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Meu Bairro na TV | Complexo OMG: Parque Oziel, Jardim Monte Cristo e Gleba B
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Meu Bairro na TV | Complexo OMG: Parque Oziel, Jardim Monte Cristo e Gleba B

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O Complexo OMG engloba o Parque Oziel, o Jardim Monte Cristo e a Gleba B, na região sul de Campinas. A denominação surge das iniciais dos três territórios que, juntos, protagonizaram uma das maiores ocupações urbanas da América Latina.

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Bom, é isso aí, pessoal. Mais uma edição do meu bairro na TV. E agora, olha só, eu tenho uma parceira na apresentação, Débora Martins. Muito obrigada, meu parceiro. Muito obrigada, carioca. Nós estamos aqui no complexo OMG, mais precisamente no Parque Oziel e nós ainda vamos conhecer o Monte Cristo e a géab. Pois é, que ficam na zona sul de Campinas. Olha aí no mapinha. Bom, e olha que a gente vai dar um super rolê por aqui, hein, minha parceira. É isso aí, meu parceiro. Tem muita coisa pra gente conhecer aqui e não vai dar para ir em todos os lugares, mas a gente vai na OIPA Criativa, eh, Instituto Paulo Freire, batalha de rima também. Mais o que, meu parceiro? Bom, tem a receita no final que tá top demais, né? Que é uma moqueca de peixe com camarão. A, bora acompanhar mais uma edição do meu barco na TV e agora com a minha parceira Débora Martins. Bora, vamos. O complexo OMG reúne o Parque Oziel, o Jardim Monte Cristo e a Gleba B. A sigla vem das iniciais dos três territórios que juntos formaram uma das maiores ocupações urbanas da América Latina. Tudo começou em 1997, quando cerca de 30.000 famílias ocuparam uma área de aproximadamente 1.500.000 m² em frente ao Campinas Shopping às margens da rodovia Santos do Monte. A partir de 1999, a área foi declarada de interesse social para desapropriação e implantação de moradias. E em 2004, a prefeitura anunciou um acordo para aquisição de cerca de 80% do terreno. Em 2008, a regularização fundiária marcou uma nova etapa com a entrega dos primeiros títulos de posse aos moradores. Hoje o complexo OMG é formado por bairros consolidados com comércio, escolas, postos de saúde, espaços religiosos e infraestrutura urbana e comunitária. O meu parceiro André Aranha conversou com a Rosinha, que veio da Bahia para Campinas em 1997 e foi morar no Parque Uziel, bem no início da ocupação, quando ainda não tinha rede de água e esgoto e nem energia elétrica. Exatamente isso, minha parceira. Tô aqui com a Rosinha que tá há muito tempo aqui, como você disse, conhece muito bem aqui o bairro. Estamos no Monte Cristo, né, Rosinha? Monte Cristo, Campinas. Tudo bem? Como vai você? Eu estou bem. Você? Beleza. Bom, você pegou aqui eh quando praticamente não tinha nada. Conta um pouco a história pra gente. Olha aqui, quando foi a ocupação aqui, um dos primeiros foi o meu marido e os irmãos dele que hoje não mora mais aqui, mora lá no, já morava lá no São José, né? Aí ele, eu tava na Bahia, não fazia planos de vir para cá, porque ele veio para passear, né? chegou aqui, resolveu ficar, o irmão dele trouxe ele aqui, aí conseguiu, aí eles na nos primeiros dias mesmo da ocupação, aí já marcaram os terrenos, né? Depois de 8 meses, aí eu vim porque eu tinha comércio lá na Bahia, tudo, né? E aí eu não, como ele veio para passear, não tinha planos de vir. Aí eu falava: "Não, não vou, não quero ir". Aí eu vou só vou ficar dois anos lá, ó. Quanto tempo? Os dois anos viraram quantos anos já, Rosinha? Agora já é 31 anos. 31 anos. E assim, quais as mudanças que você viu ao longo de todo esse tempo aqui no Monte Cristo, no Parque Oziel, enfim, né? Muitas mudanças, né? Lembro porque antes aqui foi foi uma batalha muito grande para nós ficar aqui. É tanto como eu te falei que eu nunca tinha visto ocupação assim, né? Quando eu quando eu cheguei aqui, eu fiquei agoniada para voltar. Mas eu te falo que hoje em dia eu não me arrependo de ter vindo. Valeu a pena. Valeu a pena. Valeu a pena. Eu gosto muito da minha terra, mas também eu amo Campinas. Que legal. É. É. Eu sou campineiro da gema, nascido, criado. Morei um tempo em Bauru, em Ribeirão Preto. Fiquei um tempinho em São Paulo também, sempre trabalhando, né, como repórter e tal. Mas eu fico feliz quando eu ouço pessoas eh que vem de fora falar que amam Campinas, assim, amam. E posso falar de outras que eu já fiz. O que, Rosinha? assim, porque eu já eu sempre que eu faço assim, que eu dou uma entrevista, eu falo que Campinas, eu amo Campinas, Campinas acolheu, acolheu eu e toda a minha família. Hoje as minhas minhas filhas todas eh fazendo essa a Maisélia já tá vai se formar em doutora. O meu filho também, ele tava fazendo a faculdade, ele trancou, mas ele tá A sua filha mais velha tá fazendo o que de faculdade? É artes visuais. Ai, que legal. Bacana. que é a Andrea Aparecida e e a outra mais nova tá estudando, o Neto fazendo faculdade. Então eu não posso. Eu cheguei com a quarta série, fiz o segundo grau, terminei, tirei meu segundo grau, fiz vários cursinhos de padaria, de confeitaria, né, que E daí você abria o seu negócio aqui. Abri, trabalhava a empresa, né, quando eu cheguei aqui, fui trabalhar empresa ainda. E me e mais eu sempre queria, que eu nunca tinha trabalhado assim na empresa, né? Na Bahia eu sempre trabalhei para mim. Ainda eu falei: "Não, quero trabalhar para mim". Mas no começo do bairro era meio difícil, né? É, a gente ficava até com receio, que era perigoso, que foi perigoso aqui. Hoje aqui é uma cidade, não sei se vocês conhecem o B. Pois é, é, a gente conhece. É, inclusive tá fazendo o programa especial aí. Vocês vão ver muita coisa legal que tem aqui no Monte Cristo, no parqueel. Muita coisa muita coisa mesmo. Eh, muita coisa bacana no GL Babê. Isso. Tô vendo que que a senhora é uma uma mulher de fé, né? São Francisco Francis Jesus. Nossa senhora Aparecida aqui. Sou a tem vários sentinhos aqui, ó. Ó, Nossa Senhora Aparecida em todo canto tem. Isso aí, né? A fé não costuma falhar, né? Não, a fé. Eu gosto de ouvir essa música. Ah, eu também adoro. É, adoro. É muito legal. Muito legal. Eu creio nisso. Deixa eu falar um negócio pra senhora. E daí você montou o seu negócio aqui que é um sucesso. Sim. É modestia parte. É porque eu já ouvi falar, a gente conversa com um com o outro lá na rosinha tal tem uma carajé. A carajé é bom, né? É o ponto de é a carajé. É aqui é o ponto mesmo do Deixa eu falar um negócio pr pra senhora. Fiquei sabendo que você faz uma moqueca que é extraordinária, né? Ah, modéstia parte, né? O povo gosta. E o meu grande amigo Valdecir Saraiva, o nosso carioca, que é o repórter cinematográfico, ficou com água na boca. Ah, eu vou fazer nessa moqueca, vou fazer para vocês. Então, eu posso voltar aqui no final do programa pra gente mostrar a sua receita? Sim, pode sim. Uma receita de moqueca de é moqueca de peixe e camarão também. Camarão. Camarão. Eu ponho um camarão defumado que vem da Bahia, que eu faço a carajé, justamente também com esse camarão. Galerinha, espera aí que vai ser no final do programa e a gente vai mostrar essa receita. Rosinha, então a gente volta ainda nessa edição. Ah, beleza. Tá bom. Mas obrigado por compartilhar sua história aí conosco. Obrigada. Eu valeu. Eu já estou com água na boca na mulher aqui. Ah, então logo vou experimentar. Boa. Agora, onde você está, minha parceira Débora Martins? Conta pra gente. É isso aí, meu parceiro. Eu tô aqui na Ozipa Criativa, uma organização da sociedade civil que trabalha para transformar as