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Estúdio Câmara - 16/07/2026

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evite elevar os membros [música] inferiores ou as pernas, porque nós não sabemos ainda qual a causa dessa dessa sensação que você está tendo. Então, eh, chama atenção para os casos de acidente vascular cerebral que levantar os membros pode ser um fator agravante ainda. [música] [música] A seguir, TV Câmara ao vivo. [música] [música] Olá, muito bom dia para você que está aí ligadinho, acompanhando a programação da TV Câmara Campinas nesta manhã de quinta-feira, dia 16 de julho. É muito bom ter a sua companhia. Estamos chegando com o Estúdio Câmara ao vivo e hoje vamos conversar sobre tecnologia, comportamento e educação dos nossos filhos. Porque o celular ele está presente em praticamente todos os momentos. da nossa rotina serve para trabalhar, para estudar, resolver problemas, conversar e também para entretenimento, né? [roncando] Mas quando o uso das telas começa a ocupar o espaço da convivência familiar, surge aquele desafio que está cada vez mais comum dentro das nossas casas. Como a gente faz para estabelecer limite paraas nossas crianças quando nós adultos também estamos com dificuldades de desconectar. O tema do estúdio Câmara de hoje é: pais também excedem o uso das telas. Sim ou não? Vamos entender como os hábitos digitais dos pais influenciam o comportamento dos nossos filhos e também eh entender e descobrir as estratégias que podem ajudar as famílias a encontrar mais equilíbrio na relação com a tecnologia e as nossas crianças. Então, participe com a gente. WhatsApp tá na tela. Nós queremos saber de você como é que é a conexão aí na sua casa, principalmente agora nesse momento de férias. Você já ouviu algum em algum momento seu filho ou sua filha dizer assim: "Ai, sai do celular um pouquinho, né?" E aí, qual foi a sua reação? Você também está conectado, muito conectado, ou você oferece o celular para que seu filho também fique conectado e vocês dois estão conectados aí e acabam perdendo o tempo do aqui agora juntos, principalmente nesse momento das férias? Tá tudo bem? Se isso tiver acontecendo, o importante é que a gente pode ressignificar tudo isso e equilibrar essa tecnologia, essa conexão, para que possamos ter dias eh com momentos mais proveitosos, né, do olho no olho, do contato físico, aquela coisa gostosa entre pais e filhos. Converse com a gente. O WhatsApp tá na tela para você, 19979377. enquanto você manda sua mensagem, a gente traz algumas informações e daqui a pouquinho vamos apresentar os nossos convidados que já estão eh aqui no estúdio e vão participar com a gente no estúdio Câmara de hoje para conversar conosco sobre a conexão, né, e a tecnologia entre pais e filhos. Como é que a gente faz para administrar tudo isso, combinado? Então, estamos aguardando a sua participação. Agora sim, vamos com informações para vocês. O Jardim dos Espelhos, um espaço administrado pela Sanasa, eh, recebe amanhã, sexta-feira, a partir das 5 da tarde, uma festa junina beneficente com entrada gratuita. O evento, gente, é aberto ao público e promete uma programação voltada para toda a família. A parte da renda arrecadada, ela vai ser destinada a famílias em situação de vulnerabilidade social e refugiados venezuelanos que vivem aqui na cidade de Campinas, tá? Essa programação inclui música ao vivo, bingo, touro mecânico, brinquedos infláveis para as crianças e uma praça de alimentação com comidas típicas. Os visitantes também poderão levar os seus animais de estimação, então seu pet é muito bem-vindo. O Jardim dos Espelhos está localizado na sede da Sanasa, na Avenida da Saudade 500, lá no Ponte Preta, pertinho da Câmara de Campinas. E você é convidado todo especial. É um momento legal para a desconexão da tecnologia do celular e a conexão entre pais e filhos, entre as [música] famílias. Então, aproveite este momento. E Campinas recebe no dia 26 de julho, olha só que legal, das 9 às 4 da tarde, a segunda edição do encontro de carros antigos, caminhões e motos no prédio do relógio na vila industrial, integrando aí a programação oficial dos 252 anos do município. O evento também tem entrada gratuita. Deve reunir cerca aí de 1000 veículos entre automóveis, caminhões e motocicletas de diferentes épocas. Além da exposição de veículos, a programação vai contar com Mercado de Pulgas, reunindo peças, acessórios e eh memorilia, feira de Hot Wheels, show da banda Tom Brothers e Praça de Alimentação com Fud Trucks. Olha que legal, gente. Realizado pela Prefeitura de Campinas por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação e também de Cultura e Turismo. Esse evento tem o apoio da Câmara de Campinas e do grupo Amigos do Carro Antigo, abolição, entre outros parceiros. Então você é convidado especial para participar do segundo encontro de carros antigos, caminhões e motos no dia 26 de julho. Vai cair num domingo, das 9 às 4 da tarde, no prédio do relógio, na vila industrial. E olha só que legal, mais um momento de interação aí entre as famílias, né? Que tal levar as crianças para conhecer os carros antigos e participar aí dessa eh dessa ação, né, que é algo muito importante, que é uma socialização. Você chega num lugar desse, você conversa com pessoas, você interage e você acaba esquecendo do celular, porque o tema do programa de hoje é a tecnologia, é a conexão. E quando a gente traz essas informações que favorece a desconexão, é importante que você anote aí na sua agenda, porque se você tiver a oportunidade, super vale participar com a família, tá certo? Vamos com a previsão do tempo para hoje. Vamos ver como é que fica o dia. Bom, o céu tá lindo, maravilhoso, azul de brigadeiro, bom para voar. O sol tá brilhando lá em cima e a temperatura melhorou hoje. Ufa, né? Que bom. Mínimave, máxima 25º. Hoje de manhã estava aí uns 9º, mas não tava assim com aquele vento e então o frio não tava tão doído, né? E agora já tem o solzinho, tá esquentando mais a máxima de 25º, que nós possamos ter aí uma ótica, uma ótima quinta-feira para mim e para você. Agora sim, 8:10, a gente volta ao nosso tema central. Vamos falar eh dessa conexão. E será que os nossos pais, né, os pais estão conectados mesmo e estão conectados com o celular e desconectados dos filhos? Será que eles estão exagerando no uso das telas? A tecnologia trouxe praticidade e conectividade paraa rotina das famílias, mas também criou aí novos desafios para convivência dentro de casa. Pesquisas mostram que quando os pais desviam constantemente a atenção para o celular durante brincadeiras, refeições ou conversas, as crianças podem perceber essa atitude como uma falta de disponibilidade emocional. Ao mesmo tempo, muitos adultos dependem, claro, dos dispositivos para trabalhar, estudar, resolver questões do cotidiano. Então, fica um pouco desafiador a gente encontrar um certo equilíbrio, né? como educar pelo exemplo, sem abrir mão das necessidades da vida moderna. Então, a gente precisa de ajuda. Então, para nos ajudar nessa reflexão, a gente recebe hoje a psicóloga infanto juvenil, a Adriana Faria. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada. Bom dia a todos. Meu nome é Adriana Faria. Eu sou psicóloga, tenho uma clínica também, clínica Faria, e hoje eu atuo, né, de frente com a criança e a adolescência. Muito bem. Então tem muito para nos orientar, para nos ensinar. A gente agradece a sua participação e a dupla de hoje, olha só, a Adriana junto com a Flávia. A Flávia participa com a gente através do Zoom, ela é psicanalista. Seja muito bem-vinda, Flávia Anjos. