TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara

10 views Publicado 6 dias HD · 57:20

Descrição do vídeo

Estúdio Câmara - 15/07/2026

Transcrição completa do vídeo

53 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

uma inflamação em todo o organismo, predispondo a essas várias comorbidades que a obesidade desencadeia. A seguir, TV Câmara ao vivo. [música] [música] Olá, bom dia você que tá ligadinho aqui na TV Câmara [música] Campinas. É um prazer ter a sua companhia. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo para você. Hoje vamos conversar [música] quarta-feira, né? Então a gente precisa conversar de um sentimento que todo mundo conhece, mas ninguém gosta de encarar. A gente vai falar sobre [música] como lidar com as grandes frustrações, como que a gente faz para lidar [música] com ela e principalmente como fazemos para ensinar as crianças que perder e ganhar faz parte da vida. É isso, gente. Olha, um grande exemplo foi a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, né? Ela deixou milhões de torcedores decepcionados, [música] mas para muitas crianças essa foi a primeira grande frustração da vida. Depois de vestir a camisa, torcer e acreditar no título, veio a derrota e com ela um turbilhão de sentimentos difíceis de digerir: tristeza, raiva, decepção e aquela sensação de injustiça. [música] Mas fica a pergunta, será que estamos ensinando nossos filhos a lidar com os nos da vida? Como acolher essa dor sem pedir que eles aprendam com ela? [música] Porque aprender a perder é tão importante quanto aprender a vencer. E esse é o nosso tema do estúdio Câmara de hoje, como lidar com grandes frustrações. E o nosso WhatsApp já [música] está na tela. gostaria de convidar você para participar conosco. Conta pra gente, você já se viu, né, em um momento de ter que lidar com algum tipo de frustração ou grandes frustrações [música] e as frustrações do dia a dia, o que nós fazemos com ela? Manda mensagem pra gente. Vamos interagir. 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Os nossos convidados já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. Enquanto isso, eu vou atualizando algumas informações para você e já já nós vamos [música] falar como faremos ou como vamos fazer [música] para lidar com as frustrações da vida, né? Vamos lá então, gente. Olha, a SEASA registrou queda no preço de 11 Hort Fru Grangjeiros na última semana. Que beleza, né? O que ajuda a aliviar o custo da cesta básica. Então, atenção, [música] você que vai ao supermercado, a batata, o tomate, a maçã estão entre os produtos que mais baratearam e a expectativa é de que a safra de inverno mantenha os produtos estáveis nas próximas semanas. Então, é importante pra gente economizar, a gente ficar ligado nessas informações, porque você vai ao supermercado e aí você compra o produto da estação, né? Então nós temos essas informações para você. Importante ficar atento, então ó, a batata, a maçã em queda, né, nesse momento na SEASA e e é por consequência também nos supermercados. [música] Mais informação chegando. Você que utiliza o transporte público aqui de Campinas, [música] a linha 404 do Jardim Maria Rosa, a partir de hoje tem alteração, tá? Então, a INDEEC reforça a operação com mais um ônibus e reduz os intervalos entre viagens e amplia o atendimento até o terminal BRT Campos Elizos. Com a mudança, a linha 406 deixa de operar e a 404 também passa a ter um novo trajeto, deixando de atender a rua Antônio Mingoni, no Jardim Amoreiras. [música] Tá bom? Então é o seguinte, você pode acessar lá o site da INDEC para conferir eh essas alterações [música] aí do transporte público aqui de Campinas. Agora a previsão do tempo chegando para você. Como é que fica o tempo hoje? [música] Tempo tá lindo, gente. O céu tá maravilhoso. Tá azul. Céu azul de brigadeiro, né? Bom para voar. O sol tá brilhando lá em cima. A mínima 12, a máxima 24. hoje um pouquinho mais aconchegante, né? Não tá tão frio. Então que você tenha uma ótima quarta-feira. Vamos fazer dessa uma quarta-feira produtiva e maravilhosa para todos nós. Agora sim, a gente tá de volta ao nosso tema central, porque hoje nós vamos aprender como lidar com grandes frustrações. Como nós adiantamos no início do programa, a eliminação da Copa do Mundo ela mexeu, né, com o país. Mas para as crianças, o impacto de uma derrota dessas vai muito além das quatro linhas, tá? Além de não terem maturidade emocional, porque são crianças, elas não têm as mesmas ferramentas que nós adultos para entender que na vida nem sempre as coisas acontecem como a gente quer. Por isso, para um filho, uma perda dessas não é só um jogo perdido, ela é sentida de forma muito mais profunda, né? E aí é exatamente que surge a maior oportunidade de ensinar as nossas crianças. É o momento de acolher, ajudar a reconhecer as emoções e mostrar que o valor de alguém não depende de um placar final. Então, eh, a gente precisa a aprender a ajudar os nossos filhos a lidarem com as derrotas da vida. E para responder essas e outras perguntas, esses questionamentos que a gente acaba fazendo todos os dias, né, quando nós nos deparamos com uma frustração, uma pequena ou uma grande frustração, é que nós recebemos aqui no estúdio Câmara hoje a psicóloga Beatriz Carone. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Obrigada a você por me receber. Eu sou psicóloga clínica, atendo adolescentes e jovens e também sou professora de projeto de vida no colégio objetivo. Uau! Muito bem. E para completar o nosso time de hoje, nós recebemos também o professor de educação física e especialista em formação esportiva, Adriano Ridolf. Professor, seja bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Muito obrigado pelo convite. Vamos bater um bom papo aqui sobre o tema, viu? Vamos lá, né? A gente precisa aprender a lidar com as frustrações da vida. Então, a gente começa com a nossa psicóloga, porque Beatriz, o que uma derrota esportiva ela eh por que que ela pode provocar reações tão intensas tanto nos adultos, mas a intensidade ela é ainda maior quando a gente fala das nossas crianças. Assim como nós adultos não lidamos bem com o perder, com o luto, com a gente tem muita dificuldade com esses sentimentos que que afloram coisas negativas em nós, né? Então quando assim como todos os adultos sentem isso, as crianças também sentem ainda em proporção talvez até um pouco maior e dependendo do clima de casa, em proporções ainda mais extremas. Então realmente é um assunto muito pertinente. É interessante quando a gente fala em clima de casa, porque a criança se espelha, né? Então, ela vai repetir o que ela está vendo e a gente tem muito para conversar sobre isso. Agora eu jogo pro nosso professor Adriano porque ele trabalha com ambiente esportivo. E eu gostaria que o professor falasse pra gente sobre essas reações, né? Como é que as crianças costumam reagir quando perdem uma partida importante, como que é trabalhado e como que o professor vê a eh a emoção, né, a reação e e a emoção dessas crianças. Elas não sabem ainda controlar essas emoções, professor? Quanto eh quando são novos, com mais dificuldade, né? E aproveitando que a Beatriz falou, a gente nós aproveitamos as aulas, as competições, né? trabalhamos muito com as famílias a questão de competir mais e eles vão ter muitas experiências ali para poder ter esse amadurecimento. Então a ideia é eles curtirem, né, poderem aproveitar cada momento dos jogos, das aulas e isso vai sendo desenvolvido, né, no dia a dia deles. É um exercício diário, né, a gente aprender a lidar com as nossas frustrações, porque