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inverno e em todas [música] as estações do ano, oferecendo dignidade a quem mais precisa. Participine, doe roupas em bom estado. Realização, Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. Prefeitura [música] de Campinas. A seguir, TV Câmara ao vivo. [música] [música] Olá, muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo na manhã desta quarta-feira, dia 8 de julho. Bom, hoje vamos conversar sobre o nosso tempo e o nosso sono. Você aí de casa dormiu bem? Como é que foi a sua noite de sono? Você já olhou para o relógio e percebeu que era 1 da manhã, 2as da manhã e mesmo assim você continua acordado mexendo no celular, assistindo uma série ou simplesmente aproveitando o silêncio da [música] casa. Mesmo sabendo, claro que deveria ter que acordar cedo no dia seguinte. você fez [música] isso. Olha, para muita gente, esse é o único momento do dia em que não há cobranças, não há reuniões, tarefas domésticas ou responsabilidades familiares. É como se a madrugada elas se tornassem um espaço de liberdade, [música] mas essa tentativa de recuperar o tempo perdido pode estar custando caro para a nossa saúde. [música] A gente vai falar sobre a vingança da procrastinação do sono. Isso tem chamado a atenção de especialistas porque revela uma contradição dos tempos modernos, né? Estamos tão ocupados durante o dia que começamos a roubar horas do nosso próprio descanso pra gente sentir que ainda temos algum controle sobre nossa vida. Mas afinal, por que que a gente faz isso? O que acontece com o cérebro quando a gente abre mão do sono? E será que algumas horas de lazer compensam os prejuízos acumulados por noites mal dormidas? É sobre isso que a gente conversa hoje. Então participe com a gente. O WhatsApp tá na tela. Os nossos convidados já apostos. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los também. Conta pra gente aí. Você trabalha o dia todo e aí quando é para você descansar, você decide de repente ir pra academia à noite, eh, de repente assistir uma série, fazer nada, né? ter aí um tempo de óscio, né? Nem sempre tão criativo assim, mas você acaba roubando suas noites de sono para ter a sensação de liberdade? Conta pra gente, manda seu sua mensagem no nosso WhatsApp 19978293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho vamos apresentar os nossos convidados que vão nos orientar sobre o nosso tempo e o nosso sono no programa de hoje. Olha, gente, a Câmara de Campinas recebeu o certificado de selo ouro do Programa Nacional de Transparência Pública por manter o índice de transparência superior a 90% durante o exercício de 2025. A entrega da certificação foi feita pela presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, a Cristiana de Castro Morais, durante a etapa de americana da 30ª edição do ciclo de debates com agentes políticos [música] e dirigentes municipais. Com o índice de 91,87%, [música] a Câmara de Campinas ficou acima das médias nacionais e paulista dos legislativos municipais. Entre os 10 maior, as 10, aliás, as maiores cidades do Brasil, com mais de 500.000 habitantes, o legislativo de Campinas conquistou a primeira colocação em transparência, né? Essa certificação é referendada pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, que avaliou mais de 10.000 portais públicos [música] em todo o país. Então, mais uma vez, parabéns aí para todos os servidores envolvidos. Ô gente, olha só, as festas julinas, né, elas seguem movimentando diversas regiões de Campinas ao longo deste mês. Tem programação que reúne música, comidas típicas, danças, brincadeiras e atrações para toda a família. Os eventos são apoiados pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e promovidos por paróquias, entidades e associações de moradores. Além de preservar as tradições culturais, essas festas elas fortalecem a convivência entre os moradores e contribui [música] também para movimentar a economia local e o turismo da proximidade. A programação acontece em diferentes bairros da cidade com eventos gratuitos ou de entrada solidária. Então aproveita aí, né? [música] A gente tem feriado, tem final de semana para você saber onde vai ter a festa junina, que de repente é mais próxima da sua casa, pode acessar lá, tem o site da prefeitura e aí tem eh a agenda, né, dos eventos das festas juninas, então julinas, né? Então aproveite, acessa lá e convida o pessoal ir bora para o festerê, tá bom? Previsão do tempo para hoje, gente. Vamos lá. O tempo fixável com o sol entre poucas nuvens ao longo do dia. Temperatura ai mínima 13, máxima 22º. Então hoje vai ficar aí 22 bem friozinho, né? Se agasalhe, não esqueça a hidratação e vamos embora para mais um dia lindo. O céu tá maravilhoso. Bora aproveitar. E aí, se você vai aproveitar, se você dormiu bem, como é que tem sido a sua noite de sono? A gente volta então para o nosso tema central. a gente vai falar do sono e do nosso [música] tempo, do nosso tempo e do nosso sono. Porque de acordo com especialistas em medicina do sono, um adulto precisa em média 7 a 8 horas de descanso por noite para manter o bom funcionamento do organismo. Mas a vida moderna parece cada vez mais incompatível com essa necessidade, né? Depois de um dia tomado pelo trabalho, trânsito, estudos, cuidados com filhos e inúmeras responsabilidades, muitas pessoas passam a enxergar a madrugada como um único horário disponível para si mesmo. Então, o problema é que o cérebro ele não entende essa negociação. O sono, ele continua sendo essencial para a memória, o equilíbrio emocional, a saúde cardiovascular e também a capacidade de concentração. E quando ele é adiado e pode ter certeza que essa conta ela vai chegar e a gente precisa entender quando ela chega, como ela chega. Então para falar sobre esse assunto, a gente recebe aqui no estúdio hoje a psicóloga do sono, Tábita eh Maganete. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Obrigada. Bom dia, Rúbia. Bom dia a todos em casa, né? É um prazer estar aqui, poder de conversar um pouquinho com vocês sobre procrastinação e sono. Muito bem, será que a gente tá procrastinando o nosso sono? Olha só, participando com a gente eh por videoconferência, né, pelo Zoom, o Dr. Edilson Zancela, ele é médico, coordenador do serviço de distúrbios do sono da Unicamp, presidente da Academia Brasileira do Sono. Doutor, muito bom dia, seja bem-vindo ao Estúdio Câmara. Bom dia a todos. muito felizes em ter essa oportunidade. Eh, falar disso que nos deixa muito felizes, né? E a gente discutir disso, trazer a importância, isso é muito importante. Bem, então vamos falar disso. Acho que a gente tem muito a contribuir pro sono de todo mundo. Muito bem. Bom, o fenômeno e o relógio biológico. Vamos lá, gente. Eh, o fenômeno qual é? É a chamada vingança da procrastinação do sono. Um pouco complicado, né? Vingança, procrastinação e sono. Tábita, por que que esse fenômeno tem chamado tanta atenção dos especialistas e a gente tem feito isso com frequência e às vezes nem percebe? Com certeza. Isso chama muito atenção, exatamente porque hoje a gente tem uma demanda, né, de compromissos, de responsabilidades ao longo do nosso dia, em que a gente não sente que o tempo é pra gente. Uhum. Né? E a gente sente que esse tempo tá sendo roubado. E é muitas vezes as pessoas elas como uma forma de dar esse tempo para para si mesmo, né? Ela fala assim: "Ah, eu vou me privar do sono para poder ter um momento de lazer para mim", né? Então, muitas vezes aquela pessoa que tem responsabilidades durante o dia, que tem filhos, que trabalha, que tem responsabilidades com a casa, que precisa ficar se deslocando de um local pro outro, que tá sempre muito atribulado, essa pessoa ela ela olha pro dia dela e ela não se encaixou naquele dia muitas vezes, né? e ela sente falta daquele tempo para ela. E aí, só que aí é é uma escolha que ela faz na