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Olá, muito bom dia pra você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas, estamos Estamos chegando, Estúdio Câmara no Ar. Como você está? Tudo bem? Por aqui tudo ótimo. Terça-feira, 13 de outubro, depois do feriado prolongado, nós queremos te convidar para conversar sobre um assunto que acontece dentro de muitas casas, mas que nem sempre é comentado. Casais que dormem separados. Isso mesmo. Casais que se amam, estão bem, mas decidiram dormir em quartos diferentes. Não é briga, não é necessariamente o sinal de crise no casamento Às vezes é o ronco que não deixa ninguém dormir A insônia de um e o despertador das cinco da manhã do outro Pode ser a TV ligada até tarde, a luz acesa, o calor de um, o frio do outro E você, conhece algum casal que dorme em quartos separados? Ou será que isso já acontece aí na sua casa? Já saiu da cama no meio da noite com o travesseiro debaixo do braço rumo ao sofá? É, e quando você contou isso pra alguém, ouviu a pergunta, mas será, vocês estão bem mesmo? Hoje, nós vamos entender por que alguns casais fazem essa escolha, por que essa escolha ainda provoca tanto julgamento, e como preservar a intimidade, a vida sexual e também a cumplicidade quando cada um dorme em seu próprio quarto. Então participe com a gente, mande sua dúvida, conte sua experiência, conta aí na sua casa. Quem tira o sono do outro? O ronco, a televisão ou o celular? Queremos te ouvir e se de repente você já dorme em quartos separados, conta pra gente como é que foi essa experiência. Porque nós já estamos aqui com a nossa convidada, nós temos muito pra falar sobre este assunto, casais que dormem em quartos separados. Daqui a pouquinho já apresentaremos a nossa convidada para vocês, mas agora vamos atualizar algumas informações da Câmara de Campinas. O WhatsApp está na tela, então participe. Olha só, a Câmara de Campinas realiza hoje às 10 da manhã uma audiência pública para discutir a reorganização da estrutura da Secretaria Municipal de Saúde. A proposta do executivo prevê a criação de novas unidades de atendimento em saúde mental e convivência, além de um setor específico para programa consultório na rua. O objetivo é ampliar, integrar os serviços de saúde mental e fortalecer a rede de atenção psicossocial do município. A audiência será no plenário da Câmara, com transmissão ao vivo, aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo canal do YouTube e no site oficial da TV Câmara Campinas. Lembrando que a população também pode participar presencialmente. Tem um link disponível no site da Câmara de Campinas, onde você pode se inscrever para participar através do YouTube e você pode chegar lá também no plenário da Câmara, lá no bairro Ponte Preta, tá bom? Vamos lá, mais informação chegando. Nós falamos da audiência pública que acontece daqui a pouquinho e logo mais às duas da tarde também tem mais uma audiência pública, mas dessa vez é da Comissão de Constituição e Legalidade, que vai discutir mudanças na regra do uso de espaços públicos para atividades comerciais. A proposta é de autoria do Executivo e altera a legislação que regulamenta a instalação de equipamentos comerciais em áreas administradas pela CETEC. O debate será no plenário da Câmara, também em transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, pelo YouTube, e você, claro, pode participar presencialmente ou no link que está disponível no site da Câmara de Campinas. Agora sim, previsão do tempo para hoje. Você percebeu que o tempo está fechando? Fechando? Pois é. Hoje, de acordo com a previsão, nós temos aí um dia nublado agora de manhã, mais à tarde, nós temos chuva e à noite também, tá? Mas são poucos milímetros, nada é comparado aos últimos episódios aí que nós tivemos, né? Na sexta-feira, no sábado, ontem choveu um pouquinho também, domingo também um pouquinho. É assim, são chuvas isoladas que de repente pode ser que chova no meu bairro, mas no seu não, né? E a previsão pra hoje é essa, mínima 18, máxima 30 graus, bora que bora viver a nossa terça-feira com cara de segunda e eu volto ao nosso tema e quero te convidar para fazer parte do nosso programa e eu quero te perguntar, você tá dormindo juntinho ou você dorme em outro quarto? Ou, de repente, outra cama no mesmo quarto. Então, durante muito tempo, dividir a cama foi visto como parte da vida a dois, né? E até como sinal de que o relacionamento estava bem. Mas a vida real tem ronco, tem insônia, horários de trabalho diferentes que nem sempre combinam com as duas pessoas. Então, hoje casais descobriram que dormir bem pode fazer bem ao relacionamento, em vez de prejudicá-lo. Mas essa decisão ainda provoca estranhamento, né? A família questiona, os amigos comentam. E às vezes até o próprio casal fica em dúvida, mas dormir em quartos separados significa afastamento emocional? Como que fica aí a intimidade do casal? E quando essa escolha ajuda a relação em vez de esconder um problema? Bom, a gente precisa entender tudo isso e é por essa questão que nós convidamos para o Estúdio Câmara de hoje psicóloga clínica junguiana, fundadora do espaço UBARI de Psicologia e Saúde, que fica no Taquarau. São 18 anos de experiência em psicoterapia para adultos, presencial e online. A Tamara Esquiozer. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Como é que você está? Tudo bem? Eu estou ótima. Adorando ter recebido o convite para estar aqui com você novamente. Que maravilha. A gente que está adorando a sua presença. Muito obrigada pela sua participação. E a gente já quer saber você aí de casa, né? Saber de você aí de casa, tem alguma dúvida, já manda pra Tamara, que ela é especialista no assunto. Pra gente começar a entender essa questão de camas separadas, quartos separados, eu conversava com a Tamara antes da gente entrar no ar, ela me posicionou algo bem interessante, que é a história que conta como eram as camas de antigamente. Então eu quero que você explique para a gente, para a gente poder entender essa questão de dormir junto, dormir separado, ou dormir com duas camas no mesmo quarto, ou então eu dormir no meu quarto, ele dormir no outro. A história das camas, né? Como é que era essa questão antigamente? Que legal. Bom, então antigamente, na época medieval, as camas eram camas sociais. Então, elas eram camas que chegavam até 17 pessoas numa mesma cama, o que era muito interessante, porque