elas aparecem a todo momento. Se você parar para analisar, você já foi frustrado hoje em algum momento, né? uma pequena frustração, mas ela faz parte do nosso dia. Agora, quando a gente fala de grandes frustrações, aí fica um pouquinho mais delicado, mas a gente consegue equilibrar tudo isso com um autoconhecimento. E nós precisamos repassar isso paraas nossas crianças, porque a infância ela é um período em que a gente aprende a lidar com os limites e as frustrações. A forma como nós adultos conduzimos esses momentos, né, pode influenciar diretamente a construção da autoestima e da resiliência das nossas crianças. Ô Beatriz, nós pais, às vezes a gente tenta minimizar a dor dos filhos, né? Um exemplo da Copa do Mundo, a gente pode falar assim: "Ah, mas você não precisa ficar desse jeito, só foi um jogo, isso não vai mudar nada na nossa vida". O Brasil perdeu, tá eliminado, mas é só um jogo. A gente tá invalidando o sentimento de frustração dessa criança. O que que pode acontecer? Essa invalidação é se ela for excessiva, né? Eh, realmente pode fazer com que a criança se sinta cada vez menos pertencente, né? no sentido de não conseguir eh se expressar ou não ou as pessoas ao redor não mostrarem para ela que tem valor no sentimento, que tá tudo bem sentir essas coisas, né? O esporte é um é um excelente termômetro do mundo, né? Eu acredito que quando a criança joga um futebol, perde uma partida com o time, sofrendo coletivo é importante, sofrendo individual também. E aí o acolhimento dos pais, gente, isso é muito importante, porque eh entender que a criança pode expressar e se ela não expressar, isso não vai ser diluído com o tempo. É uma coisa que ela vai permanecendo cada vez mais, acumulando e pode ser que lá na frente estoure ou exploda com outros sentimentos. Eh, realmente o que você falou muito pertinente no sentido da gente sofrer frustrações hoje, por exemplo, nesse friozinho, após que quando tocou o despertador para todos nós, foi uma grande frustração. Então, diariamente a gente lida com pequenas frustrações e o esporte é um excelente, uma excelente prática da vida real, da frustração mesmo, porque a gente tem que lidar com as nossas limitações físicas, com as limitações mentais e realmente é muito, muito importante. Por isso que a Copa é um é uma excelente oportunidade da gente trabalhar esses temas. É verdade, né? E quando a gente fala de esporte, o esporte ele ensina, né, sobre esforço, sobre resultado. Eh, e pras crianças, professor, como que vocês, professores, né, trabalham nesse ensinamento, porque a base que se faz no esporte, ela pode servir para toda a vida? Com certeza. Eu acho que o foco é muito no caminho, né? A frustração vem do resultado final. Então, se a gente, né, se nós trabalhamos os treinamentos, eles entenderem, então vamos fazer um paralelo da Copa do Mundo, né? Quantas equipes estavam participando, quantas outras competições terão, né? E eles terem esse entendimento que esse processo que eles participam de preparação, ele é mais importante do que o resultado final, né? Essa ansiedade, né? essa frustração vai vir muito de da esperança de do de um título, né? Então, tem sido trabalhado muito com as famílias isso, né? De apoiar independente do resultado final, entender que vai ter uma nova oportunidade, né? E isso é feito no dia a dia, tanto em aulas, as competições, elas elas deixam isso mais latente. Assim, eu gosto de aproveitar o período eh a escola compete, nossa escola de futebol ela compete aí o ano todo e a gente procura trabalhar muito com textos, com as famílias, porque você não tem o contato diário mais com todos ali. E a gente vê o resultado, a gente vê que a maioria das famílias eh abraça, entende, né, e apoia ess essas crianças nesses momentos. E como o professor trabalha com crianças e futebol, né? Eh, quando essas crianças eh eh que são ensinadas por vocês, elas têm uma derrota, tem uma frustração? Qual que é a o primeiro eh eh o que ela traz de primeiro? Assim, qual que é a primeira emoção que ela transborda? O choro, né? Um pouco de revolta. E aí a gente sempre orienta a equipe do nosso trabalho para que primeiro faça o acolhimento, mas que coloque valor naquilo que aconteceu, né? Inclusive valorizando o esforço e o mérito do outro, né? Então acho que na questão da Copa a gente consegue trabalhar muito isso. Quanto as outras seleções, né? Ou a que eliminou o Brasil, quanto foi nela, ela trabalhou, eh, quanto se esforçou, quanto eh quanto treinou também, né? e eles vão tendo esse entendimento e aí com o passar das categorias isso melhora muito. E nesse processo é é excelente que a gente eh realmente trabalha expectativas, né, das crianças, o quanto o resultado ele vem sendo construído no processo, que é alinhado totalmente a expectativa que a gente vai criando. Então, realmente, se a criança não tá performando bem há muito tempo, o resultado, a gente tem que alinhar a expectativa com ela também, né? Exatamente. Agora, quando a gente fala de expectativa, a gente fala de frustrações, você sabe que eh muitos vídeos, né, hoje com as redes sociais, esses vídeos curtos, eu costumo falar essa dopamina barata que nós temos, né, e que a gente luta para que isso não tome conta do nosso dia. Mas é importante a gente de repente ver por outro lado também e tirar alguns vídeos como exemplo pra gente poder fazer uma análise. Alguns vídeos nas redes sociais de crianças colocando fogo nos álbuns de figurinhas. Elas estavam fazendo um protesto, né? Qual que é a avaliação psicológica, Beatriz, que você faz dessa cena? É, é. a gente tem que buscar entender qual contexto ela tá incluída, né? Se isso é uma prática comum, uma prática normal, eh, diante, né, dos nossos times que não são a seleção do país. Mas assim, os nossos times, eh, eu como bugrina sofro bastante aqui nesse [risadas] em Campinas, então a gente tem que entender qual que é o contexto que a gente tá inserido mesmo. E realmente eh, para que tudo isso, né? Para que dispor de tanta energia para um um uma coisa que não é tão determinante assim na história da criança? Realmente ela sofre, deve sofrer, mas existem maneiras e maneiras disso ser disso ser demonstrado, disso ser lidado, disso realmente eh socialmente aceito até, né, de certa forma, queimaram um álbum para quê? foi tanto investimento, foi tanto tempo ali e e fora que o construir do álbum, né, a o colecionar figurinhas, o bater bafo na escola e essas coisas são é o processo é tão gostoso, né? Eh, então para que queimar o resultado enquanto a gente pode aproveitar o os momentos que esse álbum nos gerou, por exemplo? E realmente às vezes a gente vai para esse extremo e e explode de um jeito que a gente depois se arrepende muito. Provavelmente essa criança deve ter olhado pro álbum queimado depois e falado: "Puxa, o que que foi que eu fiz ali no calor da emoção, né?" É. E a importância da família nesse momento, né, professor? Porque se a gente fizer uma análise, essa criança, ela é uma criança, não é? e ela estava ali acompanhada de adultos nesse momento e o adulto validou essa queima desse álbum e essa forma de protesto. E o esporte traz pra gente o inverso, né? A gente não pode chegar ao extremo dessa forma. E qual que é a avaliação sua como um professor de educação física, como uma pessoa que lida com crianças eh na área esportiva dessa cena em si? É, acho que muito do espelho, né? Então, hoje nós, eh, principalmente nas competições, eh tem uma orientação muito grande pros pais no quanto a emoção deles ali fora influencia, né, no desempenho do filho. Então tem criança que trava, que não consegue