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Olá, [música] [música] muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo. Segunda-feira começando tudo de novo. Uma semana linda para você, um mês maravilhoso, dia 1eo de junho. Vamos hoje conversar sobre memória, sobre cérebro, sobre comportamento humano. A gente vai tentar entender aqui no estúdio Câmara para onde vão as nossas memórias dentro [música] do nosso cérebro. Existe um limite para armazenar lembranças. O cérebro realmente apaga informações ou apenas deixa de [música] acessá-los? E porque algumas memórias permanecem vivas por décadas, enquanto outras desaparecem rapidamente? Também vamos discutir como emoções, [música] traumas, ansiedade e excesso de estímulos influenciam a memória e a concentração no dia a dia. Participe com a gente. WhatsApp na tela para você. Vamos lá, começando a semana, tentando entender como funciona a nossa memória. E você aí, né, como é que é? Você já esqueceu algo e aí você fez um esforço e um deu um cansaço para você se lembrar, mas você lembrou e de repente algo que você queira se lembrar, mas você não [música] lembra e você fala: "Poxa vida, mas onde está, né? Onde foi armazenado na minha memória aquela lembrança?" Vamos tentar descobrir. As nossas entrevistadas já estão conosco e daqui a pouquinho vamos apresentá-las. Enquanto isso, você manda sua mensagem [música] pra gente, compartilha a sua experiência ou então a sua dúvida. WhatsApp na tela para você, 19979377. Enquanto você manda sua mensagem aí, vai tomando seu cafezinho, acompanhando a gente, quero te convidar para participar no próximo dia 9 de junho, às [música] 7 da noite da audiência pública para discutir o projeto de diretrizes orçamentárias para o ano que vem. Então, eh, é importante a sua presença para discutir as metas [música] e as prioridades da administração pública para o próximo ano. Essa audiência pública será conduzida pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Campinas e a sua participação vai ajudar a definir os rumos do investimento público da cidade. Então, por [música] isso, participe, dê a sua opinião, a sua sugestão. Para participar basta você ir até o plenário da Câmara, tá? No dia 9 agora 9 de junho, às 7 da noite. Vai um pouquinho antes para você tomar o seu assento, ficar tranquilo para poder acompanhar essa audiência pública. Nós também teremos a transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, pelo YouTube da TV Câmara Campinas. Você pode fazer perguntas, sugestões, tem o formulário no site campinas.sp.leg.br. br. A sua participação é muito importante. [música] De repente você pode mudar aí algo que você acha que é importante no seu bairro, né? Porque essa audiência pública vai definir o orçamento [música] do da prefeitura, do executivo para o ano de 202 em todas as secretarias. É importante que você participa para você começar de repente entender como que funciona e a sua participação, a sua voz tem [música] peso e é muito importante. Previsão do tempo chegando. Vamos lá. Hoje segunda-feira, amanheceu o frio aí? Pois é, frio em casa também. Tá friozinho. A gente está no outono. Hoje nós temos um dia de sol com algumas nuvens. A mínima 11, máxima 22º, uma neblina agora pela manhã, né? E vamos lá se hidratar e se animar, porque estamos entrando em um novo mês, uma semana linda e a gente pode sim fazer desse mês e dessa semana, [música] uma semana maravilhosa. Agora a gente volta ao nosso tema central. Nós vivemos uma rotina marcada por excesso de informações, notificações, imagens, estímulos praticamente o tempo todo. Ao mesmo tempo, a gente tem dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes, cansaço mental, sensação de sobrecarga emocional. Mas afinal, como é que o nosso cérebro organiza tantas informações? Porque algumas lembranças ficam marcadas para sempre enquanto enquanto outras, né, desaparecem rapidamente? E qual é o impacto das emoções, da ansiedade e da tecnologia sobre a nossa memória? Bom, para discutir esse tema de forma acessível, baseada na ciência, nós temos aqui duas especialistas no estúdio Câmara. Eh, eu quero dar o bom dia especial paraa Kina Dalcante Valim. Ela é neuropsicóloga, é psicoterapeuta e ela vai explicar pra gente como é que funciona a nossa memória. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Robert. Obrigada pelo convite. Maravilhosa. Para completar o time desta segunda-feira, a Fabiana de Morais. Ela é neurologista e especialista em funcionamento cerebral e memória. Olha isso. Seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Obrigada pelo convite. Bom dia, Karina. Bom dia. Bom dia. Vamos lá, então, porque a gente tem muito que conversar nessa uma hora. Você pode participar com a gente. A gente começa então com a Dra. Fabiana, porque muita gente imagina a memória como arquivo dentro do nosso cérebro, né? Mas a forma eh eh mas a forma que a gente vai armazenando, como que funciona? A gente tem lembranças, tem informações, tem o aqui e a e o agora, o que a gente vive hoje, para onde vão eh todas essas informações e porque às vezes a gente lembra, a gente não lembra, o nosso cérebro é muito complexo. Por onde que você começaria explicar pra gente como funciona o nosso sistema cerebral? Primeiramente, nosso cérebro realmente ele é muito complexo e antes a gente é bom a gente parar para pensar qual é o benefício, qual é a vantagem eh do ponto de vista evolutivo, a memória, né? Então, a memória ela ajuda a gente a aprender com experiências anteriores, aprender também com aquelas emoções que que estão associadas às memórias, prever o futuro e nos e nos proteger, né, eh, de uma situação de perigo. Então, a memória ela não é um um item pra gente ficar lembrando apenas do passado, uma prateleira onde a gente guarda nossas as nossas experiências. A memória ela vai nos ajudar a viver de uma forma melhor. Ela é ela é uma evolução, né? Ã, a memória ela tem eh ela é formada de muitos processos, muitas etapas, de uma maneira mais breve. Ã, você precisa ali de uma atenção para focar naquilo que é importante ou não para você. Depois você vai para uma etapa de codificação, que aqueles estímulos do ambiente, eles vão virar impulsos neuronais. H, depois você vai pra parte da consolidação da memória, consolidação sináptica, onde através ali do neurônio mesmo são feitas substâncias, proteínas para começar aquela consolidação e depois uma consolidação de de sistemas, né, que você ã inicialmente a memória ela é mais ali restrita ao hipocampo e depois você começa através de redes neurais a colocar aquela memória associar a outras regiões do cérebro, que quando a memória ela tá