qual ela pode também prejudicar a sua saúde. Exato. Você sabe que às vezes a gente se pega falando assim: "Nossa, o dia hoje poderia ter mais algumas horas, né? Não dei conta de tudo e aí você vai para casa, vai tentar descansar, mas a sua cabeça não para." Então agora a gente conversa com o Dr. Edilson, porque do ponto de vista médico, doutor, quantas horas de sono um adulto realmente ele precisa, né, por noite para ter um bom descanso e o que que determina essa necessidade individual, né? Eh, 7 horas, 8 horas, mas para todos nós é assim. Você sabe que tem uma coisa muito interessante que é a evolução da necessidade de horas de sono ao longo da nossa vida. Então quando, né, temos um bebezinho, você vê que ele vai fazer inúmeras horas de sono. E aí o que a gente vai salientar é que tem fases do sono que são diferentes, né? fase importante do sono que chama fase reim. Essa fase rin, ela tem um desenvolvimento muito específico de funções cerebrais, de desenvolvimento. Isso vai ser de, ou seja, a gente vai tendo uma modificação no número de horas de sono à medida que o envelhecimento vai acontecendo. E o grande tópico é isso. Um adulto em idade produtiva, segundo as últimas eh avaliações, precisava de 7 a 9 horas. E você vê, quase ninguém faz de 7 a 9 horas de sono nas 24 horas. O tópico importante disso é lembrar que o sono é uma necessidade lógica. É o nosso organismo que determina isso e não a gente pelas contingências que a gente atribui ao nosso dia a dia. Ou seja, de mais horas ou menos horas, realmente eu tenho queer uma Muito bem, agora 8:11. a gente tá com um pequeno problema no sinal da internet com o doutor. A produção eh vai falar com ele, né, para ver se a gente restabelece. Muito importante que o doutor disse, porque o nosso organismo acaba determinando a quantidade de sono, né, a quantidade de horas de sono que vai fazer bem pra gente. Tem muita gente aí que dorme 5 horas, diz assim: "Eu durmo 5 horas e já tô bem". Tem gente que dorme 9, 10 horas e acorda quebradão. Então assim, é o nosso organismo que determina. Agora, Tábita, na questão emocional, né, por trás desse comportamento, eh, a pessoa tá buscando descanso ou tentando compensar algo que faltou durante o dia? Eu não consigo. Vamos colocar um exemplo bem legal aqui, que é da academia, porque todo mundo fala assim: "Ah, exercício físico, a gente precisa fazer exercício físico". Mas tem gente que não consegue fazer o exercício físico durante o dia. Por quê? Porque trabalha às 8 horas. E aí tem gente que até tem dois empregos, tem as pessoas têm casa, tem família, tem estudo, porque muita gente também estuda. Então você se dedica eh ao seu eh desenvolvimento do dia a dia, né, a sua rotina. E aí de repente você precisa ir pra academia, você fala assim: "Mas eu não consigo ir." Bom, eu consigo sim. Se eu vou 10, 11, meiaoite, tem academia 24 horas, então eu vou pra academia. consequentemente você vai paraa academia, claro que você vai ficar mais agitado e você não vai ter uma boa noite de sono, mesmo fazendo um exercício físico, né? Então essa essa forma de compensação, por que que a gente busca isso? O que que o nosso cérebro traz na questão psicológica essa necessidade de compensar, né? Porque de repente é uma autocobrança que está acontecendo com a gente. Sim, tem muito Rúbia dessa questão da autocobrança, principalmente quando a gente eh tem aquela aquele aquela olhar paraa vida e para paraas questões em que a gente precisa cumprir assim toda a lista de atividades. Então é aquela coisa assim, ah, eu tô tô fazendo, tô trabalhando, tô cuidando da minha casa, tô e e assim, que horas que eu tenho para fazer academia? Ai, não tá cabendo na agenda. Mas eu preciso ticar esse meu item da lista. E aí a gente começa a espremer. E você traz um ponto muito importante que é o ponto de que sim, a atividade física ela é muito importante, mas não necessariamente fazer antes de dormir pode ser uma boa opção, né? Embora isso venha trazer um pouco de exaustão pra pessoa, lógico que ela já teve um dia muito longo, mas isso super aquece, isso deixa a pessoa mais estimulada e isso pode atrasar o início do sono. Exato, né? Então assim, eh, às vezes a pessoa ela chega da academia 11 horas, 11:30 da noite, aí ela tem que tomar banho, aí ela tá com fome e aí até ela dormir, aí ela tem que acordar 5:30 da manhã, 5 horas da manhã para começar um novo dia. Então, eh, eu gosto de olhar e assim ver esse comportamento. E aí tem muitas pessoas que às vezes falam assim: "Ah, mas eu eu me adaptei, eu me acostumei a dormir pouco, né? Mas eu ve eu assim, eu percebo muito mais que as pessoas se adaptaram a viver cansadas. Uau, verdade, né? É dormir pouco, né? Ã, por mais que você não consiga, você dormiu pouco por quê? Porque você não conseguiu continuar o seu sono ou porque o seu organismo ele estava eh eh tá tudo bem, você cumpriu a sua noite de sono, você cumpriu o seu descanso, né? Então tem uma diferença aí. A gente vive numa época bem curiosa, porque a gente tem hã ferramentas para ganhar tempo, né? Percebe? Mas ao mesmo tempo a gente tem uma sensação constante de que o dia nunca é suficiente pra gente cumprir as nossas obrigações. Então, talvez seja por isso que a madrugada ela tenha se tornado um espaço aí de disputa, né, entre o nosso dia. E ela representa algo que parece cada vez mais raro, é um tempo livre. Então, quando você tem tempo livre, de madrugada, né? Então aí às vezes é por isso que as pessoas acabam deixando, procrastinando o sono para poder resolver alguma questão, ter um tempo livre, eh ir para uma academia, fazer alguma coisa que sinta prazer, mas tem o preço invisível eh dessa perda de sono na saúde. Ô doutor, o que que acontece com o nosso organismo a curto e a longo prazo quando a gente acaba acumulando a privação de sono por semanas ou meses? Porque se eu acostumo, né, com essa privação de sono, um exemplo bem prático que a gente tá falando aqui paraa academia. Então, se eu costumo ir para para a academia eh três vezes por semana às 10 da noite e daí nesse dia eu vou dormir lá 1 hora da manhã, mas eu tenho que acordar às 5, eu vou acordar bem, tá tudo certo, mas eu vou sentir eh eh um impacto disso eh a longo prazo? Sabe, Rúbia, aqui uma das coisas que a gente leva em conta é que o sono ele é um momento de funcionamento do organismo para o próprio organismo. Então, nós temos vários ciclos que a gente acaba fazendo e o organismo funciona melhor nesses ciclos no momento noturno, justamente por aquilo que vocês já focaram, que é o organismo consegue se concentrar nas funções próprias dele mesmo. Ou seja, eu não tenho que que andar, não tenho que pensar, não tenho que raciocinar, não tenho que decidir. Então tudo isso faz com que as funções orgânicas possam estar concentradas em se recuperar para executar outras coisas. Então vamos lá. Eu tenho ciclos de sono que vão acontecer numa noite. Cada ciclo de sono vai durar de 60 a 90 minutos. E cada ciclo de sono, ele tem a necessidade de mostrar um pouco de sono superficial, o profundo e o sono rein. Bom, à medida que eu vou dormindo menos horas, que eu me permito a dormir menos horas, eu faço menos ciclos de sono. E os ciclos de sono no começo ali da noite, eles têm mais um sono que a gente chama de sono de onda lenta. E esse sono tem muito a ver com o reequilíbrio e com o descansar. E depois mais pro fim da noite a gente vai ter o sono ren, que é esse sono que funciona de uma forma regulatória e faz com que a gente faça memória, guarde mais informações e tal. Quando eu tenho menos horas a funcionar no sono, eu libero menos hormônios, eu tenho uma defesa imunológica que vai ficar menor, eu tenho várias funções orgânicas que deixam de estar correlatas com as minhas necessidades. Então, exatamente como você expôs, a médio e longo prazo, a gente vai tendo situações de tentar uma compensação que o organismo não consegue