periferias e trazer protagonismo aos jovens desses territórios. Eh, ao meu lado aqui, eu estou com o Jeff Rodrigues, um dos fundadores. Tudo bem, Jeff? Prazer. Tudo bem? Tudo em ordem. O prazer é todo meu. Eu não vi a hora de conhecer você pessoalmente, né? A gente se fala muito por telefone, mas pessoalmente seja muito bem-vindo ao meu bairro na TV. Obrigado. E nós vamos falar aqui nesse meu bairro na TV sobre o Parque Oziel, Jardim Monte Cristo e Glebaab. A Ozipa Criativa fica aqui no comecinho do Oziel, que o o Jeff tava me explicando, né, Jeff? Isso mesmo. Que as os lugares aqui não são muito delimitados essa essa divisão, né, dos dos territórios. Eh, eu queria que você começasse contando pro pessoal de casa como surgiu a OSIPA e quando foi isso. Bom, a Ozipa Criativa, ela nasce em 2021. A gente, eu e outros 11 jovens, a gente participa de um curso de comunicação que acontecia aqui no território e depois desse curso de comunicação, lá em 2019, a gente decide criar uma produtora. A gente segue com essa produtora até 2021, quando a gente passa por um processo de aceleração e a gente entende que não era eh somente a produção audiovisual, somente a produção de evento, a produção de campanhas publicitárias que a gente queria fazer. a gente queria de fato atuar mais nessa parte educacional que foi onde a gente surgiu. Então a ela nasce lá em 2021 por conta desse jovens que entendem esse processo, se desligam da produtora, eh, seis jovens e fazem a criação da Uzipa como organização da sociedade civil. Hoje a gente tem como missão colaborar com a revolução periférica por meio de três eixos, que é educação, cultura e desenvolvimento territorial. E hoje eu recebo vocês aqui da TV Câmara no nosso novo espaço aqui no Oziel, que a gente ocupou também na mesma época lá em 2021. E agora em 2026 a gente concluiu a nossa obra e estamos aí com um espaço bem bonitão que tiveram vários parceiros incluindo a Fundação FIAC nesse corre. E tá realmente lindo, né, Jeff? Eu já falei para você aqui, eu fiquei encantada com os espaços. Muito colorido, muito bonito. É bonito de ver mesmo. Aham. Jeff, eh, e quais são as atividades que vocês oferecem aqui na UZIPA hoje? Então, a nossa visão é ser referência em economia criativa. Então, tudo que a gente faz é pensando como que a gente pode eh trazer para essa juventude, para esse adolescente, para essa criança, para esse morador da região, esse entendimento de que a criatividade dele pode gerar grana. Então, a gente sempre pensa nesse sentido. Hoje a gente tá com algumas atividades ativas. Uma delas é o nosso curso de desenho que é conduzido aqui pelo Wesley Mota, né, que é um voluntário nosso e fundador também da UZIPA desde começo. E esse curso de desenho, ele vem desde lá de trás e esse ano a gente pôde trazer ele num novo espaço com mais recurso, com mais possibilidade. Além de curso de informática, a gente tem a nossa biblioteca, a gente tem curso de empreendedorismo também com empreend de Campinas que roda aqui à tarde. a gente tem o fundo eh que a gente apoia também com capital semente, iniciativas aqui da comunidade. Então são diversas atividades aí que rolam atualmente, que estão ativas, mas nesses 5 anos de Ozipa já foram mais de 10.000 pessoas impactadas com as nossas ações dentro e fora aqui do território. Nossa, é muita gente, né, Jeff? bastante. Isso traz uma segurança, acho que paraas pessoas, né, aqui do território para poderem seguir a sua ao seu desenvolvimento, né? E e durante todo esse tempo aqui que a Ozipa tá nesse território, eh, quais são as principais mudanças que você vê, né, que você enxerga, você observa que aconteceram aqui já nesse durante esse tempo? Então a gente, esse espaço aqui, ele já é bem simbólico, né? Então esse espaço ele era só quatro paredes e um sonho, né? Então esse espaço existiu e já foi usado desde o começo da ocupação como um espaço de encontro, de entrega de leite, de cursos e depois disso ele ficou um tempo abandonado quando a gente assume. Então eu acho que a grande transformação que a gente pode observar é uma transformação física, né, da comunidade ver um espaço que era tão bom, tão positivo pra comunidade que estava totalmente abandonado, se reerguer e hoje ser um ponto de referência, né? Porque a gente é bem colorido, bem patati patatá. Então não tem como não achar, não tem como não perceber que existe a zip aqui dentro do parcel, justamente porque a gente é, a parte externa já é bem colorida, vão vir uns grafites na parte externa. Em breve a gente tem um letreiro também aceso que fica aceso à noite. Então a gente tem esse marco aqui sim pra comunidade. É um espaço gostoso, é um espaço que a gente não economizou, então a gente demorou 5 anos, mas a gente quis entregar um espaço com qualidade pra comunidade. Então acho que essa entrega com qualidade que a Uzipa vem fazendo, que muitas vezes até é confundido, será que é uma ONG? Será que não é? Será que é uma OSC? Será que é uma empresa? Será que é uma sorveteria? Já perguntaram pr É uma sorveteria? Não entra aí, conhece o que que a gente faz. Então eu acho que essa transformação vem do físico, mas vem também dessa autoestima da comunidade. Vê que pode ter um espaço bacana também para eles com qualidade aqui dentro. Sem dúvida. E a gente aqui quando chegou, né, você apresentando os espaços pra gente, a gente fica muito à vontade. É um lugar aconchegante assim, a gente se sente bem, é gostoso estar aqui. Ai, que bom. Essa era a nossa intenção. É, então deu certo, Jeff. Eh, você falou, contou um pouquinho dessa dessa desse dessa simbolismo, né, do da OSIPA aqui pro território, para Parque Oziel e pros outros bairros. E eu queria que você contasse um pouco da relação que você até já me falou, mas pro pessoal de casa entender um pouco da relação da OSIPA com a Igreja dos Santos Reis. Então, não é não é bem da Uzipa, né, do espaço onde a gente tá localizado. Eh, esse espaço aqui, né, ele foi construído lá no começo da ocupação. Então, a o cômodo lá de baixo, que vocês vão ver algumas imagens que hoje abriga a nossa biblioteca, ele já existia desde o início da ocupação lá em 1997, porque a ideia, né, quando o movimento, né, de moradia eh fez todo o acompanhamento e a luta aqui, né, pelo território, eh, um padre, ele teve a ideia, né, isso é o que rola assim de de mito assim, que a comunidade conta, que os moradores contam. Minha própria mãe que veio para cá no no início da ocupação conta também que o padre decidiu criar esse espaço e criar a igreja para ser um símbolo mesmo, né, de concreto, eh, dentro da comunidade para que a comunidade ganhasse fôlego e pudesse construir suas casas e não tivesse esse problema de, pô, será que vai vir alguém com trator para derrubar nossas casas e e tirar a gente daqui? Então ficaria feio, né, derrubar uma igreja, derrubar uma ONG com um trator. Então foi uma tecnologia social pensada por esse padre. E eu quero muito acreditar que é verdade, porque é uma história que corre desde sempre, assim, desde a minha infância, a contar essa história pra gente aqui dentro da comunidade. E você falou que você chegou faz assim bem criança aqui, né? Bem novo aqui. Você veio de Pernambuco, é isso, né? Isso. Eu vim do Sertão do Pernambuco, uma cidade que chama Serra Talhada, bem pequenininha. Eu vim com a minha mãe no primeiro ano da ocupação, então eu vim com um ano de idade, eh, ano que vem a ocupação completa, né, seus 30 anos. Existe ainda uma dúvida sobre o dia exato, mas é em fevereiro de, eh, foi em fevereiro de 1997 que inicia a ocupação, bem no comecinho ali do mês. Eh, a galera do