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. É uma honra fazer parte do programa de hoje. Aproveito para cumprimentar toda a sua audiência e a colega no estúdio também. Eu sou psicanalista e eu faço parte da Sou Saúde Integral, uma associação de saúde mental que atende crianças, adolescentes e suas famílias. Maravilhosa. A gente tem um pouquinho de delay, eu acabei cortando você, me desculpa, tá? Mas olha, gente, quero agradecer a presença de vocês duas. É muito importante, principalmente nesse momento que a gente tá de férias, as crianças estão de férias, né? Eu falo: "Gente, mas você vê, nós estamos com as crianças em casa e nós precisamos continuar a nossa rotina que é trabalho, trabalho e trabalho." Mas aí como é que nós fazemos para desconectar um pouquinho, para dar atenção para as nossas crianças? A tecnologia, a gente sabe, está cada vez mais presente na rotina das famílias, mas a gente também sabe que especialistas em saúde mental alertam que o problema não está apenas no tempo, né, que as crianças passam diante das telas. A gente costuma oferecer o celular, né, para o os jovens adolescentes e eles acabam passando um tempo exacerbado diante dessa tela. Só que aí se a gente para para analisar por uma outra ótica, o comportamento de nós adultos também influencia essa relação das crianças com as telas. Por quê? Porque as crianças aprendem observando a gente todos os dias. E muitas vezes, gente, o exemplo ele fala mais alto do que qualquer regra ou orientação. Então eu começo com a Adriana e já pergunto para você. Quando uma criança vê, né, os pais constantemente conectados ao celular, que mensagem essa criança costuma receber sobre a importância daquela tela? Bom, eu acho que a criança, né, quando ela tá ali de frente com vendo o seu pai, né, ou a mãe no celular, eu acho que ela pensa como fosse às vezes a criança pode pensar um abandono afetivo, um abandono emocional, porque ela às vezes tá sendo trocada pelo aquele tempo de qualidade, por aquele olhar, por aquele vínculo, por aquela brincadeira. Então, a criança ela não consegue fazer essa leitura quando o meu pai ele tá trabalhando, quando o meu pai tá respondendo uma mensagem importante ou quando meu pai tá na rede social. no Instagram e no TikTok. Então a criança ela não consegue fazer essa diferenciação. Então ela sempre às vezes ela vai se sentir trocada pela tecnologia e aonde que também às vezes começa a aparecer comportamentos, né, que seriam como birras ou indesejados. Muito bem. Agora, Flávia, por que que as crianças elas costumam perceber rapidamente quando existe uma eh incoerência, né, no discurso porque dos pais diante do comportamentos, o comportamento deles? Exemplo, eu estou aqui conectada, mas eu estou trabalhando e aí eu olho pro filho que já tá lá 2 horas no celular e falo: "Filho, vai brincar agora, né? você já tá muito tempo diante da tela, mas eu continuo aqui. E aí as crianças elas percebem isso, fala: "Poxa, mas mamãe, papai tá dizendo para eu não ficar na tela, mas ele também está na tela". E aí, como é que a gente faz essa mediação? E e como que as crianças percebem? Elas percebem isso muito rápido ou não? Demora um pouquinho para elas terem esse entendimento que o pai tá pedindo para eu fazer uma coisa, mas ele tá fazendo a coisa que ele está pedindo para eu não fazer. As crianças são seres muito rápidos, muito perspicazas. Nós adultos aqui subtimamos as crianças. Olha aí, elas elas são muito sensíveis e elas percebem que algo não tá conectado. O que o meu pai diz tá completamente diferente daquilo que ele faz. E mais do que falar, exemplo arrasta. O exemplo é que fica. Então, quando a criança vai percebendo que o pai fala uma coisa, mas constantemente faz outra, é isso que vai modelando a criança, é isso que ela vai tendo como aprendizado. E muito provavelmente é uma criança que pode ter esse tipo de comportamento no futuro, ter um uso inadequado das telas por aprendizagem. Muito bem. Muitas famílias vivem, né, uma situação bem curiosa. A gente reclama, né, do excesso de tela dos filhos, mas também reconhece a dificuldade para desconectar. O desafio, eh, se a gente para para analisar, parece ser um desafio coletivo, né? Porque nós pedimos para que os filhos se desconectem, mas a gente também sente a necessidade da da desconexão, mas o desafio para que isso aconteça, né? Agora, Adriana, na prática clínica, mudanças de comportamento, quais são as que costumam aparecer quando os pais estão fisicamente presentes? fisicamente eu tô aqui, mas emocionalmente eu estou aqui. E aí acho que o comportamento, né, ele começa ali pela questão da fala, da linguagem, que pode atrapalhar a própria comunicação, porque a gente não adianta exigir na adolescência, que é o momento mais ali delicado, que essa que esse adolescente se comunique, que venha falar do dia a dia, se isso não foi trabalhado na infância, se isso não foi construído dentro da infância. Então, acho que acredita a questão, a linguagem, a aprendizagem em si, a questão do vínculo, a questão de próprio você conhecer seu filho, fazer essa conexão, né? E são coisas, comportamentos, né, que a criança vai quando ela não consegue essa tensão, é esse comportamento famoso, birra, né? E aí eu vou no sentido de eh às vezes a chamar atenção. A criança ela quer atenção, eu preciso, é uma necessidade. Como que eu vou ganhar isso do meu pai, né? Ele tá dentro do celular, dentro da tecnologia. E às vezes dentro do meu consultório já chegou a criança falando: "Por que que meu pai quer tirar meu celular sendo que ele fica?" Então a criança ela percebe, né? Porque quando a gente fala que o exemplo arrasta, o exemplo é o comportamento. Como eu me comporto dentro da tecnologia, é como meu filho vai se comportar, né? Porque a gente não pode esquecer que a gente é o exemplo, que a gente tem uma autoridade, que a gente tem esse respeito, né? conversar com a criança sobre isso. E os comportamentos elas parecem principalmente em crianças que a gente fala que é neurodiurgência, que tem um TDH, que a gente tem um autismo que prejudica, né, neurologicamente, porque penso que a gente tá nessa formação, né, neurológica, né, e segundo a pediatria, ela proíbe celular antes dos 2 anos, né? Então aí já existe estudos hoje, né, que principalmente hoje o índice é a tela de 8 a 9 horas por dia. Então é muito entre crianças, né? O adulto a gente passa às vezes a madrugada ali, perde o sono e fica lá no Instagram, fica vendo o vídeo, né? Mas essa criança é um impacto ali no seu comportamento, no seu na questão do próprio neurônio, né? Como que essa esse cérebro vai se desenvolver? Então assim, traz prejuízo. Então a ciência hoje vem trabalhando que não é somente no comportamento, é também nesse aprendizagem, essa também nessa relação, né, eh, com o mundo, porque quando a criança ela tá no celular, ela tá sendo passiva desse mundo. Eu não tô comunicando, eu só tô vendo a tela, né? E quando eu aí a maior dificuldade também de habilidade social, né? Por que que a gente vê também tanta dificuldade de habilidade social? Como que eu vou interagir com um celular? Como que eu vou interagir com o vídeo? a questão do próprio comportamento da fala, a o próprio comportamento às vezes da própria ansiedade, né, que a gente vê, né, a questão da compulsão alimentar, às vezes a questão da eh da ansiedade excessiva, do imediato, preciso ser aqui e agora, porque o celular ele proporciona tudo