mais estável no cérebro, ela tá morando em várias regiões do cérebro que a partir e com o tempo você consegue retomar essa memória que tá enraizada. Nossa, olha só, né? a nossa doutora falando, explicando aqui. Eu vou imaginando o cérebro, um monte de curto circuito, um monte de [risadas] Gente, isso é maravilhoso. O nosso cérebro é maravilhoso, a nossa, o nosso corpo, enfim, né, maravilhoso. Mas hoje a gente tratando de comportamento, falando da nossa memória, acho que é tão complexo que vale super a pena a gente parar para analisar como que a gente funciona. Agora, Karina, do ponto de vista emocional e comportamental, porque algumas experiências ficam tão marcadas, né, na nossa memória? enquanto outras desaparecem e às vezes a gente faz um esforço, um esforço para lembrar, mas elas literalmente desapareceram. Eh, como a Fabiana falou, a memória ela é um eh ela é formada por outras funções, ela não trabalha sozinho. Uhum. Então, a memória ela depende, por exemplo, muito da atenção, né? Eh, e hoje a gente usa muito eh a atenção para várias coisas ao mesmo tempo. Isso tem um impacto grande na memória. Eh, então o que a gente usa, por exemplo, memória de trabalho, né, que é aquela memória do dia a dia que eu preciso para fazer uma atividade. Então, eu tô ali mexendo no computador, aí eu tô eh fazendo alguma coisa no celular, alguém me chama na sala. Uau! Então você fala: "Eu preciso dar conta disso tudo". Aí quando você volta, você fala: "Onde eu tava?" Isso, né? Aí você fala: "Ah, não lembro, preciso voltar um passo para voltar". Mas será que a tua atenção estava boa em tudo isso? E aí a pessoa acaba jogando em cima da memória a responsabilidade, mas às vezes ela não registrou aquilo como deveria, com a atenção necessária. Então, a hora dela recuperar, ela não armazenou bem. Uhum. Então, na hora dela recuperar, ela tem mais dificuldade. E você falou das emoções pra em relação às emoções para recuperar, é claro, se eu tenho um fato ali no meio disso tudo que me chama mais atenção ou que emocionalmente para mim vai ser mais importante, né, eu vou ativar um outro circuito, né, tem outros neurotransmissores envolvidos que vai fazer com que aquilo seja registrado mais rápido, né? Então assim, me impactou aquele fato, então aí eu registro aquilo mais rápido e na hora de recuperar muitas vezes é mais fácil porque me impactou mais. Então a gente fala, às vezes tem algumas estratégias de aprendizagem que as pessoas fazem, né, eh para justamente gerar um pouco mais de impacto pra pessoa lembrar. Hum. Eh, então é interessante isso porque se você às vezes fica lá, né, repetição ou não tem uma coisa que estimula muito, você fala: "Ai, daqui a pouco eu já esqueci desse negócio, né?" Não teve. Aí você associa com alguma coisa, com uma música ou faz, né, um pareamento com alguma coisa que seja estimulante para você, aí fica mais fácil de você lembrar. Então tem muito a ver a emoção com o impacto de lembrar porque você faz uma relação com aquilo, se é algo que vai ser importante para você. Olha só que interessante. Agora, eh eh doutora, tem um limite de memória que a gente consegue armazenar no cérebro, como que funciona, né? Tem tem um limite fica cheio. Quando fica cheio no no computador, a gente dá uma limpada lá e pronto, né? Agora, e na nossa memória, porque imagina quanta coisa tem armazenado no nosso cérebro, no decorrer da nossa vida, não é? Não existe um limite de armazenamento. Uhum. O que tem é um limite de ã itens que a gente consegue dar atenção naquele momento, né? E e pra memória ela passar para as outras etapas, para ela ser codificada, para ela ser consolidada, você precisa se manter atento naquela informação. E hoje em dia a gente tá muito sobrecarregado de estímulos, né? Então, eh, um celular é notificação chegando, você lendo, aí você já mudou atenção para um vídeo curto, né? que hoje em dia um celular na mão é é é estímulo, né, constante, é dopamina, né, é ali aquela circuito de recompensa, você passa de um vídeo para outro, você já faz uma associação, vem uma dúvida, você já joga no Google, ã, e isso atrapalha a gente porque é uma sobrecarga, né? Eh, e você não consegue dar atenção devida. Então você não consegue processar essas informações, você não consegue cumprir as etapas necessárias, então você esquece, né? Então às vezes, né? Vem muita gente falando: "Ai, doutora, tô esquecida". Muitas vezes eu guardo num lugar um objeto e não lembro onde eu guardei. Mas daí eu pergunto: "Mas você estava presente naquele momento? Você tava prestando atenção ou você tava com o celular na mão? esperando alguém ligar ou alguém te chamou naquele momento, ou você tava indo guardar aquele objeto já pensando no que você tinha que fazer depois. Então, a atenção ela vai jogar luz naquela informação. Se você não joga luz, você não passa pelas outras etapas, né? Claro que que você mesmo assim você ir guardar um objeto não é uma coisa que você vai querer guardar aquela informação para o resto da vida. Sim. Mas mesmo assim você precisa dar atenção para aquela ação por conta do que a Karina falou, da memória de trabalho, né? Então assim, é aquela memória ã de de curto prazo, mas que com aquela memória você vai trabalhar ali, vou colocar o óculos em tal lugar e depois eu vou fazer o quê? Então, precisa de um de de uma atenção àquele momento. Excelente. Eh, pode continuar pra gente ler. E a gente vive tão sobrecarregado de coisas, com tanta emergência de responder ao mundo, porque o mundo nos traz muitas questões, né? Nos perguntando. An, eh, antigamente a gente chegava em casa e se desconectava do trabalho, né? Inclusive a gente assistia a televisão e tinha até aquele período ali do intervalo que a gente ficava um pouco quieto digerindo que a gente assistiu, conversando. Hoje não. Hoje quando a gente assisti um filme, a gente assiste com celular na mão, conversando. Então essa questão de multitarefas acaba eh tirando o foco da nossa atenção. Então fica prejudicada porque não passa por todas as etapas. Nossa, muito bem explicado. Deu para entender agora. A gente faz tudo de uma vez só, né? Tudo em um tempo só. E aí a gente não consegue focar. E é por isso que a gente não lembra de repente, né? a questão de esquecer coisas eh durante do cotidiano, eu aprendi a aplicar, a falar comigo mesmo, assim, deixei a chave em tal lugar, igual saí de casa, eu olho e falo, eu desliguei o ferro, eu fechei o portão, eu isso, isso, isso, porque senão eu vou ficar com dúvida o tempo inteiro. Então eu falo para eu poder ter certeza de que realmente eu fiz, porque eu andava esquecendo. E é excelente. Mas isso que você tá falando é muito importante, porque