desenvolver o melhor jogo ali naquele dia, né? E e ter uma postura mais equilibrada, por mais que eles são os nossos torcedores ali, né? Mas nós estamos trabalhando com criança, não é no jogo adulto da da equipe que que a gente torce, que tá que o pai tá com uma outra função ali. Então, acredito muito que esse equilíbrio dos pais, né, e esse trabalho nosso de orientação, né, de mostrar pra família que a o esporte nós somos uma ferramenta de construção da vida dos filhos deles, né, e que esse esses sentimentos, tudo que eles vão passar aí nas competições, seja nas aulas, né, hoje, até nos momentos de aula, porque a aula ela tem muito da frustração individual do erro na execução de um exercício, ela tem o jogo nor normal, né, sempre tem um jogo na e nas aulas. Então, eh, no dia a dia ali eles vão se desenvolvendo e a gente busca também os profissionais serem esse apoio para eles. Uhum. Muito bem, Beatriz Espelho, né? A criança que de repente teve eh essa ação, essa ação pode ter sido a reação de uma ação que ela viu de um adulto. Explica pra gente. Muito possivelmente e talvez não mesmo no mesmo assunto, né? na mesma eh na mesma circunstância. Então, realmente pode ser que uma frustração com o trabalho, uma frustração com alguma alguma outra coisa e os pais reagem dessa forma um tanto quanto extrema e aí o filho pega e absorve isso como: "Ah, esta reação é comum, esta reação é normal, esta reação é esperada". Então ele realmente leva isso como como eh reação para ele mesmo. Ele absorve aquilo, ele abstrai aquilo e e leva aquilo como ensinamento para ele, né? Os nossos filhos eles serão muito mais como a gente realmente é do que como a gente quer que eles sejam, né? Então a gente tem que trabalhar muito isso dentro de nós para então exigir alguma coisa no externo muitas vezes. Muito bem. E o que acontece com uma criança, Beatriz, que ela cresce sem ah aprender a lidar com as frustrações? Muito provavelmente essa criança reprime os sentimentos, os próprios sentimentos. E aí lá no futuro isso é um grande problema, eh, porque realmente se torna uma pessoa muito instável, muito emocionalmente crua assim, né? Falta muita inteligência emocional e como a gente comentou, todos os dias como adulto nós sofremos pelo menos algum grau de frustração. Como é que lida, né? todos os dias acumulando isso, porque aí realmente reprimindo a gente acumula, igual eu falei, a gente não dilui os nossos sentimentos. É uma coisa eh não adianta beber um monte de água que não vai sumir, né? não vai diluir. Então, eh, geralmente essa criança se torna uma pessoa ou que reprime ou uma pessoa extremamente explosiva, que que leva tudo a ferro e fogo e e realmente tem muita dificuldade de de equilibrar ou fazer um malabarismo ali das próprias emoções, que eu não sei se eu acredito muito em equilíbrio necessariamente, mas faz um bom um bom manejo assim das próprias emoções e entendendo situações que são extremas, situações que não são e conseguindo tratá-las com com a com a devida propor porção. Perfeito. Perfeito. Agora a gente tá falando de crianças, mas daqui a pouquinho nós vamos falar também de nós adultos, porque será que nós sabemos lidar com as nossas frustrações diárias e com as grandes frustrações da vida? Pois é, daqui a pouquinho nós também vamos falar sobre nós adultos que precisamos aprender. A gente segue em aprendizado constante e diário. Agora, professora, o que costuma ser mais difícil para uma criança, né? lidar com a frustração, tipo assim, perder ou decepcionar os pais, que quando a gente fala de criança, e a gente tá falando aqui de crianças que que praticam esportes, né, e o professor tem a convivência com essas crianças, como é que o professor vê? Eh, perdi, então tô frustrado. Além disso, eu perdi, estou frustrado, mas tô frustrando meu pai. Eu também estou com uma culpa. Como é que vocês trabalham isso? mostrando para eles que a que a família tá ali como um apoiador, né, que que vão acontecer momentos de alegria, né, que vão ter vitórias e que toda vez que isso eh houver uma derrota, um erro, eles olharem o pai como apoio, né, e não como uma obrigação ali de ter o melhor desempenho, né, de de uma construção, né? Eu falo que o jogo, né, toda vez que uma família nos procura para fazer o esporte coletivo, no caso o futebol, eu sempre explico que assim, o que a gente pode entregar com certeza é um conjunto de experiências, né, uma exposição boa paraa vida, né, de sentimentos que que a criança vai em outros momentos da vida dela levar esses aprendizados para poder lidar melhor com cada situação, porque a gente não sabe como vai ser a vida dessa criança, né, em outras fases, mesmo na infância. Sim. Então esse conteúdo do dia a dia ali com os amigos na nas relações, né, na parte da das competições, então a gente procura aproximar as famílias, né, uma questão de de usar o o a equipe esportiva como um grupo mesmo e que que tem uma cooperação ali. Muito bem, agora 8:27, estamos ao vivo. Estúdio Câmara. O tema de hoje é a como aprender a lidar com grandes frustrações. Eu quero perguntar paraa Beatriz o seguinte, eh, como que a gente faz para identificar quando nós estamos diante de uma frustração diária? E quando essa frustração ela já ultrapassou o nosso limite e ela começa a acender um alerta para que a gente possa buscar um acompanhamento profissional, isso eh com as crianças primeiro. É, com a criança primeiro. Então vamos lá. com a criança primeiro, a gente entende que eh muito do funcionamento diário, então se ela tá sendo uma criança que tá dando um certo trabalho na escola, é por isso que é importante acompanhar também o o desempenho dela na escola. Às vezes ela tem dificuldade de de focar nos estudos porque tem muita emoção interna sendo acumulada e ela não sabe muito bem como descomprimir isso de alguma forma. Eh, então realmente com a criança a gente pode ver ali no desempenho da escola, que é muito mais onde elas elas passam os tempos, o tempo delas, né? E e aí ao longo também das brincadeiras, sempre observar na brincadeira que tipo de brincadeira ela tem feito, que tipo de assunto ela ela traz nessas brincadeiras que ela que ela vive, né? E então realmente a brincadeira é a linguagem da criança. Muito dificilmente uma criança vai sentar igual um adulto e falar: "Estou sentindo isso". Tanto que na terapia infantil a gente trabalha muito de do lúdico, né? Através do brincar. Então porque através da brincadeira que a criança se comunica. Então para isso, os pais precisam estar atentos. E aí como adultos, acredito que seja o quão disfuncional a gente tá sendo na nossa rotina, né? Então, se você é um adulto que que os teus relacionamentos estão sofrendo em sofrimento, eh, no teu trabalho, teu desempenho tá não tá indo daquele jeito que você esperava e você como pessoa mesmo, você com você mesmo, o teu desempenho não tá não tá te agradando, não só como desempenho, né, lógico, porque a gente não é só desempenho, mas os teus próprios pensamentos é uma coisa que tem tem te não tem sido especial, não tem sido legal assim de viver essa essa realidade interna mesmo. Então é um bom momento para buscar ajuda, com certeza. É ajuda, né, de entendimento, de ensinamento, de eh fazer o manejo aí eh dos nossos sentimentos. É muito importante. Agora vamos passar aí pro pro adulto, né? A gente falou das crianças. Agora vamos lá, professor. Eh, essa escola, né, que o professor trabalha, que dá aula para crianças e tal, como esses adultos que também são espelhos das crianças, né, porque elas se espelham em nós adultos, independente se for dentro de casa, se for na