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Estúdio Câmara | ‘se Não For do Jeito Que Eu Faço, Não Está Bom’
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Estúdio Câmara | ‘se Não For do Jeito Que Eu Faço, Não Está Bom’

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Resumo editorial

O programa discute a mentalidade de quem centraliza tarefas acreditando que seu método é o único correto, gerando sofrimento próprio e alheio. Utilizando perspectivas da psicologia e neurociência, explora como a necessidade excessiva de controle e o perfeccionismo impactam os relacionamentos e a saúde mental. Propõe a importância da flexibilidade e da aceitação de caminhos diferentes para alcançar os mesmos objetivos.

Descrição do vídeo

Se não for do meu jeito, não está bom: a frase que resume quem centraliza tudo porque acha que 'ninguém faz direito' é o ponto de partida do Estúdio Câmara desta quinta-feira, 15 de outubro, Dia do Professor. Convidados no estúdio discutem com a apresentadora até onde a busca por perfeição vira controle excessivo, e o que psicologia e neurociência dizem sobre mente sobrecarregada e medo de falhar por trás desse comportamento. O público participa por telefone com relatos de situações em que um trabalho foi invalidado por não seguir um padrão único. No encerramento, a apresentadora credita o resultado a o time que toca a produção diária da emissora, da reunião de pauta à edição final.

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Olá, Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando ao vivo, Estúdio Câmara no Ar, na manhã desta quinta-feira, dia 15 de outubro, dia do professor. Aquele abraço apertado para você, nosso mestre, para você que nos ensina, para você que nos acolhe e faz com que a gente acredite que nós somos capazes. Agora eu quero perguntar para você de casa, como é que você está? Tudo bem? Por aqui tudo ótimo, é um prazer ter a sua companhia. Hoje quero te convidar para aquela velha e famosa situação onde a pessoa bate no peito e diz se quer bem feito, faça você mesmo. Pois é, a nossa conversa de hoje é sobre isso. Já reparou como tem gente que sofre e faz os outros sofrerem simplesmente porque não conseguem aceitar que existem caminhos diferentes para chegar ao mesmo resultado? Sabe aquela mentalidade de deixa que eu faço porque ninguém faz direito? Então, centralizar tudo e achar que o seu método é o único que presta pode até parecer busca por perfeição. Mas a psicologia e a neurociência nos mostram tudo isso de um outro ângulo. Será que essa necessidade de controle esconde uma mente sobrecarregada ou até um medo de falhar? Até onde vai o limite entre ser alguém caprichoso e se tornar uma pessoa inflexível e insuportável no dia a dia? Uau, quem vai responder isso pra gente são os nossos convidados que já estão aqui no estúdio daqui a pouquinho vamos apresentá-los mas agora eu quero convidar você pra participar conosco compartilhe a sua experiência mande a sua dúvida de repente você já se sentiu assim numa situação em que alguém olha pra você e invalida o que você fez e ainda diz que você não fez bem feito mas nós somos pessoas diferentes será que nós precisamos fazer tudo igual? Será que isso existe mesmo? Então compartilha com a gente, 1997-829-3776, se você quiser mandar também uma dúvida, pode mandar, que daqui a pouquinho os nossos convidados vão responder você, combinado? Agora tem informação e daqui a pouquinho a previsão do tempo e já já vamos apresentar os convidados do programa de hoje. Olha gente, atenção, a Prefeitura de Campinas promove na próxima segunda-feira, dia 19, às 9h30 da manhã, uma palestra gratuita sobre as mudanças hormonais após os 40 anos e seus impactos na saúde íntima da mulher. O encontro será no Salão Vermelho do Paço Municipal, com orientações sobre vaginites e síndrome geniturinária da menopausa. A palestra será conduzida pela médica Iramis Maria Camerjo Solano e pela terapeuta Patrícia Toco. A participação é aberta às servidoras municipais e a todas as interessadas. Então, se você tem interesse sobre esse tema, sobre esse assunto, faça a sua inscrição. O link está disponível no site da Prefeitura. E mais uma informação chegando à Fundação Municipal para Educação Comunitária, FUMEC. Aqui em Campinas oferece aulas gratuitas de português para os imigrantes refugiados que vivem em Campinas. Atualmente são 96 alunos de 11 nacionalidades, distribuídos em quatro turmas. A maioria é haitiana. O curso tem duração aproximada de seis meses e aborda desde a comunicação em situações cotidianas até conteúdos gramáticos, além de promover a integração cultural. As aulas são realizadas no CEPROCAMP e também no Centro Educacional Unificado Thaís Fernanda Ribeiro, na Vila Esperança. As informações sobre as novas matrículas estão disponíveis nos sites da Prefeitura e também da FUMEC, tá bom? Se você é interessado, acesse, faça a sua inscrição e boa aula. Previsão do tempo chegando, vamos ver como é que fica o tempo hoje. Gente, o que foi aquilo ontem? Assustou muita gente aqui em Campinas, mas em São Paulo foi o caos total, né? O túnel lá do Vale do Angabaú quase submerso aí os carros e a gente precisa se atentar, porque hoje, de acordo com a previsão, nós temos solzinho agora de manhã, mas com muitas nuvens, à tarde pancada de chuva e à noite também com temporal, tá? Mínima 19, máxima 27 graus, a gente sabe que nós estamos aí sobre os efeitos do El Ninho e efeitos severos e que faz com que a gente fique em estado de alerta, tá bom? Então muita atenção aí você no trânsito, principalmente no período da tarde e da noite. Agora sim, voltamos para o nosso tema central. Bom, se não for do meu jeito, não está bom. Nossa, né? Que pesado. O que essa frase esconde será? Muitas vezes, uma necessidade absoluta de controle, uma insegurança disfarçada de excelência ou até mesmo a dificuldade de aceitar o ritmo do outro. O resultado disso quase sempre é a exaustão física e mental. A gente precisa entender essa rigidez comportamental e como lidar com ela. Por isso, a gente recebe aqui duas referências no assunto. Comigo no estúdio, a neuropsicopedagoga, especialista em psicanálise de educação e orientação familiar, Andressa Moraes. Bom dia, bem-vinda, Andressa. Bom dia, Rúbia, bom dia. É um prazer estar aqui com vocês, participar principalmente dessa pauta, né? Imagina conviver com alguém na