Montecris fala que é um dia, a galera do Ozeal fala que é outro e não sei o quê. A gente comemora o mês inteiro já para não ter briga. Então, a gente tem essa eh esse marco assim do mês de fevereiro de 1997 como o início dessa ocupação. E eu vim com a minha mãe com um ano de idade para cá e tô aqui desde sempre assim. Então ocupo esse território desde sempre minha família, minha mãe, minha irmã que veio depois, meu sobrinho e todo mundo, meu namorado, todo mundo mora aqui, todo mundo ocupa esse espaço desde sempre. Legal. É sua casa? É minha casa. Bacana. Eu vejo que você fica bem à vontade mesmo para falar, né? Aham. Do seu território, Jeff. Então, eh, eu queria que você contasse também um pouco assim da biblioteca, como que funciona, como que o pessoal é aberta ao público aqui do bairro, como que é o o nosso espaço, ele tem essa proposta de ser um espaço comunitário. Então, a gente abre ele, né, de segunda a sexta, das 10 às 5 pra comunidade. Então, os portões ficam abertos, a comunidade pode vir trocar uma ideia com o nosso eh assistente de articulação local. que é o Revolução RB, eh, pode trazer suas demandas, podem sugerir coisas e também podem usar a biblioteca. Então, a gente tem a biblioteca no primeiro piso com um acervo que foi construído por doação. Então, a galera foi doando, a gente foi fazendo essa curadoria e e catalogando esse acervo que estão aí em cerca de 1000 livros. A gente pretende pro ano que vem expandir isso, mas a comunidade pode vir, pode pegar um livro, pode ler aqui, pode levar para casa, pode trazer livros pro nosso acervo. Então ele é bem orgânico assim. E a gente tem uma boa quantidade também de gibis e mangás que ajuda a galera do curso de desenho também, que tem um foco bastante em stories, em quadrinhos. Bacana. E o e pr pra gente arrematar aqui o bazar, eu vi que vocês têm o bazar aqui. Como que funciona? É, o pessoal, vocês recebem doações, como que é essa? É, assim que a gente ocupa o espaço, a gente decide abrir um bazar. Mesmo o espaço não tendo água ainda, não tem no banheiro, não tem energia ainda era fós dor de cabeça, porque um bando de jovem que não tinha feito nada, descobri como que eu faço para ir na resolver o o esgoto na rua, porque o bairro já tem já tem esgoto na rua. Por que que tem fossa ainda? Então, a gente foi entendendo tudo isso, mas ao mesmo tempo prestava de grana para tudo isso. Então, a gente abre um bazar aqui todo sábado nesse nesse movimento. A dona Madque, que é a minha mãe, ela fica aí liderando o bazar todo esse tempo e quando o prédio fica pronto, a gente tem um espaço dedicado pro bazar que abre toda sexta e sábado das 10 às 5 também. Então, continua sendo uma fonte nossa de recurso. Então, o nosso bazar ele tem uma curadoria também, né, da dona Madá e tal. Então só são roupas realmente selecionadas, roupas que a gente vê que ainda dá pro uso, mas não é o perfil do bazar, a gente doa para outras organizações, para outras iniciativas aqui do bairro, porque chega muita doação pra gente, então a gente também faz esse repasse, perde, nada se perde, ou faz oficina de upycling, ou faz oficina de customização, utiliza isso de alguma forma. E hoje a gente tem o preço único, assim, nosso bazar tem um preço único de R$ 5. Então qualquer pessoa que vim pode vir aqui e comprar uma peça de marca de de qualidade e tal por R$ 5 assim. Então isso é muito importante pra gente também. Legal. Que legal, Jeff. Eu tenho certeza que a gente teria muita coisa ainda para falar, mas a gente tem muita coisa ainda para mostrar também no programa. Eu quero te agradecer muito pela sua disponibilidade em participar aqui com a gente e queria que você mandasse um recadinho aí pro pessoal de casa. Ah, eu acho que o nosso recado é o nosso propósito, né? Se não existe, a gente cria. Então, desde o início é o Zipa Vio nesse sentido, pô, a gente queria uma ONG para jovens maiores de 15 anos dentro da comunidade que não tinha. A gente foi lá e criou. Ai, a gente queria oportunidades para essa juventude. A gente foi lá e criou. Aí a gente queria que a cidade tivesse um plano de juventude. A gente foi lá, ocupou um lugar no Conselho Municipal de Juventude, que tem matéria aqui na TV Câmera, só buscar. E a gente foi lá e criou o comitê para criar o plano municipal de juventude que tá rodando lá e tá sendo acompanhado pela TV câmera. Tá sendo bem bacana. Então o prédio em si, né, não existia. A gente foi lá e criou. Então o nosso lema é isso, assim, eu acho que a gente é um band de jovem maluco que tá criando coisas que não existiam antes para deixar aí como legado para essa galera de agora. Que bacana. Mais uma vez, muito obrigada. Eu que agradeço. Bom, pessoal, aqui Eu Zipa Criativa, deu pra gente entender um pouco como que funciona. É um território sensacional, é um lugar muito aconchegante, muito gostoso, muito bacana. E eu volto aí com o meu parceiro. O que que você tá fazendo por aí, meu parceiro? Conta pra gente. Pois é, minha parceira Débora Martins. Eu estou aqui bem na divisa do Monte Cristo com o Parque Oziel na Igreja do Nazareno Canaã. Vou bater um papo com o pastor Márcio para entender um pouquinho sobre a história, as parcerias, os projetos. Bora. E aí, pastor, como tá aí? André, tudo bem? Seja bem-vinda. Deus. Obrigado, pastor. Quando foi fundada aqui? Foi desde fevereiro de 2002. Nós estamos aqui com o pastor Denis e assim a igreja foi crescendo. Bom, 24 anos já. Isso, 24 anos já estamos aqui. Como que é aqui no bairro? A galera vem com bastante frequência. Como funciona? Sim, vem com bastante frequência. Começou com muitos jovens, né? Por pastor ser bem jovem, o pastor titular, sou auxiliar. E e assim os jovens estão comparecido e e trazendo toda a família. Hoje é mais adulto, né? Criança, eles começaram aqui como crianças, adolescente, hoje são pais de famílias e estão na na direção da igreja. E eu tava falando, inclusive ele tá bem na divisa aqui do parque Oziel com o Monte Cristo, né? Exato. A parte mais baixa Oziel e a parte mais alta é o Monte Cristo. Nós estamos bem no meio do bairro. Conta um pouquinho sobre a história da igreja, pastor. A igreja na aqui no bairro, a igreja de Nazarenos, é como Nazareno, Canaã, como é o nome dela, OK? E estamos aqui já faz 24 anos na época que era tudo terra ainda naquele sistema ainda de invasão, uma igreja que estava aqui no meio. E nós, né, através de do pastor Denny Anderson, através de um trabalho de de seminário de como implantar uma igreja, ele sugeriu fazer aqui. Aí viu que o trabalho era realmente viável e ele começou através de outros pastores a desenvolver o projeto aqui da igreja Nazareno. Boa. E a estrutura aqui é bem legal. A gente pode dar uma olhada aqui, pastor. Vai mostrando pra gente, por favor. Valdecir Saraiva tá vindo conosco aqui também. Joia, cara. É bem legal a estrutura. Qual a capacidade aqui, pastor? A capacidade aqui é de 120 pessoas. 