escola, onde você tiver, a criança ela tá te observando e ela tá repetindo o seu comportamento. Então, ah, na escola de futebol, como os adultos são preparados para ter o manejo com essas crianças que vão lidar com a frustração diariamente? Trabalho com a equipe técnica e de uma capacitação contínua, né, de deles entenderem. Vamos até usar o exemplo do do jogo da Copa, né? O quanto o professor eh teve equilíbrio ali na aula pós- jogo do Brasil e Noruega, né? o quanto que o equilíbrio dele de entendimento do jogo, da questão de lidar com essa com essa frustração da do jogo do Brasil para ele passar pros alunos, né, para que eles tenham entendimento, olha, o meu professor, né, que é o meu mestre ali, o meu mentor, que é o meu exemplo, ele tá me mostrando que tem outros caminhos, né, que o adversário teve o mérito, que nós vamos participar de uma competição e vai acontecer isso com a gente também. Então a gente procura fazer essa orientação com a equipe, né? E e tendo a certeza que as crianças é o dia a dia. Eu falo muito do amadurecimento, né? Então competir. Por que que é importante competir com frequência? Porque vão ser gerados vários estímulos ali e a criança vai se adaptando, né? Vai entendendo o seu caminho. Muito bem. A frustração faz parte da nossa vida, né, Beatriz? E nós adultos, quando a gente se depara com uma grande frustração, eh, um turbelhão sentimentos que acabam aflorando. Com certeza. Com certeza. Às vezes assuntos mal resolvidos ali de trás que acumulam com os de agora e a gente vai eh a gente vai realmente chega uma hora que transborda, né? Então, é, é um cuidado mesmo que a gente tem que ter dito. Eh, aproveitando a fala da Adriana da competição, da importância dela, a gente tem que tá sempre colocando à prova de algumas coisas paraa gente poder ir sempre manejando isso. É, é, é constante, né? Igual ele falou que o trabalho com a equipe é constante, nós com nós mesmos e as nossas emoções também é algo constante. A gente tá sempre trabalhando porque sempre tem oportunidade da gente aprofundar uma coisa ou outra, ajustar uma coisa ou outra, né? fazer uma manutenção interna ali. Muito bem. Eu quero dar um exemplo agora bem interessante, eh, de grandes frustrações para nós adultos, né? Vamos pensar numa autoescola, vamos pensar aí em uma prova de fogo, né? Você que vai tirar sua carteira de habilitação. Hoje nem tanto assim, viu? Porque na época que eu tirei a carteira de habilitação era pior, viu? Não vem com essa. Mas enfim. Eh, aí você estuda, estuda, estuda. Aí você vai fazer a prova final e você acaba sendo frustrado e aí você acaba se culpando, porque a culpa ela vem de uma forma assim muito significante para você. Como é que a gente faz para lidar com isso, Beatriz? É, quando a gente fala da questão da autoescola é muito interessante porque é um tema, como eu atendo jovens, é um tema muito recorrente na nos atendimentos, porque realmente é é um momento muito delicado, né? Querendo ou não determina muito se você vai andar a pé ou se você vai andar de casa, se vai andar de carro, se vai andar de moto. É uma coisa todo quanto determinante da nossa rotina. E mas acho que também tem um pouco assim da nossa cultura de transformar isso em algo até um pouco maior do que realmente é. Uhum. só mais uma prova, né? Mas realmente para algumas pessoas é algo que transforma a vida dela, é a oportunidade da vida delas. Então a gente tem que manejar um pouquinho esse grau de expectativa, o quão de quanto de importância a gente dá para isso. E e aí eu confesso que eu me esqueci da tua pergunta no final. [risadas] E como que a gente faz para manejar isso tudo mesmo, né? Porque você vai fazer uma prova de autoescola e aí você se prepara, você tem uma expectativa, você acha que você vai passar porque, né, é só ir lá e fazer o que você já sabe, mas de repente você é bloqueado pelas suas emoções, as suas emoções vão aflorar e você não consegue. E aí, professor, tá tudo bem? Vou fazer uma associação com o esporte que a gente orienta muito, que são os testes, as avaliações, as peneiras, né? Então, as famílias nos procuram e meu filho deve fazer essa avaliação, deve fazer essa pene, mas se ele não passar, então a gente entra nesse trabalho, quanto que é importante e aí a gente usa um um jogador foi um grande exemplo, um capitão de seleção brasileira campeão do mundo, que foi o Cafu, que ele fez mais de 20 avaliações, não foi aprovado. Uau! lá na frente ele conseguiu ser aprovado em uma no São Paulo e fez toda a carreira dele. Então, se no primeiro não, né, ele já tivesse desistido, então é a história da persistência, né, de entender que naquele dia ele podia não tá bem. Outra coisa, o mérito, novamente, o mérito de quem concorreu com ele, né? Sim. Então, com o esporte a gente tem muito essa situação, né, da questão da criança ser colocada, criança, adolescente, principalmente na parte das avaliações, dela ser colocada à prova ali e é uma exposição positiva. Eu a da nossa parte, o que que a gente trabalha com as famílias? Muito importante, leva, não teve um não, leva novamente. O importante se preparar, né? Aí também não é só ir lá e fazer avaliação. Então no caso da autoescola eh não passou na na primeira prova, treina mais, faz umas aulas extras, né? Então no caso do atleta, treina mais, né? Vê o que que você tá hoje você tem a tecnologia, vê o movimento que você tá errando, né? Tem a parte na na parte emocional, o que que você precisa controlar mais? Vai buscar uma o suporte? Uhum. Buscar desenvolver algumas virtudes, né? uma coragem, uma resiliência, uma um não realmente não desistir, não é porque ficou difícil que tá na hora de desistir necessariamente, não é isso, lógico, tem seus seus não dá para aplicar para tudo essa fala, mas eh a gente tem que saber que a gente tem que ter coragem, independente do do medo que a gente tá sentindo, a coragem ela é justamente a gente agir em cima disso. Eu vou com medo mesmo. E ai, mas e se e se frustrar e se sofrer? Bom, vai ser só mais uma. Vamos lá. levanta, sacode a poeira, vê o que sobrou, o que precisa ajustar e vamos continuar trabalhando. Não tem muito, a gente não tem muito a escolha de simplesmente desistir de viver porque a vida não tá tão agradável, né? Eh, a gente a gente tem que trabalhar isso, a gente tem que desenvolver. A vida segue tendo valor, ainda que a gente esteja frustrado, ainda que a gente esteja triste, ainda que a gente esteja super chateado. Enfim, a gente tem que ajustar, a gente tem que ajustar. A vida ela segue tendo seu valor, independente da gente ter perdido alguma coisa, ganhado alguma coisa, eh, a ela segue tendo valor. Eu, interessante. Nossa, muito bom e e muito energético que você disse, né? Porque é isso, a gente está a todo momento ganhando, perdendo e oscilando, né? Não tem como não ser assim, porque essa é é esse é o ritmo, né, da nossa vida. Agora, a gente fala muito sobre resiliência. quando a gente eh eh conecta aí com grandes frustrações. E essa palavra é bonita, mas o que ela significa, Beatriz? Resiliência a gente passar por cima ali do da da dificuldade mesmo e resistir, né? Resistir apesar dela. Então, eh, às vezes é tomar um tapa na cara e continuar com a cara tapa, né? Às vezes [risadas] é até resiliência. Muito bem. E o esporte tem muito disso, né? Você cai, levanta, cai, levanta. E aí você imagina e um lutador ali, né, que que vai que lutam e MMA, né, esse essas lutas mesmo. E aí no ring ele vai levar na cara mesmo, entre aspas, e ele vai cair, ele vai perder. Mas aí se ele desistir na primeira, professor, essa é uma habilidade resiliência, uma