família, um amigo, ambiente de trabalho, quando a pessoa tem toda essa rigidez. É, exatamente, né? A gente precisa ser mais maleável, mas a gente precisa aprender como ser mais maleável, então a gente vai aprender hoje, tá bom? Então fique atento aí, porque agora quero convidar o nosso, mais um, isso, mais um convidado, ele vem pelo Zoom, o psicólogo clínico especialista na abordagem cognitivo-comportamental e mestrando pela Universidade de São Francisco, Diego Merlin, ou Merlin, seja muito bem-vindo, Diego, bom dia! Bom dia, é Diego Merlin, mas pode ficar à vontade para me chamar do que vocês quiserem. Para mim é um prazer muito grande estar aqui com vocês. Agradeço de verdade essa oportunidade. Eu sei que a gente tem muito para conversar no dia de hoje. Maravilha! Olha só como nós estamos bem cercados, vamos dizer assim, porque nós temos dois profissionais que vão nos orientar sobre um tema que de repente acontece comigo, com você, no nosso dia a dia. A gente não consegue identificar. Então, vamos começar tentando identificar o perfeccionismo que existe e também a rigidez quando a pessoa se comporta dessa maneira. Vamos lá, Diego, começando com você. No consultório, lidando diretamente com a TCC, como que você costuma diferenciar um paciente que é simplesmente focado em uma excelência e aquele que já caiu na armadilha da inflexibilidade cognitiva? É muito interessante quando a gente toca nesses pontos, porque quando o paciente chega para a gente, a gente tem que entender qual é a função desse comportamento que ele está apresentando. Geralmente, o que ele traz para a gente? Será que ele traz, diante de alguma coisa, alguma preferência pessoal? Ou será que ele tem algum padrão elevado para aquilo que ele quer fazer? Ou será que ele tem alguma regra muito rígida, da qual ele não consegue sair dali? Ou será que ele quer manter, além de tudo, um controle interpessoal? Então a gente vai passando por esses tópicos e a gente precisa entender. Essa pessoa, ela prefere só fazer do jeito dela e dessa forma ela consegue, sei lá, de repente, dando um exemplo aqui, né? Um casal, eles precisam dobrar toalhas. Como que eles vão fazer essas toalhas serem dobradas? Será que eles vão conseguir o objetivo final da mesma forma? Ou será que um deles vai pegar e falar assim, não, no meu jeito é melhor. Mas se o objetivo é alcançado, por que a gente não pode, então, andar por essa preferência pessoal? Aí de repente uma outra pessoa pode chegar e pode falar, ah, eu tenho um padrão elevado sobre alguma coisa, né? Então ela quer fazer o quê? Ela quer dar o melhor e de repente a partir desse melhor ela fala, não, eu consigo revisar algumas coisas e fazer isso ainda melhor. Ou senão a pessoa pode vir com uma regra rígida também. Ela pode chegar e falar assim, olha, se não for do meu jeito não tá bom. E essa regra rígida é que tá o problema. Qual que é a função desse comportamento que a pessoa traz? Será que ela tem medo dessa crítica dos outros? Será que ela tem medo de falar, olha, eu não vou ser boa o suficiente? E aí isso ultrapassa aquilo que a pessoa tem como regra pessoal. Ela quer controlar os outros também. Então, além dela querer que faça do jeito dela, ela quer supervisionar, e se não fica do jeito dela, ela pede pra refazer. Uau! Convivência desafiadora, diríamos, eu acho, não é? Agora, Andressa, vamos lá. Trazendo para o seu campo de atuação. Muitas pessoas, de fato, confundem o tal do capricho com o controle. E qual que é o principal sinal do red flag, ou seja, o sinal de alerta, que mostra que o jeito que alguém faz as coisas virou, na verdade, uma questão de controle e de rigidez. Como é que a gente precisa se atentar diante dessa ação? Boa pergunta, Rúbia. É muito importante observar no convívio pessoal como estão as relações, se elas são harmoniosas e qual é a disponibilidade que a pessoa tem em flexibilizar aquela solicitação que ela faz, aquela forma como ela quer que execute uma determinada tarefa. Porque senão isso acaba comprometendo o convívio do dia a dia. Então, por exemplo, se é um ambiente de trabalho, é algo que exige um conhecimento técnico, é algo que existe um manual que deve ser seguido, porque tem profissões que precisam de fato que as tarefas sejam realizadas seguindo um manual. E tem outras que não, você consegue organizar ali dentro do seu bom senso, dentro da rotina de trabalho. Então, qual seria esse caso? Porque se é um caso mais técnico, a gente não consegue flexibilizar. Precisa que seja feito de uma determinada maneira Mas quando não é técnico É importante observar Por que a pessoa quer que seja feito exatamente daquela maneira Será que vai de fato comprometer esse trabalho Será que é algo que ela domina Mas já nessa métrica que ela mesma criou Ou é algo ali só para que ela tenha o controle A gente tem uma visão sobre controle bem distorcida porque a gente acha que tudo está no nosso controle, que nós temos o controle de tudo, mas a gente não tem o controle de nada. E a nossa cultura, ela costuma elogiar o perfeccionista. A gente acha bonito a pessoa ser detalhista, perfeitinha, nos mínimos detalhes, mas existe um preço invisível aí. Quando a pessoa deixa de buscar a excelência e passa a buscar o sofrimento, porque isso é sofrido tanto para ela, quanto para quem está ao redor dela. Então a gente precisa investigar a causa e a raiz. Aí a gente fala de ansiedade e de ego também. Vamos lá, Diego, por trás dessa frase clássica, se não for do meu jeito, não está bom. Na sua avaliação, o que pesa mais? Costuma ter mais orgulho e ego, ou no fundo pode ser até um medo do caos? O que a psicologia traz sobre esse tipo de personalidade? A gente precisa entender, quando a gente fala sobre esses parâmetros, o que de verdade está por trás disso. Será que essa pessoa tem medo dessa crítica? Será que esse ego, na realidade, não é um lugar onde ela, muitas vezes, tem como lugar onde ela é vista, como lugar onde ela é lembrada, como lugar onde, de alguma forma, ela foi já tida como referencial e ela não quer perder esse lugar? Ou será que, dentro de tudo isso, a gente precisa, de alguma forma, entender que essa pessoa, ela simplesmente não sabe fazer de outro jeito, ela não tem essa flexibilidade e ela acha que, Se fizer desse jeito, vai ser o melhor jeito e todas as pessoas têm que estar de acordo com aquilo que ela quer. Então, dentro da terapia