fazer. E a gente não consegue realmente usar uma calculadora para dizer assim: "Essa noite eu durmo mais". Para compensar uma noite que eu dormi menos. A gente precisa ter ciclos que sejam mais ou menos constantes, que sejam mais ou menos adequados para manter esse essa fisiologia de uma forma muito mais funcional. Ou seja, eu tenho um risco de pegar mais infecções, eu tenho um risco de raciocinar menos, de ter maior dificuldade para tomar uma decisão e eu ganho peso com uma facilidade muito maior. Então, simplificando, acho que esses são bons impactos. A saúde cardiovascular também é muito comprometida pelo número de horas de sono, ou seja, eu acumulo um risco de ter infarto, de ter AVC, de ter várias outras complicações em função de menos horas aí de sono. Olha só, né? bem complexo pra nossa saúde física, essa privação de sono e também pra nossa saúde mental, Tábita, porque tem relação entre o hábito de a gente adiar o sono com ansiedade, irritabilidade, depressão, esgotamento emocional, porque o doutor trouxe eh eh o que o impacto na nossa saúde física, mas a nossa saúde mental também é impactada por essa privação. muito impactada, Rúbia, porque a gente, como como o doutor comentou, a gente tem dentro dessas fases, o sono reinem é um sono em que a gente vai regular principalmente o nosso humor. A partir do momento em que a gente tem menos, né, menos eh sono rein, né, menos tempo de sono, a gente acorda sem ter feito todo esse processo de regulação. Então, a gente tem muitas vezes uma distorsão da da empatia, a gente tem muitas vezes a a uma distorção da própria realidade, né? a gente vê as pessoas, a gente acha que as pessoas não gostam da gente, a gente acha que nada tá bom, a gente acha que o problema é a gente, a gente começa a a ver as coisas e e a vida pela lente que a gente tá usando, que é uma lente mais ansiosa, a gente começa a ter mais medo, a gente começa a ficar mais irritado, sem paciência, né? Vamos, a gente pode até comparar com uma criança, uma criança privada de sono, ela se joga no chão, ela esperneia. Uh, a gente só não faz isso porque a gente já já a gente amadureceu, porque a nossa vontade também é se jogar no chão e espernear às vezes, porque a gente tá cansado, tá frustrado. Então essa frustração ela vai se acumulando ao longo do tempo e isso também impacta na forma como a gente trabalha, por exemplo. Por quê? Porque eu começo a a não perceber uma falha, né? Então assim, muitas vezes a gente olha profissional que trabalha em risco, né? E qual que é o risco? tá com escavadeira ou um médico que tá fazendo uma cirurgia, que pode estar ali prejudicado com a privação do sono. Mas se eu tô sentada trabalhando, fazendo uma planilha financeira e eu erro um zero, eu posso prejudicar toda a a economia da empresa por causa de uma contabilidade incorreta. Então assim, os riscos eles são eles eles acontecem, só que eles são invisíveis, né? se eu tô dirigindo meu carro levando meu filho, porque eu fiquei até madrugada assistindo série. E aí eu eu me distraio, eu perco a minha reação, eu não percebo que alguém me fechou, então o risco de um acidente é muito maior, né? Então a gente se coloca em situações de risco por estar privado de sono. Olha só, gente, é algo bem interessante de de se falar, de conversar e da gente, de repente aplicar no nosso dia a dia e prestar atenção na nossa qualidade de sono. Agora tem esses reloginhos, doutor, que medem, né, a o nosso sono e mostram pra gente quanto tempo de sono rein nós tivemos à noite. E tem gente que se apega muito e nessa nessa quantia de de qualidade de sono que o relógio nos mostra. Eh, esses relógios realmente trazem um benefício? É interessante a gente se apegar a essa contagem ou isso também pode desencadear uma insônia de repente, porque você fica tão apegado àilo que você faz de tudo para dormir. E aí com essa eh eh esse esforço que você faz para querer dormir, você acaba não conseguindo dormir também. Você sabe que esse é um assunto muito muito atual. Rú, as pessoas vêm eh tem um apelo daquilo que a tecnologia vai nos trazer. Eu acho que nós estamos muito afeitos a ganhar informações que a tecnologia nos traz. A gente foi treinado a ter um celular, a entender o que significa internet e tal. Esse momento que a gente vive agora é que essas tecnologias vê sendo cada vez mais exploradas. Mas o que a gente não tem ainda, e essa é uma é uma situação que o tempo vai nos mostrar, é como é que a validação dos registros desses equipamentos são feitas. Todos eles usam tecnologias avançadas, mas o que a gente não tem ainda são estudos que comparam com aquilo que é o que a gente chama em medicina, que é o o padrão ouro, ou seja, é aquilo que é o exame que melhor demonstra o que tá ali acontecendo e que por e que tem que ser validado por uma tecnologia nova. Então, a maioria desses desses eh wearables, eles vêm utilizando uma tecnologia nova, mas que ainda tão no processo de validação. Então eu não consigo substituir aquilo que é o tradicional, por mais que seja muito mais desconfortável, muito mais limitante, com uma fila de espera grande para fazer um exame que monitoriza o sono, trocar pura e simplesmente por uma tecnologia nova, até que realmente estudos científicos consigam demonstrar que aquela informação é exatamente a mesma. Então veja, nós estamos começando a trabalhar com as tecnologias. Tem algumas dessas empresas que realmente estão investindo em validação científica. Eu acho que daqui meses, anos, aí no máximo, talvez até a gente mude a forma de monitorizar o sono. Mas o que a gente tem hoje são informações ainda bastante falhas daquilo que vem acontecendo. Inclusive, você tocou num ponto muito interessante, porque surgiu até uma doença nova, a gente chama disso de ortossônia, que são aqueles tão preocupados em se monitorizar que acabam não dormindo porque eles querem controlar aquilo que o registro traz. Eu já tive que atender casos nos últimos tempos que chegam assim: "Olha, tenho usado o meu smartwatch e ele mostra que eu tô fazendo menos tempo rein do que o normal. Como é que eu faço para melhorar o tempo reino?" Bom, que queixa que você tem? Qual qual que é a sua vida na qualidade de vida, como é que anda? Um monte de outras coisas de nenhum impacto clínico significativo. E aí o que a gente traz é como é que essa informação foi coletada. Será que isso realmente é o que você tem ou é o que o aparelho vem mostrando e como isso te traz uma preocupação que na verdade não tem uma justificativa para daí acontecer, né? E o sono, aí sim a gente enquadra o sono como um hábito que tem que ser cultivado de uma forma adequada. E cultivar um hábito nem sempre dá para ter as métricas que a gente gostaria de colocar como algo que realmente faz a diferença, né? Então, a performance intelectual, todas essas outras coisas. são muito difíceis de medir, mas quando a gente tenta colocar métricas e principalmente não validadas, talvez a gente crie um outro tipo de problema. Exatamente. Um outro tipo de problema. E eu posso falar para você que é um problema mesmo. E eu abandonei o reloginho porque eh ele me colocava ali quando acordava de manhã, eu ia olhar só no reinem 40 minutos. Daí eu falo: "Gente, mas eu não tô conseguindo dormir". Mas eu tinha dormido a noite toda e aí eu me apegava a àquele tempo que o relógio estava me mostrando. E aquilo foi me incomodando, sabe? Foi me incomodando, tipo assim, eu não tô descansando. O relógio tá dizendo para mim que eu não tô descansando. Olha só como causa outras situações que vão impactando a nossa vida. Aí eu peguei e simplesmente abandonei o relógio, fecho meus olhos e durmo e acordo bem e tá tudo certo, né? Porque se a gente for ficar pegada nisso também, né, Tábita, a gente pode desenvolver mais uma vez. a gente vai lá na saúde mental e traz aquela ansiedade e a ansiedade com com sono não combinam. Aí você vai ficar