isso, porque qual é a intenção, né? O prazer imediato. Eu só vejo o que eu quero, né? Na nossa infância às vezes ainda tinha anúncio, tinha que esperar o programa. Hoje não, eles não precisam disso, né? Então isso causa um prejuízo, né, não só no comportamento, mas em toda a parte neurológica da criança. Olha só, é muito importante, muito importante a gente falar sobre isso, porque como estamos moldando, né, os nossos filhos. Agora, ô Flávia, quando uma criança fala assim, você também fica o tempo todo no celular, né? O que existe por trás dessa fala para igual a ela passou pra gente, Adriana, né, colocou pra gente que muitas vezes a criança chega no consultório e fala: "Ah, mas o meu pai também fica, porque que ele quer que eu que eu largue o celular?" É isso, né? Você também fica o tempo todo no celular. O que tem por trás dessa fala? O que que você tá me pedindo, pai, né? O que que você tá me dizendo? Se você fica no celular, qual o exemplo que você tá me dando? Isso realmente é muito sério, porque vai trazendo uma série de prejuízos, não só comportamentais, cognitivos e, principalmente, eh, prejuízos nas relações. Paraas crianças é fundante o brincar, é fundante ter um tempo de qualidade, o olho no olho, é com isso que a criança também se constitui. Então quer dizer, se esse adulto passa o tempo na tela, essa criança recebe uma mensagem de rejeição, o a presença dela acaba sendo pouco importante. Então, quer dizer, isso acaba interferindo na vida, em como ela aprende e como ela vai reproduzir isso quando adulta, quando adolescente. Perfeito. É isso mesmo. Agora, eh, a gente precisa falar que tem muitos pais que trabalham, né, pelo celular durante o dia todo. às vezes no home office, eu acho que quando é no home office, eu não tive essa experiência, mas imagino que quando seja no home office, eh, é ainda mais eh desgastante essa situação, porque como Adriana, que a gente explica eh para essa criança que a gente precisa ficar no celular porque estamos trabalhando sem gerar aí essa essa confusão, né? Porque você tá pedindo para eu largar o celular, mas você tá o tempo todo no celular. E aí, no caso do trabalho, como é que eu faço para explicar para essa criança que eu estou no celular porque eu estou trabalhando? Eu acho que assim, é importante a gente sinalizar paraa criança, né, e ter uma comunicação que nesse momento eu estou usando o celular para trabalho, nesse momento eu estou usando pagando uma conta, né, sinalizar pra criança o que que você tá fazendo no celular, porque é o que, como eu falei, ela não consegue distinguir se você tá trabalhando ou se você tá passando lá o tempo nas redes sociais. Então eu acho que crianças menores, né, é também colocar um temporizador, porque ela não tem noção de tempo. Ai, daqui 10 minutos eu brinco com você. Ela não tem essa noção de tempo. Então assim, dá algo concreto pra criança. Olha, quando aquele ponteirinho chegar no cinco, né, a gente vai brincar, porque isso é a é a verdadeira nossa realidade. Não tem mais como a gente voltar atrás. Não tem mais um mundo sem tecnologia, não existe. E a gente também não pode, né, usar isso como um vilão. É como a gente faz o uso, né, que eles nasceram na área da tecnologia, né? Eu sou a última geração que teve contato sem tecnologia, entende? Então eu acho que a questão é nesse sentido de comunicar, né, e cumprir com os combinados, né, que eu sempre falo nos meus atendimentos, eh, com ele precisa de momentos de qualidade. A criança ela não precisa todo o tempo do pai, ela não precisa dar o tempo todo da atenção, mas ali 20 minutos de tempo de qualidade que você esteja presente, olho a olho e faz toda a diferença, que seja 20 minutos, né? E aí assim, claro, as mães elas precisam cozinhar, os pais precisam trabalhar e aí acaba a gente terceirizando esse movimento, essa educação pro celular. Mas assim, é ter esse momento de qualidade e sinalizar, né? Porque assim, o que também eu já peguei adolescentes, né, com vício em celular e aí foi um sofrimento para tirar, teve uma ruptura ali muito grande até de comportamento, né? Tem casos que precisam, né, quando chegam no vício acessível usar medicamento, que a terapia já mas não é suficiente. Então assim, o comportamento ele também ele sinaliza, né, o quanto que tá excessivo ou não. Mas assim, o é combinar com a criança. Olha, daqui 10 minutos eu brinco com você. crianças menores é colocar um temporizador. Quando o despertador, a criança entende muito, quando o despertador tocar, é o momento que eu vou brincar, porque daí ela não vai ficar chamando atenção, porque tem um tempo estabelecido. E é importante você combinar com ela. E é exatamente isso, sinalizar quando você tá trabalhando, sinalizar quando você tá nas redes sociais. E não tem problema você ficar nas redes sociais, desde que você sinaliza essa criança. Olha, agora eu tô trabalhando, eu só termino o trabalho daqui uma hora. E a gente só vai brincar nesse momento. E quando brincar que seja sem tecnologia. Exatamente. Agora uma dúvida aqui, ô, ô, Flávia, eh, quem quando a gente está trabalhando, já temos aqui a orientação da Adriana, né? Sinalizar o tempo, de repente até colocar o relógio para despertar, pra gente poder ter um momento, nem que seja uns 20 minutos aí de intervalo. Vamos fazer a técnica de pomodoro, né, para poder trabalhar e brincar. com essas crianças que estão hoje em casa. Eu digo hoje porque nós estamos nesse período de férias, né? Agora a dúvida, olha só, assumir, de repente assumir diante dos filhos que nós pais também temos uma dificuldade para controlar o uso das telas no momento em que eles acabam nos cobrando. Isso fortalece ou enfraquece essa questão da autoridade dos pais? Eh, é interessante, de repente, a gente mostrar para as crianças a nossa vulnerabilidade diante dessa conexão, diante dessa dificuldade eh do uso de telas, explicar para ele: "Olha, desculpa, a mamãe realmente passou do limite, eu também tenho dificuldade de de eh me desconectar um pouco." Então, vamos tentar trabalhar isso. É interessante, de repente essa conversa? Claro que tem a idade que a criança vai entender, né, o que você tá querendo passar para ela, mas isso eh eh melhora, de repente até o entendimento dessa criança? Eu acho que é muito interessante. Acho que pode fortalecer sim, tudo o que é dito de uma forma honesta. Uhum. pode resultar em positividade e em transformação. Então, quando o pai chega pro filho e diz: "Olha, passei do limite, vamos tentar encontrar um equilíbrio, vamos encontrar uma maneira de aprendizado, de melhorar, ajustar, tudo pode ser resolvido de uma forma melhor, mais amena". Eu acho que pode ajudar muito e uma das principais questões é se admitir de fato quando esse uso tá excessivo e de corrigir. Afinal os pais não são pessoas que não vão errar, mas exercer essa função de uma forma suficiente boa, suficientemente boa é o que é adequado para essa educação dos filhos. Excelente. Eu acho que um exemplo disso, né, é, por exemplo, eu tenho um sobrinho, ele tem 15 anos e aí às vezes quando eu tô no celular, ele fala: "Tia, você tá no celular? Você não tá prestando atenção no que eu tô falando?" E aí eu chego e falo: "Nossa, desculpa, né?" Eu sinalizo para eles, de fato, não tô prestando atenção. Porque o que acontece também é a criança ela percebe quando você tá com atenção ou não. E aí a criança vai mostrar um desenho, vai mostrar conversar. Aham. Tá, entendi. Verdade. E a criança ela ela não vai mais te procurar para você para contar as coisas. Qual que é a