120 pessoas. É, nós temos uma frequência aí de 70, 80, 100 pessoas, uma capacidade de 120 e não era assim. Hoje, eu tenho aqui um ambiente legal, uma igreja até confortável, mas no início foi bem crescendo junto com o bairro, entendeu? Tinha, começamos com 30 e foi crescendo. Hoje essa igreja era metade, agora ela já é o dobro do tamanho. Boa. E aqui é o púlpito. Aqui é o púlpito, aonde fica aqui a equipe de louvor Canaã. fica aqui. Nós temos ali a bateria já isolada para o som, né? Temos abafadores na igreja que fica melhor sempre com uma musiquinha, né, pastor? Exato. Um louvor, uma música muito agradável. Então bora falar sobre as parcerias, os projetos que tem aqui, que que vocês fazem. É, a igreja, ela tem um projeto com parceria com com o projeto Aquarela que está aqui no bairro. Nós cedemos aqui o local para ter vários atividades com crianças, com adultos, tem costura, tem balé para as crianças, tem robótica, tem eh eh também jogo de xadrez, né? Ensina as crianças a desenvolver a mente, desenvolver todo o processo de crescimento. Bom, e é justamente isso porque ajuda no desenvolvimento da criança, né, pastor? Exato. Porque a igreja é uma igreja que se preocupa com a comunidade. Nós vemos, nós uma igreja, nós somos uma igreja evangélica, pregamos o evangelho. Nosso lema é uma igreja restaurando a família e com isso a igreja tá aí próxima para trabalhar com a comunidade e também na pregação do evangelho ser Jesus conhecido aí na comunidade. Fale um pouquinho mais sobre esse projeto que é bem interessante essa parceria que vocês têm aqui com tantas atividades assim. é uma parceria eh muito agradável, porque usa a parte da igreja, estrutura que fica aqui durante a semana e com isso desenvolvimento aí com as crianças e todo o projeto aí de para trazer a comunidade para dentro da igreja. E com isso temos aí todos esses projetos, todas essas aquarela. Exato. Projeto Aquarela. É uma parceria junto com a Igreja Nazareno Canaã. Boa. Obrigado, viu, pastor, por nos receber aqui. De nada. Valeu. Tamo junto. Bom, pra gente entender um pouco mais sobre o projeto Aquarela, estou aqui com a Bianco. Olha só, gente, ela é educadora também da aula de dança. E aí, tudo bem, Bianca? Tudo bem. Você bem. como funciona o projeto? Tô vendo inclusive ali o pessoal treinando Gil Gits, os meninos já chegam as meninas, né? Você dá dança também, tem robótica? Sim, o projeto ele já tem há 10 anos aqui no Parcosi e a gente tem oficinas, né, como jits, robótica, dança, tem balé, é, tem a costura. E futuramente vai ter outros atividades pras crianças, né? a gente tá atrás de outros eh de outras modalidades, como futebol, como algumas coisas na parte de arte, só que isso vai ficar mais pro ano que vem. Mas por enquanto a gente tem essas atividades que eu falei e é uma parceria com a igreja também. Isso. A igreja se deu esse espaço pra gente poder trabalhar com legal. Que bacana, né? Muito bom. E a aula de dança que você eh você dá as aulas e tudo mais, como funciona? Sim, as aulas de dança a gente tem a eh aquarela densa que a gente chama, que é de terça e quinta. Tem na parte da manhã e na parte da tarde. São crianças a partir de 6 até 14 anos que participam. E de sábado a gente tem o balé. Eh, das 9 até às 11. E segunda-feira também tem balé com uma outra professora. E o Gits que horas é? É Jits é de segunda e quarta-feira, é das 2 às 4. Boa, Jo. É tudo de bom, né? Inclusive o nosso editor de imagens, o Ricardo Brunete, também é fera no Gilgitso e no Moitai. Você fez também? Tava me contando, né? Não foi? É Moitai. Tá certo. Fiz my thaai. Você fez thaai, né? Boa. Bacana. E como faz para se inscrever? Bom, é, primeiramente tem que vir aqui fazer lá com a assistente social, fazer um cadastro. Geralmente ela tá aqui de segunda, eh, segunda, terça e quarta na parte da manhã. Eh, aí faz o cadastro e já participa do do projeto com a gente. E são crianças a partir de 6 anos. 6 anos. Isso. Bacana. Lá terminou agora o treino de gço da rapaziada. Qual que é a importância dessas atividades pro pessoal aqui do dos bairros, então, da OMG, né? Sim. Eh, é legal porque a gente traz mais cultura para as crianças, traz mais conhecimento, trabalha a coordenação motora, eh, trabalha essa esse desenvolvimento, né, dessa parte da educação com eles. Então, isso é importante aqui no bairro e também pensando que a gente sempre tá em contato com a tecnologia, essa criança não tá aqui, tá no celular. Então isso ajuda também a a mais tirar um pouco das telas, né? Então isso é muito importante. Valeu, muito obrigado, viu? Isso é que agradeço. Bom, é isso aí, pessoal. Segundo bloco aqui do meu bairro na TV. Estamos mostrando o Parque Oziel, também o Jardim Montecristo e o Gleba, OMG. E agora estamos num lugar super especial que é o Instituto Paulo Freire. Pois é, eu e o Valdecir Saraiva, nosso repórter cinematográfico, já demos uma volta por aqui. Coisa linda, uma estrutura realmente fantástica. Estou aqui com a Ana Ces, que é justamente a coordenadora. Antes de mais nada, tudo bem? Tudo bem. Bom, primeiramente vamos falar sobre o Instituto Paulo Freire que atende 150 crianças e adolescentes. Por Paulo Freire, muita gente confunde com o educador, mas não é, é um pastor. É isso. Exatamente. O nome da instituição é em homenagem, né, ao pastor presidente da Igreja Assembleia de Deus, Ministério Belê em Campinas, que inclusive é o nosso fundador. Perfeito. E muita gente confunde, né? Confunde, confunde. Por isso que é bom a gente esclarecer aqui também. Bom, a ideia é justamente eh oferecer educação, que mais? Esporte, eh, lazer, cultura também fala bastante de de religião, né, cristã e tudo mais. O Instituto Paulo Freire atua hoje na modalidade serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, que é um programa da política de assistência social do nosso país. Então, o instituto atua hoje há 18 anos. contribuindo aqui com a comunidade do Jardim Montecristo, Gleba Parque Osiel, na faixa etária de 6 anos a 14 anos e 11 meses. Então aqui na instituição as crianças, né, além das oficinas musicais esportivas que aí engloba também as oficinas musicais canto coral, fanfarra, flauta doce, violino, nós temos o ensino cristão que é ofertado diariamente pr as crianças aqui. Boa. Primeiramente vamos falar sobre a quadra, porque eu fiquei impressionado com a estrutura da quadra, o piso, a tabela de basquete, o gol, eh, como que foi, como surgiu aí a ideia dessa quadra que que é de primeiro mundo, né? Exatamente. Eh, por intermédio do pastor Eduardo Quinto, que era um funcionário da empresa Decathlon, foi apresentado o projeto social, que é o Instituto Paulo Freira, aqui no Jardim Monte Cristo. É, eles conheceram o nosso trabalho, o instituto foi aprovado em todas as instâncias, né, de documentações que eles solicitaram e eles realizaram a reforma da nossa quadra, que hoje é composta, né, por uma climatização muito adequada para as oficinas esportivas, tanto questão de proteção, de segurança, né, através do piso, das proteções laterais, fora o visual, né, que é um que é bem vivo, né, que chama atenção realmente. Inclusive no dia do lançamento, os próprios franceses vieram aqui, né, fazer a inauguração. Foi um momento muito especial pra nossa instituição. Bacana boa. E também a gente mostrou, você já falou, esse encontro, né, eh, cristão, correto? também faz parte aqui do do instituto. Isso mesmo. Diariamente a instituição ela tem como cunho, né, a pregação do evangelho. Então todas as famílias que são atendidas aqui, elas concordam, né, que esse ensino é ofertado pelas suas pras crianças, né, e os adolescentes. E isso acaba sendo um diferencial pra gente aqui. Boa, bacana. E tem também a questão musical, né? A gente tem inclusive imagens mostrando. A galera manda super bem, né? Sim. As crianças aqui elas são maravilhosas e a gente fica muito feliz o quanto que elas se dedicam e cada vez mais elas querem participar das oficinas musicais. Bom, e tem e o lanche. Fale um pouquinho sobre a estrutura que tem aqui. Aqui todas as crianças elas recebem duas refeições diárias. Então as crianças que frequentam o período da manhã, elas tomam café da manhã e almoçam. E o período da tarde almoçam e tomam lanche da tarde, o que contribui também pr as famílias pela questão da segurança