contando as horas, você não consegue dormir. E aí eu já me me peguei assim, poxa, eu tenho que levantar 5 horas, então agora é 1 da manhã e eu tenho mais uma, duas, 3, 4, cormir. Quem nunca fez isso? E aí você olha pro relógio e o relógio fala que você não tá dormindo, acaba meio que ficando confuso e aí o dia é impactado, né, por essa dúvida, por essa perturbação aí que você tem por não estar cumprindo de repente um sono rank que é o sono de qualidade, mas isso quem disse para você é o relógio. Então a gente tem que se atentar com isso também, não é exatamente o sono. Eu gosto de sempre falar para meus pacientes que o sono é entrega. [limpando a garganta] Entrega. Perfeito, né? Então, a partir do momento que a gente não, a gente precisa ter o controle, como a gente quer controlar passos, a gente quer controlar o que come, a gente quer e que é importante, lógico, a gente monitorar e saber o quanto que a gente tá caminhando e andando, mas o controle sobre isso, né? O controle sobre ai, eu tenho que ter tanto tempo de rein e eu sempre faço uma pergunta muito importante para você que usa o relógio. Qual é a função desse relógio para você, né? Porque assim, se esse relógio ele tá tendo uma função que é de gerar ansiedade, de que você faça tenha de fato isso, ele tá mais prejudicando você do que te ajudando. A ideia é você acordar e refletir. Estou bem, tô descansada, como eu tô me sentindo hoje, né? Essa é a principal e a maior métrica que a gente pode ter. É a sensação de de como a gente tá. Se eu acordo, se eu durmo por 10 horas e eu acordo cansado, alguma coisa também não tá boa. Então, lógico que o tempo ele é muito importante, mas a qualidade de como eu tô dormindo é essencial, é fundamental. Muito bem. Agora, doutora, eh essa questão da luz azul, né? Porque muita gente fala eh que não consegue dormir direito por conta que vai pegar o celular deitado ali na cama, fica rolando a tela, fica com recebendo aquela dopamina barata, daí tem a luz azul e o sono literalmente ele desaparece. E aí a pessoa pensa, não vou ficar com o celular que daí eu vou sentir sono. Não, não sente sono. A luz azul e o impacto no nosso sono, doutor, por favor. Então são são hábitos, né, que o mundo moderno vai nos dando, né? E olha que coisa impressionante isso. A gente quando tem alguns estudiosos, né, que falam que o sono começou a piorar quando alguém criou a luz elétrica. Aí você fala assim: "Puxa vida, como é que pode ter piorado alguma coisa depois que criou a luz elétrica, né? Mas aí você pensa intensidade da luz e várias outras coisas. Bom, a gente sincroniza o claro e o escuro. E um dos mecanismos sincronizadores disso, né, a gente usa o nome, chama Z Gabers, a gente tem a temperatura, a luminosidade, então, lembra, a gente dorme melhor quando tá um pouco mais frio do que quando tá muito mais quente. Então, tem vários outros aspectos que entram dentro do contexto. Mas um dos grandes sincronizadores disso é um hormônio que todo mundo já tem no organismo que chama melatonina. Então esse é um hormônio que fica inibido ao longo do dia, à medida que a luminosidade vai acontecendo. Quando a luminosidade vai diminuindo, esse hormônio é liberado, fazendo com que a gente comece a ter o início daquilo que significa lentificação e início do sono. Bom, à medida que eu coloco luz externa ou uma luz artificial, eu consigo novamente voltar a inibir esse hormônio que é sincronizador de alguma maneira e faz com que o início do meu sono possa ir acontecer. Já comecei meu sono e aí eu retomo a capacidade de raciocinar, de decidir, de olhar, porque eu tô apenas olhando uma informação que acabou de chegou de chegar pelo WhatsApp. Eu tô reativando todos os mecanismos que fazem tudo isso vir a funcionar. Ou seja, além da luminosidade e as telas realmente têm essa potência muito grande, né? Em geral, uma luminosidade que consegue realmente inibir a liberação desses hormônios. Também a questão de concentração vai reativar estruturas do nosso cótex cerebral que estavam inativas durante o sono, né? Lembra que o sono é uma função específica do organismo que deixa áreas muito ativas para funções de recuperação, mas áreas do raciocínio que ficam muito inativas. Você vê, para eu dormir bem, eu preciso ter um ambiente preparado para isso. Não pode ter muito barulho, não pode ter muito ruído, não pode ter muita luminosidade, tem que ter uma temperatura aí adequada. Tudo isso modula o meu sono. Mas veja que durante o sono eu tô deixando de responder aos estímulos externos. Então, continua tendo barulho. Eu eu não vou trabalhar com esse ruído que me faça aí acontecer. Tudo bem, dá para modular algumas coisas que são mais importantes quando tem risco. A mãe que toma conta de um bebê que chora específico, olha como tem modulações, né? Mas essa é uma situação muito objetiva. Então a ideia é que no momento que eu me destino a dormir, né, eu tenho que realmente controlar os estímulos externos e não responder aos estímulos externos, porque aí eu deixo de dormir. Então é um pouco dessa situação que a gente leva em conta e lógico, o número de horas é importante, mas a qualidade também é importante. Eu acho que tem um tópico que depois em algum momento a gente vai ter que focar, que são doenças que também podem acontecer durante o período do sono, que também fazem isso acontecer. Então veja, são duas coisas importantes, o número de horas e a qualidade. E a gente interfere demais na questão do número de horas de forma voluntária e também eh não regulando as atividades que a gente vai ter durante o período de soma. Excelente, doutor. Guarata, por que que é tão difícil, tão difícil a gente desligar, né, e ir paraa cama mesmo, ã, entendendo e sentindo, né, os sinais claros de cansaço do nosso corpo? Por que que a gente procrastina o sono eh com um celular, com uma série ou com um tempo de liberdade, né? um tempo que a gente acha que está tendo liberdade, que é a noite que foi feita para dormir e a gente acaba procrastinando esse sono. Sim, isso tem muito a ver com a ansiedade também, né? Um fator ansioso, né? Então assim, a cabeça, o pensamento acelerado, aquela mente que não desliga, aquela pessoa, né? Muitas pessoas chegam e falam assim: "Nossa, eu vou pra cama e aí começo a pensar em tudo que eu tenho que fazer no dia". É, e aí vai lembrando de tudo que tem que fazer. E aí é a grande, o grande desafio é e eu acho que assim é a gente pensar que o sono ele ele é um processo, ele começa quando a gente acorda, né? A partir do momento que eu acordo, eu tô me trabalhando para poder dormir bem na noite seguinte. Então para eu chegar bem, para dormir bem, eu preciso ter um dia bom. É o ideal. Nem sempre é possível. Então assim, ter trabalhar estratégias para lidar com ansiedade, para poder diminuir essas preocupações que ficam eh correndo a cabeça e lógico, ah, eu tento não pensar e eu pioro o meu pensamento. É sempre assim. A ideia é a gente entender o que que tá acontecendo, a gente olhar pra gente entender quais são esses pensamentos, pôr eles para fora, né? seja através de anotações, fazer um um checklist pro dia seguinte para não esquecer, diminuir ali aquele aspecto ansioso e criar o que a gente pode chamar de ritual de sono também, algo que que você vai dando sinais pro seu corpo que tá chegando a hora de dormir. Então você vai desacelerando, a própria tela é um estimulante, ela não tem só o celular, ele não tem só o fator da luminosidade que ele afeta o sono, mas ele também mexe com as nossas emoções. A notícia que eu vejo no celular pode mexer muito com o meu sono, porque às vezes eu vou ficar preocupada, é política, é qualquer situação e de repente é um acidente que eu vejo na na rede social e também eu sou estimulada por aquilo, como você falou, a dopamina barata que a gente tá ali. Então o nosso corpo procura isso. Quanto mais a gente puder fazer atividades que sejam