cognitivo-comportamental, a gente vai passar por alguns lugares, a gente vai passar dentro de algumas coisas. Porque, assim, o perfeccionismo, ele não é simplesmente fazer o bem, né? Muitas vezes, para a pessoa, o errar é inaceitável. Muitas vezes, para a pessoa, ela precisa que o perfeccionismo seja dirigido ao outro também, Ela precisa que, muitas vezes, as pessoas estejam dentro de um padrão que ela considera correto. Então, assim, quando a pessoa chega no consultório, a gente nunca vai fazer a pergunta, quando a gente começa a conversar com essa pessoa, a gente nunca vai falar para ela assim, olha, por que você é assim? Mas a gente vai entender qual é a função que esse comportamento assume na vida dela. Muito bem. Agora, a Andressa que lida muito com orientação familiar e com desenvolvimento, o que costuma aparecer na infância ou então na criação de uma pessoa, Andressa, que vive nessa questão dessa crença rígida, de que só a pessoa faz o certo, só a pessoa faz aquilo que é correto. Como que isso interfere na criação, dentro do ambiente familiar? Olha, é muito importante entender que quando você está criando uma criança, um adolescente, a gente entende que é uma pessoa que você vem trazendo ali no seu convívio e vai passando uma determinada formação. Então é muito importante que essa criança, esse adolescente, eles consigam compreender que ali existe espaço para errar. que ali você pode ser quem você é e óbvio que você vai se aperfeiçoando, vai aumentando a sua gama de conhecimento mas assim, de uma maneira natural você, muitas vezes quando existe esse perfeccionismo em cima da criança, do adolescente, você acaba trazendo pra ele uma carga de ansiedade muito grande, porque ele entende que ele não tem aquele espaço pro aprendizado, e no aprendizado precisa ter esse espaço pra errar para analisar, recalcular ali o que você planejou, a sua rota, e através disso você vai construindo conhecimento. Então imagina que ambiente tenso, você está ali onde deveria ser o seu ambiente de acolhimento, e você não pode errar, porque você vai ser punido de alguma maneira, mesmo que seja verbalmente, mas é algo que traz consequências para a sua identidade, para os seus comportamentos de uma certa maneira a gente entende que vai se criando uma pessoa mais intimidada que não consegue ter aquela naturalidade nas relações, sabe? Isso é bem ruim para o desenvolvimento. Exatamente, faz todo sentido. E a gente precisa entender que rigidez não é um superpoder. E quando a gente fala dessa questão, se não for do meu jeito, não está bom não é um superpoder de organização a rigidez. É quase, na verdade, se a gente para para analisar com olhos dos psicólogos, é quase um pedido de socorro de uma mente, de repente, que esteja ansiosa, tentando criar uma falsa sensação de segurança. Porque a pessoa quer que tudo seja feito do jeito dela, para que ela tenha a sensação de estar no controle. É aquela história, se eu controlar até a forma como o prato é lavado, ou como o relatório é feito, nada de ruim vai me acontecer. É como se fosse um escudo que a pessoa cria, só que isso cansa, cansa quem trabalha, quem convive e cansa a própria pessoa que fica nesse ciclo vicioso. Como, Andressa, que a gente pode perceber que nós estamos sendo rígidos e tendo esse tipo de ação repetidamente e como é que a gente faz para poder quebrar essa rigidez? É muito importante observar a fluidez das relações, como que está sendo o seu convívio, porque quanto mais você vai nessa busca do perfeccionismo, mais você acaba pressionando outras pessoas que estão ao seu redor e vai deixando um clima mais difícil de se conviver, não fica harmonioso e começam a ter desentendimentos. E aí você começa a perceber que ou algumas pessoas vão se retrair, ou outras vão tentar se impor e também mostrar que elas têm uma visão, que elas também têm uma opinião. Cada pessoa é única, cada pessoa tem sua bagagem, sua experiência. Então, não é justo que você imponha a sua forma, porque se você mantivesse em posição, você vai trazer afastamento. Então, como manter boas relações no trabalho, trabalhar em equipe, se não é uma relação harmoniosa? Como manter um bom relacionamento familiar se você não está disposto a conversar? Então, as pessoas acabam ficando com receio, com medo de se aproximar ou de interagir com aquela pessoa, porque parece que tudo que eu faço não está correto. E aí vem aquela questão de invalidação, né, Diego? É bem isso, porque além da pessoa tomar essa sobrecarga para ela, ela simplesmente vai falar assim, está vendo? O outro não consegue fazer do meu jeito, então eu tenho que fazer tudo sozinha. Eu tenho que me sobrecarregar disso porque tem que ser do meu jeito. E necessariamente você invalida o outro. Agora imagina isso dentro de um ambiente de trabalho, dentro de casa, dentro de todas as relações. O quanto isso fica pesado. Por quê? Porque a pessoa, ela entra num ciclo. A primeira coisa que ela faz é ela controla. Depois, por controlar, ela sente até, sei lá, um alívio. Depois que ela conclui, que a maneira dela controlar flui, ela controla novamente, então ela não sai desse ciclo. Mas assim, quando ela não sai desse ciclo, ela não entende que o sofrimento é para o outro, porque isso dentro de uma relação desgasta, e sofrimento para ela também. Por quê? A partir dos dias que ela sobrecarrega, a partir dos dias que ela não consegue sair desse lugar, ela fica completamente inflexível e dentro dessa inflexibilidade, muitas vezes, vai ficando difícil conviver com essa pessoa. Isso traz sofrimento, então aquela pessoa, nossa, mas ninguém consegue conviver comigo, ninguém consegue, sei lá, de alguma forma entender o que eu tô falando, ou fazer do jeito que eu quero, Porque muitas vezes o jeito que a pessoa quer é uma preferência pessoal e não simplesmente a única maneira de ser feita. Exatamente, Diego. Quando a gente fala de ambientes de trabalho, a gente pode dar um exemplo aqui. O líder, ele reclama que a equipe é passiva, né? Mas foi ele quem, de repente, cortou a iniciativa da equipe. Então, esse ciclo precisa ser quebrado sem que a pessoa entre em crise. porque quando a pessoa que age dessa forma, ela percebe que já não é tão bem aceita, ela começa a sentir a frustração, a ansiedade, e são sentimentos e emoções que eles veem, por quê? Porque a pessoa, ela percebeu que ela está perdendo aquele falso controle que ela acha