a memória ela tem uma dependência do planejamento muito grande. Então as pessoas às vezes acham de novo que é eu não consegui recuperar a informação. Então tem a atenção ajudando no registro, mas para você conseguir recuperar bem essa informação, você precisa ter um planejamento. Então, o que você está fazendo é associar algumas estratégias sem perceber, mas que te ajudam depois a recuperar essa informação. Então, por exemplo, a pessoa que chega num lugar e fala: "Eu vou sempre deixar a chave, talvez nesse lugar, porque eu sei que toda vez que eu for sair, a chave está ali." O que que você está fazendo? Você tá planejando o teu ambiente para você conseguir encontrar as coisas de uma forma mais fácil e ocupando menos da sua atenção. Quando a gente planeja melhor, você ocupa menos da sua atenção, você sobrecarrega menos a sua atenção. E aí a capacidade que você tem atencional [limpando a garganta] fica guardada para outras coisas que você precisa. O tempo todo, tá? Preciso focar. preciso focar para fazer. Então, a organização é fundamental, o planejamento para você ter uma boa recuperação. Olha aí que legal. Agora, eh, o cérebro funciona, ele funciona de maneira diferente nessa, nessa correria e nessa era digital que a gente tá vivendo. E se a gente para para analisar, muito me preocupa essa questão da facilidade que a gente tem agora, na busca de informações, né? a questão da inteligência artificial, a gente precisa eh eh equilibrar esse uso, porque o que que eu penso eh até que ponto isso eh é é bom pra gente na no quesito cérebro, memória, porque analisa, se você ficar usando o tempo todo pronto, a gente vai parar de raciocinar, a gente vai parar de buscar. E aí o que vai acontecer com as nossas memórias? Porque daqui para frente, bom, beleza, eu tenho memória daqui para trás, né? E daqui para frente como vai ser se eu não tô fazendo funcionar a a a minha, sei lá, a minha memória, eu não tô buscando, eu estou tendo tudo pronto, qual que é a avaliação que a doutora faz? O que que tá acontecendo? E e o que que se espera aí de um futuro não tão distante com esse aperfeiçoamento e todo mundo utilizando inteligência artificial? tudo chega pronto, resumido, resolvido. A repetição eh de tarefas, né? Eh, a o estudo, a interpretação que a gente faz das coisas, né? Toda essa questão que a Karina falou, ã, da função executiva. Quanto mais a gente faz, mais redes neurais a gente tem, tá? Treinadas, né? hã, consolidadas. Então, quando a gente atalha, né, não chega até o no processo do raciocínio até o fim, a gente não consolida tão bem essa rede neural, né? Você fica dependente de uma informação, né? essa sua memória, eh, eh, a memória semântica, né, de você ter uma informação, um conhecimento geral do mundo, ã, fica muito dependente da inteligência artificial, de uma busca no Google. Sim. Ã, então você f você passa a não criar as redes neurais necessárias, mas além disso tem um outro problema, né? Porque essa rapidez, essa busca desenfreada, esse esse essas informações que chegam até a gente, essas demandas geram ansiedade. Exaté a gente fica constantemente ansioso, né? Então essa rapidez, além de fazer com que às vezes a gente procure outros recursos para a resposta Uhum. Diferente do nosso recurso de raciocínio, além de não eh eh consolidar as redes neurais necessárias, nos traz uma ansiedade pelo imediatismo da nossa ação. Uau! E aí a gente faz o que com essa ansiedade, [limpando a garganta] Car? [roncando] com a ansiedade, ela tem um papel fundamental para atrapalhar o planejamento. Olha, isso é impressionante como a ansiedade ela atrapalha o planejamento. Tem vários estudos falando sobre isso. E aí, de novo, muitas vezes, às vezes a pessoa chega lá no consultório para pedir uma avaliação e ela fala: "Eu estou desatento, né, ou eu estou sem, a minha memória não está funcionando." Uhum. E aí você vai ver que de repente é um misto de coisas e tem uma ansiedade muitas vezes atrapalhando nisso, né? ou a pessoa tá querendo fazer muita coisa ao mesmo tempo, eh, e não, e não se dá conta, eh, não consegue se planejar direito ao longo do dia porque está sobrecarregada e aí depois vem aparecendo ali como uma queixa, vai aparecer como uma queixa de memória, uma ou de atenção. Então, assim, a ansiedade ela tem um papel muito importante na dificuldade de planejamento e no foco atencional. E no aprendizagem a gente vê muito isso. Eh, por exemplo, algumas crianças elas, hoje as crianças estão mais ansiosas, né? A gente tá falando de memória, eu não sei porque a gente sempre associa memória a idoso, né? Mas ou adulto, assim, as crianças precisam muito da memória também para aprender, né? E a memória de trabalho, por exemplo, ela é fundamental na alfabetização, na aprendizagem da matemática. Então, às vezes chega lá uma questão assim, não consegue aprender, né? não tá conseguindo lembrar de nada. E aí você vai ver, olha, não está se planejando para estudar, aí fica mais difícil de você registrar informação, não se não consegue manter o foco atencional ou está ansioso, né, porque [risadas] não consegue estudar ou já foi mal em uma prova e outra, foi piorando, né, a falar, eu não vou conseguir o tal do branco, né, que eu acho que a gente vai falar em algum momento que que é, né, deu branco, não. não lembro de nada. Então assim, a ansiedade ela atrapalha nesse sentido, porque você fica com a atenção prejudicada, o planejamento vai pro espaço porque você tá ali, né, por conta da adrenalina, da ansiedade. E aí muitas vezes eh se você não para tudo, olha e fala: "Não, eu vou me acalmar, né? Eu preciso organizar o que que eu já fiz, o que eu não fiz. Eu vou prestar atenção em cada etapa. que eu vou dividir as partes do que eu preciso fazer, do que eu preciso ler, do que eu preciso estudar para conseguir eh depois ter uma boa recuperação daquele conteúdo, né? E olha, quando você fala em ansiedade, ah, a gente tem na palma da mão a máquina de ansiedade. Se a gente for parar para analisar esses estímulos que nós temos, né, tem os dois lados, né, gente? Tudo tem o lado bom e o lado não tão bom assim. E se a gente para para analisar todos os estímulos que nós temos na palma da mão com o celular, dependendo da forma que você utiliza, é uma uma fábrica de ansiedade, porque principalmente os jovens, né, adolescentes, os estímulos rápidos, essa dopamina barata que a gente tem, que a gente sempre fala aqui no programa, né, desse feed infinito, desses histories, dessas desses vídeos curtos e que isso com certeza ele vai sim desencadear a ansiedade. Por quê? Porque nós temos ali várias, vários tipos de estímulos, né, doutora? As cores, as falas, é tudo