possibilidade da criança procurar sendo que ela não teve atenção, que ela tá concordando simplesmente para concordar? Então, por exemplo, o exemplo disso é quando sinalizar para criança também maiores de 6, 7 anos, ó, quando o papai ou a mamãe tiver muito no celular, você fala para mim. Uhum. Hum. Porque isso também cria uma comunicação e uma liberdade dessa troca da criança sinalizar para você e também abre um caminho para você sinalizar para essa criança que é esse espaço. Então o meu sobrinho ele fala: "Tia, eu você tá muito no celular e eu peço desculpa. Opa, pode falar. Desculpa, eu não prestei, realmente, eu não prestei atenção. Vamos lá, vamos conversar". E aí ele me dá essa liberdade para eu falar: "Olha, você tá muito no celular, eu tô falando com você". tá prestando atenção e é onde que ele repete o meu comportamento. Olha aí, né? Isso porque ele é meu sobrinho, né? E que eu não vivo ali com ele todos os dias, né? Mas como que a criança ela copia o seu comportamento? Exatamente, porque nós pais eh, de repente é interessante apresentarmos a nossa vulnerabilidade também para essa criança, porque a nós temos, né, eh, esse negócio de pais, somos fortes, somos entendedores de tudo, não podemos errar nunca. E se de repente você apresenta a sua vulnerabilidade paraa criança, é como as nossas convidadas falaram, você abre um espaço para que também você possa eh cobrar essa criança no momento oportuno, né? Se a criança pode te cobrar e te alertar que você está muito tempo no celular, isso também pode ser repetido quando a criança está muito tempo no celular e vice-versa. e vocês acabam criando um sistema legal de diálogo, né, e de entendimento, de compreensão. E às vezes é uma forma de manejar essa questão da conexão exacerbada, tanto dos pais quanto das crianças. Agora, quando a gente fala de conexão, é interessante nós trazermos para o nosso programa a mesa. Mesa de jantar, mesa do almoço, cozinha, né? Almoço e janta no restaurante é uma beleza. Você para para analisar, vai no restaurante hoje e senta lá e observa. Gente, o que que é aquilo? Todo mundo no celular. E quando a gente fala de família, como que faz, né, na mesa? A hora que você vai jantar ou vai almoçar com a sua família, as crianças estão junto ali e cada um fica conectado, tanto o pai quanto a mãe e as crianças ficam lá, ó, olhando para um lado, olhando pro outro, sem conversar com ninguém e tendo que fazer a alimentação sem nenhuma presença. Sem nenhuma presença. Está todo mundo fisicamente ali, mas eh a a presença está em outro lugar. Você tá dando atenção para o que está atrás da tela. O que isso pode trazer de reação eh eh para essa criança? Eh, Flávia, por favor, problemas como ansiedade, depressão, tudo isso pode acontecer. Uma criança que fica deriva na tela, não recebe atenção, não recebe cuidado e essas essa esse prejuízo cobra uma conta posteriormente. Então é algo que precisa ser pensado. Eh, regras precisam ser criadas em casa, muito claras e precisam ser cumpridas. Então, uma boa dica, a mesa sem celular para que seja um momento de conexão entre a família. um momento de conversa, de perguntar como foi o dia. E essa intimidade gera conexão e é isso que vai fazer com que boas conversas existam, com que esse até essa questão do olha, você tá demais seja possa ser dito, possa poder ser expressado e ajustado. Então, é na conversa e nas trocas genuínas que as coisas boas podem acontecer. Excelente. Eh, falamos do celular à mesa. Agora, outro ponto importante também, eh, é que quando a gente chega cansada em casa, Adriana, e aí você tá cansado, você tem que fazer fazer as coisas de casa, de repente preparar um jantar, né? Claro, tem que ajeitar tudo e a criança chega junto contigo. E a criança também tá cansada, porque às vezes ela ficou o dia todo na escola, não é? Ou então a criança tá de férias agora e quando você chega em casa a criança tá assim com aquela energia transbordando porque ela quer você. E aí que que você faz? Toma, pega o celular porque agora eu preciso organizar algumas coisas. Então o celular acabou sendo uma chupeta, né, para aquela criança. Qual que é o impacto disso para as nossas famílias, por favor? Eu acho que assim, a pergunta que eu mais recebo, né, quando a gente tá falando de tecnologia de celular, é dos pais, é como que eu vou fazer essa retirada desse celular. É porque nós que, né? Agora a gente tem que se virar. É porque além dos impactos, né? Porque assim, hoje, né, quando a gente tá falando de uma regulação emocional, quando eu tenho uma frustração, né, quando eh minha mãe não dá atenção ou quando eu tenho qualquer dificuldade no meu dia a dia, não é comunicado, não é conversado, não é feito uma gestão, né, desse comportamento, não é falado sobre esse sentimento. Então assim, é uma terceirização. Tó, você tá frustrado, então para acabar com a famosa birra, né, [limpando a garganta] então a própria regulação é o celular. né? Então é evitar a frustração, a consequência disso, né? Qual que vai ser os adultos que não consegue lidar com a frustração? Porque é terceirizado, a minha chupeta é meu celular, então qualquer coisa eu tô triste, eu tô feliz. Então é parece que o celular também ele é um regulador das emoções. Sim. Então ele começa a regular, não é só o tempo. A gente também tem que falar dessa gestão emocional, né, que a criança, na verdade, ela aprende por meio do celular. É onde que também quando a gente tira tem aqueles rompantes, aquele choro, aquela agressividade muitas vezes. [limpando a garganta] Por quê? Porque é primeiro, né? A primeira dica que eu dou é quando você for tirar o celular, não tira, né? Como que você sente quando eu pego alguma coisa da sua mão, independente da idade, né? A criança ela sente essa mesma raiva, né? E aí então é sempre sinalizar com antecedência, né? Que você vai fazer essa retirada. Olha, daqui o seu tempo tá acabando, né? Crianças menores sempre usa coisas concretas, coisas visuais ou barulho. Se você tem mais 2 minutos e você querar pra criança, a criança às vezes ela tá no jogo, o que acontece? Tá jogando lá e a mãe tem, seu tempo acabou, seu tempo acabou, que aí a gente retira de uma hora, essa criança ela também desregula. Então, sinalizar pra criança, né, quando [limpando a garganta] você vai retirar esse celular antes, antecipando, né, e o comportamento, né, ali, se tiver uma conversa antes e entender a criança, ela precisa entender também. Olha, você tá frustrado, então eu não vou te dar o celular nesse momento. Eu queria que você, eu queria que você queria sair, agora você não pode, queria brincar. Mas agora a gente também nessas férias é importante, a gente tira o celular e o que que essa criança faz? Uhum. que que ela faz, né? Ela às vezes o brincar se faz de conta, né, dentro dessa infância, né, ela precisa ser direcionado, porque aí a criança tira o celular e a criança mãe, que que tem para fazer? Ou tira o celular, vai pra TV. Exato, né? Então assim, é direcionar também esse brincar para ela, porque o brincar ele também ele é ensinável. Eu preciso brincar, porque no brincar que a gente aprende, no brincar que a gente cria, é nesse brincar. E a criança às vezes ela não tá, ela se perdeu por causa dessa tecnologia. Como que eu faço brincar? Então é você também ensinar. Olha, você agora vai fazer uma leiturinha de um livro, agora você vai brincar lá no quintal. Do quê? Do que que você imaginar? Que que você imaginou? Uhum. Né? Então assim, são coisas, né? Que as famílias também, não é só retirar do celular. Eu