prazerosas, mas que não sejam estimulantes, isso pode ajudar para que você possa adormecer com qualidade também. Excelente. Muito bom. Doutor, sobre as doenças, né, que podem vir a surgir com essa privação do sono, com a procrastinação, né, noturna? Eh, às vezes eu vou fazer alguma atividade à noite e deixar para dormir mais tarde, então com essa atividade eu vou perder. Aí eu acho que estou ganhando, né, qualidade de vida, mas eu estou acabo perdendo as minhas horas de sono. O que que o doutor pode colocar pra gente em relacionado às doenças mesmo, né, que podem acontecer aí em um espaço não tão longo, porque quanto imagina você uma semana eh 15 dias, um mês, perdendo 2, 3 horas de sono por dia, por noite, né? Isso eh chega no final do mês, tem um volume muito grande e não tem como recuperar. Tem gente que fala assim: "Vou dormir o final de semana todo para recuperar aí o sono que eu perdi durante a semana, né? As minhas horas de sono aí que eu eh eh perdi. Isso recupera mesmo? Será, doutor? Então, é muito claro dentro desse aspecto daquilo que a gente chama de regulação do do organismo, né? O o tema que a gente usa chama homeostase. Homeostase faz com que eu funcione adequadamente com todas as minhas funções. Vamos dar um exemplo na regulação dos açúcares que a gente tem no sangue. Então vamos lá. O excesso de açúcar no sangue pode significar um aumento de glicemia e eu posso ter um descontrole disso em função eh de tá domindo menos horas. Ou seja, eu vou ficar com algo que a gente chama de dissurio metabólico. O meu açúcar vai ficar mais aumentado porque a minha insulina tá dando muito menos conta daquilo que deveria porque eu tô dormindo menos horas. Então essa coisa de regulação do organismo funciona também nesse aspecto. Durante o período que eu durmo, logo na manhã eu tenho a a liberação de algo que a gente chama de cortisol. O cortisol endógeno ele se ele faz várias situações de regulação do organismo. Se eu faço menos sono de onda lenta, que é aquele que a gente chama de N3, que é no primeiro, que é logo ao primeiro terço ali da noite, eu realmente tendo a ficar muito mais desregulado e eu vou ganhando outras doenças em função disso. Puxa, mas essa noite eu não dormi todas as horas que eu iria ter. Ah, então eu faço uma compensação. Então dá a impressão que o organismo tem uma calculadora, né? Mais e menos, mais e menos, mas o ciclos que eu tenho que resolver são as minhas 24 horas. Se eu não resolvi nas minhas 24 horas, a tendência é de que isso realmente gere. Então, o quais são os mais frequentes e o que a gente leva realmente em conta? A parte metabólica, eu vou criar uma situação contra eu mesmo, né? Porque o meu açúcar do sangue fica descompensado, eu posso ganhar algo que chama um descontrole de grelina, que faz com que eu me alimente de uma forma inadequada. Lembra de uma noite de sono menor? No outro dia, a sua ingesta tende a ser cada vez maior e cada vez mais direcionada para alguns tipos de alimentos que teoricamente não são os mais saudáveis. A gente raciocina menos até para escolher a comida que a gente vai utilizar. Então, olha quantos fatores imbricados existem dentro de uma situação que a gente fala de regulação interna. O problema é que também existem outras doenças concomitantes não apenas ao número de horas de sono. Existe cada vez mais estudado um quadro que a gente dá o nome de comisa. A comisa é a pneia do sono associado com insônia. A insônia é essa história de dormir menos horas. A insônia pode ser porque eu tô tirando, né? E a gente vai dando nomes. Então tem privação do sono, restrição do sono, que são voluntárias. Mas aí eu tenho também as as patologias que fazem com que eu não durma. Então eu tenho a insônia, que pode ser logo eu deito e não consigo desligar, como a gente já explorou, aqueles que despertam e realmente têm dificuldade em continuar aí a dormir. Só que entremeado a isso tudo, tem momentos que eu posso fazer um esforço respiratório muito maior. Alguém pode descrever que eu ronco, mas as pessoas dormem sozinhas e nem sempre sabem que alguém descreveu que ronca. Mas na verdade, pior do que roncar, eu tenho uma pineia do sono, que também faz com que eu desperte e faz com que eu tenha dificuldade para retomar as minhas horas de somo. Então, veja como uma coisa vai somando com a outra e aí também o número de horas de sono vai ficando menor. Então, eu tenho a questão pura e simples do número de horas, restrição e privação, como eu também tenho doenças que podem fazer com que a dificuldade em manifestar as horas de sono também aconteçam. Por isso que acaba sendo uma necessidade em sono de você trabalhar em grupos multidisciplinares, multiprofissionais, para que a gente realmente consiga aí abordar a saúde do sono com todas as implicações, né? E olha que são muitas implicações, né? E muitas coisas. E aí em sono a gente sempre diz isso, eu consigo diagnosticar e consigo tratar. Por que que a gente não faz isso antes de alguma coisa muito mais grave aí acontecer? um infarto, eh, um derrame, um AVC, você ficar diabético, ter um aumento de peso. Então, essa coisa da conscientização em sono é aquilo que a gente traz via as campanhas que a gente tem, tudo para realmente mostrar essa importância. Veja quanto você tá nos ajudando a mostrar isso tudo, né? Ai, que maravilha, né? A gente agradece demais a participação de vocês aqui, porque eh são especialistas, né? e trazem pra gente uma orientação de algo que pra gente é natural, tá acontecendo. Ah, perdi um um uma hora eh essa noite, aí a noite que vem mais uma e mais uma, mas no final do mês quantas horas foram e como que isso mexe com o meu organismo? E aí na correria do dia a dia, Tábita, será que a gente eh tem aí o problema da falta, né, de tempo ou a gente não está sabendo estabelecer limites entre trabalho, lazer, eh um um ósseo criativo dentro do nosso dia que tem 24 horas, mas dentro dessas 24 horas nós precisamos ter aí entre aspas, às 8 horas de sono, né? Será que a gente perdeu um pouquinho o equilíbrio de estabelecer o nosso limite, de entender o que o nosso corpo está dizendo? E aí o corpo diz uma coisa, a cabeça pensa outra? O corpo tá cansado, mas a cabeça diz assim: "Não, pera lá, eu trabalhei o dia todo, então eu vou duas horinhas que eu dormi eh mais tarde, não vai dar problema nenhum. Então eu vou fazer o que eu quero fazer. Eu vou sentir essa liberdade que eu preciso sentir que eu não tenho durante o dia por conta dos meus afazeres e aí a madrugada tá tudo mais tranquilo. Então eu estou livre, né, para fazer o que eu quiser. Será que é uma falta de equilíbrio que a gente tá tendo por conta dessa vida corrida, eh, que o mundo nos impõe hoje? Sim, eu percebo que tem muito isso quando eu vejo dentro do consultório eh esse impacto do da da não digo nem da questão do limite, porque às vezes nem a pessoa percebe que ela não não tá colocando limite. Muitas vezes é a despriorização, né? Eu eu vou priorizando outras coisas que não seja o meu cuidado, né? Porque o sono ele faz parte de uma prioridade de saúde também, né? deveria estar ali dentro dos pilares de cuidado, da mesma forma como eu olho pra minha alimentação, da mesma hora, da mesma forma como eu penso e preciso fazer uma academia, uma atividade física, o sono ele tá ali, ele é um pilar tão essencial como qualquer outro, né? Mas a gente desprioriza eh eh o sono, porque até culturalmente a gente não tem, né, esse olhar pro sono que é o olhar do da saúde, né? vejo isso muito recente, né? A gente tem uma cobrança, uma sociedade que cobra, né? Que cobra você eh você madrugar, você tá sempre [limpando a garganta] ligado, sempre em alerta, né? E e isso o nosso corpo lhe responde e a gente vai deixando a gente de lado. O que eu gosto sempre de propor, e eu quero propor para vocês também é que ao longo do dia que vocês tenham, mesmo com atividades que vocês tenham, não, a