já programado para deixar você preso ali, mas isso vai desencadear uma ansiedade e a gente precisa tomar cuidado com esses estímulos, não é? Com certeza. E o estímulo acaba virando ali também um ciclo vicioso, né? Porque a ansiedade ali ao longo do dia, o excesso de tela vai atrapalhar também o sono. Olha aí. E é no sono onde acontece a maior parte, né, da consolidação da memória, porque nas fases profundas do sono, o cérebro ele revive, ele recapitula aqueles episódios que você jogou atenção. Olha isso. Então, eh eh é a noite que que é que são melhor formadas e selecionadas as informações que são importantes e as informações que não são importantes e que são melhor melhor eh eh formuladas aquelas redes neurais, né? Então, o estímulo da tela, né? eh aquela pessoa que dorme com o celular, isso daí também atrapalha o ciclo, o o ritmo, o ciclo circadiano, né? H, ele passa a informação pro cérebro que ainda é dia, então atrapalha a liberação da melatonina que vai ali iniciar o processo de sentir sono e vai atrapalhar por si todas aquele as etapas do sono que são fundamentais para a memorização. Uau! Bom, resumindo, eu acho que a gente precisa dar uma reorganizada aí, porque senão, sim, vamos esquecer as coisas, não [risadas] é? Agora, quando a gente fala em esquecer, a questão do branco que você trouxe, deu branco e agora faz o quê? Tira de onde? Faz como? E a quando a gente busca informação, busca algo que tá guardado no nosso cérebro, quando a gente trabalha demais, a gente sente um cansaço físico. Você já percebeu? Eu já percebi isso e eu quero que você explique pra gente, eh, Karina, o branco, por branco, né? O que que acontece? Parece que sumiu, mas se a gente parar, respirar, acalmar, de repente pode ser que a gente consiga resgatar aquilo que a gente vem buscar dentro da nossa memória, né? Então, explica pra gente esse branco aí, por que que dá isso. Eh, tem níveis de strress que são benéficos, né, e ajudam na consolidação da memória. Eh, então, se for lá um um uma Eu tô num show, vamos dar um exemplo legal, né? Tô num show, um show que eu queria eh de uma banda legal. E aí eu tô lá, tô prestando atenção, tô esperando. Olha que legal, né? Aí se eu tiver prestando atenção no show, não tiver dividindo a minha atenção com o celular que acontece hoje, algumas pessoas falam: "Ah, eu não lembrei nada do show". Você não lembrou nada do show? Porque eu acho que eu fiquei tão empolgada. Você não lembrou nada do show porque talvez você ficou dividindo a tua atenção na tela ali e você não consegue lembrar nada depois porque você não tava focado no show, você tá focado em ver a tela. Ah, então aí e falar: "Ah, deu branco." Eu fiquei tão emocionado que deu branco. Não, não foi. É outra coisa. Atenção não deu, não deu, não deu atenção suficiente no estímulo certo, dividiu ali e não prestou atenção. Mas se você vai num show e vamos supor, você prestou atenção, tá legal, tem um nível ali de cortisol que ajuda a consolidar a memória. Você sempre vai lembrar quando você vai ouvir a música, pô, que legal, pô. Você tão legal a hora que tocou, né? Aquela banda tocou aquela música, eu lembro. foi assim, foi assado. Então esse é um nível legal. Quando você tem uma situação de estress que exige um pouco mais, que é um pouco maior, você tá lá fazendo uma prova, você tem que demonstrar alguma coisa, vai fazer uma uma palestra e você às vezes não tá acostumado, tem um público grande, você fica intenso. Aí já não é mais o nível do cortisolo, talvez você já tá ali na noradrenalina, você com uma coisa mais intensa. Sim. E aí a hora que você olha ali, você fala: "Paralisei". Uhum. Nossa, paraliso. Não sei. Não sei por onde eu vou sair porque me deu, deu o branco que eu estou fazendo aqui. Então é um nível de estress que já não é mais benéfico para você recuperar aquela memória e você acaba travando. E aí de novo a ansiedade acaba dominando, né? E aí a pessoa não consegue, se ela não consegue voltar para um estado mais calmo, se recuperar e falar: "Não, pera aí, eu estudei, eu sei o que eu vou falar, eu lembro, deixa eu me acalmar um pouco, sair aqui da situação para eu poder retomar e voltar. Se ela ficar imersa na ansiedade, às vezes tem uma crise do pânico, que é uma outra questão, né, e entra numa situação dessa aí, ela fica mais difícil. Então o branco ele existe, mas a gente tem que lembrar que são níveis de estress. O importante é não deixar que esse estress domine a ponto de você ficar paralisado numa situação que seja importante. Nossa! E como, né, não deixar esse estress dominar? Como a gente ter domínio, né, sobre a nossa mente? Muita gente fala, né, a sua mente, você tem que ter domínio sobre ela, você tem que que, né, e eu posso, eu consigo, eu vou, igual no caso do branco, pera aí, calma, reorganiza e vai, você precisa ir. Mas imagina uma situação, você dando uma palestra, por exemplo, você apresentando um trabalho de faculdade ou eu aqui, por exemplo, se me dar branco aqui, eu vou fazer o quê, né? Eu vou ter que falar: "Oi, gente, deu branco? Pera aí um pouquinho, né? Vou respirar, vou tentar lembrar". E aí, como que a gente faz esse controle, esse domínio pra gente poder, de repente lembrar o que a gente precisa executar, precisa colocar adiante, falar e seguir, porque dá uma desestabilizada geral esse tal do branco aí, não é, doutora? Por isso que é importante o autoconhecimento, né? O conhecimento do nosso comportamento, conhecimento das nossas emoções, né? Então é isso o que que a a memória nos traz, né? Se você sabe que em uma situação em público te trazem estresse, porque você já vivenciou isso outras vezes, você tem que entender qual que é o gatilho que tá te trazendo, entender qual que é o teu medo, né? Tentar ressignificar por que que eu tô com medo, né? eh, tentar trazer estratégias racionais para você pensar naquele momento. Eh, tentar também técnicas de respiração para melhorar aquela questão adrenica da ansiedade, né? Então tudo isso, eh, se você passa em situações que você perde controle, que você não consegue se autorregular, precisa procurar um um um ajuda especializada para isso, para você dominar aquela situação. Tem um ponto importante do que você falou, Fabiana, que eu acho que é acontece com muitas pessoas, às vezes essas situações que exige um pouco mais que a pessoa eh vá ou tem uma apresentação ou é, né, tem uma situação de estress um pouco maior, mas seria uma situação simples. na vida da pessoa, ela já está acostumada a fazer aquilo, mas às vezes ela vem de uma carga de ansiedade tão constante, de estress da rotina do dia a dia que ela não percebe. E aí numa situação corriqueira dessa aí ou vamos