devia ser uma cama gigante, né? 17 pessoas. E as camas, elas não tinham um proprietário. Então, por exemplo, se chegasse uma visita na sua casa, ela iria dormir naquela cama, mesmo que fosse uma pessoa estranha. Com o passar do tempo, então, as pessoas com maior dinheiro, elas quiseram, então, sair dessa cama e foi aí que começaram a usar as camas de solteiro, né? Que eram as camas de uma única pessoa. E essas camas de solteira, elas foram usadas até a década de 60, na verdade. Onde o cinema, ele começou, então, a romantizar a questão dos casais dormirem juntos. Dos casais, então, estarem juntos numa cama. E isso tinha a ver com a intimidade sexual. E como tudo que aparece na televisão, no cinema, né? A gente gosta de imitar, então, ela começou a ser popularizada. Então, desde a década de 60 que as pessoas começaram a dormir em cama juntas. Mas ainda tinham muitos casais que dormiam em camas separadas, ou no mesmo quarto, ou em outro quarto, né? Agora, na modernidade, a gente já tem várias composições. A gente chega a ter até composições, por exemplo, de beliches de cama de casal. Eu não sei se você já chegou a ver isso. Uau, nunca vi. Beliche de cama de casal. E que tem mais a ver as nossas camas atualmente com o espaço físico que a gente tem. Porque nossas casas ficaram menores, nossos quartos ficaram menores. Então, às vezes, a gente tem que colocar mais pessoas no mesmo ambiente, mas não quer ter essa coisa da divisão de camas, né? Excelente! Essa história das camas. Então, é importante pra gente contextualizar, porque aí cai um pouquinho por terra aquele negócio que de Ah, se eu não tô dormindo junto, o casal não tá legal. Poxa vida, se antes dormiam quantas pessoas, mais de 10 pessoas em uma cama, né, em uma mesma cama, a cama é pra você dormir, agora não sei, a gente vai, as coisas vão se atualizando e a gente vai se atualizando também, então agora como você disse, né, as casas menores, aí tem até beliche de cama de casal, essa eu nunca tinha visto, viu? E olha só, gente, vale a pena a gente lembrar também que a apresentadora Eliana contou que às vezes ela dorme em outro quarto, separado do marido. A cantora Gabi Amarandos também conta que apesar da paixão que ela sente pelo esposo, eles dormem em camas separadas para preservar a individualidade. Esse movimento tem até um nome, é o tal do divórcio do sono. Então, tem esse nome meio dramático, mas, Tamara, do ponto de vista psicológico, essa decisão afeta a convivência e a intimidade do casal? E de que modo, quando essa decisão é tomada de uma maneira assertiva, de uma maneira coerente entre as duas pessoas? Legal. Na verdade, isso realmente tem acontecido muito hoje no mundo moderno, das pessoas poderem escolher, escolher, indiferente de ser sobre dormir ou não, mas o poder de escolha é uma coisa muito moderna. As pessoas antigamente não tinham muito poder de escolha, né? Sobre se dormir junto ou dormir separado, se psicologicamente é bom ou ruim, na verdade é de caso a caso. Por quê? Se você tem um companheiro que ronca, um companheiro que se mexe muito, ou um companheiro que tem hábitos de dormir diferente do que o seu, dormir em cama separada, sem dúvida nenhuma, é bom psicologicamente. Inclusive, tem pesquisas que comprovam que casais que dormem incomodados um com o outro têm mais tendência a se divorciar do que casais que dormem separados. Olha isso. Mas ao mesmo tempo, nós somos ainda bichinhos, somos bichinhos humanos. Então, quando a gente dorme junto com uma outra pessoa, o nosso corpo tem um relaxamento maior. Então, os hormônios da felicidade, a ocitocina, ela consegue se equilibrar quando você está com o outro. Então, casais que não têm uma dificuldade ou uma diferença no dormir, eles acabam realmente tendo mais felicidade dormindo juntos. Então, por isso a gente precisa avaliar de caso em caso. Porque se você consegue dormir adequadamente oito horas, você consegue chegar no sono REM, que é aquele sono mais importante, que é o sono que a gente faz toda a faxina dentro do nosso organismo, faz toda a regulação emocional, dormir junto é melhor. Mas se o dormir junto não permite com que você chegue nesse lugar, dormir separado é melhor. Muito bem. Olha só, a produção está me avisando que nós temos uma entrevistada pelo Zoom, conseguiu conectar com a gente, é Cristina Moraes, ela é psicóloga e sexóloga, então a gente dá as boas-vindas e o bom dia para você, Cristina, seja bem-vinda, bom dia! Bom dia, bom dia para as duas, bom dia para todo mundo que está nos assistindo, Eu não ouço ela, produção. Oi, você está me ouvindo? Eu estou ouvindo. Ah, então tá bom. Coloca ela para a gente, então, por favor. Aham, tá bom, então. Então, acho que travou lá. Vamos lá, vamos ajustar, gente. É, ao vivo, né, e pela internet, é assim mesmo, a gente fica um pouquinho dependente dessa questão de internet aí. Mas, a Cris vai conectar novamente e já já a gente chama ela. para a nossa conversa, que é muito interessante, porque a gente está falando de dormir em camas separadas, ou em quartos separados também. A cama virou para muita gente um símbolo de amor e de casamento bem sucedido. Por que essa linguagem é tão forte? Por que um casal diz que dorme... Quando o casal fala para a família, por exemplo, que dorme separado, pode ser que a família não entenda, já ache que esse casamento acabou, e daí começa o julgamento, começa aquelas pessoas, nossa, você viu fulano, olha, dorme em cama separada e tal. Mas, poxa vida, por que que ainda é sinônimo de um casamento bem sucedido? A gente traz algo bem cultural, né, quando a gente fala dessa questão. Legal. Hoje a individualidade ainda é muito vista como uma coisa egoísta, tá? Então na vida moderna a gente tá aprendendo ainda, né, qual é o nosso espaço como indivíduo E essa questão do dormir separado muitas vezes também tem a ver com isso. Hoje a gente tem muitos casais, por exemplo, que trabalham em casa, então eles precisam ter seu escritório, ter seu espaço separado. Nós temos muitas pessoas que gostam do seu espaço decorado da forma que elas querem. Então o dormir tem muito a ver com a intimidade do quatro paredes. E o quatro paredes nem sempre as pessoas que estão fora do casamento conseguem entender. A gente também tem que lembrar que o nosso país, o nosso mundo, ele tem muito viés religioso. E dentro das questões religiosas, essa questão do casal, eles têm que estar