ideia não é vocês deixarem as atividades, mas é vocês criarem espaços, mesmo que sejam pequenos, para que vocês possam se olhar, né? que vocês possam ter pequenos momentos em que você dê atenção para vocês, essa atenção que a gente tenta dar à noite, que é falar assim: "Ah, eu preciso de um tempo para mim, tenha um tempo para você." E esse tempo pode ser 5, 10 minutinhos, que às vezes a gente para um pouquinho, respira, consegue se se se olhar, né? E aí a gente retoma o que vai fazer, né? Então assim, é possível dentro do do nosso dia a dia, é só a gente organizar, né, que vai caber. A gente não precisa deixar o sono para depois. Precisamos de organização. E aí quando a Tábita fala o dia do dia, eu quero perguntar pro doutor, igual final de semana, doutor, eu vou dormir aí o dia todo no domingo, né? Esse sono do dia, ele é revigorante assim como o sono da noite, doutor? Tem diferença dormir durante o dia e dormir eh durante a noite? Então, eh o aí a gente tem que lembrar um pouco dessa história dos ciclos de sono, né? Um ciclo de sono completo, ele dura de 60 a 90 minutos. e tava muito em voga aí nos últimos tempos, né, com Copa do Mundo e tal, desses atletas de performance que acabam utilizando algumas ideias dessa história de dividir os ciclos de sono ao longo de um determinado tempo. E isso pode ser que na performance que eles têm para esporte, porque é de alto impacto, né, de alta de alta eh sustentabilidade em alguns aspectos de revigorar, pode ser que seja encaixado. No nossa, na nossa prática, o grande ponto é você roubar horas de sono da noite dormindo durante o dia e você não conseguir desempenhar o número número mínimo de horas que você faz à noite. Então, para quem imagina fazer um cochilo, um cochilo é, ele não pode passar de 30 minutos porque eu tenho um risco de chegar numa fase mais profunda do sono e a depender da sensibilidade individual, eu vou tirar esse horário que é da noite. Então, para alguém que já tem um problema de iniciar e manter o sono, isso pode ser uma dificuldade extra que eu tô gerando para eu mesmo. Por outro lado, aquele que pensa em fazer uma compensação daquilo que não aconteceu durante a semana e ele vai aumentar o número de horas ao final de semana, vai depender muito do número de ciclos de sono que ele acaba fazendo. Mas aquela coisa da calculadora que eu tenho para conseguir fazer isso acontecer e compensar ciclos biológicos, a tendência é que isso não é reparador. Teve um único estudo que saiu há pouco tempo atrás mostrando que talvez isso faça uma compensação, mas é uma análise de muito curto prazo, então a gente não tem isso mostrando que realmente é um fator compensatório, né? Então, qual é a nossa orientação? Olha, eh, eu sempre proponho uma experiência pros casos que eu que eu atendo, que é a história de tentar dormir uma hora mais cedo do que o habitual que ele faz. Então vamos lá, vamos experimentar alguma coisa nova. Experimentar alguma coisa nova é mude os seus hábitos e se dê uma hora a mais. Como é que tá a performance no outro dia? E isso talvez seja um fator muito mais interessante, né, do que a gente aumentar o número de horas no final de semana. Bom, mas aí é alguém que trabalha, que estuda, que tem tudo tão regulado e que realmente o final de semana é quando tem algum tempo para isso acontecer. dizer o seguinte, olha, pelo menos tente ter uma regularidade nisso e que esse sono ele possa ir a acontecer de uma forma que seja contínua, que você não tenha que interrompê-lo a cada 30, 60 minutos ou que você possa ter 2 horas ou 3 horas para que os ciclos de sono mais ou menos tendam a acontecer no período que você se deu novamente a dormir, tá? Mesmo não sendo o ideal. Muito bem. Então, aí, ó, até que vale, né, dormir aí no final de semana, pegar um domingo e dormir um umas 3 horas, 4 horas. Será que você consegue? Só que o grande problema é dormiu de dia, pode ser que você não sinta sono à noite e aí isso vai virando uma bola de neve. Então, a gente tem que cuidar aí do nosso relógio biológico, né? Cuidar do nosso corpo e da nossa mente também. Agora 8:48, a produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas. Então, vamos lá. Vamos colocar as perguntas na tela. O pessoal de casa tá participando e querem saber. Vamos ver quais as dúvidas do pessoal de casa referente ao nosso tempo e ao nosso sono. Você tem roubado, né, horas de sono para viver um óscio, de repente para sentir a sensação de liberdade na madrugada, coisa que você não consegue ter durante o dia por conta dos seus afazeres. Manda pra gente. A Beatriz Moraes do Parque Prado tá conosco. Bom dia. Ela diz assim, ó, ela é uma pergunta. Existe um jeito de negociar melhor comigo mesma para não usar a madrugada como recompensa. E agora como é que a gente faz? Tem como, Tábita, negociar, a gente negociar conosco, né, para não usar a madrugada como recompensa? Sim, sim. É, acho que assim, é uma boa reflexão, Beatriz, eu acho que faz parte. Eh, e aí é um pouquinho do que a gente estava falando, revisita seu dia, né? Eu acho que isso é uma coisa muito importante e tenta encaixar isso durante o seu dia, do seu momento mais ativo, né? Que seja 10, 15 [limpando a garganta] minutos durante manhã ou depois que você almoça, tenha um tempinho para você, né? Se se dê esse tempo, se você merece esse tempo realmente, né? Mas assim, privar o seu sono para ter esse tempo é um prejuízo também. Então, tentar encaixar isso dentro daquilo da sua realidade, né? Exatamente. Mais uma pergunta pra gente na tela. Agora faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. Estamos ao vivo aqui. TV Câmara, Campinas, estúdio Câmara. Márcia Oliveira do Nova Europa. Dormir pouco durante a semana e tentar funcionar no café pode mascarar problemas mais sérios no corpo. É o famoso cafezinho. Doutor, por gentileza, esse café, né, tem despertado muita gente. Qual que é o impacto disso nas nossas vidas? Eh, a cafeína é um estimulante do sistema nervoso central. né? No geral, ele tem um efeito que é curto e não tem uma duração muito longa e também tem um efeito metabólico nisso, né? Quando o hábito e quanto a quantidade e tal, tem pessoas que têm uma alta sensibilidade à cafeína, principalmente na insônia, e que a gente recomenda que não tomem um café depois das 4 da tarde, porque isso pode atrapalhar o sono. Olha como isso é de sensibilidade individual, né? Mas a ideia de que você tá precisando mais café do que o habitual ou que você depende do café para se manter alerta, realmente é sinal que tem algo errado. E o algo errado tem que ser realmente avaliado nos em nesses dois aspectos, né? Tanto na questão do número de horas de sono como na qualidade do sono. O número de horas é isso, que hora que eu deito, que hora que eu levanto, o que que aconteceu ali à noite? Eu não tenho t tan tanta memória e é sempre difícil você descrever como é que foi a sua noite de sono, né? E essa coisa de que alguns fatores podem acontecer e a gente não tem a consciência, pode atrapalhar você relatar o que foi que houve. Mas isso é um bom sinal de alerta. Você depende de café de 30 em 30 minutos. É mais ou menos isso que a gente supõe que seja aí o efeito de uma de uma dose. Vai depender de dos, se é por infusão, se é expresso. Bom, todas essas coisas aqui podem variar. Mas o grande ponto é que tem algo errado e por isso vale a pena uma uma uma investigação, né? [limpando a garganta] Vocês têm ideia, existe já no já no Brasil uma área de atuação que a gente chama de atuação e medicina do sono. É uma praticamente uma especialidade, né? Eu tenho que ser especialista numa área para depois ser especialista em sono na área médica, né? E a gente tem 500 especialistas apenas no Brasil. é um número muito baixo, mas já tem quem consiga investigar isso de uma forma bem objetiva. E às vezes é exatamente isso que é necessário, conseguir olhar para aquilo que vem