retiro o celular, mas o que que eu coloco? Que que eu coloco? Então você, pai e mãe, tem que direcionar, principalmente nessas férias, né? Então, pega um uma folha sulfite, anota, faz uma rotina para ela, sabe? Ó, você vai acordar tal hora, o uso do celular vai ser só no período da tarde. Nesse tempo, que que eu vou fazer? Você tem que direcionar o que que essa criança vai fazer. Uhum. E fazer com ela também. Ah, mas eu não tenho fazer com ela também. Não tenho tempo. Então, vamos lá. Eh, dá uma olhadinha aí no celular, sabe? O celular marca, né? Quantas, quanto tempo a gente ficou nas redes sociais, né, gente? para para olhar e ver o gráfico. A gente acaba se impressionando o tempo que às vezes a gente nem percebe que a gente gastou diante de uma tela recebendo dopamina barata ali, ó, só rolando, só rolando. E aí você não aprendeu nada, você só passou, só passou porque não deu tempo, é tudo muito rápido, não dá tempo do seu cérebro captar, não dá tempo de você entender. Então você perdeu tempo, você recebeu uma dopamina barata e você não teve tempo de qualidade com a criança que está do seu lado, implorando pela sua presença e pela sua atenção. Então é importante a gente parar para analisar quanto tempo precisa, gente, olha, é melhor qualidade do que quantidade. Então, 20 minutos, mas se esses 20 minutos for de uma brincadeira, de um olho no olho, de toque, de abraço, de carinho, de atenção, isso vai reverberar pelo dia todo praticamente, né? Então é importante a gente olhar com um olhar mais aguçado sobre a qualidade do tempo que nós vamos oferecer para as nossas crianças. Agora, ô Flávia, eh, para aquelas famílias que de repente, ã, se viram na nossa conversa aqui do programa, né, e se atentaram e falaram assim: "Poxa vida, é verdade, a mãe, o pai, o cuidador, eu estou realmente passando muito tempo nas telas e pedindo para que a minha criança deixe as telas e tenho recebido um uma negativa da criança, mas é por conta do meu exemplo, eu preciso começar de alguma forma." O que que você diria para essas famílias para que seja o primeiro passo dessa desconexção e para uma conexão real? Eu diria para criar um tempo sem o celular. Começar. a gente não começa fazendo eh grandes ajustes, mas pequenos ajustes. Então, dedicar um tempo sem o celular, começar a estabelecer limites que são claros. Olha, papai, mamãe precisa trabalhar durante um tempo, mas determinado horário vai ser para você, paraas brincadeiras, colocar alguma coisa paraa criança no sentido de estar com mais presença, com mais olhar, com mais atenção, de repente um jogo, ah, uma palavra cruzada, enfim, coisas simples, mas que possam ser implementadas. e vão causando transformações na família. Eh, são detalhes, né, que vão fazendo a diferença, mas a gente precisa reconhecer eh que nós adultos também estamos com dificuldades de desconectar eh do celular. E quando os adultos são cuidadores, aí a gente enfrenta um problema maior, porque nós somos exemplos para as nossas crianças, não é, Adriana? Como é que a gente faz então para reconhecer e de repente se a gente percebe que essa dificuldade para desconexção está exacerbada? Que caminho a gente deve seguir? Que rumo a gente deve tomar? Porque é natural a gente não saber lidar com isso, né? A gente eh eh só vem só vem informação, só vem tecnologia, só vem atualização pra gente. E nós estamos aprendendo a a caminhar em uma esteira que está na velocidade da luz. E é sim, realmente desafiador. Então, ah, como é que eu faço para perceber isso? E se de repente a minha percepção ela vai além? Poxa vida, eu percebi, mas eu estou com muita dificuldade dessa desconexão, o que que eu tenho que fazer? Uhum. É, eu falar assim, por exemplo, meu, né, assim, é que eu falo, né, hoje, né, o você não sai mais do trabalho às 18 horas, né, o trabalho às vezes se estende pelo próprio WhatsApp, né, além da própria tecnologia da rede social, né? Eu acho que primeiro é assim, é uma consciência, né, quem tá educando o meu filho, que o que que eu estou, o que que eu espero dele no futuro, que relação que eu espero, que vínculo que eu espero dele comigo, né? Como eu falei, não existe, não tem como exigir na vida, na adolescência ou na vida adulta, que ele procure você, sendo que não foi base, não foi trabalhado na infância, né? Então assim, por mim, eu falar o que que eu fiz, eu acho que funciona muito bem quando eu dou essa orientação familiar pros pais, né? Que primeiro é essa consciência e segundo quanto tempo você fica hoje a média é 8 horas adulto, mínimo, mínimo de uso isso mesmo, né? para e pensa, gente. 8 horas é um tempo de trabalho, né? Você levanta, vai trabalhar, você trabalha 8 horas, vem para casa, então você acaba perdendo, entre aspas, né, um tempo muito rico no celular, né? Isso. Por isso que a gente tá também, né, nessa nessa sociedade cheio de eh alguns transtornos, n transtornos de ansiedade, insônio aumentou muito, a depressão, porque também quando a gente tá falando do celular, a gente também entra na questão da comparação, né? Nossa, exatamente. É muita coisa que tem. Então assim, e aí eu acho que a dica é, né, tem aqueles aplicativos que você coloca também, né, para ver a quantidade. Olha, eu quero ficar 2 horas, né, que eu vou ficar 2 horas hoje no celular, que eles funciona. É um hábito, né? Então, um hábito para se criar um hábito, ele precisa de uma constância. Então, hoje eu consegui ficar 10 minutos sem o uso celular a menos. Isso já é um avanço, né? a gente não pode esquecer que é um vício. Então, a o nosso cérebro ele busca a dopamina, então ele é um reforçador. Nossa, entende? Por isso o que que a gente faz a gente ficar tão preso? Porque ele entrega o que é o nosso desejou, entende? Então assim, e a dopamina tá sendo ali inserida neurologicamente, então é muito, né? Então tem eh estudos que estão falando, né, que o uso do celular ele é tão viciante como a cocaína, o uso de drogas, entende? Então assim, a gente tá falando de construir um hábito, né, aos poucos e também criar, né, aquela zona, né, que a gente fala sem celular. Então, o momento das refeições vão ser celular. O primeiro momento que a gente acordar, a gente não vai pegar no celular, porque tem gente que já acorda assim. Então, criar esses momentos e comunicar a criança primeiro é deixa eu ver se que eu consigo eh estabelecer esse combinado comigo mesmo, porque depois não adianta exigir da criança. Se é refeição, é sem celular, isso serve para a criança e para o adulto, porque a partir do momento que você fizer esse combinado e pegar o celular, o combinado acabou, porque a criança ela entende: "Eu tive a, meu pai teve a liberdade, por que que eu não posso ter?" Então assim, é criar combinados, né? está, o adulto também tem que começar a criar esse combinado com ele mesmo. Eu vou ficar quanto tempo dentro do Instagram lá, dentro de algumas redes sociais, até até propriamente no celular, fala quanto tempo a gente fica. E cada, ó, fiquei muito tempo no WhatsApp, fiquei muito cada aplicativo, né, ele ele ele fala esse tempo. Então, qual fazer essa gestão de tempo? O que que eu tô fazendo com o meu tempo para depois eu passar? Porque a gente tem que se organizar para depois passar essas coisas, esses pensamentos, esses combinados pra criança. Não adianta eu impor da criança, exigir, sendo que eu não consigo fazer. Exato. A criança é o exemplo arrasta. Por quê? Porque o exemplo é um comportamento, por isso que ele arrasta, porque eu não adianto eu falar, eu me comporto como, eu me comporto como, eu tenho