juntinho, colado, chiclete, sempre 24 horas por dia. E eu gosto quando um paciente chega com essa questão, que eu sempre explico que quando a gente é um casal, a gente não vira um, como é ensinado, porque quando a gente vira um assim, um está sempre sobrecarregado e o outro está sumido. A gente vira um casal. Um casal, ele tem a responsabilidade juntos e tem a sua individualidade de ir e vir. Então, hoje é muito difícil as pessoas terem esse entendimento, porque realmente a gente ainda é ensinado que um casal, ele se torna um único ser. E ele não se torna um único ser, ele se torna duas pessoas que compartilham objetivos, que compartilham crescimento, que compartilham rotina. E dentro disso existem dois indivíduos, com necessidades diferentes e com questões diferentes. Mas hoje, realmente, existem mais pessoas que dormem sozinhas e que a gente não sabe, do que pessoas que dormem juntas. Olha isso! E às vezes as pessoas não contam, não falam, justamente por causa do julgamento, né? Que as pessoas não entendem, mas elas não precisam entender. Se faz bem para o casal, tá tudo certo. Agora vamos lá, 8h20, vamos ver se a gente consegue conectar com a Cris, o produção Deixa eu ver, é Cristina Moraes, né? Oi Cris, bom dia, vamos ver se eu consigo te ouvir agora Bom dia de novo Você tá bem? Obrigada pela sua participação, viu? Obrigada a vocês Maravilha, a gente tá aqui com a Tamara, a Tamara é psicóloga Ela está falando com a gente sobre essa questão de casados em quartos separados. Eu gostaria que você trouxesse a sua avaliação como psicóloga e sexóloga sobre essa questão que nós estamos abordando aqui hoje de muita gente que às vezes dorme em quartos separados ou em camas separadas, mas no mesmo quarto, mas aí não fala para a família, não conta para os amigos por conta do julgamento, que as pessoas são muito rápidas em julgar, e as pessoas acabam achando que o casamento não é bem sucedido. Qual que é a sua avaliação sobre esse movimento que tem acontecido de forma bem sutil e às vezes em silêncio, por medo do julgamento? O casal que dorme em quartos separados ou em camas separadas, porém no mesmo quarto? Tá. Vou passar para vocês uma visão mais da sexóloga. É claro que a gente vai avaliar tudo que foi, que gerou isso. Então, se foi, às vezes um ronca muito, às vezes o outro se mexe muito, e a gente tem que avaliar o quanto que esse casal precisa desse sono para estar bem no dia seguinte, precisa dessa conexão. Então, não tendo nada que os faça melhorar esse ritmo deles de estarem dormindo juntos, né? Vocês estão me vendo bem aqui? Estamos. Então, a gente vai avaliar desde antes, porque o que acontece? Às vezes eu recebo casais que eles estão com outro problema, que não é o ronco, que não é o movimentar-se muito, às vezes também eles falam que um vai dormir um horário, outro vai dormir outro, e acorda de manhã em horários diferentes, aí acorda o outro, mas vamos ver o que teve bem antes disso. Então, às vezes, teve uma mágoa, teve alguma coisa que os levou a estar não admirando o outro, se amam, querem estar juntos, mas tem alguma coisa lá no passado que gerou uma desconexão. Então, um dos dois traz a desculpa de eu não estou conseguindo dormir direito, então vamos dormir separados? Porque eles já vinham numa falta de conexão sexual, eles já vinham com uma perda de intimidade, e eles não tinham coragem de assumir isso. Então, eles trazem esse incômodo de dormir juntos, sem falar da parte sexual. e aí eles pedem para ter quartos separados. E quando eles chegam até mim, eles chegam assim, ah, a gente não está tendo mais tanta conexão, a gente se dá super bem, a gente se ama, mas está faltando uma certa intimidade. E aí a gente, geralmente eles trazem, ah, é porque a gente não tem tantos momentos juntos, e não falam, não comentam mesmo que estão em quartos separados. têm mesmo muito preconceito com relação a isso, né, e a gente vai investigar, a gente vai trabalhar o casal, a comunicação do casal, como que estão esses sentimentos, né, como estão esses pensamentos, e aí em algum determinado momento a gente descobre que lá atrás teve alguma coisa que deixou uma mágoa, deixou um ressentimento, deixou uma falta de admiração, e foi lá que começou a desconexão, não foi quando eles passaram para quartos separados, né, mas eles trazem essa desconexão, e aí a gente começa a trabalhar com eles, e nesse momento que a gente, enquanto a gente está trabalhando, a comunicação, os sentimentos, o perdão, A gente começa também a propor movimentos para eles voltarem à intimidade E quando a gente termina mais ou menos esse trabalho de conexão deles Eu proponho para eles algumas coisas E aí eu proponho voltar a dormir um dia juntos Aí quem faz o esforço de vai procurar o médico para melhorar o ronco vai fazer uma cirurgia, propõe para o outro cônjuge, vamos ter um tapo-ouvido que tem resultado, que dá resultado, tem uns muito bons, né, e vamos tentar. Quando eles já trabalharam todas as coisas que eles tinham, que estavam incomodando para eles terem essa intimidade, eles topam isso. E aí eles conseguem, eles mesmos, arranjar recursos para dormirem juntos. Muito bem, excelente, muito bom. Você falando assim, veio um filme na minha cabeça, né? Porque contou aí a história de casais que de repente se perderam lá atrás e aí acham que dormir em camas, quartos separados vai ajudar em alguma coisa, mas não, quando a gente se perde lá atrás, a gente precisa voltar lá atrás e fazer o ajuste, né, para que as coisas possam seguir aí um pouquinho mais leve. Agora, Tamara, na psicologia junguiana, a relação saudável, né, ela envolve individualidade de cada um também, Então, ter o próprio espaço, inclusive pra dormir, pode fortalecer a relação desse casal? Primeiro a gente vai ter que pensar que a intimidade, ela não é só uma intimidade sexual dentro de um casal, né? A intimidade, ela tem a ver com tudo que você divide com o outro. Você divide o seu espaço físico, você divide sua rotina, você divide seus bens materiais, suas emoções, seu tempo. Então, quando a gente fala de individuação, a gente está pensando num indivíduo que está se desenvolvendo e crescendo junto com o outro. Então, de novo, a gente vai ter aquela divisão que tudo depende de cada casal. Tem alguns casais que a necessidade do toque físico é muito importante. E onde mais a gente se toca que não na cama. E não necessariamente a gente está falando de