dizer assim tola, né, boba que ela faria numa boa. Por exemplo, o exemplo que você deu aqui, né? Eu tô, você tá acostumada a apresentar o programa, então é uma coisa da sua rotina. familiarizada com tudo, mas de repente vem numa situação de tanto estress, tanto estresso, mas você não percebe que de repente explode num momento ali que para você é cotidiano, que você já fez uma prova que você tá acostumada, uma palestra que você já deu várias vezes e aí é uma situação que você fala: "Opa, que que aconteceu que aqui eu eu descompensei, né? Aqui eu não tive o controle. Aqui eu fiquei eh entrei num num momento de pânico, né, que pode ser. Eh, aí você tem que olhar para isso, como eu estou vindo, tá tudo bem? É essa situação específica mesmo que me gerou esse nervosismo ou tem uma história por trás? Eu estou carregando um stress por algum tempo. Eu estou já algum tempo com o cortisol funcionando lá, né, no alto e tentando manejar a rotina, o dia a dia. Então, olhar para isso, né, às vezes coloca a culpa na situação ali, mas é uma coisa que já vem de outras eh demandas ao longo da vida, da rotina, das relações sociais, né, e do dia a dia. Muito bem. copo de água cheio, né? Transbordo. Exato. Aí é o momento do transbordo, né? Agora, por que que nós às vezes eh queremos lembrar de algo, buscar algo lá no profundo da nossa memória e a gente não consegue? pessoas. É um exemplo, ah, crianças que viveram ali, né, a sua vida em família, enfim, e aí ficaram adultas e tentam buscar uma fase da vida, mas ela não consegue. Ela sabe que ela viveu. Ela pergunta para alguém da família, a família, não, você não lembra disso? Não, eu não lembro. E aí ela tenta buscar, mas ela não lembra. O que que acontece? Por que que tem memórias que a gente não consegue trazer de volta? Doutora, essa fase muito eh da na infância é um pouco difícil determinar porque o cérebro ele ainda tá terminando o seu desenvolvimento, né? O cérebro ali da criança é diferente do cérebro do adulto, mas vamos dizer assim, num período de adolescência, eh porque às vezes a gente não lembra de alguma coisa que a gente viveu lá na adolescência, porque essa rede neuronal, ela não foi muito utilizada depois, né? Porque quanto mais a gente lembra de uma coisa, mais a gente reforça aquela informação. Uhum. Uhum. E quanto mais a gente lembra de alguma coisa, a gente reinterpreta aquela situação e pode colocar até informações novas que não existem. Sério? Que é a confabulação pouco, né? Gente, olha isso. Então assim, quando a memória ela não é uma lembrança estática, congelada, quando você lembra de algo, você revive aqueles elementos e os reinterpreta. Nossa. E reinterpreta de acordo com o que você é nesse momento atual da tua vida. Então, tu vê aquela situação de uma forma diferente, né? Au. E por isso também que existe as terapias, né? daquele momento, trazer um novo significado. Então, quanto mais você lembra de uma situação, você mais ativa aquela lembrança e você mais faz associações com com habilidades que você tem hoje, com conceitos que são importantes para você hoje. Então isso vai deixando eh vai espalhando aquela memória mais no cérebro. você conecta aquela aquela recordação, aquele fato, aquele episódio com mais áreas cerebrais. Então fica mais fácil de você lembrar uma situação que você sempre lembra do que uma que você nunca mais parou para tentar lembrar, para pensar. Sim, sim. Mas mesmo que você não lembre naquele momento, depois de um tempinho você pode lembrar, tá? Então assim, ai não tô lembrando da daqu daquilo, mas depois de um momentinho também pode te vir aquela informação. Uhum. Informação essa que pode vir eh e trazer sensações, sentimentos. Eh, essa questão de de repente a gente sentir um cheiro, lembrar de algo, né? Eh, não sei, sabe assim, quando vamos fazer algo bem tranquilo aqui, eh, casa de vó, né? Você de repente você passa em algum lugar que é perto de um restaurante, alguma coisa assim, sente aquele cheiro de comida e de repente aquele cheiro de comida fez você lembrar da comida da sua avó. Isso é delicioso. Isso traz uma coisa benéfica, maravilhosa. É um gatilho bom, mas e quando vem gatilhos ruins? O nosso cérebro, vocês ensinam pra gente que é luta e fuga. E aí, como faz com esses gatilhos ruins das memórias que de repente a gente não queria lembrar e a gente acaba lembrando? Como faz com elas? Vamos lá. Difícil, né? [risadas] Eh, exatamente esse nível do stress, né, que eu tava explicando. Quando tem eh um nível do estress que já tá acima ou tá associado a alguma coisa eh que é negativa, essa memória sensorial, ela tem um nome, ela é a memória sensorial. ela vai ligar e vai te ajudar a reviver coisas desagradáveis, não necessariamente que você gostaria de reviver. E aí isso que a Fabiana falou é muito importante, porque você vai reviver com as informações e a interpretação que você tem hoje, que talvez na época você nem tinha, dependendo do que for, né? que pode ser um fato ruim que aconteceu quando você era mais novo, eh, ou uma ou tinha menos experiência, né? É uma outra, é uma outra leitura. Agora é uma releitura do fato como você é hoje com a interpretação e entendimento que você tem hoje. Então aí você pega aquela memória sensorial que muitas vezes é um cheiro ruim ou uma música, né, que te lembra algo ruim ou um barulho. E aí tá associado a uma experiência ruim e você faz essa leitura hoje com a interpretação ainda mais negativa. Então é é difícil. Eh, a ideia é se se puder se afastar do estímulo, evite, né, quando dá. E quando não dá, eh, você tentar trabalhar isso e aí sim em terapia para fazer uma dessensibilização desse estímulo. Uau! Né? Se for possível, você, olha, eu preciso dessensibilizar. Então vamos de novo, dar um exemplo aí da música, mas você associa um ritmo musical é uma época da sua vida ou uma relação que você teve, você fala: "Ah, eu não ouço nesse tipo de música, sei lá, porque o meu ex-ovi". Uhum. Eu não gosto, não quero lembrar dele e tal, mas ele ouvia o estilo de música, mas de repente tem uma música ou outra ali daquele estilo que você gosta e aí você fala: "Eu, mas eu queria ouvir tal essa". Então tem uma uma forma de dessensibilizar. essa música ou outra necessariamente aquela pessoa. Uma outra música, ela foi gravada depois do que vem depois, né? Ou enfim, eh, e aí você vai fazendo uma dessibilização para não ficar refém disso, né? Porque é muito ruim você também viver refém, porque às vezes você tá num lugar, tá num ambiente, você quer curtir aquele lugar e aí de repente vem um uma uma memória sensorial aí que te paralisa de novo, te deixa chateado, te deixa triste, é desagradável, né? Então é possível fazer uma dessensibilização em alguns casos. Tem técnicas para isso. Muito bem. Ai, que bom saber disso, né? que tem técnicas, a gente pode aprender a trabalhar as nossas memórias, a gente pode, de repente ativar uma memória que não foi tão boa, ressignificar ela e vamos embora viver, né? É isso, gente. Olha, você que tá participando conosco, já nós temos algumas perguntas agora. 