que tem. E aí, como que a gente trabalha com essa quebra desse ciclo, principalmente em locais corporativos? É interessante quando você fala sobre essa questão da liderança no ambiente de trabalho, por quê? Dá a impressão que esse líder, ele quer pequenos líderes também, assim, mas que sejam cópias dele, né? E essa não pode ser, isso não pode ser o objetivo final de uma liderança bem sucedida, por quê? O líder é bom para deixar uma equipe funcionando mesmo na ausência dele. Por quê? Porque o trabalho a ser feito, aquilo que tem que ser produzido, tem que estar tão bem delegado, tem que estar tão bem ajustado, que as coisas têm que funcionar sem a presença dele. Mas eu acho que um primeiro lugar para a gente prosseguir, para a gente tentar consertar essas coisas, a gente vai trabalhar para que a pessoa consiga, de alguma forma, delegar alguma coisa, de repente a gente faz um experimento ali, né, da delegação de uma ordem, e a gente fala, olha, a gente tem um objetivo. Talvez o caminho não vai ser o seu caminho, mas a gente tem um objetivo. Se esse objetivo sair igual, ok. Mas a minha colega tinha falado há pouco que existem coisas que elas têm um padrão. Não tem como, dentro de uma cirurgia, cada médico fazer de um jeito e entender que isso vai chegar num lugar comum, talvez. Existem lugares que a gente precisa necessariamente de um padrão Mas em lugares onde a gente precisa que o objetivo seja alcançado E os caminhos podem ser diferentes Eu acho que são os lugares mais tranquilos para a gente, de alguma forma, dizer a esse líder Olha, existem outras maneiras de fazer Então você precisa também se flexibilizar um pouquinho Por quê? Num primeiro momento vai dar um desespero Porque a pessoa vai fazer do jeito que talvez ela não faria E dentro desse desespero, quem delegou pode pensar, mas eu acho que não vai sair bem assim. E se sai? E se o objetivo é alcançado? Então, eu acho que a gente começa aos pouquinhos tirando essa sensação de que do meu jeito é o único jeito. Não, existe um objetivo, existem outras maneiras, por que não a gente ir por outros caminhos? Eu acho que é um bom começo para a gente conseguir tirar essa pessoa desse controle que traz sofrimento para ela, inclusive. Sofrimento para a pessoa e sofrimento para quem convive E isso que o Diego trouxe é uma forma de começar a flexibilização Começar a ser mais flexível e ir quebrando esse padrão de rigidez Agora, vamos lá Andressa Quando esse perfil, nós falamos de família agora há pouco Então eu quero tocar nesse assunto de família com você Porque você é especialista nesse assunto de trabalho com famílias Quando esse perfil é de pai e de mãe, como que vocês trabalham, geralmente, essa quebra de rigidez? Porque imagina um pai e uma mãe coordenando, gerindo uma família dessa forma, com esse perfil. Só o que eu faço está certo, então você precisa fazer da forma que eu estou fazendo. A gente já pode analisar de fora e ter uma visão de uma família que ela é movida aí pelo caos, porque tem invalidação, tem frustração, tem tristeza, de repente pode ter raiva, olha só quantos sentimentos que vem fluindo e crescendo nesse ambiente familiar. Então, como que os pais, nesse ponto, eles podem buscar um apoio, ou então tentar conversar para poder melhorar, mas será que eles se veem dessa forma? Olha, é muito curioso falar sobre isso, porque quem nós somos enquanto adultos, enquanto pais, enquanto essas pessoas que estão conduzindo aí a nossa família, Nós somos, de uma certa forma, produto do ambiente que nós fomos criados, de tudo que nos foi ensinado e também do ambiente que nós convivemos. Então nós estamos em constante evolução, entendendo que os tempos mudaram. Aquela mesma criação que nós tivemos, onde geralmente o pai e a mãe falavam, os filhos silenciavam e ouviam, já não existe mais. Então às vezes a gente escuta um pai ou uma mãe falando Não, na minha casa é desse jeito Eu fui criado assim e você vai ser criado assim também Então isso não funciona mais Porque traz uma quebra A gente precisa entender o que a gente está buscando A gente quer ser respeitado enquanto mãe, enquanto pai Ou a gente quer ser temido E é isso, quando existe um ambiente mais tranquilo, acolhedor Onde há espaço para o respeito, o cuidado, a confiança Porque é preciso confiar em quem você criou, que todas as pessoas ali têm suas dificuldades, mas têm suas potencialidades também. Então, nesse momento que existe a construção desse ambiente familiar, existe um espaço também para ouvir, para analisar a coerência, de repente falar, olha, meu pai, minha mãe está falando pelo meu bem. E houve essa orientação com mais propriedade. Não existe aquele momento de, de repente, olhar e falar, não, não quero nem ouvir, porque foi construído uma relação harmoniosa, existe respeito ali, cuidado. Exatamente, e é importante a gente se atentar também que o erro, né, esse possível erro que a gente vem, nós trazemos isso, gente, lá de trás, né, foi a nossa cultura, A gente foi inserido e nós fomos evoluindo e nós chegamos no aqui e no agora. Seria um erro? Não, não vou falar erro porque não concordo com essa fala, porque foi um aprendizado mediante a cultura que nós trouxemos. Agora, o que as crianças vão aprender, elas também vão levar, porque nós trouxemos algo e estamos apresentando para os nossos filhos. Os nossos filhos estão aprendendo e vão apresentar aos filhos deles, né? E aí, como é que faz? Como que essa criança que conviveu nesse ambiente, Diego, vai se comportar quando ela chegar na vida adulta e tiver os filhos? Provavelmente ela vem com muita sobrecarga dessa criação, né? Então a gente não pode isolar um fato do outro. Eu acho que reconhecer esse padrão, ele já parte de um passo muito importante. Por quê? Assim como a minha colega disse, a gente precisa entender qual é esse padrão também, e a gente precisa partir de um lugar que eu acho que seria o mais importante aqui. A gente só consegue resolver, talvez, alguma coisa quando esse padrão é reconhecido. Quando esses pais reconhecem que, de fato, esse comportamento que eles têm traz algum prejuízo na criação dos filhos, Aí a gente começa a trabalhar, porque daí a gente tem abertura para poder questionar o que de fato está acontecendo nesse ambiente e nessa relação familiar. Agora, quando esse filho cresce dentro dessa condição completamente disfuncional, de rigidez, e ela entra aí, sei