acontecendo no seu sono, porque às vezes o excesso do café é um sinal de alerta que tem algo muito errado e que tem que ser realmente tratado antes de que alguma coisa mais grave aí aconteça. Excelente, doutor. me faz lembrar eh um ciclo vicioso que a gente eh algumas pessoas, né, acabam eh eh tendo eh privam o o sono que era para dormir, né, roubam as horas de sono para ter aí essa liberdade, que é o nosso tema de hoje, né, sono e tempo. E aí vão pra cama, não conseguem dormir porque já passou, né, já passou aquela sensação de soninho gostosa, natural. E aí a pessoa acaba tomando o medicamento para dormir e aí a pessoa dorme pouco, acorda, acaba tomando um energético ou um medicamento para se manter acordado e isso vira um ciclo vicioso e vai virando uma bola de neve e isso vai explodir a qualquer momento. Gostaria que o doutor trouxesse pra gente também eh algo sobre o impacto, né? dessas desses essas fontes de energia, eh, como por exemplo, o café que foi falado agora, mas o energético aliado a um medicamento para dormir. Tem gente que toma melatonina, mas esquece que a melatonina é produzida pelo nosso corpo e que para a melonina ela funcionar, a gente precisa estar no escuro, né? Então, a pessoa toma melatonina, tem um sono ruim, acorda, precisa trabalhar, ingere um energético ou um medicamento para se manter acordada. O perigo disso, doutor, no nosso dia a dia. E você vê e aí olha como as coisas ficam distorcidas, né? Eu tenho depois algo para manter acordado, né? [limpando a garganta] Enquanto que se a gente regulasse adequadas, né? mais adequado, a gente não precisaria nem de algo para ir e nem para algo para se manter acordado, né? Então, energético ali é uma dose muito mais alta, principalmente de cafeína, o que pode aumentar a frequência cardíaca e te expor a um risco cardiovascular cada vez mais significativo. Tem outras drogas, né, de estimulantes do sistema nervoso central que são utilizadas por jovens até porque deixaram de ahã foram paraa balada e aí no outro dia tem que ir pra faculdade, tem que pra escola e acabam usando essas órgã para se manter aí acordado para não ter o efeito da privação de sono da noite anterior. Olha quantos riscos a gente coloca para pra gente mesmo para se manter mais ativo e para que a vida 24 horas acabe acontecendo. Infelizmente a gente não da melatonina para saber se ela tá mais baixa ou não do que o habitual, mas é uma droga fácil de você utilizar porque é um suplemento alimentar, então todo mundo pode utilizar. Só que a gente não tem ainda uma medida clara de quanto a longo prazo isso pode atrapalhar em outras coisas, né? Então, nós estamos vivendo uma epidemia do uso abusivo disso e que talvez daqui a alguns anos a gente descubra alguns impactos muito negativos, né? Então, a história de você precisar de medicamento para situações que são eh de hábito de você conseguir ter uma vida, né, de qualidade, e aí saiu há pouco tempo atrás os pilares aí que que a gente chama de liv life essentials, que realmente o oitavo item é o sono. Então, alimentação, atividade física, tudo aquilo que a gente precisa fazer, o sono foi incluído dentro dessa história. Então, realmente, eu acho que fica uma informação muito importante. Quanto cultivar o hábito de sono adequado faz diferença para pra nossa vida e que qualquer tipo de medicamento tem que ter um acompanhamento muito sério no sentido de utilização. Toda vez que você passa a fazer uso por conta própria, os riscos não foram muito bem explicados e a gente não tem o controle de outros fatores que possam realmente estar sendo envolvidos, focados e a gente não tá sentindo naquele momento esses impactos. Informação imprescindível, né? A gente precisa tomar cuidado com a automedicação e também com eh esses estimulantes que prometem eh nos manter acordados, né? Será que você tá acordado mesmo? Tá de olho aberto e tá acordado de verdade ou você está somente com o olho aberto, mas o seu corpo ele está, né, querendo dormir e você perde um pouquinho a noção das coisas, a noção do tempo, perde um pouquinho o raciocínio. A gente precisa cuidar com isso. Agora 8:57, a última pergunta do programa e aí a gente já vai para as considerações finais. Pode colocar na tela pra gente, por favor, produção, o que temos agora? Vamos ver quem participa com a gente, por gentileza. Vamos lá. O Rafael Nogueira do Cambuí. Eu sinto que dormir cedo me tira a única parte boa do dia. Como mudar essa relação emocional com a noite? É, eu já ouvi pessoas falarem assim, eh, algumas dizem: "A noite foi feita para dormir, né?" Outras dizem: "Dormir para quê, né? Se eu posso aproveitar e ser feliz?" É um momento que eu poderia estar dormindo. E aí, como é que a gente muda essa relação emocional com a noite? Tábita, é uma boa pergunta, Dom Rafael. Bom comentário também. Eu acho que assim, essa percepção que você tem, Rafael, pode ser também do seu funcionamento biológico, né? Existem pessoas que são mais vespertinas, tem pessoas que são matutinas e o vespertino, ele é aquele que funciona muito bem à noite, que de manhã não, né? Não conte com ele. Sim. E é e o matutino é a mesma coisa. Então, eh, entender o seu funcionamento biológico também é muito importante para você se organizar durante o dia, né? entender é é um processo de aceitação e é um processo de organização de como eu vou lidar com isso, porque embora eu possa funcionar muito bem à noite, mas eu eu preciso e dependo do relógio social, porque a vida ela acontece dentro de um de de horários que o matutino ele ele ele lida muito bem. Agora o vespertino ele acaba sofrendo porque às vezes ele tem que acordar muito cedo, né? É aquela coisa, eu gosto da noite, mas nossa, preciso acordar 5:30 da manhã, 6 horas da manhã, eu já tô sofrendo durante uma semana para quando isso vai acontecer. Então, eh gerenciar isso de uma forma que você consiga ter uma boa qualidade de vida, um bom aproveitamento do seu dia e também olhar para isso e entender assim o quanto desse momento da noite de fato precisa acontecer naquele naquela hora assim, ai eu tenho que fazer isso às 11 da noite, né? Ou eu ou eu tenho que ou eu gostaria que, né? Hum. E trabalhar essa questão que é um pouco da crença que a gente fala dentro da psicologia. Muito bem. Agora 8:59. Dá tempo para mais uma? Se der, pode colocar na tela. Manda ver aí, pessoal, participando com a gente. Estamos falando do sono. É algo bem curioso, todo mundo tem e eh curiosidade de saber como funcionamos, né? Principalmente a questão do sono. Será que se eu perder uma hora de sono por noite ah, eu chego no final de semana, tô muito cansado. Será que se eu dormir aí o sábado todo eu vou recuperar o meu sono, né? Então as respostas estão aqui neste programa de hoje, já tá disponível lá no YouTube, tá? Você pode pegar já e compartilhar com as pessoas aí do seu convívio. André Luiz do Guanabara, trabalhar até a tarde no computador muda o sono mesmo quando a pessoa desliga a tela e dorme logo em seguida? Hum. Doutor, essa pergunta do André Luiz, né? o computador, trabalhar até tarde. Às vezes a gente perde um pouquinho a noção do tempo quando a gente tá trabalhando na frente do computador, principalmente quem trabalha em home office. Então, e veja quanto isso também é de uma sensibilidade individual, né, Rubel? Eu tenho uma, eu tenho eh gente que desliga automaticamente algo e o sono vai iniciar sem nenhuma latência, que é o tempo que leva para começar o sono. Mas isso é muito individual. Então eu tenho que adaptar isso, o individual em em cada um, né? Então o que o que foi exposto mesmo sobre eu ser mais matutino, vespertino e tal, realmente são eh individualidades que a gente tem que levar em conta. Tratar sono é sempre olhar muito pro individual. Toda vez que eu quero colocar todo mundo da mesma maneira, eu corro um risco de não tratar. O problema é que os ciclos eh sociais que a gente vive