alimentar, né? Quantas horas as crianças ficam aqui? A média de 3 a 3 horas diárias. Seria um meio período, contraturno escolar. Contraturno escolar. Meio período. Isso mesmo. E obrigatoriamente elas têm que estar matriculadas na escola, não? Totalmente gratuita. Como faz para fazer a matrícula? A instituição, ela faz uma avaliação socioeconômica familiar, né? Então, primeiro a gente avalia, né, as condições socioeconômicas das famílias, também as questões, né, familiares que estão envolvidas. A gente recebe vários encaminhamentos da rede de assistência social aqui de Campinas que nós fazemos esse acompanhamento. Mas o principal meio é a gente chama de busca espontânea, né, que quando a família vem até a instituição solicitando uma vaga. Percebi também dando um rolê por aqui que tem vários cartazes aí sócioeducativos eh falando do sobre ações contra o bullying, né? Correto? Infelizmente, né, o índice de bullying tem aumentado muito nas escolas, mas a gente mantém um diálogo muito aberto com as nossas crianças, né, e adolescentes aqui sobre a importância da conscientização até do que é o próprio bullying, porque infelizmente eles trazem muitas situações que acontecem na própria escola, mas aqui a gente orienta, a gente conversa, né, a nossa eh nosso ramo de atuação também aqui no acolhimento dessas crianças, né, porque muitas vezes a criança que está praticando bullying, ela também está sendo violentada em algum sentido. Então, o trabalho da instituição atua firmemente na questão contra o bullying, tanto nessa questão de acolhimento das crianças e a gente tem tido excelentes resultados com isso. Como o instituto é mantido, a base de doação, a igreja, enfim. Sim, hoje o instituto é 100% mantido pela Assembleia de Deus, o Ministério Belém, aqui em Campinas, presidido pelo nosso pastor Paulo. O Instituto também tem parceria, né, com Isa, com Mesa Brasil, que fica aqui em Campinas, que contribui também com a alimentação das nossas crianças, mas é exclusivamente mesmo pela manutenção da Igreja Assembleia de Deus Belém em Campinas. E vocês contam com profissionais? Isso sim. Hoje nós contamos aqui com assistente social, educador físico, pedagogo. Estamos aqui também com voluntárias na área de psicologia, na área de pedagogia e de psicopedagogia que tem contribuído grandemente com o nosso trabalho aqui na instituição. Eu gostaria, né, de convidar todos os moradores aqui da nossa região que também venham conhecer o Instituto Paulo Freire, porque nós estamos aqui pelas famílias, por essa comunidade. Boa. Muito obrigado. Eu que agradeço. Valeu. É isso aí, galerinha. Muito legal. Já já eu e minha parceira Débora Martins estaremos em algum lugar antes. Vamos acompanhar aí algumas imagens aqui dos bairros, né? São do Ricardo Brunete. Eu volto já já. Eu e Débora Martins. เฮ Bom, pessoal, agora eu tô aqui na Gleba B, que faz parte do complexo OMG, com a Carla Marques. Ela que é terapeuta comportamental e atua com mulheres pretas há 3 anos. É isso mesmo, né, Carla? Isso. Há 3 anos eu comecei a atender mulheres pretas. Partindo dessa necessidade que eu tive de atendimento terapêutico. Eu não consegui. E aí a sistema público tem essa dificuldade. Então eu fui atrás de conhecer, de estudar, fui fazer algumas formações que eu tive acesso e aí eu fiz esse caminho inverso, né? Porque como a minha dor, a minha história poderia transformar para ajudar outras mulheres. E Carla, você tava tava me contando aqui que há 20 anos você mora aqui na Gleba B, né? conta pra gente um pouquinho como que era lá no início até chegar onde a gente tá vendo aqui, né, tudo asfaltado. É, é uma história bem interessante porque quando eu vim para Campinas, eu sou baiana de Vitória da Conquista, eu vim para Campinas e aí eu ouvia falar muito mal do Oziel, então todo local que a gente chegava falava muito mal do Oziel e uma ida de férias para casa e eu voltei, as pessoas tinham alugado uma casa aqui no Oziel, falei: "Caramba, vou ter que morar lá". E a gente descobriu que não era essa realidade que as pessoas de fórum falava do Oziel, né? E realmente era um lugar que era muito feio, a gente tinha muito barraco. Eu vi os barracos se transformarem em casas. Eu comprei um barraco de madeira para poder sair do aluguel naquele período, era mais viável. E hoje eu tenho uma casa assim depois dos esforços que a gente teve, mas processo. Então, por exemplo, aqui a gente não tinha asfalto, a gente não tinha creche, o ônibus e essa semana de chuva que choveu bastante, o ônibus não descia ou a gente tinha que subir lá em cima pro Monte Cristo ou para Liquis da Cônia para pegar outros ônibus, porque aqui era difícil mesmo. E hoje a gente tem essa facilidade, né? extência asfalto. Então, vê esse o processo dos barracos de lona virarem barracos de madeira e terem essas estruturas de casa hoje extremamente importante e seg em 20 anos você construir isso é é muito grande. Tem outros territórios que passam 30, 40 anos ao longo do Brasil aa que não chega nesse patamar que a Gleba chegou. E era muito precário mesmo, né, Carlos? Tava me contando no era uma realidade bem difícil, né? Sim. E assim, só para exemplificar o o problema da falta de asfalto. A gente tinha um asfalto básico na rodovia principal, mas as ruas adjacentes a gente tinha que colocar a sacolinha mesmo no pé para conseguir chegar para levar a criança na escola. Quem tinha dois ou três filhos tinha que pegar uma criança no colo, subir até a parte de asfalto, voltar pegar outra no colo para conseguir chegar que para colocar no ônibus da creche. A gente já tinha a Mica aqui que já funcionava, a Douglas e Andrian. A gente tinha que colocar as crianças nos ônibus, mas até chegar no ônibus era uma dificuldade em períodos de chuva, né? Então a gente vê essa transformação, a gente não pode. E eu vou contar que no dia que eu subi, que eu vi asfalto na minha porta, eu realmente chorei e me emociona porque a primeira vez morando, eu poderia sair de salto alto de casa sem ter que chegar no ponto de ônibus e trocar de sapato. Carla, e você me falou que os atendimentos são online, né? É isso mesmo. E você faz onde esses atendimentos online? Os atendimentos online eu passo em casa e alguns casos mais críticos. A o Iipa propicia ter um espaço seguro, um espaço fechado, uma sala que eu não vou ter interferência. Então, esses casos mais críticos eu atendo da Ozipa por conta do estrutura que a gente tem lá. Legal. Então, vamos terminar o nosso bate-papo lá na Ozipa. Vamos lá. Bora. Vamos lá. Bora lá com a gente. Chegamos aqui na Ozipa, eu e a Carla, esse espaço multifuncional que vocês já tiveram oportunidade de conhecer aqui no meu bairro na TV. Carla, eh, para começar, por que você escolheu a Uzipa? Por que você atende, né, as mulheres aqui da Ozipa? Ah, a gente, eu tinha um problema de atendimento, dependendo de horários, porque assim, eu atendo online, em casa, às vezes as crianças saem em casa e tem alguns casos que são mais críticos, por mais que a gente faça um atendimento online, aí tem o fone de ouvido, as intersupções, é cachorro que passa na rua, é caminhão que passa na rua. Então, ter esse espaço hoje na UZIPA para atender esses casos que são mais delicados facilita muito essa conexão, porque não tem a distração, né, do que na rua teria distração. Por isso que essa sala do estúdio aqui, ela é extremamente importante para isso. A mulher que eu atendo, ela se sente segura por saber que o que ela tá contando não vai vazar para ninguém ali do lado. E eu também eu tenho a segurança de que a gente vai continuar ali os 50 minutos que a gente tem de sessão