orçamentárias. Você pode participar ao vivo lá no plenário, pode participar também através do YouTube na transmissão. Você pode mandar lá sua mensagem e também acompanha aqui pela TV Câmara Campinas, tá bom? É importante a sua participação. Grande abraço, uma semana linda para nós. Fique bem e até amanhã, se Deus quiser.
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