lá, numa família e isso vai ser passado para os filhos. Como a gente faz? Eu acho que a gente vai para o mesmo lugar. Se há reconhecimento que isso é prejudicial, aí sim a gente começa a quebrar esse ciclo. Então, assim, a ideia é, olha, a maneira como eu te cobro não tem nada a ver com o seu caráter, eu não quero atacar você diretamente, né? E a gente pode tentar, de alguma maneira, entender qual é o lugar que fica bom para os dois, né? Então, assim, é colocar as responsabilidades de forma muito clara, e muitas vezes o método não vai ser o mesmo, mas o resultado tem que ser o mais adequado, né? Então, assim, muitas vezes a gente precisa saber qual é o problema que a gente tem de verdade antes de começar a corrigir, porque muitas vezes antes da pessoa finalizar, os pais já têm, talvez, aquele tique de falar assim, ó, tá errado, não é assim, faz direito, faz de novo. Então assim, a pessoa que ela recebe essas palavras, ela sempre vai se sentir muito assim, frustrada, porque ela vai entender que, nossa, nada do que eu faço tá bom, né, geralmente não tem uma conversa de qualidade. Então assim, a gente precisa entender o que é realmente necessário ser feito e aquilo que é a minha preferência pessoal. Aquilo que é a minha preferência pessoal, isso sim tem que ser voltado diretamente a mim e eu não posso colocar isso como regra diante dos outros, e isso vale inclusive para os pais, porque muitas vezes os pais aprenderam dessa forma, mas é a única forma? Acho que não, acho que a gente tem muitos caminhos a serem desenvolvidos e a gente pode trabalhar na criação saudável dessa criança, para depois esse adulto também ser um adulto saudável e assim de geração em geração tirar esse ciclo dessa rigidez que tanto prejudica as pessoas. Excelente, muito bem. Agora, rigidez a gente está falando, né? Rigidez do dia a dia. Só que a gente precisa se atentar a um detalhe bem interessante. Andressa, quando que essa rigidez, ela sai um pouquinho daquilo que nós trouxemos, né? Da nossa cultura e passa a exigir um tratamento. Estamos falando aqui do toque, porque uma pessoa organizada, detalhista, entre aspas, perfeccionista, que entende que só o jeito que ela faz está correto, ela pode estar aí dentro de uma situação que exija um tratamento específico para a questão do toque? Gostaria que você trouxesse isso para a gente. Muito importante observar como você consegue conduzir as suas atividades e esse convívio. Porque de um lado está o entendimento de uma mente diversa. Nós somos diversos, né? Então é isso. Até então, estou conseguindo desenvolver minhas atividades, estou conseguindo ter essa flexibilidade de entender que o resultado final é esse aqui. ok, eu vou fazer da minha maneira porque pra mim funciona melhor assim mas eu tenho esse entendimento que o outro também tem a maneira dele consigo conviver e equalizar isso no meu dia a dia ok, a partir do momento que isso começa a causar sofrimento você sente que tem sido atrapalhado na sua rotina você não consegue desenvolver isso bem você não consegue ter esse convívio com outras pessoas trabalho em equipe, ali a organização familiar É o momento de começar a olhar e entender o que é que pode estar acontecendo. Será que é o momento de que eu faça a minha análise, em relação até mesmo à comunicação não violenta, porque às vezes você quer impor a sua vontade, e além disso ser algo muito delicado, mas a maneira como você conversa com a pessoa, como você transmite o que precisa ser feito. Então é só isso, é só a necessidade de organizar a maneira de conversar, de conduzir ou de fato não existe flexibilidade nenhuma. Já é o momento de começar a observar entender se precisa buscar um apoio profissional um auxílio pra trabalhar isso se você ainda está conseguindo lidar com isso sozinho, muito bem. Seria isso. É importante a gente identificar, né? A identificação do que está acontecendo conosco ela nos traz uma leveza, porque a partir do momento que você identifica, você consegue buscar auxílio, buscar apoio. Agora, Diego, como que a gente identifica que a gente, de repente, está vivendo nesse ciclo vicioso, ou até nós estamos aí com um transtorno ou uma síndrome, algo que precise de uma intervenção, como é que a gente consegue identificar em nós mesmos? Será que a gente tem essa noção de entender que nós estamos fazendo algo que não está sendo assertivo ou que não está entre aspas, agradando quem está ao nosso meio? Eu vejo isso com muita responsabilidade. Eu acho que agora a gente chega num ponto da entrevista onde a gente traz uma informação para quem está em casa que ela é muito importante. A gente entrou num ciclo agora de patologizar todas as coisas. Parece que para tudo a gente precisa de uma patologia necessariamente. Por quê? A ideia é tentar explicar de alguma forma alguma coisa. Isso pode acontecer? Claro que pode. Mas a gente não pode entender que um hábito isolado vai trazer algum tipo necessário de transtorno. Então, para a gente tentar diagnosticar ou para essa pessoa chegar nesse lugar onde ela fala nossa, será que eu tenho alguma coisa ou não tenho? A gente não pode esquecer que existe o que é do humano. E o humano gosta muitas vezes de ser organizado. o humano gosta de ser simétrico, o humano gosta de fazer do jeitinho dele, e isso é o humano. Mas se de repente, diante de todas essas características, a gente entende que nisso há persistência, que há sofrimento, que há prejuízo funcional, que isso mexe na relação dele consigo mesmo com os outros, isso traz prejuízo de forma global, eu acho que daí é um momento onde aquela luzinha tem que acender e ele fala, nossa, eu acho que isso não está mais tão tranquilo, não está mais tão comum, né, mas eu tenho muito, muito medo, de verdade, em falar dessas coisas, principalmente para ambientes onde a gente chega a muitos lugares, porque hoje a gente parece que deixou de lado aquilo que é humano e para tudo a gente precisa de uma patologia, parece que para tudo a gente precisa de uma explicação patológica, na realidade, sendo que muitas vezes a vida não é assim, é o que a colega acabou de falar também, né, isso traz prejuízo para os outros, isso traz prejuízo também para mim, como é que é esse lugar, né, então assim, eu acho que não necessariamente, né, o controle, a pessoa fazer as coisas sozinha, do jeito dela, essa organização caracteriza um toque, por exemplo, né, então, para