sem interrupção de nenhum ruído externo. A questão da privacidade nesses casos é muito importante, né, Carla? Eh, fala um pouco pra gente aí qual o impacto, né, pro pessoal que tá em casa, qual o impacto que você eh nota que já eh já aconteceu, já já a gente já consegue visualizar nas mulheres que você atendeu até esse momento. Eu já atendi mais de 25 mulheres com valor social, que é um projeto social dentro do que eu faço. Então eu tenho um compromisso de atender as mulheres pretas dos territórios, não só do Piseel, mas também lá do Campo Grande, do da região do São Martins, porque a mulher preta, a mulher pobre da periferia, ela não tem acesso. E terapia é um negócio que tá muito distante ainda, porque se eu ten que escolher e pagar R$ 50 numa sessão de terapia e pagar R$ 50 no arroz e feijão, a mulher ela vai optar sempre pelo arroz e o feijão. Então, quando a gente faz esse trabalho social com custo muito baixo, porque o processo terapêutico, ele precisa ter essa responsabilização também de quem está fazendo o processo. Então, assim, já conseguiu observar resultados muito significativos, porque impacta diretamente nos filhos. Essa mulher, ela começa a se entender, entender que ela tem toda uma estrutura social que coloca no lugar que ela tá, que às vezes o fato dela não tá dando conta de sustentar os filhos, de ter que trabalhar, não é só culpa dela isso. Então, traz esse alívio, tá? A vida dela com os filhos e com esposa e no trabalho melhora muito, porque a culpabilidade de ter que dar conta de tudo. Então, nesse processo, o impacto assim mais real assim de imediato que a gente vê na nas coisas mais superficiais, né? Porque cada mulher vai ser de um trabalho mais profundo, mas na superficialidade do atendimento é trazer essa leveza pra vida, trazer o autoconhecimento, ela entender porque que ela chora muito, ela entender porque que ela é tão mais dura com ela mesmo e com os filhos. Então esse é o primeiro resultado, né? Tirar esse peso de ser mulher no século XX com todas essas realidades e camadas que a gente tem e acaba impactando também em toda a comunidade, né? Porque é um reflexo, né? A mulher, ela se sente mais eh segura até no seu trabalho, na com a família. Então, acho que é um trabalho muito necessário. Gostaria de te agradecer por participar aqui com a gente no meu do meu bairro na TV e trazer um pouquinho também dessa realidade, né, que você vivencia todos os dias aí e trazer um pouquinho pra gente, contar um pouquinho da Gleéba B para compor esse complexo que é o complexo OMG. Eu que agradeço o convite e aí deixa esse convite para você, mulher do território de Campinas, das periferias, que já sabe que precisa ter esse bate-papo de terapia. Talvez você não consiga fazer 6 meses, 4 meses, mas procura aqui o Oziel, procura nas redes social, entre em contato com a gente, com certeza pelo menos 50 minutos ali pra gente fazer um bate-papo, a gente consegue para te atender. É isso aí, vamos girar. Bom, galerinha, a gente segue rodando aqui no meu bairro na TV e agora nós vamos deixar o programa ainda mais descontraído, super para cima. Vai ser bem legal, bem bacana. Onde nós estamos, minha parceira Débora Martins? É isso mesmo, meu parceiro. Nós estamos aqui. Salve, salve quebrada. Nós estamos aqui no Parque Oziel. agora com o pessoal, com a rapaziada aqui da batalha da OMG e daqui a pouco muita rima para vocês, hein? Bom, vamos lá pedir para vocês se apresentarem. Eu tive, não é, a oportunidade de conversar com vocês no Conexão Cultural, tá lembrado ou não? Com certeza. É, é isso, primeiramente, salve salve, um ótimo dia. Beleza, tudo bem, quebrada? E a gente vai seguindo. Eu sou Igo Rebolsas, Google Revolução RB, sou integrante eh do grupo OM Gang, que é um grupo musical que é da nossa parte também e também faço parte da batalha da ONG e no individual faço música desde os 11 anos ali. Tô inserido no meio dessa cultura e é um prazer enorme estar aqui com vocês. Meu nome é Joab, vou da OMG Real, diretamente aqui do Parque Eziel. Eu tenho 21 anos de idade e isso, como que o RB falou, a gente já faz uns uns trampo cultural aqui na quebrada há mais ou menos 3 anos. E é isso aí. Bom, como surgiu aí o movimento? Conta pra gente, aproveite aí a oportunidade. Bem legal o trabalho de vocês. Isso. Muito obrigado. É bom, a batalha da OMG, ela surgiu em 2023 por inicialmente ali três jovens, eu, da OMG Real, inicialmente ali o Taislan também. Aí a gente foi pensando no quesito de realizar nossos sonhos e como que a gente poderia fazer isso, como a gente também já tava fazendo música há um tempo assim e a gente se conheceu em 2023, justamente nesse momento onde não tinha batalha de rima em Campinas, as que já tinham estava um pouco parada essa parada de batalha de rima, aí a gente decidiu fazer uma batalha de rima aqui na região do Parque Esiel chamada Batalha da OMG. E aí a gente completou 3 anos e estamos indo completar 4 anos em fevereiro do ano que vem. E desde então é um movimento que abrange bastante a juventude e com eles a gente teve bastante perspectivas. Enfim, viajamos, cantamos. Acho que o Joab também da OMG Real pode explicar um pouco disso que ele tá nessa trajetória com a gente. Gente iniciou em fevereiro de 2023, né, mano, quando a gente se uniu no nosso grupo coletivo, mas todos nós já tinha uns corre que a gente já fazia antes de se conhecer, né, mano? Todo mundo aqui já tá um um tempinho já na música. Eu mesmo comecei a cantar já com 9 anos de idade, já tava por dentro do meio cultural, principalmente aqui na quebrada OMG. E é bem interessante porque a gente se uniu para fazer esse trampo cultural, mas pela cultura como que tava muito parada assim nas quebradas, só existia mais pelos lados do centro que era um lugar mais acessível, né, mano? Então, nessa nós fez essas trajetórias em busca também de incentivar as crianças a fazer uma música, aprender uma cultura. E tipo, o hip hop, ele é quatro elementos, né, mano? Ele é o o DJ, o grafite, o MC e o breaking. Então, as crianças ela tem esse essa ânsia de poder fazer as coisas. Elas querem fazer essas coisas, principalmente um break, principalmente um DJ, um MC, elas gostam, né, mano? Então a gente sempre pensou, né, cara? Isso, sempre frisou assim, porque a mente delas vai muito além. Então a gente sempre gostou mesmo assim de trabalhar com esse trampo cultural, principalmente pelas crianças. Que legal. Eu queria também aproveitar e perguntar para vocês, que é uma curiosidade minha, como que começou isso? Assim, vocês desde pequenos, muito pequenos, como que começou esse interesse? E como que vocês eh começam a rimar do nada? assim, como que como quando criança a gente não tem um vocabulário tão extenso, né? Então, como que vocês é o que que vocês partiram de onde, vamos dizer assim? Bom, a minha trajetória na música era a seguinte, o meu irmão, ele já cantava aqui já no no Parque Oziel, isso em 2010, 2011, né? Então, tipo assim, ele é um dos fundadores da sigla OMG, então ele já cantava essa música que citava já essa sigla OMG que ele já escrevia. E a minha primeira música eu fiz com 7 anos de idade, eu já tinha escrevido a minha primeira música com ele. Então eu já cantava nas escolas, tipo no final da aula eu sempre cantava, né, mano? E também já tinha chegado a fazer uns shows aqui na na praça ainda quando era tudo de barro, né, mano? Então, tipo, a minha tritória na música começou porque a minha família ela é da igreja, então elas sempre cantaram na igreja e meu irmão também foi MC e tals. Aí isso também acabou me incentivando bem cedo, né? Isso. Acabou me