um ato sexual. A gente está falando realmente ali, do estar junto, às vezes dividindo um cobertor, às vezes tem um toquinho no cabelo, no pezinho, e ali naquele momento também sem a rotina, né, do estresse do trabalho, ou das crianças, ou da louça que tem para lavar. Então, a individuação, ela tem a ver com as coisas boas que nos desenvolvem e as coisas ruins que nos desenvolvem, e como a gente age frente a elas. Então a cama separada e a cama junto, ambas podem ser benéficas dependendo de como você é e como você é como parceiro, como parceria, como você é em dois. Excelente, muito bem. Tem um estudo da Universidade de Michigan que acompanhou 171 mulheres por 14 dias, olha só, cada hora a mais de sono aumentou em 14% a chance de atividade sexual no dia seguinte. E as participantes que dormiam mais também relatam maior atração pelo parceiro. Então, quer dizer, a mulher, elas ficaram em quartos separados na pesquisa, e aí as mulheres dormiram mais, com mais tranquilidade, e isso fez, isso de acordo com a pesquisa, tá gente? Isso fez com que elas tivessem mais atração pelo parceiro, né? Agora, a gente fala da mudança. Pra quem propõe a mudança, Tamara, a decisão pode ser prática Tipo assim, o que você acha? Vamos dormir em quarto separado? Não sei se é assim que fala, mas enfim Agora, pra quem recebe a proposta, pode soar como Opa, peraí, ela não quer mais? Não me quer mais? O que tá acontecendo? Então a gente precisa entender como esse sentimento nasce E como que o casal pode conversar sobre isso com cuidado Porque na hora de você fazer a proposta, você tá com a ideia Ó, top, eu quero Agora, e a pessoa que vai receber essa ideia? Como é que ela vai se comportar diante disso? Ela tem direito de pensar o que ela quiser? Nossa, isso é muito legal. Porque o que mantém um casal junto é a comunicação. E quando a gente chega para comunicar algo para alguém, a gente já pensou por muito tempo sobre aquilo. Mas aquele que está ouvindo, às vezes é a primeira vez que ele está ouvindo sobre o assunto. Então, realmente é um susto, né? As pessoas que têm esse desejo ou que têm essa intenção, elas podem ir conversando aos poucos com o seu parceiro, né? Por exemplo, eu gostei do item que você trouxe de pesquisas, então você pode trazer dados reais, com pessoas reais que já tiveram. Às vezes você tem um grupo de amizade que tem mais intimidade, que trocaria a experiência. Não, olha, eu fui dormir sozinho, gostei, é bacana. Não, a gente dorme junto, é bacana. alguém que você possa trocar ideias e ampliar seu repertório para você saber se é uma ideia que cabe ou não dentro do seu relacionamento mas acima de tudo, você precisa se comunicar realmente assim, entender como o seu parceiro ouve se ele vai ouvir como uma ofensa, como um não quero mais ou se ele vai ouvir como uma proposta bacana você falou sobre a pesquisa dessas mulheres é interessante porque realmente indiferente de ser uma mulher ou ser um homem se a gente dorme o tempo suficiente para que o nosso corpo possa se livrar do estresse no outro dia a gente vai ser uma pessoa muito mais legal a gente vai ser uma pessoa muito mais comunicativa, mais paciente uma pessoa que vai estar disposta a fazer uma troca com o outro agora a partir do momento que a gente não descansa a gente fica estressado e o problema do estresse que ele é a primeira porta para todas as doenças que a gente tem na modernidade que é a ansiedade patológica, a depressão, doenças autoimune, muitas outras doenças que se instalam no nosso corpo justamente por causa do estresse. Então, a coisa vai desencadeando até que chegue a um ponto que talvez o casamento até termine por não ter uma solução que poderia ser paliativa, né? Cada um ter seu espacinho, cada um ter seu quarto. Mesmo que seja essa coisa da cama separada que solucionaria, por exemplo, alguém que se mexe muito, né? Pode ser uma solução. Eu conheço uma pessoa, por exemplo, que ela tem alergia a picadas. Então ela precisa dormir dentro daquelas tendas. E isso era um incômodo para o marido, porque como assim dormir dentro de uma tenda? Então cada um na sua caminha, ela protegidinha e os dois se lidando super bem um com o outro, né? Olha, é interessante. É, a comunicação, eu acho que está em primeiro lugar aí, né? Quando a gente fala de decisões, principalmente entre casais. Agora eu quero perguntar pra Cris o seguinte, quando a cama ela deixa de ser um lugar de encontro, né, o que que muda na vida sexual do casal? Isso é uma perda ou pode ser aí uma oportunidade, um ganho? Como você, você como psicóloga e sexóloga, o que que você traz pra gente referente a isso? Eu trago o que eu vejo no consultório Então, para alguns casais é uma vantagem Ele dá saudade Então a pessoa sente saudade de estar junto Sente saudade da conexão E isso alimenta uma expectativa de uma coisa boa E quando eles se encontram Eles têm um momento muito íntimo, muito gostoso Porque deu saudade Isso vale para muitos casais. E para muitos casais, quando a decisão foi mais de um do que de outro, o outro se sente rejeitado. Então, ele se sente rejeitado, ele não se sente amado, fica ali um incômodo e isso pode causar afastamento. Porque quando um casal está dormindo junto, imagine vocês, né? Vocês coloquem-se nessa posição. Vocês estão dormindo juntos e aí não estava nada preparado, nada combinado, mas um encosta ali o pezinho no outro, um dorme de conchinha e vem aquela vontade, vem aquele desejo de ter alguma coisa. E é uma coisa espontânea, né? Vem aquele desejo e acontece alguma coisa. E da mesma forma que eu conheço a pesquisa que casais que dormem às vezes separados, mulheres que dormiram separados, têm um dia muito bom porque tiveram bons sonhos, e aí querem ter mais relações sexuais. Mas também tem pesquisa que fala que casais que dormem juntos, pelo fato de estarem juntos todas as noites, tem mais relações sexuais, porque dá mais aquele momento de conexão na hora de dormir, dá mais aquele pertinho, aquela coisa gostosa, aquele juntinho, aquele grudadinho, que desperta a parte sexual, e eles têm mais relações, e mais relações sexuais geralmente gera mais conexões com eles. Então, Então, a gente tem as duas pesquisas e a gente tem os dois tipos de casais. Então, é muito assim, o que vale para cada um. E aí, o terapeuta, o psicólogo, vai trabalhar com esse casal, e é bom trabalhar com o casal e não individual, com esse casal, para ver o que