deixar bem claro que um comportamento isolado, ele nunca vai ser um diagnóstico. Então, a gente tem que avaliar o padrão, a gente tem que avaliar a intensidade, a gente tem que avaliar o sofrimento e o prejuízo que tudo isso traz e assim procurar uma ajuda e assim, e não necessariamente só nesse lugar. É necessário uma ajuda sempre, muitas vezes para entender o porquê que eu me comporto dessa forma, né? Porque quando a pessoa entende que isso já está trazendo prejuízo de alguma maneira é porque isso já está desconfortável nas relações, né? Porque assim muitas vezes ela nem percebe que ela está fazendo isso. Muitas vezes ela nem se dá conta do quão desconfortável já está para os outros. E aí ela vai ficando isolada, ela vai ficando sozinha, né? Ela vai indo para aquele lugar onde ela entra num sofrimento mesmo. Eu acho que seria interessante a gente olhar, Rubia, por esse lugar, sabe? Onde a gente não patologiza todas as coisas, mas também a gente entende que há um caminho que a gente precisa trilhar e chegar até uma ajuda. Excelente. A gente sempre fala aqui no programa que a questão de buscar uma ajuda quando o negócio já desandou, legal, pode buscar ajuda, é importante, você precisa, porque já não tem mais saída. Agora, você buscar um entendimento, não uma ajuda, um entendimento de como você funciona, de reconhecer como é o seu comportamento e ir fazendo pequenos ajustes no seu dia a dia, isso é maravilhoso. E a terapia te proporciona isso. Tem gente que fala que vai buscar psicólogo só quando não aguenta mais. Não, eu penso, o meu modo de pensar é, você vai no psicólogo pra quê? Pra entender como você funciona, como as coisas funcionam, E aí, quando o cerco apertar, você já sabe como trabalhar diante daquela situação. E é por isso que a gente sempre traz aqui uma psicoeducação. E graças ao aceite de vocês, a gente faz aí um grande trabalho. E eu tenho certeza que isso vai de encontro com as pessoas que estão em casa, porque a gente tenta trazer os temas do programa de acordo com o que acontece com nós, seres humanos, né? O que a gente vive no dia a dia. Agora 8h48, a produção tá me falando aqui que nós temos algumas perguntas pra vocês, então vamos lá, vamos lá, vamos ver quem que tá com a gente. Pode colocar na tela, produção. Vamos ver, Andressa. Maria Fernandes do Jardim das Pontinhos. Faltou, gente, vamos lá. Por que algumas pessoas sentem necessidade de dar a última palavra em qualquer conversa, mesmo quando o assunto já foi resolvido, Andressa? Bom, a mente humana precisa de previsibilidade. Então, muitas vezes, quando a pessoa sente que foi ela que deu a palavra final, ela tem aquele conforto de, não, agora sim deu certo, foi feito do meu jeito. Mas é muito importante esse exercício de observação, de até que ponto há uma necessidade dessa sua palavra final, E a coerência disso, observar ali de que forma pode ser conduzido, para que tudo siga de maneira harmoniosa, porque você precisa o que? Preservar ali sua família, preservar sua equipe, preservar as relações, porque a gente entende que não é só aquele momento daquela decisão que é o convívio, você precisa manter algo positivo para seguir nas próximas oportunidades também. É verdade, é a Márcia Fernandes do Jardim das Bandeiras, esse negócio da última palavra aí, né, a última palavra final é interessante, porque dependendo do ambiente que você está inserido, você vai precisar, né, dependendo do cargo, da situação que você está, você vai precisar dar a palavra final. Agora, será que é tão importante assim eu assinar tudo, né, quando eu estou em um ambiente social, em um ambiente familiar, né, Diego? É, é uma situação bem delicada, né, que a gente começa a enxergar não só pela palavra final. Eu falo que parece que nós estamos vivendo numa geração de lacração, né, onde a última palavra é a mais importante, não necessariamente. Muitas vezes a pessoa entra dentro desse lugar de autossatisfação, ela precisa entender que na ótica dela a última palavra significa talvez a mais importante, talvez significa aquela que não vai ser contrariada, então assim, quando a gente está nesse lugar de querer dar a última palavra, eu acho que aí a gente precisa perguntar o porquê que eu quero que seja dessa maneira. E aí a gente abre espaço para tantas coisas, a gente abre espaço para tantos lugares onde a gente vai pensar e falar assim, essa pessoa quer ser vista, ela quer realmente que as pessoas vejam que a autoridade talvez seja dela. O que ela quer? Onde ela quer chegar? Qual é o lugar onde há falta para ela querer sobrar desse jeito? Para ela querer demonstrar que sim, é a partir de mim, é a partir da minha palavra, é a partir do que eu faço, é a partir do que eu quero, vai ser do meu jeito. O que ela quer demonstrar com tudo isso? Eu acho que esse é um ponto importante. Porque muitas vezes a pessoa simplesmente querer dar a palavra final e simplesmente a palavra final pela palavra final, significa tanta coisa. Mas o porquê que ela quer dar essa palavra final? Eu acho que aí fica a reflexão, qual é a dinâmica que ela quer passar com tudo isso. E dentro dessa dinâmica tem muita coisa escondida, tem muita coisa para ser trabalhada, você pode ter certeza disso. Verdade. A gente observa isso também numa necessidade de autoafirmação. Como que a pessoa se vê ali naquele cenário para ter essa necessidade da impressão do poder? eu dou a palavra final então será que só tem ela ali, não tem outros especialistas, outras pessoas que também entendam, que possam orientar ou no caso da família, será que não tem outras pessoas ali que podem contribuir de alguma maneira, que podem ter voz também, porque que eu preciso disso, eu dou a palavra final é, pois é, algo a ser pensado, né, vamos lá 8h52, mais uma pergunta pra gente na tela, vamos ver quem tá conosco o Bruno Almeida, do Bom Fim tem amigas que fazem uma pergunta mas ficam irritadas quando a resposta não é aquilo que elas querem ouvir qual a explicação disso? vamos lá Andressa, tá vendo como isso está no nosso dia a dia, né? a gente quer acolhimento a gente só quer ser apoiada a gente quer estar sempre certo e isso não é real, a gente acerta e algumas vezes a gente erra também E a gente precisa estar aberto a ouvir as outras opiniões das pessoas que convivem com a gente, que participam ali. Porque se não é isso, você imagina aquele túnel, você estabelece aquilo e você vai