incentivando a começar a cantar também. É isso. E é um universo muito louco, né? Que assim como o da UMG tinha falado, a criança ela tem bastante essa vontade, essa criatividade aflorada e enfim e sonha bastante. Eu mesmo quando eu era criança tava, eu sonhava em ser astronauta, já tinha uns sonhos muitos além. Que legal, cara. E acho que essa trajetória minha na cultura, ela é por influência de ancestralidade também. É o meu ambiente. O meu pai, ele escuta bastante hip hop, a minha mãe também. E eles sempre foram me conscientizando da consciência de classe, de onde eu tô. E minha mãe sempre também foi, eh, sempre e ainda sempre persiste e fala para mim continuar estudando. E a escola ela foi uma dos principais meios para mim conseguir eh tá crescendo a música. Passei por vários lugares aí da cidade. Aí eu cheguei aqui no Parque Eosiel no finalzinho de 2016 e as ruas do Monte Cristo ali ainda era tudo de barro, tinha cachoeira na na rua do generoso ali e enfim, eh foi uma trajetória e foi uma nova vivência, né? Que assim que a gente começa a ingressar na periferia, a gente cria a nossa identidade, né? que é bastante importante. E aí no meio disso, eh, fazer algumas poesias por conta da escola, que a escola do Parque Oziel as professores e as professoras, muito massa. E aí acaba que por conta de cara, mas tem que ter o dom, né? Porque assim, ah, não vou eu lá querer fazer batalha de rima. Ah, não, não, cara. Você tem que nascer, não, tem que nascer com dom. Vocês são bom para caramba, né, meu? Muito obrigado. Mas eu acredito que é é uma questão de persistência. Repetição tem que ter em casa. Treinar. O dom às vezes é uma magia. Eu acho que que uma malandragem ali, tá ligado? Um pouco de alegria. Eu acho que é a magia principal que se torna esse dom. Imagina se a gente for fazer agora uma batalha de rima, não sai nada, né, meu parceiro? Parceiro, acho que nem treinando. Mas bom, por falar em batalha de rima, o pessoal em casa certamente tá tá ansioso aí, tá curioso para para saber como é que funciona o trabalho deles. Bora lá, que que vocês prepararam pra gente aqui no meu bairro na TV? Vamos lá. Bom, como vocês falaram sobre essa questão do improviso, de fazer rima na hora e tudo mais, vou trazer um freestyle improvisado aqui utilizando algumas palavras da imaginação. Uma delas é meu bairro na TV Débora da OMG, também estamos com André, certo? Então pensei em fazer uma rima improvisada, né? Seguindo nisso. Então pode mandar para vocês. Opa, vai agora. Salve salve favela. É rima a capela é RB. OMG Monte Cristo e Gleba. Então vamos seguindo na entrega. Você tá ligado, a minha rima é tipo do mega. Então olha só, eu vou seguir com fé. Tô com da OMG, tem a Débora também. André, então você tá ligado aqui é o RB, OMG e o meu bairro na TV. Só para você ver. Agora pega a visão agora. Então eu falo da locomoção. A locomoção que vai locomover a cultura. Salve meu bairro na TV. Isso aqui é direto das ruas. Que isso meu? Parabéns, massa. Coisa linda, pô. Sensacional. Tem que ter talento mesmo. Valeu. Isso aí vai ter um destacão aí no programa. Muito legal. Muito legal. Bom, vamos lá. Ficou tão bacana que eu quero mais uma. Pode ser. Com certeza, meu amigo. Bora. E ó, seguindo no improvisado, vou mandar um salve pra batalha da OMG, batalha underground aqui. Então, estamos na comunidade. Lembra de estudar educação pra publicidade e também sempre pro seu público. Agora eu vou falar agora o conteúdo. Sempre lembra que você é das ruas, mas as ruas significa que tem que ter muito estudo. Seja estudar a sua arte do freestyle, a persistência pode levar você muito longe. Agora tá ligado, a gente não se esconde. RB da OMG. Isso aqui é OMG igual monge. Aê. Ô, se o cara falar que isso aí também não é dom, né, minha parceira? Só pode ser. É muita qualidade, né? Muita competência. Parabéns aí pelo trabalho de vocês dois e todo mundo. E para finalizar, eu acho que quem tá, quem mais tá no grupo, cara? Quem tá mais no grupo? Também no grupo fala o nome da galera aí. Beleza. Ó, na batalha da OMG, ultimamente tá participando o Revolução RB e o da OMG Real. E a gente também, além disso, tem um grupo musical, né, que é da parte das músicas. Acho que o da OMG pode depois dar uma palinha, que esse grupo ele é composto por cinco integrantes, que sou eu, Revolução RB, o da MG Real, o Bozó MC, o Kai MC e também nossa pérola clássico Lip, que inclusive canta demais, hein, cara. Se vocês estão impressionados comigo, tem que ver esse cara cantando. Bom, parabéns, cara. Muito obrigado por nos receber aqui, né, minha parceira? Um trabalho sensacional, bem bacana. E a qualidade, o talento de vocês é uma coisa impressionante. Acompanhamos aqui de perto ao vivo. Vocês não sabem o que é isso, hein? É uma emoção bacana. É isso aí. Muito obrigado. Satisfação total Evolução RB. Salve OMG. Vamos se conscientizar, estudar. E é isso. Meu bairro na TV. Bora rodar, meu parceira. Vamos rodar mais um pouquinho, meu parceiro. É nós. Gira, gira. He he. He he. Bom, é isso aí, galerinha. O quarto e último bloco aqui no meu bairro na TV. Chegou aquele momento claro que todo mundo adora, que é o momento da receita. A gente vai voltar aqui na rosinha. Tô com a minha parceira aqui, a Débora. A Martins. Tá com água na boca, minha parceira. Meu parceiro, eu gosto de uma moqueinha, hein? Moqueca de peixe. De peixe. E tem uns camarões aí no meio, hein. Ai, aí sim, hein. Bora conferir lá. Bora. Vem, Valdecir Saraiva vem junto com a gente, ó. E aí, Rosinha? Eu falei que eu ia voltar, hein? Tem prazer revêo. Joia. Prazer é nós. Essa aqui é a Débora Martins, minha parceira. Obrigado. Um prazer conhecê-la dentro. E a gente tá com água na boca, viu, Rosinha? Ai. Ah, essa moqueca moqueca de peixe. Ai, vai o camarão. Camar, vem um arrozinho também ou não? Tem, tem. Ai, delícia. Aguarde que daqui a pouco tá. Bora lá. Bora mostrar então, né, Rosinha? Esse passo a passo, né, minha parceira, dessa moqueca de peixe com camarão. Sim. Bora lá. Que que é isso aí? Aqui, aqui tá o alhinho que eu já coloquei aqui. Um pouco de azeite. Eu tô curiosa, hein, meu parceiro, porque eu nunca fiz moqueca, hein. É. E o cheiro já tá ficando bom. É. Aí eu vou refogar tomate. E você usa é alho, cebola? Uso alho, cebola, chumixure. Por enquanto esse Ah, adoro chum. É bom. E como funciona? É um prato que acompanha o quê, Rosinha? Olha, esse prato, ele é maisido com arroz branco. Eu gosto de uma saladinha também do lado e eu vou fazer para vocês assim para ver se vocês vão gostar. Mas pode comer de qualquer jeito, viu? Aí vai o gosto da pessoa, sabe? Vai, é o gosto mesmo. Então, vamos lá. O que que vem agora? Ó, o peixe aqui já tá tudo tal. Já botei um pouquinho de sal pr ele. Tá bonito o peixe, né, minha parceira? Tá bonito. Qual, qual que é o peixe que você usa faz? É tilápia. Tilápio. Tilápio é um peixe excelente, né? Excelente. Eu gost Acho que a maioria das pessoas gostam de tilápia, né? É é um peixe meio universal assim. Eu adoro. Inclusive eu tô acontece meio de dietinha, né? Então a tilápia é bem levinha. Faz bem. Aqui a preparação da buqueca. Quanto vai de tilápia rosinha? Aqui tem 1 kg e e 100, eu acho. Isso aí dá para quantas pessoas? 