funciona para eles. Para eles terem alternativas também. Então, assim, vamos dormir separados? Não. Vamos ter uma noite de sábado que um pode dormir um pouquinho pior, porque pode acordar mais tarde, e nessa noite de sábado a gente dorme junto? Então, a gente vai tentar estudar possibilidades, né? Eu já tive casais que a possibilidade, eles estudaram de comprar uma cama super king, porque o que atrapalhava eles era a movimentação do outro. E compraram uma cama super king, com um colchão que não movimenta, e estão lá, dormindo super felizes, veem alguma coisa juntos, ficam pertinhos, e depois ali dá uma separadinha. Então, assim, tem N soluções que dá para tentar, né? Eu sou muito a favor do casal dormir junto, porque eu acho que, no fundo, é o que gera mais conexão. E aí, eu acho um filme para vocês, que é muito interessante. É um filme camera strip, ele é de 2012, em alguns streams ele está como comédia, porque ele é muito gostoso, que ele fala um divã para dois. É muito interessante, é um casal, já na idade madura, que eles dormindo em camas separadas, e gerou uma desconexão entre eles, e ela tenta recuperar essa conexão. É muito interessante. eu deixo a dica vamos assistir com certeza eu vou assistir também porque faz parte do nosso aprendizado do dia a dia né Tamara e é legal que essa coisa da intimidade ela exige regulação regulação emocional individual e do casal então sim é muito importante a busca de ajuda pro casal mas é muito importante a gente buscar também ajuda para o indivíduo, porque como você falou mesmo, às vezes pode ser que um esteja de acordo e o outro esteja em dúvida se aquilo é o melhor e essas duas pessoas, elas vão precisar entender individualmente como funciona o casal qual é o papel dela dentro do casal então, buscar ajuda para o casal vai trabalhar a dinâmica do casal vai trabalhar o que as pessoas crescem e se desenvolvem como casal mas é importantíssimo em paralelo, cada um do casal também buscar ajuda para se entender, para entender o que faz sentido, o que não faz sentido. E é legal que o indivíduo, quando ele está em terapia, ele aprende a se comunicar. E ele também aprende a ouvir, o que é muito importante, porque às vezes eu falo chinês e você fala português, e a gente acha que está se comunicando, mas a gente está só soltando palavras. E na terapia você vai aprender a dar palavras para os seus sentimentos, Vai aprender a ouvir as palavras que o outro dá para os sentimentos dele E assim vai ser muito mais fácil entender o que cabe no casal Não só sobre a cama e sobre o dormir, mas sobre o relacionamento, né? Num contexto geral Muito bem Ô Tamara, fora do quarto, né? Vamos lá A gente tá falando de quarto, de cama aqui, então Mas fora do quarto a gente precisa lembrar que tem um casal E que esse casal, ele precisa se manter conectado durante o dia também Então aqueles casais que optam por dormir em quartos ou camas separadas, como que tem que ser a questão da vivência no dia a dia para eles se manterem conectados? Hoje o nosso mundo moderno desfavorece isso, porque na maior parte do nosso tempo a gente ou está fora de casa, ou envolvido com trabalho, ou envolvido com outras rotinas que não são relacionamento. eu não sei ainda se funciona dessa forma mas no Japão, se eu não me engano, quando a pessoa casava, ela ganhava um ano inteiro pra ficar com o cônjuge igual, justamente pra que eles pudessem se conectar. A gente não tem isso, né? A gente mal tem os finais de semanas, as quatro horas da noite e ali eu comecei o outro dia então, é muito importante a gente lembrar ou descobrir o que o outro gosta. Se o outro gosta de ser presenteado, a gente pode usar nosso dia a dia para trazer pequenos presentes, grandes presentes, né, presentes surpresas para a pessoa. Tem pessoas que têm a necessidade do toque físico, então todos os momentos que vocês estiverem juntos, se tocarem, não precisa ser uma coisa sexual, mas um toque de um cafuné, uma mão no ombro, uma pegada na mão, então é necessário. Tem pessoas que elas gostam do tempo, então usar o tempo, o máximo de tempo, tempo com qualidade com a pessoa, então ela quer que você acompanhe ela no mercado para buscar um pão, então acompanhe a pessoa. Tem outras pessoas que elas já gostam realmente das construções, então que elas valorizam por exemplo uma louça lavada, uma casa varrida, uma cama arrumada, então a primeira dica é realmente você descobrir qual é o estilo de comunicação do seu parceiro para que você possa oferecer aquilo que é necessário para ele, para ele se sentir amado e não Não necessariamente o que o seu parceiro precisa é também o que você precisa. Então você também precisa entender quais são as suas necessidades e como você se sente amado. Porque se os dois gostarem de tempo, de qualidade, que delícia. Os dois vão ficar juntinhos e vai dar tudo certo. Mas se um gosta de tempo, de qualidade e o outro gosta de serviço, olha a confusão que pode dar. Porque um vai estar varrendo a casa, o outro vai estar achando, nossa, está perdendo tempo, não está vindo aqui comigo. E o outro vai ficar pensando, nossa, não vem aqui varrer a casa, eu tô aqui passando dificuldade. Então é muito importante a gente descobrir qual é o estilo de amor que o outro pode nos oferecer e recebe, e o estilo de amor que nós gostamos de oferecer e receber. Porque daí, fazendo isso, a gente consegue criar uma intimidade muito além da vida sexual. Uau, muito bom você falar sobre isso, porque a gente traz essa semana as linguagens do amor, né? Então a gente precisa entender quais são as linguagens do amor. Você de casa sabe qual que é a sua linguagem do amor? Tempo de qualidade, gosta de dar presentes, gosta de ficar juntinho. A gente vai falar sobre isso porque a gente precisa entender, porque entendendo a gente consegue levar a vida com mais tranquilidade. Olha só, hoje nós falamos aí de casados com quartos separados. Cada casal tem seu ritmo e esse ritmo muda com idade, com rotina e com os filhos, né? E com o trabalho também, e com as fases da vida também, gente, esse ritmo ele é construído a dois, então ele não pode ser medido por uma régua externa, como vocês trouxeram pra gente, né? É o casal que precisa se conhecer, se entender, pra poder seguir a vida. Agora, Cris, quarto separado pode ser cuidado, como a gente tá colocando aqui, mas também pode ser uma forma de fugir do outro, como você também colocou pra