nessa direção. Mas você precisa também ter esse entendimento de recálculo de rota, de ouvir a sugestão, porque de repente você está indo certo, um pouquinho que você vira para o lado, você já saiu ali da sua meta. E se você tem essa disponibilidade de ouvir, essas pessoas vão falar para você, ou os amigos, ou os colegas vão falar, olha, será que a gente não poderia conduzir dessa forma? E a partir do momento que você cria aquele ambiente, aquele clima de rigidez, a pessoa não vai ficar confortável de sugerir algo, de contribuir com algo, porque ou ela vai estar sempre errada, ou só você entende, então, de repente, alguém vai lá, vai falar você gostando ou não, vai falar, mas outras pessoas vão se retraindo momento a momento, chega um ponto que você está só ali como é que ficam as contribuições é, exatamente, né e bem interessante essa sua pergunta, Bruna porque isso permeia no nosso dia a dia não é, Diego? Eu não quero falar não quero falar, você está perguntando, eu vou falar daí eu falo, você não gosta, né não quer ouvir isso, e como é que fica essa explicação referente a isso a Andressa já contribuiu, eu gostaria que você contribuísse também um pouquinho com o seu conhecimento eu acho que assim, é interessante quando a pessoa ela entra nesse lugar eu quero a sua opinião mas será que eu quero mesmo? será que eu quero de verdade que você de alguma forma fale aquilo que eu preciso ouvir ou aquilo que eu quero ouvir porque eu acho que esse lugar ele também é muito importante porque as pessoas muitas vezes elas só querem ser validadas e quando eu abro para alguém, algum colega falar qual é a sua opinião acerca diz que eu estou vivendo, eu também tenho que estar disposto a ouvir qual é a opinião sincera desse colega, desse amigo, desse familiar, dessa pessoa a qual eu procurei ouvir essa opinião, né, então eu quero de verdade, são pessoas importantes pra mim, são pessoas que querem o meu bem, são pessoas que vão estar ali comigo de verdade, por quê? Uma coisa é, simplesmente, você pegar e falar assim, ah, eu quero a sua opinião, e nesse de querer a sua opinião, na realidade eu quero ser validado ou realmente eu preciso tomar uma decisão importante e a sua opinião é muito, muito importante para que eu tome essa decisão, então eu vou ouvir. Mas, como a Bruna aí perguntou para a gente, muitas vezes elas não gostam daquilo que elas ouvem porque elas já têm uma resposta pronta, elas já têm uma decisão tomada e elas só queriam uma validação e não a sua opinião de fato. Ser humano, uma caixinha de surpresas É muito maravilhoso a forma com que vocês nos orientam Acerca de coisas do nosso dia a dia Que às vezes a gente acha que não tem sentido Mas que faz, sim, todo sentido Vamos lá, 8h56, mais uma pergunta na tela, por favor, produção Vamos lá As armadilhas da rigidez comportamental A gente está falando hoje daquela pessoa que acha que tudo que ela faz está certo E que ninguém mais acerta, né? A Camila Rodrigues do Swift, quando uma criança pede uma brincadeira e quer mudar as regras para ganhar, como os adultos devem agir? Andressa, especialista nos pequenos e na família, explica para a gente essa situação que, olha, eu acho que acontece em várias famílias, aí eu já passei por isso também. Sim, é muito importante. Inicialmente a paciência, que é sempre bom e sempre bem-vinda quando eu sinto a criança, adolescente. Mas é importante observar isso, porque o prosseguir com essa regra tem a ver com a construção das nossas relações, até mesmo em sociedade. Então, a gente consegue ensinar e aprender muito também, através dos jogos, das brincadeiras, porque é trazer ali o que a gente vai vivenciar em sociedade para um universo menor. Então é importante que se reforce a importância de seguir mesmo essas regras, vai trabalhando, se você sente que essa criança está chegando no limite dela, tudo bem, deixa ela ganhar dessa vez, a gente muda um pouquinho essa regra, mas jogando novamente a gente retoma e a gente não pode esquecer. Então a gente respeita esse momento que a criança ainda não tem essa maturidade emocional para entender e é algo que a gente vai construindo, mas nesse primeiro momento a gente vai deixando-se ver que está chegando no limite, mas sempre retomou o jogo, vamos para uma outra rodada, explica novamente as regras e vamos construindo algo em torno de seguir e amplificando para que nas próximas fique mais claro e que essa criança consiga se exercitar e construir esse controle dela de entender que existe a regra e que ela precisa seguir. É, e que perder e ganhar faz parte da vida. Diego, perder e ganhar faz parte da vida, se frustrar faz parte da vida, acontece isso todo momento com a gente, né, precisamos ensinar as nossas crianças também. E que bom, né, que bom que isso faz parte das nossas vidas. e o que a Camila traz nessa questão, eu acho que é muito interessante, porque eu acho que esse é o ponto de partida para esse adulto que quer tudo do jeito dele. Então a gente consegue conectar essa questão com o tema do nosso programa, onde a gente precisa, assim como a Andressa trouxe, entender quais são as regras desse jogo, que muitas vezes ela trouxe aí na questão. Para a gente começar a brincar, toda brincadeira tem regras. Essas regras são bem estabelecidas? Essas regras são claras? Tudo é muito bem conversado? E aí você vai perceber que esse é o princípio para a vida. As coisas são bem conversadas? As coisas são bem estabelecidas? Os acordos são claros? Diante de tudo isso, a gente consegue levar essa brincadeira, a gente consegue levar o curso da vida de uma forma muito natural. Quando tudo é estabelecido, conversado, claro, quando as pessoas entendem quais são os seus lugares na sociedade, dentro de uma relação, quais são os limites, tudo funciona muito bem. Então, para essa criança, eu também entendo e concordo super com a Andressa que a gente sai desse lugar. Quais são as regras? O que foi acordado? Assim é a brincadeira. E perder faz parte da vida, perder faz parte daquilo que vai ser o seu dia a dia. É interessante que haja frustração para que a gente não colha no futuro esse adulto muitas vezes que quer as coisas do jeito dele. e isso sim vai trazer sofrimento tanto para onde ele vai conviver, para os lugares onde ele vai frequentar e talvez, muitas vezes, ele vai ser uma pessoa isolada. Então, para a gente já tirar isso da frente da vida desse adulto