consciência que o prejuízo que a tecnologia traz, então esse tenho consciência, então eu vou me comportar para melhorar. Eu tenho consciência que traz muito eh prejuízos na questão neurológica, numa aprendizagem. Isso sem a gente tá, né, ampliando a nossa conversa para aras e as, né, que aí já é um outro ponto, né, mas eu tenho essa consciência, é como que eu vou mudar o meu comportamento e falar para essa criança também, nossa, eu tô com dificuldade de sair do celular, olha, eu acho que a gente vai fazer essa estratégia, tudo é conversado, tudo é combinado, não adianta a gente impor as coisas para essa criança, né? Então assim, essa não existe uma estratégia única. Eu não posso falar: "Olha, você faz isso, isso, isso". Porque cada família tem uma dinâmica diferente, então é o olhar, né? E que momentos que eu tô deixando de ter esse vínculo com o meu filho, que momentos que eu também estou deixando de fazer as coisas por mim, né? Para ficar nas redes sociais. Então, primeira coisa é analisar tudo isso e o segundo é que momentos que eu consigo diminuir, começa aos poucos, né? começa aos poucos ali, é hábito. Então o hábito a gente se constrói e leva 90 dias, né, para um hábito se consolidar. Então a gente tá falando ali de um tempo que você vai, né, construir esse hábito com você, com essa criança, né, para você eh ir desmamando, né, a gente fala no celular, literalmente, né, é, gente, desafiador, tá vendo só? Mas a gente consegue, né, seguindo as orientações. Ah, pode ter certeza que você vai conseguir. Agora 8:46. Produção me avisando aqui. Pode colocar então na tela, temos perguntas dos nossos telespectadores, pessoal que tá em casa assistindo a gente e também, né, com esse desafio de desconexão. Pode colocar produção 8:46. Vamos lá. Amanda Ribeiro do Nova Campinas. Tentar um fim de semana radicalmente sem telas para toda a família pode gerar muita ansiedade nas crianças ou é uma boa terapia de choque? Ô Amanda, vamos [risadas] lá. Ô Flávia, ajuda a gente, hein? Você já pensou seria interessante, né? Passar um final de semana num sítio ou um lugar que tenha cachoeira na agora não, mas quando for verão, né? E aí, eh, elimina o celular, sem celular, sem rede de internet, sem nada? É bom, gera ansiedade e essa terapia de choque, não sei, né? Por favor, vamos lá. A grande questão é: será que o ponto seria eliminar ou tentar fazer um uso de uma forma mais consciente? porque se elimina um final de semana, mas é um hábito que vai ser de fato construído. Isso não é um isso não será muito provavelmente eficaz, não é algo que vai eh ter uma consistência. Então, o mais interessante seria um hábito onde há uma consistência, onde onde as coisas podem ser conversadas e esse uso cada vez mais vai ficando consciente. Então isso seria um modo mais ideal de deixar esse essa questão mais eficaz para toda a família. Excelente. Até porque pode gerar ansiedade em todo mundo, né? Pensa uma família em um lugar que não tem internet, que tá sem celular, passar um fim de semana, chega um momento, como não foi planejado aquilo, igual você falou, não foi construído, vai dar ansiedade na mãe, no pai, nas crianças, o negócio vai ficar caótico. E tem muitas famílias, né, que colocam regras, né, que você só vai poder fazer o uso de celular final de semana. E o que que acontece? o aumento da ansiedade dessa criança, ela eleva, por quê? Eu fico, eu não tô mais aqui no presente agora, né? E já tive eh crianças no consultório que teve muita dificuldade, começou a ter a dificuldade além do comportamento na escola. Exatamente por isso, porque eu estava lá no final de semana, entende? Então o nível de ansiedade aumentou porque eu quero que chegue o final de semana, que dia que é hoje? Nossa, olha, falta tantas horas para mim brincar. Então assim, esse combinado de horas também é conhecer a criança. Se for uma criança muito ansiosa ali, eu não acho que é um combinado, né? E é exatamente o tratamento de choque, né, que a gente fala, não vai adiantar, porque é nesse sentido, ela vai ficar ansiosa, a que horas que eu vou poder pegar o celular? Já tá na hora de eu pegar esse celular, então ela não vai tá aqui. Isso, ela não vai estar aqui presente. Então acho que eu prefiro a minha orientação que tenha uma hora por dia ali consistente, que vire rotina, do que eh zerar a tecnologia no final de semana e na segunda ela vai tá lá, né? que eu vou conseguir no outro final de semana eu vou conseguir eh sustentar esse hábito. Além de sustentar é como que essa criança ela vai ficar emocionalmente, porque muitas crianças elas ficam desreguladas às vezes porque tirou o uso da tecnologia. Olha só, gente, interessante a gente aprender, né, como funcionamos e cuidar eh com essa tirada brusca aí desses eh aparelhos que fazem parte da nossa vida hoje, né? 850. Pode colocar mais uma na tela, por favor, produção. Vamos lá para ver quem tá conosco. Estamos ao vivo. Eh, o Bruno Fonseca é da Vila Marieta. Dar o celular antigo paraa criança brincar de imitar o adulto é prejudicial ou ajuda a saciar a curiosidade dela sem que ela use o aparelho de verdade? Boa, Bruno. E agora como é que faz, Flávia? Porque a criança pequenininha lá vê o celular, tal. Então tem um antigo, dá para ela brincar. Será que a gente deve fazer isso mesmo? Eu não indicaria, principalmente se nós estivermos falando de crianças pequenas. Até 2 anos não é nada indicado, traz prejuízos paraa fala, paraa memória, paraa cognição. Então não é nada indicado. E além disso, né, que exemplo tá se dando paraa criança? Hoje em dia os adultos estão tão focados no celular, eh, a gente tá tá aqui conversando e tratando de um detox, também estamos falando de um detox das redes celulares, de tomarmos mais consciência a fim de que esse comportamento seja menos eh realizado. Então, é algo que precisa tomar muito cuidado. Eu não daria o celular realmente ele traz prejuízos. A tecnologia está aí, ela avança, ela é boa, mas o modo como nós usamos é que tem sido um ponto de muita atenção e cuidado. Excelente. É interessante essa pergunta do Bruno, eh, Adriana, porque veja bem, né, ele dá um celular antigo, pergunta, né, dá um celular antigo pra criança brincar de imitar o adulto, é prejudicial ou a, ou ajuda a saciar a curiosidade dela, né, sem que ela use o aparelho de verdade? Então, se você dá um celular que não funciona para essa criança, ela vai ver o seu funcionando. Essa criança não vai ficar irritada não com o passar do tempo. Sim, eu acho que ela não vai ter nem interesse. Sério mesmo. Imagina, né? Porque ela não é assim, ó. Na verdade, a curiosidade, né, da criança, ela vem, é o que e o que tem dentro do celular, não é o aparelho em si, né? Isso, é um aparelho. E assim, ela vê o tempo todo o adulto, né? Não é como ela não vêse a o adulto ou amiguinho da escola não tendo acesso à tecnologia, né? A criança ela sente curiosidade porque é a primeira pergunta, né? Pode fazer o exemplo. Se você no celular, a criança pergunta: "O que que você tá fazendo?" Aham. Né? Então assim, é conversar com a criança também, né? Um exemplo também que eu acho que uma dica boa é fazer vídeo no YouTube, né? Coloca na tela, na sala para todo mundo assistir, né? Porque o que acontece também, né? Ai, porque eu tenho o controle, né? Do que que o meu filho assiste, eu tenho, eu vejo todos os vídeos e ele não vê nada demais. Não é sobre o conteúdo somente, é sobre como que tá sendo feito, né, essa comunicação e o que tá sendo retirado, né? E é exatamente isso. A criança a vai ter interesse, né, por