gente, né? Então, eu gostaria que você explicasse para o pessoal de casa quais sinais que mostram que a separação dos quartos, a separação na hora de dormir, deixou de ser uma solução para o sono e virou uma sintonia de algo que o casal não está resolvendo. A gente precisa também entender essa questão e qual que é o sinal de alerta que o casal pode perceber e buscar ajuda? Um sinal de alerta muito comum acontece muito na menopausa Na menopausa mulher, ela perde um pouco do desejo Se ela tiver uma falta de hormônio Ela pode ter a vagina mais atrofiada Então a vagina dela pode sentir dor e aí ela começa a querer evitar ter uma relação, um contato, e isso é uma desculpa para dormir em quartos separados. A mulher, é assim, se ela teve boas relações a vida inteira, relações prazerosas, ela mantém na menopausa, continuando tendo relações prazerosas, porque ela não está sob o domínio só dos hormônios, ela vai estar sob o domínio da memória dela positiva. Então, mulheres, tenham relações prazerosas, porque na menopausa vocês continuarão a ter relações prazerosas. Mas, às vezes, na menopausa, ela fica um pouco avessa a ter contatos, não é só relação sexual. ela até evita o contato, né, então essa é uma sinalização grande da maioria das mulheres, né, mas aquilo que eu falei antes também, uma desconexão do casal, o casal que você vê, ele anda mais afastado, ele tá perdendo a admiração um do outro, eu já não admiro tanto, eu tenho, eu fiquei magoada com uma coisa que aconteceu lá no passado e que eu ainda não resolvi, aí você talvez vai ter que tratar na terapia individual ou vai tratar na terapia de casal, então são aquilo, aquilo que a gente chama de gatilhos para esse afastamento. E esse afastamento acontece antes da gente dividir os quartos ou dividir as camas. Então, a gente tem que perceber que o relacionamento... Eu acho que alguém fez uma pergunta? Sim, não, não, eu só comentei, falei que é importante a gente se atentar a esses sinais, né? Porque, de repente, uma situação que você acredita que não tem a solução, buscando ajuda, né, uma terapia, pode ser que a gente consiga ajustar. Pode falar. E a psicoterapia na vida adulta é justamente pra isso, pra que você possa se conhecer. Tem três coisas que a gente faz na terapia, né, que é o autoconhecimento, a transformação e a ressignificação. Então, o autoconhecimento é isso, você conhecer em que ponto da vida você é tal, que você tem pra dentro, que você tem pra fora e como usar. A transformação realmente vão ser as coisas que a gente vai aprender novas, né, e cada fase da vida, ela é um momento novo, ela exige coisas novas, e a ressignificação é justamente a gente costurar aqueles lugares que ficaram no passado rompidos, né, os traumas, as situações desagradáveis, aquelas coisas que a gente não conseguiu superar, mesmo se tornando uma pessoa mais velha ou adulta. Então, a recomendação, na verdade, seria com que todas as pessoas adultas fossem fazer a terapia. A gente criaria melhor nossos filhos, a gente se relacionaria melhor com o nosso trabalho, se relacionaria melhor com o nosso parceiro e se relacionaria muito melhor com nós mesmos. Afinal de contas, o que a gente está fazendo aqui na vida é construindo felicidade e se desenvolvendo. Então, quanto mais você se conhecer, mais ferramentas você vai ter para lidar com tudo isso. Muito bem. Agora, ainda falando da família, né? Quando tem filhos em casa, como é que fica essa dinâmica? Porque as crianças, elas percebem tudo. E aí elas vão perceber que os pais dormem em quartos diferentes e aí como é que o casal pode lidar com isso na rotina da família, Tamara? A comunicação novamente, né? Aí, ó, tá vendo? Então, a comunicação, ela é importante. Às vezes a gente tem a sensação que as nossas crianças, elas são pequenas demais para entender as coisas. Mas se você observar bem, até um bebezinho, ele está aprendendo coisas. Então, sim, eles estão aprendendo com aquilo que eles veem e com aquilo que eles ouvem. A gente não tem como salvar os nossos filhos da própria história da vida deles. Se eles têm pais que decidiram, por qualquer motivo, positivo ou negativo, dormir separados, isso precisa ser ensinado para os filhos. Eu tenho uma história curiosa para te contar. Meus pais, eles são idosos Então eles vêm daquela época que os casais Dormiam separados Mas em algum momento da vida eles decidiram Dormir juntos, mas quando eu tinha Dois anos de idade, eles decidiram Se separar de novo, de quartos Eles foram casados até o final Da vida, meu pai é falecido Minha mãe não, e é muito interessante Que eu nunca me questionei Sobre essa questão da cama A primeira vez que eu fui me tocar Que as pessoas dormiam juntos foi aos 15 anos quando eu fui na casa de um namorado meu e tinham só dois quartos, o quarto dos filhos e o quarto dos pais e aos 15 anos eu olhei aquilo e eu dei risada, porque eu nunca tinha tido um questionamento ou seja, era uma coisa tão comum e tão saudável que não precisava ter um questionamento por que minha mãe tem um quarto? por que meu pai tem um quarto? eles tinham o quarto deles, eles tinham intimidade a ponto que tiveram a minha e mesmo das irmãs, então assim, tudo vai depender de como você conversa com a criança. Se você conversar com uma naturalidade, não vai ter nenhum questionamento, aquilo vai fazer parte da rotina, a criança vai entender que é saudável e tudo mais. Diferente de se for um casal brigado, indiferente de dormirem juntos ou separados, a criança ela vai entender que o casamento não é uma coisa boa, ou às vezes pode entender que a família não é uma coisa boa. Então a gente precisa sempre se comunicar e caso a gente não saiba como se comunicar, a gente pode procurar ajuda que novamente entre o profissional, então da psicologia, da sexologia ou qualquer um psicopedagogo, um profissional que possa te dar uma orientação de paz para que você possa entender como se comunicar com aquela criança, novamente entendendo como ela ouve e como você fala e conectando essas duas coisas. Excelente, maravilha A produção tá me avisando aqui, nós temos algumas perguntas Então vamos lá A Tamara e a Cris Pra responder as perguntas Do pessoal que tá em casa participando com a gente Sobre esse programa tão interessante Vocês trazendo aí orientações E informações pra nós Sobre dormir em quartos separados Em camas separadas, olha só Vou direcionar pra você, Cris A Juliana