em construção, a gente mostra desde a infância que existem regras, existem acordos e existem as coisas de forma muito claras a serem resolvidas e passadas para que tudo funcione do jeito que tem que funcionar Se tem a frustração, a ciência faz parte da vida. Excelente! Quanto ensinamento no programa de hoje, hein? Produção, tem mais uma pergunta ou já vamos para as considerações finais? Fale comigo! Nós estamos aqui com a Andressa e com o Diego, nos orientando sobre situações do nosso dia a dia, coisas que a gente faz até sem perceber que a gente está fazendo, mas que pode sim ter um significado muito grande. e a gente tem aí um aprendizado excelente aqui no programa de hoje, referente a essa rigidez. A Daniela Souza do Jardim Eulina, quando uma pessoa é muito exigente consigo mesma, ela pode acabar cobrando dos outros coisas que eles nem consideram importantes, Andressa? É, pode acontecer. A gente precisa entender quem é essa pessoa, o ambiente que ela foi criado. Às vezes essa pessoa não teve o espaço para o erro, sabe? Porque quando você vai fazer algo novo Pode ser que você acerte de uma primeira vez Pode ser que você erre ali e precise refazer novamente Que alguém oriente Então a gente observa isso Quando a pessoa teve esse espaço Ela tem uma tendência a ser mais tolerante, cooperativa Quando ela foi muito cobrada É isso que ela vai transmitir Então precisa entender Se é isso que aconteceu com a pessoa e é um exercício também eu gosto de que as coisas saiam bem feitas, muito bom mas até que ponto isso está levando será que eu estou cobrando das pessoas será que eu estou sendo intolerante então é um exercício fica aí pra gente pensar é um exercício a gente voltar pra si e olhar de repente no espelho pra ver como é que a gente está agindo como é que está sendo o nosso comportamento valeu Daniela, obrigada pela sua participação, bom, precisamos seguir para as considerações finais, quero agradecer demais a participação sua, né, você aí de casa, obrigada, viu, por estar com a gente e vamos para as considerações finais aí do Diego, ó Diego, obrigada por participar conosco, por nos orientar, né, no programa de hoje, num tema tão interessante que às vezes a gente nem se dá conta que a gente é tão rígido assim e a gente pode perceber nas falas de vocês que sim, a gente pode quebrar um pouquinho essa rigidez, ser mais maleável e que essa rigidez também não significa que você tenha aí uma patologia, isso faz parte do ser humano, mas a gente também precisa se atentar quando isso causa sofrimento. Muito obrigada pela sua participação, considerações finais, por favor, deixa uma mensagem pra gente aí. Eu acho importante a gente olhar pra esse tema de verdade, com muito carinho, pra que a nossa vida, ela seja de alguma forma Feita de escolhas boas e felizes Para que não haja tanto sofrimento E aí eu entendo, o que é preferência pessoal? E o que não é preferência pessoal? O que é o meu jeitinho? E eu quero colocar o meu jeito e imprimir isso nos outros Então acho que é importante a gente entender Se vai chegar no mesmo objetivo Pode ser do meu jeito, pode ser do jeito do outro Então está tudo bem Agora se não pode, a gente presta atenção nisso E a gente prossegue Mais uma vez, pela sua participação, viu Diego? obrigado mesmo, e a gente agradece também a Andressa, né, que vem com todo o seu conhecimento, nos orientar referente ao tema de hoje, e falando especialmente também aí das famílias, né, que a gente precisa ter um cuidado todo especial no nosso ambiente, onde é o nosso porto seguro. Andressa, mais uma vez, então, muito obrigada pela sua participação, uma mensagem e uma orientação aí, mais uma, né, pra nós, pros nossos telespectadores, o pessoal que tá com a gente hoje. Bom, o que eu deixo aqui nesse final é vamos sair do automatismo vamos analisar sim o que precisa ser feito porque ok, precisamos entregar algo no final, tudo bem mas vamos cuidar das pessoas que estão conosco pra não magoá-las pra conseguir ouvir a todos pra que a gente consiga junto chegar nesse final, então a previsibilidade é bom, mas vamos ser mais flexíveis vamos ter uma vida boa, feliz sem magoar ninguém, né? Exato, né? Faz parte da vida acertar, errar, perder ganhar, se frustrar, ajustar tudo, mas a gente precisa se atentar quando a gente está causando um sofrimento para o próximo ou para nós mesmos, né? Então, quero agradecer demais a participação de vocês, mais uma vez, nossa, muito obrigada quero lembrar você que hoje ao meio dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro agradecer a nossa equipe que sempre está todo mundo junto, ninguém faz nada sozinho, né? Começa tudo na redação, na reunião de pauta, e olha, é uma galera que trabalha pra gente levar um conteúdo muito importante pra você e para os seus. Então, esse material, ele tá disponível no YouTube. Se você entende que isso é importante pra alguém que é do seu convívio, pode compartilhar, fica à vontade, o material tá disponível pra você já lá no YouTube da TV Câmara Campinas e no site da TV Câmara Campinas também, tá bom? Na próxima edição do Estúdio Câmara, gente, nós vamos falar sobre um desafio. É um desafio que mexe com o coração de muitas famílias, né? O tema do nosso programa de amanhã é o impacto dos pais separados na infância. A gente vai discutir a realidade dos pais divorciados, que até tentam manter uma guarda compartilhada saudável, mas aí acabam enfrentando o desafio de criar regras de convivência e rotinas totalmente diferentes em cada casa. É o chamado efeito ioiô na vida da criança. Na casa do pai pode tudo, na casa da mãe não pode nada, ou vice-versa, e aí como faz para lidar com as consequências disso, como a manipulação de comportamento, a ansiedade infantil e a alienação parental velada, isso acontece nas famílias, acontece nas nossas casas, a gente precisa aprender a lidar e entender onde nós podemos estar errando, né, e buscar um caminho de mais assertividade, porque a gente está falando dos nossos futuros adultos, né, são as nossas crianças. Então, te esperamos amanhã a partir das oito da manhã em mais uma edição do nosso Estúdio Câmara. Um grande abraço pra você, fique bem, uma ótima quinta-feira, não esquece de levar o guarda-chuva, se cuida, tá bom? E a gente se vê amanhã por aqui. Tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto
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