esse esse celular antigo. E essa curiosidade é a gente falar o que que a gente tá fazendo no celular, como um celular funciona, em que momento você vai receber essa tecnologia. Olha, quando você tiver 15 anos, quando você tiver eh 16 anos ou 10 anos, você vai ter o acesso ao celular. É claro, quanto mais tempo, né, a gente conseguir manter sem essa tecnologia, sem esse uso, melhora pro desenvolvimento dela. Muito bem. Então, né, me chamou atenção essa essa fala do nosso do nosso telespectador aí, né? Será, né? Vamos fazer um um teste. Você pega um celular antigo e dá na mão aí do seu filho para ver o que que ele vai fazer com esse celular, tipo, não funciona, né? Não funciona. E ele não quer o aparelho, ele quer o que tá dentro, né? a dopamina barata. Então, é bem interessante a gente, até porque quando a gente, lembra quando tinha um telefoninho, né, que a gente brincava de telefone, eu falava, né, eu lembro que eu tinha um telefoninho e eu brincava de falar, né? Hoje a criança ela não vai pegar o telefone para falar, [risadas] ela quer pegar o telefone para ficar na internet, para ficar vendo um vídeo e um celular que não funciona vai causar mais irritabilidade nela. Perfeito. É verdade. 8:54. Mais uma, uma pergunta, produção, pra gente, por favor. Vamos lá, vamos ver quem tá conosco. Vanessa Lima do Jardim do Trevo. Olha só que interessante. Flávia, quando cobro o meu sobrinho sobre as telas, eles ele aponta que eu não largo o celular. Essa quebra da nossa imagem de autoridade atrapalha o desenvolvimento da criança. Vamos lá responder, Flávia Vanessaissa Lima. É, é, é o que a gente falou muito no programa de hoje. Eh, a criança tá percebendo, né, o adolescente percebe, ele tá ali apontando. Quando você eh consegue dizer que, olha, passei do ponto, realmente extrapolei, vamos tentar organizar, vamos tentar encontrar meios de lidar com isso, mostra vulnerabilidade, mas também mostra uma disponibilidade em tentar ajustar a situação e resolvê-la. Então, essas coisas precisam muito da nossa atenção, da nossa disponibilidade em querer mudar e, principalmente perceber que tá de fato excessivo. 8 horas, 8, 9 horas de média de uso. É muito tempo. É um tempo que fica prejudicado para outras questões que poderiam ter a nossa presença. Então, é, é algo realmente para pensar, para se importar, porque o uso do celular de forma inadequada tem causado uma série de de prejuízos e, principalmente, né, afetado a presença, porque quando você tá no celular, a tua presença emocional não está de fato na situação com aquela pessoa, com aquela relação. E tudo isso traz prejuízo, sem sombra de dúvida. Então, quando há uma maneira de perceber, aí os ajustes podem ser feitos. Muito bem, Flávia. E a a fala aqui da Vanessa, a pergunta dela resume o tema do programa de hoje, né? Com certeza, né? Eu acho que não é uma quebra de autoridade, né? Eu acho que é uma quebra de vínculo que a gente tem que entender. E aí eu acho que também, né, nesse sentido, hoje as crianças, né, a gente tem que pensar que elas não obedecem só por obedecer, né, que não é assim, olha, você não pode usar e pronto. Hoje tem que existir um diálogo, um porquê, um motivo. Olha, você não vai fazer, não vai usar o uso do celular porque prejudica isso, isso, isso, porque prejudica a sua atenção, porque prejudica a sua memorização. Então, quando você mostra também pra criança e vai criando essa consciência desde pequeno, né? E aí quando as coisas só é imposta, olha, você tem que sair do celular, obviamente a criança ela já consegue fazer esse raciocínio, mas também você não sai do celular. E aí não é uma quebra de autoridade, mas a criança tá querendo dizer como você tá cobrando de mim sendo aquilo que você não faz, que é o exemplo que a gente tá falando aqui, né? que aí eh, a questão do exemplo é sempre o comportamento, como você tá pedindo para comportar diferente, sendo que você tá comportando aquilo que você não tá exigindo. Excelente, gente. Olha, precisamos, né, nos atentar aí ao nosso comportamento, porque nós somos espelhos para as nossas crianças, né? Elas vão olhar o que estamos fazendo e vão repetir. E aí depois a gente olha para elas e fala, né? Sai do celular. Não, mas você não sai do celular e aí faz como daí cria aquela confusão generalizada em casa e um bravo para cá, outro bravo para lá. Não, vamos conversar, vamos dialogar, vamos criar momentos eh tempo de qualidade, 20 minutos de qualidade. É maravilhoso esse, esses 20 minutos de qualidade, eles podem eh eh reverberar o dia todo, né, Adriana? Com certeza, né? E é sempre aquilo lá, né? 20 minutos, um focado naquele brincar, naquele faz de conta. Porque quando a gente brinca, né, por que que o brincar ele é tão importante? Porque no brincar que a gente vai fazendo a representação social, é onde que a gente faz a troca, minha vez, sua vez, é onde que a gente vai trabalhando a criatividade. Por isso que hoje o brincar ele é tão importante e a tecnologia ela é passiva. Eu não preciso, não preciso pensar, já é entregue tudo pronto para mim, né? Então, quando a gente tá falando desse dessa questão também eh dessa infância, é qual o prejuízo que isso vai não só na aprendizagem, né, não só na questão da atenção, da memorização, mas também nessa habilidade social, nessa comunicação, nessa como que eu vou tratar o outro, então como que eu vou ter empatia, então tudo isso, né, como que a criança vai olhar para esse mundo? 8:59, gente. Faltando um paraas 9. A última pergunta do programa de hoje. A gente já agradece você que tá participando, né, e contribuindo com a gente, mandando aí a sua dúvida, interagindo conosco. Muito obrigada. Vamos lá, Mariana Luz do Parque Taquaral. Quando estamos sem tela, sinto que minha filha de 5 anos não sabe mais brincar sozinha e fica entediada rápido. Nós desacostumamos as crianças a se divertirem offline. Olha isso, Flávia. A fala da Mariana sende um alerta, né? A criança fica entediada muito rápido, não tem mais paciência porque de repente não sabe mais o que fazer sem uma tecnologia. Seria isso? Exatamente. Muito boa. Eh, a criança fica tão habituada ao uso da tela, a tela acaba sendo uma chupeta, a criança tem um estímulo que é rápido o tempo todo, essa dopamina barata, o que acontece quando ela está sem o da tela? Como é que ela fica? Que condições ela tem de brincar, imaginar se essa condição não faz parte da vida, da rotina dela? Então, é isso que precisa ser olhado e pensado. Brincadeiras precisam ser colocadas ao longo da vida da criança. O brincar é fundante paraa constituição dela. Quando ela brinca, ela tem a possibilidade de se relacionar, de entrar num mundo de criatividade, de imaginação. Tudo isso é muito importante pro seu desenvolvimento psíquico, inclusivo. Então, é muito importante que essa condição seja vista e as brincadeiras sejam colocadas em prática. Exatamente, né? A gente precisa também trazer a nossa criança interior para brincar com a nossa com a nossa [risadas] criança do aqui, do agora, né? Porque faz parte. Aham. É. E assim, exatamente isso, né? Lembra que eu falei nesse sentido, né, de direcionar, né? Quando eu era criança, eu brincava na rua, então não era somente eu que escolhia as brincadeiras. E tinha um movimento ali social falando, vamos brincar de pega-pega, vamos brincar de salada de fruta. Então era um combinado. Hoje a criança, né, quando ela sai dessa tecnologia, é o que que eu faço com isso? Qual que que que eu vou fazer? E aí é onde que vem, mãe, eu tô entediada. Mãe, que que você quer que eu