8:44, tá bom? Então, será que tá na hora? Vamos, vamos colocar as perguntas para as nossas entrevistadas de hoje. Vamos ver então o que que o pessoal de casa eh está pensando sobre as nossas memórias, né? Você tem alguma memória aí que te incomoda ou uma memória que você resgata e fica super feliz, né? E e você viveu aqui ou agora com a sua memória, você conseguiu ressignificar? Conta pra gente, manda aí a sua pergunta. Pode colocar a tela, produção. A primeira perguntinha que nós temos aqui paraas nossas convidadas. Aline Rocha do Jardim Guanabara. Lavo louço ouvindo podcast, respondendo WhatsApp e pensando no jantar. Uh, cansei. No fim do dia estou exausta e não lembro de nada direito. Minha nossa. Fazer tudo ao mesmo tempo. Apaga a mente. Não é a única Aline. Tá bom, fica tranquila. Isso acontece com muita gente, porque nós estamos vivendo uma era de muitos estímulos. A gente acha que a gente é superherói para responder, resolver tudo em um mesmo tempo. E aí a nossa doutora explica para você e aí como é que faz, né? Olha só quanta ação em um momento, um apenas um momento, doutora. Às vezes a gente tenta eh se manter atento a ao momento que você tá fazendo associando uma atividade prazerosa. Então, às vezes ela ela coloca ali o podcast para ela ficar mais presente naquele momento de estar prestando ali atenção naquilo, porque ela tá interessada no que tá sendo falado. E com com isso ela consegue tocar melhor aquela atividade de casa. Uhum. Mas isso ao longo do dia eh é é maléfico, né? Porque você dividiu sua atenção, então você não conseguiu ali sedimentar a memória, consolidar para que durante o sono, nas nas nos nas fases profundas do sono aquilo se enraíze melhor e você ficou multitarefas, né? Então aquilo te trouxe exaustão, né? porque você ficou eh eh dividindo a sua atenção com mais de uma coisa e fazendo eh trabalhando, né, a execução ali da atividade, funções executivas ã também divididas ali naquele momento. Cansa mesmo, sobrecarrega, cansa, sobrecarrega, né? Dá uma confusão no nosso no nosso cérebro. Eu às vezes me pego assim e esse programa é tão bom, gente, eu aprendo tanto porque assim, ó, às vezes eu tô rolando o feed, principalmente final de semana, sabe? Aí eu tô lá assim, ó, de repente eu falo: "Rúbiá, para, não vai fazer outra coisa, isso não vai adiantar de nada, não vai resolver nada, você não vai absorver nada que você tá vendo. Então, larga e vai para aqui, para agora e vai fazer alguma coisa que vai trazer benefício para você. E é legal porque a gente aprende mesmo com os ensinamentos de vocês. Muito bom. Bom, então a gente sabe que a gente tem que focar. Esse negócio de foco não é clichê, não é focar mesmo, porque focando a gente consegue eh armazenar, né, a o que a gente tá eh absorvendo no momento. De repente, um podcast bem interessante, foca nele, foca nele para você armazenar as informações. É isso. 8:48, mais uma pergunta, por favor, produção, vamos ver o que temos. A Marta Lins do Jardim Proça. Olha aí. Ah, interessante. Vamos lá. Vejo muitas propagandas de vitaminas e pílulas mágicas que prometem turbinar a memória e foco. Nosso cérebro realmente absorve ou isso é só dinheiro jogado fora? Então, será que tem é remédio pro cérebro? Por se a gente for parar para analisar, né? É isso. Absorve, não absorve. Qual que é a sua avaliação? Olha, tem, acho que a Fabiana vai poder falar melhor, mas assim, tem muitas vitaminas que precisam, né, que são benéficas. Se você tá com dessa vitamina, já tá comprovado que é importante que você tome, sei lá, vou vou deixar ela falar, mas assim, senão o pessoal sai, tô com medo, o pessoal sai comprando, [risadas] aí é melhor a médica falar, mas tem vitaminas que tem o impacto e a gente precisa. Agora tem outras que assim são experimentos, né? Não existe uma comprovação para que isso eh seja de fato efetivo, né, Fabi? Sim. Vamos lá. Pode, pode nos explicar, doutora. Tem um remedinho. Então, as vitaminas, esses eh pílulas mágicas que prometem turbinar a memória. Mas então, se eu tô com a memória não tão boa assim, não precisa exercitar a memória. Vou tomar um remédio, vai ficar bom. É, mas não é assim não, né? Ou é? Se você acha que a sua memória está ruim, procure um médico. Ótimo. Ele vai fazer uma investigação. Será que você tá com um problema na tireoide, no funcionamento da tireoide? Será que você tá com um mau funcionamento do rim? Ã, será que você tá com influencia? Será que você tá com um défic de fato de vitaminas importantes? Hum. Uma vez eh afastadas causas clínicas, doenças, eh desequilíbrios infecciosos, metabólicos, você e hormonais, você pode, se você tiver um déficit de vitamina, você vai repô-las, OK? E vê se repôs de forma adequada, depois repete o exame, vê se você vai precisar de uma manutenção dessas vitaminas. Mas associado a isso também tem que ver como tá o seu sono, tem que ver como que tá a sua rotina. Uhum. Seu lado emocional. Será que você também ali tem muitos gatilhos ao longo de do dia que tão te trazendo eh situações de tristeza, né? Memórias tristes, de ansiedade? Ã, atividade física, como que tá a sua atividade física, que é extremamente importante pro cérebro? Olha isso. Então não vai ser nenhuma pílula mágica que vai te trazer ali uma memória turbo, né? A memória, ela precisa de uma constelação de fatores funcionando para ela acontecer. Tem uma eh dentro dessa linha da pergunta tem agora a gente tá fala muito da perimenopausa, então é sua próxima pergunta. Era, mas vai, porque a gente precisa entender, né, mental, a perimenopausa e a e as transições hormonais, né, que existem. E é, e sim, ela tem um impacto na memória, a gente todo mundo sabe disso, essa transição hormonal, tem um, eh, as névoas mentais, muitas vezes as pessoas começam a, principalmente as mulheres, né, dessa geração que estão entrando na perimenopausa, geralmente são muito produtivas, estudam, estão fazendo mil coisas ao mesmo tempo, e aí percebe que o ritmo delas não é mais o mesmo. Fala: "O que que está acontecendo comigo? Será que eu estou num processo degenerativo? ou eu que tá acontecendo? Então hoje olhar para isso também daí a importância de buscar um especialista e não buscar uma solução mágica de ah, eu vi, né, a vizinha falou que tá tomando tal chá ou tal coisa, tal