habilidade mental pro esportista fundamental, né? Então você consegue desenvolver isso a partir da infância. E aí, se a gente pegar os grandes craques aí, vamos usar o exemplo dessa Copa do Messi, né? Até a última Copa que a Argentina foi campeã, o quanto que as copas que o Messi não foi o destaque, que a Argentina não foi campeã, o quanto que ele teve que ter resiliência para poder colher o fruto na Copa passada e nessa que ele tem ido muito bem até agora, o quanto que é importante, né? Isso é desenvolvido, né? É, é, é sequência, é não desistir, né? Então, a gente consegue trabalhar muito isso com as crianças. o movimento da vida. E se isso não é trabalhado na infância, com certeza eh na vida adulta a gente vai sofrer as consequências disso. É por isso que é importante nós, né, que somos mães, pais, cuidadores, a gente eh se atentar nessa questão de validar o sentimento da criança e fazer com que essa criança entenda que na vida a gente ganha e a gente perde e tá tudo bem, não é, Beatriz? Sim. Não adianta se esquivar disso porque só a vida acontecendo, né? É a vida acontecendo e é desse jeito, né? Faz tum tum igual o coração. Sobe, desce, sobe, desce, sobe e desce. Agora 8:39. Produção tá me avisando que nós temos algumas participações. Então vamos lá, vamos ver quem é que tá conosco para falar sobre essa questão da frustração, como é que nós fazemos para lidar com grandes frustrações do nosso dia, né? Eh, da nossa vida. faz como, né, ter resiliência, mas é tão bonito. Será que a gente precisa de aptidão para ter resiliência? Como é que a gente faz para aprender o que é resiliência e praticar a resiliência conosco, né, no nosso dia a dia, na nossa vida? Vamos lá. Pode colocar a primeira na tela pra gente. Produção, Juliana Mendes do centro. Minha sobrinha chora se os amigos não brincam do que ela quer. Como ensinar ela a aceitar a vontade dos outros? Opa, será? Vamos lá. Vai lá, [risadas] Beatriz. Olha, é, é normal as crianças chorarem quando o outro não quer brincar com ela, não quer brincar o que do que ela quer brincar, né? Eh, de repente ensiná-la que existem momentos para tudo. Existe momento para brincar do que a amiga quer brincar, existe momento para brincar do que ela quer brincar. E a gente realmente colocar isso em perspectiva paraa criança. Então, a filha agora ou sobrinha, né? Agora você brinca com o que ela quer brincar, depois é tua vez de propor de de propor a brincadeira. Cada um tem o seu momento. Ai, mas ela só ela que Então não brinque mais com ela e procure outra pessoa para brincar. A gente tem que realmente ensinar que a criança ela também pode se retirar de cena e não ficar lá sofrendo só porque o amigo não quer brincar. Às vezes ela simplesmente se retira e vai brincar de outra coisa e isso pode ser o melhor que ela pode fazer. Ou ela realmente dá o tempo da amiga e depois ela desenvolve a brincadeira dela. E aí cada um tem seu momento. Ah, 5 minutos para cada uma. E você, como um adulto que pode mediar isso, pode colocar, por exemplo, o timer, o cronômetro. Muito bem. Só precisamos, além de mediar, cuidar, porque não é sempre que a gente tem que aceitar a vontade dos outros, não é, Beatriz? Totalmente. A gente tem que saber impor nossos limites. E essa, assim como eu falei, o brincar pra criança é uma excelente oportunidade dela desenvolver isso, entender quais são os limites dela e coloc se posicionar realmente, né? É, o brincar é interessante, né? Porque é no brincar que a criança se desenvolve e também aprende a manejar as suas emoções. 8:41 pode colocar a próxima pergunta na tela pra gente, por favor. Produção, estamos ao vivo tentando aprender como lidar com grandes frustrações. Em Amanda Veira do Nova Europa. Como o treinador deve agir quando um aluno chora em campo após uma derrota. Existe um papel do técnico em acolher, além de só focar na tática? Professor, essa vai direto e reto para você. Concordo. Primeiro é o acolhimento, né? Então, o conteúdo técnico da das falhas. Então, tivemos uma derrota ali, então nós tivemos falhas individuais, teve falhas de organização da equipe, mas num primeiro momento sempre trabalhar esse acolhimento, né, para que essa criança tenha o entendimento, né, de que o professor tá ali como um apoiador, né? Se a gente vai no já terminou o jogo, já vai para pro lado da crítica, isso vai gerar para ela a chance dela poder dela desistir, dela não querer seguir é muito maior. Então, primeiro acolhe, acalma, né? Uma coisa que a gente conversa muito na na nossa equipe é o terminou uma partida, não já deixar embora, né? Ter aquele momento de conversa eh como a Beatriz falou, de todo mundo expressar-lhe um pouco do seu sentimento, né? até falar por que acha acha acha que a equipe perdeu, né? O que que aconteceu e isso vai vai gerando um amadurecimento aí da criança e depois da equipe como um todo, né? Esse momento pós jogo de se unir é o momento de recolher a emoção que ficou no campo, né? Também muito importante isso. Recolhe tudo que tá lá, vem, senta aqui, vamos colocar isso em ordem para enviar vocês para casa. Eu achei esse momento muito especial. Às vezes eu assisto umas partidas de futebol das crianças por causa de uma amiga minha que tem filhos, eh, que tem na cidade e aí eu assisto, eu vejo os professores juntam, faço esse reunimento com as crianças e aí, apesar delas ainda estarem chorando, às vezes inconsoláveis, elas ainda assim vão para casa com aquilo organizado de certa forma e conseguem seguir o caminho delas, né? Nesse momento de frustração, Beatriz, a gente falou de choro agora, né? Chorar faz bem. Sabe aquele choro que vem lá de dentro assim, lá da alma e que você com qualquer pessoa que você vai conversar, você acaba chorando porque você teve uma grande frustração. Esse chorar, ele faz bem até que ponto? Faz muito bem eh pra regulação emocional mesmo. Mas se você é o tipo de pessoa que tá sempre chorando, aí a gente precisa dar uma perceber um pouquinho se isso tá realmente funcional ou se não tá, né? Mas a regulação emocional através do choro é excelente. Não, não, não tem nem o que falar. A gente às vezes fica evitando chorar, lógico, em público a gente dá uma evitada, né? [risadas] Mas o, mas aí quando a gente tiver um momento ali fazer o nosso recolhimento mesmo, então a gente com a gente mesmo fazer um uma conversa ali um tanto quanto beleza, agora vamos chorar, daqui a pouco a gente linda com as coisas, né? É isso mesmo, né? a gente eh está acolhendo, respeitando as nossas emoções e de repente transbordando, porque em um momento de transbordo você dá uma limpada, né, e daí volta melhor. É bom chorar, faz bem chorar. Só que a gente precisa também se atentar nesse choro, né? Porque um choro aí persistente já precisa de um manejo mais profissional, né? Mas chorar faz bem, sim. Tá bom. 8:45. Mais uma pergunta pra gente na tela. você que tá conosco, muito bom dia. Obrigada pela sua companhia, pela sua participação também. Estúdio Câmara ao vivo. Estamos aqui falando de como lidar com as nossas frustrações ou as grandes frustrações, né? O Felipe Rodrigues do Parque Prado. É saudável deixar a criança ganhar de propósito ou boa em jogos em casa, só para evitar que ela chore e fique frustrada. Então, e agora? Vamos lá, professor. Ã, vamos, vamos pro lado do esporte, depois a gente vem pro lado da psicologia, porque isso é bem interessante, né? Qual que é a avaliação que o professor faz? Ele tá dizendo em jogos em casa, né? Mas isso acho que vale para pra vida mesmo, né? Sim, sim. Eu vou usar um exemplo agora como pai, né? Então, faço muitos jogos com a minha filha. Sim. E