Martins, Ponte Preta Minha mãe sempre disse que marido e mulher Precisam dormir juntos Por que ainda é tão estranho para algumas pessoas ver um casal dormindo em quartos diferentes? Bom, a Cris, psicóloga e sexóloga, pode explicar para a gente aí essa dúvida da Juliana. É, gente, é um preconceito, né, que a gente teve de ver desde pequenos os pais dormindo juntos e a gente acha que se não está dormindo juntos é porque brigaram. O que a gente vê nos filmes? Os casais brigam e o homem vai dormir na sala, pega o cobertorzinho e vai dormir na sala. Os casais brigam e um vai dormir na casa dos pais. Então, a gente relacionou briga com dormir separado. Exatamente, olha só, muito bem explicado Nós relacionamos isso A cultura trouxe isso Para a gente E de repente chega um momento que a gente pode Criar uma nova Identidade para essa situação De dormir Em camas ou quartos separados 8h50, mais uma pergunta agora A gente direciona para a Tamara Vamos lá, pode colocar na tela a produção Letícia Almeida, do Jardim Guanabara Alguns casais ficam juntos na cama por um tempo antes de cada um ir para o seu quarto. Esse costume pode ajudar a manter o carinho e o romantismo? Eu acho que esse é o melhor dos métodos. Olha aí, que legal. Por quê? Como a gente estava conversando antes, então, quando a gente tem um outro ao nosso lado, o nosso corpo tem uma regulação. Então, talvez esse tempo que os dois ficam juntos antes de dormir pode ajudar os dois a se regularem. Lógico que também tem alguns casais que nesse momento daí da separação que vai cada um para o seu canto às vezes acabam tendo algum tipo de insônia algum problema de tipo despertar então a gente precisa só tomar cuidado com essa questão do quanto tempo vai ser esse tempo mas ele vai então facilitar essa questão da regulação do casal antes dos dois irem dormir e vai facilitar essa coisa então do ter o espaço sem as perturbações que vão ajudar a pessoa a ter o sono completo então é perfeito, talvez de todas as indicações, essa possa ser a melhor união de todos os projetos. Muito bem, 8h51, mais uma pergunta agora para a Cristina, vamos ver quem é que está com a gente aí do outro lado, participando conosco, um tema bem interessante, polêmico pode ser, vamos lá, Gustavo Martins do Parque Industrial, vamos lá, Cris, minha esposa trabalha de madrugada e eu de dia, quase nunca conseguimos dormir no mesmo horário, como não deixar que essa diferença atrapalhe nossos momentos a dois? A gente vai ter que ter agenda, né? O dia que um tá de folga, o dia que o outro tá de folga, o final de semana, e na agenda vai dormir juntinho. É a realidade da modernidade, né? Ter casais que dormem, que trabalham em horários diferentes. Eu tenho casais que são médicos, ambos e ambos dão plantão em horários diferentes, e o que que a gente fez? A gente criou uma agenda. Então, tem determinado dia que ambos não vão fazer plantão para estarem juntos, né, e priorizar isso. Então, a gente vai ter que ter uma agenda. E funciona, gente, a gente funciona. O que que eu falo? Alguns casais falam, ah, mas vai perder a naturalidade, a gente não, vamos fazer uma coisa gostosa? Cada um vai programar uma coisa diferente para aquele dia. Então, se a gente vai ter que programar essa semana, a gente vai ter que estar junto na terça. A semana que vem, por um acaso, vai ser na sexta. Então, a gente vai programar assim. Nesta semana, ele prepara alguma coisa diferente para esse dia que eles vão estar juntos. Na outra semana, ela prepara alguma coisa diferente. Ou ele ou ela, né? Alguma coisa diferente. E aí, aquilo que era para ser automático, mecânico, porque tinha data, tinha agenda, já fica uma coisa assim, o que será que ele preparou? O que será que ela preparou? Já gera uma expectativa, uma coisa gostosa, então pode ser uma preparação de ter uma velhinha no quarto, ter um jantar diferente, e a imaginação do casal vai. Eu sei que eu trago com eles que eles vão se programar e mandar para mim a programação. Do que que eles vão fazer? Porque assim, eles se comprometem em fazer um dia um, um dia outro, uma coisa diferente. Então, acaba... Maravilha! Nossa, essa tua agenda aí, adorei! Porque gera uma expectativa, e uma expectativa bem gostosa, né? Você fica lá, poxa, você sabe que o outro vai preparar algo de especial para você, né? Então, isso acaba sobrepondo essa questão aí dos compromissos, né, de não se encontrarem durante a semana. Top! Agora vamos com a última pergunta do programa de hoje, a gente direciona pra Tamara, agora 8h54, a gente precisa entregar até 9h05, tá bom, pessoal? Vamos lá, Patrícia Gomes, do Jardim Chapadão. Minha amiga contou que o marido só consegue dormir com o cachorro na cama, mas ela não gosta. como resolver uma situação dessas sem ficar discutindo e terceiro elementinho, hein esse terceiro elemento, vou te falar e que nessa situação é um cachorro mas às vezes pode ser uma criança às vezes pode ser um travesseiro gigante a cama às vezes ela tem outras composições infelizmente não tem como a gente conversar sem ter um momento de discussão porque é um momento de realinhamento então imagina se uma perna que tá quebrada pra ela consertar, vai ter que causar uma dor ali pra colocar ela no lugar pra que ela possa entrar no lugar, tá? Então, a comunicação ainda novamente nesse item. Vocês vão ter que comunicar como vocês se sentem, vão ter que comunicar qual é a sensação que dá aquela situação e vocês dois juntos vão ter que encontrar um meio termo. Nem sempre as pessoas são abertas também para conversas, né? Tem pessoas que são fechadas e são só abertas para discussões e não para diálogos. Se você tiver um parceiro que ele não é aberto para o diálogo, provavelmente conversar sobre retirar o cachorro ou uma criança ou qualquer outra coisa da cama pode ser mais difícil e mais trabalhoso. Mas tudo que você se dedica tempo suficiente, ele tem um resultado. Então o legal é procurar um especialista que vai te ajudar a entender como conversar isso com o marido, usar as palavras certas, vão ser muitas conversas, não vai ser só uma resolução de uma única conversa, vai ter sim momentos aí que vocês vão ficar chateados, que vão ficar reflexíveis, pode ser que encontre uma solução positiva como pode ser que encontre uma posição negativa. Às vezes dentro de um casal, quando alguém não está disposto a ceder, não existe mais o casal Então as conversas também são importantes