hoje em dia, todo mundo tem que trabalhar logo de manhã. vai ter que fazer. Então isso atrapalha muito inclusive em desempenho. A gente tem algumas ações que a gente tenta trazer via a a via no o sentido de mudar alguns horários, inclusive escolares. Talvez começar as aulas um pouco mais tarde seja muito mais adequado pros adolescentes. Então essa coisa de que alguém vai trabalhar até mais tarde, desliga e vai dormir, precisa ver o número de horas que ele leva de trabalho e quantas horas ele tem. a dormir, mas não que necessariamente isso seja um problema para todo mundo, mas o que eu sempre tento esclarecer é que vale a pena a gente criar um hábito e esse hábito ele ser cultuado. Então a gente tem um ritual para ir dormir. Que hora que eu desligo o computador? Que hora que eu desligo a rede social? Como é que eu cultuo esse hábito para que o meu sono adequado? Tem pessoas que esperem que esperam ser vencidas pelo cansaço para ir dormir. Então é é aquela coisa, eu tô com sono, mas eu tô esperando alguma coisa aí acontecer para que o sono inicie, para que eu vá. Tem uns que não traz nenhum tipo de problema e tem outros que isso realmente no futuro pode trazer um problema que é significativo. Então individualizar é o que realmente vai fazer a diferença. Excelente, doutor. Nossa, a gente falamos aí sobre o nosso tempo e o nosso sono. Tempo cada vez escasso e sono muito preciso para que a gente possa eh nos regular e funcionar bem no outro dia, né? E aqui muitas dicas e informações interessantes paraa gente aplicar no nosso dia a dia também. A gente tá chegando ao final do nosso programa. Eu gostaria de agradecer demais a presença, né, da nossa psicóloga do sono, a Tábita. muito obrigada pela sua participação, considerações finais, por favor, deixa uma dica aí para essa turma que de repente eh tá trocando, né, o dia pela noite, a noite pelo dia, ou então está procrastinando o sono, roubando algumas horinhas de sono e isso pode ter um impacto muito grande lá na frente, como a gente já viu aqui hoje no programa. Muito obrigada pela sua participação, viu? Eu que agradeço. Agradeço a todos que participaram também, que mandaram mensagem, os que não mandaram, acho que podem mandar ainda depois. Sim, a câmera responde para vocês. Eh, foi um prazer táar aqui. E assim, acho que o mais importante que a gente tem para pensar e para olhar é que realmente, como o doutor falou, o sono ele tem características individuais, né? Não dá pra gente colocar todo mundo dentro de um mesmo eh quadrado e falar acontece desse jeito, tem que ser assim, né? Então, a gente tem as referências e as referências elas são importantes para guiar uma população, né? Mas se você entende que você tá com seu sono prejudicado, que você acorda cansado, que você não se sente disposto durante o dia ou que você tem dificuldade para iniciar o sono, é muito importante que você procure uma avaliação de saúde. Vá num médico, né? Procure uma avaliação, procure, faça terapia, né? Porque quando a gente fala de son, a gente tem os aspectos fisiológicos que precisam ser olhados em primeiro lugar sempre, mas a gente tem muitos aspectos que são dos nossos pensamentos, da forma como a gente se relaciona com o sono e com o nosso dia, que é muito importante a gente trabalhar, que mexe com a ansiedade, que mexe com a depressão, que muitas vezes a gente tá com estress no trabalho muito grande, em burnout, muitas pessoas com uma sobrecarga de de trabalho de vida, né, de atribuições na vida e que faz com que a gente não caiba nessa vida, né? E como é que o que que tá acontecendo pra gente não caber dentro desse tempo que a gente tem disponível e como é que a gente faz pra gente se organizar, pra gente ter tempo pra gente, né? Acho que isso é o mais importante. Então, procurem ajuda profissional, isso é o mais importante. Uau, maravilhosa, Tábita, muito obrigada mais uma vez pela sua presença. A gente agradece também imensamente a participação do do Dr. eh Edilson. Obrigada, doutor, por disponibilizar um pouco do seu tempo, né, para nos orientar sobre algo que deveria ser natural, mas que já não está mais natural, que é o sono, né? Muita gente perdendo noites de sono, muita gente tentando driblar o sono, muita gente induzindo o sono com medicamento, depois induzindo, ficar acordado também com alguns medicamentos. E a gente precisa entender que nós precisamos descansar, porque a gente precisa funcionar no outro dia. E é para isso que nós temos o sono, que é algo tão natural e a gente acaba complicando. Muito obrigada pela sua participação e pelas orientações. Doutor, eu que fico grato, né, porque falar do sono me deixa muito feliz, né? Eu acho que essa é uma essa é uma é uma é uma opção fantástica de você trazer esse tema. E eu acho que sono é muito disso, é muito de conscientização, é muito de entender o porquê da importância de a gente cultivar o sono como um hábito adequado à nossa saúde. A saúde é completa quando quando a gente tem todos os aspectos envolvidos, né, mental, intelectual, alimentação, eh as doenças que a gente trata, mas cultivar o sono enquanto um hábito adequado realmente é muito importante. E tudo aquilo que nos traz modificações aí na vida e quanto a gente viveu essas mudanças em tecnologia, fazem com que essa atenção tenha que ser redobrada, porque são tantas coisas novas que a gente precisa de tempo para poder assimilar e a gente tira o tempo de onde realmente não é um tempo que tá ocioso, né? O sono ele é uma função fisiológica. A gente não dorme porque a gente eh quer ou porque a gente não tem outra coisa para fazer. a gente dorme porque realmente é o organismo trabalhando para que o funcionamento fique mais adequado. Quando a gente muda e conceitua isso eh de forma mais adequada, faz com que essa possibilidade de dizer assim: "Olha, é um hábito que eu tenho que cultuar e podem ter problemas que eu realmente preciso procurar entender o que significa". Então tem muito sono durante o dia, você ter dificuldade para raciocinar em alguns horários, você ter aquela situação de de cochilar ao longo ali do dia. Isso precisa de uma investigação, né? E essa investigação, ela pode ser feita de uma maneira clara, objetiva e realmente diagnosticando e tratando isso de uma forma bem ampla, né? Porque toda vez que a gente vai abordar sono tem que ser algo realmente muito amplo e trazendo realmente critérios adequados para que a gente possa entender isso. A automedicação realmente é uma preocupação em sono. Então, agradeço muito essa oportunidade porque falar do sono é sempre algo importante pra vida de todos nós. Nós que agradecemos a sua disponibilidade e o compartilhamento do seu conhecimento conosco, doutor. Muito obrigada mais uma vez e agradecemos também você aí de casa que participa, que está conosco de segunda a sexta, a partir das 8 da manhã, sempre ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. a gente vai aprendendo, né, tantas coisas aí do nosso dia a dia que às vezes nós eh entendemos que de repente não faz sentido, mas que traz um impacto na nossa vida e a gente precisa eh fazer um equilíbrio para que a gente possa seguir de uma maneira mais leve. Gente, estúdio Câmara volta amanhã a partir das 8 da manhã [música] e mais uma edição para você. Eh, eu quero lembrar também que hoje ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro e a programação da TV Câmara Campinas segue sempre, né, realizada com muita dedicação, muito profissionalismo e muito carinho de toda a nossa equipe do grupo Mais especialmente para você que tá aí do outro lado. Um grande abraço, fique bem e até amanhã, se Deus quiser. Ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música] A cada ano eu tenho a oportunidade de transformar o inverno de alguém. Um agasalho sem uso [música] pode ganhar uma nova história. Se não tô usando, tô doando. Campanha do agasalho 2026. Presente.