faça agora, mãe, não tem nada para fazer. Então, é ensinar essa criança a brincar, ensinar as coisas, até mesmo falar, né, da sua infância. Olha, quando eu brincava, vamos brincar de bola. E agora material reciclável nessas férias é um ótimo recurso, né? Pega caixinha de leite, pega eh caixinha de eh garrafa, pet. Então, ó, vamos fazer o quê? Vamos criar o quê? Vamos criar a Ah, cria. O que que você quer criar? Vamos criar um carrinho. Então assim, e dá aonde que a criança funciona, vamos criar um boneco. Então dá essas possibilidades, porque a criança ela não fica sem fazer nada, ela não fica, né? Então assim, ou eu estou na tela ou eu estou fazendo alguma coisa. A criança ela não fica parada, quietinha lá, vou ficar sem fazer nada, não. Ela vai criar alguma coisa. E é nesse momento que a gente tem que ensinar, né? Principalmente agora nas férias, né? É criar uma rotina. pega para ela uma folha, ó, você vai fazer isso. Vamos brincar de material reciclado, vamos brincar de bola. Olha, a gente mora num apartamento, então o que que a gente pode criar? Vamos fazer uma cabana, vamos contar a história. Então, história é uma das coisas também que eu eu, né, enquanto psicólogo infantil amo. Vamos começar, então. Não tem nada para fazer. Ah, então cria uma história, eu começo e você termina. Então são brincadeiras também, né, que a gente precisa movimentar esse corpo, que o corpo ele precisa desse movimento e o celular ele também não traz isso, [roncando] né? Que assim aí é outra questão, né? Qual é o prejuízo físico também, né? Que o celular traz. Então é assim, é direcionar esse brincar. Agora você precisa brincar sozinha. Ai do quê? Não sei que que você quer brincar, né? Deixa a criança ela pensar, porque ela ela não, ela vai brincar, ela vai criar, né? Quanto tempo eu vou brincar sozinha? Olha, não sei. E brincar sozinha às vezes é chato, né? Então aí aonde que também eu preciso da presença dos pais, né? Então vamos fazer um desenho, vamos direcionar essa brincadeira, porque o uso tecnologia hoje é tão grande que quando sai eu não sei o que fazer. Exatamente. E a paciência se perdeu, né? Isso. E aí aonde que a criança também nas férias ela começa a ter o comportamento, ela não vai ficar quieta. Então éonde que, né, eu vou chorar, eu vou mexer aonde que eu não devo, eu vou chamar atenção. Então assim, eu vou fazer alguma coisa. Eu sei que a minha mãe não gosta que eu mexo na geladeira. Eu vou lá, mexo na geladeira, onde que os comportamentos eles vão aparecer, porque eu não tô direcionando. A gente tem que pensar que a gente é o adulto e a criança, né, ela precisa desse direcionamento. Se eu preciso direcionar a criança, não, ao contrário, a criança me direcionar e falar o que que vai ser feito no dia ou quanto tempo ela vai ficar no uso, né? Então assim, é resgatar também, né, essa questão de que eu sou o adulto da situação e direcionar esse brincar que é importante. Nossa, gente, quanto manejo, [risadas] quanto manejo. Mas também quanta informação, quanta orientação nós recebemos no programa de hoje, porque nós precisamos sim, né, eh, mostrar que estamos vulneráveis paraas nossas crianças, adolescentes. De repente, desculpa, não consegui, passei realmente do limite e vamos lá, vou me ajustar. E assim você também pode, de repente lá na frente, se precisar chamar a atenção dessa criança que ele pode ser que aceite com mais tranquilidade. E a gente também aprendeu que nós precisamos inserir movimentos eh na rotina dessa criança, né? trazer pro aqui, pro agora e ensinar a brincar. E brincar faz parte do desenvolvimento dos nossos filhos. E esse brincar está se perdendo por conta da tecnologia. Então, vamos lá, vamos olhar sobre uma outra ótica e de repente começar a nos desconectar para que os nossos pequenos também possam ficar desconectados. A gente vai encerrando o programa de hoje. Quero agradecer demais a presença de vocês aí de casa e também das nossas convidadas, né? Considerações finais. Flávia, muito obrigada pela sua participação, pelas suas orientações e dicas aí pra gente seguir nessas férias e quem sabe perdurar aí para eh a criação dos nossos filhos. Eu agradeço esse convite, foi um prazer fazer parte. E o que eu diria é mais presença gera mais conexão e intimidade. Então dedique um tempo para essa conexão. Vá reduzindo gradativamente o uso dos aplicativos eletrônicos, das telas. Isso vai trazer muita transformação para dentro do teu lar. Precisamos. Obrigada mesmo pela sua participação. Gratidão por disponibilizar o seu tempo para nos orientar, tá? E a gente agradece também a Adriana, né? Muito obrigada pela sua participação, presença e orientações aí que são, ah, eu acho que são divisor de águas, né, pra gente poder eh eh manejar essa questão do celular, porque nós adultos também estamos conectados e muito, não é? Uhum. Eu que agradeço, né, o convite e é, eu queria falar pros pais, né, a infância é a base, né, da vida adulta, né, então que base que eu tô dando pro meu filho, né? Então assim, que a gente precisa trabalhar, né, e que você mãe, né, e que você pai não tá sozinho nessa eh nessa luta, né, e conversa também, né, olha com outras mães, né, que é um grande desafio aí, né, para nessa essa atualidade paraa maternidade e para paternidade. É verdade, né? Nós estamos aí tentando, né, manejar e equilibrar toda essa questão de família, de tecnologia, conexão, desconexão. E aos poucos, se a gente fizer um pouquinho, né, cada dia, de repente no futuro, não tão distante, a gente consiga ter mais presença, mais aqui, mais agora e claro, sempre com a tecnologia aliada, porque a gente precisa dela, não tem mais volta, é daqui pra frente e eh é só mais tecnologia, mais informação, mas a gente precisa aprender a manejar tudo isso. Agradecendo então mais uma vez as nossas convidadas, você de casa agora 98 a gente vai entregando, encerrando o nosso estúdio Câmara. Lembrando que a programação da TV Câmara Campinas segue eh trazendo muita informação para você, entretenimento também. [música] E ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro. Não perca, tem Câmara na Copa, hein. Ai ai ai ai ai. Tá chegando a final, gente. Vamos lá. [música] Tá acabando, tá acabando a Copa do Mundo e você vai ficar por dentro das informações também da Copa do Mundo no Câmara Notícia com Gabriel Castro e toda a nossa equipe [música] de jornalistas. Ô gente, amanhã tem estúdio Câmara novamente, tá? E amanhã nós vamos falar de algo que tem chamado a atenção de especialistas e também das plataformas de streaming. Você já percebeu que alguns adultos estão trocando filmes e séries atuais por histórias sobre romance, amizade, dilemas da adolescência? Porque será que essas produções estão despertando tanto interesse e conforto emocional nos adultos, né? O que existe será por trás dessa vontade de revisitar sentimentos e lembranças do passado. Amanhã a gente vai tentar entender como a nostalgia influencia as emoções e porque tantas pessoas encontram acolhimento em histórias adolescentes. O tema do estúdio Câmara de amanhã é o que buscamos na nostalgia. Bem interessante para nós adultos, né? Então, te esperamos amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Um grande abraço, aproveite o dia, tá lindo de viver e a gente se volta, a gente se vê amanhã. Grande abraço. Tchau, tchau. Valeu, [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] como fortalecer a imunidade no outono nessa época de de ar mais seco, né, e frio, eh, Mal.
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