aí fazer um paralelo então com o jogo de futebol. ela ter o entendimento. Então, jogamos cinco partidas, ela perdeu duas, eu ganhei três. Então, uma equipe de competição, jogamos um campeonato, ah, ganhamos duas partidas, perdemos seis, faz parte. Então, eh, a gente querer moldar o resultado para agradar, eu vou to eu vou totalmente ao contrário do que a gente espera que o jogo ensine essa criança, né? Então eu quero que ela tenha o sentimento e outra coisa, ela entender porque que ela teve, ela perdeu aquele jogo. Então, ah, é um jogo de peça, eu movi a peça na hora errada, né? Um jogo, um jogo coletivo esportivo, eu me posicionei errado naquele momento, errei uma execução técnica, né? Outra coisa, entender o, no caso do jogo coletivo e futebol, tem, acho que ajuda muito isso, entender que o amigo teve um erro também e que eu tenho que entender, respeitar, como eu sempre gosto de usar uma pergunta para para equipes. É assim, alguém erra de propósito, então, ou tentou fazer o melhorum. Mas nem sempre, se todos acertassem, né, o jogo ia sempre terminar empatado. Exato. Então vai acontecer, alguém vai ser melhor e vamos pro próximo. E tá tudo bem, né? Vamos lá, Beatriz. Eh, interessante eh essa pergunta do do Felipe, porque e agora a gente precisa evitar que a criança chore e fique frustrada ou a gente deve deixar esses sentimentos eh eh transbordarem e acolher? O que que a gente faz? Eu sou da linha que a criança, se ela não ganhou por mérito próprio, ela não ganhou. Não adianta a gente ficar eh passando para ela esse ganhar de propósito, que mérito ela tem nisso, né? Eh, e se ela chora e fica frustrada, dá espaço para isso. Às vezes a gente fica a gente muitas vezes a gente evita que a criança se frustre porque a gente fica desconfortável com a frustração dela. [limpando a garganta] Então, eh, deixa ela se frustrar. Ué, faz parte. Ela se propôs a jogar. Quando a gente se propõe a jogar o jogo, a gente tem 50% de chance de dar certo, 50% de chance de tá errado. Então, a gente tem que correr o risco. E também a mensagem, né, que o adulto passa de as, é lógico que ele também tem que mostrar que ele tá entregando o melhor que ele tem ali no jogo. Então, se ele deixa de propósito, ele passa mensagem pra criança que às vezes ele não tá entregando melhor e tá tudo bem. ou por exemplo, que eh no numa numa hierarquia das coisas, a criança é melhor que ele. Às vezes a criança perde até um tanto quanto de admiração pelos próprios pais desse cenário. Então deixa a criança se frustrar, sim, deixa chorar, deixa eventualmente vai parar. Eventualmente vai parar e ela vai ela e a ideia é que a gente canalize todo esse sofrimento para que ela queira ser melhor para as próximas partidas, de repente conseguir ganhar, né? Olha aí, muito fazer um paralelo assim com o esporte que acontece muito. Eh, a gente tem testemunho conversando de atletas que quando eram crianças, pré-adolescentes, eles melhoraram porque o pai, um exemplo, jogava futebol também e esse pai desafiava o filho a ser melhor, né? Então teve vários momentos do filho se sentir ali inferior perdendo, né? Então vamos usar o a o termo perder. E depois ele conseguiu com aquele aprendizado daquele pai sendo um modelo, né? ele ele conseguiu se desenvolver e se superar. Então é interessante porque aí a gente pode olhar pro desafio, né, como algo que nos motiva a melhorar. É isso, Beatriz. Essa é a ideia. Até mesmo porque diariamente os nossos desafios, se a gente só, se a gente só acolher e ficar olhando para eles como se eles fossem, eles se tornam coitadismos pra nossa própria história, né? A gente se torna vítima da nossa própria história. A gente não é vítima. a gente sofre, levanta, sacode e continua. E, eh, infelizmente ou não, a gente tem que continuar. Eh, é importante isso, a gente entender que tem momentos que se a gente não arregaçar as mangas, a gente não vai melhorar. E se a gente não melhorar, as performances não serão diferentes, os resultados não serão diferentes, né? Se a gente quer ser melhor no trabalho, a gente tem que se dedicar mais. Se a gente quer ser melhor como um pai, a gente tem que se dedicar mais. Se a gente quer ser melhor como mãe, a gente tem que se dedicar mais, aluno dedica mais e a gente tem que mensurando. Isso é um é um excelente é um excelente termômetro, né, diante da vida, os jogos, o esporte e e as frustrações mesmo. Muito bem. Olha só, né, quanto aprendizado no programa de hoje. E você sabe que, eh, nós começamos a falar no programa sobre as frustrações das crianças mediante a a perda do Brasil, né, na na Copa do Mundo, a eliminação aí do nosso time. E as crianças ficaram muito frustradas. E aí, o que nós, né, cuidadores, pais, mães, eh, devemos fazer com essa frustração, a gente deve acolher essas crianças e ensinar para elas que tá tudo bem, que todos nós vamos passar por momentos de ganhos, de perdas, e que a gente precisa manejar isso e que, como a Beatriz trouxe pra gente, a gente tem que continuar vivendo, independente dos nossos ganhos, dos ganhos e das nossas perdas. e que perder está tudo bem, né? E temos também que tomar muito cuidado com eh o que nós mostramos para as nossas crianças mediante as perdas da vida, né? Como o Brasil perdeu. Eh, nós tivemos aí também alguns vídeos de adultos quebrando televisão, né? Jogando televisão fora assim no lixo, na rua. Esse comportamento do adulto, porque a criança colocou fogo no álbum de figurinha. Agora o adulto pegou a TV, deu uma martelada, jogou na rua, pisou em cima. Poxa vida, você tem que trabalhar para você comprar uma televisão. É investimento uma televisão, né? Não é algo assim que vem do nada, tá ali, plim, a TV tá aqui na sua frente. Não. E de repente, num momento de raiva, você vai lá e quebra uma televisão por conta de uma frustração, porque o Brasil não ganhou. O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo. Beatriz. Uhum. É. é uma infantilização mesmo das nossas emoções, né, quando a gente lida dessas dessas maneiras. Eh, se a gente a gente tem que desenvolver inteligência emocional e a gente tem que se colocar à prova para desenvolver isso, não tem jeito. A gente não fica, não adianta você pegar um livro e estudar a inteligência emocional, estudar, estudar, estudar. É muito da inteligência emocional é na prática, totalmente na vivência. Então você tem que se colocar prova. Por isso que eu falo que o esporte é excelente reguladora emocional, porque você através do esporte você se desenvolve. Eu como sou uma corredora muito amadora, muito amadora, [risadas] eh o quanto eu já me frustrei porque ai, porque nossa, corri mal, corri bem, corri mal, corri bem e sou eu e eu mesma, eu e minha cabeça e e vamos lá e continua e eh todos os esportes assim, né? Tem tem tem cabeça, não não adianta. Um exemplo que eu usei muito esses 10 dias pós aí o Brasil ter sido eliminado foi que eu tive, né, nós tivemos a oportunidade de vivenciar o contrário, então dois títulos. Uhum. E aí eu conversando com algumas pessoas, eu falei: "Gente, a segunda-feira seguinte dos dois títulos do Brasil no em uma era adolescente, na outra já adulto, foi um dia normal. Então não tem esse eh foi, acho que tem um pouco da nossa cultura esportiva, né, na questão do futebol, do país ter ter sido campeão várias vezes, então acaba criando uma expectativa maior do que aquilo vai mudar a vida da pessoa, né? Então a gente trabalhar isso, né? ter esse entendimento que vão ter outras oportunidades que não tem garantia que na próxima oportunidade de novo, daqui a pouco a gente começa outro ciclo de expectativa, de ansiedade. Então a