1,1. Ah, aqui vai dar para umas umas para ser bem um prato bem caprichado. Vai é dá para seis pessoas, né? Nossa, bastante. É, mas para comer é à vontade mesmo. E rende bastante, né, Rosinha? Rende. Rende. E é um prato que sai bastante, né? Sai bastante aqui, quando faz, ó, dá água na boca de olhar. Isso aqui é que é cheirinho. É, já tem, é, o cheiro já tá bominho. É que o pessoal de casa não pode sentir o cheiro, né, meu parceiro. Ai, meu Deus, que pena. É bem isso mesmo. Tá, pega, pega o sal aí, fia, que eu ainda vou colocar mais um pouquinho. Ó, mexuri. Aqui é o chimichure que eu amo. Você gosta, meu parceiro? Eu gosto. Isso aí. Um gostinho especial, meu parceiro. Ah, esse me dá o leite de coco. De branquinho daí. Leite de coco. Leite de coco. Hum. É um dos segredinhos da moqueca, viu? É. É. Eu já vou pôr um pouco. Isso aí. O que que é, Rosinha? Aqui é o azeite de dendêer. Eu ponho um pouco agora e no final. Olha o capricho, gente. Aí eu ponho mais. Olha o capricho. Tá bonito, gente. Pega aqui que no final do vem bastante gente aqui da região, né? Comer, né? Tem vem. E ela faz os eventos, quando as pessoas vem, a minha filha faz. Aí enche de gente, eu faço para o pessoal gosto. Que legal. Salado, você já coloca junto, já é tudo juntoado. É aqui depois eu deixo um pouco pra decoração. Boa. E agora vem vem os camarões. Ah, as crianças chegaram aí, ó. Chegaram. Aí sim. Aí já cozinha. Um camarãozinho, meu parceiro. Meu Deus do céu, que espetáculo, hein? Tá bonito o prato, hein? Vocês vão gostar. Quanto tempo aí fica no Ah, é. É bem rapidinho. 15 minutinhos. 15 minutinhos. Olha, é rápido mesmo. Esse caldinho aqui eu posso pôr, viu? Que é do camarão, que dá um sabor delicioso. Não, e o pessoal em casa tá pegando direitinho porque tá tá bem o passo a passo aqui com a rosinha, né? É, já anota aí os ingredientes, hein? É, vocês querem aprender? Tá na hora. Ah, vai até chimichu. Isso eu não sabia não. Já estou finalizando, já tá pronto. Sei que vocês estão, eu acho que já tá quase passando o horário. É. A ai, mas vai, vai, vale a pena. A minha mãe costumava dizer que o bom da viagem já demora. Ai, gente, eu vou desligar. Já está pronto. Bom, bora experimentar então, né? O prato já está pronto aqui. É um moque de peixe com camarão. Estou aqui com a Rosinha, também com a minha parceira Débora Martins, porque chegou, evidentemente, aquela aquele momento maravilhoso que é justamente o de experimentar, né, minha parceira? O melhor momento do programa, hein, meu parceiro. Um dos melhores. Mas olha, não. E esse camarãozinho aqui, eu tô namorando ele desde que, ó. Aí depois ele vem experimentar o acarajé, que esse camarão aí é do acarajé. Eu vou experimentar depois a minha parceira também vai experimentar pra gente mostrar aqui para os nossos telespectadores do meu bairro na TV. Bora lá, Valdecir Saraiva. E aí aquele momento fazer igual o programa, um programa da TV que fala assim: "Esperar a aprovação". Sabe a sensação que eu tô na praia? Agora sou eu. É, é bem bem assim, cara de praia mesmo. Agora sou eu, hein. Nossa, é muito bom. Hum. Eita. Esse umum eu já sei que gostou. Que delícia, Rosinha. É. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Parabéns. Esse camarãozinho aqui também é no capricho, né, Rosinha? É isso daí. Conta um pouquinho da história do bar pra gente aqui, o bar da Rosinha. Ó, eu posso contar do começo do bairro, porque assim, eu eu vim da Bahia para cá, na Bahia eu tinha comércio lá, tinha um bar na Bahia, né? E e aí quando meu marido veio passear aqui, aí quis ficar, arrumou o serviço aqui, cá e logo veio para aqui, já conseguiu aqui o terreno da ocupação, né? e queria que eu viesse. Eu ficou, eu e minha filha lá, André, os outros já veio antes, né? Aí eu falei: "Não, ah, não quero ir, não quero". Depois eu falei: "Vou só vou ficar sóito meses lá". Aí quando eu cheguei aqui, foi difícil, difícil mesmo. Até chorei querendo voltar porque era muito difícil do bairro. Só que hoje eu agradeço muito, muito a Deus. E eu Campinas, se talvez se eu fosse para São Paulo, para qualquer outra cidade eu teria voltado, né? Porque meus irmãos moram em São Paulo, lá é capital assim, eu não gostei. Eu gosto de espaço. Aqui é muito parecido com a Bahia, Campinas. As ruas é bem igual a Bahia. Eu falo que é parecido mesmo com a Bahia. As ruas bem espaçosas, né? E e o povo também muito muito assim que que acolhe, né? Acolhe, acolhedor e e maior oportunidades também que teve para meus filhos. Hoje são todos já formados, né? E trabalha. A minha filha tá mais velha, já tá se formando em doutora. Não sei se eu posso falar, mas eu tenho orgulho de falar, sabe? Igualzinha essa emoção toda a sua agora chorando e tudo mais. É porque a senhora lembra do início de É do início foi muito muito muito difícil. Pessoa queria até tinha muita reintegração de terra para tirar a gente, mas nós fos à vontade, vai. Eu tô conversando, mas vocês podem comer. Você vai contando e a gente vai comendo. É, então aí nessa época, mas agora que para mim não tem um lugar melhor para morar, sabe? Eu eu costumo falar pro pessoal, ah, eu vou tal pra outra outra outro bairro, eu falo: "Eu sou só saio daqui para ir pra minha cidade". Se um dia eu tiver a intenção de sair é pra minha cidade, porque amo Campinas e foi que é que acolheu mesmo a gente, todo mundo trabalhando, os filhos formados. Eu só tinha quarta série, eu fiz, eu terminei, né? Meu fiz o segundo grau, fiz vários cursinhos, eu não perco oportunidade, todos os cursos de confeitaria, de padaria preparei, eh, tudo que que tá no meu alcance, eu tô fazendo aí. Então, aproveitando as oportunidades, né? Eu queria ir mais tarde, eu queria ir voltar lá pra minha terra, eu boca e os filhos já tá todo mundo na, né? Todo mundo encaminhado, né? Ô, Rosinha, pra gente não perder a oportunidade, eh, aqui é aberto de domingo a domingo. É domingo a domingo. Boa. Quem tiver por aqui, bora para bar da Rosinha que é uma delícia. Olha, pessoal, essa moqueca aqui eu vou te falar, viu? Nota 1000, super recomendo, com uma saladinha e um arrozinho branco, camarão. Sensacional, bem servido. Bem servido. Vou até comer mais um pouquinho. Uma delícia. Fica à vontade. Mais alguma coisa, minha paciera? É só agradecer vocês ter vindo ai ter vindo, tá falando bem da minha comida e e assim eu faço com muito carinho, né? E aqui no meu barco na TV a gente só mostra comida boa. E essa aqui logicamente também está nas comidas boas. Obrigada. Obrigada. Saborosas que a gente mostra, minha parceira. Obrigado. Seja bem-vinda. Eu que agradeço. Agradecer a Rosinha e eu gostaria também, meu parceiro, de agradecer todas as pessoas que participaram dessa edição do programa, né? A gente foi bem acolhido em todos os lugares que a gente passou. Acho que vale a pena, né, a gente deixar registrado aqui e vamos para uma próxima edição aí. Vamos saber para onde, né, meu? Seja bem-vinda nessa parceria aqui no meu bairro na TV. Estamos junto, meu parceiro. Eu amei. Eu assistia, eu assistia na TV, mas eu não, eu não imaginava que eu ia ser uma dessas que já várias vezes eu tá chi já veio várias pessoas de outras, né, da da TV Câmera também já veio, né, e as outras emissoras também já vinheram, mas eu achava, eu achava legal vocês fazendo lá com sua moça mesmo do pastel, né? E não do pastel não, do Ah, esqueci agora. Já teve pastel também. É de salgado. Salgado, né? E eu achei. Mas eu tá daí a pouco você já agora já tá aí. Eu já tô aí. Obrigado, viu R? Obrigada. Estamos junto minha parceira. Estamos junto. É isso que eu falo. Estamos juntos. Bom gente acostumados. Caso vocês tenham alguma sugestão, é de bairro pra gente, o WhatsApp é esse que aparece no seu vídeo, tá bom? Muito obrigado e até a próxima oportunidade. Eu sou a Rosinha, moro no Jardim Monte Cristo e e eu tô com muito orgulho de ter recebido esses queridos Rosinha. Tchau, gente. Um beijo. Eu vou comer mais um pouquinho. Tchau. Fui. Que pa, hein?
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