para a gente entender qual a direção que o nosso casamento vai Ele vai para uma direção de construção a dois ou uma desconstrução para uma construção individual Não estou dizendo claramente que é isso que vai acontecer com o seu casamento, não é isso que eu estou dizendo mas a gente precisa realmente aprender a conversar com o outro e entender que conversas são desconfortáveis conversas são momentos de realinhamento e em momentos de realinhamento cada um vai ter que ceder partes para se encaixar e se não encaixar, podem entender que realmente não há um encaixe e vão ter que ter diálogos para descobrir o que vai ser feito a partir daí excelente, até porque você disse que ele não dorme sem o cachorro mas será que foi ele que fez o cachorro aprender a dormir lá na cama? E agora como é que o cachorro vai sair, coitado do doguinho, né? E aí precisa da comunicação mesmo, gente. E a gente percebeu no programa de hoje que dormir em quartos separados não significa necessariamente amar menos, né? O que pesa é a qualidade do vínculo, o diálogo principalmente, né? E o cuidado que o casal mantém durante o dia e durante a noite. com ou sem a mesma cama, então a gente quer agradecer você aí de casa, que participou conosco, mandou aí a sua dúvida, né, e agradecemos também a Cristina, ô Cris, obrigada pela sua participação, muito importante você com a gente aqui hoje, né, obrigada, Cristina, você está em São Paulo, né? Eu estou em São Paulo, não era de Campinas, mas agora eu voltei para São Paulo. Ah, legal, então tá bom, muito obrigada pela sua participação, deixa uma mensagem aí final para a gente se atentar nessa questão, se de repente alguém está pensando em mudar de quarto, é importante assistir esse programa, porque vocês deixaram algo bem interessante para a gente, que é o alinhamento que precisamos ter entre as duas pessoas. Olha, casal, se você está sentindo, você não está se sentindo desejado, desejado, mas você está se sentindo amado, né? Então, tem alguma coisa nessa intimidade que tá com problema. Converse com seu parceiro, explique, olha, eu tô me sentindo amada, eu sei que você me ama, mas eu não estou me sentindo desejado. O que que a gente pode fazer? Se vocês não encontrarem uma solução sozinhos, procurem uma terapia de casal, procurem uma terapia sexual pra ajudar vocês. É muito importante a gente saber diferenciar o se sentir amado do se sentir desejado, e é diferente, né, e se você está se sentindo alguma, que você não está se sentindo amado, ou não se sentindo desejado, ou ambos, converse com seu parceiro, converse com a sua parceira, para ver se vocês conseguem uma solução, se não, procurem ajuda. Um beijo para vocês, amei estar aqui com vocês, essas duas lindas que estiveram juntas, minha colega, essa apresentadora maravilhosa, foi uma experiência muito gostosa, um beijo para quem assiste, um beijo para vocês. Ô Cris, muito obrigada, a gente que agradece a sua disponibilidade e eu quero você ao vivo com a gente aqui no programa presencialmente um dia desses para a gente conversar mais, viu? Tarei. Tá bom, muito obrigada. A gente agradece também a Tamara, né, sempre atendendo os nossos pedidos, toda vez que a gente solicita ela vem aqui para o programa para nos explicar, para nos orientar. E hoje a gente falando desse tema bem interessante, um pouco polêmico, mas nós percebemos que a comunicação é o ponto principal aí dessa situação de, se você está pensando em dormir em quarto separado, você precisa conversar. Comunicação em primeiro lugar, gratidão, obrigada pela sua participação e deixa uma dica aí para o pessoal que está pensando, né? Vou mudar de quarto, vou mudar de cama, vamos lá, né? Aos pouquinhos, com bastante entendimento, quem sabe dá certo. A Ruby acabou roubando a minha dica, né? Porque a dica eu acho que é essa mesmo. Primeiro é a gente lembrar que um casal, ele é composto de duas pessoas que têm histórias diferentes, que pensam diferentes, que sentem diferentes e que se não houver comunicação, não tem como a gente dividir a vida com o outro. Da mesma forma que lá na infância a gente aprendeu a falar, na vida adulta a gente precisa aprender a se comunicar. E se comunicar não é um aprendizado que a gente consegue sozinho. Então se uma criancinha ela nasceu no meio do deserto e ninguém falou perto dela, ela não vai falar. Se comunicar é a mesma coisa. Se você não tiver pessoas ao seu redor que saibam se comunicar e estejam dispostas a te ensinar, você não vai aprender a se comunicar. Então você precisa buscar uma ajuda profissional, um psicólogo, um psicopedagogo, uma pessoa que vai estar com você, te ensinando a se comunicar, para que vocês dois possam entrar num consenso de qual é a melhor composição das coisas para a vida. Se conhecer, conhecer o outro e aprender como se comunica com o outro. Excelente! Tamara, Cristina, você aí de casa, muito obrigada pela presença, pela participação, pelas orientações mais uma vez às nossas convidadas E eu quero lembrar que na próxima edição do Estúdio Câmara, a gente vai falar do medo, né? O medo, ele pode se tornar um incentivo? Qual que é a sua avaliação sobre isso? O medo de perder o emprego, por exemplo, pode fazer alguém estudar mais? Ou o receio, o medo de ficar doente, pode levar uma pessoa a procurar um médico? Em situações cotidianas, o medo, ele nem sempre paralisa. Às vezes, ele também pode funcionar como um empurrão para que você tome uma decisão ou mude um comportamento. Então, a gente vai conversar sobre isso amanhã, a partir das oito da manhã, em mais uma edição do nosso Estúdio Câmara. Quero lembrar que ao meio dia tem Câmara Notícia com Gabriel Castro, nós também temos audiência pública direto do plenário, hoje às 10, depois às 14 horas e você é convidado especial para acompanhar aqui na TV Câmara Campinas, no YouTube da TV Câmara Campinas, também no site oficial da TV Câmara Campinas e pode participar ao vivo lá no plenário Avenida Engenheiro Roberto Manji, bairro Ponte Preta, plenário da Câmara de Campinas. Combinado? Um grande abraço para você Se cuide, bom, a gente faz aqui Todo dia o que As nossas psicólogas orientam Comunicação Então comunique-se, converse Nada melhor que uma Boa conversa para a gente poder Começar a alinhar as coisas, tá bom? Um grande abraço, fique bem Uma ótima terça-feira e até amanhã Se Deus quiser, tchau, tchau Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto