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Os coelhos são meigos, silenciosos, mas cheios de personalidade. Mas um animalzinho desse em casa exige muita responsabilidade. Os cuidados são essenciais para garantir uma vida longa e saudável. Para ter um coelho, na verdade, para ter qualquer pet não convencional, o legal é a gente avaliar a rotina da pessoa que vai adquirir, se tem, né, se é uma pessoa que trabalha o dia todo, se vai ter um tempinho pro animal. Eh, condições financeiras é extremamente importante, porque esse animal precisa ter uma boa alimentação, precisa de cuidados veterinários, né? E tem essa questão também eh do ambiente, então se é um apartamento, se é uma casa, se é uma casa com gramado. Então tudo isso leva em consideração. Bem que hoje eu tenho atendido muitos pacientes, né, tutores que possuem coelhinhos em apartamento e eles se dão super bem. Eles fazem cocô e xixizinho no lugar, na caixinha, no lugar certinho. Então, a gente consegue criar toda uma rotina, eh, um condicionamento, né, com esses animais para ter uma boa, uma boa organização do ambiente e ficar limpinho. E eles mesmo, eles gostam também de lugar limpinho, então tem dado muito certo. Mas eu acho que o principal é tentar avaliar isso antes de ter um pet não convencional. Eu falo que o ideal seria passar para uma consulta sem o animal, porque aí eu passo todo, né, o manejo, eh, pra pessoa ver realmente falando, não, pera aí, para mim é um hamster, não, eu acho que para mim seria uma ave, não, um coelho então isso seria o legal, porque tem muita gente que pega, né, na Páscoa, um coelhinho ou acaba pegando porque ganhou de alguém e aí quando realmente adquire e tem o coelhinho, vê que não era aquilo e não consegue dar atenção e tudo mais. Você falou de alimentação, né? Eh, qual que é a alimentação? recomendado. O que que eles comem? A alimentação do coelhoes são herbívoros, então eles precisam de feno. O feno é aquela aquele alimento mais seco, né? Como se fosse uma graminha, só que ela é mais seca, que ajuda no desgaste dos dentes. Então 70, 80% é de feno. Depois a gente pode oferecer as folhas, folhas escuras. Depois a gente pode entrar com petisco, legumes e frutas, né? Mais legumes do que frutas. E a ração, ela seria um suplemento, ela não é base alimentar. acontece muito de quando vão adquirir um coelho em pet shop, do vendedor vender a gaiola e a ração, mas na verdade não é essa alimentação, né? Eles precisam mais do feno, que é ali 80% se alimentando diariamente e depois a ração é só para suplementar o que falta mesmo. E Raíça sobre esse ambiente, né, que precisa também eh adaptar, né, o animal, dependendo ali se é casa ou se é apartamento. Como que é essa adaptação? Você mencionou sobre gaiolas, eles têm que ficar numa gaiola num determinado momento, depois soltar. Como que funciona isso? Antigamente se tinha esse pensamento de coelho em gaiola, por da índia em gaiola, mas na verdade são animais que gostam de explorar, são animais que gostam de correr, dar pulinho, então são animais que não gostariam de ficar em gaiola, né? Nem é para ele, pro desenvolvimento e uma qualidade de vida. Então, o indicado, é claro, tem situações que eh relatam de cercado ou de gaiola, mas eu sento a favor do animal num espaço muito maior. Então, que seja num cômodo ou que pegue uma área da do apartamento da casa, porque é isso que eu falei, a gente trabalhando com a parte comportamental, a gente consegue definir onde é a área de banheiro, onde é a área de alimentação. Então, porque a preocupação maior, ah, ele vai fazer bolinha todo o meu apartamento, mas na verdade não, a gente consegue melhorar com o condicionamento, o banheirinho, a área de alimentação, isso muda. Então, o pensamento de que o coelho tem que viver na gaiola, ele cai por terra. A gente consegue manter ele sim num ambiente maior e convivendo ali com o tutor no dia a dia. Tem pacientes mesmo que dorme na cama e não faz xixi na cama. Então, é quase, eu falo, é quase que um gato, né? Eles tem um comport, eles aprendem, eles aprendem. E essa parte comportamental deles, eles têm essa interação também da aprendizagem, tem interação, tem personalidade, tem um coelho que é mais fofinho e pede carinho, tem um coelhinho que não quer carinho só na hora que ele quer. Então tem personalidade diferente, não tem jeito. E tem interação, sim, a interação na alimentação, a interação na hora de brincar, a interação de pedir carinho. Então eles têm toda uma rotina. é que a gente tem esse pensamento, ah, o coelho não vai ter muita interação, é só vem quando alimenta, mas na verdade não. A gente consegue ter uma boa interação com eles e eles pedem carinho também. E eles eles reconhecem também o tutor, o dono, tem essas cois, eles reconhecem o dono, reconhece o cheiro e o som. Então, eh, muitas