gente procurou nesses dias, assim, a gente foi muito questionado sobre esse tema, trabalhar essa parte do equilíbrio, né? Eu falo que o meu pósogo hoje, nesse momento, de acompanhar uma eliminação, foi de tranquilidade, de ter um entendimento por a gente viver aquilo no dia a dia. Ah, mas isso é estranho, você não tá transbordando as suas emoções, não é mesmo a nossa maturidade de ter o entendimento que aquilo faz parte. É verdade. Exatamente. E, né, na segunda-feira todos levantamos o mesmo horário, fomos trabalhar depois do Brasil ter perdido. Infelizmente a gente ficou triste, lógico, muito triste, mas no dia seguinte era só mais uma segunda-feira. Eh, é sobre isso. E a a questão do do Brasil é interessante também a gente lembrar que às vezes, falando agora do time, eu não entendo muito de futebol, mas o professor entende e assim, eh, o Brasil tá vivendo uma história única, né? Porque o Brasil foi o melhor do mundo. Eh, as os atletas que estiveram dentro do time do Brasil, quando o Brasil foi o melhor do mundo, já não estão mais e vieram novos, novas pessoas, vieram novos atletas e pode ser que não seja mais o melhor do mundo. E aí, por essa essa história única que se criou do futebol brasileiro, a gente criou também essa expectativa de que toda vez que o Brasil entra em campo, entra em campo para ganhar. E não é assim mais, não é, professor? Com certeza, né? E é e é ter um entendimento da mudança, né? Hoje você pega eh das 48 seleções da que estavam estão participando da Copa, elas têm profissionais de vários países atuando em outras seleções. Então assim, a informação no futebol, a formação dos atletas em outros países, inclusive com uma uma influência nossa excelente, né? Eh, o jogo é muito mais equilibrado se a gente pegar e acho que vai ter muito estudo agora sobre os resultados dos jogos da Copa, o resultado de cada partida. É, vê o quanto foi equilibrado, né? Então, o pessoal que participa de bolão, ah, colocava aquele placar, uma seleção que não tem tanta tradição no futebol, ah, perdendo de 4 a 0, não, o jogo às vezes foi 1 a 0, foi 0 a 0, né? Então a gente tem entendimento que os outros melhoraram, que o jogo tá o o tal acredito que muito assim a forma que é o jogo de futebol hoje, ele fez aumentar o equilíbrio. E essa questão nossa de da gente levar a vantagem até um uma até uma certa época assim, a gente tem que ter o entendimento que não vai mais acontecer. Vamos ganhar novamente, com certeza, né? Mas é cada vez mais difícil. Vão ter nova novas seleções. Esse ano ainda não, mas com certeza em outras copas vão ter seleções que não ganharam ainda, que vão ganhar uma copa, né? Então, trabalhar esse sentimento é e um sentimento que permeia pelo Brasil todo, inclusive pelos atletas, porque se nós ficamos frustrados, as nossas crianças ficaram frustradas assim fortemente porque a seleção perdeu, a seleção foi eliminada. Imagina a frustração eh das pessoas que estavam lá dentro, que que são parte desse grupo e que, apesar de algumas pessoas dizerem que não, mas eu acredito que eles trabalharam para que pudessem chegar pelo menos até a final e eles também foram frustrados e também vão ter que aprender a lidar com a frustração, porque no meu ponto de vista, meu ponto de vista aqui, a seleção, eh, ela precisa de um amparo psicológico, não é, Beatriz? Sim, eles têm uma equipe, né, de psicólogos do esporte e até o Anilot em uma das entrevistas falou que o quanto isso é impactou positivamente na construção da da equipe desse ano. Então, eh, é muito importante, muito importante, é a frustração que segue durante toda a nossa vida. E a gente tem que fazer o que com ela? Hum. botar ela na caixinha dela, aprender a lidar com ela e seguir com ela. Assim como a gente lida com as nossas angústias, os nossos medos, mas tudo aqui, ó, dentro da caixinha, quem comanda sou eu. Você vai entrar aqui, não tem problema, eu senti, mas volta para cá e vamos seguir a vida com a frustração guardada na caixinha. Totalmente. Isso. Então, tá bom, gente. 8:58. A gente já vai encerrando o nosso programa de hoje. Quero agradecer demais a sua participação, você aí de casa que trabalhou com a gente, que participou com a gente, interagiu, né, conosco, mandando suas perguntas para os nossos convidados, falando sobre esse tema tão importante que é como a gente aprende a lidar com as frustrações aí da nossa vida, do nosso dia a dia. Quero agradecer demais a nossa psicóloga Beatriz. Obrigada. Deixe uma mensagem para os nossos telespectadores referente ao nosso assunto de hoje. Considerações finais. Bom, foi muito, muito especial estar aqui com vocês hoje. Muito obrigada por me receberem. Eh, realmente é um assunto muito importante, muito complexo, muito longo, inclusive, eh, dá para sempre tá estudando maneiras de da gente lidar e manejar nossas próprias emoções, mas principalmente a gente não deve se recolher demais da vida. A gente tem que viver viver com coragem e cair, levantar e seguir, independente do que for. É isso mesmo, né? A nossa vida é assim, cheia de altos e baixos. E agradecendo também o nosso professor Adriano, obrigada pela sua participação, pela sua orientação aqui com a gente e também por orientar aí as nossas crianças e os nossos pais mediante as frustrações da vida. Professor, obrigada a demais o convite, viu? E muito bom o tema. E fico muito feliz ao longo desses anos de poder trabalhar isso com as crianças, com os adolescentes, eh ser apoio pros pais também, pros adultos e eh obrigado mais uma vez, sempre à disposição. Maravilha, gente. Agradecemos então aos nossos convidados, a você que tá aí do outro lado. Lembrando que a programação da TV Câmara Campinas segue. Nós temos ao meio-dia Câmara Notícia e dentro do Câmara Notícia tem o Câmara na Copa, Gabriel Castro e toda a nossa equipe, né, de jornalistas e produtores e e editores também fazendo o nosso melhor, especialmente para você que tá aí do outro lado acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Amanhã nós temos mais estúdio Câmara, vamos falar sobre um dos maiores desafios das famílias na atualidade. Bom, vamos lá. Olha só, pais e filhos e o dilema das telas, tá? [música] Celulares, tabletes e computadores fazem parte da rotina de crianças e adolescentes desde muito [música] cedo, né? Mas daí a gente precisa estabelecer limite para essas crianças e adolescentes. Mas como que a gente vai estabelecer limites, sendo que nós adultos também passamos parte do nosso tempo conectado? [música] E aí, será que proibir resolve ou o caminho está no exemplo e no equilíbrio? Hum. Afinal, como exigir desconexão dos filhos se nós mesmos temos dificuldades de largar o celular, hein? Então, é sobre isso que a gente vai falar amanhã. Temos muito que aprender. Então, te aguardamos a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Uma ótima quarta-feira para você. Cuide-se. Vamos aprender a lidar com as nossas frustrações. [música] Está tudo bem ser frustrado. Descansa, chora, depois levanta e segue [música] a vida, tá bom? Grande abraço. Tchau, tchau. Até amanhã. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] Qual a diferença de gripe resfriado e quanto tempo dura cada uma delas. Gripe é uma infecção das vias aéreas causada pelo vírus influenza e ele tem três subtipos, o A, o B e o C. a resfriado geralmente são causados por outros vírus como adenovírus, rinovírus, né, e o vírus incicial respiratório. E a diferença é que resfriado geralmente tem uma intensidade menor dos sintomas e uma duração um pouco menor também. Já a gripe, ela
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:02:34