vitamina é boa, mas fazer uma investigação com o médico mais aprofundada vale a pena para justamente eliminar também estas questões e ver se tem uma questão hormonal envolvida, que pode ser da fase que a pessoa está do período da vida, né? É verdade. Essa névoa mental é algo que incomoda muito as mulheres. E que bom que a gente pode falar de menopausa hoje de uma forma mais aberta, né? Um tabu que tem sido quebrado. A gente já falou bastante aqui no programa também. E já que a gente tá falando de memória, vamos falar dessa néva mental aí, doutor, explica pra gente o que que acontece, né, nesse período da nossa vida. É a essa névoa, né, ela ela tá condicionada ali a sensação de cansaço, né? também a sobrecarga, alteração hormonal, hã, e e também a questão do sono também ela vem entremeada, né? Porque com essa questão hormonal também você tem um desbalanço do sono, né? Então também essa e são vários fatores ali no corpo que tão acontecendo ao mesmo tempo e você perde um pouco ali a clareza, você perde um pouco a sua a você deixa de ser de comandar um pouquinho a situação, né? Você se sente um pouquinho ali presa no seu rendimento habitual. Olha, isso faz todo sentido, porque eh quem está passando por essa fase sabe que as noites não são sempre bem dormidas, né? E o sono também não é sempre de qualidade. Isso vai refletir na nossa memória. Com certeza. Nossa, um turbilhão de emoções. É verdade. Olha só, gente, como é bom a gente aprender, né? A gente vai se alinhando, vai alinhando todas as as coisas. De repente você tem uma visão tão pequena sobre determinado assunto, aí chegam duas pessoas aqui com a visão ampla que te mostram que tem solução, que você pode eh de repente signific ressignificar algumas coisas, pode melhorar outras. Isso é bom demais. Acho que é o nosso papel aqui no estúdio Câmara quando a gente propôs esse programa para falar de comportamento e para trazer pessoas tão importantes e que t a a sabedoria, né, a experiência e a ciência referente a a comportamento. E hoje em dia tudo é comportamento humano, se a gente parar para analisar, né? 8:54. Então, a última pergunta e a gente já vai para as considerações finais. A gente agradece você que tá aí do outro lado, né, participando conosco. Pode colocar na tela, produção, por favor. A última pergunta. O Felipe Antunes do Chapadão. Só consigo ler ou trabalhar se estiver com fone de ouvido tocando música instrumental. Uau! Esse ruído eh de fundo ajuda a focar de verdade ou estou enganando a minha mente? É, então tem pessoas que vão fazer prova, já vi pessoas para fazer uma prova assim um vestibular, por exemplo, só estudam com música. Eu fico olhando, falo: "Gente, ou essa pessoa tem super poder ou ela não vai aprender nada". Então vamos lá, a gente começa com você e depois a gente passa pra doutora. Vai, carinha. Não é regra, tá? O que eu vou falar, mas boa parte das pessoas que tm algum de atencional, elas preferem trabalhar com a atenção dividida. Olha isso. Mas num nível razoável, não no nível que 10 abas abertas, fazendo mil coisas que aí não vai dar certo. Mas muitas vezes a pessoa que tem uma dificuldade em focar, ela coloca o a música para conseguir prestar atenção no que ela está fazendo ali, porque ali nenhum outro barulho vai atrapalhar. Então, quando eu coloco uma um fone de ouvido, eu tô focando de algum jeito naquele, né, naquele ruído, naquele barulho, enfim, em nada. Se o cachorro latir, se a porta bater, se alguém me chamar, não sei quê, eu tô conseguindo focar ali, ao passo que se eu tiro isso, eu tô com todos os outros estímulos ali, eu tô a mercê de todos os outros e aí eu fica mais difícil porque, ah, o cachorro latinho, ah, eu tô aqui fazendo, alguém me chamou, olha, eu tô ouvindo um barulho na vizinha. Uhum. Hum, perfeito. E aí tudo é motivo para eu prestar atenção e não prestar atenção no que eu estou fazendo. Então, às vezes ela com um estímulo só consegue se controlar melhor no que ela está fazendo ali. Então, pode ser benéfico. Explicação maravilhosa. Doutora, agora você imagina uma redação, né? Alô, redação. Essa é para vocês, hein? a nossa redação. Acho que nós temos aí mais de 20 pessoas ali em uma sala enorme e aí de repente todo mundo fala ao tempo todo. Eu acho que nós jornalistas nós temos uma memória e e um discernimento de saber separar e e concentrar e foco, porque senão a gente não sobrevive e dentro de uma redação. Então essa questão de usar ali o fone de ouvido e para poder focar no trabalho realmente funciona. Funciona sim. Funciona sim. Porque num ambiente que tem vários estímulos, você se isolar para se manter focado, atento no que você tá fazendo. Sim. É o que ajuda algumas pessoas. E também porque às vezes quando você tá fazendo algo, estudando algum conteúdo que você não tem tanto interesse, às vezes se você deixa lá uma música de fundo que você que você gosta, você se mantém naquela atividade também ali por um por um pouquinho de mais tempo. E o que que acontece então na nossa redação que todo mundo fala ao mesmo tempo? Tem gente falando de pauta, tem gente eh resolvendo um problema aqui, tem gente falando eh eh do jornal que vai entrar ao vivo, tem gente falando com a edição e a gente nem usa fone, a gente consegue fazer todas as nossas coisas. O que que acontece com a gente? Então vocês trabalham com comunicação, então [risadas] precisa se comunicar, porque se você não se comunicar, não trocar informação, como é que vocês vão construir a pauta, fazer? Agora eu imagino que a hora que alguém precisa sentar e escrever alguma coisa sozinho, a pessoa deve achar um canto, tentar, não é tudo junto mesmo. [risadas] Então realmente precisa estudar. É, o jornalista precisa ser estudado, eu acho, viu? Eu não sei como é que a gente consegue fazer o que a gente faz, mas é algo interessante de se dizer aqui, porque a gente tá falando de memória. Isso é jornalista é uma responsabilidade tremenda, mas nós estamos em um ambiente onde imagina, né, quantas pessoas ali falando ao mesmo tempo e a gente consegue focar e fazer o nosso trabalho. O que que acontece na nossa memória? são são pessoas tem pessoas naturalmente mais focadas naquilo que você tá fazendo. Às vezes você tem algum familiar, algum amigo que você vai falar com ele e a pessoa não escuta. Sim, verdade. Porque tá muito focada no que tá fazendo. E tem já tem pessoas que passou um mosquitinho, já desconcentrou, já perdeu atenção. Então isso é muito individual de cada um e também é um hábito que pode ser treinado, né? Então, alguém que no primeiro dia ali de trabalho na redação, aquela pessoa, ela era mais eh com eh mantinha a tensão por um período menor, depois