vezes, a quando a pessoa chega em casa com um barulho, a gente fala até de passarinho também, chega com carro eh alarme e o passarinho é de apartamento, já começa a piar porque viu o barulho do carro, o coelho não é diferente. Então, o som, barulho da voz, eles sabem quando o tutor. E assim, é claramente quando passa por uma consulta, quando é o tutor, quando é veterinária, eles preferem mais o tutor. Então é, nem comparação, não tem comparação. Eles você já reconhece também esse comportamento deles, né? E falando sobre assim, por exemplo, estresse, uma uma rotina mais agitada, tem momentos assim que os coelhos eles são diferentes? Tem alguma diferença de um animal, por exemplo, um cachorro, gato, como você mencionou? Eles são parecidos com os gatos. Os gatos quando muda a rotina, eh, eles param de comer, pode dar cistite, eh, fica um dia escondido, coelho não é diferente. Então, se de repente procura levar o coelho para um outro lugar ou se tá em mudança ou ganhou um animal novo, eles mudam o comportamento também. Então, às vezes para de comer, para de defecar, que é o principal. Então, qualquer estress, qualquer mudança tem alteração e comportamento. Sim. E a higiene, como que é a higiene do coelho? A higiene, normalmente os tutores cortam, né? Porque assim, depende da onde o animal vai viver. Então, se o animal tem eh acesso a um ambiente, consegue desgastar as unhas, não tem necessidade de fazer o corte. Mas em apartamento ou casa, que é piso, o ideal é sempre cortar cada 4 meses para não se machucar na hora da limpeza e não machucar o próprio tutor. Ali na região onde fica o perínio, né, onde eles fazem o xixi e o cocô, normalmente não há sujeira porque as bolinhas saem sequinhas bonitinho. Então não teria problema, a não ser que o animal venha adoecer por algum motivo e tem aí de repente um episódio de fees mais mole, mas enquanto a isso não precisa. E banho não é legal dar em coelho, né, por conta de estress. Eles mesmos fazem a própria limpeza igual gato. Então eles tomam o próprio banho e aí já entra um outro motivo que a gente tem que tomar um pouco, né, ficar um pouco em alerta por conta dos pelos, porque o gato eles conseguem vomitar a bola, o coelho não. Então se o coelho faz alta limpeza, ingere esse pelo, ele vai pro estômago e aí vira um corpo estranho. Aí já é um outro problema que a gente tem aí. Então, o ideal é sempre fazer a pentear os coelhos e a gente oferece também algumas pastinhas que ajuda a questão de digerir esse pelo para sair no cocozinho, né? E lembrando que eles fazem as trocas sazonais também de pelo. É, então, inclusive o brigadeiro entrar nesse processo de troca, né? Brigade troca. O brigadeiro tá em troca e a tutora sempre tá fazendo ali, penteando para tirar o excesso, para ele não ingerir esse essa quantidade de pelo. É um processo natural, então, dos coletes, é um processo natural. É um processo natural. Aí vem todo pelame novo e o antigo cai. O coelho, diferente de cão e gato, eh eles não demonstram, eh sintomas. Então quando normalmente, porque assim, vamos pensar, são animais eh silvestres, na natureza, eles não podem demonstrar que estão doentes, senão o predador vem, eles são presas e acabam sendo predados. Eh, então não é diferente em casa, eles procuram não demonstrar sintoma e quando demonstra às vezes é tarde demais. Por isso que o ideal, ah, parou um pouco de comer, tem gente fal assim: "Ah, vou esperar, se não voltar a comer, eu levo." Não, não parou de comer, tem que levar, porque é alguma coisa errada, né? Tá com uma fase mais mole, tem que levar. Então, a gente tem alguns problemas comase intestinal, que é quando eles não conseguem defecar, é, pode ter compactação de pelo ou corpo estranho. Às vezes a gente dá rolinho de papel higiênico pro coelho comer, ele ingere e forma um corpo estranho, não consegue defecar. Eu tenho muito problema de dente, então o coelho não tem uma alimentação adequada, come só ração, come muita fruta, que dá care como todos outros os animais. Eh, não come feno, o dente cresce, aí não consegue comer porque começa a formar, eh, ponta dentária, abesso. Então, são coisas que podem acontecer. O ideal é levar o a esse animalzinho, né, o pet não convencional a cada se meses para uma consulta, né, pra gente os mais novinhos uma vez por ano, conforme vai ficando mais velhinho, pelo menos a cada seis meses pra gente ter esse controle, tá? Um checkup, até porque eles não vivem muito, né? Então a gente, eles vivem até qual que é? Ah, a estimativa é 10 anos. 10 anos. Mas já recebi o mais velhinho que eu tive, que o que eu atendi aqui foi 15. Aqui no Brasil não precisa eh vacinar não. A gente não tem doença que tem a necessidade da vacinação. Isso acontece. Isso acontece só eh fora do país. Então aqui não tem vacinação. O vermífo, o