Estúdio Câmara | Vícios Não Convencionais

1:03:16

Estúdio Câmara

57:23

Estúdio Câmara | Comportamento no Inverno

57:39

Estúdio Câmara

1:00:40

Estúdio Câmara | O Que Buscamos na Nostalgia?

1:01:23

Estúdio Câmara

1:07:18

Estúdio Câmara | Pais Também Excedem no Uso de Telas?

1:07:53

Estúdio Câmara

1:05:27

Estúdio Câmara | Aniversário de Campinas - Pertencimento

56:48

Estúdio Câmara | Como Lidar Com Grandes Frustrações

1:05:28

Estúdio Câmara

1:07:04

Estúdio Câmara

1:07:06

Estúdio Câmara

1:09:31

Estúdio Câmara

1:09:48

Estúdio Câmara

1:04:06

Estúdio Câmara

1:05:00

Estúdio Câmara

1:05:00

Estúdio Câmara

56:34

Estúdio Câmara

59:21

Estúdio Câmara

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
2:19

Câmara Notícia | Novo CNPJ Letras

4:53

Adote Um Bichinho | Semana 20 a 25 de Julho de 2026

4:28

Câmara Serviço | Parque Férias Campinas

14:44

Campinas que Deu Certo | Instituto de Artes Luana Lopes

1:44

Fica a Dica | Férias na estrada: como viajar com segurança e evitar acidentes

50:13

Jornal Câmara Notícia

7:01

Notícias da Metrópole

17:19

Notícias do Legislativo