de um período ali trabalhando tudo junto com aquele estímulo, ela já aprendeu a se condicionar e anular ali o o ruído do ambiente, né? Uau, gente. Então, parabéns aí a todo o pessoal da redação, porque somos condicionados. [risadas] Muito bom. Agora, pontualmente 9 horas e a gente vai encerrando o nosso programa. Eu tinha mais perguntas para fazer? Claro que sim. É tão importante a gente aprender como nós funcionamos e principalmente quando a gente fala do nosso cérebro, né, da nossa mente. Eu quero agradecer então as nossas convidadas. Carina, mais uma vez muito obrigada pela sua participação. Deixa uma mensagem aí pro pessoal de casa, de repente fazer um exercício para poder melhorar, né, essa essa questão aí cerebral de memórias e tal. Uhum. É, eu acho que tem que lembrar que a memória ela não é um componente isolado no cérebro, ela é dependente de várias outras coisas. Ela é dependente da atenção, ela é dependente do planejamento, das nossas emoções, do stress. Então, a gente precisa saber olhar paraa nossa rotina, pro nosso dia a dia, como estamos eh gerenciando as informações que a gente recebe e tomar muito cuidado hoje, Rúbia, porque eh parece que tem uma uma necessidade de desempenho muito grande. Eu preciso absorver todas as informações. Tem milhares de filmes para assistir, tem um monte de série para acompanhar, tem um monte de música para ouvir, tem um monte de coisa para estudar, tem um monte de podcast para ouvir. Ah, preciso fazer tudo. Será que precisa fazer tudo mesmo? Então assim, por que que não pode focar, né? Antes era um livro outro que você abri, estudava e lia. Hoje eu vejo muitas pessoas falando da dificuldade de ler, de conseguir concentrar para ler. Então assim, eh, reduz um pouco, né? Tenta focar um pouco mais, se avalie para ver se você não está também querendo abraçar o mundo e aí vai botar a culpa depois na memória. Exatamente, né? Verdade. Abraçar o mundo e depois colocar a culpa na memória. A gente precisa parar para pensar. Mais uma vez, muito obrigada pela sua participação. Maravilhosa, viu, doutora? Prazer te receber. Obrigada pelos ensinamentos aí, por nos orientar e trazer um pouquinho de como a nossa mente funciona, né? É maravilhoso demais. Muito obrigada pela sua participação mais uma vez. Eu que agradeço o convite. Deixa pra gente aí um uma dica pra gente melhorar a nossa memória. Não sobrecarregar a tensão. Uhum. Não, não subestimar o poder do papel do sono. Perfeito. Fazer atividade física. Uau. Ah, muito bom. Visitar seu médico regularmente para ver se a sua condição clínica, sua saúde está boa. Uhum. Né? E mas quando a sua memória está prejudicando o seu desempenho no dia a dia, tem que procurar ajuda, né? Eh, tanto por uma questão de mais ali na população idosa de doenças neurodegenerativas, mas também o risco de de adultos mais jovens também estarem nesse turbilhão, né, de multitarefas, né, dessa sobrecarga tensional. Então, na dúvida, se tá se mantendo a dificuldade, procurar ajuda. Sim, maravilhosa. Obrigada mais uma vez, viu, pela sua participação. Obrigada a você de casa, você que sempre tá com a gente também, né? Obrigada pelo carinho da audiência. E é isso, gente. A memória faz parte da nossa identidade, das nossas emoções e da forma como a gente constrói relações e experiências ao longo da vida. e entender melhor o funcionamento do cérebro também ajuda a gente a compreender aí os impactos da ansiedade, do excesso de estímulos e da rotina acelerada sobre a nossa saúde mental. Então, [música] que a gente possa ficar mais tranquila. Aproveita esse final de semana aí tem temos feriado, né? No final de semana não, na quinta-feira é feriado, então quinta, sexta, de repente dá uma acalmada, dá uma tranquilizada, né? Para de ficar rolando feed infinito aí e bora cuidar da nossa memória, tá certo? Gente, seguinte, a ÍRa tá chegando aí daqui a pouquinho com informações atualizadas aqui de Campinas, do estado de São Paulo, Brasil e Mundo. Lembrando que meio-dia tem Câmara Notícia com Gabriel Castro com informações do legislativo. Hoje é segunda-feira, então nós temos reunião ordinária a partir das 18 horas lá no plenário José Maria Matozinho. Você pode participar presencialmente, tá? e a programação da TV Câmara Campinas, sempre feita com muita responsabilidade de toda a nossa equipe, especialmente para você. E amanhã nós temos mais um estúdio Câmara ao vivo e vamos eh trazer um tema que faz parte da vida de muita gente. Vamos falar sobre as conversas difíceis. Você fica bloqueado mediante a uma conversa difícil ou [música] você tem que fazer ter uma conversa difícil com alguém e você não tem coragem? Então, por que tantas pessoas evitam diálogos importantes? no casamento, na família ou no ambiente de trabalho. Quais são os impactos emocionais de guardar insatisfações, engolir sentimentos, [música] adiar conflitos necessários? Nós vamos amanhã discutir como o silêncio [música] acumulado também ele pode gerar ansiedade, estress, desgaste emocional e até problemas na saúde física e mental. E vamos, claro, falar sobre caminhos pra gente aprender a dialogar de forma mais saudável [música] antes que o acúmulo vire sofrimento. Então, conta pra gente, você tem dificuldade de iniciar uma conversa difícil? De repente, a partir dessa conversa que o caminho se abre. Vamos pensar nisso e amanhã a gente fala sobre isso ao vivo aqui no estúdio Câmara. Para fechar, quero convidar você, porque a Câmara de Campinas realiza no dia 9 às 7 da noite audiência pública para discutir o projeto de diretrizes orçamentárias para 2027. Então, a gente convida você para discutir as [música] metas e prioridades da administração pública municipal para o próximo ano. Essa audiência será conduzida pela Comissão de Finanças [música] e Orçamentos da Câmara de Orçamento, perdão, da Câmara de Campinas. e a sua participação vai ajudar a definir os rumos dos investimentos públicos da [música] cidade. Por isso, participe. A sua opinião, a sua sugestão é muito importante. Para participar basta ir no dia 9 eh às 7 da noite começa. Então vai lá 6 horas, 6:30, esteja lá no plenário para acompanhar. Ou então se você não puder ir presencialmente, acompanhe aqui pela TV Câmara Campinas ou no canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Também [música] você pode acessar eh o campinas.sp.leg.br. br para perguntas e sugestões [música] no formulário que está disponível no site, combinado? Beijo grande para você, fique bem e até amanhã com mais uma edição do nosso estúdio [música] Câmara. Valeu, até lá. Ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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