fato de da vermifugação, ela acontece quando a gente faz o exame de fezes. Então não indico, ah, cada seis meses eu vermífogo o meu coelho. Não há necessidade. O ideal é fazer três amostras, coletar três amostras de fees. Se der positivo para alguma coisa, aí a gente entra com a medicação correta. Mas não indico por o animal ele acaba mexendo com trato gastrointestinal, as feeses muda, eu vou dar uma disbiose sem ter necessidade. Então só se é positivo mesmo para pro exame de fezes. Os coelhos aconteceram, simplesmente vieram. A gente sempre teve porquinho da em casa. Aham. E daí quando a Raí estava cuidando de uma porquinha minha e tinha o brigadeiro paraa adoção, ela viu que eu era uma tutora séria, tals, e ela ofereceu a gente sentar, simplesmente veio, né? Veio e a gente teve que adaptar um pouco a casa porque é um bicho de outro porte, né? praticamente um gato vegano e eh é muito legal. Você é apaixonada, né? Com certeza. O brigadeiro veio primeiro. O brigadeiro veio primeiro e ele ele é um coelho, acho que às vezes que é até um pouco fora porque ele é muito amor, muito apegado, muito carentão. Uhum. Se ele fosse um cachorro, ia ser aqueles que vê uma pessoa já vira de barriga para cima, pedir carinho. Daí a Mia chegou depois. A Mia a gente pegou porque ele tava precisando de um ser da mesma espécie para dialogar, que eles são bichinhos de bando da natureza, então eles têm uma vida social muito ativa e até por isso que eles eh adotam você, incluem muito você na na vida deles, interagem para caramba. É uma interação um pouco diferente de gato cachorro. você não vai esperar o a linguagem que você tem de um de um cachorro ou de um gato. Eles têm uma linguagem até porque eles não fazem barulho. Eles eles até fazem, mas eles tipo quando eles estão bravos com com uma coisa, bate o pé no chão ou chama atenção, mas é tem coisa de chegar em você, lambê, puxar a barra da calça. É, eles querem chamar atenção. É assim o jeito. Tem o brigadeiro ali, ele enfia a cabeça embaixo da sua mão pedindo carinho. Ai, que bonitinho. Não, eles fazem, eles interagem para caramba e eles se dão super bem juntos, não tem nada. Você vem, fica grudado e pede carinho um pro outro e fica um bolinho de coelho. E lá na sua casa você falou que você precisou adaptar, né, o espaço. Eles ficam soltos. ficam soltos, ficam por tudo. A gente colocou uma aquelas portinhas de de cachorro pr pra cozinha e que eles não entram e uma outra no escritório para separar do dos porquinhos na hora de comer. E é assim, é, mas eles são muito inteligentes no E e qual que é a diferença assim de comportamento da Mia pro brigadeiro? O que que você percebe? O brigadeiro ele é mais cara de pau, mais atentado. Ele ele é muito muito inteligente e inventa coisas para ele. Se acontece alguma coisa que apronta, geralmente é o brigadeiro, até porque ele alcança mais que ele tem todas as patinhas. É. E a Mia, ela é mais, mais bebezona, mais meiga. Que e ela não veio assim, ela veio, ela tava com medo, ela mordia, rosnava e ela ficou em casa. Agora tá esse bicho meigo. Eles têm uma banheirinha que que é de gato. Aham. Inclusive a serra a gente usar aquele peletizado higiênico de madeira que molha, ele dissolve e vira uma farofa, então ele segura para caramba o cheiro. Não, não tem cheiro. Uhum. E os dois são castrados, então isso também ajuda. E daí tem feno. Isso é uma coisa. Você você tem coelho, você vai ter feno por tudo e pelo por tudo. E eles espalham o feno, usam para brincar. Também tem gente que fala que até serve para brincar. Às vezes é você você faz o às vezes você coloca dentro de um rolinho, de alguma coisa, você faz o brinquedo, é brinquedo de comer, né? Feno a gente coloca também às vezes para dar uma graça, a gente coloca camumila ou eh folha de amora e eles ficam surtados. Uma das coisas que mais dá problema é dentição. E daí tem a gente tem uma hora que a gente dá folha fresca todo dia, eles surtam, vem e a ração é separado. A gente pesa até porque tem que ter um controle de peloso bem bem forte com a Mia, porque ela ela não pode forçar a patinha. Uhum. Inclusive a gente teve que fazer uma adaptação extra na casa, porque a gente precisou colocar tapete que eles derrapam, né? Ah, tá. Eles eles não têm coxinha por causa do piso, né? Eles têm uma pata que é toda peludinha e tem as unhinhas dentro. Eu vou seguir os exemplos dos meus. Não compre dot. Uhum. Se você procurar, tem ONGs especializadas, tipo a que eu a que eu peguei da da Mia, tem outras que eles ajudam, orientam para caramba o mesmo pessoal de uma Raíça, a Bruna também, que a veterinária, veterinário tem que ser especializado. Uhum. E procura informação. É um bicho que ele ele tem uma sutileza, mas ele tem um amor. Você ter uma presa que tá com uma segurança plena com você, 200%, não tem preço.